Daily Archives: 2008/04/26

A aproximação Brasil-Venezuela e da proposta para a formação de uma “NATO” da América do Sul

Lula chavez

(http://www.bbc.co.uk)

“O Brasil e a Venezuela estreitaram a sua aliança energética com um acordo de associação numa refinaria já em construção no Nordeste brasileiro. Os dois países estudam ainda a hipótese de uma espécie de NATO regional.”

(…)

“O projecto é de proporções gigantescas. O complexo, a refinaria Abreu Lima, perto de Recife, no estado de Pernambuco, é um sonho brasileiro de vários anos. Custará 4000 milhões de dólares, será detido pela petrolífera local em 60% e a associada em 40%. Estará concluído em 2010 – e a construção já começou.”

(…)

“Chávez considerou o acordo como “histórico”, porque permite à petrolífera do seu país refinar o crude na região, em vez de o mandar para os Estados Unidos. Lula usou o mesmo termo, por ele permitir a integração sul-americana.”

(…)

“a criação de um Conselho Sul-americano de Segurança, o princípio do que poderia ser uma NATO para a região.

A sublinhar a harmonia das relações bilaterais, Lula da Silva chamou a Chávez o “grande pacificador”, pelo papel que acabou por ter no desanuviamento da recente crise entre a Colômbia e o Equador.”

Fonte:

Público, 28 de Março de 2008

Não é a primeira vez que o Brasil procura criar uma aliança militar regional que exclua o seu poderoso e influente vizinho do norte… Em tempos os EUA forçaram ao estabelecimento na América do Sul de uma espécie de “Tratado de Tordesilhas” classificando a América Central como zona de influência do México e a América do Sul propriamente dita como zona de influência do Brasil. Desde então, o Brasil estabeleceu-se como a potencia regional dominante na região, mas sem nunca usar a sua força e deixando inclusive que as suas forças armadas nunca fossem esmagadormente superiores como forma de não desequilibrar os balanços de poder na região e não afrontar os seus vizinhos.

Agora, com a ascensão económica do Brasil e uma atitude menos tímida por parte de outros países da região, como a Venezuela, estão criadas as condições para estabelecer uma aliança militar permanente na região. O recente papel pacificador de Hugo Chávez no conflito iminente que esteve prestes a ocorrer entre a Colômbia e o Equador e que fatalmente haveria de envolver a Venezuela e, provavelmente, os EUA indicou que há necessidade de uma tal estrutura preventora de conflitos na América Latina e que esta pode até funcionar como “elemento moderador” para os impulsos mais agressivos ou anti-sistémicos do presidente venezuelano…

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Ainda sobre a Crise Imobiliária nos EUA e a descida das Taxas de Juro

(http://blog.estadao.com.br)

O Sector Imobiliário dos EUA tem os seus níveis de vendas actuais nos valores mais baixos dos últimos doze anos, com valores inferiores a 22% dos registados desde Dezembro de 2007. A situação é aliás ainda mais grave, do que a anterior crise imobiliária dos anos 80, já que os preços actuais conseguem ser – em média – inferiores em 8% aos da recessão de começos da década de 90. Tudo isto, e sobretudo porque durante anos o essencial do crescimento económico dos EUA assentou (como Espanha) no crescimento especulativo e insustentado do sector imobiliário assentava precisamente aqui. Isto implica que os EUA estejam já em recessão, ou até mesmo num problema mais grave e estrutural do que uma mera e cíclica recessão. Se assim fôr, em lugar de um abrandamento económico durante um ou dois anos, seguido de uma expansão, poderemos ter nos EUA vários anos de estagnação e desemprego, resultantes da aposta de décadas numa economia especulativa, que não promove o crescimento económico sustentado nem o desenvolvimento das economias locais, mas apenas o reforço dos lucros dos grandes especuladores bolsistas e do sector financeiros, para além das grandes multinacionais.

O corte radical das taxas de juro realizado pela FED pode ter ajudado no curto prazo o mercado bolsista, mas se tal ajudou ou não a economia real é algo totalmente diferente. Não vai ajudar quem perde a casa ou está soterrado em dividas de consumo. O programa de estímulo fiscal que dará até cerca de 800 dólares a cada família americana de devoluções fiscais, mas devolver oitocentos dólares a cada família americana, de forma cega, a todos, e não concentrar este esforço naqueles que mais precisam ou porque estão no Desemprego ou porque perderam a sua casa ou estão em vias de a perder, é uma medida cega e que pouco mais fará do aumentar o já suicida ritmo consumista americano que tanto tem feito pelos défices comerciais sucessivos.

Desde Dezembro que o valor real das habitações nos EUA desceu 10%, e a perda total equivale hoje a mais de 3 triliões de dólares. A este valor deve somar-se o declínio dos mercados financeiros que deverá ascender a qualquer coisa como 4 triliões de dólares. A este volume monstruoso de 7 triliões de dólares de perda desde Agosto de 2007, a Administração Bush responde com um pacote de incentivos fiscais cego de 180 milhões de dólares… E que de qualquer modo, vai ainda demorar mais quatro meses a chegar aos cidadãos (seis meses desde que foi anunciado), o tempo que o IRS americano leva a processar e a enviar pelo correio os cheques de devoluções… Muitos dos quais aliás serão enviados para moradas onde já ninguém mora, precisamente aqueles que deles mais precisariam e que acabaram de perder as suas casas por incapacidade de honrarem as suas dívidas.

Ou seja, enquanto que a Administração opta por concentrar esforços a tentar conter as perdas do sector financeiro ao tornar o dinheiro praticamente gratuito para os Bancos e concede uma devolução fiscal tardia, limitada e cega. Mas o que causa mais estranheza na contudo desta Administração e da direcção de um FED manifestamente desorientado após a saída de Greenspan é que a FED ainda que tivesse agido em concertação com os outros grandes bancos centrais da União Europeia, do Japão e do Reino Unido, agora parece em pânico e declarou a recente e radical descida da taxa de juro sozinho e em completa descoordenação com estes bancos. Nenhum outro banco central parece tão despudoradamente do lado do sector financeiro e especulativo, e por todo o lado, crescem as preocupações com a inflação que está a regressar e cujos ímpetos na Europa podem ameaçar a sua estabilidade e desenvolvimento e que estão a impedir – justamente – o Banco Central europeu de imitar o FED e descer a taxa de juro, como tantos pedem, nomeadamente a Esquerda portuguesa mais radical. É que descer a taxa de juro, para que os Bancos pudessem emprestar mais ao público só iria aumentar uma taxa de endividamento das famílias já demasiado elevada, padrões de consumo e de importações excessivos. Aumentar o consumo seria uma forma estranha e absurda de resolver um problema que nos EUA e na Europa começou precisamente por um consumo massivo não sustentado que dura já há mais de 20 anos…

Fonte:
Podcast de Doug Henwood, Behind the News

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