Daily Archives: 2008/05/04

Vai ser construído um novo cofre em torno do reactor 4 da central nuclear de Chernobyl

(Cobertura metálica do novo cofre do reactor 4 de Chernobyl in http://arkiblog.net)

Finalmente, depois de décadas de hesitações e recuos, a central nuclear de Chernobyl vai ter um novo cofre para abrigar o seu famoso 4º reactor, o tal que explodiu em 26 de Abril de 1986… O cofre anterior foi construído à pressa, sobre a pressão do momento e sem qualquer tipo de preparação ou planeamento e à custa do sacrifício de muitos militares soviéticos que com tal deram a vida e pagaram o preço de uma morte atroz.

(Estado atual do cofre de cimento do reactor in http://blog.kievukraine.info)

(Equipamento militar radioactivo abandonado após ter sido usado na contenção do reactor in http://eyeball-series.org)

Ora o cofre atual começava a dar sinais da passagem do tempo… as fissuras acumulavam-se e a necessidade imperativa de construir uma nova protecção ao reactor acidentado era cada vez maior… O novo cofre foi criado para durar pelos menos cem anos. O projecto foi entregue pelo Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) ao consórcio francês Novarka e o projecto foi delineado por engenheiros franceses, precisamente aquele país que tem hoje a melhor tecnologia nuclear do mundo.

O novo cofre deverá custar perto de 1 bilião de dólares e foi financiado por vários países e vai consistir num arco de cem metros de altura com uma extensão de quase 250 metros e vai deslizar por um conjunto de ralis de forma a cobrir o cofre de cimento construído em 1986 o qual abriga o conteúdo perigoso de 200 toneladas de combustível radioativo. Uma vez coberto este cofre com mais de 20 anos, terá início a delicada tarefa de desmontar o cofre de cimento e chegar ao combustível radioativo de forma a extraí-lo do reator.

Os desafios impostos pela alta do preço dos combustíveis fósseis levaram muitos países a reforçar a produção eléctrica a partir de fontes nucleares. Tal foi o caso da França, que hoje produz assim 87% da sua energia e, mais recentemente, da Rússia que decidiu construir até 2020 sete novas centrais.

A tecnologia nuclear russa, entretanto, está a progredir e garantir níveis de segurança inéditos… Os seus últimos reactores têm “unidades de contenção”, construídas por debaixo do reactor e que devem servir como formas de recolher o conteúdo do reactor, em caso de fissão descontrolada (“meltdown”) do núcleo tendo sido o primeiro sistema destes instalado na central chinesa de Tianwan. Por outro lado, os reactores modernos são muito mais fiáveis que os da geração dos de Chernobyl, estimando-se que a probabilidade de um acidente seja hoje inferior numa parte de um milhão.

Fonte:

http://www.energy-daily.com/reports/Outside_View_Work_on_Chernobyl_continues_999.html

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A Índia está a escolher 126 caças por 12 biliões de dólares entre seis concorrentes

A Índia abriu finalmente o concurso para a aquisição de 126 caças por 12 biliões de dólares. O valor e o número de aparelhos envolvido fazem deste o maior programa de aquisição a decorrer atualmente no mundo e, consequentemente, despertou o máximo interesse dos maiores fabricantes do mundo…

Eis os modelos propostos:

(F-16IN in http://indianaerospace.files.wordpress.com)

(Obrigado ao Cravo pelas correcções)

F-16IN Falcon: A Lockeed Martin propôs o F-16IN, uma versão do caça mais fabricado dos dias de hoje, com mais de 4500 unidades, na sua versão F-16E Block 60. O F-16IN seria adaptado às necessidades especificadas pelo caderno de encargos indiano. O F-16IN será construído parcialmente na Índia e nos EUA e terá radares AESA. E enfrenta como maior objecção o facto do caça ser já utilizado pelo Paquistão, o arquinimigo da União Indiana…

(F/A-18IN Super Hornet in http://www.history.navy.mil)

F/A-18IN Super Hornet: A proposta da Boeing tem um especial enfoque no baixo custo de operação e manutenção do aparelho, sendo que a empresa norte-americana sublinha a necessidade de manutenção do F-18 Superhornet em ciclos de apenas 6 mil horas de voo ou mesmo mais…

(Typhoon Eurofighter in http://home.quicknet.nl)

Typhoon Eurofighter: A “European Aeronautic Defence and Space Company” (EADS) propõe à Índia o Typhoon Eurofighter, um caça multi-funções já seleccionado por muitas forças aéreas europeias e pela Arábia Saudita.

(MiG-35 in http://www.snariad.ru)

MiG-35: É a proposta russa, incluindo motores vectoriais. A Sukhoi não parece ter estado interessada neste concurso, curiosamente… Por tradição, a maioria dos aparelhos indianos, são de origem russa, como os MiG-21 que vão substituir, mas também existem aviões franceses (Mirage 2000) e britânicos (Hawk), de qualquer forma essa tradição é uma vantagem para a MiG, assim como a tradição brasileira para aviões franceses favorece o Rafale…

(Saab Gripen in http://www.militaryfactory.com)

Saab Gripen: Esta é a proposta da empresa sueca Saab, revigorada recentemente pela apresentação de uma nova versão deste caça, a “Saab Gripen Demo” com novos motores e aviónica melhorada. Um dos pontos fortes da proposta sueca é a transferência de tecnologia.

(Dassault Rafale in http://www.atfx.org)

Dassault Rafale: A proposta francesa é agora o Rafale, depois de ter retirado, espontaneamente o Mirage 2000-5 da corrida. A Dassault declarou-se pronta a entregar 40 Rafale quase instantaneamente.

Os dossiers foram entregues (alguns têm mais de dez mil páginas, como o da Lockeed) e estão agora a ser estudados pelas altas patentes da força aérea indiana e a sua decisão não deverá levar muito tempo até ser tomada, já que em Agosto de 2007, a sua força áerea alcançou números mínimos de aparelhos operacionais, de apenas 576 aviões (30 esquadrões), quando em 2000 eram ainda 750 aparelhos (45 esquadrões)… Esta crise, aliás, levou ao relançamento deste programa de reequipamento, pensado desde o início como um programa de substituição da extensa frota de caças soviético MiG-21 da década de sessenta ainda em uso na força aérea indiana.

O caça vencedor deverá ter as suas primeiras 18 unidades seriam fabricados no país de origem e a Índia construiria localmente, na “Hindustan Aeronautics Limited” (HAL), os restantes 108, ficando os últimos 64 como opção.

Fontes:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/4242589.stm

http://www.presstv.ir/detail.aspx?id=53565&sectionid=351020402

http://www.thaindian.com/newsportal/business/india-extends-tender-deadline-for-126-combat-jets_10021910.html

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Lost “Perdidos”: S04E10 “Something Nice Back Home” [Spoilers]

O episódio não é particularmente rico no que respeita aos mistérios da Ilha, sendo um episódio centrado em Jack e Kate e que encontra o seu título numa frase de Bernard quando adormece Jack com clorofórmio e lhe pede para pensar em “algo bom em casa”.

1. Confirma-se que Jack está doente, como já parecia certo no anterior episódio e como arriscámos que fosse uma manifestação da “doença” da Ilha, a mesma que matou a expedição de Danielle Rousseau e que justificava os sinais de “Quarentena” no exterior da Estação Cisne. Afinal, a explicação é muito mais prosaica, limitando-se a um apêndice…

2. Bernard pergunta a Rose, a sua mulher porque está inquieta, e esta responde-lhe que estranhava a doença de Jack, já que na Ilha ninguém ficava doente… Referindo-se ao próprio facto de o seu próprio cancro ter aqui conhecido uma remissão total. Mas Jack adoece, mas não de um tumor, mas de uma simples apendicite. E algo na Ilha afecta o metabolismo humano, ativando de forma extraordinária o sistema imunitário de forma que até os fetos são destruídos – razão afinal da presença de Juliet na Ilha – e levando este sistema a combater e a destruir com sucesso os tumores malignos. A tese da “hiperativação” do sistema imunitário contra tumores não aliás absurda e é hoje uma das vias mais promissoras na investigação contra o Cancro. Ou seja… a apêndicte não é um tumor, logo Rose não estabelece corretamente a ligação.

Contudo…Ben adoece de um tumor na espinha, ao qual é operado com sucesso por Jack. Então há também a possibilidade de na Ilha apenas as pessoas “imperfeitas” (todas aquelas que não faziam parte da “lista” dos Outros poderem adoecer. E Jack faz claramente parte desse grupo de “imperfeitos”, de pessoas cármicamente maculadas, quer por atos (assassinatos, como o de Kate), quer por crimes (Sawyer), quer pela atitude para com o seu pai (o próprio Jack). Assim… Jack poderia mesmo adoecer, como parte dessa “punição” a que Rose estaria aparentemente isentada.

3. Charlotte é identificada por Daniel como sendo uma “cientista” (do começo da temporada sabe-se que seria uma arqueóloga), e acrescentando ainda que os “cientistas” do cargueiro nada tinham a ver com os propósitos dos demais tripulantes, mercenários, sabe-se agora. Isto parece ser uma introdução ao facto de ao longo desta temporada (e provavelmente das seguintes) o grupo de “cientistas” vir a ser integrado no grupo de sobreviventes do Oceanic 815.

4. Quando estão na Estação Dharma, Daniel pergunta-se “de onde virá toda a electricidade para isto?” Daquilo que vimos, e tendo em conta que a cidade dos Outros (as “Barracas”) estão no meio de uma cratera de vulcão extinto, já arriscámos ainda na Temporada 1 que a fonte de energia das Estações seria geotermal… Como a da central açoriana.

5. Jin confronta Charlotte com as evidências que indicam que ela falava coreano… após negar, esta acaba por reconhecer quando ele ameaça fazer mal a Daniel. Assim, parece certo que Charlotte passou algum tempo na Coreia do Sul, provavelmente em trabalho (não é propriamente um destino turístico muito visitado) e sendo a sua profissão a arqueologia, o que esteve lá a fazer? Apostaria que dentro em breve teremos um episódio dedicado a Charlotte, na Coreia do Sul e onde esta explora artefactos ligados a civilizações perdidas… A mesma Mu que deixou todos estes antigos vestígios na Ilha?

6. Ao passar sobre o local onde Danielle e Karl foram mortos pelos mercenários de Keaney, Miles revela mais uma vez a capacidade de ouvir os mortos ao ouvir as últimas palavras proferidas por estes antes de morrerem. Se ainda havia dúvidas, sabemos agora que o enredo de Lost envolve mesmo fantasmas e que na Ilha, os murmúrios na floresta que se ouvem desde a primeira temporada são mesmo os de… fantasmas. Aparentemente, os de outros sobreviventes de outros naufrágios e despenhamentos de aviões na Ilha. E assim fica resolvido um do mistérios da Ilha: os murmúrios na floresta. Ou não… De qualquer modo, fica também claro (“não me inscrevi para isto”) nesta cena que Miles se demarca destas acções dos mercenários de Keaney e que também ele – como Charlotte e Daniel – se vai juntar aos sobreviventes do 815.

7. A aparição súbita de Lapidus, o piloto do helicóptero e o aviso que este faz ao pequeno grupo de Sawyer para que se escondam indica que também ele tenciona desertar do grupo de mercenários e juntar-se aos sobreviventes. De facto, há cada vez mais indícios de que os “cientistas” (Daniel e Charlotte), o medium (Miles) e Lapidus (o piloto) se vão juntar aos sobreviventes depois de – previsivelmente – Michael ter destruído o cargueiro e nele, todos os mercenários de Keaney.

8. De noite, Claire desperta e vê que Aaron desapareceu. Olha para a mata e vê, Christian Shephard, o seu pai (e o de Jack)… Noutras ocasiões, noutros episódios, estas aparições pareciam ser formas do “Monstro de Fumo” (por exemplo, aquando da última aparição do irmão de Eko), tal poderá ser também o caso, nesta circunstância. Aaron é posteriormente encontrado, sózinho, junto à base de uma árvore. Aqui colocado pelo Monstro? E depois deste ter raptado (para onde?) Claire?

9. Jac lê, na cama a Aaron, partes da história de “Alice no País das Maravilhas”… História algo iniciática e esotérica que é mais uma alusão literária introduzida na narrativa de Lost pelos produtores e argumentistas… História passada num “mundo paralelo”, exactamente como parece suceder na Ilha, isolada do mundo exterior e alcançada a partir deste através de um percurso exacto desenhado por Daniel.

10. Depois de uma consulta Jack julga ver de relance, o seu pai, Christian Shepard a passar no hall de entrada do hospital… Uma das muitas aparições do seu pai – post-mortem – na série… Na Ilha, há pouco vimos Claire a ver também Shepard (mas noutra linha temporal: no passado), e agora vemos Shepard a ver o pai… mas no futuro e for a da Ilha. Logo, esta aparição não pode ser uma materialização do Monstro, como na Ilha, mas uma visão… Um sinal de delirium tremens alcóolico reforçado por auto-medicação?

11. Hurley nega a realidade do seu psiquiatra, o dr. Stillman… Hurley acredita que os “seis do Oceanic”, os seis sobreviventes que sairam da Ilha para o mundo exterior, estão mortos e que este mundo onde agora se encontram é o Além… Uma tese que muitos adoptaram para procurar explicar os acontecimentos de Lost, mas que não parece corresponder à verdade… já que há contactos com o mundo exterior, os Outram e saiem com relativa à vontade da Ilha e até Michael entrou, saiu e… tornou a entrar. Poderia ser assim se a Ilha fosse um “mundo dos mortos”? É certo que os hieroglifos egípcios da Estação Cisne e da porta sob a casa de Ben podem conceder a esta tese um novo vigor, mas não explicam estas “entradas” e “saídas” constantes… Hurley avisa Jack que este vai receber uma visita…

12. Jack ao retirar uma bateria de um detector de incêndios houve alguém a chamá-lo e reconhece o pai sentado no hall de entrada… Uma ilusão auditiva (embora raras, são clinicamente conhecidas) e depois visual, já que a médica que passa não vê ninguém sentado no sofá… Jack está muito claramente a viver num mundo de ilusões e mentalmente doente. Aliás, o medicamento que pede à médica (Erika) é clonazepam, cujos efeitos secundários são reforçados quando é tomado com alcool, exactamente como Jack faz.

13. Kate confrontada por Jack quando ao seu paradeiro de tarde, confessa estar a fazer algo por Sawyer… E Jack diz a seguir a interessante frase: “Sawyer fez a sua escolha em ficar para trás”… Então Sawyer não é o morto que está dentro do caixão cujo funeral vazio Jack visita no primeiro episódio desta temporada e está afinal – com outros sobreviventes – na Ilha?

Categories: LOST (Perdidos) | 19 comentários

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