Os “Banhos Públicos” de Castelo Rodrigo


(http://www.hot-tubs-spas-swimming-pools.com)

“Em 1231, ainda funcionavam os banhos de Castelo Rodrigo. As mulheres frequentavam-nos ao domingo, à terça e à quinta; os homens segundas, quartas, sextas e sábados. Homem apanhado no banho em dia errado pagava um morabitino.”

António Borges Coelho
Concelhos medievais portugueses

Bem… Há várias coisas a comentar nesta passagem… Em primeiro lugar, o facto de ainda haver “Banhos Públicos”, uma tradição romana, não muçulmana, indica que as mesmas populações se mantiveram em Castelo Rodrigo continuamente, e que na expressão de grande tolerância religiosa e cultural que marca a presença do Islão na Península Ibérica, estes Banhos foram tolerados ou até aceites, sem problema pelos governantes muçulmanos. Por outro lado, contradiz um tanto aquela imagem popular dos habitantes da Idade Média como sendo gentes que tinham uma aversão atávica e para-religiosa à… limpeza. Seriam, alguns, e a propagação da Peste Negre encontrou nos maus hábitos e cultura de higiene terreno fértil para se propagar e para levar à morte um terço dos europeus da época… Mas cuidado com as generalizações. Não era assim em todo o lado… E certamente que o não era em Castelo Rodrigo… Por fim… Um morabitino não me parece muito para ver as carnes femininas… Qual seria o câmbio moderno?

Categories: História | 3 comentários

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3 thoughts on “Os “Banhos Públicos” de Castelo Rodrigo

  1. Segundo o Foral Medieval de Torres Vedras: (15 de Agosto de 1250) devia ser uma pipa de massa.

    …aquele que publicamente, na presença de homens bons, com armas arrombar violentamente casa pague duzentos soldos e isto assim sem vozeiro e se o assaltante for morto dentro de casa, o que matou ou o dono da casa pague um morabitino, e se aí for ferido pague por isso meio morabitino.

    …Por égua vendida ou comprada dêem dois soldos, por boi dois soldos, por vaca um soldo e por burro ou burra um soldo, por mouro ou moura meio morabitino. Por porco ou carneiro dois denarios, por bode ou cabra um denário. Por carga de azeite ou de couros (peles) de boi ou de zebro dêem meio morabitino, por carga de cera meio morabitino, por carga de anil ou de panos ou de peles de linho de Bragal, dois denarios.

  2. Pois é amigo, já iniciei a minha participação no MIL.
    Obrigado pela lembrança.

    Um abraço.

  3. Pires:
    …e “denario” haveria ser a fonte do actual termo… “dinheiro”.
    …Já reparei! Agora é preciso “colocar a roda em marcha”, para que finalmente se possa mudar alguma coisa neste país sem tino nem beira e para que retomamos o rumo perdido algures, lá nas brumas do passado…

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