Daily Archives: 2008/01/24

Dos sinais… financeiros do começo da decadência dos EUA no mundo…

World Military Expenses
(Um interessante mapa do mundo de acordo com as despesas militares de cada país in http://blog.joshuajmorgan.com)

A financeira Bear Sterns reportou recentemente a perda de mais de dois biliões de dólares, a sua primeira perda nos seus 84 anos de existência. A mais conservadora Morgan Stanley declarou também perdas da ordem dos 10 biliões de dólares, naquela que foi também a primeira perda de sempre da empresa, numa história de sucessos consecutivos que tinha já 74 anos… Contudo, simultaneamente, admitiu ter recebido uma injecção de capital da ordem de 5 biliões de dólares, proveniente directamente de investidores chineses. Por seu lado, o City Group – com um registo financeiro mais feliz – declarou ter recebido também um afluxo de capital do fundo de investimento estatal do Abu Dhabi da ordem de grandeza de vários biliões… Ou seja, apesar das perdas motivadas por erros graves e sucessivos de gestão, estas financeiras parecem continuar apelativas e a cativar investimentos estrangeiros. Não deixa de ser curioso que estas infusões venham precisamente dos dois locais do mundo que mais resistentes são a investimentos financeiros directos… É também curioso que estes capitais tenham afinal origem nos… próprios EUA. É que os Estados Unidos acumulam desde há décadas défices comerciais com estes países (de petróleo com o Médio Oriente e de produtos manufacturados com a China). Outrora estes países reinvestiam estes excedentes em Fundos do Tesouro americano, mas como estes só pagavam taxas moderadas, agora estão a começar a investir preferencialmente em empresas como a Morgan Stanley, que têm tido retornos mais ambiciosos (e arriscados…). É este movimento que aqui se observa. E não se trata de pequenos movimentos. Estes fundos sauditas, koweitianos, chineses, etc, têm carteiras da ordem dos triliões de dólares e o facto do dólar estar agora tão enfraquecido também os tem levado a sair dos fundos do tesouro.

Segundo as teorias clássicas, os “países imperiais” caracterizam-se por terem grandes quantidades de bens no estrangeiro. Era assim com o Reino Unido até ao final da Segunda Grande Guerra e com os EUA até recentemente, mas hoje, os EUA são financeiramente um país secundário. O poder político e económico dos EUA ainda é hoje formidável, mas começam a estabelecer-se as bases para o seu declínio… É que o poder político dos EUA assenta hoje já muito sob a expressão militar deste poder, e o custo de manter esta superioridade militar, cada vez mais distante do desempenho da Economia, começa a ser esmagador e os EUA começam a ter um exército sobredimensionado, mais caro e mais numeroso do que podem efectivamente suportar. Recolhendo uma parcela cada vez mais significativa do orçamento, o orçamento da Defesa vai acabar por se tornar o maior sorvedouro de recursos do país e precipitar uma decadência económica e social que hoje ainda só é possível antever.

Fonte: Podcast de Doug Henwood “Behind the News”

Categories: DefenseNewsPt, Economia, Política Internacional | 18 comentários

Quids S10-25: Que aviões são estes e servem em que Marinha?

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Dificuldade: 1

Categories: Quids S10 | 13 comentários

Sobre a recente vaga de incêndios florestais gigantes na Califórnia e… Portugal


(Fotografia de satélite da vaga de incêndios na Califórnia de 2004 in http://alg.umbc.edu)

Há dez anos se na Califórnia houvesse um fogo florestal que consumisse cem mil hectares estaríamos perante um “fogo de grandes proporções” e se tivéssemos dois destes por ano, já seria um ano anormal. Mas nos últimos anos, desde 2005, fogos com duzentos mil hectares estão a tornar-se normais. A última estação de fogos foi a pior jamais registada, e o ano de 2007, foi o segundo pior de sempre, com mais de nove mil milhões de hectares ardidos. Algo está a mudar, e a mudar muito rapidamente no clima da Califórnia… Algo que não pode ser estranho ao aumento das temperaturas e da redução da humidade dos solos, consequência do Aquecimento Global.

Tentando combater este recrudescimento existem nos EUA apenas 92 equipas de intervenção rápida, ou seja, em todos os EUA, um país com a conhecida extensão continental, existem apenas pouco menos de cem equipas de cerca de oitenta membros cada responsáveis por acorrer aos primeiros sinais da aparição de um incêndio florestal! Parece muito?… Não o é. Portugal terá até 2009 cerca de 200 equipas da GNR com idêntica missão e uma área florestal várias centenas de vezes menor (ver AQUI)… Alguns destes bombeiros culpam a estratégia de combate dos últimos anos por este novo fenómeno, para além do Aquecimento Global… Acreditam que a estratégia de intervir logo que surje um pequeno fogo pode estar por detrás dos megafogos de 500 mil hectares e de outros da mesma escala: é que impedindo estes pequenos fogos de consumirem mata e arbustos, deixam acumular combustível para estes grandes fogos. Será uma observação aplicável também a Portugal? Provavelmente, sim… Mas pelo menos uma coisa estamos a fazer melhor: temos mais equipas de primeira intervenção que os poderosos EUA e talvez nem só das menores temperaturas e da maior pluviosidade tenha dependido a redução da área ardida em 2007. Talvez estejamos mesmo a fazer neste domínio um bom trabalho.

Fonte: Podcast “60 minutes”

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Afinal a China não está a enriquecer tanto quanto se pensa…

“Lembram-se de ler as previsões que apontavam para a China passar a ser a maior economia mundial a partir de 2012? Bem, tal não vai acontecer tão cedo. Uma coluna de Albert Keidel, do Carnegie Endowement for International Peace, no “Financial Times” explica (…) Ao contrário do que sucedeu durante imensos anos, este relatório usou pela primeira vez um cabaz de preços chineses bastante preciso. Aplicando o método da paridade do poder de compra, o BAD chegou a uma conclusão surpreendente: a economia chinesa é 40% menor do que se pensava.”

Expresso de 15 de Dezembro de 2007

Ou seja… 2012, o tal ano para onde muitos também já começam a apontar como sendo o primeiro ano em que a produção de petróleo vai começar a entrar em franco e abrupto declínio, não será ainda o primeiro ano do reinado da China como superpotencia mundial econónomica. E não o será também porque o crescimento chinês assenta em grande medida no consumo crescente de matérias-primas e de fontes de energia convencionais, carvão e petróleo. Em segundo lugar, esta informação reflecte também algo que já começar a tornar-se de uso corrente no “economês” corrente e que o senso comum já suspeita à algum tempo: o PIB per capita e as tabelas comparativas que o usam (como ESTA) são muito imperfeitas, já que não dão conta da distribuição da riqueza, e ainda menos, da qualidade de vida comparada de cada cidadão… Usando estes novos indicadores, como o PPC (um indicador para o qual o Golani já havia chamado a atenção por estas bandas) obtemos tabelas muito mais exactas de comparação de poder de compra entre vários países pela simples comparação de quanto é uma determinada moeda pode realmente comprar em bens e serviços e assim permite obter uma comparação mais exacta de rendimentos e custo de vida.

Categories: China, Economia | Deixe um comentário

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