Daily Archives: 2008/02/12

Comunicado do MIL (Movimento Internacional Lusófono)

1. O Presidente do Parlamento Timorense, Fernando Lasama de Araújo, que, enquanto José Ramos-Horta não recuperar do atentado que sofreu, assume, interinamente, a Presidência da República de Timor, manifestou publicamente o seu desejo de “se reforçar o contingente da GNR (Guarda Nacional Republicana)”.
2. O nosso Primeiro-Ministro, José Sócrates, considerou “prematuro” falar-se num reforço do contingente da GNR, considerando que: “Qualquer alteração terá que ser equacionada em função da avaliação que a ONU fizer”.
3. A GNR tem neste momento em Timor apenas 120 militares, face aos mais de mil da Austrália e aos mais de 200 da Nova Zelândia.
4. O papel das tropas estrangeiras da ONU estacionadas em Timor durante o atentado a José Ramos-Horta e a Xanana Gusmão foi generalizadamente classificado como “inoperante”, quando não mesmo como “displicente” – o mesmo já tinha acontecido em outros momentos. Ao invés, o papel da GNR em Timor tem sido unanimemente enaltecido, desde logo pela população timorense.

Face a todos estes factos:

O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO exorta o Governo Português a reforçar, de imediato, o contingente da GNR em Timor de modo a garantir as condições de segurança e estabilidade naquele território.
Neste momento, Timor corre o sério risco de se tornar, definitivamente, um “estado falhado”, o que será decerto do interesse de alguns países da região, que assim poderão, mais facilmente, explorar, em benefício próprio, os recursos naturais de Timor (falamos, em particular, do petróleo).
Portugal tem a obrigação histórica de defender a independência de Timor – depois de, durante a Monarquia, Primeira República e Estado Novo, ter feito de Timor um mero local de desterro, e de, depois da Revolução de 25 Abril de 1974, ter abandonado Timor à sua sorte, de que resultou a invasão indonésia.

Esperamos que o Governo Português não cometa a indecência de invocar motivos financeiros para inviabilizar essa urgente medida.

A Comissão Coordenadora do MIL

Nota de apresentação:
O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI (
novaaguia.blogspot.com), projecto que conta já com quase quatrocentas adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges, Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar no nosso blogue (
novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.
Em breve, convocaremos uma conferência de imprensa para apresentar, com mais detalhe, este Movimento.

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Sobre a aproximação judicial e policial entre Portugal e o Brasil no âmbito da CPLP

Fátima Felgueiras
(Fátima Felgueiras in WeHaveKaosInTheGarden)

O memorando de entendimento assinado em meados do mês de Janeiro entre os ministros da Justiça português e brasileiro irá aumentar a cooperação na área da Justiça já existente entre os dois países, mas onde ainda subsistem algumas arestas bem agudas por limar, como testemunharam recentemente os casos do Padre Frederico e de Fátima Felgueiras. A partir de Março será formado um grupo de trabalho conjunto que emitirá diversas recomendações.

As alterações que serão implementadas irão adaptar o quadro jurídico português e brasileiro às novas realidades, nomeadamente à grande expansão do número de cidadãos brasileiros a trabalhar em Portugal, que hoje já ultrapassa os 400 mil, assim como a crescente presença de empresas portuguesas em terras brasileiras, sobretudo na área do Turismo e da Hotelaria, sendo assim um reforçar de laços, consubstanciado por uma alteração do quadro jurídico mútuo que já tardava… Esta colaboração judicial e policial irá aumentar a eficácia no combate a crimes relacionados com o tráfico de droga e de seres humanos e poderá servir como percursor para um movimento mais abrangente quereúna mais países lusófonos. De qualquer forma, é mesmo preciso fazer alguma coisa neste domínio, já que os casos do Padre Frederico e de Fátima Felgueiras estão ainda na memória de todos e expõe que neste campo ainda há muito a fazer no domínio da concertação e diálogo entre os países da CPLP…

Fonte:
Público

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Quids S10-37: Que avião é este?

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Dificuldade: 3

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A Amazónia perde 7 mil Km2 em apenas 5 meses !… e Furacões no Brasil

Amazónia
(Imagem de satélite da Amazónia in http://www.cnpm.embrapa.br)

A Amazónia continua perder cada vez da sua cobertura florestal, verdadeiro pulmão do mundo e… derradeiro travão contra o Aquecimento Global. Com efeito, o governo Lula da Silva anunciou uma taxa recorde de deflorestação nos últimos cinco meses de 2007, com uma perda total superior a mais de três mil quilómetros quadrados. A proporção do desastre é inaudita, admitindo Gilberto Câmara do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial brasileiro: “nunca vimos antes tamanha desflorestação neste período do ano” (BBC ).

Mas na verdade, a informação da BBC está errada!… Uma vez que nesta se fala dos supracitados: In the last five months of 2007, 3,235 sq km (1,250 sq miles) were lost.”, mas no site do INPE se pode ler – na fonte original – que a escala do problema é afinal ainda maior! “Estimativa baseada no Sistema DETER – Detecção do Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), aponta que o desmatamento na Amazônia pode ter atingido 7.000 km2. A maior parte dos desmatamentos se concentra nos estados de Mato Grosso (53,7%), Pará (17,8%) e Rondônia (16%). Os novos desmatamentos detectados pelo DETER entre Agosto e Dezembro de 2007 somaram 3.235 km2. Nos anos recentes, a área mapeada pelo DETER representou entre 40% a 60% do que é registrado pelo PRODES, nosso sistema que faz o cálculo anual detalhado da área desmatada. Deste modo, o INPE considera que entre agosto e dezembro de 2007 o desmatamento é da ordem de 7 000 km2, com uma variação para mais ou para menos de 1.400 km2″

Sendo assim, a escala da devastação é ainda maior e a área afectada já se aproxima de uma décima parte da área total de Portugal continental! E isto em apenas cinco meses!

O que se está a passar no Brasil que está a provocar esta devastação de proporções apocalípticas? O preço da soja, e o crescente interesse do mundo e do próprio governo Lula da Silva pelos biocombustíveis pode estar a levar os agricultores das regiões mais afectadas (Mato Grosso, Pará e Rondônia) a conquistar terreno à floresta virgem. A escala deste problema expõe também o gritante fracasso das medidas anunciadas por Lula da Silva em 2005 em que prometia um conjunto de medidas para reduzir a desflorestação e o abate ilegal de árvores (ver AQUI). Na época, o pacote de medidas era uma resposta de urgência a um recuo da Amazónia de mais de 26 mil km2, entre Agosto de 2003 e Agosto de 2004 (1/3 de Portugal). O desaparecimento da Amazónia está a contribuir para o Aquecimento Global, já que sendo esta a maior mancha florestal do mundo, é o maior meio de absorção de CO2 do planeta, e além do mais um importante centro regular do próprio clima na região… A sua redução, acelera a rapidez do fenómeno do Aquecimento Global, e de facto, uma das formas que o Homem poderia ter para travar a progressão desta ameaça poderia ser multiplicar a plantação de árvores e a recuperação de florestas. Contudo, a pressão provocada pelo esgotamento do petróleo que leva ao aumento da produção de biocombustíveis (menos) e a grande procura de soja no mercado internacional (mais) está não a contribuir não para o combate ao Aquecimento Global, mas a intensificar ainda mais os seus assassinos efeitos! E estes estão muito mais próximo do próprio Brasil do que se pensa… Não falo aqui da fatidicamente famosa seca do Nordeste, mas da inédita aproximação de furacões à costa brasileira (ver AQUI), anunciando que agora… até o Brasil está na rota dos furacões.

Categories: Brasil, Ecologia, Economia | Etiquetas: , , , , | 75 comentários

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