Biocombustíveis: Importar ou Subsidiar?

(http://psdblog.worldbank.org)

“Poucos refinadores europeus conseguirão colocar biodiesel no mercado ao preço do que é refinado na Argentina ou etanol tão barato como o que é fabricado no Brasil com bagaço de cana-de-açúcar. Por isso, já há quem considere que, além das isenções fiscais praticadas na União Europeia para o biodiesel, será preciso passar a subsidiar o “diesel vegetal” adicionado ao gasóleo, para que o seu preço de venda ao público seja “moderado”.
(…)
“Actualmente, uma tonelada de biodiesel custa à saída de uma refinaria portuguesa cerca de 1050 euros, enquanto uma tonelada de gasóleo custa cerca de 586 euros”
(…)
“Além disso, o biodiesel argentino comercializado pelos EUA – o designado Bgg, um biodiesel quase puro a que é adicionada uma parte residual de gasóleo, é vendido na Europa a um preço que ronda os 850 euros por tonelada.”
(…)
“Perante a vontade política de introduzir uma maior componente de biocombustíveis, a única solução para continuar a ter combustíveis mistos ao preço dos refinados fósseis poderá ser subsidiar a compra de refinados vegetais. Se assim não for, o preço final ao consumidor dispara.”
(…)
“Paralelamente, mantém-se a pressão internacional sobre as matérias-primas. Em 2006, o óleo de soja custava 500 dólares por tonelada e agora disparou para os 920 dólares.”
J.F. PALMA·FERREIRA

Expresso, 16 de Fevereiro de 2008

Ou seja, na Europa, a utilização generalizada de biodiesel só poderá ser economicamente viável se houver lugar a uma subsidiação intensa por parte dos governos ou da União Europeia. Mas porque deverá haver lugar a esta subsidiação, dada no articulista como inevitável se esse etanol já é mais barato se fôr importado da Argentina ou do nosso lusófono Brasil? Porque não importar do Brasil, simplesmente? É certo que os custos ambientes e financeiros da importação têm que ser equacionados, mas numa escala comparativa desta grandeza (1050 euros versus 850 euros) os custos do transporte são anulados… e se os custos de emissões forem comparáveis, o que não parece suceder. Dois estudos diferentes, conhecidos em Fevereiro de 2008. Segundo David Tilman um dos autores do estudo: “as emissões do etanol são 93% superiores às da gasolina”. Este estudo publicado na Science referem-se ao Etanol produzido a partir do milho. Outro estudo, coordenado por Timothy Searchinger aponta a na mesma direcção. O segundo estudo aponta claramente o problema no que concerne à desflorestação resultante da conversão desses terrenos para a produção de biocombustíveis ao estimar que seriam precisos 423 anos a produzir biodiesel para anular a dívida de carbono decorrente do abate dessas árvores.

Mas ainda assim, a confirmarem-se estes preços, a solução para o problema dos altos custos do biodiesel não é subsidiar a sua produção na Europa, mas importar de onde este é mais barato (e ecologicamente menos danoso, como sucede no caso da cana-de-açúcar brasileira). Pelo menos enquanto o biodiesel fôr sendo a melhor alternativa aos galopantes preços do petróleo e dos seus derivados… Como parece ser… Pelo menos até se descobrir uma forma económica de produzir hidrogénio.

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Categories: Agricultura, Brasil, Ciência e Tecnologia, Ecologia, Economia, Portugal | Etiquetas: | 32 comentários

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32 thoughts on “Biocombustíveis: Importar ou Subsidiar?

  1. cravo

    O biodiesel é a morte negra pintada de verde. Não falta muito para que cada vez que alguém encha o depósito de biodiesel isso represente um morto à fome no terceiro mundo

  2. ‘E pela escassez de combustiveis fosseis e a inflacao dos mesmos que se deve aderir a praticas mais ambientalmente seguras. O biodiesel ‘e uma opcao que obrigatoriamente tera de se desenvolver ja que esta-se a tornar insuportavel o custo dos combustiveis fosseis que a cada dia que passa aumentam centimos! Outra opcao que estamos a pensar adquirir quando comecar a ser comercializado ‘e o MDI carro a ar comprimido que certamente ‘e das opcoes mais viaveis para o ambiente e para a carteira!
    http://www.theaircar.com/acf/

  3. Fred

    Será? Não acho, o preço do petróleo aumenta muito mais o preço dos alimentos que o biodiesel e biocombustíveis.

    Causa muito mais fome na África as vantagens financeiras e subsídios para a cara produção agrícola Europeia do que a produção de biodiesel no mundo inteiro.

    Como o biodiesel é caro e traz tecnologia agregada que não traz dividendos para as grandes multinacionais do petróleo. Ele causa a fome no mundo.

    Onde sai na Mídia a transferência de tecnologia agrícola Brasileira para a África?
    Desde de 2006 que o Brasil atua nesta transferência de tecnologia!

    http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=137482
    http://www.rts.org.br/noticias/destaque-2/tecnologia-agricola-brasileira-para-a-africa

    Quer ver fome e preços exorbitates de alimentos? é só o barril de petróleo atingir os 200 dolares!

    Mas obviamente ninguém fala em boicotar o petróleo.

  4. Fred

    Não tenho como comprovar, mas acredito que o subsídio para produção local de biocombustível é o que no final vai acontecer na Europa, como ocorreu nos EUA.

    Apesar de errado já que a produção local custará muito mais para os europeus que a importação, acho que julgarão como uma questão estratégica.
    Pelo mesmo motivo que a produçao de alimentos é subsidiada e protegida.

  5. e a especulação financeira aumenta muito mais ambos!
    temos é que começar a reduzir consumos, e a sério… a nível dos fabricantes (o MDI é a esse respeito uma aposta muito interessante) e ao nível do consumidor final, com novos hábitos e novas propostas como a semana de trabalho de 4 dias (tema a que voltarei daqui a algum tempo).

    Quanto a este tema: temos que ouvir, apesar de tudo, a ONU:
    “”Producing biofuels today is a crime against humanity,” UN Special Rapporteur for the Right to Food Jean Ziegler told Bayerischer Runfunk radio.
    Using arable land to produce crops for biofuels has reduced surfaces available to grow food, many observers warn.
    Ziegler called on the International Monetary Fund (IMF) to change its policies on agricultural subsidies and to stop supporting only programmes aimed at debt reduction. ”
    http://autos.canada.com/green/story.html?id=7c34d223-bf3d-41c4-88c8-d8663973bd9c

    Sem radicalismos! Mas produzir etanol a partir de milho, trigo, soja ou palma parece criar muitos mais problemas do que resolve. A cana parece ser uma excepção e muita confusão se faz a este respeito. Mas atenção, não devemos ser radicais nem num sentido, nem noutro. E reconhecer que os biocombustíveis têm (nestes produtos) um papel neste aumento de preços… além do petróleo, claro, Fred.

    O barril chegará aos 200 USDs ainda este ano! vai uma aposta?

  6. quanto aos subsídios, parece que houve esta alteração (e bem):
    “União Europeia volta atrás nos subsídios para cultivo de biofuel
    O esquema de subsidios de auxilio destinados ao desenvolvimento de culturas para o sector energético europeu será cortado, depois de se verificar uma deslocação maciça, por parte dos agricultores, para a produção de biocombustíveis, tendo sido já ultrapassada a barreira dos 2 milhões de hectares alvo, segundo anunciou a Comissão.”
    http://www.subsidiosperversos.org/sp/index2.php

  7. Fred

    Para ser justo, aqui a produção é subsidiada também, 60% do preço da gasolina paga pelo consumidor vai para custear a produção de álcool, biodíesel e aquisição de gás natural boliviano.

    Fazer o que, nem todos os caminhos são pavimentados em tijolos amarelos!
    🙂

  8. cravo

    A produção de biodiesel está a desviar os recursos agricolas do mundo que tradicionalmente era usados para produzir alimentos. Eu não estou a defender os combustíveis fósseis, mas nem um nem outro servem. A praga do biodiesel já está a provocar escassez de alimentos, o que é muito mais grave que o aumento do preço deles por causa do aumento do preço do petróleo. Os alarmes estão a soar em todo o mundo!
    Entre outras coisas menos críticas:
    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=945872&div_id=1730

  9. recursos em terrra arável, o bem que se sabe ser muito escasso e em grande redução no mundo:
    http://www.financialexpress.com/news/Indias-cultivable-land-falls-marginally/282603/
    http://www.demographia.com/db-agtxok.htm

    o petróleo também não se vai esgotar nos próximos 50-90 anos… nem mesmo a este ritmo de crescimento. Vai é entrar em declínio acentuado de produção entre 2010-2025, os preços atuais é que são irreais e fruto da especulação de muitos fundos financeiros!

    Os biocombustíveis cumprem a sua parte, mas atenção ao fabrico de etanol a partir de milho e trigo! São usos imorais destes produtos alimentares e DEVIAM ser banidos.

    A prazao, acredito que a solução passa:
    1. Por redução de consumos privados
    2. Pela aparição de motores mais eficientes (híbridos ou convencionais)
    3. Pela aparição do hidrogénio como uma alternativa (logo que se resolva o problema da sua origem)
    4. Pela imposição da fusão nuclear como principal fornecedora de energia eléctrica e pelo consequente desenvolvimento de veículos eléctricos com baterias de última geração.

    De permeio, os biocombustíveis têm o seu papel. Mas não cegamente. Devem impôr-se limites, metas e dissuadir vivamente o uso de milho e trigo para este fim.

  10. Fred

    Sem radicalismos mesmo. A produção de qualquer coisa a partir de milho, trigo, soja, etc que não seja para alimentação é crime mesmo!

    Mas hoje produzimos biodiesel com mamona, dendé, babaçú, óleos de frituras e restos animais.

    E no Brasil a área plantada para todo o biocombustivel nacional é de 1,5% de toda área plantada para produção agrícola.

    Veja essa noticia! Entrevista com O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.

    http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/04/22/nao_ha_nada_contra_o_etanol_do_brasil_1281794.html

    reproduzo aqui a parte final do texto

    “E quanto à possibilidade de os países pobres gerarem renda produzindo biocombustíveis?
    Há cerca de um ano, a FAO recebeu propostas de projetos nesse sentido. Isso nunca foi adiante porque os EUA, a União Européia e mais alguns países desenvolvidos começaram a dar enormes subsídios para seus fazendeiros produzirem grãos. Se não fosse isso, seria válido pensar em estimular a produção de grãos na África e na Índia, que fixaria o homem no campo e geraria renda. Quando começou esse boom, houve muita discussão sobre o volume de recursos necessário para criar as condições de os países pobres produzirem biocombustíveis para os EUA e a Europa. Eu mesmo tenho três pequenos projetos de sorgo na Ásia, mas o que existe são projetos-piloto para fixar agricultores aqui e ali. Nada na escala do Brasil ou dos EUA. E provavelmente continuará assim, porque os subsídios e todos os mecanismos de dedução de impostos que os EUA colocam na produção de milho tornam impossível para esses países competir. Se é a isso que o presidente Lula se refere, faz sentido. Mas há outra questão: faz sentido para os africanos e indianos destinar a sua terra e água à produção exclusiva de matéria-prima para biocombustíveis? Isso tem implicações econômicas e ambientais, e ainda está em estudos. A economia terá a palavra final, e não a emoção ou o interesse nacional.”

  11. Na UE, os subsídios acabaram porque se alcançaram as quotas de produção. Nos EUA, ao que sei, não só não parou, como até aumentaram!
    E já agora, quanto a estes aumentos de preços:
    1. É inegável que os preços dos alimentos estavam ou estagnados ou a cair há dezenas de anos… a situação é anomála e carecia da correcção que está agora a acontecer.
    2. O aumento dos preços vai potencialmente aumentar os rendimentos de muitos agricultores (que os viam encolher todos os anos) e entre estes, muitos de países pobres… isso é positivo.
    3. O aumento deve ser contido. Como? Redirigindo subsídios dos biofuels para alimentos, importando em vez de subsidiar, proibindo mundial o uso de certos cereais para fabricação de biocombustíveis

  12. Fred

    Veja Clavis, se a UE e os EUA reuzirem seu protecionismo e assim permitirem o desenvolvimento da agricultura nos paises menos desenvolvidos da África, Asia e Sul Americanos, os Biocombustíveis passam a ser uma excelente alternativa intermediária até uma solução tecnológica melhor ser aplicada.

    Mas não é para agora, é gradual já que ingerencia é economica. Demora no mínimo ums bons 10 anos!

    Veja o Brasil, 55% dos combustíveis para automóveis hoje
    é com Biocombustíveis, após 30 e poucos anos do incío do programa. Agora o Brasil começa com o Biodiesel, hoje com 2% do consumo total, a previsão é atingir entre 13 a 15% em 5 anos. Mas a proporção dos 55% ou 50 % deve ser mantida no final, porque gira em torno do ponto de equilíbrio.

    Com preços elevados de alimentos a produção fica rentável e mais produtores vão plantar ai o preço cai, a produção cai também só que ainda é maior que a inicial, quando o preço sobe a produção no ano seguinte cresce novamente, e assim sucessivamente até atingir uma faixa de equilíbrio

    http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/04/24/crise_faz_wal-mart_restringir_venda_de_arroz_nos_eua-427041111.asp

    Essa reportagem mostra a anomália americana.

  13. não sabia que a vossa taxa era ainda tão baixa!
    e o problema é que a produção para biocombustíveis ainda é mais rentável… é aí que reside o busilis da questão…
    e o caso dos EUA é um absurdo, só possível pelo estado desesperado em que se encontra esta Administração (a mais impopular na História dos EUA).

  14. Fred

    Na verdade as taxas não são baixas, são adequadas! 🙂

    São aproximadamente 40 e poucos milhões de veículos, entre carros, motos e caminhões!

    O Diesel é hoje o maior responsável por manter a taxa na ordem dos 50%. Dai o início do biodiesel.

    Economicamente a produção local dos 2% adicionados ao dito economiza na importação 400 milhões de dolares anuais para a balança comercial brasileira, porém o custo de produção interna ainda é mais alto, por isso precisa do subsídio para existir.

    A previsão é chegar a 13% e deixar de importar 2,6 bilhões anuais em diesel.

    Uma bela meta!

  15. Fred

    Aí para acabar o deficit, vão faltar só 6 bilhões. kkkkkkk

    Talvez quando Tupi e a Carioca começarem a produzir lá para 2015 ou 2020. 🙂

  16. 1. Então também subsidiam internamente a produção de etanol de cana?

    2. 2015-2020 ainda é muito ano… talvez até lá se confirme também a descoberta de petróleo ao largo da costa portuguesa! Quem sabe…

  17. Fred

    Opa! E muito!

    o Custo de produção do álcool gira, na safra, na ordem de 70 centavos de real

    O litro da gasolina 60 centavos do mesmo real, (mesmo a cento e tantos dolares o barril)

    Aqui em São Paulo os preços de venda são:

    álcool hidratado: R$ 1,29 / litro
    gasolia comum R$ 2,39 / litro

    É mole? e a gasolina ainda tem entre 25 e 30 % de alcool anidro.

  18. ena… subsidiação violenta… não sabia, não…
    ou seja, toda a gente subsidia, mesmo… EUA, UE e até… o Brasil…

  19. Fred

    Nada, neste mundo velho de Deus, consegue ser mais econômico que o bom e velho petróleo. Talvez quando chegar a 300 dolares o barril alguma coisa apareça!

    😉

  20. Dizia eu, mais acima:
    “O barril chegará aos 200 USDs ainda este ano! vai uma aposta?”

    quando hoje…
    “O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, não descarta a possibilidade de o barril de petróleo atingir US$ 200,00, segundo publicou em sua página na internet o jornal estatal argelino El Moudjahid. Khelil não deu um prazo. Ele disse ainda que “os preços estão elevados em conseqüência da recessão nos EUA e da crise econômica que atinge muitos países, uma situação que influencia a queda do dólar”.

    “Toda a vez que o dólar cai 1%, o preço do barril sobe US$ 4,00 e reciprocamente”, disse. Mas Khelil também afirmou que “se o dólar avançar 10%, pode-se apostar que os preços (do petróleo) irão cair em US$ 40,00″ o barril. A cesta de petróleo da Opep atingiu preço recorde hoje de US$ 110,13 o barril.”

    http://www.parana-online.com.br/noticias/index.php?op=ver&id=344052&caderno=8

    Por isso, e como muitos analistas estimam que a recessão nos EUA se vai estender até – pelo menos – 2009…

    Esse valor deverá ser alcançado em meados de 2009…
    E a minha aposta inicial será – sem dúvida – alcançada.
    Infelizmente para todos e para os preços dos alimentos, sobretudo, que pela via do custo dos transportes, energia e fertilizantes vão subir a um ritmo ainda maior.

  21. Fred

    Bem tudo depende do próximo governo americano, no mínimo até 2009, mas se o sucessor for como o sucedido, pode ir pra muito mais, nunca subestime a capacidade de fazer merda de um idiota que acha que é esperto!

  22. Quero mm é um carro movido a hidrogénio! Não sei até que ponto não pode ser prejudicial os bio combustíveis, acredito que haja um meio barato de produzir um motor de hidrogénio, não há é interesse!

    Há mais de 20 anos li numa revista que um japoneses inventou um meio de lavar a roupa sem detergentes, através de pequenos ultrasons e vibrações na água, o método era 100% eficaz, até lembro de ver uma reportagem sobre isso, mas onde está o invento? As grandes companhias de produtos de lavagem de roupa e os milionários da industria boicotaram a produção da invenção.

    O mesmo se passa com magnatas do petróleo e combustível, que dominam o mundo, não lhes interessa que isso avance até o petróleo ser lucrativo, e a terra é que sofre.

  23. a alternativa dos biocombustiveis parece-me má. a subida dos preços dos cereais tem sido uma coisa estúpida e alarmante (obviamente inflacionada pela especulação (assim como o petróleo, cujo preço está na mão de especuladores e não da logica oferta7procura)).
    no brasil a tendencia é devastarem a amazonia para a plantaçao de cereais para biocombustivel. a curto – médio prazo pode ter vantagens mas a longo prazo é um desastre.
    a europa anda a cortar e faz bem. não seria muito feliz a incentivar essa pratica visto que já começam a escassear alguns bens.

    mas a critica principal que faço à aposta do bio combustivel é tornarmo.nos novamente dependentes de um recurso que também é escasso para as necessidades.
    é necessário, penso eu e muitos outros certamente, repensar a utilizaçao/consumo de energia. quem diz energia diz recursos. a forma como a sociedade humana utiliza os recursos é a principal causa do perigo em que vivemos. e como para resolver os problemas temos que mudar as causas… vejo a soluçao do biocombustivel como a fuga para a frente.

  24. Anónimo

    que comédia! como alguns tolos continentais se dão uma importância que há muito deixaram de ter!! p`tracios…ora p`os…pensem(?): EUA, junto com””seu”” querido Brasil lusófono,tem acordo para continuarmos dominando o mercado, China e India necessitam desesperadamente de combustível limpo para seus crescentes mercados consumidores, Petroleo previsto U$ 200,00, unir-se aos subsídios para plantar beterraba é piada de…………….Para alguns que se acham muito Europeu (zinhos), cuidado, estes aí,”defensores” do verde e “muito” preocupados com a fome do “3º mundo” ( China e India pertencem a que mundo?) são os mesmos que vão entregar Portugal aos castelhanos.

  25. Fred:
    ” Bem tudo depende do próximo governo americano, no mínimo até 2009, mas se o sucessor for como o sucedido, pode ir pra muito mais, nunca subestime a capacidade de fazer merda de um idiota que acha que é esperto!”
    -> Todos os 3 em concurso são mais inteligentes que o atual… espero muito melhor de qq um deles”

    Odysseus:
    ” Quero mm é um carro movido a hidrogénio! Não sei até que ponto não pode ser prejudicial os bio combustíveis, acredito que haja um meio barato de produzir um motor de hidrogénio, não há é interesse!”
    -> Espera sentado!… já os há, mas a fabricação de hidrogénio é um problema… de facto, julgo que o hidrogénio atual é fabricado a partir de… petróleo!

    ” Há mais de 20 anos li numa revista que um japoneses inventou um meio de lavar a roupa sem detergentes, através de pequenos ultrasons e vibrações na água, o método era 100% eficaz, até lembro de ver uma reportagem sobre isso, mas onde está o invento? As grandes companhias de produtos de lavagem de roupa e os milionários da industria boicotaram a produção da invenção.”
    -> Há está patente americana de 88:
    http://www.patentstorm.us/patents/4727734-claims.html
    seria esta?

    ” O mesmo se passa com magnatas do petróleo e combustível, que dominam o mundo, não lhes interessa que isso avance até o petróleo ser lucrativo, e a terra é que sofre.”
    -> E que agora estão a comprar plantações de milho, como a BP…

    Viriato:
    ” a alternativa dos biocombustiveis parece-me má. a subida dos preços dos cereais tem sido uma coisa estúpida e alarmante (obviamente inflacionada pela especulação (assim como o petróleo, cujo preço está na mão de especuladores e não da logica oferta7procura)).”
    -> É isso que penso, exactamente.

    ” no brasil a tendencia é devastarem a amazonia para a plantaçao de cereais para biocombustivel. a curto – médio prazo pode ter vantagens mas a longo prazo é um desastre.”
    -> Os brasileiros negam tal ligação. E documentam essa defesa.

    ” a europa anda a cortar e faz bem. não seria muito feliz a incentivar essa pratica visto que já começam a escassear alguns bens.”
    -> Agora a pressão é tremenda… e a comissão barroso já parou com esses subsídios.

    Anónimo:
    ” que comédia! como alguns tolos continentais se dão uma importância que há muito deixaram de ter!! p`tracios…ora p`os…pensem(?): EUA, junto com””seu”” querido Brasil lusófono,tem acordo para continuarmos dominando o mercado, China e India necessitam desesperadamente de combustível limpo para seus crescentes mercados consumidores, Petroleo previsto U$ 200,00, unir-se aos subsídios para plantar beterraba é piada de…………….Para alguns que se acham muito Europeu (zinhos), cuidado, estes aí,”defensores” do verde e “muito” preocupados com a fome do “3º mundo” ( China e India pertencem a que mundo?) são os mesmos que vão entregar Portugal aos castelhanos.”
    -> Diz o roto ao nu… é um campeonato de tolice? Se é, acho que perdi o sinal de partida.

  26. Sidnei Tives

    Especulação as notícias de que o aumento da produção de biodiesel diminui proporcionalmente a produção de alimentos.

    Há séculos o nordeste brasileiro abastece meio mundo com açúcar. Isso vem do tempo em que se trocava um homem vindo da África por carne, açúcar, café etc. Nunca se reclamou que o açúcar provocava fome no mundo porque não se cultivou grãos emlugar de cana?

    Veja: quando o preço do açúcar está alto, a cana plantada – como disse, há séculos – é moída para virar açúcar. E ficamos sem álcool – nosso biodiesel mais importante.
    E quando o preço do açúcar está baixo, temos abundância de álcool – isso é recente, há apenas três décadas.

    Se com a exportação vamos necessitar de mais álcool para o mundo, então posso afirmar que vamos ficar sem açúcar. É isso.

  27. Uma coisa é produzir biocombustível a partir de trigo, milho, soja e de palma… a outra é fazê-lo a partir de cana. Os custo são diferentes, as consequências também. Há uma grande confusão entre estas fontes, mas o cerne das minhas críticas vão contra o primeiro grupo de fontes. No Brasil, produz-se biocombustível a partir de cana, desde que não se desfloreste (há relatos de que tal se faz, por causa da soja, desmentidos, mas continuados), e desde que a cana não ocupe terrenos dedicados a plantações alimentares, nada tenho a objectar.

  28. Sidnei Tives

    Veja a questão da soja. Essa sim tem, e muito, ocupado espaço antes dos grãos de mesa.
    Alega-se que soja é alimento, não há dúvidas. Mas a verdade é que trata-se de um monocultura exportadora. Planta-se imensas áreas de um grão que não vai à mesa – como o milho, o feijão, o trigo, o arroz – quer dizer, não é uma fonte primária de alimentação em nenhum país.
    Os japoneses têm um consumo alto de soja per capita para alimentação humana, mas são só os japoneses.
    Os americanos utilizam muita soja – aliás os exportadores plantam pensando nesse mercado – mas é na alimentação animal, nos seus muitos bovinos confinados, frangos, suínos etc.
    No Brasil, p. ex., soja somente para produzir óleo de cozinha.
    Claro que se aproveitam o s subprodutos na agropecuária, que há os projetos de biodiesel etc. Mas não matam a fome de ninguém.
    São latifúndios exportadores.
    Têm tanta força na economia agrícola, que empurraram as fronteiras agrícola em direção primeiramente ao Mato Grosso, e agora para o norte – Rondônia, Acre, Roraima …
    Se houvesse menos soja, o país teria uma balança comercial menos favorável nos produtos agrícolas, mas teria mais grãos de mesa, mais alimento humano em suma.

  29. a soja americana é basicamente soja trangênica (aliás, por isso é que lhes custa tanto exportá-la para a Europa)

    ” soja responde (2003) por uma receita cambial direta para o Brasil de mais de sete bilhões de dólares anuais (superior a 11% do total das receitas cambias brasileiras) e cinco vezes esse valor, se considerados os benefícios que gera ao longo da sua extensa cadeia produtiva.”
    http://www.cnpso.embrapa.br/producaosoja/SojanoBrasil.htm

    7 biliões é mesmo muito dinheiro…

    ” explosivo crescimento da produção de soja no Brasil, de quase 260 vezes no transcorrer de apenas quatro décadas, determinou uma cadeia de mudanças sem precedentes na história do País. Foi a soja, inicialmente auxiliada pelo trigo, a grande responsável pelo surgimento da agricultura comercial no Brasil.”
    > não fazia ideia. pensava que fosse a cana

    ” Este País possui, apenas no ecossistema dos Cerrados, mais de 50 milhões de hectares de terras ainda virgens e aptas para a sua imediata incorporação ao processo produtivo da soja. Com exceção, talvez, da Argentina, que ainda poderá crescer até um máximo de dez milhões de hectares, a área cultivada com soja nos EUA, na China e na Índia, que juntos com o Brasil produzem mais de 90% da soja mundial, só crescerá se diminuírem as áreas de outros cultivos. Sua fronteira agrícola está quase ou totalmente esgotada. ”
    > A questão da reserva agrícola brasileria, aqui já levantada pelo Fred, creio… E a sua unicidade entre os demais produtores (com excepção da Argentina, aqui tb referida…)

  30. Sidnei Tives

    Como as coisas correm naturalmente, conforme as leis do mercado de oferta e procura, é provável que já no curto prazo o aumento da procura por grãos de mesa – permitam-me persistir com esse termo pois melhor expressa meu conceito – jogue os preços para patamares maiores que os da remuneração dada pela soja e haja uma migração.
    O processo tem sido afetado pela continuada desvalorização do dólar americano, que torna menos interessante a exportação. Nota-se, por exemplo, que em Goiás, os produtores preferiram manter uma boa área com milho – que é demandado pelo mercado interno – devido aos bons preços alcançados ano após ano. Esse ano estamos sentindo a falta de arroz no mercado, que esteve escasso nos supermercados no primeiro trimestre. Isso vai provocar um aumento da área de produção de arroz … Esse ciclo aplicado a todo o universo de grãos cultivados vai conduzir a uma perda de terreno da soja, que será maior quanto maior for a falta de cereais no mundo.
    Espero.

  31. esperemos então que neste concreto as leis do mercado saibam ser mais sábias do que os reguladores…

  32. gostariamos de divulgar nossas mini usinas de biodiesel:

    http://www.planetabiodiesel.com.br

    responsabilidade socioambiental + sustentabilidade

    coleta de oleo usado = biodiesel = sustentabilidade

    sds

    SERGIO ARDITTI
    PLANETA BIODIESEL
    MINI USINAS & EQUIPAMENTOS
    SÃO PAULO – SP – BRASIL
    11 9918-8891
    sergio@planetabiodiesel.com.br
    http://www.planetabiodiesel.com.br

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