Monthly Archives: Fevereiro 2008

A Califórnia vai inaugurar duas megacentrais solares no Mojave em 2009 com sistemas Stirling


(Sistemas termosolares “Stirling” da Stirling Energy Systems)

A empresa norte-americana “Stirling Energy Systems” vai começar em 2009 a construção de duas centrais solares que custarão mais de um bilião de dólares no deserto do Mojave (Califórnia). Juntas, serão a maior instalação deste género em todo o planeta e sozinhas vão duplicar a quantidade de energia solar produzida por ano nos EUA, sendo capazes de alimentar um milhão de habitações ou seja… produzindo o equivalente a duas centrais térmicas novas. As duas centrais deverão produzir entre 800 a 950 megawatts por ano, ou seja, ambas seriam capazes de fornecer 20 vezes mais energia eléctrica do que a consumida por ano em Portugal (ver AQUI). O preço por Watt será mais elevado do que o produzido por fontes convencionais, ainda… já que a tecnologia da Nanosolar (que promete um preço inferior) ainda não está disponível nestes volumes.

A que a Stirling vai utilizar não é completamente nova. Consiste numa aplicação do mesmo método de que falámos por AQUI: “o reactor que será inaugurado cobre uma área de 70 hectares de 624 espelhos que convergem para um reactor central onde um líquido é aquecido até 1000 graus Celsius, produzindo vapor, que depois, coloca em movimento turbinas gerados de corrente eléctrica. As centrais da Stirling serão assim termo-solares, e não fotovoltaicas, como as instalações mais comuns e no caso do Mojave vai incluir 70 mil pratos reflectindo luz para reactores termo-solares, mas ao contrário da instalação espanhola, estas centrais americanas vão dispersar os reactores, colocando um em cada espelho. A empresa afirma que assim conseguirá uma maior eficiência global.

O sistema Stirling foi patenteado em 1816 pelo por Robert Stirling e já é usado em várias aplicações, mas esta será a primeira utilização na área termo-solar e logo numa escala tão grandiosa… Alguns temem que será difícil construir estas centrais, tão grandes como o são e usando uma tecnologia nova e imatura… Mas se conseguirem e o facto de terem desde 1984 o recorde mundial de eficiência energética (29,4%) e de o terem aumentado neste Fevereiro de 2008 para 31,25% indica que se trata de uma solução muito promissora… ainda mais do que a da Nanosolar, já que está se fica pelos máximos 6 a 19% de eficiência (ver AQUI), um valor já de si excelente e notável, especialmente quando comparado com a eficiência dos painéis solares convencionais.

Fonte:
The Daily Green

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Quids S11-11: Como se chamava este rapaz?

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Dificuldade: 3

Categories: Quids S11 | 18 comentários

Max Cornelisse: Um grande hacker ou… um grande patranheiro? [editado]

Um dos mais interessante fenómenos da Internet actual são os videos de um tal de Max Cornelisse, um jovem holandês de 26 anos que mantem neste canal uma série de espantosos (sic) feitos de hacker e para cuja existência fui alertado pelo sempre atento Nito. Eis alguns dos mais impressionantes:


(alterando sinais de autoestrada)
1. Porque é haveria possibilidade de o painel ter velocidades variáveis, isto é, além de 50?
2. O painel informativo teria resolução em pixel suficiente para formar um smiley? São concebidos para desenhar números, não gráficos…
3. O MacBook não apresenta no fundo de écran nenhum sessão telnet, nenhuma aplicação de hacking, nada… mostra apenas um mapa e uma imagem que pretende replicar o sinal da estrada. Desnecessário, claro, porque bastaria aceder aos dados no servidor, sem replicar também o mesmo aspecto gráfico do sinal.
4. Porque estaria um painel informativo de uma autoestrada ligado à Internet?
5. Porque daria este Max a cara (ainda que o nome possa ser falso – não é – numa actividade que muito obviamente poderia ter provocado acidentes e logo uma condenação e prisão certas?
6. O painel informativo, feito para mostrar letras e números, nunca poderia ter sido feito para mostrar fotografias… não tem a resolução nem o número de cores apresentado.
7. No final aparece um link para uma escola holandesa de informática: a Afstuderen – Info Support, o verdadeiro móbil destes filmes: publicitar a existência e os cursos da escola… Curiosamente, o web site desta escola não suporta o “blank hostname”, tipo “http://infosupport.nl” e apenas o “http://www.infosupport.nl” uma configuração básica que aparentemente, Max ainda não aprendeu… Pelo menos, ainda não no Windows Server 2003 onde corre o site:

Windows Server 2003 Microsoft-IIS/6.0 27-Feb-2008 81.58.240.140 Versatel Corporate Internet customer
Windows Server 2003 Microsoft-IIS/6.0 1-Oct-2007 81.58.240.140 Versatel Corporate Internet customer

Palpite de Veracidade: 2 em 10


(mudando o écran de um computador de um colega)
1. Max envia para o écran do colega a imagem do jogo, mas nunca mostra o seu próprio écran, que aliás, parece estar no caixa de logon do XP?
2. É contudo, possível simular o feito, instalando sobre a secretária da vítima um swith de monitor e pedindo ao colega em frente para o activar…
3. Via remote desktop, diz o video… essa é outra possibilidade, mas teria que ser aberto primeiro e depois activado ao passar para foreground… Possível, este video, pelo menos. Ainda que seja estranho que aquele tipo em frente ao Max não estivesse virado a ver a cena…
Palpite de Veracidade: 7 em 10


(Enviando um SMS para todas as raparigas num bar)
1. Porque é que neste bar quase não há homens, tirando Max e um tipo no balcão?…
2. Existem várias formas que piratear nos sistemas de SMS das operadoras… Mas todos implicam o envio de SMS de forma mais ou menos gratuita. Não conheço, nem encontrei nenhuma forma de aceder a uma determinada antena de GSM e de, a partir daqui, enviar uma mensagem para todos os telemóveis que estivessem sob a sua alçada. E mesmo se Max o tivesse feito, teria que o ter feito em todas as antenas de todas as operadoras móveis que dão cobertura ao bar… improvável… E sim, todos os telemóveis seriam afectados, mesmo os que se encontravam em centenas de metros em redor, não apenas o no bar, como afirma o video… E aliás, aquele gandulo no balcão… também teria recebido a mensagem a convidar as raparigas no bar a procurar o “hacker” de boina… o que teria um impacto imprevisível. 😉
Palpite de Veracidade: 1 em 10


(Holograma)
1. Há várias formas de projectar hologramas. Mas sem que haja uma superfície sólida ou gasosa? E as luzes RGB aqui usadas não parecem ser lasers, mas apenas simples luzes de projectores.
Palpite de Veracidade: 1 em 10


(iPhone apagando as luzes de um arranha-céus)
1. Este edifício é claramente um edifício de escritórios. Então, nesse caso em nenhum destes andares há uma UPS capaz de manter a energia num centro de dados informático em caso de quebra de energia? E se a energia é cortada a partir de um ponto único (atacado pelo comando dado no iPhone) então porque é que os andares e salas não se desligam todos ao mesmo tempo, mas em vagas sucessivas? Não faz sentido…
2. E ligar as luzes? Estas não se ligavam todas no mesmo segundo?… Pois…
Palpite de Veracidade: 2 em 10


(Legendas de um programa de televisão)
1. O programa supostamente “hackeado” é este e parece que colaborou nesta campanha de marketing viral em que Max e a sua escola estão empenhados… Trata-se de um novo programa informativo da RTL4 e o facto deste não ser um dos primeiros videos do “hacker” pode indicar que tentam embarcar na cavalgada de sucesso que é este fenómeno Max e que já acolheu mais de nove milhões de views no YouTube…
2. Perante a aceleração dos texto os comentadores, limitar-se-iam a trocar olhares e admitir o problema em tempo real?
3. E diz o apresentador: “não é a primeira vez que alguém lá em baixo brinca com o teleponto”. “Não é a primeira vez”? Duvido muito… Muito mesmo, numa televisão tão profissional como a RTL.
Palpite de Veracidade: 1 em 10


(Legendas de um comboio para Alicante)
1. Quando Max muda a linha. fá-lo no Safari do seu MacOSX, supõe-se então que tenha tido acesso à Intranet da estação/operadora de comboios… É possível…
2. O amigo de Max passeia-se ao seu lado com uma câmara de video e a única pessoa que olha para a câmara é o próprio Max? Nem o revisor, nem nenhum dos transeuntes olham para a câmara uma única vez? Qual é a probabilidade disto?
Palpite de Veracidade: 1 em 10


(Abrindo o tecto de um Porsche 911)
1. O 911 anda sózinho?… Não é demais? A abertura do tecto… O colocar em andamento do carro poderiam ser activados via Internet? Aliás, o 911 está ligado à Internet?
2. Abrir a capota… O comando do 911 não faz isto? Colocar o carro em andamento… A imagem não é clara, mas não poderia estar alguém deitado junto aos bancos dianteiros?
Palpite de Veracidade: 1 em 10

Conclusão:

Em suma, este Max Cornelisse parece não ser mais do que o produto-produtor de uma campanha de Marketing Viral como esta, da Subservient Chicken de que já falei aqui no Quintus. Uma entrevista ao dito Max, feita pelo site www.uithaal.com (a tradução é minha):

Obrigado por tomar o seu tempo em responder a algumas perguntas para Uithaal.nl! Desde logo, esperava obter um sucesso tão grande com os seus filmes?
Para ser honesto, não tinha ideia daquilo que podia acontecer. Eu sabia que os filmes eram bons, mas não tão bons como parecem acreditar os espectadores. Aparentemente, porém, haha! O sucesso é realmente muito bonito.

Quem é o criador destes filmes?
Os filmes foram filmados por dois meus bons amigos, Roel e Bas Welling. Eles têm a sua própria produtora WeFilm e que sabiam das minhas capacidades como hacker. E queriam, com estas ideias, fazer um filme sobre mim!

Na rua já é reconhecido pela população?
Sim, sou reconhecido aqui e acolá. O que é muito estranho, mas muito agradável. As reações são todas top! As pessoas estão muito interessados em saber como eu fiz isso tudo e se existem mais videos.

Tem mais acrobacias planeadas e o que pode dizer a esse respeito?
Haha, você também quer saber! Estamos sempre trabalhando em coisas novas, lembre-se, infelizmente, há pouco tempo e, portanto, quando e como farei uma nova proeza, não posso dizer.

Os filmes são vistos milhões de vezes, toda a gente está deixando aqui elogios. Mas por que razão não são os filmes apresentados na televisão?
Os filmes eram destinadas a correr só no YouTube. No YouTube você pode com criar um verdadeiro fenómeno de massas, o que é bem! Mas estes já passaram por duas vezes no programa EditieNL.
Tem alguma dica para os nossos leitores?
Pense bem antes sobre as consequências de seu golpe. Se estes forem negativos ou prejudiciais, não o faça.


Ou seja, na entrevista, Max mantêm a máscara… Hacker… Mas algumas das coisas que supostamente fez, como desligar todas as luzes de dois arranha-céus, levantar uma levadiça, mudar os textos de sinalética numa auto-estrada, são certamente punidas pela Lei e poderiam ter provocado problemas ou acidentes sérios, em flagrante contradição com aquilo que diz nesta entrevista: “Tem alguma dica para os nossos leitores? Pense bem antes sobre as consequências de seu golpe. Se estes forem negativos ou prejudiciais, não o faça. ”

Tendo dado a cara e – aparentemente – o seu próprio nome (um destes, presumivelmente…) e local de trabalho (a Afstuderen – Info Support) não deveria já estar preso se aquilo não fosse mesmo “actividade hacker” e não apenas uma campanha de marketing viral, aliás muito claramente expressa na declaração que no seu emprego ele deixa desta forma:

I am working for Info Support where I obviously not only fill my days with people in the leg, I am a software developer. NET. I did mystudies in IT Support Info ends with a very fun and challenging project. If you are looking for a job, you should definitely have alook at our graduation. Want to volunteer for graduation, mail your CV with short motivation to recruiter.nl @ infosupport.com.Voor moreinformation, please contact Marieke Keurntjes afstudeercoördinator can be reached by phone No 06-26872760 or Pascalle Hijl,afstudeercoördinator can be reached by phone No. 06-45378507. Greetings Max

Edição de 16 de Abril de 2008:

Bem, confirma-se que se trata tudo de um embuste, como já parecia certo daquilo que escrevia mais acima, em Fevereiro… O próprio “hacker” confirma isso mesmo neste video:

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Quids S11-10: Que unidade militar era esta?

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Dificuldade: 3

Categories: Quids S11 | 14 comentários

A imprensa escrita dá destaque de primeira página à Petição sobre a necessidade de criação de uma força policial e militar de manutenção da paz no quadro da CPLP

Destaque de primeira página.
Desenvolvimento do tema nas páginas 6 e 7.
Inclui depoimentos do escritor Fernando Dacosta e do general Tomé Pinto, a favor desta petição em particular e do reforço dos laços lusófonos em geral.

Publica-se ainda uma entrevista a Paulo Borges, Presidente da Comissão Coordenadora do MIL (Movimento Internacional Lusófono):

1 — Porquê surgiu esta ideia de lançar uma petição na Internet sobre a necessidade de criação desta força policial e militar de manutenção da paz no quadro da CPLP?
A ideia da petição resultou da situação grave vivida no território timorense e da nossa convicção de que uma força de paz lusófona, a avaliar pelo desempenho dos militares da GNR aí destacados, poderia agir com uma eficácia, sensibilidade e conhecimento da realidade local que as outras forças, não lusófonas, não parecem ter. A criação desta força é também fundamental para a segurança e a paz em todo o espaço lusófono, sem deixar isso na dependência de forças alheias à identidade histórico-cultural dos seus povos. Note-se que esta petição não visa mais do que pôr em prática o consagrado nos Estatutos da CPLP, onde, no artigo 3º, se diz claramente que um dos seus objectivos é “a cooperação em todos os domínios “, entre os quais a “defesa e segurança pública”. Nesse sentido, foi acordada desde há cerca de dez anos a realização de exercícios militares (Felino) conjuntos pelas Forças Armadas dos estados-membros da CPLP, para treinar unidades para operações humanitárias e de paz. Se no plano teórico isso está consagrado, porque nunca se põe em prática ? O problema é a falta de vontade e coragem política, por sua vez enraizada na falta de uma visão da comunidade lusófona como um projecto vantajoso para todos os estados-membros, que se deve promover, proteger e afirmar no plano mundial.
2 — Na petição é referido que para além da criação desta força policial e militarizada de manutenção de paz, tal deveria ser conjugado igualmente numa ampla acção no plano cívico e cultural. Em que medida, concretamente, isso deve ser feito?
Para nós, Movimento Internacional Lusófono (MIL), há que promover, acima de tudo, a consciência de um destino comum dos povos e das culturas lusófonas, irmanados pela língua e pela história, livre de traumas pós-colonialistas e de tentações neo-imperialistas. Isso deve ser feito através do reforço do ensino do português onde ele ainda é limitado e pelo ensino da história e da cultura de cada nação lusófona em todas as demais nações da CPLP. Além disso, a ideia da própria comunidade lusófona deve tornar-se tema de discussão pública em todo o espaço lusófono, avaliando-se as vantagens, a nível cultural, político, militar, social e económico de uma aproximação crescente das nações lusófonas e da sua afirmação conjunta no plano internacional.
3 — Sendo que todos nós conhecemos as fragilidades da CPLP e, tendo em conta, que na petição é referido que a força policial a criar «poderia incluir, tanto quanto possível, unidades policiais oriundas de todos os países lusófonos, de Timor a Cabo Verde e forças navais brasileiras e portuguesas, para além de forças especiais angolanas, brasileiras e portuguesas», a pergunta é esta: considera que este consenso seria possível (já que as várias forças policiais em causa têm também elas naturezas diferentes)?
Creio que, havendo discernimento, vontade e as pessoas certas nos lugares certos, todas as fragilidades são superáveis e todos os consensos são possíveis. Por outro lado, por mais que as forças em causa sejam diferentes, nunca são tão diferentes ao ponto de não falarem a mesma língua e de não partilharem de um mesmo sentimento de fraterna pertença a uma mesma comunidade. Se isso se manifesta no futebol, porque não se manifestará noutras dimensões da vida ?
4 — Na sua opinião o que tem faltado à CPLP para se impor no tabuleiro diplomático que ela representa, tendo em conta que ela é muitas vezes acusada de «falta de visibilidade», «inacção» e de «apatia»?
É um facto que isso existe. A CPLP é uma excelente ideia que ainda não foi verdadeiramente posta em prática, existindo até agora a um nível muito formal. Mas isso não faz dela uma má ideia. Creio que padece de falta de liderança, que idealmente deveria ser comum a todos os estados-membros. Todavia, enquanto isso não acontecer, creio que é a altura de Portugal e do Brasil assumirem, sem complexos, a sua maior capacidade de dinamizarem tudo o que está previsto nos estatutos da CPLP. Isso depende de profundas mudanças a nível das mentalidades e de se colocarem nos lugares de decisão político-cultural pessoas que estejam verdadeiramente sintonizadas com a ideia de uma aproximação lusófona e da sua afirmação internacional.
5 — Por fim, até onde tencionam ir com esta petição? Quais os seus objectivos?
O MIL, recentemente criado, mas contando já com mais de quatrocentas adesões, de todos os países lusófonos, é um movimento cívico e cultural, associado à Revista NOVA ÁGUIA (http://www.novaaguia.blogspot.com/), que visa, com esta petição e outras formas de intervenção, defender uma aproximação crescente da vida cultural, política e económica das nações lusófonas, até uma futura União Lusófona. Estamos convictos de que os 240 milhões de falantes da Língua Portuguesa constituem uma comunidade com a vocação de estabelecer pontes entre os diferentes povos e culturas, promovendo uma cultura da paz e da fraternidade à escala planetária. Para isso são necessárias profundas mudanças mentais e políticas. No nosso caso, Portugal precisa de uma nova geração de líderes, cultos e formados dentro dos valores da cultura portuguesa e lusófona, com uma visão ampla e desinibida sobre as potencialidades culturais, políticas e económicas da comunidade lusófona. O nosso problema são as oligarquias de administradores, tecno-burocratas e políticos carreiristas e ignorantes, instalados nos partidos, nos grupos económicos e no estado, que desprezam a cultura e o bem comum e não têm a mínima ideia de um objectivo e uma estratégia para Portugal. O MIL assume-se como alternativa a isso e admite o combate político nesse sentido, quando for o momento oportuno.

P.S.: Se quiser assinar a petição e/ ou aderir ao nosso Movimento, consulte, por favor, o blogue: http://www.novaaguia.blogspot.com/

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Quids S11-9: O que representa esta simulação?

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Dificuldade: 3

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Do eGovernment, dos seus benefícios e do lugar de Portugal no mesmo


(http://www.2020llc.com)

Um estudo patrocinado pelo “Sunderland City Council” (Reino Unido) indicou que a passagem de muitos dos serviços para a Web conduziu nesse munícipio com cerca de habitantes situado no nordeste da costa de Inglaterra poupou anualmente o Ambiente da emissão de mais de 80 toneladas de CO2. As poupanças foram obtidas pela redução do uso de transportes até escritórios e repartições públicas, por parte de utentes destes serviços, da necessidade de uso de papel parapreencher formulários e requerimentos ou até da redução da necessidade de deslocar pessoal camarário entre várias instalações do município. Poder-se-á contra-argumentar que oCO 2 emitido pela alimentação eléctrica necessária para os novos servidores e computadores exigidos por estes serviços poderá anular esta poupança, mas os estudos indicam que não é assim, pelo contrário.

Se no Reino Unido esta experiência fosse replicada por todos os municípios locais isso produziria uma redução das emissões de CO2 da ordem das 14 mil toneladas a menor por ano… Isto indica que as acções do governo Sócrates nesta mesma direcção estão globalmente correctas e a posição de Portugal no topo da lista deeGovernement (ver AQUI), esta lista tem vários itens, sendo que no da disponibilidade, Portugal está em 3º (a Finlândia, p.ex. está em 12º), em sofisticação anda pelo 4º e em performance 3º, ou seja, em todos os itens estamos muito acima da situação do Reino Unido e esta é sem dúvida uma das áreas onde o executivo do PS melhor tem trabalhado e onde maiores resultados tem obtido, e isto para… contrariar a habitual tendência negativista lusa: é que quando se faz bem… faz-se. O que, contudo, nãodiminuiu a gravidade de todas as outras asneiradas , desde o encerramento compulsivo de serviços no Interior (Tribunais, Hospitais, Urgências, Escolas, etc) e a apetência demasiado ávida para o aumento da carga fiscal e a estagnação da Despesa do Estado.

Fonte:
Silicon.com

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Quids S11-8: Como se chama este comboio (nome exacto)?

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Dificuldade: 2

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Portugal tenciona criar reuniões regulares dos ministros da Administração Interna, no âmbito da CPLP

Segundo declarou recentemente em Díli, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, Portugal tenciona criar reuniões regulares dos ministros da mesma pasta, no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A proposta visa criar no seio da comunidade uma instituição idêntica à que já existe na União Europeia, sob a mesma designação e poderá servir como alavanca para a criação e promoção de projectos comuns no âmbito da Segurança e Protecção Civil. É certo que as funções deste “conselho de ministros” seriam meramente consultivas e de partilha de informação. Não executivas, nem legislativas… Mas seria mais um passo no sentido do aprofundamento das competências da CPLP e logo, mais um passo no sentido da União Lusófona… E logo mais um passo – pequeno ainda assim – no sentido do aprofundamento das funções e competencias da Comunidade e logo, mais um passo a caminho da sonhada “União Lusófona”…

E sendo que uma das primeiras decisões bem que poderia ser uma:

Petição Online: Por uma força lusófona de Manutenção de Paz


O Espaço Lusófono deve ser um espaço de Paz e, nessa medida, um exemplo para o mundo. Infelizmente, ainda não chegámos ao tempo em que a Paz se garanta sem o recurso a forças policiais e militares. Obviamente, a verdadeira Paz está para além disso – deve ser, sobretudo, resultado de uma contínua acção cívica e cultural. Mas, para que essa acção cívica e cultural produza efeito, é necessária a existência de condições mínimas de segurança e estabilidade.Os recentes acontecimentos trágicos em Timor-Leste deixaram uma vez mais evidente que existe a necessidade imperiosa de uma força policial e militarizada de manutenção de paz que, no quadro da ONU, possa agir no espaço da CPLP com a eficácia, imparcialidade e compreensão da realidade local que outras forças não lusófonas, naturalmente, não podem ter. Sem que isso exclua, obviamente, uma mais ampla acção no plano cívico e cultural, que deve mesmo ser reforçada.

Esta força já demonstrou a sua necessidade durante o anterior conflito na Guiné-Bissau, quando uma pequena flotilha portuguesa foi capaz de realizar uma missão decisiva nesse país africano e agora tornou a sentir-se a sua ausência em Timor.

A CPLP tem actualmente um estatuto muito mais administrativo, formal e protocolar do que seria de esperar para quem defenda a aproximação lusófona e é nossa convicção de que tal estrutura – simultaneamente policial e militar – deveria surgir no seio da CPLP e dos países que a compõem para criar uma força de reacção rápida capaz de acorrer a qualquer emergência de segurança.

Esta força poderia incluir, tanto quanto possível, unidades policiais oriundas de todos os países lusófonos, de Timor a Cabo Verde e forças navais brasileiras e portuguesas, para além de forças especiais angolanas, brasileiras e portuguesas e um componente de combate e transporte aéreo, de muito rápida intervenção em qualquer país lusófono. Pela própria natureza multinacional desta força, não haveria espaço para que surgissem críticas de “imperialismo” ou de defesa de interesses económicos ou particulares, como sucede frequentemente com missões assumidas pela NATO, Rússia ou pelos países anglo-saxónicos.

Esta força policial e militar poderia, inclusivamente, potenciar a CPLP até um novo patamar de intervenção e participação no mundo e alavancar a defesa da presença do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, bem como prefigurar, a uma nova escala, a formação de uma verdadeira Comunidade Lusófona, enquanto espaço de paz e segurança para todos os povos que o destino quis unir por esse fio de Ariadne chamado “língua portuguesa”.

Se concorda com a criação desta força policial e militar de manutenção da paz da CPLP, assine esta Petição carregando AQUI.

Desde já nos comprometemos a apresentar esta petição a todas as autoridades competentes, nomeadamente, à CPLP.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

Comissão Coordenadora

Nota de apresentação:
O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI (novaaguia.blogspot.com), projecto que conta já com quase quatrocentas adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges, Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar no nosso blogue (novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

Se concorda com esta petição, pedimos-lhe que a reenvie.

Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um mail para:
adesao@movimentolusofono.org

Indicando nome, e-mail e área de residência.

P.S.: Quanto à eficácia de petições como esta recordo que outra, a petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco) já reuniu perto de 200 mil assinaturas, despertando por várias vezes o interesse dos Media e alcançando mesmo o feito de levar à apresentação de uma Proposta de Lei que será debatida brevemente na Assembleia da República.

Fonte:
Público

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Quids S11-7: Que concept car é este?

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Dificuldade: 2

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“2005 foi o ano mais quente desde 1931”

“2005 foi o ano mais quente desde 1931”

“Em Outubro de 2006 atingiu-se o valor médio mais alto para a temperatura mínima do ar desde 1931.”

“Dos dez anos mais quentes registados, sete ocorreram entre 1990 e 2006.”

“22º C foi a temperatura registada este Verão, pela primeira vez na História, nalguns pontos do Árctico.”

Expresso, 5 de Janeiro de 2008

Apesar destas evidências, há lunáticos como ESTES que continuam a negar as evidências científicas e a servirem sabe-se lá que interesses instalados, provavelmente ligados a certas indústrias petrolíferas ou a ditaduras financiadas pelo “Ouro Negro”… Algo está a mudar no clima do nosso planeta, e a mudar muito depressa e a uma velocidade que -provavelmente – já é impossível travar. Os gelos da Antártida e os glaciares de todo o mundo estão a desaparecer a uma velocidade nunca antes registada e mesmo os mais fanáticos defensores das teses lunáticas supracitadas são hoje incapazes de negar a evidência do fenómeno, recuando agora as suas posições para a tese da negação da antropogenia como causa do fenómeno. Isto é, incapazes de negar o Aquecimento, negam agora que a actividade humana esteja na directa razão daquilo que hoje se está a passar! Como se o facto de o Aquecimento Global ter precisamente começado (desde que há registos) precisamente a partir do momento em que começamos a enviar para atmosfera milhões de toneladas de carbono pudesse ser uma coincidência…

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Petróleo, Gás Natural e o seu Pico de Produção e… algumas vantagens do aumento do preço do petróleo


(Instalação no Brasil de rede de gasodutos in http://www.camposgeraisemais.com.br)

“A produção de gás natural da Europa deverá atingir o seu ponto de viragem este ano. Para muitos analistas é um primeiro sinal de mais um choque energético no futuro. Por ora, menos mediático que o petrolífero.”

(…)

“A situação começa a ser preocupante em 2015, o que já não está muito distante. Segundo um estudo da AT Kearney, as importações entre 2005 e 2020 vão crescer quase 100%, enquanto que a produção europeia cairá 43%. Ou seja, em quinze anos, de um lado da balança temos uma duplicação, e do outro quase uma quebra para metade!”

(…)

“A Rússia exporta apenas 1/3 da sua produção, e o principal destinatário é a Europa. Os seus principais campos de produção na Sibéria estão em declínio, pelo que os analistas duvidam que a Rússia possa “salvar” a Europa, tanto mais que o seu próprio consumo interno está a aumentar, num ambiente geral de ineficiência energética.”

(…)

“As importações de gás pela Rússia aumentaram mais de 200%.”

Jorge Nascimento Rodrigues

Expresso, 5 de Janeiro de 2008

 

Ou seja, o gás natural, tido por muitos como a grande salvaguarda para quando a partir de 2010-2030 o petróleo começar a entrar em força na sua curva descendente (já adivinhada hoje), não pode sequer ser considerado como alternativa ao petróleo, porque ele próprio está também a entrar em Pico de produção! E nem a Rússia, que no petróleo é também a grande salvaguarda para o declínio da produção (juntamente com a mítica “capacidade de reserva” saudita) poderá acudir já que o seu consumo interno está em ascendente – fruto da melhoria sensível das condições de vida, e logo, dos padrões de consumo – e que ela própria está a começar a importar gás natural do estrangeiro.

E o problema não é apenas europeu, já que o consumo mundial cresce a um ritmo de 5% ao ano (comparativamente o consumo de petróleo cresce a “apenas” 2,25%/ano). Uma das soluções para este esgotamento iminente poderia ser reduzir o desperdício de cerca de 9% na produção e no processo de transporte da produção, um problema especialmente agudo na Federação Russa… Ainda que as reservas russas possam ascender ou não (é uma questão polémica a 30% do total das reservas mundiais de gás) este é um valor impressionante… a verdade é que ao ritmo a que o consumo interno russo sobe cada vez haverá menos gás natural disponível para exportação. Será então persistir nesta crença absurda da infinitude do gás russo e fazer depender a política energética das grandes nações europeias desta fonte? Portugal também tem os seus problemas… O nosso gás vem da Argélia, não da Rússia, mas este é um dos países mais instáveis do Norte de África… A rede de gasodutos é extensa e pode ser sabotada em muitos sítios semidesérticos e a… Al Qaeda parece ter transformado o norte de África na sua nova frente de combate contra os “Cruzados”… As reservas argelinas são as oitavas do mundo e este país é hoje o quarto maior exportador mundial, o que dá segurança a Portugal no contexto da escolha estratégica feita a partir de 1997, tornando o Gás Natural a segunda fonte de energia primária, cujo aumento de importação tem efectivamente satisfeito quase totalmente o aumento de consumo verificado desde 1997. Mas o aumento do preço do Gás desde 2000 está a afectar ainda mais a competitividade da economia portuguesa, ao aumentar os seus custos de produção.

A própria ligação – cada vez mais forte – entre os preços do petróleo e os do gás natural (tradicionalmente indexados) implica que o gás natural não poderá ser nunca uma verdadeira alternativa ao petróleo.

Embora este aumento dos preços do gás natural e do petróleo possam ter apenas uma faceta negativa, na verdade não é assim!

1. O aumento destes preços cria condições para a necessária redução de consumos (Portugal, por exemplo, aumentos em mais de 260% o consumo energético entre 1995 e 2004, quando o PIB cresceu nesse período apenas uma fracção desse valor)

2. Criar condições para o aumento da eficiência energética. Um grande problema português, especialmente no consumo doméstico, e no grande produtor de gás russo… que além de grande produtor é também o campeão mundial da ineficiência energética.

3. O aumento dos preços dos combustíveis sólidos propicia também a que as energias alternativas, mais limpas e com menor impacto para o Aquecimento Global sejam mais rentáveis que as energias convencionais. O preço por Watt dos painéis solares da nanosolar, por exemplo, já é inferior ao preço de produção de electricidade por queima de carvão, por exemplo…

4. Os preços elevados facilitarão assim a transição para um novo paradigma energética: com padrões de maior eficiência, maior ecologia e menor dependência de alguns dos pontos mais instáveis do globo (Golfo do México com um crescente número de furacões e Médio Oriente com o rastilho do islamismo militante).

5. Os preços elevados vão a prazo reduzir as importações de produtos petrolíferos da Rússia e do Médio Oriente e, logo, estancar o aumento da despesa militar russa e dos países do Médio Oriente.

 

 

Fonte:

Energy Bulletin

 

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Quids S11-6: Que carro é este?

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Dificuldade: 3

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Da queda dos EUA e da ascensão da China no mundo…

“O pico histórico do seu poder geopolítico situou-se no final da 2ª Guerra Mundial. No entanto, o que se tem degradado mais não é do domínio económico, nem militar. O pecado mora no campo da legitimidade da actuação da superpotência na última década, diz o académico de Harvard, Joseph Nye, que vai publicar um livro em que aconselha a América a ser mais “inteligente” na estratégia de poder.

(…)

“No campo do poder económico, o produto interno bruto (medido em paridades de poder de compra – ppc, para permitir uma comparação realista) dos EUA está próximo do da União Europeia (a 27 membros), é o dobro da China e mais do triplo do da Índia. Na área militar, a diferença é ainda mais acentuada: as despesas militares (avaliadas, também em ppc) são quase o triplo das da EU e das da China, quase 5 vezes as da Índia e mais de 6 vezes as da Rússia. No entanto, alguns analistas alegam que a economia americana sofre de uma fragilidade perigosa. A nódoa no pano económico é a dependência crítica dos EUA em relação aos seus “fornecedores” anuais de liquidez financeira. Os fundos nacionais dos países exportadores de petróleo e os bancos centrais asiáticos dominam 22% dos activos estrangeiros em dólares americanos”

(…)

“é a debilidade do “soft power” americano, uma doença que se agravou com a Administração Bush: “Esse poder declinou muito acentuadamente na última década. O primeiro tropeção foi a nova doutrina americana de legitimação do uso pela superpotência de guerras “pré-entivas” (de que o caso do Iraque em 2003 foi uma primeira aplicação).” (…) O segundo erro foi o abandono da inovação em “bens públicos globais”, em iniciativas internacionais um terreno onde a UE tem liderado, e onde a Administração americana é hoje olhada como um opositor militante.”

(…) “O rácio entre as despesas militares e o investimento em diplomacia pública é da ordem das 500 vezes.”

Jorge Nascimento Rodrigues

Expresso 15 de Dezembro de 2007

 

Este interessante texto dá uma boa medida (através da expressão da comparação do PPC) do quanto o nível de vida da média europeia (não confundir com o “europeu”) se encontra perto do dos EUA e estes, longínquos dos da China e da Índia. Olhando para o PPC, os números brutos e cegos do PIB e do PIB per capita perdem relevo e tornam-se mais concretos e realistas. Militarmente, o nível de despesas dos EUA é ainda esmagador, sustentando a única verdadeira máquina capaz de projectar forças significativas e em vantagem decisiva até qualquer ponto do mundo. O seu prestígio (um factor determinante em qualquer conflito) tem sido erodido pela estagnação e desgaste sofridos no Iraque, uma situação que contudo se está lentamente a inverter, merçê da estratégia inteligente, mas porventura tardia do general Petraeus. Mas aqui se vê, o quanto longe está ainda a China de poder rivalizar com o poder militar dos EUA no mundo… Embora as suas despesas militares tenham aumentado extraordinariamente nos últimos anos e decorra uma política generalizada de modernização nas suas forças armadas, importantes sectores destas dependem ainda de tecnologia obsoleta (ver AQUI) e ainda que esteja a captar (comprando) tecnologia de ponta russa e ocidental (civil), as suas armas continuam a ser massivamente obsoletas – apesar de um grande esforço na modernização da sua Força Aérea – e ainda não existe uma verdadeira “classe média” e, sobretudo, não existe ainda uma consciencialização crítica e uma cultura democrática num regime tão centralista e autoritário como ainda é o chinês. Estas limitações tornam a China num gigante com pés de barro e sujeito aos ditames autocráticos de uma reduzida oligarquia não-democrática que não estando sujeitada ao escrutínimo popular pode cometer erros tremendos e não sofrer correcções nos mesmos. A própria política de Desenvolvimento da China é extremamente frágil… Assenta em padrões de crescimento contínuo das exportações e estas – num mundo que em 2008 se crê que vá atravessar uma das maiores recessões dos últimos 60 anos (Georges Soros) dificilmente poderá continuar a absorver tais volumes de exportações… De facto, será pela mesma via que garantiu a continuidade do regime, que este poderá ceder: é que no contrato silencioso que o partido comunista chinês assinou com a sua população: “enriqueçam e deixem-nos governar”, se a primeira cláusula fracassar… Porque deixarão os chineses continuar um governo que não elegem e que os rege de forma tão autocrática?

Categories: China, Economia, Política Internacional | 22 comentários

Quids S11-5: Como se chama esta modelo?

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Dificuldade: 3

Categories: Quids S11 | 8 comentários

Sobre os comentários de spam (automáticos) em Blogs… Porque é que eles aparecem lá mesmo?

Pagerank
(O Page Rank de um site, exposto via Google Toolbar in http://www.joostdevalk.nl)

O Google declarou ter realizado uma grande limpeza nos resultados do seu popular motor de busca. A limpeza eliminou destes resultados várias páginas contendo vírus e cavalos de Tróia que aqui surgiam sobretudo através de spamming a blogs… Exacto, quando um blogueiro repara que de repente o seu Blog está a ser inundado de comentários a tentar vender viagra e rolexs, nalguns casos não é isso que se pretende vender, mas fazer apenas com que os sites aqui indicados sejam catapultados para as primeiras páginas de resultados do Google em pesquisas sobre estes termos muito procurados na Internet. Assim se explica porque é que deste o lançamento aqui do Quintus… Já capturados e barrados mais de… 100 mil comentários de Spam.

Ou seja, aqueles mecanismos automáticos (bots) que frequentam a blogoesfera e que de uma só rajada podem deixar várias centenas de comentários mais ou menos relevantes, mas quase todos em inglês, não visam exactamente que os leitores desse blog atacado cliquem nesses links, e eventualmente, comprem os produtos e serviços aqui publicitados, mas… fazer subir a posição destes sites no PageRank da Google e assim, receber mais acessos em buscas feitas neste motor de busca (os sites com pagerank mais elevado surgem primeiro, na lista de resultados).

Moral da história, e abreviando: se mantêm um blog, cuidem de apagar tão rapidamente esses comentários quanto o possível, de forma a curto-circuitar os propósitos dessa gente e… claro. Nunca cliquem nesses links.

Categories: Blogging, Blogs, Informática | Etiquetas: | 2 comentários

Quids S11-4: De que material era feita esta bomba?

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Dificuldade: 2

Categories: Quids S11 | 7 comentários

O Tribunal Europeu de Justiça e a confidencialidade dos utilizadores de Torrents e… Querem reduzir 40% a parte que os artistas recebem!


(http://gizmodo.com)

O Tribunal Europeu de Justiça decretou que as empresas de media (Música e Cinema) não podiam pedir aos ISP (Internet Service Providers) que lhes dessem os nomes e endereços postais de pessoas das quais estas suspeitavam estarem a partilhar ficheiros de música e vídeo com direitos de autor. A decisão deste Tribunal não impede contudo – naturalmente – os governos nacionais da UE a fazerem o mesmo tipo de pedidos, nomeadamente através dos seus braços judiciais e policiais. Esta conclusão resultou de um caso apresentado pela espanhola Telefonica a propósito de um pedido expesso pela associação espanhola de Media Promusicae, onde esta exigia que a Telefonica lhe entregasse todos os dados dos utilizadores espanhóis do Kazaa. Contudo, o Tribunal também deliberou que era possível que os governos nacionais legislassem sobre esta matéria, anulando esta decisão.

A Telefonica tinha apelado para os tribunais porque acreditava que os dados pessoais só podiam ser entregues a terceiros em casos que envolvessem a segurança pública ou a defesa nacional e que esta não era manifestamente a situação para quebrar o legítimo direito de privacidade dos seus utilizadores… E o tribunal espanhol onde o caso foi apresentado, dada a precedência aqui implícita, pediu orientação ao TEJ, que assim decidiu… Mas pela Europa fora, a influência da indústria fonográfica vai se estendendo… Na Bélgica, um outro tribunal condenou um ISO a bloquear todo o tráfego de download (Torrents) em menos de 6 meses, mas, na Alemanha, uma decisão idêntica à espanhola foi tomada, desta feita sem que tivesse havido um pedido de esclarecimentos ao TEJ.

Apesar de todas estas movimentações, a indústria fonográfica não pára de perder vendas, dia após dia, e toda a má imagem que estas posições criam contribui ainda mais para repelir um número crescente de clientes… e digo isto confortávelmente, do alto da minha torre de DVDs legais e das várias torres de CDs… Talvez se estas empresas passassem a ceder mais aos seus artistas do que aos seus accionistas os seus clientes não tivessem tão poucos escrupulos em lhes furtar (porque de facto, é disso que formalmente se trata) os bens. Talvez se houvesse mais Justiça no meio musical, houvesse mais Justiça para os interesses das empresas. É que quando estas associações falam e clamam pelos seus interesses invocam sempre a “defesa dos interesses dos artistas”, buscando a simpatia dos seus admiradores, mas, simultaneamente e hipocritamente, estão a tentar reduzir a parcela de rendimentos que resultam para os artistas no único segmento de vendas que não está em crise: a venda pela Internet (por exemplo, no iTunes). Actualmente, os artistas recebem 13% de cada download (apenas!), mas as associações acham muito… E querem reduzir essa parcela para 9%, muito menos que hoje, mas ainda assim menos que outros tubarões no mercado, como a Apple (iTunes) ou a Napsets (sim, que ainda existe e está agora completamente legalizada), que querem dar aos artistas apenas uns risíveis (se tivesse piada) 4% ! Ou seja, quem cria, escreve, redige, canta, compõe, receberia menos de 1/10 e menos de metade desse décimo, se estas pressões vingarem! E ainda falam de “defesa dos artistas“…. Pois! Só se fôr dos artistas da “engenharia financeira” que se passeiam pelos conselhos de administração destas multinacionais.

Fontes:
News Yahoo
Gizmodo

Categories: Informática, Sociedade | 6 comentários

Quids S11-3: Que navio era este?

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Dificuldade: 3

Categories: Quids S11 | 41 comentários

Notícia da revista “Nova Águia” no Jornal de Letras

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Este pequeno artigo surgiu no Jornal de Letras:


“Dirigida por Paulo Borges, Celeste Natário e Renato Epifânio, a Revista Nova Águia é uma das primeiras actividades do recentemente constitu­ído MIL – Movimento Internacional Lusófono.
Homenagem à revista Águia que, no princípio do século XX, reuniu figuras como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio ou Fernando Pessoa, a Nova Águia terá uma periodicidade semestral, prevendo-se a publicação do primeiro número em Junho de 2008.
O MIL auto-apresenta-se como «um movimento cultural e cívico que visa mobilizar a sociedade civil para repensar e debater amplamente o sentido e o destino de Portugal e da comunidade lusófona».
De acordo com a sua comissão coordenadora, o MIL registou, nos seus três primeiros meses, mais de 300 adesões.A curta notícia dá conta desta nova revista em que iremos colaborar e que será publicada ou nessa data de Junho, ou mesmo antes… E é o primeiro eco mediático de uma revista que pretende agitar as dormentes águas deste lago lusitano e introduzir a semente da modificação cultural e social que por via do MIL, Movimento Internacional Lusófono procura transformar este Portugal, concretizar as ambições de recriar uma União Lusófona capaz de unir aqui que a História e a Geografia separou. Deste Movimento, a revista será o primeiro facto concreto, sendo que a este, outros se seguirão…Esperem para ver!
Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa | 3 comentários

Sobre a lei da extinção dos pequenos partidos e da… extinção da lei da extinção dos pequenos partidos

Tribunal Constitucional
(Tribunal Constitucional in http://sic.sapo.pt)

“Há vários partidos em vias de extinção, por força de uma lei aprovada no tempo do primeiro-ministro Durão Barroso que está agora em vias de ser aplicada. A lei diz que um partido que não prove ter, pelo menos, 5000 militantes, é extinto.”

(…)

“Nada disto é necessário, até porque os partidos-ficção se mantêm. Por exemplo, o chamado Partido Ecologista os Verdes (PEV) parece que tem um pouco mais de 5000 militantes. (…) E o Bloco de Esquerda cerca de 7000. Como é notório, ninguém põe em causa a influência do BE na sociedade. Mas alguém conhece a do PEV?”

Henrique Monteiro

Expresso de 15 de Dezembro de 2007

 

Depois desta notícia, PS e PSD já tornaram públicas as suas vontades de alterarem novamente a Lei de forma a que a existência de partidos não dependa exclusivamente do número de militantes inscritos… E isto apesar das declarações de altos dirigentes do PS que declaravam à Imprensa que esses partidos deviam transformar-se em “associações políticas”… Ou seja, a pressão da evidência moveu-se contra os aparelhos que regozijavam já perante esta nova oportunidade para impedirem a aparição de qualquer nova força política capaz de afrontar os Jobs dos Boys ou a súbita renovação do sistema político, como sucedeu em Itália, a partir de “dentro”, isto é, de novas forças políticas ou da renovação e cisão internas de partidos políticos já existentes.

O deputado do PS, Ricardo Rodrigues afirmou que até Março a lei deveria estar alterada, provavelmente indo de encontro com o projecto de lei que o MPT e o PPM vão apresentar na Assembleia (os dois partidos têm deputados eleitos nas listas do PSD e estão ambos em risco de extinção administrativa). Em especial foco estão as alíneas que determinam que um partido deve ter pelo menos cinco mil militantes e provar ao Tribunal Constitucional que os tem para que possa existir… Ou seja, indicando listas nominais, já que nada na lei actual faz prever que a simples declaração de que “temos 5000 militantes” possa bastar… O PCP teve aliás essa interpretação, já que foi precisamente essa a declaração que entregou no TC.

O projecto do MPT e do PPM vai revogar a limitação de cinco mil militantes e a outra que determina participações mínimas em actos eleitorais, o não cumprimento das duas disposições iria determinar à extinção de um partido. Entre os quais… Os dois visados. O PS parece estar disposto a aceitar estas revogações. Mas o PSD, onde curiosamente foram eleitos os deputados destes dois partidos, numa expressão da já tradicional inconstância do seu líder parlamentar, Santana Lopes disse que estava com dúvidas quanto à revogação da cláusula que prevê a extinção em função da não participação num determinado número de actos eleitorais.

Um partido não é uma associação. É um grupo de pessoas com uma vontade activa de participação cívica. Como tal, bastaria que duas se reunissem para formar uma tal organização. Todos os partidos que hoje se arrogam o direito de por decisão concertada extinguirem terceiros esquecem que algures no tempo também eles começaram na ideia de alguém, que depois convenceu outrem e daí a um terceiro… até chegaram aquilo que são hoje (ou deviam ser) PS e PSD, os tais “partidos extintores” que agora parecem dispostos a arrepiar o pé e corrigir um dos muitos erros cometidos durante a triste regência de Fujão Barroso.

Fonte:
Público

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Quids S11-2: Que MBT é este e… serve em que país?

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Dificuldade: 2

Categories: Quids S11 | 30 comentários

Petição Online: Por uma força lusófona de Manutenção de Paz

O Espaço Lusófono deve ser um espaço de Paz e, nessa medida, um exemplo para o mundo. Infelizmente, ainda não chegámos ao tempo em que a Paz se garanta sem o recurso a forças policiais e militares. Obviamente, a verdadeira Paz está para além disso – deve ser, sobretudo, resultado de uma contínua acção cívica e cultural. Mas, para que essa acção cívica e cultural produza efeito, é necessária a existência de condições mínimas de segurança e estabilidade.

Os recentes acontecimentos trágicos em Timor-Leste deixaram uma vez mais evidente que existe a necessidade imperiosa de uma força policial e militarizada de manutenção de paz que, no quadro da ONU, possa agir no espaço da CPLP com a eficácia, imparcialidade e compreensão da realidade local que outras forças não lusófonas, naturalmente, não podem ter. Sem que isso exclua, obviamente, uma mais ampla acção no plano cívico e cultural, que deve mesmo ser reforçada.

Esta força já demonstrou a sua necessidade durante o anterior conflito na Guiné-Bissau, quando uma pequena flotilha portuguesa foi capaz de realizar uma missão decisiva nesse país africano e agora tornou a sentir-se a sua ausência em Timor.

A CPLP tem actualmente um estatuto muito mais administrativo, formal e protocolar do que seria de esperar para quem defenda a aproximação lusófona e é nossa convicção de que tal estrutura – simultaneamente policial e militar – deveria surgir no seio da CPLP e dos países que a compõem para criar uma força de reacção rápida capaz de acorrer a qualquer emergência de segurança.

Esta força poderia incluir, tanto quanto possível, unidades policiais oriundas de todos os países lusófonos, de Timor a Cabo Verde e forças navais brasileiras e portuguesas, para além de forças especiais angolanas, brasileiras e portuguesas e um componente de combate e transporte aéreo, de muito rápida intervenção em qualquer país lusófono. Pela própria natureza multinacional desta força, não haveria espaço para que surgissem críticas de “imperialismo” ou de defesa de interesses económicos ou particulares, como sucede frequentemente com missões assumidas pela NATO, Rússia ou pelos países anglo-saxónicos.

Esta força policial e militar poderia, inclusivamente, potenciar a CPLP até um novo patamar de intervenção e participação no mundo e alavancar a defesa da presença do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, bem como prefigurar, a uma nova escala, a formação de uma verdadeira Comunidade Lusófona, enquanto espaço de paz e segurança para todos os povos que o destino quis unir por esse fio de Ariadne chamado “língua portuguesa”.

Se concorda com a criação desta força policial e militar de manutenção da paz da CPLP, assine esta Petição carregando AQUI.

Desde já nos comprometemos a apresentar esta petição a todas as autoridades competentes, nomeadamente, à CPLP.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

Comissão Coordenadora

Nota de apresentação:
O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI (novaaguia.blogspot.com), projecto que conta já com quase quatrocentas adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges, Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar no nosso blogue (novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

Se concorda com esta petição, pedimos-lhe que a reenvie.

Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um mail para:
adesao@movimentolusofono.org

Indicando nome, e-mail e área de residência.

P.S.: Quanto à eficácia de petições como esta recordo que outra, a petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco) já reuniu perto de 200 mil assinaturas, despertando por várias vezes o interesse dos Media e alcançando mesmo o feito de levar à apresentação de uma Proposta de Lei que será debatida brevemente na Assembleia da República.

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“Pátria”: Ontem, Hoje e… Amanhã

“Pátria”: O Ontem

A palavra “Pátria” radica na palavra latina “patris“. E esta, por sua vez, radica na combinação das palavras gregas patris + otes (“pertencente à terra do pai”). Ou seja, o termo em nome do qual se verteu tanto sangue na Europa e em tantas outras partes de nosso tão turbulento mundo, faz assentar as suas raízes mais profundas na civilização matricial e fundadora do próprio Ocidente: a Grécia, civilização que muito paradoxalmente não conheceu senão na modernidade o reconhecimento da sua existência una, nacional e a formação de uma Pátria única e uniforme, já que os gregos que moldaram o termo viviam em intensa divisão entre cidades-estado… Nunca passaria pela cabeça de um tebano sentir-se da mesma pátria que um ateniense, ou vice-versa. Mesmo quando Filipe da Macedónia uniu sob a força da espada as diversas cidades gregas fê-lo apenas porque era… macedónio e comandava os excelentes hoplitas deste povo, ou seja, fê-lo não porque fosse de encontro a um determinado sentimento de união ou comunhão dos “gregos”, mas apenas porque tinha às suas ordens as mais eficiências forças armadas da época…

“Pátria” significa assim, tão somente, a “terra dos pais”, isto é, o local geográfico e fisicamente delimitado onde os nossos antepassados viveram e sobre o qual deixaremos também a nossa descendência. É pois um termo que remete simultâneamente para o Passado, para a Genética e para a Geografia tópica, oposta da Geografia U-Tópica de Thomas More. A Pátria é assim sempre um lugar concreto e terreal e logo essencialmente não utópico e é por essa razão que a palavra “paisagem” tem a mesma raiz latina que “Pátria”. Poderão assim haver utopias fundadas em conceitos de “Pátrias”? Não nos parece que tal possa suceder… Estas utopias patrióticas podem apenas existir mantendo em si mesmas contradições insanáveis e neuróticas que descarrilam facilmente em extremismos para-religiosos como aqueles que teve o seu apogeu na Europa da Segunda Grande Guerra e no Japão do “Bushido“. As Utopias não podem nunca materializar-se em “Pátrias” ou Estados, porque quando o tentam fazer, criam em si mesmas os germens da sua auto-destruição pela via de uma esquizofrenia colectiva que descamba rapidamente naqueles citados excessos. À força de se pretenderem criar “Estados” ou “Pátrias” perfeitas, com e para Homens imperfeitos, acabam por criar monstros perigosos, destrutivos e quase sempre (felizmente) auto-fágicos.

A noção de “Pátria” e de pertença a uma “Pátria” é assim constitutiva do próprio ser humano e essencial à formação da sua personalidade individual. A ligação mental que o individuo estabelece com aquela que designa como Pátria lança um laço geralmente exclusivista e ciumento que perante o reconhecimento de partilhas, parcerias e comunhões de interesses com outros seres humanos força à erupção do “Outro”, tido então como o membro de uma outra Pátria, quase sempre antagónica… São estes sentimentos imanentes de antagonismo visceral que são frequentemente usados pelos Governos em períodos de Crise para congregarem em torno de si o apoio da população a regimes discutíveis, por vezes lançando países inteiros em guerras perdidas à partida, como sucedeu em 1982 na Guerra das Malvinas que opôs a Argentina ao Reino Unido, lançada pela ditadura dos generais quando sentiam que estavam a perder o apoio popular e decidiram unir em torno de si os argentinos, numa guerra e causa populares contra o “império britânico”. A Guerra acabou por ser perdida e em consequência, a ditadura militar foi derrubada, dando enfim, razão aqueles que cedo reconheceram que tendo a ditadura militar investido tanto do sentimento patriótico argentino numa guerra, perdendo-a, só poderiam com essa derrota perder a própria face e precipitar assim o estabelecimento da Democracia na Argentina. Como acabou fatalmente por suceder, aliás.

Na verdade, “Pátria” é um conceito algo ligado ao termo tão usado por Agostinho da Silva e assente directamente num das mais basilares esteios da portugalidade e, nela, do Culto do Espírito Santo trazido para Portugal com Dom Dinis: “Confraria”. Como “Pátria”, a Confraria agrega indivíduos unidos por uma mesma causa, praticada num mesmo local e unidos por determinados valores práticos, por uma história comum e onde os seus pares assumem o papel de irmãos (“fraria“). Se na Pátria, todos somos “filhos do mesmo Pai”, mítico como Rómulo e Remo – pais fundadores de Roma – na “Confraria”, todos somos irmãos do mesmo Pai Criador ou dentro da mesma causa. Assim, uma Pátria não seria mais do que uma forma entendida e mais alargada de Confraria e uma Confraria… Uma pequena Pátria contida no seio de uma Confraria maior. E os núcleos de pessoas unidas por causas comuns, não passariam de pequenos “Estados” dentro de “Estados” ou “Pátrias” dentro de uma grande “Confraria” designada sumamente por… “Pátria”.

A implícita delimitação territorial do termo “Pátria” esteve na origem de várias guerras ao longo da História… Desde a “Guerra do Chaco“, na América do Sul, até às teses expansionistas do “Espaço Vital” alemão (Lebensrau) forjado em 1897 por Friedrich Ratzel no contexto temporal dos mesmos pensamentos esotéricos que dariam origem aquilo que seria mais tarde o “Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores“. Este espaço territorial, originalmente julgado como “cedido pelos deuses aos nossos antepassados” implicava também a existência de uma comunidade humana estável e uma ocupação contínua do solo, oposta ao nomadismo das civilizações pré-neolíticas e por isso mesmo é que a ideia de Pátria, nasce também com a ideia de “Cidade” e do conceito de “urbanismo” e… durante a revolução agrícola que possibilitou a existência destes primeiros aglomerados urbanos. E se o único terreno fértil para que se pudesse desenvolver a ideia de “Pátria” era a cidade, razão primária pela qual as primeiras cidades do mundo, em Mohenjo Daro e na Suméria, foram precisamente “Cidades-Estado” (conceito muito Agostiniano, aliás) estas comunidades urbanas, com as suas noções implícitas de “Outro” e de contraposição com as demais “Cidades-Estado” estiveram também na origem das primeiras guerras de grande escala da História (as campanhas de Sargão I, na Suméria). Assim se estabelece não somente a ligação genética entre Cidade e Pátria… Mas também entre Pátria e Guerra. Ou seja, só pode haver Guerra porque há Pátrias, e sem esta última, não há condições para que assistamos ao surgimento da primeira. Na Suméria, a “Pátria” ainda não estava ligada indissoluvelmente a ideia de “língua”, com Roma essa ligação instalou-se definitivamente, já que “bárbaros” eram todos aqueles que de etnias muitos diversas, o eram simplesmente não porque fossem persas ou cónios, visigodos ou marcomanos, mas porque em comum tinham o facto de… não falar Latim. Este conceito foi ressuscitado mais tarde, por esses imitadores que foram os teóricos do nazismo ao procurarem estender a “Pátria Alemã” por toda as parcelas da Europa onde se falasse alemão, anexando via Anschluss a Áustria e, pouco depois os Sudetas checo-eslovacos e criando assim as bases para o conflito de 1938-1945.

No Portugal medieval, Martim de Albuquerque encontra a primeira utilização do termo em Portugal logo na auto-intitulação de Afonso Henriques como “portugalensium patrie princeps” e, tendo depois o nosso primeiro rei consolidado o uso corrente do termo em 1158 com a utilização da fórmula: “portugalensium patrie rex“. Ou seja… Em Portugal, o conceito de “Pátria” nasce com a identificação de alguém com o estatuto político de “Rei”, e sem este não cabia a noção de “Pátria”.

Pátria: O Hoje

“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo,donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas. Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes,vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.
Guerra Junqueiro, “Pátria”, 1896.

Estas duras palavras de Guerra Junqueiro surgem num contexto histórico muito preciso, sendo o livro “Pátria” (de onde este extracto foi recolhido) escrito no mesmo ano em que Guerra Junqueiro deixava Portugal e o partia para Paris, ou seja, foram escritas apenas seis anos depois do Ultimato de 1890 onde este texto, juntamente com um outro de António José de Almeida serviram para criar as bases do descontentamento que haveria de provocar mais tarde a erupção do regime republicano em Portugal, em 5 de Outubro de 1910. É devido a este contexto que estas palavras deixam transpirar uma intensa desilusão pelo próprio povo português – incapaz em 1890 de derrubar um regime monárquico que cedera tão humilhantemente perante Inglaterra – e de cujo estado anímico Junqueiro e outros Republicanos de então responsabilizaram a Igreja católica. É com este estado de servilitude anímica da portugalidade de então que Guerra Junqueiro se indigna, reconhecendo neste povo uma incapacidade para a “rebelião” que o irrita… E de facto, em Portugal, a História não registou muitas “revoltas populares”, sendo a última verdadeira revolta popular sido registada em… 1383-1385! Após esta, todas as “revoluções” foram de origem aristocrática (como a Restauração de 1640) ou militar (como a Revolução Liberal de 1820 ou a de 1975) encontraram raízes em descontentamentos por parte de grupos castrenses (guarnição do Porto em 1820, os oficiais milicianos em 1975) ou numa multidão de interesses difusos e particulares durante os numerosos “reviralhos” do século XIX. Nuns e noutros, embora o “Povo” (entendido aqui como a saída espontânea de grandes massas populares para a rua) ocorresse sempre em momentos já avançados da “revolta” e quando a sorte das armas já estava praticamente decidida. Em momento algum, após 1383-1385, vemos em Portugal o tipo de “Revolução de Veludo” que na Checoslováquia depôs o regime comunista em 1989 ou a “Revolução Laranja” ucraniana de 2004 ou o Sérvio em 2000. Algo na força anímica portuguesa parece ter sido quebrado após 1385, e quebrado de uma forma muito radical, já que até a energia para “escoicear” parece ter-se evaporado…

Guerra Junqueiro acusava a Igreja Católica por esta castração da “alma portuguesa” e provavelmente tinha razão na medida em que os danos provocados pela Inquisição e pelo Santo Ofício desde 1385, mais concretamente desde a sua introdução em Portugal pela mão de Dom João III em 1536 tinha afectado a capacidade criativa de cada português… desde então todo o pensamento original, revolucionário, livre, radical e plenamente criativo ficava automaticamente sob suspeita de heresia… E todos os empreendedores empresariais eram rotulados de “judeus” ou “cristão-novos” e forçados a emigrar, eles, mais a sua capacidade empreendedora e o seu Capital… Os danos profundos provocados por este êxodo de “proto-capitalistas” e esta ameaça damocliana sobre todos os inventores e livres-pensadores foram acentuados em vagas sucessivas, onde o “capitalismo régio” dos monarcas portugueses e o regime paternalista do “Estado Novo“, com os seus longos 41 anos de vigência não foram isentos de culpas…

Pátria: O Amanhã (ou ePátria…)

Se a Pátria é:

“pátria | s. f.
fem. sing. de pátrio
pátria
do Lat. patria
s. f.,
país em que nascemos;
terra da naturalidade;
nação.

mãe- -: metrópole;
– -celeste: o Céu.”
(http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx)

A “terra em que nascemos”, a nossa “nação” estará a mudar neste contexto de generalização do acesso à Internet, da expansão e desenvolvimento daquilo a que nos meios informáticos se designa de “Web 2.0“? A “Web 2.0” é por oposição à anterior e ultrapassada “Web 1.0” é o local cibernético onde o utilizador, o navegador destes novos Mares do Século XXI já não tem a atitude passiva de “leitor” e espectador expectante da anterior versão da Rede. Na “Web 2.0” espera-se interacção, partilha e comunhão de informação e saberes. Na “Web 2.0” o utilizador não é um mero alvo da informação produzida, nela, o cibernauta é um participador, e até, um criador de conteúdos. Suprema forma de democratização não só do acesso à Informação, mas também da democratização da própria produção de informação, a nova Rede abre novas perspectivas, virtualiza o mundo (por vezes literalmente, como no “Second Life” e no “World of Warcraft“). Ora essa comunhão de ideias, opiniões e debates não é a forma fundadora de uma Cultura nacional? O território é aqui virtual, é certo, e logo descontínuo e ainda que não seja o local do nosso nascimento real, concreto e material, é um território electrónico, “real” na medida em que existe nas mentes dos seus utilizadores, tanto quanto o território físico que atravessam os cabos de rede e as ondas de rádio onde vive a Internet. É nesta forma de Realidade que nascem os “Avatares“, as personalidades virtuais ou cibernéticas que cada um enforma na Pátria Virtual a que adere, um nascimento que ocorre de uma forma muito idêntica ao próprio processo de identificação do “Eu” com a ePátria, ou “Pátria Virtual”.

Os pilares essenciais desta nova visão do mundo, verdadeiros Jachim e Boaz, prefigurados aqui como um novo Templo de Salomão, são os Blogs e as Comunidades Virtuais… Os primeiros são a presença mais frequente dos cibernautas na Internet desta “Web 2.0”, como o nosso conhecido “Nova Águia“. Os segundos são pontos de união, locais de debate e troca de ideias como a “Países de Língua Portuguesa” ou a “Portugalidades“. Jan Fernback e Brad Thompson em “Virtual Communities: Abort, Retry, Failure?” (1998) esclareceram que uma comunidade virtual nasce no seio de uma fronteira virtual… De um laço que une e atrai um conjunto de “avatares” para o mesmo foco gravitacional virtual, incentivando os seus contactos sociais e servindo não somente como ponto de assentamento de ligações sociais electrónicas e virtuais, mas também como ponto de partida para relacionamentos mais “duros” e concretos que assentam sobre estas… Neste caso, estas eComunidades tornam-se de constructos abstractos em formas físicas e assentam arraiais na Terra, perdendomas reforçando os laços virtuais das eComunidades, as quais, reforçadas pelo quase sempre inevitável encontro físico dos seus elementos ou células reforçam assim o laço simbólico que a forma em momentos de Reunião ou de Assembleia (Jantares de Blogeiros, encontros de comunidade virtuais, etc) e reforçando assim, pela exclusão implítica de todos os que não comungam nas ditas, a própria Fronteira que cria esta espécie de “Pátria Virtual”, ou ePatria do Século XXI, estabelecendo uma extensão ciberterritorial que não conhece limites físicos e que é tão potencialmente extensa como o é a extensão da própria Rede Global com prolongamentos desde o Pólo Sul até à fronteira do Espaço, na “Estação Espacial Internacional“. Assim, a Internet, este “Espaço Virtual” é a promessa cumprida de um mundo sem fronteiras tão ao gosto dos portugueses de Quinhentos, antes de ser perderem nos Cesarismos de Maquiavel e de Dom João III e assim também um dos múltiplos terrenos onde as profecias quintanas se podem vir a cumprir…

Estes dois pilares da “Web 2.0”: Joachim (Blogues) e Boach (Comunidades Virtuais), são os focos catalizadores para a forma mais fascinante de partilha de Cultura da actualidade… Os “Wikis“, páginas de acesso partilhado onde todos os utilizadores têm a cada momento permissões para alterarem em tempo real o conteúdo dos artigos. Vigiando-se mutuamente, controlando em grupo a qualidade dos conteúdos, já sem as noções ultrapassadas de “Autoridade Escolástica” ou a figura tutela ou paternalista do Mestre de onde todo o Saber emana, mas admitindo apenas a figura do “moderador” que monitoriza a qualidade e fidelidade dos conteúdos introduzidos ou alterados, não como um “dono do Saber”, mas como um monitor e um guarda atento do Saber assim criado e partilhado de forma absolutamente gratuita, e logo, tão ao gosto dos sonhos do Professor Agostinho da Silva…

A Internet é além do mundo do futuro, o local onde passaremos cada vez mais tempo (este texto, por exemplo, está a ser directamente escrito no “Google Docs” e dispensa qualquer ferramenta de edição de texto como o Microsoft Word ou o OpenOffice). De futuro, e em grande medida até já hoje, poderemos trabalhar, fazer compras, conversar e… escrever, sempre na e para a Internet. E a Internet é o grande “reino da gratuitidade”, como afirma Jacques Attali, já que todos os “bens binários” são naturalmente… gratuitos porque eternamente reproduzíveis e logo, porque abundantes, tendencialmente gratuitos. Assim, a própria profecia da “Economia do Gratuito” feita por Agostinho se poderia concretizar não só na, como pela Internet.

A Pátria estará assim condenada a tornar-se numa ePátria? A intensificação galopante e aparentemente irreversível da Globalização económica e cultural tende a esbater cada vez mais as fronteiras territoriais dos Estados convencionais, dissipando-os em entidades supranacionais como a “União Europeia” ou a “NAFTA“, restam assim duas alternativas a estas dissoluções que se arriscam a reafirmar a corrida para o Vazio já antevista por Gilles Lipovetsky: Ou reforçamos o carácter Local da vida política e económica, humanizando aquilo que a Globalização consumista e materialista procura desumanizar ou reforçamos todas as formas virtuais de ligação e de realização pessoal que a tecnologia motriz da própria Internet nos disponibiliza, usando a nosso favor as ferramentas da “Web 2.0″…

Publicado também em:

Nova Águia

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Quids S11-1: Que filme é este?

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Dificuldade: 2

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A mancebaria de Portimão e… Sobre a legalização da prostituição


(Um prostíbulo medieval in http://www.sewerhistory.org)

O conde Dom Martinho, recebe do rei Dom Manuel, em 1514, novos benefícios sobre a sua Vila Nova de Portimão, nomeadamente a capacidade de recolher os proveitos da fundação de uma “mancebia pública” da qual só o Conde obtinha rendimentos… Ora na época, uma “mancebia” era nada mais nada menos do que o local onde tinham lugar as práticas de actividades ligadas à prostituição… A benfeitoria e a dita casa eram fundadas com o pretexto de que havia “a necessidade de garantir a honestidade das mulheres casadas com as quais as mancebas solteiras que ganham dinheiro por seu corpo) não devem entrar em contacto.” (Valdemar Coutinho: “O foral e o condado de Vila Nova de Portimão”)

Ou seja… Não só na nossa Idade Média (onde esta prática também era comum), como em pleno período da Expansão portuguesa vemos que as actividades ligadas à prostituição era legais, regulamentadas e,apesar de estarmos numa época em que a influência da Igreja, estávamos num patamar que as reconhecia e enquadrava. Como saberão, defendemos em vários pontos o reencontro com as tradições medievais portuguesas, como forma de recuperar este “Portugal abastardado” em que vivemos hoje em dia.

Será que devemos também regressar a uma forma de legalização da Prostituição? Sem dúvida que legalizar este fenómeno poderia melhorar a qualidade de vida destas mulheres (e homens), garantindo a sua cobertura pela Segurança Social, um patamar de dignidade mais alto e retirar alguma da degradação e decorrente sofrimento que decorre da sua actividade. Mas legalizar a prostituição nunca poderia implicar legalizar também os proxenetas e toda a demais “estrutura”” administrativa” que vive e se alimenta parasitariamente da indústria do sexo. Legalizar a prostituição, implicaria necessariamente “legalizar” bordéis, “casas de massagem” e demais locais, nomeadamente as actividades profissionais daqueles que se alimentam desses locais? Não. Não poderia implicar legalizar estas actividades parasitárias. Legalizar a prostituição iria potenciar – sem dúvida – aquele fenómeno que próprio ministro da Administração Interna classificava há dias como sendo a mais preocupante situação de segurança da actualidade. E esta conclusão não radica em especulação, mas em estudos realizados na Holanda em 1994 e 1996 que apontavam que entre 70 a 80% das mulheres que praticavam legalmente prostituição na Holanda haviam sido trazidas para este país por redes de tráfego humano. Valores idênticos foram registados na Alemanha, em 2002. Os argumentos de que a legalização pode controlar e eventualmente, fazer recuar a indústria do sexo, também não colhem fruto na realidade… Na Holanda, essa indústria representa 5% do PIB e o número de bordéis aumentou exponencialmente. Na Austrália, onde também ocorreu uma tal legalização, o número de bordéis, serviços de acompanhantes mais do que duplicou entre 1989 e 1999. Quanto à possibilidade da legalização retirar mulheres das ruas… Tal também não aconteceu em nenhum país onde ocorreu esta legalização… Bem pelo contrário.

Na verdade, e em conclusão, ainda que legalizar a prostituição – se feita dentro de estritos limites – possa vir a contribuir para a qualidade de vida e para a redução do sofrimento em que vivem as mulheres e homens que trabalham nessa “indústria”, quer pela simples saída do mundo da marginaldiade e pelo lançamento de redes sociais e sanitárias impossíveis de lançar quando operam na plena ilegalidade, na verdade, tal legalização contribui pouco para reduzir o fenómeno, bem pelo contrário, ao que atestam os exemplos holandeses, alemães e australianos pode até incentivar a actividade das máfias criminosas que traficam mulheres para o Ocidente…

Fonte principal:
Action.web.ca

Categories: História, Sociedade | Etiquetas: , , | 2 comentários

Sexo… Não está entre as palavras mais procuradas no Google chinês


(www.bbc.co.uk)

“Ao contrário do que acontece em muitos países do mundo, onde a palavra ‘sexo’ é a mais procurada no Google, na China os termos relacionados com ‘dinheiro’ e ‘tecnologia’ são os mais pesquisados. Quatro das seis palavras no topo da lista são nomes de banco e o termo ‘acção’ (cotada na bolsa).”

Expresso, 5 de Janeiro de 2008

Sim… Aparentemente, os chineses são mesmo muito diferentes em termos de mentalidade e de fidelidade em relação aos ditames dos seus governantes que os Ocidentais… Em Portugal, a Marktest indicou que as palavras “sexo”, logo seguida de “eMule” e “Gmail” foram as três palavras mais pesquisadas nan Internet. Em termos de nomes, actores dos Morangos com Açúcar e… A inefável “actriz” Soraia Chaves foi com, Diana Chaves, foram os nomes pessoais mais procurados. Ou seja, estamos dentro da média. Mas os chineses, não! A sua mentalidade, mais o facto de se encontrarem num regime severamente censurado e com pesadas formas de monitorização e bloqueio nos acessos à Internet podem explicar esta anomalia. É que francamente, não acredito que o chinês médio seja assim tão “assexuado” ou desinteressado ao ponto de a sua maioria nunca procurar nada relacionado com sexo na Internet, apesar de toda a censura. Mas de facto, a matriz cultural chinesa é muito diferente da nossa.

De uma forma ou outra, algo é certo: na China existe uma obsessão quase compulsiva para o enriquecimento e para com temas relacionados com o mundo financeiro. Um aplicação do famoso dito de Deng Xiaoping: “enriquecer é glorioso”…

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Quids S10-39: Onde fica este palácio?

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Dificuldade: 3

Réplicas lentas!

Categories: Quids S10 | 6 comentários

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