Daily Archives: 2008/05/29

Ganha consistência a aparição de uma “política de Defesa comum” entre os países da CPLP

(http://www.agal-gz.org)

Em 17 de Maio de 2008 os ministros da Defesa da CPLP aprovaram a chamada “Declaração de Díli”. Segundo esta, a proposta portuguesa para a fundação de “Centros de Excelência”, que já noticiámos no Quintus será a primeira fase para assentar os fundamentos de uma política de Defesa comum, erguida em torno do seu pilar fundamental que é o do treinamento e da formação dos meios militares da Comunidade Lusófona.

Agora, compete ao “Secretariado Permanente” da CPLP a recepção das propostas dos diversos Estados da Comunidade de forma a, em 2009, elaborar uma lista dos diversos Centros, indicando explicitamente quais as áreas de formação específica entregues a cada país.

Cabo Verde, Angola, a Guiné-Bissau e Moçambique já se exprimiram dispostos a acolher a instalação local de um destes “Centros de Excelência”.

Já há muito tempo – praticamente desde a independência dos PALOPs – que Portugal tem colaborado em diversas fases na formação dos militares destes países, e atualmente, os mesmo tipo de missões é cumprida em Timor-Leste. A fundação e alargamento destes Centros de formação vai expandir esta experiência e consolidar a ligação dos países da CPLP neste domínio, precisamente como defendíamos NESTA petição, já que estes Centros terão como principal objectivo formar militares lusófonos, e treiná-los muito particularmente para a participação em missões de paz da ONU ou de outras entidades internacionais, algo em que Portugal e o Brasil (este menos) têm já alguma experiência que podem transferir para os seus parceiros na CPLP. O recurso a forças angolanas ou moçambicanas nos (infelizmente) numerosos cenários de crise em África seria um objectivo a curto prazo para os militares aqui treinados… Angola, por exemplo, teria todas as condições para substituir outros países que vemos frequentemente nestas missões africanas, e desempenhando sempre o seu papel de uma forma muito medíocre e ineficaz… como a Nigéria, por exemplo e alavancando a CPLP para outros voos, mais ambiciosos e de maior escala mundial.

Fonte:
Lusa

Publicado também na Nova Águia

Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 3 comentários

Quids S12-17: Que super-herói é este?

Dificuldade: 2

Regras:

1. Cada Quid valerá entre 1 a 3 pontos.
2. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.
3. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no período seguinte (12:30-14:30 do dia seguinte, juntamente com o lançamento do Quid seguinte). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, se pedidas.
4. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

Categories: Quids S12 | 10 comentários

Um português chamado António Vieira: Vieira: de Anti-Sebastianista a NeoSebastianista

Num dos seus primeiros sermões, realizado em Janeiro de 1634, convenientemente na festa de São Sebastião, na Baía, António Vieira ergue-se como um crítico daqueles que defendiam a tese do regresso do rei perdido nas areias de Alcácer Quibir, ironizando: “Foi S. Sebastião o encoberto porque o encobriu a realidade da vida debaixo da opinião da morte… Ó milagre! Ó maravilha da providência divina! Na opinião de todos era Sebastião morto, mas na verdade e na realidade estava Sebastião vivo, ferido sim e mal ferido, mas depois das feridas curado; deixado sim por morto de dia na campanha, mas de noite retirado dela, com vozes sim de sepultura e de sepultado, mas vivo, são, valente e tão forte como de antes era. Assim saiu Sebastião daquela batalha e assim foi achado depois dela: na opinião, morto. Mas na realidade, vivo.” E neste sentido, ía Vieira contra a opinião dominante na Companhia de Jesus, já que nesta abundavam aqueles que davam eco aos mitos sebastianistas, como Simão Gomes, dito de O Sapateiro Santo (não confundir com Bandarra).

António Vieira, brasileiro desde os sete anos, participante activo da guerra contra os hereges holandeses e frustado com a condução da luta contra estes, escreveria a propósito do andamento desta guerra e dos feitos dos comandantes reinóis na mesma: “Se foram verdadeiras todas aquelas certidões dos soldados do Brasil, se aquelas rimas de façanhas em papel, foram conformes a seus originais, que mais quereríamos nós? Já não houvera Holanda, nem França, nem Turquia; todo o mundo fora nosso.” Olhava para o então rei Filipe IV como a grande esperança para a boa resolução da guerra holandesa. Com efeito, em Janeiro de 1641 (ainda antes de que a nova da Restauração ter chegado ao Brasil), Vieira declarava num sermão Filipe como “invictíssimo monarca” e lhe desejava a vitória na sua marcha contra os revoltosos na Catalunha. Ou seja, António Vieira desacreditava do regresso de Dom Sebastião, porque acreditava que isso retirava energia à forma como os portugueses no Brasil poderiam beneficar do apoio de Filipe na sua guerra e vontade a este de lhes acudir nestes apuros e, nessa época, acreditava que entre as duas empresas: de restaurar a independência do Brasil ou a de recuperar as terras brasileiras perdidas para a Holanda, a segunda era mais importante e a primeira era danosa uma vez que reduzia o poder e a capacidade do “invictíssimo monarca” de expulsar esses hereges.

Ao contrário de alguns, mas seguindo a maioria, Vieira alinha com aqueles que aclamam o novo rei, Dom João IV, assim que as novas da Restauração chegam ao Brasil. Pouco tempo depois, embarca para Lisboa e após atribulada viagem desembarca em Peniche. Vieira, em resultado da sua cultura e eloquência, cedo se torna num dos esteios principais do novo regime. Continua descrente quanto ao regresso do rei perdido em Marrocos, mas não é mais um simples descrente em Dom Sebastião, o Jesuíta compreende então que o novo rei podia beneficiar de todo o profundo e intenso sentimento popular que desejava o regresso de Dom Sebastião em seu proveito e como auxílio determinante para a guerra contra Castela e de Anti-Sebastianista, transmuta-se em Neo-Sebastianista. Daí em diante passa a propagar a interpretação das profecias do Sapateiro de Trancoso como uma antecipação da chegada de Dom João IV ao poder, atribuindo ao novo regime uma renovada legitimidade, refundando-o sobre as expectativas populares do regresso do seu antigo monarca.

Esta passagem de Anti-Sebastianista a Neo-Sebastianista não é, em Vieira, um artíficio discursivo ou uma conveniência política. É algo de sentido e de profundamente vivido. A partir daí, Vieira haveria de percorrer o caminho que o levaria a defender Dom João IV como o líder do dito”Quinto Império do Mundo” de uma forma tão convicta e profunda que marcharia até bem perto das perigosas atenções da Santa Inquisição.

Publicado também na Nova Águia

Categories: Brasil, História, Padre António Vieira, Portugal | Deixe um comentário

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

PEDAÇOS DE SABER

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy