Qual deveria ser a futura capital da União Lusófona (comentário de “Um Brasileiro”)

“Qual deveria ser a futura capital da União Lusófona?

1 ) Brasília

Brasília é a capital da República Federativa do Brasil, localizada no território do Distrito Federal.

Também conhecida como “Capital da Esperança”, título dado pelo escritor francês André Malraux, foi inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, sendo a terceira capital do Brasil. A partir desta data iniciou-se a transferência dos principais órgãos da administração federal para a nova capital com a mudança das sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais. No último censo realizado pelo IBGE (2007) foi indicada uma população de 2.455.903 de habitantes, e que a capital federal tem o maior PIB per capita do Brasil (R$ 22.430,14)

2 ) Lisboa

Lisboa é simultaneamente a capital e a maior cidade de Portugal, situada no estuário do rio Tejo. Além de capital do país é também capital do distrito de Lisboa, da região de Lisboa, da Área Metropolitana de Lisboa, e é ainda o principal centro da sub-região estatística da Grande Lisboa. A região de Lisboa é a mais rica de Portugal, com um PIB per capita superior à média da União Europeia. A cidade tem cerca de 529.485 habitantes (2004), e sua área metropolitana tem cerca de 3 milhões.

3 ) São Paulo

A Região Metropolitana de São Paulo, também conhecida como Grande São Paulo, reúne 39 municípios do Estado de São Paulo em intenso processo de conurbação. O termo se refere à extensão da capital São Paulo, formando com seus municípios lindeiros uma mancha urbana contínua. É o maior centro urbano do Brasil, a principal metrópole da América do Sul e a quinta maior área urbana do mundo[1]. Sua região metropolitana tem 19.045.514 habitantes, se somada a população dos 39 municípios que compõem a Grande São Paulo), o que a torna a metrópole mais populosa do Brasil e a terceira do mundo depois de Tóquio e Cidade do México. O lema da cidade (presente em seu brasão) é a frase latina “Non Ducor, Duco”, que em português significa “Não sou conduzido, conduzo”.

4 ) Luanda

Luanda é a maior cidade e capital de Angola, sendo também a capital da província homónima. Localizada na costa do Oceano Atlântico, é o principal porto e centro administrativo de Angola. Tem uma população de aproximadamente 4,5 milhões de habitantes (estimativa da ONU em 2004).

5 ) Cidade da Praia

A cidade da Praia é a capital de Cabo Verde, país-arquipélago no Oceano Atlântico, a oeste do Senegal. Tem uma população de cerca de 90.000 habitantes e está localizada a sul da ilha de Santiago. É também sede do Município do mesmo nome.

6 ) Uma nova capital, a construir

Poderia se chamar Lusitânia ou Hispânia

O nome Lusitânia deriva do étnico lusitani, com o sufixo ia, sendo assim designada por nela viverem os Lusitanos. Era a província imperial de Hispânia Ulterior. Sua capital era Emerita Augusta (atualmente Mérida) .
O historiador e geógrafo grego Estrabão (aprox. 63 a.C – 24 d.C) descreveu a Lusitânia pré-romana, numa primeira análise, desde o Tejo à costa cantábrica, tendo a Ocidente o Atlântico e a Oriente as terras de tribos célticas. Quando em 29 a.C. foi criada por Augusto a província Lusitânia, o limite ao norte passou a ser o rio Douro e ao sul ultrapassou o Tejo, anexando a Extremadura espanhola, Alentejo e Algarve; e a oriente ocupou parte das terras dos célticos.

Hispânia foi o nome dado pelos antigos romanos a toda a Península Ibérica (Portugal, Espanha, Andorra e Gibraltar) e às duas províncias criadas posteriormente durante a República Romana: Hispânia Citerior e Hispânia Ulterior. Durante o Principado, a Hispânia Ulterior foi dividida em duas novas províncias: a Bética e a Lusitânia, enquanto a Hispânia Citerior foi rebaptizada para Tarraconense. Mais tarde, a parte ocidental da Tarraconense foi desanexada, inicialmente como Hispânia Nova, e mais tarde rebaptizada para Callaecia (ou Galécia, correspondente à actual Galiza, Norte de Portugal e Astúrias e parte de Leão). Durante a tetrarquia de Diocleciano (284 d.C.), o sul da Tarraconense foi desanexado para constituir a província Cartaginense. O conjunto de todas as províncias hispânicas formavam uma única diocese civil, sob a direcção do vigário de Hispaniae, cujas competências se estendiam também à Mauretânia Tingitana (ao redor de Tânger) que, portanto, eram oficialmente consideradas ‘hispânicas’.

Qual deveria ser a futura capital da União Lusófona? (sondagem livre)
1 ) Brasília
2 ) Lisboa
3 ) São Paulo
4 ) Luanda
5 ) Cidade da Praia
6 ) Uma nova capital, a construir (Lusitânia, Hispânia?)
7) Uma capital rotativaView Results
Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | 15 comentários

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15 thoughts on “Qual deveria ser a futura capital da União Lusófona (comentário de “Um Brasileiro”)

  1. revoltado

    Não tenho opinião formada acerca deste assunto, mas acho que Salvador da Bahia possui uma posição geográfica perfeita para ser a capital. Por outro lado, o Rio é uma cidade magnífica. Perfeita para ser a capital de um império. Brasília pode continuar como a capital de um futuro Reino do Brasil. Só precisaria humanizar-se. A sua arquitectura soviética contradiz tudo o que o tal império deveria simbolizar.

    Um abraço.

  2. E foi também a antiga capital da Colónia… Contudo, esse seu passado pode jogar contra si, já que iria fazer eclodir no espírito de alguns brasileiros o sentimento de que esta União era uma espécie de regresso ao “Império”, coisa que ela não pode ser (sob pena de se suicidar assim)….
    Por mim, prefiro a cidade da Praia… Servia de foco de desenvolvimento local, e tratando.-se de um pequeno país não iria criar em ninguém ansiedades neocoloniais…

  3. Creio que São Saulo, pois possui uma grande diversidade de etinias e sotaques, seria o melhor lugar, sem contar que é a maior cidade do mundo que fala português.!

  4. É um bom argumento… Tão bom que eu próprio já o segui por algum tempo… Mas sendo uma tão grande cidade brasileira iria acicatar os ânimos que mais temem a “anexação” do pequeno Portugal pelo imenso Brasil… Não… preferia uma capital rotativa ou uma cidade num país de pequenas dimensões…

  5. M4Jor

    Rotativa. Além da língua que queremos manter e desenvolver, deveremos ser abertos. Ou capital rotativa ou Luanda ou qq “capital” africana, para nos obrigar a ir lá!

  6. A meu juízo, creio que deva ser construída uma nova capital, que ficará localizada em Angola. As razões: 1. Angola está estratégicamente posicionada entre Brasil e Portugal; 2. Seria um polo de irradiação cultural da cultura lusófona na África; 3. Está próxima de Moçambique, que não podemos subestimar a importância neste concerto de Nações.

    Xico Lopes

  7. é uma boa tese… e defensável.
    o problema está em que não se sente nem no governo angolano, nem no seu povo (tão dilacerado por décadas de guerra e por corrupção galopante) apt~encia ou vontade para encontrar no rumo da lusofonia um espaço para crescimento e afirmação no mundo… Sinto muito mais que haja hoje no Brasil e – em menor grau – em cabo Verde esse tipo de sentimento, essa energia propulsante para a criação de um Quinto Império do Mundo, não mais “português”, mas lusófono, e por isso mesmo, que a concretizar-se esse projecto (e essa profecia) ela deverá formar-se no rumo de uma união Portugal-Brasil, pólo que depois arrastará os demais países lusófonos, Angola, incluída.

  8. Graxaim

    Este assunto não estará sendo perigosamente tratado fora de hora?
    Fraternais saudações

  9. A capital teria de ser em cabo verde!!!pois fica entre brasil,portugal e angola!!!!Eu ate gostava de uma uniao dessas,mas claro que e impossivel devido a xenofobia dos povos!!!!!a unica forma que vejo de um dia unirmos e se haver um apocalipse e os povos do mundo tiverem que ir viver para naves espaciais no espaço,assim por questois de lingua,todos os povos de lingua portuguesa se juntavam para enfrentar seu destino no imenso universo!!!!Era algo do tipo startrek lol

  10. Marcio:
    http://www.luckypolls.com/7604/qual-deveria-ser-a-futura-capital-da-uni227o-lus243fona-sondagem-livre
    Bem… um dos cinco votos na Praia é meu…
    Seria – na minha opinião – o ideal.
    Retiraria força aos que temem um “imperialismo” brasileiro ou português, sobre o outro e sobre os demais países luśofonos.
    Aliás, por alguma razão, na UE se escolheu a Bélgica, um dos países mais “fracos” da UE e não nenhum dos grandes.
    E serviria também para potenciar o desenvolvimento de CV, com a instalação aí de estruturas e de pessoal administrativo.
    A xenofobia tem os dias contados… basta que as pessoas se conheçam e falem entre elas para que a sua grande base, que é a ignorância, desapareça.

  11. Renato Rodrigues da Silva

    Duas capitais:

    – Lisboa: capital oficial
    – Brasília: sede do governo

  12. nada a objectar…

  13. Está de bom tamanho, sendo duas capitais oficiais, então do CPLP.

  14. Renato Rodrigues da Silva

    Deixando de lado as pretensões de super-potência do Brasil (sou brasileiro), a capital, digamos, “simbólica”, de tal Estado não poderia deixar de ser Lisboa. E o termo “simbólica” não é algo a ser negligenciado; nem ter Lisboa como uma capital “simbólica” e “oficial” ser tomado como mera concessão para o “pequenino” Portugal: Lisboa é a capital da lusitanidade; tudo partiu (literalmente) dalí; seria o mesmo, fazendo uma analogia, o que Jerusalém é para Israel.

    Agora, como sede de governo, Brasília, que foi construída para ser capital, estaria infinitamente mais preparada. E não podemos deixar de reconhecer que o Brasil caminha para ser super-potência, com um grande peso político-econômico no mundo. Portugal não deveria se ressentir disso; pelo contrário, deveria é se orgulhar.

  15. compreendo. esse debate já se passou também na minha cabeça várias vezes…
    em primeiro lugar, não sou louco: muito haveria que fazer antes que esta utopia realizával de uma UL se pudesse concretizar, e para tal Portugal teria que sair primeiro da UE…
    E creia-me quando digo que cada sucesso do Brasil é sentido como seu por muitos portugueses. Não digo que não haja quem pense o contrário – de ambos os lados do Atlântico – mas estão geralmente nas camadas pelos ilustradas da população e como tal, tal atitude brota do fértil campo da ignorância…
    é um caminho a trilhar a longo prazo, como muita arte de sapa pelo meio e, sobretudo, tremendas doses de paciência… mas haveremos de lá chegar!
    essa é também a missão do MIL…

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