Daily Archives: 2008/01/07

Prometa: Promessa ou Embuste? Sobre uma possível cura para todas as dependências de drogas ou alcóol

O medicamento “Prometa” é actualmente uma das maiores promessas para quem sofre de qualquer tipo de depêndencia, do alcóol ou de alguma droga, nomeadamente de cocaína ou meta-anfetaminas. Os mecanismos através dos quais este medicamente age no organismo ainda são muito mais desconhecidos, mas acredita-se que funciona pela diminuição da ansiedade agindo nos receptores que o cérebro têm para o GABA, um neurotransmissor.

Mas apesar de todas as promessas e de diversos relatos do seu extraordinário sucesso, o Prometa ainda não foi aprovado pela FDA “Food and Drug Administration” e ainda que esta forma de tratamento das dependências esteja a ser utilizado em vários centros de tratamento pelos EUA o medicamento não cumpriu ainda a normal e corrente bateria de testes de placebo (double blind, em que nem os médicos, nem os doentes sabem quais doses têm o composto testado ou um inerte). Esta omissão é estranha e induz algumas dúvidas sobre a credibilidade da empresa que fabrica o medicamento (de facto, apenas um composto de vários outros medicamentos já conhecidos e previamente aprovados pela FDA). Os testes já realizados e liderados pelo membros da Hythiam, a empresa que fabrica o Prometa não cumpriram nenhuma das regras que devem reger estes testes científicos a novos medicamentos… Os testes, realizados sobre meia centena de individuos com problemas de adição a meta-anfetaminas não incluiram um grupo de controlo a quem foi ministrado um placebo e todos os médicos e pacientes sabiam o que estava exactamente a ser testado… Ou seja, abriram-se todas as portas para efeitos psico-somáticos… Nestas condições é claro que os resultados foram positivos, especialmente a curto prazo e uma área onde a Psicologia é tão determinante como na do tratamento das adições… Decorrem actualmente alguns estudos, mais científicos, mas os seus resultados ainda não são conhecidos. Mas existem cada vez mais organizações nos EUA a usarem este medicamento (ou melhor, este composto de medicamentos conhecidos, porque é disso que se trata), alguns com financiamento público… Será que estamos verdadeiramente perante uma solução milagrosa para essa grande praga que são as adições, responsáveis só por si por mais de metade de toda a actividade criminosa em todo o mundo e pelo financiamento de algumas das fortunas mais extensas e perigosas do mundo ou… estamos perante um golpe publicitário, um enorme embuste patrocinado pelos proprietários da Hythiam?… A sua relutância em patrocinar testes “double blind” para indicar tal… E o nosso inato pessimismo também… admito.

Fonte Principal:
Wikipedia

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Categories: Ciência e Tecnologia, Saúde | 20 comentários

Quids S10-13: Que navio de passageiros era este?

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Dificuldade: 2

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O Sol está a entrar num novo ciclo de 11 anos de aumento de actividade

Solar Storms
(http://www.apollopony.net)

Segundo a Agência Espacial dos EUA, a NASA, o Sol acaba de entrar num novo ciclo de aumento de actividade solar. Sabe-se que o Sol tem ciclos de 11 anos, em que o último teve o seu momento mais alto entre 2001 e 2002 com uma multiplicação das manchas solares e de tempestades solares, fenómenos que a partir de agora deveremos começar a observar com cada vez mais frequência e intensidade…

O primeiro sinal da reaparição deste ciclo teve lugar a 11 de Dezembro, com um pequeno pico de actividade magnética, o qual segundo o físico solar David Hathawayindica que “Este pico de magnetismo pode ser um sinal do próximo ciclo solar. Os novos ciclos solares começam sempre a altas altitudes, e com uma reversão de polaridade numa mancha solar.” Isto é, num local da superfície solar onde ocorre uma inversão de polaridade magnética em relação à polaridade do ciclo anterior. Os ciclos de 11 anos não são como relógios, contudo… Em Agosto de 2006 houve um sinal idêntico, que não se chegou a confirmar… E o mesmo pode estar agora a acontecer… Esperemos que não, porque se a actividade solar conhece um pico agora, com o petróleo a caminhar alegremente (na perspectiva saudita e chavista da coisa), com os Mercados ainda a ressentirem-se dos erros do Sub-prime e com a economia americana a patinar, então teremos um novo factor de perturbação para a Economia Mundial e o acentuar das razões daqueles que acreditam que estão criadas as condições para assistirmos a uma recessão global… É que as tempestades solares podem ter consequências muito concretas e palpáveis na Terra, ao contrário do que muitos acreditam… Especialmente quando este ciclo (se se confirmar a sua existência) tiver o seu pico, entre 2011 e 2012.

As tempestades solares começaram a ter os seus primeiros efeitos na Terra no século XIX, com vários casos reportados de electrocussão de operadores de telégrafo durante picos solares. Em 1940, voltagens de ordem dos 2600 volts foram detectadas no cabo telegráfico entre a Escócia e o Canadá e as comunicações de ondas curtas foram seriamente afectadas. Em 1972, um transformador de 230 mil volts no Canadá explodiu pela mesma razão, e em 13 de Março de 1989, uma tempestade magnética provocou um imenso apagão, no Quebec, afectando milhões de pessoas (para uma lista completa das maiores tempestades solares clicar AQUI). Na década de 90, o “North American Electric Reliability Council” estimava que uma tempestada magnética apenas um pouco mais forte do que aquela que se abateu no Quebec em 1989 poderia provocar mais de 6 biliões de prejuízos por todos os EUA, a números actuais. Para além de problemas com as redes eléctricas, também os gasodutos e as redes de distribuição de petróleo sofrem também com esta tempestades, que multiplicam o seu nível de corrosão e que podem provocar também a ignição de violentos fogos como aquele que em Junho de 1989 provocou a morte a mais de meia centena de passageiros do comboio trans-siberiano.

Mas entre as piores possíveis consequências destas tempestades que agora se avizinham estão a densa e cada vez mais vital rede de satélites artificiais que rodeia o nosso planeta… No total, devem valer perto de uma centena de biliões de euros e como se encontram acima da protecção da nossa atmosfera estão mais sujeitos a danos que os equipamentos electrónicos no solo. Estes satélites estão também recheados de electrónica delicada e de alta tecnologia… particularmente frágil perante um bombardeamento magnético. E não falamos aqui no campo das meras probabilidades… Em 1997, o satélite Telstar 401 foi destruído por uma tempestade magnética e suspeita-se que o mesmo aconteceu com o Galaxy IV e alguns satélites da rede Iridium. E substituir estes satélites que possam vir a ser danificados não será tarefa fácil… Simplesmente, não existe “stock” de satélites (de comunicações ou de outros tipos) prontos para serem lançados a qualquer momento (embora existem stocks desses para satélites de espionagem). Ou seja, se os cerca de mil satélites activos que hoje orbitam o globo se perdessem, demorariam longos anos (décadas?) até que o seu número fosse reposto até valores minimamente aceitáveis.

Ou seja… Podemos antecipar para os próximos anos problemas com sistemas que dependem de redes de satélites… GPS, comunicações internacionais, emissões de televisão e rádio… Monitorizações de clima (e do Aquecimento Global…), isso é certo. Ignoramos é a escala, mas esta pode ser, potencialmente enorme, como demonstraram os acontecimento de 1989 e a grande tempestade solar de 1859… De qualquer forma, sem dúvida que se aproximam anos turbulentos… Não bastava já o barril de petróleo a 100 dólares, a crise dos mercados financeiros e as consequências cada vez mais evidentes do Aquecimento Global, e agora temos também que nos preocupar com o próximo ciclo de tempestades solares… Que azar! Ou… Será que estávamos mesmo a pedir?

Fonte:
Space.com

Categories: Ciência e Tecnologia, Economia | 6 comentários

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