Daily Archives: 2008/01/31

Sobre o escandaloso atoleiro em que se encontra o “Museu da Língua” no Restelo


(O “outro” Museu da Língua, em São Paulo. O que funciona in http://www.vivercidades.org.br)

“O Museu da Língua terá que abrir as portas até final deste ano. O financiamento do novo espaço museológico de Lisboa assim obriga. (…) “Como este quadro de apoio (FEDER) termina em 2008, se as obras não estiverem concluídas, a verba perder-se-á.” (…) “Os três milhões de euros não chegam, contudo, para pôr o museu a funcionar. Servem apenas para as obras de requalificação do antigo Museu de Arte Popular (MAP), em Belém, onde o novo espaço será instalado. São necessários mais dois milhões para as obras de adaptação do interior do edifício.” (…) “Quanto ao possível protocolo de cooperação com a Fundação Roberto Marinho (a patrocinadora do Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo), anunciado por Pires de Lima em Novembro de 2006, ainda não há notícias.”

Alexandra Carita

Expresso, 5 de Janeiro de 2008

Mal vai um País que depende da generosidade privada para concluir e abrir ao público um Museu da sua própria Língua… E, sobretudo, da generosidade de uma Fundação estrangeira (brasileira, que sendo o menos “estrangeiro” que se pode conceber, continua a ser – ainda – isso mesmo: uma nação estrangeira). Um país que tem um Ministério da Cultura assim, vegeta em vez de existir, se despreza desta forma o seu maior património, que é o da existência de mais de 200 milhões de falantes da sua língua. Pires de Lima talvez devesse deixar de congeminar novas formas de beneficiar o património de “Joe” Berardo e devesse passar a dar mais atenção ao seu trabalho, que é, em primeiro lugar, de defender a língua de Eça de Queiroz (a sua verdadeira especialidade) e não a língua do “comendador”. Sim, porque ainda não digeri a forma como Berardo manipulou os Media a seu favor levando o Estado (o nosso “Estado”, o dos nossos impostos) a ceder-lhe gratuitamente um dos espaços públicos mais nobres de Lisboa e que era usado em várias e diversificadas exposições de relevo internacional e a transmutar esse espaço num museu privado (onde a qualquer momento se pode decidir passar a vender bilhetes). De permeio, o “benemérito” encontrou justificação para criar uma “Fundação” branqueadora e de – ainda por cima – receber 200 mil euros anuais para “conservar” e expandir uma colecção, que será, sempre sua! Exacto, metade dos quadros que comprar para si, comprá-los-á com uma parte do dinheiro dos vossos impostos! E nada garante que à data da sua morte (longe venha esse dia…) a dita narcisíca “Colecção Berardo” venha a ingressar no património do Estado… Bem pelo contrário: deve ficar nas mãos da dita Fundação. Agora, sem Berardos (não muito interessado nas subtilezas e na defesa de uma língua que domina tão mal e sobre a qual não manifesta grande interesse), Pires de Lima torna aos desempenhos patéticos e deixar morrer o projecto do Museu da Língua… Já que sobre este não há “comendadores” interessados… Esperemos agora, que a nefanda ministra foi substituída – em directa consequência das suas numerosas e sucessivas asneiras – o novo ministro da Cultura, venha a pôr alguma ordem neste assunto… Mas estou céptico, já que… é um administrador da “Fundação Berardo” (ver AQUI), portanto… Terá outras prioridades!

Dirão os críticos que se trata de dinheiro desperdiçado porque é impossível guardar em caixas de vidro palavras e a própria “Língua”, mas esta concepção de Museu “morto” e tornado em simples repositório de objectos está hoje ultrapassada. Um Museu da Língua pode ser um espaço actuante e dinâmico, contendo auditórios, financiando projectos de investigação e de promoção da Língua portuguesa onde o seu uso está hoje mais ameaçado (Guiné-Bissau e Moçambique, sobretudo) e servir assim não como repositório de objectos, mas como entreposto cultural de difusão e manutenção da língua até às paragens onde esta está mais ameaçada como a Guiné-Bissau, Goa e Moçambique… Mas não, o nosso Estado e este Ministério não estão preocupados… Nada está a acontecer. Pelo menos não enquando “Joe” não inflamar os telejornais da SIC (onde é “comentador-comendado” praticamente residente).

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Quids S10-30: Como se chama este equipamento?

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Dificuldade: 3

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A “Coita de Amor” trovadoresca e da sua ligação ao Culto do Espírito Santo

Trovador
(http://www.galespa.com.ar)

Um dos traços mais significativos da tradição trovadoresca galaico-portuguesa é a da chamada “Coita de Amor” (ver AQUI e AQUI). Nesta, o jogral entra numa espécie de estado “possessão de Amor”, onde sublimado na sua alma pelo intenso amor por sua dama, toma para si, o desejo de morrer, de se extinguir e através da mortificação do seu corpo, alcança um novo patamar de consciência e a própria Iluminação, na vertente tão budista do termo…

” E tenho que fazen mal sén
quantos d’amor coitados son
de querer sa morte se non
houveron nunca d’amor ben,
com’eu faç’. E, senhor, por én
sempre m’eu querría viver,
e atender e atender!”

Esta morte ritual, seguida de renascimento e Iluminação está no centro de todos os rituais iniciáticos, desde Elêusis, aos ritos maçónicos modernos (por deturpados e extirpados de significado que hoje estejam). Não tenhamos assim ilusões. Esta “mia senhor” que canta e louva o Trovador não é a nobre, nem tão pouco a mulher que tem diante de si, de carne e osso, mas uma outra, bem menos perigosa de amar que aquela filha ou mulher de algum poderoso nobre galaico-português… Esta “senhora” é pois um símbolo do “Espírito Santo”, do “Amor” (tipo como apontou Centeno, a contraposição de “Roma” < “Amor”), que por via da ascese conduz à Iluminação e à ascensão a um estado de alma diferente, buscado também comunitáriamente nas festas de “Espirito Santo” patrocinadas mais tarde sob o reinado de Dom Dinis.

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