“A criminalidade participada em Portugal no ano de 2007 manteve praticamente os mesmos valores que em 2006”

(A Suécia: o país mais “criminoso” da Europa in http://www.lib.utexas.edu)

“A criminalidade participada em Portugal no ano de 2007 manteve praticamente os mesmos valores que em 2006, segundo dados de uma amostra de países da União Europeia. Portugal não viu a sua posição relativa alterada, continuando em 17º lugar, com uma taxa de 36,9 crimes denunciados às autoridades por mil habitantes.”

(…)

“as mais elevadas taxas se registam na Suécia (141,6 denúncias por mil habitantes), Inglaterra e País de Gales (104,3) e Finlândia (104,1).”

Fonte:

Público, 28 de Março de 2008

A chave para a compreensão aqui é a expressão “criminalidade participada”… Todos nós conhecemos casos de crimes em que a vítima não apresentou queixa, quer porque foi ameaçada pelos criminosos, quer porque a própria polícia de tal dissuadiu no momento da apresentação da queixa. Neste aspecto, o Governo tem facilitado o processo e a virtualização da apresentação da queixa pode reduzir esta taxa ainda significativa de “criminalidade não participada”. Se esta taxa fosse contabilizada, a presença de Portugal num lugar tão baixo desta tabela? Provavelmente não, porque os países do norte da Europa que surgem espantosamente no topo desta lista (a Suécia e a Finlândia são duas presenças particularmente notáveis) são conhecidos pelos seus altos padrões de civismo e logo, todos os crimes, menores ou maiores devem ser reportados.

Portugal é ainda – globalmente – um país seguro para viver, e esse factor não deve ser menosprezado como um elemento importante para a relativamente elevada qualidade de vida que temos em Portugal… Há desemprego em números crescentes… Uma precariedade no Emprego crescente e cada vez mais generalizada, mas, pelo menos… Portugal é ainda um dos países mais seguros para viver, haja ou não (como suspeitamos) uma subavaliação da taxa real de “criminalidade participada”.

Categories: Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: , | 7 comentários

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7 thoughts on ““A criminalidade participada em Portugal no ano de 2007 manteve praticamente os mesmos valores que em 2006”

  1. Duvido que na Suécia a criminalidade seja pior, eu queria ver se todos os cidadãos participassem os crimes, se não estaríamos no top 3.
    Alguém dúvida? Eu não!

    Sempre que ligamos para uma esquadra da PSP ou posto da GNR, somos sempre recebidos com voz de frete e desencorajadora a dizer seja o que for, sei como é porque já tive de o fazer um par de vezes. Experimentem ir a uma esquadra!!! Um pouco pior.

    Cumprimentos!

  2. eu sei do que falas… também já fui alvo desse “desencorajamento” numa esquadra da PSP…
    Quando a idas à esquadra… não me posso queixar, mesmo dessa vez, fui muito bem tratado. Depende do sítio e do agente que “apanhaste”, suponho!…

  3. Não devo ter tido muita sorte. E foi para tratar assuntos menores, acidentes e coisas do género. Mas já presenciei muita coisa e vivi situações de perto com a autoridade, para saber o que falo.

  4. existe boa e má gente em todo o lado… mesmo na polícia.
    embora aqui acredita que há em menor número que noutros lados, devido aos maus ordenados (que afastam os que querem enriquecer depressa) e ao necessário espírito de missão…

  5. Mário Ride

    Não podemos esquecer q a Filândia é o terceiro páis em todo o mundo com mais armas por habitante.
    É verdade, até eu fiquei pasmado. Mas as contas são essas mesmo, lá n se fecha os olhos às queixas, senão és cumplice.

  6. Espantoso!

    Até há artigo na Wikipedia sobre o tema:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Gun_politics_in_Finland

    onde se diz:
    “In Finland there are 32 privately owned firearms per 100 civilians according to the Finnish Ministry of the Interior[1][2]. By the end of 2006 there were somewhat over 1,6 million licensed firearms and spread among Finland’s population of 5,3 million it comes to 30,5 per 100 people. Unlicensed firearms are estimated at around 1,5 per 100. There are some 650,000 firearms permit holders in Finland.”

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