A aproximação Brasil-Venezuela e da proposta para a formação de uma “NATO” da América do Sul

Lula chavez

(http://www.bbc.co.uk)

“O Brasil e a Venezuela estreitaram a sua aliança energética com um acordo de associação numa refinaria já em construção no Nordeste brasileiro. Os dois países estudam ainda a hipótese de uma espécie de NATO regional.”

(…)

“O projecto é de proporções gigantescas. O complexo, a refinaria Abreu Lima, perto de Recife, no estado de Pernambuco, é um sonho brasileiro de vários anos. Custará 4000 milhões de dólares, será detido pela petrolífera local em 60% e a associada em 40%. Estará concluído em 2010 – e a construção já começou.”

(…)

“Chávez considerou o acordo como “histórico”, porque permite à petrolífera do seu país refinar o crude na região, em vez de o mandar para os Estados Unidos. Lula usou o mesmo termo, por ele permitir a integração sul-americana.”

(…)

“a criação de um Conselho Sul-americano de Segurança, o princípio do que poderia ser uma NATO para a região.

A sublinhar a harmonia das relações bilaterais, Lula da Silva chamou a Chávez o “grande pacificador”, pelo papel que acabou por ter no desanuviamento da recente crise entre a Colômbia e o Equador.”

Fonte:

Público, 28 de Março de 2008

Não é a primeira vez que o Brasil procura criar uma aliança militar regional que exclua o seu poderoso e influente vizinho do norte… Em tempos os EUA forçaram ao estabelecimento na América do Sul de uma espécie de “Tratado de Tordesilhas” classificando a América Central como zona de influência do México e a América do Sul propriamente dita como zona de influência do Brasil. Desde então, o Brasil estabeleceu-se como a potencia regional dominante na região, mas sem nunca usar a sua força e deixando inclusive que as suas forças armadas nunca fossem esmagadormente superiores como forma de não desequilibrar os balanços de poder na região e não afrontar os seus vizinhos.

Agora, com a ascensão económica do Brasil e uma atitude menos tímida por parte de outros países da região, como a Venezuela, estão criadas as condições para estabelecer uma aliança militar permanente na região. O recente papel pacificador de Hugo Chávez no conflito iminente que esteve prestes a ocorrer entre a Colômbia e o Equador e que fatalmente haveria de envolver a Venezuela e, provavelmente, os EUA indicou que há necessidade de uma tal estrutura preventora de conflitos na América Latina e que esta pode até funcionar como “elemento moderador” para os impulsos mais agressivos ou anti-sistémicos do presidente venezuelano…

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6 thoughts on “A aproximação Brasil-Venezuela e da proposta para a formação de uma “NATO” da América do Sul

  1. acho que está em marcha uma nova ordem mundial. China – India – Brasil

  2. Competindo ao resto do mundo fazer afastar a Índia e o Brasil de eventuais “namoros” perigosos com o agressivo e ávido “império chinês”…

  3. gaitero

    Acho mais que temd e ser feito, más não basta ter uma NATO, so no papel se quiserem contruir uma defesa contra eventuais agressoes norte americanas tem de ser investido uma grana por parte de todos, no minimo dobrar os investimentos militares dos paizes vizinhos.

  4. não penso em termos de eventuais agressões dos EUA (que francamente acho muito improváveis, neste cenário de concrentração de forças no Médio Oriente e com a ameaça chinesa perfilando-se no horizonte), falo mais em capacidade para intervir em cojunto em missões de paz, no haiti, por exemplo, ou em locais onde o Ocidente tem que intervir para parar o fundamentalismo islâmico (Afeanistão) ou contra uma eventual guerra de expansão chinesa no mundo.

  5. E espero q a Unasul tenha vindo p/ ser atuante, já mostrou força , no caso biliviano, começo a acreditar.Td terão de se armarem p/ responder as convocações q por certo virão no futuro..O Brasil tem , até por ser gestor da idéia, q ter suas FAs reequipadas, subs nuclear, FAerea com caças novos , tipo Su 35 e/ou 37…p/ ontem.

  6. Enoque

    Carlos Argus,
    Os países de língua espanhola na América já não se dão muito bem entre eles mesmos e nem se dão muito bem com a Espanha também. Eu vi vídeos em espanhol no Youtube, tudo bem que não representam a totalidade da população de cada país, mas a rivalidade entre eles mesmos é muito forte. O México se tornou o novo “patinho feio” entre os países hispânicos. Antes era só a Argentina. Nem de nós brasileiros os mexicanos já não gostam muito. Os demais países têm muita rivalidade entre eles mesmos, a Colômbia com a Venezuela, o Peru com o Equador e com o Chile, a Argentina com o Chile e agora com o México também, Honduras contra a Nicarágua e contra Cuba, e todos eles têm ressentimentos contra a Espanha também. O relacionamento entre o Brasil e os outros países lusófonos é melhor do que o relacionamento dos países hispânicos entre eles mesmos. Eu já não tenho fé na UNASUL e acho que o Mercosul também não tem sido satisfatório. Você se recorda do incidente numa cimeira iberoamericana?

    Você já viu Chefes de Estado e de Governo de Portugal e do Brasil se tratarem assim numa cimeria, ou na ONU, ou em qualquer tipo de reunião internacional? Eu não.
    Acho que nós brasileiros temos basicamente três opções:
    – O que o MIL propõe, o caminho da geoaliança lusófona através da CPLP;
    – Os BRICS;
    – Orgulhosamente sós;
    Os nossos “hermanos” são enrolados demais, não sabem o que querem e têm um complexo de inferioridade pior do que o do nosso povo, este aos poucos vai superar.

    Desde a fronteira do México com os EUA e a fronteira marítima entre a Flórida e Cuba, até a Terra do Fogo no Pólo Sul, estou pasmo com a falta de maturidade dos governos hispânicos. Está na cara deles quem é o verdadeiro inimigo mas, querem “ver chifre em cabeça de cavalo”.

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