Cabo Verde… na União Europeia e “associado” a Portugal?

Cabo Verde
(Arquipélago de Cabo Verde in http://www.embcv.pt)

“Desde o início deste ano, este pequeno país (Cabo Verde) deixou de ser considerado um País Menos Avançado (68% dos países da África Sub Saariana fazem parte deste grupo, como todos os PALOP) para passar a ser considerado um País de Rendimento Médio, perdendo assim um certo tratamento favorável.”

Manuel Ennes Ferreira

Expresso, 5 de Janeiro de 2008

 

Cabo Verde cumpre assim mais um passo para alcançar um patamar de desenvolvimento raro em África. Exemplo para muitos outros países africanos, imersos em eternos conflitos étnicos e militares contra parcelas de si próprios, ou contra países vizinhos, Cabo Verde tem em relação a estes duas grandes vantagens que fazem neste contexto três importantes diferenças: pela sua condição insular não apresenta questões de fronteira: não tem aquelas imensas e inconsistentes extensões geométricas e lineares de fronteira como têm o Congo e Angola; pela inexistência de um povoamento anterior à ocupação pelos portugueses, não apresenta etnias diversas dentro de si, caracterizando-se o seu povo pela existência de uma suave mestiçagem, muito ao gosto brasileiro e dos portugueses que Quinhentos. Por fim, pela própria inexistência de riquezas naturais que despertem os apetites dos Grandes deste mundo ou que gerem apetites predatórios internos, como sucede infelizmente em Angola, ou no melhor exemplo mundial deste problema, na Nigéria.

 

Cabo Verde reúne assim as condições para se tornar num exemplo africano, sacudindo o grande monstro que devora África, que é a Corrupção endémica e generalizada, estrutural e estruturante, mantendo-se simultaneamente como exemplo de Paz interna e externa, num continente empobrecido e envolvido em guerras permanentes e tornar-se assim no melhor exemplo do legado português em África.

Desta forma, esta antiga colónia portuguesa reforça a crença daqueles que defendem a sua integração na União Europeia… Se há – entre os europeus do norte – quem defenda que países com quem a Europa mantêm relações de vizinhança e proximidade geográfica como o Marrocos, a Turquia e o Azerbeijão ou a Arménia… E até Israel, porque não recordar a sugestão lançada por Adriano Moreira e, mais tarde, Mário Soares em 1994, de ligar Cabo Verde aos demais arquipélagos portugueses no Atlântico. A ideia foi bem acolhida em 2004, quando foi reiterada ao governo cabo verdiano, no decorer do Simpósio Amílcar Cabral.

O artigo 49º do Tratado da União Europeia menciona que “qualquer Estado Europeu que respeite os princípios enunciados (…) pode pedir para se tornar membro da União Europeia” (ver AQUI e AQUI). Cabo Verde, não se encontra no território continental da União… Mas a bem ver, nem a Madeira, nem a impopular (mas real) candidata Turquia estão… É claro que existe uma solução clara para este dilema, que é o de acordar entre Portugal e Cabo Verde alguma espécie de “federação” ou uma forma elevada de “associação entre Estados”… Isso satisfaria as eventuais pretensões caboverdianas e o legalismo de Bruxelas… Em termos culturais, Cabo Verde, é das nações mais “europeias” de África… Em termos raciais, também, já que a mestiçagem é aqui regra, e já que muito sangue judeu e português navega pelas veias caboverdianas, consideradas durante séculos como o ninho por excelência dos administradores coloniais que Portugal espalhava pelo seu Império, de Moçambique a Timor…

Uma tal forma de associação poderia ser um primeiro passo para o nosso mais querido projecto, que é o de reestabelecer alguma forma de União política (Federação ou Confederação) com o Brasil, já que seria mais fácil – dada a dimensão do arquipélago, e os laços históricos e culturais – absorver essa União nos espíritos sempre cépticos das gentes… E por outro lado, com a existência de mais caboverdianos em Portugal do que no seu próprio país, os laços étnicos e pessoais são já muito fortes… E ninguém esquece o apoio logístico e humano que Cabo Verde cedeu à frotilha portuguesa comandada pela Vasco da Gama nas suas operações na Guiné-Bissau…

Concordaria com a adesão de Cabo Verde à União Europeia?
1) Sim
2) Não
3) Sim, mas só no âmbito de uma associação com Portugal

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Categories: Movimento Internacional Lusófono, Portugal | Etiquetas: | 61 comentários

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61 thoughts on “Cabo Verde… na União Europeia e “associado” a Portugal?

  1. sa morais

    O problema é que quem está a investir forte em Cabo Verde são… os italianos!

  2. treta

  3. i tem y no blogger dele sua blogosfera remete a uma meta-linguagem-hipertextual-cibershoping-pong ele é um cibernetólogo trabalhando com fotografia tecida na rede ciberespacial já fizeram sua craniografia o transcendentalismo pulsa em cada ponto do seu cérebro não é possível dissipar a formação de idéias da sua mente condições e operações entendimento pelas coisas que se apresentam subitamente por meio dos ídolos pelos números abrindo um livro ao acaso lançando dados ele tem a arte de adivinhar as disposições morais de uma pessoa a luz profética pelos sinais e observação do ar: belomancia, aponta e acerta. o menino brinca com qualquer coisa.

    u sujeito é nobre no sangue e no caminho.
    a sei agora entendi, ele vem fazendo isto há meio século, né?
    e faz cada vez do jeito que quiser…
    i, o cara é bamba na corda !
    Quem tem Gala, Dali não sai, mesmo que Dante, antes do inferno, tivesse Proust atado ao diabolô da criação. Sartre uma linha Durant qualquer trajectória, Morin na filosofia!
    Depois desta pequena demonstração, só para provar o que é possível fazer com o material acumulado, ele resolve explicar como trabalha.
    Gosto da idéia bailando na cabeça, não gosto de decorar dados e dispo-los como normas já existentes, i, não fui claro: esta coisa de gênero, forma e… outras cartilhas que vocês seguem, não me dá prazer fazer assim. explico: gosto de escrever o que penso na hora que penso, e não, sair burilando dentro de um modelo existente, sei do risco que corro, sempre corri.
    Se me derem a palavra com calma e trocarem comigo as figuras podemos conversar sobre qualquer coisa durante o tempo que quiserem, não quero um título, pois resolvi isto com trabalho me submeti a testes quando foi preciso e garanti assim esta minha possibilidade de fazer, os fantasmas sociais impostos pelos senhores, conheço todos. Busquei cada um deles nas noites nos becos nos bares nos campos de futebol nas corridas de rua na cultura de massa nas rodas de samba ou conversando com os eruditos a noite inteira em sala de hotel quando não nos quartos sem contar estes 27 anos ouvindo as conversas nos bastidores do poder CD além dos corpos diplomáticos com os embaixadores da Bélgica do Canada da Espanha de Portugal da Alemanha, Índia…e vai.
    Porém amores meu, sei que isto não é suficiente, bastaria um cursinho numa faculdade destas de esquinas, para me olharem de forma diferente, me leriam com mais calma, e, e , e, e,…
    Querem sentar e mentir, ou querem sentar e fingir que está mentindo?
    Sim, é a questão. Pois quando mentimos abertamente: somos artistas. E, quando fingimos que estamos mentindo, somos políticos( politiqueiros).
    tá bom por hoje?

  4. Bento

    Cabo Verde associado a Portugal para quê? Se a maioria dos Caboverdeanos, mesmo os que estão em Portugal não gostam dos Portugueses.

  5. Conhece todos, Bento? Pessoalmente? Já perguntou a sua opinião sobre esse assunto a cada um? Não, pois não? Estão está a inferir a partir do seu próprio julgamento, e a sua opinião representa-o apenas a si.

    A minha opinião – como compreenderá – é inversa à sua.

  6. Bento

    Seria então interessante ver qual o resultado se se fizesse um referendo em Cabo Verde sobre se o povo Caboverdeano quer ou não ser um estado associado a Portugal. Talvez o Clavis ficasse decepcionado com o resultado.

  7. Bento

    Já agora permita-me que diga mais uma coisa, mesmo que Cabo Verde se associasse a Portugal hipotéticamente, fazê-lo-ia apenas por interesse, isto é, para ter acesso à União Europeia e não por gostar de Portugal.

  8. Graxaim

    Será que não sobraram algumas gotas de humanidade, de solidariedade, de fraternidade? Quanto ao Brasil, até consigo entender o antagonismo de alguns portugueses (em parte), mas quanto a uma união com Cabo Verde e/ou contra a admissão desse país insular na União Européia… Não! Não entendo!
    Que mal poderia fazer Cabo Verde a Portugal ou aos portugueses? Mesmo povo… mesma língua… (???)
    Participando da UE, Cabo Verde teria certamente muitas vantagens. Isso seria ótimo para os insulares.

    Fraternais saudações.

    PS. Quem planta vento, colhe tempestade. (ou pior… colhe abandono, tristeza e solidão).

  9. Bento:
    não compartilho do seu cinismo e pessimismo…

    Graxaim:
    Nem imaginas o tipo de comentários vindos do Brasil que tenho apagado nos últimos dias… O Bento mantêm-se nos limites da razoabilidade, os que apaguei não. Isso faz-me julgar da mesma forma todos os brasileiros? Não. Não o faças então aos portugueses.

  10. Graxaim

    Clavis
    Nunca cometeria tamanha insanidade de acusar um povo inteiro de ter tais características. Muito principalmente ao povo português, com o qual tenho vínculos de sangue e coração. Jamais faria isso, meu amigo. Na verdade, eu me referí ao que demonstrou o Bento em termos (de falta) de sentimentos em geral e de fraternidade em particular, bem como a todas as pessoas que pensam e sentem dessa forma, independente de terem nascido em Portugal, no Brasil ou em qualquer outro país. Se o Bento fosse brasileiro, o meu comentário seria o mesmo. Não sou nem um pouquinho dado a frescuras, mas o comentário dele me chocou.
    Me acusa, mil vezes de escrever tão mal, que te induza ao erro de interpretação, mas nunca de julgar a um povo inteiro como se fosse um único indivíduo.
    Mil perdões pelo ´´enrosco´´ e muito obrigado pela liberdade de me manifestar no teu blogue.
    Um abraço fraterno.

  11. Certo!
    Ficamos esclarecidos com este útil aclaramento do teu pensamento, Graxaim.
    É esse também o meu sentimento.
    E a minha maior diferença com o Bento é de grau. Eu sou (neste concreto) mais optimista, ele, mais pessimista.

  12. gaitero

    Cada denominação que os caras colocam.
    País Menos Avançado, país de rendimento médio.

    Deve-se pensar ainda mais na Africa, se os países ricos ou em desenvolvimento (quase ricos) quizerem continuar crescendo, deve-se investir pesado na Africa, para que sua população que hoje está afastada do mundo, em termos comerciais, possa ter PODER AQUISITIVO.

    Este ato seria bom para ambas as partes, más para que este crescimento ocorra, temos que dar a vara de pescar e encinar a pescar, não somente sobrevoar áreas pobres jogando alimentos aos povos.

  13. gaitero

    clavis:
    Nem imaginas o tipo de comentários vindos do Brasil que tenho apagado nos últimos dias.

    Isto se deve apenas ao numero de pessoas, não a cultura ou ao pensamento, fique você sabendo que o povo brasileiro é muito solidario comunicativo e tão malandro como o portugues, tenho dupla cidadania então sei oque digo.

    Não devemos julgar aos povos, nem aos Caboverdeanos, nem aos portugueses e nem aos brasileiros. Pois todos somos, muuuito mais parecidos do que simplesmente fônicamente iguais.

    Eu não ligo se Cabo Verde se integrará à UE, mas queria VER ESTES PAÍSES ;

    Portugal, Cabo Verde, Brasil, Guiné- Bissau, S.Tomé e Príncipe, Moçambique, Angola, Timor Leste

    E AS REGIÕES DE

    * Mac – Macau
    * Goa – Goa, Damão e Diu
    * G – Galiza

    FORMANDO UMA UNICA NAÇÃO

    E se o primeiro passo for a integração de Cabo Verde e Portugal então

    QUE SE UNÃO O MAIS RAPIDO POSSIVEL =)

  14. Anónimo

    Brasil? união com velhos decadentes? ainda mais via portugal? só quado D. sebastião voltar!

  15. gaitero: bem dito. Devemos julgar (e mesmo assim, pouco) os indivíduos e nunca os povos. A proposta de ligar Portugal e CV, para ligar este último à UE, não é minha, e de facto escrevi -o pensando na ligação a Portugal e ao Brasil… de facto defendo que a capital da União Lusófona, devia ser na cidade da Praia, para aplacar receios de imperialismos de parte do Brasil ou de Portugal.

    E sem dúvida, que haveria menos detractores numa união CV-PT, que poderia assim servir de ensaio e exemplo para um salto mais ambicioso, uma união CV-PT-BR, protótipo de uma União Lusófona ainda maior…

    Anónimo: haverá sempre Velhos do Restelo… Respeito-os, mas não lhes reconheço uma mensagem de futuro, apenas medos do passado…

  16. Bento

    Clavis, eu também respeito os seus ideais, seria tudo melhor se realmente o que deseja acontecesse, mas isso não passa (e já frisei uma vez) de pura utopia, a realidade é bem diferente. Então o Clavis acha que tanto no Brasil como em Portugal, a maioria das pessoas iria de bom grado aceitar a troca das suas capitais pela cidade da Praia? Claro que não, logicamente que o povo Caboverdeano iria adorar, mas acha que também eles iriam de bom grado trocar a sua capital por Brasília, ou Lisboa? Eu acho que não. Mesmo que essa hipotética União Lusófona se formasse, acha que os outros Países da União Europeia iriam aceitar bem a entrada do Brasil, Angola… no seio da UE? Não me parece e não devo ser o único a achar o mesmo, até porque isso iria abrir um precedente, pois a Grã-Bretanha iria logo pedir que a Commonwealth também entrasse na UE. Eu sou muito realista (o que não tem nada a ver com pessimismo), mas nunca trocaria a UE que é algo de concreto por uma “suposta” União Lusófona, que tenho pena em lhe dizer, mas não me parece que alguma vez tenha futuro.

  17. Anónimo

    já tinha ouvido falar…Ah wikipedia…
    exatamente, se dependesse dele (s) eu estaria agora “hablando español”…uma desgraça…

  18. Bento: Se o Homem não acreditar que é possível mudar as coisas… que nos resta? A opção de fundar a capital na Cidade da Praia é apenas uma questão lateral, que não afecta o desafio principal, que é o criar uma União Lusófona.
    A tese em si mesma, n\ao é tão rejeitada quanto pode parecer… tenho à correr uma minisondagem na página principal do Quintus e os seus resultados dizem que perto de 50% estariam receptivos à ideia, assim como perto de 40% dos portugueses, o que é um resultado notável para uma proposta tão radical e que nunca é abordada nos Media e indica que portugueses e brasileiros têm mesmo algo muito de especial a uni-los e que urge aproveitar…
    Acredito também que o futuro de Portugal, não é a UE, mas uma UL onde em vez de um lugar menor e periférico, pode assumir um lugar preponderante e paritário com os demais membros… que temos a ligar-nos com estónios ou polacos? infinitamente menos do que a ligar-nos a cabo verdianos ou a brasileiros…

  19. gaitero

    A capital do Brasil e brasilia, e daí, qual a diferença de ser brasilia ou lisboa, quanto melhor se fosse curitiba mas não é, e isto não muda em nada o desenvolvimento da minha cidade.
    A questão não é esta. Temos que pensar grande se queremos assumir uma posição mais forte dentro do futuro da humanidade. Não devemos mais esperar uma ordem dos USA ou da China, daqui a alguns anos. Temos que crescer, tanto em território tanto em população, ainda mais quando se fala em uma integração intercontinental.

    Tenho a convicção de que anônimo não é descendente de indio ou é?????

    Se não for, você so vive hoje no Brasil pois, uma caravela portuguesa aqui desembarcou, e toda nossa cultura de lá nasceu, assim como as outras colônias. Pena que na época não se pensava emextender o território português, e sim somente em exploração do território brasileiro, más quando Dom Pedro 2 comandou Portugal do Brasil, durante o ataque de napoleão, a armonia e o crescimento de ambas as nações provou ser possivel contituir um País intercontinental. Pena que a vinda do imperador durou pouco, pois se ele tivesse ficado mais tempo quem sabe hoje fossemos um ùnico país, sem soberanos, lutando juntos pelo bem na nação.

  20. é o que penso… pessoalmente, não ficaria nada diminuído por ver Brasília como a capital da UL. Nada mesmo. Especialmente porque advogo o modelo da descentralização muito elevada, nos municípios e removendo das atuais “capitais estatais” grande parte das suas atribuições…

  21. Fred

    Sem falar de capitais rotativas, um modelo que não se deve descartar de início!

  22. Graxaim

    Gaitero disse:
    `Pena que na época não se pensava emextender o território português, e sim somente em exploração do território brasileiro, más quando Dom Pedro 2 comandou Portugal do Brasil, durante o ataque de napoleão, a armonia e o crescimento de ambas as nações provou ser possivel contituir um País intercontinental.`
    Caro Gaitero, concordo contigo, mas me permita por a minha ´´colher na tua feijoada´´ para corrigir um pequeno lápso.
    Quando Portugal sofreu a invasão das tropas napoleônicas e a côrte portuguesa mudou-se para o Brasil, o rei era D. João VI, pai de D. Pedro I do Brasil e posterior D. Pedro IV, de Portugal. Este, por sua vez, era pai do Imperador brasileiro D. Pedro II. Vamos combinar: O ´cara´ era o avô e não o neto.
    Minhas desculpas e…
    Um fraterno abraço

  23. não, claro que não, mas é um modelo mais custoso e que não anula a desvantagem de criar anti-corpos naqueles que temem “novos imperialismos” e porque não poderíamos aproveitar a necessidade de definir uma capital ou “centro político” como uma possibilidade para desenvolver mais um dos países mais pobres (apesar de tudo) da Lusofonia…

  24. gaitero

    xD, que seja o avo então.

  25. gaitero

    Sempre me confundo com esses caras. e um tal de
    I II III IV V VI

  26. gaitero

    Se fosse para se fazer uma escolha mais censata escolheria Brasilia, mas não porque esta no brasil e sim pelo seu formato, por ja ter sido pensada para ser uma grande capital, mas se houver a necessidade de realizar rotatividade, ou definir alguma capital de um outro país, não seria um problema, so teriamos que investir mais pesado, para criar uma nova capital.

  27. Fred

    Ou fazer uma nova, também planejada para ser o centro da lusofonia, podendo ser em qualquer lugar!

  28. geitero:
    Como já disse, tal opção não me chocaria… embora não conheça Brasília, julgo que é uma cidade enorme, pensada para ser percorrida de carro e nunca a pé… e se tal fôr verdade, confesso que isso me incomoda um tanto neste mundo onde tudo devemos fazer para reduzir a poluição e as emissões de CO2… Continuo a preferir a Praia… Para potenciar o desenvolvimento de CV e para aplacar aqueles que receiam imperialismos portugueses ou brasileiros… Porque achas que os europeus preferiam Bruxelas a Paris ou a Londres?…

    Fred:
    Sim, mas seria mais caro… Muito mais caro…

  29. Fred

    e desde quando dinheiro será problema para uma nação pan continetal como esta?

    Aos moldes de Brasília, escolhe-se um lugar pouco desenvolvido e habitado para ser a sede, Em pouco tempo (uns 30 anos) você verá a significativa diferença e um dinheiro bem investido!

  30. Fred

    Pelo contrário, morei uns bons anos em BSB, é uma cidade relativamente grande e foi pensada para que tudo esteja na sua quadra, Em uma distancia que se pode percorrer a pé.

    Todo conjunto de quadras tem um centro comercial,
    Alguns conjuntos tem clubes da vizinhaça, escolas e igrejas

    Fora disso existes as quadras especiais, Setor hoteleiro, setor bancario, setor de oficinas, setor de industrias e de abastecimento, etc.

    E lógico a esplanada dos ministério que no início tem praça dos 3 poderes

  31. o dinheiro é sempre um recurso escasso…
    a opção seria grandiosa, muito mediática e polarizadora…
    mas considero que o dinheiro poderia ser melhor gasto…
    ainda que se fosse construída em São Tomé ou Cabo Verde…

  32. Fred

    ou na necessitada África

  33. Fred

    continental, digo.

  34. Angola ou Moçambique?….
    A Guiné está um caco… e tornada em paraíso de narcotraficantes…

  35. Graxaim

    Clavis disse:
    (…)Continuo a preferir a Praia… Para potenciar o desenvolvimento de CV e para aplacar aqueles que receiam imperialismos portugueses ou brasileiros… (…)
    Praia, suponho que tenha algo em torno de 130.000 habitantes (não tenho essa informação). De qualquer forma, como capital lusófona, atrairia facilmente 2.000.000 de almas ou mais. Comida, roupas, calçados, material de construção, etc… Tu não achas que seria meio complicado? Porque em vez de ter uma capital fixa não poderia ter uma ´Câmara de Representantes´ que poderá se reunir em um único edifício sede, construido de forma idêntica em cada um dos países membros?
    Saudações

  36. Sidnei Tives

    Caro Graxaim,

    Bendita hora em que o avô, e não o neto, por cá aportaram.

    Graças a tinta da pena do cara – do avô – agora em 2008 várias instituições comemoram duzentos anos de fundação: o Banco do Brasil, a Imprensa Nacional, os tribunais judiciários dentre outros.

  37. Graxaim:
    Penso mais numa “cidade virtual” com poucos habitantes, mas muita ligação à Internet e uma extensão virtualização digital dos serviços que hoje se cumprem fisicamente… reuniões por video-conferência, votações de assembleias em reuniões virtuais e em votações seguras, etc. Uma tal estrutura, leve, não aumentaria muito a população, já que teria poucos funcionários… e o modelo da UL que defendo é de uma estrutura altametne descentralizada aos nível dos municípios, o que reduziria ainda mais o peso dessa necessária estrutura central.

    Sidnei:
    E graças a Napoleão… Que ao invadir Portugal. levou à transferência dessas instituituições para o Brasil!

  38. Graxaim

    Caro Sidnei
    Fecho contigo. O baixinho Napoleão nos deu uma bela ´colher de chá´.
    Caro Clavis
    Desde que foi falado pela primeira vez no âmbito deste blogue, o assunto ´´Capital da Lusofonia´´ me deixa preocupado. Isso me parece mais repelente que atrativo. E o movimento precisa de adesão.
    Isso pode ser somente uma sisma minha, mas…quem sabe?
    Fraterno abraço

  39. gaitero

    Brasilia tem metrô clavis ^^
    Ela é relativamente grande, com avenidas largas, más como toda cidade planejada, tudo é de facil acesso, de facil localização, não há a necessidade de andar muito, para se achar oque procura.
    Detalhe tem o formato de um avião ^^

    google earth é magnifico clavis, XD

  40. Graxaim; Sendo que Napoleão foi depois corrido por nós e pelos britânicos até bem dentro de França…. Pagou caro a ousadia!
    O Movimento (MIL) tem tido bastante adesão!
    http://www.movimentolusofono.org/
    reunimos já perto de 600 membros, dos quais algumas centenas de brasileiros!…
    como se pode ver aqui, ao lado esquerdo:
    http://novaaguia.blogspot.com/

    Gaitero:
    Ok… Perdoe-me, mas só conheço mesmo de ouvir falar… e foi o que me disseram: só se vai a qualquer lado de carro…
    E sim!… vou passar por lá!

  41. gaitero

    bom as vias são muito interessantes, qualquer rusamento é feito através de viadutos e retornos, quase não existe sinaleiros, Farois, (vermelho, amarelo e verde) não sei como chamam ai em portugal ^^

  42. gaitero

    crusamentos *

  43. fárois?
    semáforos, acho.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Sem%C3%A1foro

    aí diz-se “faróis”?… essa o Acordo não vai unificar… 🙂

  44. eheheh
    eu percebi…
    essa palavra é igual dos dois lados do Atlântico… 🙂

  45. gaitero

    ^^

  46. Fred

    Apenas por curiosidade

    Eu morei em Brasília uns 4 anos e realmente sem carro não é muito agradável.

    Sim, tem metro em Brasília e de domingo é de graça!

    o Legal em BSB é que nas super quadras (as asas de brasília) todo conjunto de quadras tem um centro comercial com quase tudo que as quadras precisam

    Cada 4 ou 5 conjuntos de quadras tem escola e um clube da vizinhança

    E em Brasília é sinal de trânsito e não semáforo ou sinaleira ou farol.

  47. cá é mesmo semáforo, fred, em todo o lado… 😉
    4 anos, é muito mesmo…
    bem, eu estou habituado a percorrer extensas áreas de Lisboa a pé, e isso seria impossível em Brasília… e também estou habituado a cidades densas, antigas e de ruas estreitas , coisa que em Brasília… não há!
    O choque de viver aí seria certamente bem grande…

    atravessar essa avenida… não é coisa mole, não, (como dizem por aí… Fred!)

  48. Fred

    Realmente é tudo amplo, mas em compensação é tudo plano, aos domigos e feriados o eixo principal é fechado para o tráfego de veiculos e todo mundo anda a pé, bicicleta ou patins!

    é Bem gostoso

  49. bicicleta… só mesmo com muita perna!



    mas de facto, é uma cidade belíssima…
    ainda que veja muito espaço entre os edificios!… 😉

    e o metro:

    que podia ser maiorzinho…
    porque tem tão poucas estações?

    (não conto portanto com as estações em plano)

  50. já São Paulo!

  51. Fred

    São Paulo está um Caos! antes de ontem foram 266 km de engarrafamento! uma loucura!

  52. imagino…
    a rede de metro é densa… mas aparentemente, não o suficiente…

    uma cidade assim tão grande é simplesmente impossível de gerir com eficácia. por isso, sou adepto ferrenho, das médias cidades (entre 50 a 150 mil habs) e das suas virtudes…

  53. Graxaim

    Clavis
    (…) sou adepto ferrenho, das médias cidades (entre 50 a 150 mil habs) e das suas virtudes…

    Eis aí o endereço onde poderás escolher uma cidade para morar no Brasil, caso os franceses voltem e tu consigas uma caroninha numa das caravelas…

    http://www.ibge.gov.br/cidadesat/default.php

    Saudações

  54. Fred

    E neste mapa ai os tracejados são linhas em construção e ou em licitação, não estão operacionais!
    Além disso as linhas de trens atendem varias cidades da grande São Paulo, como Mogi e Jundiai, bem longe da cidade São Paulo

    : ) A estação perto da minha casa é a Consolação na linha verde!

  55. Bento

    Clavis, eu nunca trocarei a minha bela capital que é Lisboa por nenhuma outra. Para mim Lisboa será sempre a capital de Portugal e entristecer-me-ia ver esta cidade, que já foi capital de um império, como uma mera cidade secundária ou terciária.
    Acha que o futuro de Portugal não é na UE mas sim na UL? Pois eu acho o contrário e sabe porquê? Porque com certeza que o Clavis concorda que tudo o que acontece na Europa, sejam guerras, distúrbios, revoluções, epidemias, assim como decisões importantes, etc… afectam directa ou indirectamente Portugal, enquanto que o que acontece no Brasil, em Cabo Verde, ou em outro qualquer País Lusófono não afecta necessariamente Portugal. Esta é a realidade.

  56. A questão da Capital, é uma questão de somenos, especialmente no modelo administrativo que defendo, o qual implica uma severa descentralização ao nível dos municípios, formando aquela “federação de municípios livres” de Agostinho da Silva.
    Concordo, claro, neste modelo atual! Portugal tem mais a ligá-lo ao Brasil do que à Estónia!… qual éo impacto que têm em Portugal as notícias sobre a Estónia? Quantos portugueses se identificam com tudo o que se passa no Brasil? Isto também é a realidade, Bento…

  57. Graxaim

    Clavis, com base nas afirmações do Bento e nas tuas respostas, bem como antecipando as (minhas) desculpas de estilo, gostaria de fazer uma sugestão:
    Tu não concordas que o conhecimento mútuo entre os lusófonos, fortaleceria os vínculos que hoje somente a língua portuguesa sustenta? Imagino que o conhecimento, mesmo que sobre as ´´coisas e fatos´´ mais simples e comuns de cada país lusófono, seriam um fator de estreitamento dos laços que já nos unem. Não seria um espaço para críticas ou comparações ou para citar as vantagens de cada um (absolutamente), mas meramente informativo e troca de comentários. Creio que dessa forma, todos nós, que nos manifestamos no teu blogue, passaremos a ter uma imagem mental mais real sobre o grande país lusófono multicontinental que queremos.
    E se me permite a ousadia, sugiro que lances uma página após outra (quinzenal ou mensalmente) com o nome de um dos países, e se possível, adicionando as informações mais simples, como capital, a população, etc…
    Sugestão dada…
    Fraterno abraço

    PS. Diz-se no Brasil (debochadamente) que se palpite fosse bom, a gente não dava, vendia. 🙂

  58. fred

    cabo verde deveria pertencer a portugal..portugal descobriu cabo verde ate porke era uma regiao desabitada!!!os pretos nao teem direito nenhujm akilo..haa bom..desculpem..klk koisinha..a escravatura e tal fikem la com a ilha..eles sao ke?..4 milhoes??..deviamos telos morto todos e reavido a nossa legitima posessao africana..e o brasil a msm coisa..so tem direito d la estar os indios..de resto os portuueses e outros imigrantes d europe k obedecessem aos nossos criterios para permanecer lá.o k lixou portugal na historia foi a escravatura..foi um descontrolo de africanos k acabou por nos arrastar ate fikarmos n merda..ainda por cima temos k perdoar os milhoes de dividas a esses otarios burros k nao fizeram nd por ter angola moçambque etc..nos é k inventamos o conceirto d pais e td akele territorio.o nosso mal foi deixalos vivos..brasil moçambique angola cabo verde deveria ser tudo Portugal e deviamos ter abplido a monarquia eleito um governante competente e depotar os africanos tds pa gui?..haa..e nao nos eskecamos de goa e macau

  59. kriolo en españa

    Fred “porque no te callas”…Creo q lo q te falta es la carencia de conocimientos en la historia mundial(africana)…viva caboVerde!

  60. cjbl

    Deus nos livre de uma federação ou confederção com Cabo Verde ou qualquer outro país africano, não iríamos ganhar nada com isto, muito pelo contrário. O Brasil não quer parasitas. Façam tal coisa com os países do CEDEAO ou com o raio que os partam. Além disso, a população brasileira iria se contrapor contra tal absurda ideia.

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