Monthly Archives: Janeiro 2008

O primeiro e o… último híbrido da Porsche


(Carro híbrido Lohner-Porsche construído em 1899 in http://www.hybrid-vehicle.org)

Embora hoje a marca alemã Porsche não seja propriamente famosa por construir carros amigos do ambiente a verdade é que a marca alemã foi a primeira a construir um carro híbrido já lá vão uns bons… cem anos! O veículo em si tinha motores eléctricos no interior das rodas um motor a gasolina convencional. Este método de colocar os motores eléctricos nas rodas foi um golpe genial de Ferdinand Porsche, já que aumentava a eficiência do veículo através da supressão de partes mecânicas e do peso decorrente. Infelizmente, na época, a proposta não teve seguimento, já que mesmo então a gasolina era muito barata e não se antecipava que fosse acabar alguma vez…. ao contrário do que sabemos hoje.

E agora, após um intervalo de um século, a Porsche está novamente interessada em recuperar caminho e em fabricar um veículo híbrido. Trata-se de uma versão do Cayenne SUV que deverá ser colocada no mercado entre 2008 e 2009…

Fontes:
Eco Geek
Tree Hugger

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O “Bank of America” dos EUA cobra… 3 dólares por cada levantamento no Multibanco


(http://blogs.guardian.co.uk)

Enquanto que em Portugal a Petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco) ultrapassa as 148 mil assinaturas, nos EUA, um dos maiores bancos do país aumentou no final de 2007 a taxa que cobrava por cada levantamento em ATMs de 2 dólares, para 3, e isto apenas alguns meses depois de ter lançado esta taxa, em Agosto. Actualmente, o Bank of America cobra a mais alta taxa da indústria e isso quer dizer que os demais concorrentes lhe irão seguir os passos… E uma vez que se trata do banco americano com a maior rede de ATMs dos EUA com mais de 16 mil localizações isso implicará que se em cada ATMs foram realizados, digamos… 30 levantamentos por dia = 30 * 3 = 90 dólares * 16000 = 1 440 000 dólares diários!… O que explica muito da insistência dos bancos deste mundo em implementarem taxas deste género…

O Banco declarou que o aumento iria compensar o Banco pelo “investimento” realizado na actualização e expansão da rede de ATMs.

O USA Today apresenta aqui uma interessante lista do valor destas taxas: todas oscilam entre os 2 e os 2,5 dólares… Um valor muito semelhante aos 1,5 euros que se tem falado como sendo o possivel valor que a banca portuguesa se estaria a preparar para cobrar em cada levantamento… De modo semelhante a estes rumores, também, o banco declarou que a taxa de aplicaria apenas a pessoas que não fossem clientes do Banco como forma de “reduzir o tempo de espera em fila para os seus clientes”, declarou Betty Riess, a sua porta-voz. (espera! não era para “compensar pelo investimento”?!)

Fonte:
USA Today

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Quids S10-22: Que veículo é este (e a cor é relevante…)?

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Dificuldade: 2

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O Wikia Search: Finalmente um concorrente para a Google?

Depois da ofensiva da Google contra a Wikipedia ao lançar ainda em Beta a sua própria enciclopédia on-line, a “Knol“, eis que agora a comunidade de Open Source lança também, por sua vez… Um “Google” de software livre… Trata-se de uma coincidência, porque este projecto germina já há bastante tempo, desde à pelo menos um ano e entrou agora – finalmente – em fase final de desenvolvimento e já pode ser utilizado AQUI.

Em termos de resultados das buscas estes não são ainda propriamente brilhantes… A busca pelas palavras:”group policy custom templates”

no Wikia Search devolveu apenas 643 resultados, mas no Google encontrámos 189 mil ocorrências… Uma desvantagem esmagadora, ainda que se possa discutir a relevância da maioria dos resultados do Google e o próprio motor de busca admite essa debilidade na sua página de “About“:

“We are aware that the quality of the search results is low..Wikia’s search engine concept is that of trusted user feedback from a community of users acting together in an open, transparent, public way. Of course, before we start, we have no user feedback data. So the results are pretty bad. But we expect them to improve rapidly in coming weeks, so please bookmark the site and return often.”

A grande vantagem que o Wikia Search apresenta para já e até que este cumpra a promessa que nos próximos meses ir aumentando gradualmente o número de resultados por busca é o facto de nele tudo ser “transparente e aberto” e o algoritmo de ordenação dos resultados ser conhecido. O mesmo tipo de algoritmo que a Google sempre manteve muito ciosamente e que é tão secreto quanto o é o retorno comercial que alguém poderia tirar do seu conhecimento para fazer aparecer os seus resultados no topo das buscas (Page Rank). Por “transparência” a Wikia Search quer dizer sobretudo que cada utilizador poderá classificar entre uma a cinco estrelas cada resultado, por exemplo:

… to the Internet through ISA Server 2006 or through ISA Server 2004 • How to … Resources • Protecting Branch Offices with ISA

Em segundo lugar, a compra do motor de busca Grub pela Wikia Search (ver AQUI), um projecto de código aberto cumpre a segunda parte dessa promessa… É certo que esta exposição poderá dar a alguns hackers e a individuos e organizações poder para manipular os resultados das buscas (algo que vale muitos milhões de euros, e logo, onde a recompensa da batota é muito elevada), mas conhecendo os algoritmos também faz desvanecer que os resultados das buscas são manipulados e se todos podem conhecer como eles são produzidos, todos podem contribuir para o seu aperfeiçoamento e todos podem conhecer as regras do jogo, algo que não acontece nos motores de busca convencionais… De uma forma ou de outra, logo que os resultados começarem a ser mais significativos do que são actualmente, estes dois conceitos podem revelar-se decisivos para começar a inverter a pouco saudável tendência para o monopólio da Google… Algo que não é benéfico nem para a Internet, nem para os cibernautas, nem sequer para a própria Google, que só teria a ganhar da aparição de um verdadeiro concorrente de peso, capaz de a enfrentar no seu próprio terreno e livre dos “pesos” que outros carregam… como a Microsoft e o seu eternamente frustado plano de desafia a Google com o Live Search… O qual, a propósito perante a busca “group policy custom templates” devolveu um milhão e setecentos mil resultados… Ou seja, bem mais do que a própria Google…
Note-se por fim que não existem laços directos entre a Wikipedia e a Wikia Search.

Fonte:

Ars Technica

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“Em breve, chamar a polícia por caua de uma colisão com outro carro – mesmo que aparatosa – deixa de ser possível. Só quando houver feridos.”

“Em breve, chamar a polícia por caua de uma colisão com outro carro – mesmo que aparatosa – deixa de ser possível. Só quando houver feridos.”(…)“Em muitos casos são as próprias seguradoras a aconselhar nesse sentido (chamar a polícia) os respectivos segurados, como forma de assegurar uma descrição completa, isenta e fiável das circunstância em que o indicidente ocorreu. Era sugerido pela auditoria (pedida pelo MAI) que passassem a ser as seguradoras a ser responsáveis por esta missão.”(…) “A auditoria tinha encontrado 6000 polícias e militares nos chamados serviços de suporte. (…) A PSP e a GNR têm 524 cozinheiros e 418 empregados de mesa/balcão.”

Valentina Marcelino

Expresso, 5 de Janeiro de 2008

Bem, se as polícias eram chamadas a estes acidentes apenas para serem “testemunhas imparciais” das seguradoras isso consiste num desperdício óbvio de recursos públicos a favor de interesses privados (dos acidentados e das seguradoras). Assim sendo, algo deve ser feito a este respeito de forma a libertar estes agentes para outras tarefas mais adequados ao seu treino e especialização… Mas deixar esta tarefa às seguradoras também é arriscado… Em caso de diferentes posições, qual será a posição prevalecente? Os factos são recolhidos por ambos os agentes das seguradoras, e depois é o tribunal que decide daqueles que estão mais conformes à verdade dos factos?… É uma possibilidade… Outra será entregar essa responsabilidade aos municípios, nomeadamente às polícias municipais, menos saturadas em missões puramente policiais e que de qualquer modo poderiam aqui criar organismos no seu interior especializados na relação e reporte imparcial deste tipo de acidentes, algo que actualmente não existe no seio das corporações policiais tradicionais… De uma forma ou de outra, esta medida parece-nos acertada. Podemos é discordar dos concretos da sua aplicação, mas para saber mais sobre estes… Temos ainda que esperar.

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Dos insultos previstos e punidos nos forais da Idade Média portuguesa…

Na nossa Idade Média, competiam aos Concelhos a administração e a aplicação do Direito Civil, já o dissemos noutro lado… Mas o que então não dissemos foi que um dos crimes que era então contemplado no quadro legal era o de “difamação”, então conhecido sob o curioso termo de “merda in buca”… Estando englobado sob esta formulação legal os insultos de “quem disser a outro, cornuda, fufudincul, gafo, judeu, traidor ou filho da puta, ceguladeira ou gafa pague cinco morabitinos” (Foros de Castelo Rodrigo). Algumas destas palavras já perderam a sua actualidade… Outras nem tanto… Note-se a presença de “judeu” nesta lista, assim como a omissão de “mouro”, ao contrário do que seria de esperar…

Fonte: António Borges Coelho, “Concelhos Medievais Portugueses”

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O míssil de cruzeiro brasileiro: o AV/MT-300 da Avibras

AV/MT-300
(Míssil AV/MT-300 in http://www.defesabr.com)

O Brasil está a desenvolver um novo míssil guiado, de nome AV/MT-300 que será lançados por camiões Astros-II. Os novos mísseis serão guiados por um sistema inercial por laser e GPS, de forma idêntica aos mísseis americanos BGM 109 Tomahawk, mas a uma fracção do custo unitário destes (1,4 biliões de dólares por unidade!), voando como um míssil até se aproximar do alvo, altura em que abre as asas e passa a voar como um pequeno avião supersónico, até ao momento do impacto.

De capacidades semelhantes ao Tomahawk americano, o AV/MT-300 terá, um preço muito inferior… Ou seja, em vez de 1,4 biliões de dólares cada míssil, cada AV/MT-300 deverá custa menos de um milhão de dólares. As características e promessas desta proposta brasileira já atrairam o interesse dos actuais utilizadores do sistemas Astros II. Como a Malásia que ainda recentemente comprou sistemas Astros II por 180 milhões de dólares ou o Iraque, a Arábia Saudita, o Qatar e o Kuwait, para além do Brasil, claro.

O AV/MT-300 brasileiro será capaz de transportar uma ogiva de até 200 Kg de explosivos a alvos situados a até 300 Km de distância. Existem estudos para variantes navais do míssil (conhecidas como X-300) e de lançamento aéreo, sobre os quais a Avibras tem trabalhado, de forma intermitente, nos últimos anos, pelo menos desde 1999.

Fontes:
Global Security
Militar.com.br
DefesaBr.com

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Do Estado Actual da Força Aérea Chinesa (Parte 2)

Continuação…

Existem algumas semelhantes nas doutrinas de emprego da força aérea entee a China actual e a extinta União Soviética, mas esta última alocava consideravelmente mais recursos à chamada “Aviação Frontal” do que alguma vez o Governo chinês. Isto embora houvessem algumas semelhanças notáveis, como a opção de emprego de aviões diferentes para missões diferentes, de ataque ao solo e intercepção, seguindo o modelo soviético e em contracorrente com a moderna doutrina ocidental que privilegia aparalhos multifunções. Em regra, a força aérea soviética dedicava 40% dos seus aviões de guerra a aparelhos de ataque ao solo, como o Su17 ou Su-25, a China, embora mantenha a doutrinha, dedica muito menos meios a esse papel, alocando pouco mais de 10% do inventário total a aviões de ataque ao solo.

Esta doutrina começou a mudar com a queda do Muro do Berlim, uma vez que a outrora poderosa indústria aeronáutica russa começou a ter dificuldades, já que a força aérea russa vegetava e cancelava todas as encomendas para os anos vindouros. Esta decadência concedeu à China a oportunidade perdida em 1959, com a quebra de relações entre a China Popular e a URSS de retomar os contactos e de recuperar o tempo perdido… Logo em 1990, volvido apenas um ano, surgia a primeira encomenda chinesa para 72 caças Su-27 e a engenharia reversa tornava-se uma das principais actividades sobre estes caças… Pela primeira vez, desde a década de 50, a China tinha capacidade para se opôr aos melhores aviões dos seus vizinhos e esta tendência foi novamente reforçada em 1996 com a compra de mais 200 Su-27. Em 1999, começava a produção local – sob licença – do excelente Su-30MKK, num número que rápidamente chegaria aos 140 aparelhos em operação.

FC-1
(Caça ligeiro sino-paquistanês FC-1 in http://www.chinatoday.com)

Entretanto, o desenvolvimento do programa sino-paquistansês Super-7 continuava, agora somando tecnologia americana da Gruman a nova tecnologia russa, nomeadamente motores. A força aérea chinesa perdera entretanto o seu interesse – renovada agora como estava pelos novos caças russos Sukhoi – mas o Paquistão manteve vivo o programa encomendo 150 unidades do FC-1. Usando uma variante do motor russo RD-33 do MiG-29.

Conclusão:

A força aérea chinesa (PLAAF) tem actualmente em inventário mais de 2300 aviões, em diferentes graus de operacionalidade e de diversos tipos. Destes, cerca de 450 são aviões de transporte e do todo, perto de 2/3 está estacionada nas regiões mais a este. O programa de actualização – recorrendo a tecnologia russa – em curso desde 1992 introduziu em serviço centenas de aparelhos Su-27 e Su-30, assim como a variante local do Su-27, o Su-27SJ e os novos J-10 – grosso modo equivalentes ao F-16 ameriano – começam também agora a surgir em números apreciáveis. Em suma, estima-se que actualmente perto de três centenas de aviões de primeira linha estejam em operação na PLAAF. É um número apreciável, mas ainda muito modesto para a extensão geográfica e demográfica da China e o facto de mais mil unidades de J-7 e J-8 se encontrarem ainda em serviço mostra bem o grau de abandono a que a PLAAF esteve abandonada até aos anos 90… Em termos de bombardeamento estratégico, a situação é patética… Sem importações russas, a PLAAF teve que requerer a reabertura das linhas de construção do ultrapassado H6 (Tu-16). Entre este panorama, persistem dúvidas quanto à verdadeira modernidade das doutrinas de emprego de forças em vigôr e, sobretudo, quanto ao treinamento e horas de vôo dos pilotos… Em sima, a PLAAF começa a ser uma adversário temível, especialmente nos números e tipos de aparelhos empregues, mas no todo… ainda não passa de um… “tigre de papel”.

H6 (Tu-16)
(Bombardeiro H-6 (Tu-16) in http://www.chinatoday.com)

(Vídeo com bombardeiros H-6 em exércicio)

Fontes:
Sino Defense
Combat Aircraft, UK, Setembro de 2006

Categories: China, DefenseNewsPt | 4 comentários

Do Estado Actual da Força Aérea Chinesa (Parte 1)

A força aérea chinesa alinha actualmente com perto de 2300 aviões de combate de vários tipos, ou seja, a China tem hoje aquela que é numéricamente a segunda maior força aérea do mundo, logo, atrás da USAF americana, com os seus impressionantes 6013 aviões (ver AQUI). Contudo, apesar de um esforço considerável nos últimos anos esta segunda posição deixa-a ainda a uma imensa distância da USAF… Na própria estrutura de forças militares chinesas, a PLAAF está relegada a um papel secundário em relação ao Exército. De facto, até 1995, o chefe máximo da PLAAF nem sequer era um aviador, mas um oficial do Exército nomeado para a gerir a PLAAF e isto somente explica muita da dificuldade que a PLAAF tem tido em cativar recursos e meios ao longo da sua História, uma dificuldade que só foi atenuada nos últimos anos…

Actualmente, o grande problema da PLAAF continua a ser o treino e o número de horas de vôo por piloto. Depois da Revolução Cultural, esse número caiu abruptamente para menos de 24 horas de vôo anuais por piloto, e o número só tornou a subir no final da década de 70, sendo o valor actual ainda pouco superior ao que era em 1968, voando apenas 100 horas anuais, ou seja, cerca de metade dos pilotos japoneses ou dos EUA, e ainda menos que as 150 horas dos pilotos da Marinha brasileira (ver AQUI). Como se não bastasse estes baixos níveis de preparação (que aliás podem ter estado na base deste incidente com o P-3 Orion dos EUA em Abril de 2001), a PLAAF sofre também dos males do uso de uma estratégia de emprego de forças ultrapassada que considera os meios aéreos como uma parcela secundária das operações terrestres. Os pilotos são intruídos para preservar o seu dispendioso aparelho a todo o custo e não levam as suas máquinas até aos seus limites, com receio das represálias que podem sofrer em caso de o perderem.

(J-6 (Mig-19 da PLAAF in http://www.aerospaceweb.org)

Por outro lado, o grosso dos aviões ao dispôr da PLAAF continua ser obsoleto e será ainda por muitos anos. Como se pode ver AQUI hoje em dia ainda existem centenas de aviões J-6 (MiG-19) em actividade, e 500 J-7 (MiG-21) e 650 J-8 (cópia local do Su-15) até 2015 (!). Destes, o J-8 parece ser um aparelho especialmente fraco… Desenvolvido em 1964 e consistindo numa expansão do desenho do J-7 (MiG-21), o caça procurou replicar muitas das características do Su-15 soviético, mas logo no começo da sua carreira foi flagelado por uma sucessão de avarias, entrando em uso operacional apenas 20 anos depois, nos começos da década de 80… Dada as patentes limitações do J-8, a PLAAF pressionou logo quase de seguida a favor do desenvolvimento de um novo aparelho, o J-8 II

J-8 II
(J-8 II in http://images.janes.com)

Esta versão do J-8 já seria um avião de combate minimamente decente e começaria a entrar em serviço em 1984, ainda não um avião multirole, como já começava a ser doutrina no Ocidente, mas um interceptor dedicado, não particulamente ágil (mas bastante mais do que o primeiro J-8) e incapazes das missões multirole exigidas actualmente a um avião de combate de primeira linha. Estas características, assim como as maleitas resultantes da aplicação da doutrina chinesa do emprego de meios aéreos resultaram de forma estrondosa na curta, mas tenaz, guerra fronteiriça que a China e o Vietname travaram em 1979 (ver AQUI ) e onde as divisões terrestres chinesas avançaram sem qualquer apoio aéreo, sem missões de reconhecimento, controlo do espaço aéreo, patrulhamento, nem bombardeamento táctico ou estratégico. Básicamente, os pilotos ficaram nas suas bases, esperando ordem para deslocar, se houvesse uma incursão da força aérea vietnamita. Como esta não ocorreu durante esses 29 dias, nenhum aparelho chinês entrou em acção… A partir da década de 80, a China começou um programa sistemático de actualização dos seus meios aéreos, começando pela aquisição nebulosa de um MiG-23 egípcio que foi estudado em grande detalhe, seguindo os mesmos processos que mais tarde transformariam o Lavi israelita no J-10 (ver AQUI). Muitos destes ensinamentos seriam aplicados no J-9, cujo primeiro protótipo voou em 1975, mas sem continuidade já que o projecto seria abandonado em 1980… Contudo, muito dele, nomeadamente as asas em canard, seriam reutilizadas na adaptação local do Lavi, o J-10 acima mencionado.

continua…

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Quids S10-21: Como se chama este homem?

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Dificuldade: 2

Categories: Quids S10 | 10 comentários

Resposta a comentário do Dr. Alexander Zaitsev sobre as suas experiências METI


(Alexander Zaitsev Cientista Chefe do “Radio Engineering and Electronics Institute” da Academia Russa de Ciências in ieti.org)

A propósito deste artigo recebi um comentário do próprio cientista russo (benefícios do “Google Alerts“, certamente…) sobre o envio de sinais de rádio para um grupo seleccionado de estrelas por parte da equipa chefiada por este cientistas. Em primeiro lugar, fico muito honrado por ter captado a atenção de um dos maiores radioastrónomos russos, ainda que não concordemos com o envio deste sinais, e em segundo lugar, gostaria de responder:

Dr. Alexander Zaitsev (20:20:20) : editar
In my early paper:
Sending and Searching for Interstellar Messages:
http://arxiv.org/abs/0711.2368 was demonstrated that usual radar investigations of asteroids and comets are much more detectable by terrible Aliens than METI (Messaging to ETIs)”

O Dr. Alexander Zaitsev responde afirmando que num trabalho seu publicado em http://arxiv.org/abs/0711.2368 que os sinais de radar enviados para o Espaço a partir de vários radiotelescópios, como o de Arecibo (ver AQUI), podem ser mais fácilmente detectados por presumíveis antenas extra-terrestres do a actividade METI patrocinada pela sua equipa. Mas é o próprio cientista que admite no seu documento que das várias emissões registadas pelos vários radares nenhuma alcançou as estrelas… “The analysis of radar data has revealed the following experimental fact: any among the 1223 transmissions does not get to stars”. E mais adiante admite que tal aconteceu porque se trataram de emissões não dirigidas, casuais e com muito baixa probabilidade de alcançarem alguma estrela capaz de abrigar vida: “Therefore at pointless casual radiation transmission the probability of getting into inhabited zones is insignificantly small.” Aliás, esta mesma característica pode explicar a grande anomalia do SETI que é a ausência de sinais captados de civilizações extraterrestres… Ou não as há, ou algo impede que os seus sinais cheguem à Terra e este algo pode ser apenas esta necessidade de enviar os sinais de uma forma muito direccionada ou vectorial.

Por outro lado, o próprio radioastrónomo russo fornece no seu trabalho outra pista: “If the probability of our radar transmissions to get into
the habitable zones of cataloged stars is very low and They do not see us, then the probability to get to the Earth at similar
pointless transmissions implemented by other civilizations is also very low.” Ou seja, seria preciso enviar sinais para zonas onde existem estrelas que têm condições para albergar planetas ou onde já se sabe existirem planetas. Actualmente, já se descobriram mais de 270 planetas, como se pode ver AQUI e a equipa de Zaitsev tem apontado as suas emissões para um grupo de estrelas que se crê terem planetas, não está a emitir aleartóriamente para o Espaço Sideral e logo… Como admite o próprio cientista, as probabilidades de os seus sinais são considerávelmente mais elevadas… Do que as emissões que afirma no comentário seram “ainda mais detectáveis”…

Categories: SpaceNewsPt | 3 comentários

Quids S10-22: O que está representado nesta fotografia?

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Dificuldade: 3

Réplicas lentas ! (Depois das 14:00?)

Categories: Quids S10 | 5 comentários

Despedido (ou não) por causa de um… SMS

Num sinal dos tempos em que vivemos, um escocês foi despedido por ter enviado uma mensagem de texto (sms) para a sua empresa avisando que iria ficar em casa, doente. Felizmente, a decisão foi anulada por um Tribunal do Trabalho, em Edimburgo. Ou seja, se o empregado tivesse telefonado… Não teria sido despedido, mas aparentemente o SMS estava para além do tolerável… A porta-voz do Tribunal declarou: “A queixa da empresa de que as mensagens de texto não eram aceitáveis era fraca, e no caso o Tribunal não acreditou que o empregador tivesse dito ao empregado que este não devia avisar das ausências por mensagens de texto. De qualquer forma, o gestor local e Mr. Selley (o CEO da empresa) estavam perfeitamente cientes do motivo da ausência do seu funcionário. Uma dose de bom senso poderia ter esclarecido tudo isto.”

Recentemente, publicou-e no Reino Unido um estudo que revelava que 40% dos jovens britânicos terminam as suas relações passionais por SMS… Agora é-se despedido por causa de um SMS… Não admira que as operadoras ganhem tanto dinheiro no Natal e no Ano Novo!

Sabemos que o mercado laboral britânico é dos mais liberais da Europa… mas aparentemente nem tudo ainda é permitido. E pelos vistos… Ainda não é possível despedir alguém por SMS… Ou fazê-lo por causa de um SMS.

Fonte:
Text Marketer

Categories: Ciência e Tecnologia, Sociedade | 2 comentários

Quids S10-20: Que catedral é esta?

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Dificuldade: 3

Categories: Quids S10 | 17 comentários

Entre 1995 e 2005 a produtividade na China aumentou… 100%


(http://www.nytimes.com)

A China registou entre 1995 e 2005 um aumento de produtividade anual de 20% ao ano! Precisamente dez vezes mais do que o aumento de produtividade registado anualmente, nos EUA, durante o mesmo período! É certo que base a partir da qual partiu a economia chinesa era muito baixa, o facilita estes progressos, e, sobretudo é também certo que o aumento bruto de produtividade não exprime ganhos (ou perdas) de qualidade de vida, de condiçõe laborais ou mesmo de Poder de Compra efectivo. Mas algo é claro: hoje, na China, fabrica-se, dadas as mesmas condições de produções, exactamente o dobro por empregado, que se fabricava em 1995, e este fenómeno pode ser decisivo para compreender porque é que hoje praticamente todos os produtos manufacturados são fabricados na China e porque é que se encerram fábricas por todo o restante planeta…

Fonte: Podcast de Doug Henwood “Behind the News”

Categories: China, Economia | 2 comentários

Agostinho da Silva, Liberdade, Destino, Genética, Defeitos

Conversas Vadias
CD1
Adelino Gomes, jornalista do Público
A Liberdade e o Destino

O ideal dos três S: o Sustento, o Saber e a Saúde

“Na realidade, Liberdade e Destino são duas fantasias nossas, não há nada de real. Sobre as quais podemos constituir belos sistemas filosóficos.”

A Engenharia Genética:
“Não se deve confundir Ciência com aplicação da Ciência”
“Quando o Homem cria uma peça ou máquina tem que decidir logo para que fim a vai usar.”
“Se curasse o Dostoyevsky tivesse sido curado dessa epilepsia, o que o curaria por exemplo de ter escrito um romance… A pessoa tem que decidir o que é que faz e de que maneira faz. Não creio que a coisa melhor do Homem seja ser normal. Como também não me parece que a melhor fruta do mundo seja normalizada, como aquela que Portugal está aí agora a importar e que a CEE vai continuar a obrigar a importar.”

“A pessoa nasce em determinadas circunstâncias, sem se dizer se elas são boas ou más. (…) É um problema esse de dizermos que uma pessoa tem determinados defeitos e qualidades. O que se deve dizer é que as pessoas têm determinadas características e o que nós por vezes verificamos é que são os defeitos que fazem as boas obras e as qualidades aquelas que muitas vezes as abatem.

“casos excepcionais é tudo o que há mundo. Cada um de nós é inteiramente excepcional. Não há nenmhum Homem igual a nós em todos os biliões que existem, nem fisicamente, nem mentalmente.

“Se é sua ideia que eu posso ajudar a resolver alguma coisa está inteiramente enganado. Eu posso ajudá-lo em o meu amigo tomar cuidado em não resolver coisa nenhuma. (…) Por dois lados, para não fechar a porta ao Futuro: Toda a pessoa que tomou uma resolução não quer saber de mais nada daquilo que venha depois, pode não se emendar de coisas que seriam mázinhas para a sua vida. Em segundo lugar, porque a pessoa resolveu qualquer coisa é quase meio passo para estabelecer uma Inquisição qualquer, com a qual quer obrigar todos os outros a serem como ele e a chegarem à mesma verdade.”

“Esse muro do Atlântico que travou o Império Romano, quem o foi derrubar? Foi um pequeno povo, quase esquecido, no Ocidente da Península que conseguiu que o muro se derrubasse e que o Império Romano, ou aquilo e que ele se transformara assim o passasse.”

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Portugal | 2 comentários

Quids S10-19: Como se chama este logradouro?

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Dificuldade: 3

Categories: Quids S10 | 32 comentários

Fernando Seara vai enterrar 30 milhões de euros dos nossos impostos

Fernando Seara
(Fernando Seara, no sempre excelente… We Have Kaos in the Garden)
“Enterrar uma linha de muito alta tensão custa cinco milhões de euros por quilómetro mas o nível de risco para as populações é o mesmo.” (…) “O campo electromagnético gerado pela linha não é atenuado pelo enterramento, a menos que os cabos fossem blindados com uma liga metálica de chumbo, de custos incomportáveis. O único factor de atenuação das radiações é a distância: a mais de 20 metros, o campo é praticamente não mensurável. (…) Uma linha de muito alta tensão custa, 16 vezes menos, (que um enterramento)” (…) “A Câmara de Sintra decidiu suportar os custos de enterrar alguns troços da linha entre Fanhões e Trajouce, com 28 km” (…) O que equivale a uma despesa de 20 a 30 milhões de euros para a autarquia dirigida por Fernando Seara.” (…) “O responsável da REN (Artur Lourenço) explicou ainda: “não haverá nenhuma alteração do campo magnético. As pessoas apenas vão deixar de ver a linha passar perto das suas casas. No fundo, a intervenção vai custar alguns milhões de euros por uma questão visual e de bem-estar das populações.”

Mário de Carvalho

Expresso de 15 de Dezembro de 2007

Não existe Ciência que determine claramente que existe uma relação entre a radiação electro-magnética e qualquer actividade tumoral nos seres vivos… Existem indícios vagos… correlações tentadas… Mas todos podem provir de outros factores paralelos e existem muitos outros factores já melhor conhecidos que provocam tumores e que não merecem igual atenção (por exemplo, a poluição química e atmosférica…) Estes cinco milhões de euros podem ser uma causa popular e por isso são um argumento que um populista como Fernando Seara irá esgrimir nas próximas municipais de Sintra, mas num concelho tão carenciado de estruturas, com tantos e tão graves problemas sociais, enterrar uma linha de alta tensão deve ser uma das prioridades do executivo camarário, especialmente neste contexto de incerteza científica quanto à validade destes temores? Governar é gerir os recursos de todos nós, não acudir a cada causa populista que apareça com os recursos dos impostos de todos. Governar é definir estratégias de investimento, estudadas e fundadas em critérios técnicos e científicos, não escutar e ler sondagens e tomar decisões populistas, mas destituídas de fundamento. Tudo regras que Seara, do alto dos seus nove ou oito empregos acumulados parece desconhecer.

Categories: Ciência e Tecnologia, Política Nacional, Portugal | 9 comentários

Argumentos contra e a favor da Regionalização “Regionalista”… E porque defendo a “Regionalização Municipalista”


(Câmara Municipal de Mirandela http://fotos.afasoft.net)

Esclarecida ESTA resposta, passemos aos argumentos que me afastam da defesa de uma “regionalização regionalista” e que me fazem defender uma “regionalização municipalista”. Pelo menos num ponto, o António Felizes e eu estamos de acordo… É preciso diluir o Poder excessivo e esmagador que se concentra hoje em Lisboa e entregá-lo às populações, aproximando-o dos seus interesses e reintroduzindo novos níveis de participação cívica que o Centralismo lisboeta tem vindo a absorver com crescente sofregidão e inegável ineficiência e incompetência.

Porque acho que uma “Regionalização Regionalista” seria má para Portugal:

1. Portugal ao contrário de Espanha (que é citada muitas vezes com um exemplo de “regionalização” a seguir) nunca teve uma divisão por regiões na sua História, nem é o produto da condensação de várias nações e Estados independentes anexados a partir de um “centro” como o Reino Unido e Espanha. Portugal, regionalmente falando, sempre foi uno e coeso. Dividir, para regionalizar, seria malbaratar precisamente uma das riquezas mais únicas deste país e criar pontos de dissensão que não existiam. Ou seja, arriscamo-nos a criar “Países Bascos” e “Irlandas” onde elas antes não existiam…

2. Todos os exemplos “bem sucedidos” de regiões autónomas europeias assentam em bases linguísticas e culturais fortes. Em Portugal, não existem sequer dialectos que uso regional, quanto mais entidades culturais distintas (se descontarmos algumas comunidades imigrantes mal integradas). Na falta destas fronteiras linguísticas e culturais, nunca seria fácil estabelecer fronteiras entre as regiões, que seriam sempre mais “administrativas” e “formais” do que verdadeiras e essenciais. Sempre mais fruto de um processo negocial emanado a partir do Paço e sempre pouco ligadas ao sentir e aos desejos das gentes locais, o que aliás, iria necessariamente contra o próprio espírito da Regionalização…

3. Se a fixação de empresas no Interior tem falhado, tal sucede não porque não existem “regiões administrativas”, mas sim porque os pólos urbanos em torno dos quais as têm tentado implantar têm sido esvaziados pelo Poder central nos serviços públicos que o Estado aí devia cumprir (Maternidades, Escolhas, Tribunais, etc) e não conseguem gerar a massa crítica demográfica suficiente para produzir trabalhadores e consumidores em número suficiente. A raíz deste “êxodo empresarial” assenta no emagrecimento e evaporação das pequenas e médias cidades do Interior, não no seu agrupamento em “redes de cidades de uma uma região”. Isto é: a aposta deve ser feita nas cidades, não nas regiões…

4. A bandeira da Regionalização “regionalista” tem sido erguida com especial fervor por defensores oriundos do Norte, daquela que seria a “Região Norte” e sobretudo da cidade do Porto. Neste contexto assume contornos de grito de protesto (fundado…) contra a longa e crónica desproporção de investimento público nesta região que reflecte uma redução dramática da influência que as causas do Norte têm em Lisboa. Defender a Regionalização “regionalista” porque o Porto ou uma dada região não recebem as transferências que deviam do Orçamento de Estado é defender uma causa errada: Regionalizar não implicaria resolver este problema, o qual assenta na própria estrutura do Estado e a solução do problema pode passar por outras soluções que não regionalizar, criando regiões, distribuindo por exemplo, a riqueza directamente pelos municípios…

5. Sendo certo que hoje em dia já existem CCR (“Comissões de Coordenação Regional”), cinco, para as cinco “regiões” existentes: Alentejo, Algarve, Lisboa e Vale do Tejo, Norte e Centro e que nestas já trabalham políticos e técnicos, sendo os primeiros nomeados pelo Poder Central, e logo, não eleitos… Regionalizar segundo o modelo regionalista levaria estes cargos de nomeação para o domínio democrático, mas se alguns partidos defendem com fervor este modelo é também porque pressentem que estes cargos serviriam não somente para encaixar alguns “boys” partidários e uma vez que estes estivessem criados começariam as pressões para expandir o número de quadros, alimentado a partir das burocracias partidárias e “justificado” pelo aumento de competências. Ou seja hoje serão “apenas 34” e se este escasso número serve de argumento aos defensores do modelo, com uma “regionalização regionalista” este número seria necessáriamente aumentado, e logo, o argumento anulado. E num país onde os recursos financeiros do Estado são tão escassos, as dificuldades orçamentais crónicas, será financeiramente razoável criar uma nova camada de políticos profissionais com vencimentos (ver aqui, dados de 2003) da ordem dos 4400 euros ou mais? Na verdade, estas CCR não fazem grande sentido… O essencial dos poderes e competências estão nas mãos das autarquias e do Poder Central e mesmo aquelas que lhes restam (por exemplo, a Protecção Civil).

6. A divisão de Portugal em regiões vai facilitar a absorção das regiões fronteiriças e das parcelas mais remotas do território e onde o Estado mais tem recuado (encerramento de urgências, maternidades, esquadras, tribunais, escolas, etc) pelas regiões autónomas espanholas fronteiriças, algo que será tanto mais fácil, quanto maior fôr a inclinação da Europa para o propalado modelo da “Europa das Regiões“, diga-se… Aqueles que defendem a regionalização regionalista, devem ter consciência que essa divisão pode significar a prazo a fusão de regiões fronteiriças e a perda de influência portuguesa sobre grandes parcelas do interior e as raízes para uma eventual fragmentação de Portugal, enquanto Estado independente no seio da Península Ibérica.

7. A Regionalização não é uma das prioridades para Portugal. Importa reformar muitas áreas de acção e intervenção do Estado e, sobretudo aumentar a sua eficiência, isto é, a sua capacidade de fazer mais, por menos. Os regionalistas defendem que regionalizar traria estas reformas aos cidadãos, mas como garantir que esta nova camada de políticos seria essencialmente distinta nas atitudes e eficácia que a camada de onde afinal proviria a sua esmagadora maioria, isto é: que as partidocracias do Bloco Central que partilham este País desde 1976?

8. Afirmam os defensores do modelo de uma regionalização regionalista que a instalação destas e de seus líderes democraticamente eleitos aproximaria o eleitor do eleito e assim quebraria esta crescente tendência para o afastamento das gentes da vida cívica e política activa. Mas porque traria esta regionalização este tipo de efeitos? Para a maioria dos eleitores os eleitos continuariam a residir num centro distante, algures na sua extensa “região” e certamente que seria impossível manter laços pessoais entre todos ou até mesmo a maioria dos cidadãos de uma dada região… Por isso haveria tantos laços pessoais e individuais como os há no nosso regime centralista actual: zero. A aproximação dos cidadãos à “cidade” (Polis -> Política) poderia ocorrer de outra forma… Bem mais próxima e potenciante de contactos pessoais entre eleitos e eleitores: o municipalismo… Quer pelo recursos a partidos municipais, ou mesmo de escala nacional, mas com representação local quer – e sobretudo – pela concorrência a eleições de grupos livres e independentes de cidadãos, como aliás já é admitido pela nossa Lei Eleitoral.

Porque acho que uma “Regionalização Municipalista” seria boa para Portugal:

1. Facilitariam os objectivos do Movimento para a formação de uma “União Lusófona”, já que a diluição do papel centralista reduziria os críticos da união lusófona ao reduzir o papel do Estado central “brasileiro” ou “português” e transferindo o essencial do Poder político-administrativo para junto das populações, para os municípios. Isto é: os habitantes de Viseu teriam muito menos que recear uma “incorporação” no município de Fernando Pessoa do que os portugueses do Brasil, ou vice-versa. A “Regionalização Municipalista” poderia assim propiciar ao estabelecimento da União Lusófona que almejamos e que acreditamos ser o verdadeiro destino de Portugal.

2. A Regionalização “regionalista” poderia cumprir os seus benefícios aclamados pela concessão de maior autonomia e de mais recursos financeiros às Câmaras municipais e reforçando as competências e poderes fiscalizadores das Assembleias Municipais. Complementando esta delegação de poderes e recursos com a extensão correspondente das atribuições das juntas de freguesia, com uma responsabilização reforçada das responsabilidades dos autarcas por más gestões e consequências das mesmas sobre o erário público, algo que não existe actualmente e que está por detrás de muitos dos desmandos verificados nas autarquias nos últimos anos… E recordo sobretudo o caos financeiro gerado pelas gestões Santanaz e Carmona em Lisboa.

3. O professor Medina Carreira dá uma excelente razão para descentralizar municipalizando… Cita o fiscalista que o PIB de Setúbal é muito inferior ao de Lisboa, mas de facto, muitas das empresas aqui instaladas têm sede na capital e logo, entregam em Lisboa os seus impostos. Uma descentralização municipalista faria com que estas entregas fossem feitas em Setúbal o que além de fazer muito mais sentido, também seria uma alavanca de desenvolvimento local, ou seja, para o local onde estas empresas estão instaladas e não para a sede onde têm apenas um escritório administrativo.

4. Porque impediria o surgimento de mais uma camada de “boys” partidários, de mais umas centenas de funcionários partidários eleitos a partir das burocracias partidárias… Regionalizar municipalizando implicaria um menor aumento da camada administrativa, já que a estrutura já está montada, teria certamente que ser expandida e as suas competências técnicas teriam que ser alvo de um reforço, mas os custos seriam consideravelmente menores e a troco de uma eficiência maior, logo.

5. Iria de encontro com a tradição municipalista portuguesa, aplicada com tanto sucesso em Portugal até ao reinado de Dom Manuel e base primária do Estado português que levou os mundos ao mundo e que ergueu os fundamentos da Expansão e dos Descobrimentos portugueses.

6. Regionalizar municipalizando impediria a ascensão de caciques locais ao poder numa Região, dando-lhes uma escala de poder muito mais alta e dilatando a sua capacidade de fazer mal à “Coisa Pública” a seu próprio proveito. Em suma: haverá sempre demagogos e corruptos na Política e criar um novo patamar intermédio de Poder só lhes vai dar mais terreno de cultivo. E só por demagogia ou ingenuidade é que é possível acreditar que apenas porque um Isaltino ou um Valentim poderiam concorrer a um Região e perder, ganhando eleições municipais sucessivas, umas após outras tal não poderia também acontecer a uma região… com uma escala de consequências negativas muito maior, indo até às ameaças de secessão que, por exemplo, assistimos com a “Liga Norte” do populista Umberto Bossi, em Itália…

7. Os municípios portugueses são precisamente as estruturas que desde o 25 de Abril mais melhoraram a vida das populações, que melhor poderiam propiciar ao desenvolvimento das Economias Locais, que maiores e melhores raízes têm na tradição e História portuguesas e que – sobretudo – mais aproximariam a Política e a gestão da “Coisa Pública” dos cidadãos e eleitores interrompendo esta marcha aparentemente imparável para uma “Democracia” cada vez mais Oligárquica, ausente de eleitores, não-participativa e detida quase totalmente por umas escassas centenas de VIPs e de “famílias ilustres”. Se o modelo funcionou tão bem – apesar dos mais recentes percalços conhecidos – porque não continuar a apostar nele e aumentar ainda mais as suas possibilidades de sucesso?

São por estas razões que defendemos ardentemente o ponto:

“V – Regenerar a democracia em Portugal, reformando o estado segundo modelos que fomentem a ampla participação política da sociedade civil. Recuperar a tradição municipalista portuguesa, promover uma regionalização e descentralização administrativa equilibradas, assegurando mecanismos de prevenção e controlo dos caciquismos locais.”

do manifesto do Movimento Internacional Lusófono

Concorda com este modelo de “descentralização municipalista”?
1) Sim
2) Não

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Quids S10-18: Quem pintou esta obra de arte?

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Dificuldade: 3

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Entrevista de Campos e Cunha ao Expresso: TGV, Referendo e Erros no OGE 2008…


(http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com)

“O Pendular já é Alta Velocidade, de acordo com as regras comunitárias. Não é preciso ir para o TGV, por cada aumento de quilómetro por hora de velocidade é caríssimo. E nem o argumento da ligação à rede europeia de alta velocidade serve, porque ninguém vai aqui a Paris de TGV. E para Lisboa-Madrid deve haver 10 aviões por dia, o que não enche o TGV. Portanto, por muito tráfego que se crie, não se percebe como é que se vai conseguir oito milhões de passageiros nos primeiros 3 ou 4 anos.”

Sou um grande crítico do TGV. Nunca compreendi porque é que se preferia gastar centenas de milhões de euros a construir novas linhas, novos cais e em adquirir ao estrangeiro (já que a Bombardier fechou a “nossa” Sorefame) quando já tínhamos o rápido e muito engenhoso “Pendolino” da Fiat, mais conhecido como o “Alfa Pendular” que alcança velocidades de cruzeiro de 140 Km/h, mas apenas nos escassos quilómetros que na via ferroviária Lisboa-Porto foram preparados para esse fim. Se toda a via existente fosse renovada, essa renovação conseguiria obter praticamente os mesmos resultados da construção de uma nova linha para alta velocidade, com uma fracção do custo. É claro que assim não se alimentariam os lobbies da construção civil que financiaram a última campanha eleitoral, claro…

“Andam a defender a baixa do IRC. Sou claramente contra sem alteração do IRS, porque, neste momento, os rendimentos do capital já pagam menos imposto que os rendimentos do trabalho. É perfeitamente possível pôr o IRC a zero, desde que todas as remunerações do capital paguem IRS. Segundo, sou contra porque o nosso concorrente directo, é Espanha, que tem uma taxa de IRC mais elevada. Começaria por reduzir os impostos sobre os produtos petrolíferos, porque reduz o subsídio implícito a ir a Espanha às compras. Além disso, julgo que a classe média-baixa neste processo de consolidação orçamental foi particularmente afectada, e uma actualização dos escalões do IRS teria um impacto positivo nos seus rendimentos. A classe média merece esse bónus. E terceiro lugar reduziria o IVA. No contexto actual, recorde-se, o IRC seria o último.”

Campos e Cunha deixa claro que embora existam muitas e fortes pressões por parte dos gestores e das associações que os representam em Portugal para provocaram a baixa dos impostos sobre os lucros das empresas – e que os media tenham embarcado rapidamente nesse onda de protestos – não existem de facto razões económicas para o fazer. Isto confere também com as indicações de que o IRC português já é actualmente dos mais baixos da UE a 27, nomeadamente do nosso maior concorrente, a Espanha. Não é por causa da via fiscal – estritamente – que deve ser encontra a raíz dos problemas crónicos que assolam o nosso tecido empresarial… Mas na qualidade dos gestores, na existência de uma política económica que favorece o sector financeiro e o de serviços contra o industrial e agrícola e nos baixos níveis de qualificação e produtividade dos nossos trabalhadores… Esmagados ainda por cima por uma das taxas de IVA mais altas da Europa e por um IRS que apesar da recente descida média de 50 euros continua a ser dos mais pesados da Europa. Se querem reverter o rumo da Economia, ressuscitem o consumo privado, já sem o falso balão de oxigénio do endividamento, que está esgotado, mas reduzindo a carga fiscal sobre os particulares e reduzindo, descentralizando o peso de Estado Central tentacular e esmagador que temos…

“Acha que o Tratado Reformador deve ser referendado?

“Não. Nos referendos deve haver alternativas claras. Optamos por a ou por b? Qual é a alternativa para Portugal ao Tratado de Lisboa? É escolher o mesmo caminho da Noruega ou da Suíça? Não sabemos. E por isso não podemos escolher votando.”

Correcto. A haver referendo, e parecendo contudo que o não vai haver, em que este se vai juntar ao já longo rol de promessas falhadas de Sócrates devia de haver alternativas à presença de Portugal na União Europeia… Nomeadamente, e além da saída pura e simples, a opção de aprofundar a CPLP, moldando-a à imagem da própria União Europeia ou… Criando uma nova entidade federal ou confederal com o Brasil e forjando assim a base estrutural de um edifício mais ambicioso e extenso de um futura “União Lusófona” pluricontinental… Sendo que esta opção deveria figurar como alternativa num referendo que… a partidocracia reinante decidiu não submeter ao povo português… Não fosse ele sacudir o seu jugo e atrever-se a pensar pela sua própria cabeça…

“Com um crescimento económico previsto de 2,2%, como é que o IVA vai crescer 8%.Como é que o imposto sobre o tabaco vai crescer 7% quando está, neste momento, a cair cerca de 7%? Se o consumo de gasolina está a cair e o do gasóleo está estagnado, como é que o ISP vai aumentar 6%, como está no Orçamento? Há um conjunto de dúvidas sobre o crescimento de algumas das receitas que estão previstas crescer muito para cima do PIB nominal, que deve andar à volta dos 4,5% ou 5%. E tudo o que esteja acima desse valor é um pouco estranho.”

Ou seja… Com o petróleo a galgar claramente muito acima dos 100 dólares por barril… Com a OCDE a admitir um arrefecimento da Economia dos seus países (para onde exportamos a maioria dos nossos bens manufacturados) e, sobretudo, com o esgotamento do ímpeto fiscal contra as dívidas antigas que evidentemente não podem ser cobradas duas vezes e, juntamente com estas inconsistências matemáticas aqui expostas por Campos e Cunha está mais do que visto que o Orçamento de Estado para 2008 não passa de um “constructo” impossível de aplicar no mundo real… E o princípio do fim do único mito feliz do Governo Sócrates: o do controlo “do monstro do Orçamento” que lhe mereceu a parte esmagadora das boas opiniões nas sondagens desde que chegou a São Bento.

Fonte: Entrevista a Luís Campos e Cunha, de 15 de Dezembro de 2007 ao jornal “Expresso”

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Quids S15: Quem pintou este quadro?

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O Bloco Central PS-PSD e a sua tentativa conseguida (?) de se perpetuar no Poder… E sobre a extinção administrativa dos pequenos partidos


(We Have Kaos in the Garden)

“Há vários partidos em vias de extinção, por força de uma lei aprovada no tempo do primeiro-ministro Durão Barroso que está agora em vias de ser aplicada. A lei diz que um partido que não prove ter, pelo menos, 5000 militantes, é extinto.”

(…)

“Nada disto é necessário, até porque os partidos-ficção se mantêm. Por exemplo, o chamado Partido Ecologista os Verdes (PEV) parece que tem um pouco mais de 5000 militantes. (…) E o Bloco de Esquerda cerca de 7000. Como é notório, ninguém põe em causa a influência do BE na sociedade. Mas alguém conhece a do PEV?”

Henrique Monteiro

Expresso de 15 de Dezembro de 2007

Fujão Barroso, aquele que depois de ter sido eleito, abandonou o “pântano” para uma mais fulgurante carreira de sabujo europeu entregando sem grandes problemas de consciência o destino deste país aquele que seria o pior primeiro-ministro da nossa História, o famigerado Santanaz Lopes deixou ainda mais legados… Entre estes está esta Lei que perante o beneplácito e silêncio cúmplice de todos os outros partidos representados na Assembleia da República – tornada em altar da Partidocracia dominante – se preparam para extinguir administrativamente todos os partidos que têm menos de cinco mil militantes. Assim, a partidocracia, mais as quatrocentas famílias que alternadamente nos vão regendo estabelecem mais algumas seguranças para a sua manutenção no Poder, quer pela via da extinção de todos os partidos que não estão na Assembleia, quer pela via da supressão da aparição de qualquer outro novo partido que possa surgir para ameaçar a partidocracia reinante, quer… pela existência de uma pressão do sistema contra aqueles que se atrevam a militar em partidos a-sistémicos, já que para o Tribunal Constitucional (nomeado pela partidocracia e logo, parcial) poder aferir se um partido tem ou não cinco militantes, tem, necessariamente de aceder aos seus nomes… Ou seja, de um golpe único a partidocracia anula qualquer possibilidade de concorrência e, simultaneamente, assegura um sistema de dissuasão contra todos aqueles aqueles que se atrevam a militarem num partido que não pertença ao Bloco Central PS-PSD, já que uma vez que o seu nome conste numa lista qualquer, nada pode garantir que não acaba rapidamente nas mãos do SIS, e daqui, nas mãos de uma qualquer multinacional ou de um outro obscuro interesse privado.

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Sobre o processo da Microsoft contra o ex-presidente do ITI e da sua comparação da Microsoft a… Traficantes de Drogas


(Sérgio Amadeu quando era presidente do ITI in http://www2.fpa.org.br)

A Microsoft processou em Junho de 2007 um membro do governo brasileiro por “difamação”. Mais especificamente, Sérgio Amadeu, na altura presidente do “Instituto Nacional de Tecnologia de Informação” foi processado pelo gigante de Redmond quando em Março de 2007 foi citado num artigo com o título “O Pinguim Avança” da revista “Carta Capital“. Neste artigo o ex-presidente do ITI compara a Microsoft a Traficantes de Drogas: dão os seus produtos de graça ou deixam que estes sejam roubado de forma a ficarmos dependentes deles e eventualmente acabam por encontrar uma forma de cobrar por eles. Mas o que talvez tenha irritado mais Redmond tenha sido a declaração de Sérgio Amadeu segundo a qual: “Para ser economicamente livre, o Brasil precisa de ser tecnologicamente livre.” Logo, o Brasil precisa de usar software open source, tecnologia não-DRM e assentar aqui o essencial da sua aposta tecnológica.

Em toda esta história talvez o mais curioso seja a frase que consta na queixa apresentada ao tribunal brasileiro e que refere “um excesso de liberdade de expressão e pensamento, pela forma da disseminação de informação“. Exacto. Não “desinformação”, mas… “informação”… Por alguma razão, ou talvez porque a acção foi interposta sem ter em conta a escala dos danos de imagem da corporação, e que finalmente, alguém, no seu seio, acabou por reconhecer os danos que esta acção estaria a provocar na imagem da multinacional e deu ordem para parar com o processo. E tendo em conta a suicidária frase: “um excesso de liberdade de expressão e pensamento, pela forma da disseminação de informação”… fizeram muito bem… Desde quando é que o conhecimento e a divulgação do mesmo podem estar na base de uma queixa judicial? E o reconhecimento de que a “disseminação de informação” incomoda a Microsoft não implica um reconhecimento implícito de que o Linux é superior ao produto de Redmond?

Que tiro no pé…

Fonte:
Culture Kitchen

Categories: Brasil, Informática, Sociedade, Ubuntu | 1 Comentário

O J-XX: Mais informações sobre o caça stealth chinês


(Filme sobre o J-XX)

Existem relatos de que as duas maiores empresas aeronáuticas chinesas, a “Shenyang Aircraft Corporation” e a “Chengdu Aircraft Industry Co” estariam a trabalhar em simultâneo sobre dois modelos de aviões de combate de 4,5ª geração, dos quais sairá um avião que entrará em serviço na força aérea chinesa até 2015 e do qual já falámos por AQUI. A Shenyang tem procurado criar uma versão chinesa do F-22 americano designada como J-12, enquanto que a Chengdu trabalha sobre um versão mais pesada e maior do J-10, nomeadamente pela adição de uma segunda turbina, que tem a designação de J-13. Quer o J-12, quer o J-13 dependem muito de tecnologia de motores e aviónica de origem russa, quer por engenharia reversa a partir do Su-27 e Su-30 fabricados localmente na China, quer através de importações directas.

Ambos os programas começaram em finais da década de 90 e em 2003 já havia modelos a serem testados em túneis de vento.

O vencedor do programa deverá ter apenas baías internas de armamento, de forma a reduzir a marca do aparelhos nos radares e terá um radar de “Active Phased Array”. Ou seja, será radicalmente diferente e muito mais sofisticado do que qualquer outro aparelho desenvolvido até hoje na China e especialmente será o primeiro caça chinês com algum tipo de características furtivas. Alguns relatos apontam para a presença de técnicos da Sukhoi na Shenyang que estariam a assistir esta empresa a desenvolver tecnologia de motores vectoriais e furtiva. E de facto, algumas das imagens mostradas neste filme que acompanha este artigo indicam algumas semelhanças com o abandonado projecto russo MiG 1.44… O que também confere com as indicações de que engenheiros da MiG estariam na China desde 1990 a trabalhar numa variante do J-10 que parece ter resultado no J-13 da Chengdu com duas turbinas modificadas a partir das excelentes Saturn AL-41 russas que equiparão os Su-34, jactos vectoriais como os dos Su-37, ou seja, um aparelho comparável em características ao EF-2000 e ao Rafale, mas ainda assim consideravelmente inferior ao F-22 americano.

Fonte:
Sino Defense

Categories: China, DefenseNewsPt | 1 Comentário

O Apocalipse e a… “estrela que do céu caiu sobre a terra”

Apocalipse de Durer
(Os 4 Cavaleiros do Apocalipse, gravura de Albrecht Dürer in http://starbulletin.com)

Apocalipse (XIV, 1-4) do vidente de Patmos:

“E o quinto anjo tocou a sua trombeta e vi uma estrela que do céu caíu sobre a terra e foi-lhe dada a chave do poço do abismo. (…) e subiu fumo do poço, como o fumo de uma grande fornalha e com o fumo do poço escureceu-se o sol e o ar. E do forno vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhe dado poder, como o poder que têm os escorpiões da terra. E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus.”

1. “Quinto anjo”… Em tempo de… vigência daquela forma entrevista pelos poetas e profetas da portugalidade, desde Bandarra a Pessoa e que conhecemos sobre as designações de “Reino do Espírito Santo” e… “Quinto Império”?
2. E “uma estrela que do céu caiu sobre a terra”… Não soa a meteorito? E “poço do abismo”, não soa a cratera meteórica? E “subiu fumo do poço” / “escureceu-se o sol e o ar”, não soam às poeiras lançadas para a atmosfera pela colisão, que estiveram na directa razão da redução de luz solar que provocou uma extinção de 90% das espécies à 251 milhões de anos?

Estranhos paralelos os destas linhas do Apocalipse… Um sinal adicional que nos preparemos contra… isto?

Categories: Mitos e Mistérios, SpaceNewsPt | 17 comentários

Sobre o Movimento que procura banir o uso de “Bombas de Fragmentação” (Cluster Bombs)


(“Bomba de Fragmentação” que não detonou, contendo centenas de pequenas bombas e que foi lançada por Israel no Sul do Líbano em Novembro de 2006 in http://www.worldproutassembly.org)

Uma das maiores pragas da actualidade – a par das minas pessoais – são as chamadas “Bombas de Fragmentação” (Cluster Bombs) que são usadas frequentemente na maioria dos conflitos militares da actualidade, por todos os intervenientes, mas sobretudo pelas maiores potencias militares da actualidade. Germina actualmente um movimento que reclama a proibição do seu uso, e nesse sentido, em Viena, no passado dia 5 de Dezembro reuniram-se várias dezenas de vítimas destas armas. Esta reunião é parte do “Oslo Process” (não confundir com este “Processo de Oslo”) que procura banir em 2008 o uso destas bombas. Mais de 130 países procuram estabelecer um acordo nesta área, mas infelizmente – e vergonhosamente – entre estes não estão os maiores utilizadores deste tipo de munições: Estados Unidos, China, Rússia e Israel… As duas últimas usaram muito recentemente armas deste tipo, na Chechénia e no Líbano, e os EUA… Distribuiram-nas abundantemente por todo o mundo… As Nações Unidas estão a patrocinar este esforço e o seu secretário-geral Ban Ki-moon tornou este ponto numa das prioridades da sua agenda para 2008. Veremos se estes quatro países conseguem resistir a estas pressões…Estas “Bombas de Fragmentação” são lançadas por artilharia ou de avião e congregam várias pequenas bombas que se soltam em pleno vôo, depois da bomba principal ser activada. São armas de elevada dispersão (entre 200 a 400 metros), e logo, a antítese das “armas de precisão” que os EUA dizem usar nos seus cenários de guerra actual, mas nem sempre… Concebidas para serem usadas contra formações de blindados ou concentrações de infantaria, na verdade, cerca de 5% de cada lote destas bombas não explode imediatamente e fica activda durante muito tempo, até serem descobertas acidentalmente – quase sempre por civis, e frequentemente por crianças – provocando grandes ferimentos ou a morte. Estima-se que só no Kosovo existam vários milhares destas armas, aí deixadas pelos EUA numa época em que tinham menos pruridos do que hoje no Iraque, onde actualmente já não têm usado estas armas…

Fontes:

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | 7 comentários

O Governo Britânico prepara-se para divulgar em 2008 os seus “X-Files”


(Desenhos dos OVNIS avistados em Rendlesham (Reino Unido) em 1980 in http://www.ufoevidence.org)

O Reino Unido prepara-se para divulgar uma parte dos seus arquivos oficiais sobre o fenómeno OVNI. Entre estes relatórios encontram-se vários encontros de aviões da RAF com OVNIs registados nos últimos trinta anos. Os relatórios serão publicados directamente pelo Ministério da Defesa britânico e a sua publicação procura ser uma forma de parar com os rumores e a desinformação que tem rodeado este tema e poderá contribuir para o esclarecimento de alguns dos casos OVNI mais intrigantes dos últimos anos

Aparentemente, todos estes relatórios a serem publicados em breve foram o produto de um ramo secreto da Inteligência Britânica, designado como DI55 que tinha como missão exclusiva investigar estes incidentes e cuja própria existência era negada pelo Governo até muito recentemente (ver AQUI). Os relatórios podem englobar mais de sete mil incidentes distintos e seguem-se a um movimento de publicação idêntico realizado em França, no ano passado (ver AQUI).

Muitos investigadores do fenómeno OVNI estão especialmente ansiosos por ler o que o governo tem nestes relatórios sobre os acontecimentos registados na floresta de Rendlesham em 1980 a chama “Roswell Britânica” onde várias testemunhas muito credíveis, militares e os seus respectivos superiores terão avistado “luzes” e “objectos metálicos cónicos” cobertos de hieroglifos (ver AQUI), muito ao estilo da série de televisão Stargate… Pessoalmente, admito alguma relutância em admitir que uma Civilização alienígena capaz de criar naves que atravessam as imensidões siderais estivessem ainda no estádio mais remoto da Escrita, a Hieroglifica, como a Egípcia ou Maia, que obrigando ao uso de milhares de caracteres é muito menos eficiente que as formas alfabéticas como esta que uso agora, neste momento e que deriva directamente do alfabeto fenício… Mas pronto… A China e o Japão ainda usam hoje os seus “hierogligos”, por isso… É estranho, mas não é completamente impossível, admito.

(Hieroglifos vistos sobre o OVNI de Rendlesham in http://www.mod.uk)

Não devemos esperar nenhuma revelação estrondosa destes ficheiros. Assim como não a tivemos no lançamento idêntico feito em França, também não o teremos agora. Se existem mesmo “segredos alienígenas” nas mãos dos Governos do mundo (e há-os certamente) estes continuarão a sê-lo por razões de Segurança Interna, como sempre foram. Os relatórios devem incluir relatos e descrições mais ou menos pormenorizadas sobre os casos conhecidos, e sobretudo sobre o que se passou na floresta de Rendlesham em oitentas e depois dessa data, mas não devem ter nada tão espectacular como a revelação de que o governo britânico tem um OVNI num armazém ou que houve encontros entre representantes do governo e alienígenas… nada disso.

E existem mais relatórios sobre OVNIs no Reino Unido do que os produzidos pelo DI55… Outros serviços de informação britânicos mantiveram estudos sobre estes fenómenos praticamente desde finais da década de quarenta como o MI5, o MI6, o GCHQ, etc, etc… E estes ficheiros não serão agora divulgados…

Fonte:
The Guardian

Categories: OVNIs | 12 comentários

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