Os primeiros dicionários do novo Acordo Ortográfico

Agora que finalmente o segundo protocolo modificativo para o Acordo Ortográfico de 1990 está a andar nos corredores deste nosso luso poder, começamos a assistir às primeiras reacções do mundo editorial de forma a adaptarem-se a esta nova realidade e a anteciparem o excessivamente dilatado prazo de moratória de seis anos (ainda assim mais razoável que os 10 anos da nefanda Pires de Lima). Neste contexto, a Texto Editores (ver AQUI) editou hoje – dia 14 de Março – dois dicionários e um pequeno guia condensando as alterações introduzida na grafia do português pelo Acordo.

As três edições são as seguintes:
Novo Dicionário da Língua Portuguesa – Conforme Acordo Ortográfico (uma edição corrente)
Novo Grande Dicionário da Língua Portuguesa – Conforme Acordo Ortográfico (uma edição de luxo)
e o guia condensado “Atual – O Novo Acordo Ortográfico – O que vai mudar na grafia do Português” (que sim… no título já utiliza a nova grafia).

A dita “edição de luxo” inclui mais de 250 mil entradas, enquanto que a edição corrente tem “apenas” 125 mil entradas… Mas enfim, nenhuma será verdadeiramente tão útil e importante como o guia, cuja compra irei fazer assim que terminar de escrever estas linhas… De qualquer forma, eis o primeiro e mais importante passo para pela via deste Acordo, reaproximar aquilo que a História da República portuguesa separou já que efectivamente foi Portugal que no começo do século XX abandonou a comunhão de grafia com o Brasil, não o contrário.

Sem dúvida que estas edições são um passo importante para aproximar o mundo lusófono pelo reforço daquele que será nos anos vindouros uma das maiores ferramentas para aproximar todos os lusófonos do mundo: o Acordo Ortográfico.

Fonte:
Jornal de Notícias

Categories: Brasil, Educação, Livros, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 30 comentários

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30 thoughts on “Os primeiros dicionários do novo Acordo Ortográfico

  1. Graxaim

    Rotunda
    Rodonda
    Redonda
    As línguas evoluem, modificam e criam novas expressões e palavras. Particularmente, penso ser injusto impor aos portugueses, modificações em sua lingua de uso diária, acrescendo termos e modificando palavras que não querem utilizar. A única justificativa para o acordo ortográfico, é uma futura união entre os povos de língua portuguesa. Fora disso é uma volência inóqüa, não vai levar a nada.
    Somente acharei válido o acordo ortográfico, se a parte mais representativa do povo português, ou a sua maioria, olhar para o Brasil, tratar de conhecê-lo e propor a sua união com o que traz e o com o que pode cooperar… Para o futuro que vem próximo… O Brasl é formado por estados… provavelmente Portugal não queira se integrar dessa maneira… então, nada acontecerá… Nesse caso (creio que assim se dará) será um erro enorme mudar o português de Portugal… Portugal que continuará orgulhosamente só… até o fim dos tempos…
    O mesmo otimismo que me transmitiram os portugueses moradores no Brasil, se transformou em maior pessimismo o que tenho lido dos portugueses de Portugal… Lamento, mas acho, penso, que vão continuar sendo periféricos de países que em breve vão depender do Brasil para suas necessidades básicas… água, comida, combustível… segurança…
    Sinto muito, mas o problema é vosso, portugueses…
    Eu sou brasileiro… Graças a Deus!

  2. Mas a língua, e a sua expressão oral não mudará com este (nem com nenhum!) acordo… apenas a grafia!
    Essa confusão aliás é a maior responsável pelo elevado número de opositores, aqui em Portugal…
    e ninguém será preso, multado, etc, por usar a grafia antiga…

    de facto, o Acordo só será mesmo efectivo quando as gerações que entram hoje na Escola chegarem á vida activa… até lá, só as edições novas vão mudar.

  3. Tenho vergonha de ser português. Este novo acordo ortográfico é bárbaro e completamente despropositado. Prefiro escrever Pharmácia e Symptoma e voltar ao português escrito no século XIX a ter q escrever fato e ler faCto, isto para não falar de por exemplo vêem que se vai passar a escrever veem, ou seja, dever-se-ia tornar o primeiro E átono. Isto é desrespeitar a beleza da língua escrita. Não sou contra o Português do Brasil, de Cabo-Verde ou de qualquer parte do mundo. Mas até o próprio Português do Brasil que mantinha alguma pureza está a ser completamente deformado (cf. a utilização do trema, que muito me custa não existir no português de Portugal). Não me admiro que daqui a 20 anos xtejamux a falar axim… Não gosto de padronizações nem de unicidades. Cada macaco no seu galho. A diversidade é que faz do mundo um sítio agradável e de tonalidades tão diferentes. Se querem uma língua universal, já existe: o Esperanto. Agora não assassinem a história, a cultura, a beleza e a unicidade de cada povo carregando uma falsa bandeira.

  4. Graxaim

    ´´Mas a língua, e a sua expressão oral não mudará com este (nem com nenhum!) acordo… apenas a grafia!´´

    >>>>> As línguas são dinâmicas e mudam sim, melhoram. Os termos são tornados mais fáceis e mais abrangentes, mais explicativos, mais exatos. A grafia, meu caro, necessita acompanhar a evolução da língua falada. A pronúncia com menos consoantes, ao contrário do que pesadamente ocorre no português falado em Portugal, vai gerar a facilitação do uso das expessões brasileiras que inevitavelmente o povo português conhece através de programas de televisão (telenovelas) e dos próprios brasileiros ´infiltrados´ em vosso país. A terminologia brasileira vai predominar, não tem como ser diferente. Somos quase e em breve seremos mais de duzentos milhões de almas… E sabemos todos que não é somente por essa esmagadora maioria numérica que os brasileiros prevalecerão… Ciência de ponta, tecnologia, sólo e sub-sólo riquíssimos, agronomia, pecuária, plataforma continental com petróleo e gás, parque industrial, etc. etc. etc… ah… e mais etc…

    ´´Essa confusão aliás é a maior responsável pelo elevado número de opositores, aqui em Portugal…´´

    >>>>> Bem… acho (penso) que eles estão certos…

    ´´e ninguém será preso, multado, etc, por usar a grafia antiga…´´

    >>>>> Algumas pessoas andam e olham para frente, outras permanecem onde estão… Essas não merecem castigo… mormente pelo motivo citado… Manter a grafia antiga é o mesmo que permanecer no estágio atual… ´´orgulhosamente só´´. Esse fato é aceitável quando vem do povo menos informado, mas quando se constata a mesma atitude de pessoas melhor informadas, só nos ocorre uma resposta: ´Anti-brasileirismo crônico.´

    ´´de facto, o Acordo só será mesmo efectivo quando as gerações que entram hoje na Escola chegarem á vida activa… até lá, só as edições novas vão mudar.´´

    >>>>> Terá sido muito tarde… as ´´coisas´´ já terão ocorrido… O mundo já será muito mais verde/amarelo… e lamentávelmente mas não teremos os portugueses conosco… Mas ´´a Divindade escreve certo por linhas tortas´´ e quem sabe…? os portugueses de hoje, devem mesmo ser mesmo europeus (???)

    Complementando quero acrescentar, que como adepto inicialmente da união lusófona, nunca me ocorreu que Portugal, por qualquer motivo fosse ter papel preponderante sobre a união dos países lusófonos que não fosse histórica. Mas ao constatar a intenção de colonizador que perdura no coração dos portugueses… passo a ter a certeza de que o meu sonho de união… morreu!

  5. Graxaim:

    “´´Essa confusão aliás é a maior responsável pelo elevado número de opositores, aqui em Portugal…´´
    >>>>> Bem… acho (penso) que eles estão certos…”
    -> Discordo… A grafia nada tem a ver com a fonética de uma língua… é apenas uma convenção.

    “´´e ninguém será preso, multado, etc, por usar a grafia antiga…´´
    >>>>> Algumas pessoas andam e olham para frente, outras permanecem onde estão… Essas não merecem castigo… mormente pelo motivo citado… Manter a grafia antiga é o mesmo que permanecer no estágio atual… ”
    -> E de facto apenas quando as gerações que hoje entram na escola começarem a entrar na vida activa é que a nova grafia começara a ser generalizada…

    “´´orgulhosamente só´´. Esse fato é aceitável quando vem do povo menos informado, mas quando se constata a mesma atitude de pessoas melhor informadas, só nos ocorre uma resposta: ´Anti-brasileirismo crônico.´”
    -> É um problema em portugal. Raro, mas presente e parte activa nesta reacção negativa ao Acordo, eu sei.
    -> E um sentimento que muito tenho combatido por aqui, como sabes…

    “Complementando quero acrescentar, que como adepto inicialmente da união lusófona, nunca me ocorreu que Portugal, por qualquer motivo fosse ter papel preponderante sobre a união dos países lusófonos que não fosse histórica. Mas ao constatar a intenção de colonizador que perdura no coração dos portugueses… passo a ter a certeza de que o meu sonho de união… morreu!”
    -> Não creio… Há reacções à mudança (os portugueses detestam a mudança)… mas o Acordo é apoiado em muitos circulos em Portugal e é aliás um ponto de honra do MIL, como sabes.
    -> E no contexto da UL é um ponto essencial: como primeiro ante-passo para a união e como ferramenta da lusofonia no mundo!

  6. Joaquim

    “Fui de fato, de fato”.
    Será esta uma figura de estilo!?
    Talvez uma figura de estilo da Moda!?
    Bom, realmente não vai ser fácil. Acho que por vezes se esquecem que a SÍLABA TÓNICA do português é a penúltima. Ao retirar acentuação a algumas palavras todo o seu sentido é alterado, tendo como exemplo o verbo “parar” – “pára” e a preposição “para”. Muitas confusões serão criadas caso num diálogo haja uma pausa algo significativa.
    Enriqueçam as línguas, não as destruam com ideias desnecessárias e pouco dignificantes.
    Todos os PALOP, Brasil e Portugal terão palavras, muito de cada um, que nunhum outro utilizará ou saberá o seu significado.

  7. E contudo…
    a grafia de “facto” nãi muda, nem em Portugal nem no Brasil

    por isso…

    é melhor arranjar um exemplo melhor, caro Joaquim

  8. Ola… estou completamente contra esta mudança na nossa forma de escrever pois escrever “fato” em vez de “facto” gera um engano na leitura de qualquer um!

  9. Apesar de ser Portuguesa (de sangue e nacionalidade), nasci em São Paulo no Brasil. Vim para Portugal muito pequenina, mas estou bastante ligada ao país que me viu nascer porque os meus pais e irmãos, que são Portugueses, viveram no Brasil durante 10 anos e o Brasil é uma presença constante nas nossas vidas e conversas. É óbvio que adoro o Brasil, a alegria do povo Brasileiro causa-me inveja e considero a pronuncia brasileira, bem como certos termos e expressões utilizados, de uma sonoridade e expressividade encantadoras. Adoro a forma como o Português me soa mais carinhoso, quando saído da boca de um/uma brasileiro/brasileira
    Mas NÃO estou de acordo com uma boa parte das alterações a efectuar nesse tal de acordo ortográfico. Porque uma coisa é simplificar a escrita, outra coisa é descaracterizar complectamente o PORTUGUÊS para facilitar a vida aos países de expressão Portuguesa. E pelo que já li e ouvi sobre o assunto, parece que estamos-nos a esquecer e os ditos países também, que a origem do Português é PORTUGAL. Portanto não deveriam despersonalizar o nosso Português. Aos senhores brasileiros que veem para aqui armados em arrogantes com conversas de superioridade Brasileira e com tiques de, pasme-se, superioridade liguística, eu deixo uma pergunta no ar: Se o vosso país é tão bom e tão superior que voçes até se acham no direito de alterar a nossa ortografia a vosso favor, o que andam por cá a fazer tantos Brasileiros???????

  10. Cris, o Acordo só muda alguma (pouca… 1,6%)= da grafia, nada da língua.
    E os PALOPs foram parte integrante deste texto, os seus peritos e representantes também o assinaram em 1990, não é portanto algo feito à sua revelia, “cozinhado” entre Portugal e o Brasil.
    Quanto aos brasileitos arrogantes… sim, há-os. o progresso do seu país não está a ser bem digerido por todos, infelizmente, mas isso faz parte do Homem, suponho… e portugueses arrogantes e chauvinista, também os tenho registado (e banido) de cá, receio bem… são coisas transversais que nada têm a ver com a nacionalidade e tudo com a individualidade. Ou seja… a má formação não tem bandeira.

  11. Só mais um coisinha.

    Cá em Portugal um fato é algo que se veste, um facto é algo que acontece ou aconteceu, é uma coisa verdadeira, real.

    Ex: O facto de termos que vestir fatos para determinadas ocasiões, obriga-nos a ter sempre um dentro do roupeiro.

    Com o novo acordo ortográfico: O fato de termos que vestir fatos para determinadas ocasiões, obriga-nos a ter um sempre dentro do roupeiro

    Isto a mim soa-me mesmo muito mal…..

  12. Cris: Comete o mesmo erro que muitas pessoas… existem, neste Acordo, muitas palavras que mantêm a dupla grafia e… fato-facto é uma delas, precisamente porque em Portugal este c não é mudo…
    por isso recomendo a leitura deste livrinho de 30 e tal páginas:
    “Atual – O Novo Acordo Ortográfico – O que vai mudar na grafia do Português”
    (atual mudou… facto é que não… A diferença é que um c é mudo e o outro, não)

  13. Estou mesmo chateada consigo, sr. Graxaim, o sr só diz disparates! Como por exemplo em relação ao triste comentário “orgulhosamente só”. Para o caso de não saber, felizmente esse senhor já morreu faz tempo, caso contrário não estaria-mos a ser invadidos pelos seus conterrâneos. O que logo à partida nos deixa por vezes ACOMPANHADOS de companhias maioritariamente indesejadas.
    E quando voçe fala da segurança da qual um dia a Europa vai depender do Brasil, eu atiro-me para o chão a rir. Voçes? Um País altamente inseguro e perigoso, onde a percentagem de policias corruptos só deve ser ultrapassada pelos países do 3º mundo!!!!!!! É piada, só pode ser piada.
    E já agora, nesse país com tantos recursos naturais, há pessoas a viver miseravelmente porquê? E os Brasileiros “pelam-se” para vir para cá e arranjam logo maneira de conseguir um “otário/otária” para casar e adquirirem a nacionalidade Portuguesa, PORQUÊ?
    Já agora, olhe para o mapa e veja o nosso tamanho. É só para não dizer MAIS disparates quanto a hipoteticamente nos dividir-mos em estados.
    O Brasil conseguiu tornar a sonoridade da língua Portuguesa mais bonita.
    Mas ortográficamente isso é um caos e pelos vistos cá também vai passar a ser. INFELIZMENTE.

  14. Resposta a Clavis:
    Em 1º lugar, obrigada por corrigir a minha gafe em relação ao fato/facto, mas li qualquer coisa sobre isso e registei negativamente. Sabe como é? anda-se um bocado “à nora” com esta hitória do novo acordo ortográfico.
    Vou seguir o seu conselho e ler o tal livrinho.
    Eu sei que nada foi feito à revelia de ninguém, mas se esse acordo estivesse em conformidade com a opinião da generalidade dos Portugueses (que se interessam pela nossa língua), isto não tinha feito correr tanta tinta, nem havia tanta opinião controversa.
    Quanto ao resto, espero que não me considere nem arrogante, nem chauvinista. Fiquei bastante zangada com a conversa do outro sr. Pareceu-me que ele estava a desdenhar dos Portugueses.

  15. De nada. Há vários mitos quanto ao Acordo, e esse é talvez o mais disseminado.
    Um referendo? Para isso elegemos políticos… eles, mais do que os linguístas são os “donos da língua”, já que nos representam… E referendar tratados? Há muita jurisprudiência que desanconselha, tal… E este Acordo é muito mais estratégico e delineador de rumos futuros do que um mero “acordo ortográfico”.
    Pode ser uma forma efectiva de tornar mais funcional e próxima a CPLP…
    E não, não a considero. Mas esta questão tende a inflamar ânimos…

  16. Syblin

    Eu gosto da grafia como está. É uma estupidez mudarem assim a língua, sem consultar previamente a população portuguesa. Enfim, pessoas desocupadas, que têm de justificar os salários que ganham, mesmo que sejam a fazer idiotices, dá nisto. Se querem mudar alguma coisa, há questões bem mais urgentes e pertinentes para trabalhar!!!!Arranjem uma vida!!!

  17. defende então um Referendo?
    Mas qual foi o Tratado (o Acordo, é-o) que foi submetido a Referendo?

    Porque deveria ser diferente com o Acordo?
    Para isso não servem as eleições?
    Agora se os portugueses se demitem do seu dever de ler os programas partidários e até de votar…

    para que serviria um referendo?

  18. Respondendo a Cris, num comentário anterior ao último; o que fazem cá os brasileiros se é a nossa grafia que está mudando?

    Isso tudo é um jogo político. É aquela velha história de reafirmação. O moral da história toda é permanecer com a nomeclatura “Língua Portuguesa” que por mim já teria mudado há tempos. Percebendo a ampla procura pelo idioma brasileiro, nada melhor que unificar para irmos para o topo junto com eles (os brasileiros).

    Depois de tantos séculos buscando a independência , o Brasil agora é obrigado a arrastar mais um monte de gente com ele incluindo Portugal.
    Depois de tantas décadas ouvindo “O Brasil será superpotência um dia.” Tenho que engolir esse novo acordo ortográfico.

    Bobagens, bobagens, bobagens…

    Não importa essa união de línguas, para mim o que nos diferencia dos outros portugueses é a nossa diversividade cultural e multiplicidade de talentos e habilidades que graças à Portugal temos no sangue e não na língua.

    O negócio é fazer um Referendo!!!

  19. Moral da história, todo mundo que ir para o topo junto com o Brasil, que tem o Português mais procurado do mundo.

    Claro que não concordamos com isso. É um jogo político.

    O jeito é partir para o Referendo!

  20. Catarina Lopes

    De facto eu sou portuguesa, e concordo com o novo acordo ortográfico, penso, que por que é que não mudaremos, porque continuar sempre com a mesma grafia, os jovens de hoje em dia, já a estão a usar, pois em vez de escreverem “que” escrevem “k”, tudo isto são mudanças, Portugal tem que deixar de ser tão cómodo, e partir para novas aventuras. e um erro que as pessoas fazem é com a palavra “facto”, esta com o novo acordo ortográfico não irá cair o C, este vai manter, pela simples razão, nós dizemos o C, logo não fazia sentido se este caísse. portanto as palavras que se pronunciam mantêm-se, as outras algumas não, como óptimo, nós não pronunciamos o P portanto este vai ser retirado. além disso temos um prazo de 10 anos para nos habituarmos, à nova grafia.
    Não acham que é tempo suficiente?

  21. a palavra “facto” é talvez o argumento mais batido e falso daqueles que se erguem contra o Acordo, de facto ( 😉 )
    o prazo é de seis anos, julgo. Dez anos queria a Pires de Lima, e essa foi aliás uma das razões que a levou onde devia sempre ter estado: fora do MC.

  22. Catarina Lopes

    mesmo com um prazo de 6 anos, não achas que é suficiente?? a língua evolui, e vai haver uma unificação da língua, o mesmo aconteceu com o inglês. continuaremos a ser portuguesas, mas com algumas palavras diferentes.

  23. acho pouco… os portugueses irão deixar tudo para a véspera, está-lhes no sangue e depois… no 5º ano, entrarão em pânico e pedirão novo prolongamento. Um prazo de 3 anos (o mesmo seguido no passado, no sećulo XX) iria reduzir e dar “um banho de realidade”…

  24. Catarina Lopes

    mas os portugueses durante esses 6 anos, vão estar constantemente, a encarar com essas novas palavras.
    uma das razoes para que o povo português não quer é por serem cómodos, não querem ter trabalho, este acordo só vai unificar a nossa língua, vai fortifica-la, quem sabe se não passaremos a ser a língua mais falada ou a segunda língua, isso só vai trazer economia para o nós. e além disso as crianças terão o ensino mais facilitado, ao escreverem só aquilo que se lê. e além disso já não se gastará dinheiro a fazer traduções de um pias para o outro, sem nos esquecermos dos outros países lusófonos, como cabo verde, Moçambique, Timor leste, entre outros.
    e estes paises desenvolveram as suas iniciativas em comum.
    só queria perguntar uma questão a clavis por mera curiosidade, que é se é português ou brasileiro?

  25. Catarina Lopes

    só queria, corrigir uma coisa, que é, não é novas palavras, mas sim as suas modificações.

  26. Catarina:
    Na verdade, eu já estou a procurar escrever segundo o Acordo… Tenho dois guias da Texto, um no emprego, para mensagens e documentos profissionais e outro em casa, para… blogar e escrever na Nova Águia, e há obviamente aqui um certo trabalho de aprendizagem e adaptação…
    O Acordo ao aproximar a grafia da fonética, vai facilitar a aprendizagem, especialmente onde esta é mais lacunar, que nos PALOPs e em Timor, de facto.
    Sou português, sim.
    Mas cidadão lusófono e ardente crente e defensor das virtudes e do futuro de Portugal enquanto parte de uma União Lusófona, pelo que… me sinto um tanto brasileiro, também, Catarina… Especialmente quando recordo as palavras de Agostinho da Silva:
    “Mas a verdade é que Portugal, está, às vezes de mau humor, porque a lei é estrangeira e violenta, a cumprir os deveres que tomou, quando voluntariamente, talvez por solidariedade, talvez por gosto de convivência, ingressou numa Europa Comunitária que, ao que parece, ainda se julga dona daquilo a que chamou Terceiro Mundo. É contra isto que o Brasil deve revoltar-se, não contra quem respeita a Lei. Adiante se irá. E pode ser que um dia seja Brasil, com Portugal, guia do mundo, guia do sonho.”

  27. Pedro Gomes

    Graxaim, ve-se logo que és obcecado em falar mal de portugal! nós portugueses temos muito orgulho da nossa historia, dos nossos antepassados e de termos descoberto e colonizado o brasil! o que está aqui em causa é a herança cultural, a diversidade cultural de todo o mundo, e ao alterar a ortografia para ficar identica à do brasil é, de facto (ou fato), um atentado à diversidade e herança cultural!
    É importante manter-mos a nossa cultura ortografica!eu sou totalmente contra, como a maior parte das pessoas! a evoluçao nao é sinonimo de alterar a ortografia!!!pensem nisso!!!

  28. Odete

    Pelos textos que li, e só para rectificar algo que, infelizmente, ainda se faz…o final “mos” nas palavras não deve ser separado “-“. Só se aplica no “nos”. Ex: mantermos e não manter-mos; e mantermo-nos. obrigada.

  29. Bem dito.
    A primeira condição para defender a atual grafia do português de Portugal devia ser saber usá-la corretamente.

  30. yasmim

    odorei o novo acordo
    varias palavras
    achei muito legal
    + e ruim para quem ñ estuda
    eu acho q fica difio + um beijao
    tchau!

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