Daily Archives: 2008/01/29

Os “Lusíadas” de Luiz Vaz de Camões e o Quinto Império

Luiz de Camões
(http://web.letras.up.pt)

Conquista será a quarta, que no Império
Portuguez só reside com possança:
Pois no emblema e no infimo Hemispherio
As quatro partes só do mundo alcança.
E as quatro Nações d’elles por mysterio
com que conquista, e tem certa esperança,
Que Christãos, Mouros, Turcos e Gentios,
Juntarão n’uma lei seus senhorios.

Lusíadas, Luiz de Camões.

Camões exprime aqui aquela mesma corrente que atravessa toda a sociedade portuguesa da sua época, e até aquela de épocas anteriores e que antevê na gesta portuguesa algo de extraordinário e único, totalmente diverso… A crença na providencialidade do “império” português, de que a extensão quatricontinental da presença lusíada no mundo, representada pela Esfera Armilar e apresenta aqui uma outra interpretação para o termo “Quinto Império”: não o quinto, após quatro, de “quatro impérios”, mas o “quinto” no sentido em que será aquele que tomará a parte dos quatro “impérios” existentes: cristãos, mouros, turcos (muçulmanos) e gentios (pagãos). E note-se que aqui o “Quinto” aparece não como a vitória dos “Cristãos” sobre os demais, mas incluindo nesta mesma lista e a par dos demais, esta própria crença, sinal da própria autonomia do mandato do Espírito Santo aos reis portugueses, livre de mandato vaticânico e do verdadeiro e último objectivo do “Quinto Império”: estabelecer uma “Lei” única e universal a todos os povos e crenças, transversal e aceitadora até das idiossincracia das crenças diversas, já que no poema se diz “juntarão” e não “converterão”, isto é, só se pode “juntar” aquilo que é por essência diverso e distinto, e não uno, coeso e converso como se poderia deduzir de muitas passagens de outros teóricos do Quinto Império, Vieira incluído.

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Quids S10-28: Que protótipo é este?

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Dificuldade: 2

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Agostinho da Silva – Homenagens, Dúvidas e a “manha” na construção do Brasil

Agostinho da Silva
CD1
Entrevista com Alice Cruz

“Acho graça às homenagens que prestam, excelente sinal de ilusões que a eles restam.”

“É preciso ser crítico diante daquilo que se vai admirar.”

“Diante daquilo que se ama, não se deve ser crítico, deve-se deixar que o amor nos possua. Mas diante daquilo que se admira deve-se estar sempre com a objecção pronta, para se poder demolir aquilo que admiramos que afinal pode apenas nos estar iludindo.”

“É preciso que tenhamos certezas na Vida, mas também que um grande número de dúvidas nos acompanhe.”

“Há forças na Vida que nós próprios ignoramos, não sabemos como é que elas estão agindo, como é que elas se apresentam, temos que deixar que aconteçam e que continuar o nosso caminho calmamente como se nada tivesse acontecido”

“Sou tão humano como os outros, com qualidades e defeitos, mais as manhas que se escondem em seus peitos.”

“Nenhuma pessoa tem qualidades ou defeitos. Uma pessoa tem características. Quando nos agradam, chamamos-lhes qualidades, quando não, chamamos-lhes defeitos”.

“Eu costumo sempre citar, a propósito da construção do Brasil, como o português, durante 250 anos foi o mais manhoso de sempre, mentiu sempre com mapas falsos para toda a parte para se conseguir o Brasil que se tem hoje. Foi um defeito ou uma qualidade? Ter aquele pais e levá-lo a um ponto onde se poderia desenvolver, foi um defeito ou uma qualidade? Quanto o português mandava embaixadores pela Europa a ver se era possível comprar relógios que pudessem medir a Longitude era uma qualidade ou um defeito? Era qualidade, mas a um tempo era um defeito, porque esses europeus ainda não sabiam medir bem a longitude e podiam ser enganados”.

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