Daily Archives: 2008/05/18

Lost (“Perdidos”) S04E12 “There’s No Place Like Home”, parte 1 [Spoilers]

Este episódio é o primeiro de um final dividido em três partes desta 4ª Temporada de “Lost”.  O título do episódio “There’s No Place Like Home” é uma homenagem ao “Feiticeiro de Oz”, um filme de 1939 onde Dorothy, a personagem principal cita a frase “mágica” que a transporta de volta para a sua casa, algures no Kansas… Uma referência muito descritiva do enredo, portanto… Não sendo particularmente rico no que respeita a esclarecimentos para os mistérios da série, oferece, ainda assim algumas pistas que iremos abordar de seguida:

1. No Hercules C-130, os “Oceanic 6” viajavam no interior do aparelho e então ouvimos Jack a dizer algo que já antes sugerira a Hurley num episódio anterior: “Todos sabemos a história. Se perguntarem algo que não possamos responder, não dizemos nada.” Há aqui várias explicações… Talvez os Seis tenham saído da Ilha, apenas porque o queriam fazer, e os demais sobreviventes decidiram ficar para trás (como Sawyer e Locke) ou morreram depois do atual curso da acção na Ilha (como Jin e Claire).  Outra possibilidade, bem plausível, tem a ver com o facto da Ilha mover-se… Assim, a sua posição atual pode já não ser conhecida pelos Seis, e para que Widmore não a torne a procurar (e encontrar) optaram por dizer publicamente que todos os demais sobreviventes morreram…

2. Confirma-se a existência de mais uma Estação Dharma, a “Orquídea”. Ao contrário do que previ no anterior comentário, ao S04E11, a Estação Orquídea não é o “Templo”, onde se refugiou o grupo dos Outros e para onde Ben queria enviar Alex, a sua filha. A Orquídea não é o Templo, mas o local onde se poderá executar as indicações de Jacob para “mover a Ilha”. Tendo em conta que os “Oceanic 6” deram à costa na ilha de Membata (que em bahasa significa “cancelar”) e que esta ilha se localiza no sul da Indonésia, isso poderá indicar que quando a Ilha foi movida a partir da Orquídea desde o Pacífico Sul, não muito longe das Fiji até ao Índico… Quando Faraday, o físico da expedição Widmore folheia o seu diário, mostra uma página com o desenho do logotipo da Estação Orquída, revelando o mesmo logo que a parka que Ben envergava quando se materializa no deserto tunisino… Isto quer dizer que a Orquídea, além de ser capaz de fazer mover a Ilha, consegue também mover seres vivos (como os ursos polares Dharma que surjem no Saara) e Ben… E que Ben vai conseguir escapar da situação de captura em que se encontra no fim deste episódio por esta forma… O tal “plano” que ele confessa a Locke ter sempre na manga.

3. Na conferência de imprensa no hangar, Sayd é interrogado: “É possível que haja outros sobreviventes?” Ao que responde: “Não. Absolutamente.” Mas no S04E11. Jack recorda a Kate que Sawyer “tinha escolhido” ficar na Ilha, e esta aliás, parece ser capaz de comunicar com Sawyer na Ilha, por telefone, dando a entender que havia ainda alguns outros sobreviventes do Oceanic 815 na Ilha… E aliás, se assim não fosse, porque teriam os “Oceanic 6” combinado uma história entre si?

4. Ben diz que a Estação Orquídea é “uma estufa” e que “vamos mover a Ilha“. Hugo faz a pergunta inevitável: “Se podes movê-la porque não a moveste antes de o bando de psicopatas terem chegado?” ao que replica Ben: “Porque fazê-lo é tanto perigoso como imprevisível“. Ben esteve naquele local, onde escondeu a caixa com os binóculos, o espelho e os biscoitos da Estação Cisne há 15 anos atrás… Ou seja, a caminho da Orquídea. Para mover a Ilha, afastando assim qualquer possibilidade para que a Dharma Initiative enviasse novos elementos para a Ilha depois dos Outros terem aniquilado todo o seu pessoal?… Agora Ben, tem que repetir a perigosa operação para afastar da Ilha, os expedicionários de Widmore. É que claro que restam os mercenários de Keamy… Mas para lidar com estes cinco mercenários tem o seu perigoso (e aliás, mais numeroso) bando de Outros, que agora, muito oportunamente reapareceram… Quando a “mover a Ilha”, esta operação terá sido executada várias vezes durante a história, por outros operadores além de Ben… Ou porque acham que aparece o Black Rock no meio de uma montanha?

5. Ben comunica através de um espelho com alguém numa montanha, não muito longe da Orquídea por sinais de morse (a mensagem é “apanhem-nos, apanhem-nos”). Fica claro que Ben está a comunicar com os Outros, e que essa montanha e, logo, a Estação Orquídea ficam perto do “Templo” revelado no final da 3ª Temporada. Outra opção é que no topo dessa montanha há uma espécie de vigia da Orquídea, guarnecida por Outros…

6. Sun, quando confronta o seu pai, após ter regressado da Ilha, diz que “duas pessoas são responsáveis pela morte de Jin. Tu (pai), és uma delas”. Assim, ficamos a saber que ainda que pareça haver sobreviventes que escolheram ou que não puderam sair da Ilha, Jin não é um deles e que foi morto por alguém aí presente. Quanto ao outro responsável… É quase certamente Charles Widmore, que organizou a expedição que já assassinou tantos habitantes da Ilha e nos próximos episódios irá fazer o mesmo a mais alguns… Jin entre eles, certamente.

7. Uma das últimas cenas do episódio mostra numa sala do “Kahana” uma grande concentração de explosivos C4. Estes, estariam ligados a um detonador controlado por rádio-frequência (as tais interferências de RF detectadas na ponte). E fica assim explicado porque é que os sobreviventes não usaram o navio para sairem da Ilha e esta antecipada explosão (tão ao gosto dos seriados e dos filmes norte-americanos) torna-se quase numa inevitabilidade para o último episódio da 4ª Temporada…

8. Ben revela a Locke que a “verdadeira Estação Orquídea” é subterrânea e que só pode ser acedida a partir de um elevador secreto. Assim, a Orquída não é apenas uma “estufa” (comentário 4), mas algo com objectivos muito mais amplos… nomeadamente os de “mover a Ilha”. Tendo em conta que no subsolo da casa de Ben, em “Otherville” havia uma porta com hieroglifos pseudo-egípcios (com avisos de “atenção, perigo” em egípcio), não nos espantaríamos muito se nesta Estação subterrânea, obviamente muito antiga e anterior à Dharma (como Jacob parece ser), encontrássemos novamente hieroglifos e ruínas como as da coluna onde os Outros prenderam o pai de Locke, a casa arruinada na falsa “aldeia dos Outros” da 2ª Temporada e a estátua de 4 dedos da 1ª temporada.

9. Quando Richard Alpert surge da selva e contribui para capturar de uma forma algo pacífica (e muito contraditória com a atitude dos Outros na anterior temporada) assume-se com uma espécie de líder dos Outros na ausência de Ben. Recordemo-nos que foi o próprio Alpert que recrutou Benjamin Linus para os Outros quando este era apenas um adolescente vivendo na “Cidade dos Outros”, então ainda habitada pelos membros da Dharma Initiative. Alpert não envelheceu desde então e isso torna-o num dos membros mais antigos dos Outros, talvez tão antigo quanto a própria Ilha… E com quatro dedos nos pés. Notemos também que nesta cena os Outros aparecem com os disfarces da primeira temporada, isto é, finjindo serem pessoas que vivem sem meios no meio da floresta… Estes disfarces não existem para serem exibidos aos sobreviventes, já que estes já conhecem o seu segredo, mas para iludirem os expedicionários quanto à exiguidade dos seus meios e armamento.

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A Índia vai colocar um homem… ou uma mulher em órbita até 2015

GSLV

(O GSLV, o lançador a partir do qual será criado o lançador tripulado da Índia in http://www.isro.org)S

Sendo que a Índia prometeu – em 2006 – colocar em órbita o seu primeiro astronauta até 2015, corre agora em Bangalora (sede da agência espacial indiana, a ISRO) o dilema se este astronauta será um homem ou uma mulher… O projecto, designado de “Indian human space flight” está orçamentado em 10 milhões de rupias, mas ainda terá que ser aprovado pelo governo da União. Mas deverá ser aprovado já que, segundo admite a própria ISRO “se trata de uma questão de orgulho nacional”, especialmente agora que a China – eterna competidora da Índia – já colocou dois homens no Espaço e desenvolve a um ritmo constante e seguro o seu programa espacial tripulado.

Para que a Índia consiga colocar em órbita um astronauta o atual orçamento da ISRO de apenas 4 milhões de rupias deverá ser reforçado durante seis anos por mais 10 milhões, a dividir por estes seis anos. O primeiro passo a vencer será o desenvolvimento de um veículo espacial capaz de transportar dois astronautas numa órbita baixa (LEO) de 400 Km durante, pelo menos, sete dias. O veículo deverá ser desenvolvido a partir do atual “Geosynchronous Satellite Launch Vehicle” (GSLV), um dos lançadores mais fiáveis do mundo, mas que, para este efeito deve ser tornado ainda mais seguro, consistindo neste ponto o essencial das alterações a implementar no GSLV. O derivado do GSLV será então designado como GSLV-Mk II ou GSLV-Mk III e será testado pelo menos em três lançamentos antes de, por fim, receber a sua carga humana a caminho do Espaço. O GSLV é já hoje uma tecnologia amadurecida, tendo demonstrado a sua capacidade em 28 de Abril quando, de uma só vez, colocou em órbita dez satélites.

Em Janeiro de 2007, a Índia demonstrou dominar já algumas das áreas chave para colocar em órbita um astronauta ao lançar e recuperar a “Space capsule recovery experiment-1” (SRE-1) uma plataforma de teste para estruturas aero-térmicas, desacelaração e sistemas de flutuação, navegação, controlo de voo que regressou à Terra e que foi recuperada pela ISRO e que, aliás, deu a indicação de que a cápsula tripulada indiana regressará à Terra após uma amaragem, como os cápsulas americanas Apollo e ao contrário das russas Soyuz e das suas variantes chinesas que aterram em solo firme.

Para além desta primeira missão tripulada, para 2012, três anos antes, a Índia espera estender o sucesso da sua missão lunar Chandrayaan, lançada em 2008, com o lançamento de uma sonda robótica para Marte. A sonda marciana terá como missão estudar o solo e atmosfera do Planeta Vermelho e, conjuntamente com a colocação em órbita do primeiro astronauta vai colocar a Índia no mesmo passo que a China na corrida espacial, mas ainda aquém da Europa e dos Estados Unidos, graças à presença de ambos na Estação Espacial Internacional e à existência do projecto da NASA para o regresso à Lua e do ExoMars, o robot europeu que em breve evolucionará pelos desertos de Marte.

Fontes:

http://www.space-travel.com/reports/Mission_To_Space_May_Not_Be_A_Manned_One_ISRO_999.htmlhttp://www.hindu.com/2007/04/14/stories/2007041400870900.htm

http://www.isro.org/pressrelease/Nov07_2006.htm

http://www.indiaprwire.com/businessnews/20080428/29715.htm

http://www.isro.org/gslvd1/gslvd1.htm

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