O Secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates critica publicamente o desempenho da USAF

O Secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, declarou em 21 de Abril que a “Força Aérea não estava a fazer o suficiente para ajudar o esforço de guerra no Iraque e no Afeganistão”, acrescentando que “alguns líderes militares ficaram encravados na maneira antiga de fazer as coisas”. Gates queixava-se especialmente da falta de missões de reconhecimento aéreo sobre estes cenários de guerra no Médio Oriente. Aparentemente, Gates queixava-se que ainda que o número de drones de vigilância Predator tivesse sido aumentado 25 vezes desde 2001, o essencial das missões de reconhecimento ainda eram entregues a aviões convencionais… Este discurso, proferido publicamente e perante vários cadetes da USAF reflete algum nervosismo e revela bem o stresse a que estão submetidos os governantes daquela que é a mais impopular Administração da História dos EUA… Quando um comandante critica publicamente as suas tropas, mina o seu moral e a sua eficiência no terreno. Alguma critica que houvesse, devia ser comunicada em privado, nunca desta forma que nos permitiu – ultimamente – escrever sobre ela… Ainda que possa ter razão…

Fonte:
http://www.cbsnews.com/stories/2008/04/21/national/main4030601.shtml?source=RSSattr=HOME_4030601

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Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: , , , | 20 comentários

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20 thoughts on “O Secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates critica publicamente o desempenho da USAF

  1. carapau

    O blog do Carapau inicia-se!

    E assim mais um blog junta-se à galáxia dos Blogs. Esperemos q mais este grão de poeira venha a causar mais do que alguns espirros…

    http://carapau.wordpress.com

  2. sa morais

    Não gosto de drones!*

    * agora sim, afirmação que pode ser imputada ao verdadeiro Sá! 🙂

  3. 🙂
    sim… mas se o dito for abatido é preferível não estar sentado na cadeira do piloto, certo?…

  4. sa morais

    Isto levanta algumas questões:

    – sem um piloto, deixa de haver uma “consciência” na arma.

    – Caso evolua para uma inteligência artificial, um erro poderá ser uma catástrofe.

    – Estamos a entregar demasiado a máquinas… é apenas um começo, mas… Não me agrada um futuro à Terminator…

  5. Sá Morais: mas os UAVs e UCAVs atuais têm sempre um piloto… do outro lado do comando remoto. Enquanto asim fôr não vejo objecções morais ao seu uso… Quando se tornarem armas completamente automáticas, concedo-te razão… mas atenção: uma mina não é uma arma assim? uma máquina letal cega e imoral?

    Odysseus: Já vi… e até já fiz um quid com esse “falso” avião!… 🙂

  6. sa morais

    Do outro lado do comando remoto está alguém que sabe que sairá ileso, aconteça o que acontecer…

    A mina é como uma armadilha de estacas coberta por folhagem… É uma boa comparação, mas é apenas isso. Imagina exércitos controlados por inteligência(s) artificial… Mesmo parecendo um cliché cinematográfico, será natural que essa “inteligencia” não tarde a ver que somos um bicho perigoso, que destroi o seu habitat e que talvez não faça muita falta a este mundo. Esta seria uma conclusão lógica, desprovida da emocionalidade humana. Agora imagina que esse algo inteligente é mais inteligente que nós e que se pode reproduzir… Será que não vai saber o que disse Darwin?

  7. e já não é assim quando um B-52 bombardeia além do alcance de qualquer arma disponível no solo?
    a minha premissa é que os UAVs controlados remotamente não são muito diferentes de qualquer outra arma já existente atualmente.
    E se permitirem poupar a vida do piloto e por isso mesmo, se possibilitarem um maior tempo de reacção para avaliar bem o alvo (e excluí-lo se houver dúvidas sobre a sua natureza civil) então serão armas eticamente mais aceitáveis.

    Bem, mesmo admitindo que um dia teremos IA a controlar UAVs (não é isso que defendo e tal ideia também me causa repulsão), sabes que de facto, essas IAs… seriam humanas porque usariam modelos de pensamento e acção humanos, já que seriam concebidas por Homens, assim seriam mais um outro nível da evolução humana… logo, não seria uma extinção do Homo Sapiens Sapiens mas uma evolução para o… Homo Tecno Sapiens.

  8. cravo

    Uma discussão sobre a “moralidade” de uma arma? 🙂
    O que é que um UCAV traz de novo a este tema? Nada… ao fim e ao cabo é como um míssil reutilizável. E em termos de possíveis erros de julgamento, o que há de novo? Nada… se acontecer é mais uma variante do conceito de “fogo amigo”.
    A guerra não é um jogo de computador, nem pode ser “limpa”. O objectivo das armas é matar seres humanos, ou criar condições para que outras armas sejam colocadas em posição de matar seres humanos: sangue e tripas pelo ar, miolos colados na parede, olhos arrancados a boiarem na lama etc.

  9. Sim, porque não?
    As armas têm moralidade, não elas, exactamente, mas a forma como são usadas.
    A guerra pode e deve ser um jogo de computador.
    Por essa razão, defendo tanto os UCAVs como forma de evolução de um novo tipo de fazer a Guerra: sem vítimas militares ou civis, apenas com perdas de equipamento e território.
    É para ai que caminha o curso das coisas. Numa primeira fase com armas de controlo remoto (mini e micro MBTs, UCAVs, etc), depois com máquina semi-inteligentes e autónomas.
    É na última fase que o risco levantado pelo Sá se pode colocar… uma IA pode julgar que manter vivos os seus criadores é uma fraqueza e considerar que o código de auto-preservação é mais valioso que a ordem dos seus construtores (p.ex.) de se auto-destruir para ser substituída por uma versão da arma ou da IA e aí… destruir-nos. O cenário não é implausível, mas é longínquo.

    Por enquanto, advogo uma “guerra by proxies”, travada por máquinas por controlo remoto, sem envolver vidas ou envolvendo o menor número possível.

  10. cravo

    Esse conceito não é o de uma guerra, é o de um jogo. E jogos é o que se faz na política, mas uma derrota política nem sempre é bem aceite e aí parte-se para a guerra, onde se arrancam olhos e tripas. O sangue humano é sempre o último recurso.

  11. A Guerra é um exercício de convenções… seria possível definir regras e limites para um conflito, e segui-las. É aliás isso que já se faz hoje, sob muitas formas (armas químicas, direitos humanos, etc, etc).
    O que digo é que no futuro, com o tipo de IA que existirá será possível travar guerras entre elas, sem envolver baixas humanas.
    O sangue humano poderia nem ser recurso, pela sua fragilidade, valor e se fosse dado como intocável, não só pelo seu valor intrínseco, mas pela sua incapacidade em reagir com a mesma eficiência e rapidez de uma IA…

    mas reconheço que se a esta IA fôr dada total autonomia (tipo isenta das ditas “leis da robótica” de Asimov) tudo poderá acontecer… e também que em tal cenário, numa corrida de eficiência entre adversários, esse limite poderá ser batido, e é aí que reside o risco…

  12. Sidnei Tives

    Vejo imensas possibilidades para o uso dos UCAV. É necessário porém que eles sejam coadjuvantes das forças – aéreas, navais e terrestres. Os próprios americanos, líderes na área, ao comentar os testes de uso do Predator em ataque autônomo – o UCAV localizou um potencial alvo, saiu da formação, certificou-se do valor militar, atacou, destruiu e voltou à formação – afirmaram que está longe o tempo em que um UCAV travará um dogfight por exemplo. Não é o objetivo dessa tecnologia nem no longo prazo.

    Mas pensemos no incremento do poder de consciência situacional do comandante se auxiliado por um grupo de UAV´s em data link com a nave principal. P.ex. uma fragata pode estender seu campo de avaliação do cenário, independente de apoio da frotilha, por uma centena de quilômetros em todas as direções se tiver seu perímetro patrulhado ininterruptamente por um grupamento de veículos de vigilância. Baixo custo de aquisição, baixo custo operacional, apenas um conjunto de sensores em vôo. Caso seja hostilizado, ainda seria muito difícil abatê-lo pelo tamanho e pela possibilidade de realizar vôos defensivos, seja rente ao mar ou em grandes altitudes.

    O mesmo pode ser conceber para um grupo aéreo de ataque ao solo. Os UAV´s podem apoiar as decisões do comandante quer esclarecendo o terreno e os alvos, quer lançando ataques simples para enfraquecer as defesas ou mesmo se sacrificar para deter um ataque por míssil à aeronave etc.

    Creio que ainda há muito a se beneficiar dos UAV´s ou UCAV´s – até porque trata-se de tecnologia incipiente – antes de nos assombrarmos com a rebelião das máquinas – com todo respeito aos opinantes.

  13. sim, ainda estamos muito longe de IAs totalmente autónomas…
    e vejo os UAV também muito úteis no apoio a pequenas forças de infantaria no terreno..
    aqui, um pequeno helicóptero, com uma câmara pode fazer toda a diferença num combate de proximidade…

    como:
    http://www.spacedaily.com/reports/Rafael_Demonstrates_Skylite_B_Mini_UAV_Yo_Israel_Defense_Forces.html

  14. Sidnei Tives

    a defesa civil e órgãos de segurança pública, no Brasil, têm vívido interesse no uso de UAV.
    O IBAMA, encarregado de fiscalizar a utilizãção dos recursos naturais, poderia acompanhar de perto o processo de desmatamento e ocupação da Amazônia.

    Também o policiamento da atividade pesqueira no mar, já em apoio à Guarda Marinha.

    Vejo porém especial oportunidade de aplicação no policiamento de fronteiras, onde se poderia cuidar de vários aspectos ao mesmo tempo: tráfico, contrabando, incêndios, desmatamento, ocupação do solo, navegação etc.

    A imensidão da Amazônia, que nas fronteiras nacionais se junta à imensidão do Pantanal de Mato Grosso, poderia ser melhor vasculhada com a aplicação de UAV´s.

    Sou um aficcionado dos veículos aéreos não-tripulados.

  15. Em Portugal, a nossa Universidade de Aveiro desenvolveu um UAV para vigilância florestal e detecção de incêndios… mas sem apoio político, o projecta vegeta e provavelmente irá morrer no berço…
    Aliás, já escrevi sobre isto por aqui:
    http://movv.org/2006/09/15/da-importancia-da-deteccao-precoce-dos-incendios-florestais-e-do-possivel-uso-de-uavs-e-satelites-para-essa-funcao/

    Eu também… e atualmente parece que é na Europa que mais esforço se faz neste domínio:
    http://www.aiaa.org/Aerospace/Article.cfm?issuetocid=94&ArchiveIssueID=15

    Sendo o Neuron o projecto mais interessante:
    http://www.defenseindustrydaily.com/neuron-ucav-project-rolling-down-the-runway-updated-01880/

  16. Sidnei Tives

    Aqui no Brasil foi criada até um grupo executivo, que reuniu universidades, o ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica e outros parceiros de respeito. Já voou um protótipo. Mas trata-se apenas de uma plataforma, derivado do drone de treinamento para tiro anti-aéreo.
    O Exército apadrinha a idéia do desenvolvimento de sensores óticos e térmicos para uso militar, mormente para equipar blindados e unidades de forças especiais. Quando estes equipamentos estiverem disponíveis o UAV brasileiro poderá ter aplicação prática.
    Interessante Clavis, que o maior interessado no produto são as empresas distribuidoras de eletricidade e derivados de combustível.
    As centenas de quilômetros de linhas de distribuição são hoje inspecionadas com sobrevôos de helicópteros. Imagine o custo dessa rotina.

    Graças a isso, o projeto tem conseguido algum patrocínio privado de empresários.

    O ritmo porém, bem sabes. aqui como em Algarves, quando não se está sob calmaria, navega-se a sotavento.

  17. é uma das muitas aplicações possíveis dos UAVs…
    barata, eficiente, como deve ser…
    e uma aplicação civil e rentável.

  18. gaitero

    O exercito encomendou algumas unidades, elas devem estar em operação até 2009.

  19. rabes ñ se ajudam…

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