Sobre o Movimento que procura banir o uso de “Bombas de Fragmentação” (Cluster Bombs)


(“Bomba de Fragmentação” que não detonou, contendo centenas de pequenas bombas e que foi lançada por Israel no Sul do Líbano em Novembro de 2006 in http://www.worldproutassembly.org)

Uma das maiores pragas da actualidade – a par das minas pessoais – são as chamadas “Bombas de Fragmentação” (Cluster Bombs) que são usadas frequentemente na maioria dos conflitos militares da actualidade, por todos os intervenientes, mas sobretudo pelas maiores potencias militares da actualidade. Germina actualmente um movimento que reclama a proibição do seu uso, e nesse sentido, em Viena, no passado dia 5 de Dezembro reuniram-se várias dezenas de vítimas destas armas. Esta reunião é parte do “Oslo Process” (não confundir com este “Processo de Oslo”) que procura banir em 2008 o uso destas bombas. Mais de 130 países procuram estabelecer um acordo nesta área, mas infelizmente – e vergonhosamente – entre estes não estão os maiores utilizadores deste tipo de munições: Estados Unidos, China, Rússia e Israel… As duas últimas usaram muito recentemente armas deste tipo, na Chechénia e no Líbano, e os EUA… Distribuiram-nas abundantemente por todo o mundo… As Nações Unidas estão a patrocinar este esforço e o seu secretário-geral Ban Ki-moon tornou este ponto numa das prioridades da sua agenda para 2008. Veremos se estes quatro países conseguem resistir a estas pressões…Estas “Bombas de Fragmentação” são lançadas por artilharia ou de avião e congregam várias pequenas bombas que se soltam em pleno vôo, depois da bomba principal ser activada. São armas de elevada dispersão (entre 200 a 400 metros), e logo, a antítese das “armas de precisão” que os EUA dizem usar nos seus cenários de guerra actual, mas nem sempre… Concebidas para serem usadas contra formações de blindados ou concentrações de infantaria, na verdade, cerca de 5% de cada lote destas bombas não explode imediatamente e fica activda durante muito tempo, até serem descobertas acidentalmente – quase sempre por civis, e frequentemente por crianças – provocando grandes ferimentos ou a morte. Estima-se que só no Kosovo existam vários milhares destas armas, aí deixadas pelos EUA numa época em que tinham menos pruridos do que hoje no Iraque, onde actualmente já não têm usado estas armas…

Fontes:

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Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | 7 comentários

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7 thoughts on “Sobre o Movimento que procura banir o uso de “Bombas de Fragmentação” (Cluster Bombs)

  1. sa morais

    Que grande ervilha!

  2. Acho interessante aquela frase de Robert Fisk: “a guerra é a falência total do espírito humano”. O que nos faria perguntar sobre essa bomba, mas também todas as outras!

  3. Estas bombas em particular, são imorais e deviam ser banidas… Quanto ao desarmamento… Acho impossível. haveria logo algum bando de fanáticos pronto para ocupar a nossa casa e escravizar a nossa família… veja-se o que fez o exército chinês ao tibete desarmado, por exemplo.

  4. O Brasil não é signatário do acordo para banimento das bombas cluster, por entender que são importantes fatores disuasórios em seu arsenal, face a sua utilização potencial principalmente quanto a inimigos superiores em força militar.

  5. Os quais não se perfilam por enquanto entre os seus vizinhos… E mesmo se os houvesse… trata-se de uma bomba de “longo prazo”, que vitima civis (crianças, sobretudo). É como as armas químicas, uma “arma cega”, por oposição a “arma inteligente”, e devia ser banida…

  6. Concordo contigo, não sou favorável a tais bombas.

  7. Óptimo. Estamos do mesmo lado… Agora só falta convencer esses governos… Coisa pouca!

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