Daily Archives: 2008/05/08

As multinacionais começam agora a deslocalizar também da… China

(Fábrica da Nike na China… Hoje. Amanhã estarão no desemprego e a fábrica em Marrocos, Paquistão ou Vietname? in http://web.uncg.edu)

Depois de durante décadas a China ter atraído praticamente todas as indústrias primárias e secundárias do globo, começa a verificar-se a aparição do fenómeno centrífugo oposto… O aumento dos custos de produção na China está a levar alguns investidores estrangeiros a deixar o país e a trocar a China por países onde estes custos sejam ainda mais baixos e o nível de direitos laborais mais residual. Isto mesmo (com excepção da segunda parte, claro) foi dito a 27 de Abril pela “Câmara Americana do Comércio” (AmCham). Segundo a instituição norte-americana, 2/3 dos seus membros declararam numa sondagem que a China estava a perder a sua capacidade atrativa nos mercados globais devido a um aumento exponencial dos custos de produção. Os patrões destas empresas americanas deslocalizadas apontaram factores como a competição criada por outros países como o Marrocos, o Vietname, o Cambodja, o Paquistão, etc; o aumento do salário médio na China; o aumento dos custos das matérias-primas provocada pelo aumento do preço do petróleo; o aumento da carga fiscal e dos bens imobiliários e o aumento dos custos com os transporte dos produtos fabricados na China até ao resto do mundo, como sendo factores decisivos para esta sua reavaliação da China como o local ideal para manterem as suas fábricas em funcionamento.

O aumento dos salários dos trabalhadores chineses é, entre todos estes “problemas”, aquele que mais preocupa estas multinacionais especializadas em deslocalizarem a sua produção… A vaga de trabalhadores vindos das áreas rurais para as cidades em busca de trabalho mal remunerado está a começar a estancar… a decidida e gradual conversão de muitas empresas chinesas de empresas de produção manual, em massa e com baixa qualidade e reduzidos níveis de qualidade em empresas criativas, modernas e com padrões mais elevados de segurança e qualidade estão a pressionar os salários, dado que estas mudanças obrigam a trabalhadores mais qualificados e mais exigentes. Sectores onde as margens de lucro são mais reduzidas, como os brinquedos, o vestuário e o calçado, são, neste contexto os mais expostos e se até hoje era comum que todos os brinquedos nas nossas casas fossem “Made in China”, agora, já não é raro encontrar neles outras origens… E no vestuário e no calçado, os últimos anos assistiram a uma recuperação dos países tradicionais nestes sectores, tendo Portugal, por exemplo, conseguido em 2007 uma notável recuperação das suas exportações de calçado em virtude uma grande e sistemática aposta na qualidade e na inovação do calçado português.

Outros factores estão também a afectar a China… Constante publicidade negativa quanto à qualidade dos seus produtos e até quanto à segurança dos mesmos (chumbo em brinquedos, veneno em alimentos para animais, brinquedos perigosos) estão a começar a retrair estas multinacionais de investirem mais neste país… Um quadro legal difuso e muito confuso, níveis de corrupção galopantes e polícias e organismos de fiscalização globalmente muito burocráticos, inoperantes ou muito corruptos estão também a dissuadir estes empresários….

É certo que o imenso mercado interno chinês, com padrões de poder de compra cada vez mais semelhantes aos ocidentais ainda é uma atracção decivisa, para estas empresas, mas o charme desta atracção começa a ser insuficiente para contrabalançar todas as objeções acima listadas…

Fonte:

http://www.terradaily.com/reports/Costs_driving_US_manufacturing_firms_out_of_China_AmCham_999.html

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Quids S12-3: Quem é esta mulher?

Dificuldade: 3

Regras:

1. Cada Quid valerá entre 1 a 3 pontos.
2. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.
3. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no período seguinte (12:30-14:30 do dia seguinte, juntamente com o lançamento do Quid seguinte). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, se pedidas.
4. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

Categories: Quids S12 | 10 comentários

O “H-II Transfer Vehicle” (HTV)” japonês: mais um cargueiro pesado para a ISS

HTV

(O “H-II Transfer Vehicle” (HTV)” japonês: mais um cargueiro pesado para a ISS in http://www.spaceflight.esa.int)

A agência espacial japonesa (JAXA) mostrou à imprensa, em 17 de Abril um modelo à escala real do seu “H-II Transfer Vehicle” (HTV). O HTV é um veículo espacial não-tripulado que deverá servir a Estação Espacial Internacional (ISS) de uma forma muito semelhante aquela que já cumprem atualmente as ATVs europeias e as Progress russas.

Em exposição estiveram o módulo pressurizado de logística, concebido para o transporte de mantimentos e abastecimentos para a ISS, um módulo de carga despressurizado, o módulo de aviónica para controlo do veículo e ainda o terceiro módulo do HTV, o importante módulo de propulsão.

Quanto o primeiro HTV estiver terminado será a maior nave espacial jamais construída no Japão, com um comprimento total de dez metros e um peso de 16,5 toneladas. Depois de testado no vácuo, o HTV será colocado em órbita a partir do espaçoporto de Tanegashima no Verão de 2009 por um lançador H-IIB. Nesse seu primeiro lançamento, o HTV vai transportar seis toneladas de abastecimentos para a ISS. A atracagem do veículo será em tudo diversa daquelas realizadas pelas Progress (manualmente, por controlo remoto a partir da ISS) ou pelas ATVs (automaticamente, por GPS e laser), já que quando o veículo japonês estiver mais próximo da ISS, o braço robótico canadiano “Space Station Remote Manipulator System” (SSRMS) vai agarrar o HTV e conduzi-lo até ao ponto de atracagem com a Estação.

Como as Progress e ATVs, depois de atracado, o veículo será esvaziado da sua carga e começa a ser preenchido com desperdícios diversos da Estação, sendo libertado ao fim de cerca de seis meses e caindo sobre o Pacífico numa destruição controlada. O Japão espera lançar entre uma a duas HTVs por ano. Enquanto estiver ligado à ISS, o veículo fornecerá algum espaço útil à tripulação da Estação, algo que não é desprezível num local fisicamente tão limitado como a Estação Espacial Internacional…

Desta forma, o Japão assume-se como um dos parceiros principais da Estação Espacial Internacional ao conceder-lhe um meio essencial de manutenção em órbita e das condições de sobrevivência de uma tripulação que deverá subir brevemente de 3 para 6 astronautas permanentes. O “cavalo de batalha” da ISS, o Shuttle, deverá ser descontinuado em 2010, e existem suspeitas que a Rússia também deverá substituir por essa data as suas Progress por um outro veículo (pós-Kliper?). Assim, o grosso da tarefa essencial de abastecer a ISS caberá ao ATV europeu e ao HTV japonês, qualquer um deles, com mais capacidade de carga que as naves russas e disponíveis muito antes de qualquer cápsula americana da SpaceX (ou de um outro subcontratado da NASA) chegar à Estação.

Fontes:
http://www.jaxa.jp/projects/rockets/htv/index_e.html

http://iss.jaxa.jp/en/htv/index.html

Categories: Ciência e Tecnologia, SpaceNewsPt | Etiquetas: | 2 comentários

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