Daily Archives: 2008/01/17

Do Estado Actual da Força Aérea Chinesa (Parte 1)

A força aérea chinesa alinha actualmente com perto de 2300 aviões de combate de vários tipos, ou seja, a China tem hoje aquela que é numéricamente a segunda maior força aérea do mundo, logo, atrás da USAF americana, com os seus impressionantes 6013 aviões (ver AQUI). Contudo, apesar de um esforço considerável nos últimos anos esta segunda posição deixa-a ainda a uma imensa distância da USAF… Na própria estrutura de forças militares chinesas, a PLAAF está relegada a um papel secundário em relação ao Exército. De facto, até 1995, o chefe máximo da PLAAF nem sequer era um aviador, mas um oficial do Exército nomeado para a gerir a PLAAF e isto somente explica muita da dificuldade que a PLAAF tem tido em cativar recursos e meios ao longo da sua História, uma dificuldade que só foi atenuada nos últimos anos…

Actualmente, o grande problema da PLAAF continua a ser o treino e o número de horas de vôo por piloto. Depois da Revolução Cultural, esse número caiu abruptamente para menos de 24 horas de vôo anuais por piloto, e o número só tornou a subir no final da década de 70, sendo o valor actual ainda pouco superior ao que era em 1968, voando apenas 100 horas anuais, ou seja, cerca de metade dos pilotos japoneses ou dos EUA, e ainda menos que as 150 horas dos pilotos da Marinha brasileira (ver AQUI). Como se não bastasse estes baixos níveis de preparação (que aliás podem ter estado na base deste incidente com o P-3 Orion dos EUA em Abril de 2001), a PLAAF sofre também dos males do uso de uma estratégia de emprego de forças ultrapassada que considera os meios aéreos como uma parcela secundária das operações terrestres. Os pilotos são intruídos para preservar o seu dispendioso aparelho a todo o custo e não levam as suas máquinas até aos seus limites, com receio das represálias que podem sofrer em caso de o perderem.

(J-6 (Mig-19 da PLAAF in http://www.aerospaceweb.org)

Por outro lado, o grosso dos aviões ao dispôr da PLAAF continua ser obsoleto e será ainda por muitos anos. Como se pode ver AQUI hoje em dia ainda existem centenas de aviões J-6 (MiG-19) em actividade, e 500 J-7 (MiG-21) e 650 J-8 (cópia local do Su-15) até 2015 (!). Destes, o J-8 parece ser um aparelho especialmente fraco… Desenvolvido em 1964 e consistindo numa expansão do desenho do J-7 (MiG-21), o caça procurou replicar muitas das características do Su-15 soviético, mas logo no começo da sua carreira foi flagelado por uma sucessão de avarias, entrando em uso operacional apenas 20 anos depois, nos começos da década de 80… Dada as patentes limitações do J-8, a PLAAF pressionou logo quase de seguida a favor do desenvolvimento de um novo aparelho, o J-8 II

J-8 II
(J-8 II in http://images.janes.com)

Esta versão do J-8 já seria um avião de combate minimamente decente e começaria a entrar em serviço em 1984, ainda não um avião multirole, como já começava a ser doutrina no Ocidente, mas um interceptor dedicado, não particulamente ágil (mas bastante mais do que o primeiro J-8) e incapazes das missões multirole exigidas actualmente a um avião de combate de primeira linha. Estas características, assim como as maleitas resultantes da aplicação da doutrina chinesa do emprego de meios aéreos resultaram de forma estrondosa na curta, mas tenaz, guerra fronteiriça que a China e o Vietname travaram em 1979 (ver AQUI ) e onde as divisões terrestres chinesas avançaram sem qualquer apoio aéreo, sem missões de reconhecimento, controlo do espaço aéreo, patrulhamento, nem bombardeamento táctico ou estratégico. Básicamente, os pilotos ficaram nas suas bases, esperando ordem para deslocar, se houvesse uma incursão da força aérea vietnamita. Como esta não ocorreu durante esses 29 dias, nenhum aparelho chinês entrou em acção… A partir da década de 80, a China começou um programa sistemático de actualização dos seus meios aéreos, começando pela aquisição nebulosa de um MiG-23 egípcio que foi estudado em grande detalhe, seguindo os mesmos processos que mais tarde transformariam o Lavi israelita no J-10 (ver AQUI). Muitos destes ensinamentos seriam aplicados no J-9, cujo primeiro protótipo voou em 1975, mas sem continuidade já que o projecto seria abandonado em 1980… Contudo, muito dele, nomeadamente as asas em canard, seriam reutilizadas na adaptação local do Lavi, o J-10 acima mencionado.

continua…

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Quids S10-21: Como se chama este homem?

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Dificuldade: 2

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Resposta a comentário do Dr. Alexander Zaitsev sobre as suas experiências METI


(Alexander Zaitsev Cientista Chefe do “Radio Engineering and Electronics Institute” da Academia Russa de Ciências in ieti.org)

A propósito deste artigo recebi um comentário do próprio cientista russo (benefícios do “Google Alerts“, certamente…) sobre o envio de sinais de rádio para um grupo seleccionado de estrelas por parte da equipa chefiada por este cientistas. Em primeiro lugar, fico muito honrado por ter captado a atenção de um dos maiores radioastrónomos russos, ainda que não concordemos com o envio deste sinais, e em segundo lugar, gostaria de responder:

Dr. Alexander Zaitsev (20:20:20) : editar
In my early paper:
Sending and Searching for Interstellar Messages:
http://arxiv.org/abs/0711.2368 was demonstrated that usual radar investigations of asteroids and comets are much more detectable by terrible Aliens than METI (Messaging to ETIs)”

O Dr. Alexander Zaitsev responde afirmando que num trabalho seu publicado em http://arxiv.org/abs/0711.2368 que os sinais de radar enviados para o Espaço a partir de vários radiotelescópios, como o de Arecibo (ver AQUI), podem ser mais fácilmente detectados por presumíveis antenas extra-terrestres do a actividade METI patrocinada pela sua equipa. Mas é o próprio cientista que admite no seu documento que das várias emissões registadas pelos vários radares nenhuma alcançou as estrelas… “The analysis of radar data has revealed the following experimental fact: any among the 1223 transmissions does not get to stars”. E mais adiante admite que tal aconteceu porque se trataram de emissões não dirigidas, casuais e com muito baixa probabilidade de alcançarem alguma estrela capaz de abrigar vida: “Therefore at pointless casual radiation transmission the probability of getting into inhabited zones is insignificantly small.” Aliás, esta mesma característica pode explicar a grande anomalia do SETI que é a ausência de sinais captados de civilizações extraterrestres… Ou não as há, ou algo impede que os seus sinais cheguem à Terra e este algo pode ser apenas esta necessidade de enviar os sinais de uma forma muito direccionada ou vectorial.

Por outro lado, o próprio radioastrónomo russo fornece no seu trabalho outra pista: “If the probability of our radar transmissions to get into
the habitable zones of cataloged stars is very low and They do not see us, then the probability to get to the Earth at similar
pointless transmissions implemented by other civilizations is also very low.” Ou seja, seria preciso enviar sinais para zonas onde existem estrelas que têm condições para albergar planetas ou onde já se sabe existirem planetas. Actualmente, já se descobriram mais de 270 planetas, como se pode ver AQUI e a equipa de Zaitsev tem apontado as suas emissões para um grupo de estrelas que se crê terem planetas, não está a emitir aleartóriamente para o Espaço Sideral e logo… Como admite o próprio cientista, as probabilidades de os seus sinais são considerávelmente mais elevadas… Do que as emissões que afirma no comentário seram “ainda mais detectáveis”…

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Quids S10-22: O que está representado nesta fotografia?

asasas1.jpg

Dificuldade: 3

Réplicas lentas ! (Depois das 14:00?)

Categories: Quids S10 | 5 comentários

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