Daily Archives: 2008/02/04

A Europa e o Japão vão enviar em 2013 uma sonda para Mercúrio: A BepiColombo

BepiColombo
(A sonda europeia a Mercúrio BepiColombo in http://bepicolombo.esa.int)

A Europa vai lançar em 2013 a Sonda BepiColombo que deverá chegar ao planeta Mercúrio em 2017. A sonda europeia vai custar cerca de 360 milhões de euros e será composta de componentes fabricados na Alemanha, Itália, em França e ainda no Reino Unido.

Além de ser um produto da tecnologia europeia, a BepiColombo terá também tecnologia nipónica, uma vez que se trata de facto de uma sonda dupla: com um orbiter europeu que estudará o interior e a superfície de Mercúrio e um outro orbiter, construído no Japão para a JAXA (Agência Espacial japonesa) que estudará a magnetosfera do planeta. Ambas, serão lançadas por um foguetão russo Soyuz-Fregat do espaçoporto europeu na Guiana.

O custo será elevado para as nossas bolsas, e especialmente em época de grave crise económica como aquela que se adivinha já no horizonte, mas… estes 360 milhões de euros são inferiores aos custos totais por exemplo da missão “Low Cost” da NASA ao mesmo Mercúrio “Mercury Messenger” que ainda que se estimasse não custar mais do que 286 milhões de dólares, acabou por ficar em 446 milhões… (ver AQUI), se a esta fosse somada uma missão idêntica japonesa. E isto mesmo compaando os 965 milhões totais da BepiColombo (além deste contrato industrial agora assinado) com desconhecidos custos totais da Messenger + Sonda Japonesa hipotética. Quanto ao salto dos custos da Messenger, note-se que supostamente devia ter ficado em 286 milhões, mas depois “saltou” para quase o dobro (446 milhões)… Não é só nas lusas paragens e nas obras de certa estação do Metropolitano de Lisboa que as estimativas de custos descambam completamente…

Este modelo de juntar duas sondas e fazê-las percorrer o mesmo caminho até um planeta está a tornar-se regra… Foi usado com sucesso pelo par Beagle2-Mars Express em Marte e Cassini-Huygens em Titã e constitui uma forma inteligente de reduzir a praticamente metade os custos de lançamento de um sonda deste género… O uso de lançadores russos, fiáveis e baratos e lançados agora a partir do novo pod de lançamento russo no espaçoporto europeu na Guiana é outro factor interessante nesta BepiColombo… Uma sonda que seguiremos atentamente!… Lá para… 2013. Snif.

Fonte: BBC

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Quids S10-32: Como se chama este robot?

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Dificuldade: 3

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“A electricidade de origem renovável representou 39,7 por cento dos consumos nacionais em 2007, superando a meta europeia de 39 por cento para 2010”


(http://amadeo.blog.com)

A electricidade de origem renovável representou 39,7 por cento dos consumos nacionais em 2007, superando a meta europeia de 39 por cento para 2010, revelou ontem a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

Este valor deveu-se “à crescente importância que a electricidade renovável independente tem vindo a ter, ultrapassando os 13 por cento em 2007”.

Segundo o comunicado da APREN, o país vai depender cada vez menos das grandes centrais hídricas, face ao crescimento de outras fontes, como a energia eólica. O ano que passou foi, segundo dados da REN – Redes Energéticas Nacionais, muito seco.

Com a produção de electricidade de origem renovável evitou-se a emissão para a atmosfera de 9,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono, um dos gases com efeito de estufa.

“Estaremos no bom caminho, aumentando a nossa sustentabilidade ambiental e a independência energética do país, desde que as políticas para o sector – designadamente as tarifárias ou procedimentos no licenciamento – não venham a comprometer o actual ritmo de investimento”, considera a APREN.

Fonte: Público

Sem já em 2007, a electricidade com origem em fontes renováveis alcançou o notável valor de 39,7% do consumo total, batendo até o objectivo definido pela União Europeia apenas para 2010, de 39% (ver AQUI um extenso artigo sobre o uso de energias renováveis em Portugal). Simultaneamente e talvez devido ao aumento recente (e continuado) dos preços da Energia, mas também por causa da crise financeira vivida muito intensamente por muitas famílias, o crescimento consumo cresceu em 2007, menos do que em 2006 (ver AQUI), alcançando de consumo total inferior ao do ano de 2002. Esta redução cumpre um dos três critérios ecológicos tradicionais (Reduzir, Reciclar e Reutilizar), sendo que contudo, pode não ser somente o produto de uma atitude mais conscienciosa por parte das famílias portuguesas, mas também (se não sobretudo…) o produto das deslocalizações industriais dos últimos anos e da casualidade do ano de 2006 ter sido um ano especialmente moderado, no que respeita às temperaturas e chuvas… Uma pouparam em ar condicionado, as outras aumentaram a produção das hidroeléctricas. Mas houve também um notável e muito exemplar ganho de eficiência energética, já que com um crescimento económico de 1,9% do PIB (ver AQUI), o consumo energético subiu menos que o PIB, o que indica que o país está a produzir mais, por menos, logo, que está a trabalhar com mais eficiência energética. Esta tendência poderá confirmar-se e até melhorar se a estima de crescimento do PIB se confirmar para os 2%.

Na área energética, o Governo Sócrates está a fazer não um bom, mas um excelente trabalho (por vezes, nem sempre pelas melhores razões, como vimos no que concerne às deslocalizações). Por este caminho, vamos alcançar ainda antes de 2010 o objectivo de produzir 45% de toda a energia consumida em Portugal por fontes renováveis, algo de muito notável que nos tornará o líder europeu nessa área. Iremos assim reduzir ainda mais a nossa dependência das importações de petróleo e gás natural, o nosso deficit comercial e – sobretudo as emissões de CO2 e o nosso contributo para o Aquecimento Global, algo a que os países mais ricos e com maior grau de desenvolvimento técnico deviam de olhar de uma forma mais séria e conscienciosa. A aposta na eólica – uma das áreas de eleição de Sócrates – foi especialmente forte, tendo sido Portugal o país europeu que mais subiu a produção de energia por essa via em 2005 e o segundo maior em 2006, com um notável crescimento de 60%.

Nos próximos anos, Portugal tem que saber manter esta boa caminhada – tão rara num país onde tantas coisas correm mal – e reforçar a aposta nos parques eólicos, simplificando o processo de autorização dos mesmos e expandindo as facilidades fiscais e de financiamento para particulares que a queiram utilizar. Os biocombustíveis não devem ser uma grande aposta… Portugal não tem – ao contrário do Brasil – boas condições para os produzir em condições económicamente favoráveis e objectivo de colocar 10% de biocombustíveis nos transportes até 2010 é possível, mas não será positivo, já que se sabe que ecologicamente têm também os seus problemas e que essa redução pode ser alcançada de outras formas, nomeadamente pela via da redução da circulação de veículos particulares, pela via fiscal. A energia das ondas (ver AQUI) é um campo especialmente promissor, onde a tecnologia e a indústria nacional estão na área de ponta e onde o retorno pode ser muito elevado…

Mas é no campo da energia hídrica que o governo devia focar a sua atenção… manter o esforço na geração eólica e expandir o mesmo na área das hídricas. Para além de permitirem a armazenagem e o regulamento dos cursos dos rios quando se espera que o clima venha a ficar cada vez mais inconstante nos próximos anos em consequência do Aquecimento Global (com mais secas e inundações em anos alternados e menos clima temperado do que estamos habituados), a energia das barragens pode ser a grande aposta dos anos vindouros. Em 2006, a REN afirmou que as suas barragens produziram a 68% da sua capacidade máxima e isto quando 54% do potencial hídrico está ainda por explorar, em resultado do desinvestimento neste sector registado nas últimas décadas.

Portugal e os portugueses estão a fazer um bom trabalho na área energética. Mas continua a competir a cada um de nós o comprometimento para reduzirmos o consumo energético nas nossas casas e empresas e pressionarmos o governo na continuação da aposta na eólica e na hídrica… sem se deixar seduzir pelo lobby nuclear.

Ver também:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354759&idCanal=57


Categories: Ecologia, Economia, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , , , | 19 comentários

A “exemplar” aplicação da Pena de Morte no foral de Marmelar (1194)


(Enforcamento de bruxas, na Idade Média, em Inglaterra in http://z.about.com)

O foral da vila de Marmelar, no Algarve, datado de 1194 na aplicação exemplar de Justiça determina que o assassino fosse enterrado vivo por debaixo do assassinado. Uma medida radical, é certo… Exemplar, e provávelmente muito eficaz do ponto de vista da dissuação, mas certamente muito cruel e desproporcionado e uma evidente aplicação da Pena Capital, com tudo aquilo que implica e perante o qual já nos manifestámos AQUI.

Mas ainda assim, temos que admitir que se trata de uma forma muito imaginativa (e igualmente cruel) de aplicar a Pena de Morte…

Fonte: António Borges Coelho: “Concelhos medievais portugueses”

Categories: História, Portugal, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

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