Daily Archives: 2008/03/06

Lost (Perdidos) S0405: “The Constant” (Buracos Negros e Viagens no Tempo)


(Há quanto tempo não apareciam por aqui imagens da Evangeline Lilly, hum?)

1. O grupo de sobreviventes do voo Oceanic 815 que está na praia começa a preocupar-se (Jake e Juliet) com o facto de o helicóptero com os Sayid e Desmond ter já saído à um dia e que apesar de terem dito que o vôo demoraria apenas vinte minutos até ao cargueiro, ainda não telefonaram avisando da sua chegada. Daniel Faraday, o físico do grupo do cargueiro, afirma “a vossa percepção de há quanto tempo os vossos amigos partiram pode não ser a única”. Embora Cartlon Cuse, tivesse declarado num podcast oficial de “Lost” que não haveria na série “viagens no tempo” parece que agora, afinal, as há. Já havia alguns sinais disso, na temporada 3, com os episódios em que Desmond era capaz de retardar a morte de Charlie com vislumbres do futuro. Agora isso parece bem claro: o facto de um tempo relativo no helicóptero (20 minutos) ser muito mais rápido que o tempo na Ilha (20 horas?) e até o outro indício do S0404 de que “Walt parecia muito mais velho” quer dizer que o “tempo-Ilha” não corre à mesma velocidade que o “tempo-mundo”. Este fenómeno relativístico remete para a Lei Geral da Relatividade de Einstein e é mais uma prova de que o que passa na Ilha resulta da presença de uma Singularidade Relativística ou de um Buraco Negro, já que na sua vizinhança, a deformação do Espaço-Tempo produz uma aceleração do tempo local, precisamente o fenómeno aqui reportado. Sayid ao chegar ao cargueiro também estranha que tenham descolado ao fim da tarde e que estejam a chegar agora ao navio pelo meio-dia…

2. Daniel Faraday tem curiosamente, ou não, o nome deste físico é o mesmo do famoso físico inglês precisamente conhecido pelos seus trabalhos no… electromagnetismo. E nesta cena inicial do episódio menciona que na viagem poderiam haver “efeitos laterais” se não fosse seguida pelo helicóptero a rota precisa que o piloto devia seguir, especialmente se o sujeito foi submetido antes a campos electromagnéticos ou a radiação e se bem se lembram… no final da Temporada 2, Desmond detonou o mecanismo de segurança da Estação Dharma Cisne… Naquilo que na altura interpretei como sendo uma explosão do caixão “tokamak” que albergava o buraco negro polarizado que estava por detrás da parede de cimento da Estação.

3. Faraday diz ainda que “não há problema desde que sigam precisamente a rota indicada”. Mais tarde, na cena em que Desmond visita o escritório-laboratório do físico no quadro de ardósia aparece um desenho que parece representara um buraco negro, com carga (polarizado) e um percurso sinuoso em seu redor… Ora uma das teses lançadas na década de 80 sobre os Buracos Negros dizia que poderia ser possível, percorrendo um caminho muito específico em torno do Buraco, viajar e atravessar o Buraco caminhando para um Wormhole até… um outro universo ou até um outro tempo. Será este o processo que Faraday utiliza para fazer passar os seus foguetes e o helicóptero do navio até à Ilha e vice-versa e que o submarino dos “Outros” (destruído ou não por Locke) e assim vencer a barreira invisível que Desmond encontrou quando tentou que o seu iate saísse da Ilha? Minkowsvi e Brandon também parecem sofrer dos tais “efeitos laterais” quando decidem rumar directo à Ilha. Não seguiram o caminho sinuoso, indicado por Faraday, e Brandon morreu e Minkowsvki ficou afecta pela “deslocação temporal” de Desmonda acabando também ele de pagar o erro com a própria vida.

4. Os “efeitos aleatórios” a que Faraday alude quando explica porque é que por vezes a viagem temporal pode ser de uma semanas ou dias ou oito anos poderão ser assim explicados pela imprecisão do percurso seguido pelo veículo (helicóptero, submarino ou foguete).

5. Os tripulantes do cargueiro dizem que o último porto por onde passaram foi na Fiji e que só sabem agora que estão algures no Pacífico Sul. O facto do acidente do 815 ter acontecido algures entre a Austrália e os EUA, também já indicava isso mesmo.

6. O número que Daniel Faraday vai ajustar o seu “device” de viagem de consciência pelo Tempo é 2342… 23 e 42. Dois dos “números” de Lost e de Hurley. O facto da viagem ser feita pela “consciência” e não pelo corpo, é intrigante, mas pelo menos sempre é um passo de credibilidade acima do “Terminator” onde supostamente só a parte orgânica do corpo consegue viajar no Tempo. Aqui, neste episódio fica claro que a viagem é feita pela “consciência/mente” da cobaia ou dos sujeitos humanos e não pelo seu corpo físico. Sendo o tempo uma “percepção”, no bom ensinamento budista, e a consciência/sujeito relativística o alvo deste “bombardeamento” electromagnético pelo “device” de Faraday ou pelas condições – naturais ou não – da Ilha, então estamos perante uma alteração de consciência e da percepção da teia Espaço-Tempo que produz uma viagem no Tempo real, mas não-física que faz lembrar as experiências de “remote viewing” feitas pelo exército dos EUA durante as décadas de 70 e 80… Alguma relação com aquela faca militar dos EUA descoberta por Kate na ilha na temporada 3?

7. Uma das folhas do diário do físico Daniel Faraday mostra um esquema em que vários circulos estão ligados entre si por linhas rectas. Será que se tratam de linhas ligando Wormholes como os do Stargate SG-1 que unem Singularidades como as da Ilha?

8. O diário do Black Rock que apareceu na ilha de “Santa Maria”, perto de Madagáscar e que foi comprado por Alvar Hanso tem o número de lote 2342, novamente os mesmos dois números 23 e 42… Se Widmore o compra… E se neste diário há presumivelmente informações sobre como chegar e sair da Ilha onde estão agora os destroços do Black Rock então isso pode significar que foi Widmore quem organizou a expedição que levou o cargueiro até à Ilha e porque a sua filha, Penny, obteve o número de telefone satélite/rádio do cargueiro (como diz Minkowski).

9. Uma questão… Se Desmond encontrou Daniel Faraday em 1996 e se nenhum dos dois em 2004 se recorda desse importante e traumático (para Desmond) encontro, isso só pode significar que se nenhum se recorda de tal é porque vivem em dois continuns temporais distintos. Ou seja, após este encontro de 1996, foram criados dois continuos temporarais duas “timelines” distintas e incomunicáveis e por isso há pelo menos dois Desmonds e dois Daniels e por isso uns não se lembram dos outros, e vice-versa… Esta é aliás uma forma de resolver o conhecido “paradoxo do avô” a que o próprio Faraday alude quando julga que a abordagem de Desmond é uma brincadeira dos seus colegas de Oxford.

10. A importante e única informação que o “tempo actual” da Ilha é – neste episódio – de 24 de Dezembro de 2004. Ou seja, decorre no passado… e logo, aquelas cenas em que aparecem os “sete do Oceanic 815” que agora têm aparecido e que correspondem a uma terceira timeframe são posteriores a 2004 e logo, entre 2004 e o presente.

11. Como curiosidade final… O número de telefone novo de Penny (7946-0893) não existe na área de Londres, nem sequer em 1996, mas o monitor de CRT da sala de comunicações do cargueiro, e a impressora HP Deskjet são bem reais e existiam de facto em 1996. E – já agora – aqueles telefones de satélite, seriam impossíveis em 1996, já que a rede Iridium só ficou activa em Janeiro de 1997, com o lançamento do primeiro satélite… E isto admitindo, claro, que se tratava de terminais experimentais desta rede de telefones por satélite.

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Quids S11-15: Que avião era este?

mumumu.jpg

Dificuldade: 3

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O OLPC: Mais um empurrão para o sucesso

(O OLPC in laptop.org)

O Peru encomendou 260 mil unidades do novo OLPC (One Laptop per Child) e o México mais 50 mil, num donativo directo do bilionário mexicano Carlos Slim às escolas do seu país. Estas novas aquisições vêm consolidar a posição do OLPC, um projecto que pretende entregar um portátil com Internet às crianças do mundo em Desenvolvimento pelo preço mais baixo possível, que actualmente, e ao contrário das previsões iniciais não será ainda os 100 dólares por unidade, mas 180.

Depois de algumas dificuldades – provocadas em grande medida pela concorrência desleal de grandes marcas como a Intel e a Microsoft (a primeira irada porque o OLPC corre um CPU da AMD e a segunda porque o OLPC corre o Fedora Linux) – a OLPC parece firmar o pé e garantir graças a estas vendas para o Peru e para o México o terreno suficientemente sólido que lhe permitirá continuar em operações e concretizar o sonho do seu fundador Nicolas Negroponte de entregar a cada criança do mundo em Desenvolvimento um computador portátil com acesso à Internet por um custo tão baixo como 100 (ou quase…) dólares.

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