Dos sinais… financeiros do começo da decadência dos EUA no mundo…

World Military Expenses
(Um interessante mapa do mundo de acordo com as despesas militares de cada país in http://blog.joshuajmorgan.com)

A financeira Bear Sterns reportou recentemente a perda de mais de dois biliões de dólares, a sua primeira perda nos seus 84 anos de existência. A mais conservadora Morgan Stanley declarou também perdas da ordem dos 10 biliões de dólares, naquela que foi também a primeira perda de sempre da empresa, numa história de sucessos consecutivos que tinha já 74 anos… Contudo, simultaneamente, admitiu ter recebido uma injecção de capital da ordem de 5 biliões de dólares, proveniente directamente de investidores chineses. Por seu lado, o City Group – com um registo financeiro mais feliz – declarou ter recebido também um afluxo de capital do fundo de investimento estatal do Abu Dhabi da ordem de grandeza de vários biliões… Ou seja, apesar das perdas motivadas por erros graves e sucessivos de gestão, estas financeiras parecem continuar apelativas e a cativar investimentos estrangeiros. Não deixa de ser curioso que estas infusões venham precisamente dos dois locais do mundo que mais resistentes são a investimentos financeiros directos… É também curioso que estes capitais tenham afinal origem nos… próprios EUA. É que os Estados Unidos acumulam desde há décadas défices comerciais com estes países (de petróleo com o Médio Oriente e de produtos manufacturados com a China). Outrora estes países reinvestiam estes excedentes em Fundos do Tesouro americano, mas como estes só pagavam taxas moderadas, agora estão a começar a investir preferencialmente em empresas como a Morgan Stanley, que têm tido retornos mais ambiciosos (e arriscados…). É este movimento que aqui se observa. E não se trata de pequenos movimentos. Estes fundos sauditas, koweitianos, chineses, etc, têm carteiras da ordem dos triliões de dólares e o facto do dólar estar agora tão enfraquecido também os tem levado a sair dos fundos do tesouro.

Segundo as teorias clássicas, os “países imperiais” caracterizam-se por terem grandes quantidades de bens no estrangeiro. Era assim com o Reino Unido até ao final da Segunda Grande Guerra e com os EUA até recentemente, mas hoje, os EUA são financeiramente um país secundário. O poder político e económico dos EUA ainda é hoje formidável, mas começam a estabelecer-se as bases para o seu declínio… É que o poder político dos EUA assenta hoje já muito sob a expressão militar deste poder, e o custo de manter esta superioridade militar, cada vez mais distante do desempenho da Economia, começa a ser esmagador e os EUA começam a ter um exército sobredimensionado, mais caro e mais numeroso do que podem efectivamente suportar. Recolhendo uma parcela cada vez mais significativa do orçamento, o orçamento da Defesa vai acabar por se tornar o maior sorvedouro de recursos do país e precipitar uma decadência económica e social que hoje ainda só é possível antever.

Fonte: Podcast de Doug Henwood “Behind the News”

Categories: DefenseNewsPt, Economia, Política Internacional | 18 comentários

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18 thoughts on “Dos sinais… financeiros do começo da decadência dos EUA no mundo…

  1. cravo

    Num mundo cada vez mais globalizado os países em desenvolvimento vão se aproximando dos mais industrializados em termos de produto interno bruto per capita. É inevitável que por este caminho os países mais populosos tomem a dianteira. e eles são a china e a índia. Em algumas décadas eles serão as novas superpotências. Mas o actual ritmo de crescimento e de consumo é insustentável a longo prazo e também as novas superpotências estão condenadas à decadência. Este mundo será muito diferente daqui a 100 anos, a panela ainda está apenas a começar de ferver.

  2. Golani

    Esta é a pior crise dos últimos 60 anos
    George Soros

    A actual crise financeira desencadeada pelo colapso da bolha imobiliária, nos Estados Unidos, marca também o fim de uma era de expansão do crédito assente no dólar como a moeda de reserva internacional.

    É uma tempestade muito maior do que qualquer outra ocorrida desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Para compreender o que está a acontecer, precisamos de um novo paradigma. Esse paradigma está disponível na teoria da reflectividade que propus pela primeira vez, há 20 anos, no meu livro “The Alchemy of Finance” (A Alquimia dasFinanças).

    Esta teoria defende que os mercados financeiros não tendem para o equilíbrio. Opiniões tendenciosas e ideias erradas entre cooperadores dos mercados financeiros introduzem incerteza e maior imprevisibilidade não apenas relativamente aos preços do mercado, mas também aos princípios fundamentais que se espera que esses preços reflictam. Entregues a si próprios, os mercados têm tendência para extremos de euforia e de desespero.

    Na realidade, devido à sua potencial instabilidade, os mercados financeiros não são deixados entregues a si próprios; estão a cargo de autoridades responsáveis cujo trabalho é manter os excessos dentro dos limites. Mas as autoridades também são humanas e sujeitas a opiniões tendenciosas e a ideias erradas, além de que a interacção entre os mercados financeiros e as autoridades que os controlam é também reflexiva.

    Os ciclos económicos de alto se baixos (boom-bust) giram normalmente em torno do crédito e envolvem sempre um preconceito ou uma ideia errada– normalmente uma falha em reconhecer uma ligação circular reflexiva entre a pronta disponibilidade para emprestar e o valor da garantia.

    O recente boom imobiliário dos Estados Unidos é um bom pretexto. Mas o super boom dos últimos 60 anos é um caso mais complicado. Cada vez que a expansão do crédito causava problemas, as autoridades financeiras intervinham, injectando liquidez e descobrindo outras formas de estimular a economia. Isso criou um sistema de incentivos assimétricos – também conhecido como perigo moral – que favorecia uma expansão cada vez maior do crédito.

    O sistema tinha tanto sucesso que as pessoas acabaram por acreditar naquilo a que o ex-Presidente Ronald Reagan chamou “a magia do mercado” e a que eu chamo fundamentalismo do mercado.

    Os fundamentalistas crêem que os mercados tendem para o equilíbrio e que se serve melhor o interesse comum se se permitir que os participantes ajam em interesse próprio. Isso é um equívoco óbvio, porque foi a intervenção das autoridades que evitou que os mercados financeiros entrassem em colapso, não foram os próprios mercados.

    No entanto, o fundamentalismo de mercado instalou-se como ideologia dominante nos anos 1980, quando os mercados financeiros começaram a tornar-se globalizados e os Estados Unidos começaram a sofrer um défice de conta-corrente. Desde 1980 que as regulamentações têm vindo progressivamente a afrouxar até que praticamente desapareceram.

    EUA e a globalização

    A globalização permitiu que os Estados Unidos absorvessem as poupanças do resto do mundo e consumissem mais do que aquilo que produziam, com o seu défice de conta-corrente a atingir os 6,2 por cento do PIB em 2006. Os mercados financeiros encorajavam os consumidores a pedir empréstimos introduzindo instrumentos financeiros cada vez mais sofisticados e condições mais generosas.

    As autoridades financeiras ajudavam e estimulavam o processo intervindo sempre que o sistema financeiro global estava em risco. O “superboom” ficou fora de controlo quando os novos produtos financeiros se tornaram tão complexos que as autoridades financeiras já não conseguiam calcular os riscos e começaram a contar com os métodos de gestão de risco dos próprios bancos. Do mesmo modo, as agências de “rating” contavam com a informação fornecida pelos criadores de produtos sintéticos. Era um abdicar de responsabilidades verdadeiramente chocante. Tudo o que podia correr mal, correu mal.

    Começou com as hipotecas “subprime” (créditos hipotecários de alto risco), alastrou a todas as obrigações de dívida com garantia, pôs em perigo a mediação de seguros e resseguros municipais e hipotecários e ameaçou destruir o mercado de trocas com um incumprimento de crédito de vários milhões de milhões de dólares.

    Os compromissos dos bancos de investimento com aquisições alavancadas transformaram-se em passivos. Os fundos de cobertura sem risco acabaram por não ser sem risco e tiveram de ser postos de parte. O mercado do papel comercial coberto por activos estagnou e os meios especiais de investimento estabelecidos por bancos para retirarem as hipotecas dos seus balanços já não conseguiam passar sem financiamento externo.

    O golpe de misericórdia aconteceu quando o empréstimo interbancário, vital no sistema financeiro, foi interrompido pelo facto de os bancos terem de gerir os seus recursos e não poderem confiarnos seus homólogos. Os bancos centrais tiveram de injectar uma quantia sem precedentes e tiveram de alargar o crédito sobre títulos sem precedentes ao maior leque de instituições de sempre. Isso transformou a crise na mais grave desde a Segunda Guerra Mundial.

    À expansão do crédito deverá agora seguir-se um período de contracção, porque alguns dos novos instrumentos e práticas do crédito são perversos e insustentáveis. Além disso, a capacidade das autoridades financeiras de estimular a economia está limitada pela falta de vontade do resto do mundo para acumular reservas de dólares adicionais.

    Até há pouco tempo os investidores esperavam que a Reserva Federal norte-americana fizesse o que fosse necessário para evitar uma recessão, porque foi o que fez em anteriores ocasiões.

    Agora são obrigados a reconhecer que a Fed pode já não estar em posição de o poder fazer. Com o petróleo, os alimentos e outros bens essenciais semsofrer alteração e o renminbi[moeda chinesa, cuja unidade éo yuan] a valorizar-se um poucomais rapidamente, a Fed tem também de se preocupar com a inflação. Se as taxas de juro fossem diminuídas para além de um certo ponto, o dólar sofria nova pressão e as obrigações de longo prazo teriam de facto maior lucro.

    É impossível determinar qual é esse ponto, mas quando ele for atingido, chega ao fim a capacidade da Fed de estimular a economia. Embora seja agora mais ou menos inevitável a ocorrência de uma recessão no mundo desenvolvido, a tendência na China, na Índia e em alguns dos países produtores de petróleo é manifestamente oposta. Consequentemente, é mais provável que a actual crise financeira cause um realinhamento radical da economia global do que uma recessão global, vindo a verificar-se um relativo declínio dos Estados Unidos e a ascensão da China e de outros países em vias de desenvolvimento.

    O perigo é que as tensões políticas daí resultantes, incluindo o proteccionismo norte-americano, possam causar o colapso da economia global e lançar o mundo numa recessão – ou pior.

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1317545

  3. Thomas

    Reparem nesse trecho: “Segundo as teorias clássicas, os “países imperiais” caracterizam-se por terem grandes quantidades de bens no estrangeiro. Era assim com o Reino Unido até ao final da Segunda Grande Guerra e com os EUA até recentemente, mas hoje, os EUA são financeiramente um país secundário”

    A parte que o Golani colocou se resume à essa conclusão, è como se algum indivíduo muito rico e com muitas riquezas espalhadas pelo mundo e detentor das maiores fontes delas pudesse se individar em seu nível maximo, pois a fonte de suas riquezas eram quase que inesgotaveis.Veja bem, no auge da guerra fria o mundo se dividia quase que exclusivamente de forma bi-polar (EUA x URSS) e seus satélites, porem essa guerra ideológica vair repercutir no mundo de acordo com os ciclos economicos anteriores que ocorreram com Espanha, Holanda e Inglaterra.
    Holanda cresceu muito e se sobrepôs à Espanha, copiando seu modelo economico, Inglaterra agiu da mesma forma, se sobrepondo à Holanda e por fim os EUA se sobrepôs à Inglaterra dando continuidade ao processo ecônomico da revolução industrial. Vale ressaltar que as antigas potencias ecônomicas(em produção de capitais) se tornaram posteriormente grandes centros financeiros, vivendo da especulação econômica em todo mundo.
    E o que tem a guerra fria a ver com isso? Com a defesa de sua ideologia capitalista os EUA investiram maciçamente em paises que seriam modelos de sua ideologia de mercado (pós-segunda guerra mundial) entre eles Japão e Coréia do Sul que hoje concorrem em pé de igualdade imitando seu modelo ecônomico e impondo uma maior concorrencia pelas riquezas mundiais na mesma plataforma de produção de bens manufaturados.
    Gostaria de acrescentar que fatores históricos contribuiram ou foram consequencias de outras dinâmicas sociais, porem, o cerne da ecônomia mundial segue trajétorias similares, o que muda nos dias de hoje, é que antigas ecônomias planificadas como eram a Chinesa e até a Russa adotam as mesmas prática economicas, ou seja, copiam os países bem sucedidos economicamente e imprimem uma maior concorrencia pelas riquezas mundiais.O que antes era tarefa de uma economia considerada carro chefe como a dos EUA que detinham ativos em todo mundo em relações comerciais com países produtores de matéria prima, obtendo lucros exorbitantes apenas pela transformação delas, está mudando, pois, cada vez mais o mundo se industrializa e o que era antes privilégio de poucos está se generalizando com fortes processos de industrialização e substituição de importações por produtos fabricados internamente, resultando em blocos comerciais que tentam aplicar a teoria da vantagem comparativa, porém em um mundo cada vez mais concorrido…
    Basta ver exemplos como os da India, China e Brasil que cada vez mais substituem importações ( seguindo a cartilha do FMI e da lógica economica mundial)…só que os EUA não se deram conta disso e continuam a imprimir gastos mundiais sem as mesmas garantias do passado e, se a persuasão econômica não é aplicável parte para a persuasão militar( exemplo do Iraque) em busca das concorridas riquezas mundiais.
    Em suma, o mundo de hoje se consolida por uma forte concorrência mundial e a retirada de mercados ou nichos economicos antes totalmente controlados pelos EUA, que se defendem no auge de sua arrogancia jogando do mercado títulos podres de um dólar cada vez mais fraco e menos garantido….O resultado disso vamos ver nos proximos anos…

  4. Golani; Ainda há pouco ouvia espantado num podcast da BBC esta entrevista de Soros, onde ele efectivamente disse isto mesmo: “O sistema tinha tanto sucesso que as pessoas acabaram por acreditar naquilo a que o ex-Presidente Ronald Reagan chamou “a magia do mercado” e a que eu chamo fundamentalismo do mercado.” E esta, hem? Afinal, faz mesmo falta um regulador rápido e eficiente e os mercados não são capazes de se regularem sózinhos… Como mostra a crise actual. Nas palavras de George Soros! O Especulador dos Especuladores! Ele lá sabe!

    Thomas: Penso que se esta crise se estender mesmo (como indicam já alguns sinais) até à China e à Índia, que se esperavam ficarem imunes a esta turbulência, isso pode mesmo implicar um abrandamento severo do comércio mundial e levar muitos países a regressarem a modelos de auto-suficiência… Por mim, defendo as Economias Locais de Schumacher, por isso, tudo bem, na perspectiva do Emprego e da criação de riqueza no local, e do Ambiente (menos gastos em combustível e em poluição e emissões de carbono)… Receio é que esta desejável transição ocorra rápido demais e que estejamos à beira de uma crise de enormes proporções… Porque demasiadas coisas estão a correr demasiado mal ao mesmo tempo: Petróleo; Aquecimento Global; crise financeira e dos mercados, crise no imobiliário, etc, etc

  5. sa morais

    OS EUA surgiraM tiveram o seu apogeu e irão cair, como todos os impérios. A China e a India nem sei lá chegarão. Mas, no fim, talvez a velha europa volte a resistir a tudo, como o faz à milhares de anos.

  6. Com os lucros obtidos na primeira guerra mundial, os EEUU reverteram a ´quebradeira´ de 1930. O resultado positivo foi tão grande, que os sucessivos governos literalmente subsidiaram não apenas as empresas como também a própria população. Eles perceberam na época que quanto maior a velocidade da ´troca de mãos´ do dinheiro, tanto mais rápido gera produção e lucro, ou seja, mais dinheiro. Disse alguém que um cidadão é tão mais importante para seu país, quanto mais gasta. Assim formou-se a sociedade do desperdício e consequentemente da produção de bens, cada vez maior e mais barato. Mas o mundo está mudando… e rápido. O império americano, como aconteceu com quantos outros houveram antes dele, já mostra os sinais do fim. Espero que tenha sido o último arrogante.
    Saudações

  7. Sá: A China e a ìndia ainda têm um enorme caminho para percorrer para chegar aos níveis de Desenvolvimento e Vida comuns na Europa e nos EUA… E se alguma vez lá chegaram – isto é, aos seus padrões de consumo – será o fim de nós todos, porque se o Mundo já não aguenta com estes consumidores, o que seria dele se todos os biliões de chineses e indianos alcançassem esses padrões de consumo?
    Por isso, importa encontrar novos paradigmas de Vida e de Desenvolvimento Económico, mais preocupados com a riqueza interior, menos com o ciclo falta de Consumo-Produção e menos… autofágicos.

    Graxaim: A economia dos EUA é efectivamente muito mais subsidiada do que se pensa… especialmente no sector agrícola. E esse ciclo eterno e fatal de consumo está a levar os próprios EUA à sua decadência. Não era possível continuar com aqueles níveis de endividamente interno, simplesmente. Nesse sentido, esta crise é uma racionalização e uma correcção necessárias. E procurar corrigir esta Crise em excesso irá apenas agravar o seu impacto futuro. Se se aumentar agora ainda mais o consumo (pela via do perdão fiscal ou das dívidas subprime), o papel nefasto do Estado como “muleta” dos privados, irá criar um sentimento de impunidade nas empresa e nos privados que consumiram em excesso, bem para além da sua capaciade de endividamente e retorno. Talvez Soros tenha razão: a um Estado que confiava cegamente nas virtudes auto-regulatórias do “Mercado”, tenha que surgir agora um Estado excessivamente regulatório. Mas não complacente, ou a mensagem perder-se-á e teremos nova e ainda mais grave crise, aqui mesmo, ao virar da Esquina.

  8. Clavis Prophetarum
    Durante longos setenta anos, os americanos, de uma ou outra forma, submeteram ´´países amigos´´ ditando as normas que melhor lhe convieram. Obtiveram lucro e vantagem, deixando de lado qualquer escrúpulo, princípio de moral ou decência. Infelizmente, vários países europeus os apoiaram em guerras injustas, contra países despreparados. E não me refiro á UK, seu apêndice natural, senhora que se transformou em vassala. Mas França, Alemanha, Espanha… e etc. Até aqui, eles jamais temeram a Europa como conjunto por que sempre souberam muito bem da facilidade de pôr uns contra os outros, sempre que necessário. Línguas diferentes formam nações diferentes e eles sempre exploraram isso, com relação à Europa. Prova, esta afirmação, a união durante a segunda guerra mundial entre a Alemanha e Áustria. E no imediato pós-guerra, o olhar de desconfiança entre a Inglaterra e a França, aliás que se mantém até hoje.
    Essa mesma velha Europa é em boa parte responsável pela manutenção desse império infeliz. Outro grande fator de manutenção desse ´status´ foi a existência da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Uma grande desculpa…
    Mas juntamente com o terceiro milênio chegaram os fatores desagregadores, sinalizando a derrocada do império da arrogância e da prepotência que eles montaram. Estão sendo superados no setor agrícola, pecuário, industrial, científico em geral e… financeiro. Semearam ventos e começaram a colher tempestades.
    Parece que está faltando aos americanos atuais, ânimo necessário para inocular doenças em nossas (brasileiras) plantações. Ou por outro lado, não conseguem mais concorrer com nossos fitopatologistas. O mesmo ocorre com o nosso rebanho de gado bovino (o maior do mundo), que já não apresenta o mesmo teor de infestações… Estão perdendo a corrida…
    Fraterno abraço

  9. O mundo funciona por ciclos… O poder oscilar de local em local, ao longo da História. Sempre foi assim, e sempre assim será… Ao “império” anglo-saxónico, agora na última encarnação nos EUA sucederá outro… Só temo que este seja a tirânica e imperialista China… Antes fosse a ìndia (democrática) e o Brasil… Já que da Rùssia sopram ventos demasiado autoritários para o meu gosto.

  10. O mundo funciona por ciclos…
    – Parece que tudo funciona assim no universo.

    O poder oscilar de local em local, ao longo da História.
    – … mas estritamente de acordo com as leis que regem o universo e tudo o que nele existe…

    Sempre foi assim, e sempre assim será…
    – Não poderia ser diferente. Existe ordem no aparente caos (Ordo ab cao).

    Ao “império” anglo-saxónico, agora na última encarnação nos EUA sucederá outro…
    – Não necessariamente ´uma continuidade´ ou algo que venha a ser equivalente…. É o karma coletivo que nos leva a pertencer a uma determinada nação. Creio que aqueles que evoluem dentro de uma nação, acabam ´tomando seus rumos´ de forma diversa dos demais.

    Só temo que este seja a tirânica e imperialista China…
    – O maior feito militar da China, em todos os tempos, foi a ´tomada´ do desarmado e pacífico Tibete. A China jamais, em toda sua longa história, foi ao menos capaz de resistir às várias invasões que sofreu. Entre suas raças tão iguais, lutaram sim e houve vencedores mas contra extrangeiros… Sempre foram um fiasco retumbante. Compara a China continental com Formosa. A China comunista não atacou Formosa e jamais o fará, por que essa não é ´a praia deles´, como se diz por aqui. Viveram, no passado recente submetidos aos japoneses… escravisados… Pasme, até os americanos bateram neles. Imediatamente depois de os americanos terem sido expulsos do Vietnan, os chineses invadiram o norte daquele país… Levaram uma ´surra´ em regra.

    Antes fosse a ìndia (democrática) e o Brasil…
    – No ano 3000, a Índia vai estar muito ocupada com o ´mercado negro pós soviético´, com Paquistão… e com a fome.

    Já que da Rùssia sopram ventos demasiado autoritários para o meu gosto.
    – O grande e poderoso império soviético não passava de um balão de gás, que não resistiu ao primeiro alcoolatra com um alfinete na mão. Povo de carneiros, subservientes. Os russos, a sua maneira, não são melhores do que os chineses ou os indús. Meia duzia de arrogantes dirigem e tripudiam sobre uma imensa legião de desmoralizados.
    Podes discordar o quanto quizeres, mas o Brasil será o número um deste século. É por demais evidente, o universo ´conspira´ para isso.

    Um fraterno abraço

  11. Graxaim:

    “Ao “império” anglo-saxónico, agora na última encarnação nos EUA sucederá outro…
    – Não necessariamente ´uma continuidade´ ou algo que venha a ser equivalente…. É o karma coletivo que nos leva a pertencer a uma determinada nação. Creio que aqueles que evoluem dentro de uma nação, acabam ´tomando seus rumos´ de forma diversa dos demais.”
    -> Sim, há quem defenda o modelo do multpolarismo, em que o Poder no mundo se divide por vários pólos: China, Índia, Europa, EUA, etc. e que cessa este modelo unipolar (dos últimos anos ou bipolar, da Guerra Fria)

    “Podes discordar o quanto quizeres, mas o Brasil será o número um deste século. É por demais evidente, o universo ´conspira´ para isso.”
    -> Tenho a certeza disso! E tudo farei para que assim seja no quadro de uma forte, estável e promissora união lusófona…

    abraços quintanos!

  12. Sidnei Tives

    Caro Graxaim,

    também os japoneses já foram colônia da China; e os alemães dos romanos; e os americanos dos ingleses; também nós brasileiros já fomos colônia portuguesa e assim como os do norte, é somente pela recente existência e pela localização geográfica que já não fomos ambos dominados por todos os impérios que antes se sucederam na história.

    Em relação à China, à Índia, e ao Paquistão etc não tome a situação de outrora como limitante para os dias que virão.

    Se assim fosse, os japoneses ainda seriam meros pescadores vivendo em casas de madeira e não a segunda potência econômica; os alemães viveriam ainda a se embater nas periferias da europa e não seriam a terceira potência mundial; os norte-americanos viveriam ainda a celebrar gloriosos cultos preocupados em bem servir á Coroa.
    Nós brasileiros provavelmente vieríamos a fazer pamonhas e mandioca com os tamoios, tupinambás, jês, tapuias e guaranis à espera da próxima galé portuguesa a nos divertir com seus espetaculares espelhos, facas, facões e claro, as garrafas de vidro: que coisa fantástica era aquilo.

  13. A História está em constante mudança, mas esta é, em grandes tempos… cíclica. Aos apogeus, correspondem sempre ocasos, e vice-versa. Ao presente apogeu (?) chinês, corresponderá um declínio, que, acredito, já se está a verificar… Assim como ao ocaso (patente) dos EUA corresponderá a ascensão de novas potencias… nas quais não se encontra a contraditória, anti-democrática e imperialista china, mas a Índia, no Oriente e a Ocidente… o Brasil e a demais lusofonia que se queira juntar a este. Essa é a minha convicção e a nossa grande batalha:
    http://www.movimentolusofono.org/

  14. Graxaim

    Caro Sidnei,
    Concordo plenamente contigo no que dizes acima. Só não sei sobre que parte do meu texto te referes, já que teu texto, presumo, seja para contrapor algo que eu tenha afirmado. Vou gostar de saber…
    Fraterno abraço

  15. Sidnei Tives

    Nunca me esqueço de que a China sempre foi um império – a propósito do nome Império do Meio. Passa-se por um período em que encontra-se ofuscado o poder continental dessa ascendente potência mundial.
    Porém concordo, se interpretei corretamente sua idéia, que o maior papel da China será realmente o de contrapor-se aos EEUU nesse esperado ocaso do gigante do norte. Daí os aspectos apontados de contraditoriedade e imperialismo tornam-se fundamentais a quem se dispõe a destoar da nova ordem mundial. Reconheçamos que, restrita a conversa na questão da contraposição aos americanos, melhor tem procedido a China do que a Coréia do Norte, Irã e outros opositores, dos quais peço permissão para mencionar Hugo Chaves – por mera fidelidade ao assunto.
    A China se contrapõe e não pode deixar de ser ouvida ou mesmo ignorada, coisa que muitos outros países e nações apenas almejam.

  16. Sidnei Tives

    Caro Clavis Prophetarum,

    A despeito da possibilidade de participação brasileiro no projeto do caça de 5ª geração PAK, gostaria de saber sua opinião sobre os caças russos na América do Sul, mormente os Sukhoi.

    Leigo mas curioso que sou, penso que com sua capacidade de carga; autonomia – que permite cruzar o Brasil de norte a sul, sem reabastecer; vôos em velocidades supersônicas; equipado, segundo os russos, com a mais moderna aviônica; e armado, ainda segundo os fornecedores, com armamento dispare-e-esqueça e para-além-do-horizonte (coisas que os americanos recusam terminantemente) não poderia haver opção melhor dentro do poder do orçamento militar brasileiro.
    Veja-se o Sukhoi 35. Que coisa portentosa e imponente.
    Ainda afirmam que constroem os caças localmente – parceiros com a Embraer – com repasse de tecnologia!
    É quase um novo caminho para as Índias !

  17. Sidnei:
    Sem dúvida alguma que o regime chinês é mais aberto, tolerante e democrático que o nortecoreano, sudanês, birmanês ou zimbabweano… todos regimes apoiados expressamente pela China.
    Mas é um regime que ocupa militarmente outro país (o Tibete), que não é democrático, que impõe censura e onde (apesar dos progressos dos últimos anos) ainda há um grande déficit em direitos humanos e laborais.
    São estes aspectos a grande fraqueza da China e os pontos a partir dos quais o seu poder se está a começar a erodir…

    A Sukhoi faz atualmente os melhores caças de 4,5 geração do mundo (excepção feita, talvez para o Typhoon), assim o Brasil muito teria a ganhar com esta parceria… Como a china hoje é capaz de fabricar localmente Su-27 depois de ter recebido kits russos dez anos antes, um dia (dez anos depois?), o Brasil também será capaz de fabricar PAK-FAs ou Su-35… Essa é a raíz da questão: o ganho de know-how que depois pode ser usado por empresas brasileiras no sector civil. Por isso, sim… sou um fervoroso adepto dessa ligação.

  18. Graxaim

    Daqui a dez anos, teremos evoluido quarenta ou cinquenta anos, nos termos de concepção de progresso científico atual. Isto se entende facilmente se pensar-mos no que vem ocorrendo, na rapidez da evolução científica. O crescimento científico é geométrico, não aritmético. É temerário fazer previsões. Pode ser que eu esteja muito enganado, mas penso e acredito que os aviões de caça de quinta geração estarão mais superados em dez anos do que hoje astão os caças da 2° grande guerra.
    Saudações fraternas

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