Monthly Archives: Janeiro 2008

Sobre o escandaloso atoleiro em que se encontra o “Museu da Língua” no Restelo


(O “outro” Museu da Língua, em São Paulo. O que funciona in http://www.vivercidades.org.br)

“O Museu da Língua terá que abrir as portas até final deste ano. O financiamento do novo espaço museológico de Lisboa assim obriga. (…) “Como este quadro de apoio (FEDER) termina em 2008, se as obras não estiverem concluídas, a verba perder-se-á.” (…) “Os três milhões de euros não chegam, contudo, para pôr o museu a funcionar. Servem apenas para as obras de requalificação do antigo Museu de Arte Popular (MAP), em Belém, onde o novo espaço será instalado. São necessários mais dois milhões para as obras de adaptação do interior do edifício.” (…) “Quanto ao possível protocolo de cooperação com a Fundação Roberto Marinho (a patrocinadora do Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo), anunciado por Pires de Lima em Novembro de 2006, ainda não há notícias.”

Alexandra Carita

Expresso, 5 de Janeiro de 2008

Mal vai um País que depende da generosidade privada para concluir e abrir ao público um Museu da sua própria Língua… E, sobretudo, da generosidade de uma Fundação estrangeira (brasileira, que sendo o menos “estrangeiro” que se pode conceber, continua a ser – ainda – isso mesmo: uma nação estrangeira). Um país que tem um Ministério da Cultura assim, vegeta em vez de existir, se despreza desta forma o seu maior património, que é o da existência de mais de 200 milhões de falantes da sua língua. Pires de Lima talvez devesse deixar de congeminar novas formas de beneficiar o património de “Joe” Berardo e devesse passar a dar mais atenção ao seu trabalho, que é, em primeiro lugar, de defender a língua de Eça de Queiroz (a sua verdadeira especialidade) e não a língua do “comendador”. Sim, porque ainda não digeri a forma como Berardo manipulou os Media a seu favor levando o Estado (o nosso “Estado”, o dos nossos impostos) a ceder-lhe gratuitamente um dos espaços públicos mais nobres de Lisboa e que era usado em várias e diversificadas exposições de relevo internacional e a transmutar esse espaço num museu privado (onde a qualquer momento se pode decidir passar a vender bilhetes). De permeio, o “benemérito” encontrou justificação para criar uma “Fundação” branqueadora e de – ainda por cima – receber 200 mil euros anuais para “conservar” e expandir uma colecção, que será, sempre sua! Exacto, metade dos quadros que comprar para si, comprá-los-á com uma parte do dinheiro dos vossos impostos! E nada garante que à data da sua morte (longe venha esse dia…) a dita narcisíca “Colecção Berardo” venha a ingressar no património do Estado… Bem pelo contrário: deve ficar nas mãos da dita Fundação. Agora, sem Berardos (não muito interessado nas subtilezas e na defesa de uma língua que domina tão mal e sobre a qual não manifesta grande interesse), Pires de Lima torna aos desempenhos patéticos e deixar morrer o projecto do Museu da Língua… Já que sobre este não há “comendadores” interessados… Esperemos agora, que a nefanda ministra foi substituída – em directa consequência das suas numerosas e sucessivas asneiras – o novo ministro da Cultura, venha a pôr alguma ordem neste assunto… Mas estou céptico, já que… é um administrador da “Fundação Berardo” (ver AQUI), portanto… Terá outras prioridades!

Dirão os críticos que se trata de dinheiro desperdiçado porque é impossível guardar em caixas de vidro palavras e a própria “Língua”, mas esta concepção de Museu “morto” e tornado em simples repositório de objectos está hoje ultrapassada. Um Museu da Língua pode ser um espaço actuante e dinâmico, contendo auditórios, financiando projectos de investigação e de promoção da Língua portuguesa onde o seu uso está hoje mais ameaçado (Guiné-Bissau e Moçambique, sobretudo) e servir assim não como repositório de objectos, mas como entreposto cultural de difusão e manutenção da língua até às paragens onde esta está mais ameaçada como a Guiné-Bissau, Goa e Moçambique… Mas não, o nosso Estado e este Ministério não estão preocupados… Nada está a acontecer. Pelo menos não enquando “Joe” não inflamar os telejornais da SIC (onde é “comentador-comendado” praticamente residente).

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Quids S10-30: Como se chama este equipamento?

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Dificuldade: 3

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A “Coita de Amor” trovadoresca e da sua ligação ao Culto do Espírito Santo

Trovador
(http://www.galespa.com.ar)

Um dos traços mais significativos da tradição trovadoresca galaico-portuguesa é a da chamada “Coita de Amor” (ver AQUI e AQUI). Nesta, o jogral entra numa espécie de estado “possessão de Amor”, onde sublimado na sua alma pelo intenso amor por sua dama, toma para si, o desejo de morrer, de se extinguir e através da mortificação do seu corpo, alcança um novo patamar de consciência e a própria Iluminação, na vertente tão budista do termo…

” E tenho que fazen mal sén
quantos d’amor coitados son
de querer sa morte se non
houveron nunca d’amor ben,
com’eu faç’. E, senhor, por én
sempre m’eu querría viver,
e atender e atender!”

Esta morte ritual, seguida de renascimento e Iluminação está no centro de todos os rituais iniciáticos, desde Elêusis, aos ritos maçónicos modernos (por deturpados e extirpados de significado que hoje estejam). Não tenhamos assim ilusões. Esta “mia senhor” que canta e louva o Trovador não é a nobre, nem tão pouco a mulher que tem diante de si, de carne e osso, mas uma outra, bem menos perigosa de amar que aquela filha ou mulher de algum poderoso nobre galaico-português… Esta “senhora” é pois um símbolo do “Espírito Santo”, do “Amor” (tipo como apontou Centeno, a contraposição de “Roma” < “Amor”), que por via da ascese conduz à Iluminação e à ascensão a um estado de alma diferente, buscado também comunitáriamente nas festas de “Espirito Santo” patrocinadas mais tarde sob o reinado de Dom Dinis.

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Cabo Verde… na União Europeia e “associado” a Portugal?

Cabo Verde
(Arquipélago de Cabo Verde in http://www.embcv.pt)

“Desde o início deste ano, este pequeno país (Cabo Verde) deixou de ser considerado um País Menos Avançado (68% dos países da África Sub Saariana fazem parte deste grupo, como todos os PALOP) para passar a ser considerado um País de Rendimento Médio, perdendo assim um certo tratamento favorável.”

Manuel Ennes Ferreira

Expresso, 5 de Janeiro de 2008

 

Cabo Verde cumpre assim mais um passo para alcançar um patamar de desenvolvimento raro em África. Exemplo para muitos outros países africanos, imersos em eternos conflitos étnicos e militares contra parcelas de si próprios, ou contra países vizinhos, Cabo Verde tem em relação a estes duas grandes vantagens que fazem neste contexto três importantes diferenças: pela sua condição insular não apresenta questões de fronteira: não tem aquelas imensas e inconsistentes extensões geométricas e lineares de fronteira como têm o Congo e Angola; pela inexistência de um povoamento anterior à ocupação pelos portugueses, não apresenta etnias diversas dentro de si, caracterizando-se o seu povo pela existência de uma suave mestiçagem, muito ao gosto brasileiro e dos portugueses que Quinhentos. Por fim, pela própria inexistência de riquezas naturais que despertem os apetites dos Grandes deste mundo ou que gerem apetites predatórios internos, como sucede infelizmente em Angola, ou no melhor exemplo mundial deste problema, na Nigéria.

 

Cabo Verde reúne assim as condições para se tornar num exemplo africano, sacudindo o grande monstro que devora África, que é a Corrupção endémica e generalizada, estrutural e estruturante, mantendo-se simultaneamente como exemplo de Paz interna e externa, num continente empobrecido e envolvido em guerras permanentes e tornar-se assim no melhor exemplo do legado português em África.

Desta forma, esta antiga colónia portuguesa reforça a crença daqueles que defendem a sua integração na União Europeia… Se há – entre os europeus do norte – quem defenda que países com quem a Europa mantêm relações de vizinhança e proximidade geográfica como o Marrocos, a Turquia e o Azerbeijão ou a Arménia… E até Israel, porque não recordar a sugestão lançada por Adriano Moreira e, mais tarde, Mário Soares em 1994, de ligar Cabo Verde aos demais arquipélagos portugueses no Atlântico. A ideia foi bem acolhida em 2004, quando foi reiterada ao governo cabo verdiano, no decorer do Simpósio Amílcar Cabral.

O artigo 49º do Tratado da União Europeia menciona que “qualquer Estado Europeu que respeite os princípios enunciados (…) pode pedir para se tornar membro da União Europeia” (ver AQUI e AQUI). Cabo Verde, não se encontra no território continental da União… Mas a bem ver, nem a Madeira, nem a impopular (mas real) candidata Turquia estão… É claro que existe uma solução clara para este dilema, que é o de acordar entre Portugal e Cabo Verde alguma espécie de “federação” ou uma forma elevada de “associação entre Estados”… Isso satisfaria as eventuais pretensões caboverdianas e o legalismo de Bruxelas… Em termos culturais, Cabo Verde, é das nações mais “europeias” de África… Em termos raciais, também, já que a mestiçagem é aqui regra, e já que muito sangue judeu e português navega pelas veias caboverdianas, consideradas durante séculos como o ninho por excelência dos administradores coloniais que Portugal espalhava pelo seu Império, de Moçambique a Timor…

Uma tal forma de associação poderia ser um primeiro passo para o nosso mais querido projecto, que é o de reestabelecer alguma forma de União política (Federação ou Confederação) com o Brasil, já que seria mais fácil – dada a dimensão do arquipélago, e os laços históricos e culturais – absorver essa União nos espíritos sempre cépticos das gentes… E por outro lado, com a existência de mais caboverdianos em Portugal do que no seu próprio país, os laços étnicos e pessoais são já muito fortes… E ninguém esquece o apoio logístico e humano que Cabo Verde cedeu à frotilha portuguesa comandada pela Vasco da Gama nas suas operações na Guiné-Bissau…

Concordaria com a adesão de Cabo Verde à União Europeia?
1) Sim
2) Não
3) Sim, mas só no âmbito de uma associação com Portugal

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Quids S10-29: Como se chama esta actriz?

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Dificuldade: 1

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Sobre os avistamentos de “Pássaros-Trovão” (Thunderbirds) nos EUA

Thunderbird
(A rara fotografia de um “Pássaro-Trovão” abatido no Arizona, em 1890 in http://www.cryptomundo.com)

Nos últimos anos têm surgido alguns novos testemunhos de pessoas que viram o mítico “Pássaro Trovão”, nos EUA, mais especificamente no Alaska (ver AQUI e AQUI)… Na verdade este “mito” é dos mais fascinantes da actualidade, ainda mais do que o Bigfoot ou do Yéti. Embora o primeiro relato, de 1890, descreva uma espécie de pterodáctilo, com asas sem penas e uma cabeça semelhante à de um crocodilo, fazendo acreditar numa sobrevivência deste dinossauro do Jurássico até pelo menos os finais do século XIX, a maioria dos testemunhos mais recentes descrevem uma criatura substancialmente diferente… Com efeito, os avistamentos realizados a partir de meados da década de sessenta apontam mais para um pássaro de grande envergadura de asas, quase do tamanho de um pequeno avião.

Os nativos americanos tinham na sua mitologia uma criatura a que chamavam “Pássaro-Trovão” (Thunderbird), uma designação que continou até aos dias de hoje e que serve agora para denominar estes estranhos avistamentos. No passado, houve pássaros com dimensões semelhantes às descritas nestes relatos, como Argentavis magnificens com sete metros de envergadura de asas e, claro, o já citado Quetzalcoatlus northropi. que podia chegar aos 20 metros de envergadura…. Portanto é teoricamente possível haver tais criaturas nos ares… Alguns criptologistas como John Keel, associaram os avistamentos a tempestades. Parece claro, que aqui, como quanto aos relatos de avistamentos de criaturas humanoides estamos perante precisamente o mesmo dilema: existem testemunhos bastantes e suficientemente credíveis para se saber que estes relatos correspondem a algo, a algum tipo de criatura real e concreta… Serão avistamentos de pássaros de grandes dimensões como águias, condores ou abutres, que sob certas ilusões de óptica parecem muito maiores do que efectivamente são? Parece certo que não existem comunidades suficientemente extensas destas criaturas, já que os seus avistamentos são tão raros e nunca foi encontrado um ninho, ovo ou carcassa… (e eles morrem, certo?). Mas sendo assim… Será que a associação com as tempestades – que aliás é consentânea com o mito indígena está na raíz desta explicação? Será que em certas condições, um trovão, mais ou seus cem milhões de volts podem… abrir portais para dimensões paralelas e que estas criaturas, nessas condições ficam entre nós durante algum tempo, para depois… voltarem para onde vieram? Sei que é uma mera especulativa sem sustentação… Mas…

Fonte: Answers.com

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Os “Lusíadas” de Luiz Vaz de Camões e o Quinto Império

Luiz de Camões
(http://web.letras.up.pt)

Conquista será a quarta, que no Império
Portuguez só reside com possança:
Pois no emblema e no infimo Hemispherio
As quatro partes só do mundo alcança.
E as quatro Nações d’elles por mysterio
com que conquista, e tem certa esperança,
Que Christãos, Mouros, Turcos e Gentios,
Juntarão n’uma lei seus senhorios.

Lusíadas, Luiz de Camões.

Camões exprime aqui aquela mesma corrente que atravessa toda a sociedade portuguesa da sua época, e até aquela de épocas anteriores e que antevê na gesta portuguesa algo de extraordinário e único, totalmente diverso… A crença na providencialidade do “império” português, de que a extensão quatricontinental da presença lusíada no mundo, representada pela Esfera Armilar e apresenta aqui uma outra interpretação para o termo “Quinto Império”: não o quinto, após quatro, de “quatro impérios”, mas o “quinto” no sentido em que será aquele que tomará a parte dos quatro “impérios” existentes: cristãos, mouros, turcos (muçulmanos) e gentios (pagãos). E note-se que aqui o “Quinto” aparece não como a vitória dos “Cristãos” sobre os demais, mas incluindo nesta mesma lista e a par dos demais, esta própria crença, sinal da própria autonomia do mandato do Espírito Santo aos reis portugueses, livre de mandato vaticânico e do verdadeiro e último objectivo do “Quinto Império”: estabelecer uma “Lei” única e universal a todos os povos e crenças, transversal e aceitadora até das idiossincracia das crenças diversas, já que no poema se diz “juntarão” e não “converterão”, isto é, só se pode “juntar” aquilo que é por essência diverso e distinto, e não uno, coeso e converso como se poderia deduzir de muitas passagens de outros teóricos do Quinto Império, Vieira incluído.

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Quids S10-28: Que protótipo é este?

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Dificuldade: 2

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Agostinho da Silva – Homenagens, Dúvidas e a “manha” na construção do Brasil

Agostinho da Silva
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Entrevista com Alice Cruz

“Acho graça às homenagens que prestam, excelente sinal de ilusões que a eles restam.”

“É preciso ser crítico diante daquilo que se vai admirar.”

“Diante daquilo que se ama, não se deve ser crítico, deve-se deixar que o amor nos possua. Mas diante daquilo que se admira deve-se estar sempre com a objecção pronta, para se poder demolir aquilo que admiramos que afinal pode apenas nos estar iludindo.”

“É preciso que tenhamos certezas na Vida, mas também que um grande número de dúvidas nos acompanhe.”

“Há forças na Vida que nós próprios ignoramos, não sabemos como é que elas estão agindo, como é que elas se apresentam, temos que deixar que aconteçam e que continuar o nosso caminho calmamente como se nada tivesse acontecido”

“Sou tão humano como os outros, com qualidades e defeitos, mais as manhas que se escondem em seus peitos.”

“Nenhuma pessoa tem qualidades ou defeitos. Uma pessoa tem características. Quando nos agradam, chamamos-lhes qualidades, quando não, chamamos-lhes defeitos”.

“Eu costumo sempre citar, a propósito da construção do Brasil, como o português, durante 250 anos foi o mais manhoso de sempre, mentiu sempre com mapas falsos para toda a parte para se conseguir o Brasil que se tem hoje. Foi um defeito ou uma qualidade? Ter aquele pais e levá-lo a um ponto onde se poderia desenvolver, foi um defeito ou uma qualidade? Quanto o português mandava embaixadores pela Europa a ver se era possível comprar relógios que pudessem medir a Longitude era uma qualidade ou um defeito? Era qualidade, mas a um tempo era um defeito, porque esses europeus ainda não sabiam medir bem a longitude e podiam ser enganados”.

Visite o Canal Quintus no

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Os geradores de energia a Ondas da Martifer e da desnecessidade de construir uma Central Nuclear


(Eu sei que os “EPR” (European Pressurized Water Reactor) são supostamente muito seguros mas será que algo feito pelo Homem está totalmente isento de sofrer uma falha como esta supra?)

A Martifer Energia tem em curso um investimento de 10 milhões de euros num projecto-piloto para o aproveitamento da energia das ondas.

Trata-se de um sistema flutuante composto de duas estruturas móveis ligadas entre si, que oscilam durante o movimento das ondas, resultando daí a energia que acaba por accionar o gerador eléctrico acoplado à estrutura.”

(…)

O projecto, que ainda se encontra em fase de ensaios no tanque de ondas da Martifer, deverá ficar pronto já próximo ano (2008), sendo colocado no mar nos últimos meses de 2008. A zona escolhida para esta primeira experiência no sector da energia oceânica deverá ser ao largo de São Pedro de Moel.”

(…)

Os responsáveis da Martifer garantem que o PIDREO (Projecto de Investigação e Desenvolvimento da Energia das Ondas) é o resultado de investigação científica nacional, de onde se destacam equipas do INETI, do IST, do INEGI e ainda da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.”

Vítor Andrade

Expresso, 15 de Dezembro de 2007

Sabe-se hoje quem no ano de 2007, Portugal conseguiu abastecer o seu consumo energético com 39% de energia produzida por fontes renováveis, como a energia eólica e hídrica. Se a Martifer conseguir construir uma rede de estações de energia de maré, sem danos no meio ambiente e capazes de abastecer as cidades costeiras e se estas estações forem multiplicadas em número suficiente poderemos sonhar com uma indústria nacional, com tecnologia de ponta e claramente exportável que será capaz cumprir de juntamente com a energia fotovoltaica possa tornar Portugal autosuficiente a breve prazo. Cruzando o Sol, uma das nossas maiores riquezas e que agora com células fotovoltaicas de nova geração, como aquelas que agora começam a sair das fábricas da Nanosolar, com o reacender do adormecido plano nacional de barragens e com uma rede extensa e desenvolvido de centrais de maré como o equipamento da Martifer não é utopia acreditar na autosuficiência energética portuguesa… Algo vital, se o petróleo se começar a perder o passo a partir de 2030 (como acreditam alguns) com a Procura total a exceder a Oferta…

Se Portugal se tornar o campeão europeu das Energias Renováveis, poderá livrar-se finalmente dessa grande travão ao Desenvolvimento que é a tradicional importação da maioria da Energia que consumimos, reequilibrar a Balança de Pagamentos e até tornar-se exportador de tecnologia cada vez mais valiosa num contexto mundial de esgotamento das fontes energéticas que dependem do Petróleo e do Gás Natural e que – sobretudo – contribuem com as suas emissões de Carbono, para o Aquecimento Global. A produção de energia por fontes renováveis parece ser assim capaz de cumprir o papel da Central Nuclear de Monteiro de Barros (ver AQUI) sem a necessidade de esperar dez anos pela entrada dos primeiros Watts nucleares na rede pública (o tempo que uma central leva a entrar em operação regular), já que este valor impressionante de 39% foi obtido apenas ao longo de um prazo de investimento nas eólicas por parte da EDP muito mais curto e a… uma fracção dos 3 mil milhões de euros que teriam custado uma Central Nuclear, a qual, de qualquer maneira seria capaz de fornecer apenas 20% do consumo final do país… Ou seja, apenas metade dos 39% conseguidos JÁ em 2007!

E sem risco (remoto ou não) disto.

Portugal devia construir uma central nuclear?
1) Sim
2) Não

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Quids S10-27: Que filme é este?

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Dificuldade: 1

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Qual deveria ser a futura capital da União Lusófona (comentário de “Um Brasileiro”)

“Qual deveria ser a futura capital da União Lusófona?

1 ) Brasília

Brasília é a capital da República Federativa do Brasil, localizada no território do Distrito Federal.

Também conhecida como “Capital da Esperança”, título dado pelo escritor francês André Malraux, foi inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, sendo a terceira capital do Brasil. A partir desta data iniciou-se a transferência dos principais órgãos da administração federal para a nova capital com a mudança das sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais. No último censo realizado pelo IBGE (2007) foi indicada uma população de 2.455.903 de habitantes, e que a capital federal tem o maior PIB per capita do Brasil (R$ 22.430,14)

2 ) Lisboa

Lisboa é simultaneamente a capital e a maior cidade de Portugal, situada no estuário do rio Tejo. Além de capital do país é também capital do distrito de Lisboa, da região de Lisboa, da Área Metropolitana de Lisboa, e é ainda o principal centro da sub-região estatística da Grande Lisboa. A região de Lisboa é a mais rica de Portugal, com um PIB per capita superior à média da União Europeia. A cidade tem cerca de 529.485 habitantes (2004), e sua área metropolitana tem cerca de 3 milhões.

3 ) São Paulo

A Região Metropolitana de São Paulo, também conhecida como Grande São Paulo, reúne 39 municípios do Estado de São Paulo em intenso processo de conurbação. O termo se refere à extensão da capital São Paulo, formando com seus municípios lindeiros uma mancha urbana contínua. É o maior centro urbano do Brasil, a principal metrópole da América do Sul e a quinta maior área urbana do mundo[1]. Sua região metropolitana tem 19.045.514 habitantes, se somada a população dos 39 municípios que compõem a Grande São Paulo), o que a torna a metrópole mais populosa do Brasil e a terceira do mundo depois de Tóquio e Cidade do México. O lema da cidade (presente em seu brasão) é a frase latina “Non Ducor, Duco”, que em português significa “Não sou conduzido, conduzo”.

4 ) Luanda

Luanda é a maior cidade e capital de Angola, sendo também a capital da província homónima. Localizada na costa do Oceano Atlântico, é o principal porto e centro administrativo de Angola. Tem uma população de aproximadamente 4,5 milhões de habitantes (estimativa da ONU em 2004).

5 ) Cidade da Praia

A cidade da Praia é a capital de Cabo Verde, país-arquipélago no Oceano Atlântico, a oeste do Senegal. Tem uma população de cerca de 90.000 habitantes e está localizada a sul da ilha de Santiago. É também sede do Município do mesmo nome.

6 ) Uma nova capital, a construir

Poderia se chamar Lusitânia ou Hispânia

O nome Lusitânia deriva do étnico lusitani, com o sufixo ia, sendo assim designada por nela viverem os Lusitanos. Era a província imperial de Hispânia Ulterior. Sua capital era Emerita Augusta (atualmente Mérida) .
O historiador e geógrafo grego Estrabão (aprox. 63 a.C – 24 d.C) descreveu a Lusitânia pré-romana, numa primeira análise, desde o Tejo à costa cantábrica, tendo a Ocidente o Atlântico e a Oriente as terras de tribos célticas. Quando em 29 a.C. foi criada por Augusto a província Lusitânia, o limite ao norte passou a ser o rio Douro e ao sul ultrapassou o Tejo, anexando a Extremadura espanhola, Alentejo e Algarve; e a oriente ocupou parte das terras dos célticos.

Hispânia foi o nome dado pelos antigos romanos a toda a Península Ibérica (Portugal, Espanha, Andorra e Gibraltar) e às duas províncias criadas posteriormente durante a República Romana: Hispânia Citerior e Hispânia Ulterior. Durante o Principado, a Hispânia Ulterior foi dividida em duas novas províncias: a Bética e a Lusitânia, enquanto a Hispânia Citerior foi rebaptizada para Tarraconense. Mais tarde, a parte ocidental da Tarraconense foi desanexada, inicialmente como Hispânia Nova, e mais tarde rebaptizada para Callaecia (ou Galécia, correspondente à actual Galiza, Norte de Portugal e Astúrias e parte de Leão). Durante a tetrarquia de Diocleciano (284 d.C.), o sul da Tarraconense foi desanexado para constituir a província Cartaginense. O conjunto de todas as províncias hispânicas formavam uma única diocese civil, sob a direcção do vigário de Hispaniae, cujas competências se estendiam também à Mauretânia Tingitana (ao redor de Tânger) que, portanto, eram oficialmente consideradas ‘hispânicas’.

Qual deveria ser a futura capital da União Lusófona? (sondagem livre)
1 ) Brasília
2 ) Lisboa
3 ) São Paulo
4 ) Luanda
5 ) Cidade da Praia
6 ) Uma nova capital, a construir (Lusitânia, Hispânia?)
7) Uma capital rotativaView Results
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Fernando Pessoa: As Três Doutrinas do Interregno

Fernando Pessoa
(Fernando Pessoa in http://br.geocities.com/prosapoesiaecia)

“Três Doutrinas do Interregno:
1. A Nação está divida contra si mesma
“(…) porque não temos uma ideia portuguesa, um ideal nacional, um conceito missional de nós mesmos”.
2. Portugal, hoje, é um Estado de Transição
“(…)a condição de um país em que estão suspensas as actividades superiores da Nação como conjunto e elemento histórico (…), mas não está suspensa a própria Nação como conjunto e elemento histórico (…), mas não está suspensa a própria Nação que tem de continuar a viver e, dentro dos limites que esse Estado lhe impõe, a orientar-se o melhor que pode. (..) os governantes de um País em um período destes, têm pois que limitar a sua acção ao mínimo, ao indispensável.”
3. As esferas superiores da Nação acham-se quase completamente desnacionalizadas
“Estamos hoje sem vida provincial definida, com a religião convertida em superstição e em moda, com a família em plena dissolução. (…) Ora um país em que isto se dá, e em todos sentem que se dá, um país onde (…) não pode (…) haver opinião pública em que elas se fundem ou com que se regulem, nesse paíos todos os indivíduos e todas as correntes de consenso, apela,instintivamente ou para a fraude ou para a força, pois, onde não pode haver lei, tem a fraude, que é a substituição de lei, ou a força, que é abolição dela, necessariamente que imperar.”

Fernando Pessoa, manifesto “O Interregno: Defesa e justificação da Ditadura Milityar em Portugal” (Lisboa, 1928)

Este texto pessoano, redigido em 1928 permanece estranhamente actual… Portugal está dividido. Não já mesma forma em que estava em 1928, mas entre diversos graus de apatia política e de adomercimento, enquanto aqui e ali começam a despontar alguns movimentos cívicos que deixam antever que algo de novo começa a surgir à superfície deste mar quedo e morno que é o Portugal do século XXI… Se não havia “uma ideia portuguesa” em 1928, bem menos a há hoje… Os líderes que nos têm governado desde a feliz eclosão da Democracia, em 1975, não passam de imitadores dos pensamentos que se nos derrama a Europa a partir do norte, e geralmente, são até mais imitadores, e tendo enformar Portugal e a portugalidade numa forma que não pode ser a sua, falham e deixam que o país vegeta e perda cada vez mais o seu orgulho, precisamente porque a bitola a que o tentam conformar, não é sua, nem feita para si, mas para as gentes loiras e frias do norte gélido e germânico que rege a Europa com mão económica de ferro. Portugal precisa de expelir estes corpos estranhos que tentam introduzir na sua Alma e cessar com estes “séculos de transição para coisa nenhuma” que é esta regência dos números, dos índices macroeconómicos e dos orçamentos em nome dos quais tudo e todos se sacrificam apenas para agradar aos “senhores do Norte”.

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USS Liberty: Um episódio pouco conhecido da Guerra dos Seis Dias…

USS Liberty
(O USS Liberty antes do ataque israelita in http://www.eaec.org)


(O USS Liberty depois de ter sido atacado

Um dos episódios menos conhecidos da história dos conflitos israelo-árabes é o do bombardeamento do navio-espião americano “USS Liberty” por… aviões israelitas em 8 de Junho de 1967. Os oficiais norte-americanos na ponte do USS Liberty ouviram os pilotos israelitas a comunicarem várias vezes com o comando e a dizerem a este que se tratava de um navio de bandeira norte-americana e sobrevoaram o navio por doze vezes até que acabaram a metralhar o navio com os seus canhões e foguetes até quase o afundaram com o lançamento de um torpedo. Durante o ataque a este navio desarmado, que durou 75 minutos, as comunicações foram abafadas por Israel, mas a notícia acabou por chegar ao porta-aviões USS Saratoga que ordenou o lançamento de uma esquadrilha de interceptores, mas o Secretário de Estado na época, Mc Namara, teve conhecimento que se aproximava um combate aéreo entre caças da Marinha dos EUA e aviões israelitas, e ordenou o regresso dos caças, sacrificando assim o navio-espião e a sua tripulação.

Oficialmente, Israel afirmou ter confundido o navio, com um navio de bandeira egípcia, mas a bandeira americana esteve sempre visível, algo que não salvou, contudo a vida a 34 marinheiros americanos, nem impediu outros 140 de ficarem feridos, a maioria com gravidade. Depois de recolhidos no mar e enviados para hospitais militares nos EUA, os sobreviventes foram visitados, um por um, por altos oficiais da Marinha que os avisaram de que seriam presos se revelassem algo do sucedido com o USS Liberty.

Só recentemente, com a publicação de uma biografia por um dos oficiais da ponte do USS Liberty é que estes acontecimentos chegaram ao público e se expôs um dos episódios mais negros da História recente… O que faziam os americanos tão perto do conflito israelo-árabe? E, sobretudo, porque estavam a espiar Israel, o seu mais fiel aliado no Médio Oriente e a quem salvaram por diversas vezes? Bem… Todos os aliados se espiam uns aos outros… E sabe-se que o Mossad e outros serviços de informações israelitas estavam também activos nos EUA nessa época, como o estão hoje… Mas chegarem ao ponto de atacarem um navio da marinha? Terá sido um impulso de um piloto mais exaltado? Um erro humano? Fosse o que fosse, custou muitas vidas e nunca houve um esclarecimento israelita sobre as motivações deste incidente, e esse esclarecimento, volvidos que foram 60 anos já devia ter ocorrido… Isto embora Israel em 1987 tivesse acabado por admitir o erro e pago 13 milhões de dólares de indemnizações às famílias das vítimas.

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O Cruzador lança-mísseis russo “Moskva” vai estar até 28 de Janeiro no Cais da Rocha Conde de Óbidos !

Até amanhã, entre as 14:00 e as 17:00 podem ainda visitar o cruzador russo Moskva da Frota do Mar negro que está apenas até domingo, em Portugal. A notícia da RTP, do Diário Digital e do Correio da Manhã dizia que era a primeira vez que um navio da Marinha de Guerra russa estava em Portugal, o que não é verdade, já que em 2004 já fomos visitados por dois navios russos…

O Moskva (Project 1164 ou Classe Slava) pode ser visitado no cais da Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara, mas tendo em conta que só está de cada vez no navio de cada vez cerca de 50 visitantes… E que a fila chegou a ter uma três mil pessoas (mais de metade das quais russas), é melhor começarem a formar fila antes das 12:00… Como eu.

O “Moskva” é um cruzador lança-mísseis de 9,800 toneladas com uns impressionantes 186,5 metros de comprimento. Propulsado por duas turbinas a gás (!) de 90 mil cavalos, o navio consegue alcançar uns notáveis 32 nós e um raio de acção de 9 mil quilómetros, a 15 nós.

Esta é a lista do armamento embarcado:
16 xSS-N-12 Sandbox Mod SSM,
8 x 8 SA-N-6 Grumble SAM (com modo SSM) VLS (64 mísseis),
2 x SA-N-4 Gecko SR SAM (48 mísseis),
1 x 2 canhão 130 mm DP AK-130,
6 x 6 30 mm canhões gatling AK-630,
2 x 5 553 mm tubos de torpedo,
1 Ka-27 / Helix

Tudo manuseado pela impressionante tripulação de… 510 homens!

Como curiosidade, a União Soviética tinha planos para terminar um gémeo deste “Moskva”, num navio de nome “Ukraina”, mas nunca os conseguiu executar. Quando entregou parte da frota do Mar Negro à Ucrânia, o “Ukraina” ficou nesta nova nação do Mar Negro, e com os seus crónicos problemas orçamentais, nunca foi terminado. E em 2004 teria estado para vender à China (ver AQUI).

Antes de se chamar “Moskva” (Moscovo), este navio chamava-se “Slava” (o nome da Classe), até 1995. Foi lançado ao mar em 1976, o que explica algum ar “envelhecido” quando o seu equipamento é visto de perto… Com excepção do motor fora-de-borda da lancha que é um “Mercury“, Made in USA! 🙂

Os mísseis que populam o convés e que impressionam pelo tamanho e número (e guarda armada com AK-47…) são os 16 P-500 mar-mar (SS-N-12 Sandbox), concebidos para afundar porta-aviões americanos

Specifications
Builder: Nikalayev North ( 61 Kommuna )
Year: 1983
Displacement: 11,500 tons full load
Speed: 32 knots
Dimensions: 186 x 20.8 x 9.3 meters / 610.2 x 68.2 x 30.5 feet
Propulsion: COGOG: 2 M70 cruise gas turbines, 20,000 shp, plus 2 exhaust gas boilers, 2 cruise steam turbines; 4 M8KF boost gas turbines, 4 shafts, 110,000 shp,
Crew: 454 + 51 flag
Radar: MR-800 Voshkod/Top Pair 3-D long range air search
MR-700 Fregat/Top Steer 3-D air search
Sonar: MG-332 Tigan-2T/Bull Nose hull mounted LF
Platina/Horse Tail MF VDS
Systems: Volna/Top Dome SA-N-6 SAM control
MPZ-301 Baza/Pop Group SA-N-4 SAM control
Argument/Front Door-C SSM control
Missiles: 16 x P-500 / SS-N-12 Bazalt / Sandbox SSM
8 x B-303A VLS systems (64 S-300MPU / SA-N-6 Fort / Grumble SAM)
2 x Osa-MA SAM systems (40 4K-33 / SA-N-4 Gecko SAM)
Guns: 1 – Twin 130 mm. / 70 cal. AK 130. DP
6 – AK-630 CIWS. Gatling Guns
2 – 45 mm. / 85 cal Gun
Aviation: Aft helicopter deck and hangar for 1 Ka-25/26/27 series helicopter
Ect. armament: 2 – Quin 533 mm Launchers. Reloads
2 – RBU 6000 Rocket Mortar launchers

Dados obtidos em http://flot.sevastopol.info/eng/ship/cruisers/slava.htm

E agora… Umas fotografias tiradas no local!

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As duas turbinas a gás.

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A fila de SS-N-12 Sandbox… Os tais mísseis “anti-portaaviões americanos”.

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O único canhão duplo do “Moskva”, o AK 130 DP.

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O fusileiro russo armado com  uma AKS e com auriculares que vigia a fila…26-01-08_1644.jpg

O canhão de salva e o hangar do helicóptero de guia de tiro Kamov 25/26/27.

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Segundo oficial que conduziu a visita seriam estes os contentores dos mísseis S-304, mas de facto, os 64S-300MPU… Os melhores mísseis anti-aéreos da actualidade. Simplesmente.

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Quantos satélites naturais tem a Terra?

Se respondeu um… errou… Na verdade, tem dois. Para além da nossa amiga “Lua”, existe um asteróide de nome “Cruithne

(A estranha órbita de Cruithne, também conhecido como “3757 Cruithne” in http://www.astrofilitrentini.it)

Este asteróide tem cinco quilómetros de diâmetro e orbita a Terra numa parte da sua volta maior em torno do Sol numa caminhada que lhe leva mais de 770 anos a percorrer… Esta nossa “segunda Lua” foi descoberta apenas em 1986, mas a sua órbita original foi apenas completamente compreendida onze anos depois, depois de terem sido reunidos elementos provenientes de várias observações distintas. Dada o tipo de órbita que tem, é certo que o asteróide não será durante muito mais tempo uma nossa “segunda Lua”… Geralmente, objectos capturados em órbitas deste género só as conseguem manter durante alguns milhares ou dezenas de milhar de anos, ou seja, dois minutos em tempo geológico e quando escapar desta sua órbita actual pode ir para qualquer lado… até para cima de nós, algo que seria muito desagradável, dadas as suas dimensões, já que como se pode ver AQUI bastaria a queda de um asteróide com 1 Km de diâmetro para extinguir a nossa civilização…

Fonte:
Curious.astro

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Trailer de “Lost” (Perdidos) Temporada 4

Este é o Trailer da 4ª Temporada de “Lost” (Perdidos) que será emitido a 31 de Janeiro, pelas 20:00 na cadeia televisiva americana ABC…

Prometo… Que estaremos atentos!

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Quids S10-26: Onde se encontra esta estátua?

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Dificuldade: 3

Nota: Réplicas lentas!

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Regionalização e Pátria

Existe desde há longo tempo um debate, uma decisão pendente em Portugal: a de saber se a estrutura central do Estado deve ser quebrada, e se as suas competências devem ser distribuídas pelas periferias. Recentemente, no fátuo e trágico-cómico governo Santana Lopes assistimos até a uma encenação teatral com a transferência de alguns ministérios para fora do Terreiro do Paço. Mais recentemente, assistimos a um aumento de volume das pressões dos movimentos e lobies regionalistas a favor de uma retomada do referendo pela regionalização e pela repartição do País em cinco regiões administrativas, decalcando o modelo das já existentes CCRs (“Comissões de Coordenação Regional”). Existe portanto uma certa “tensão regionalista” na actualidade. E assim, importa saber se esta mesma tensão poderá ameaçar a própria estabilidade, coesão e sobreviência do Estado português, ou se pelo contrário, a poderá ameaçar. E, em segundo lugar, importa também determinar se existe modelos de regionalização alternativos a este modelo de “cinco regiões” que nos procuram impôr.

Quando na década de cinquenta, o economista austríaco E. F. Schumacher recebeu do governo britânico a missão de estudar formas de aumentar a eficácia e o rendimento da então indústria do carvão britânica, do seu trabalho resultou a essência daquela que seria a tese fundamental do seu pensamento económico e que o levaria até ao seu livro mais conhecido: “Small is Beautiful” (“Pequeno é Belo”), neste trabalho para o governo do Reino Unido e nesta obra, Shumacher concluía que quanto menores fossem as organizações económicas de produção, menores seriam os seus desperdícios e ineficiências e maiores seriam os seus dinamismos, criatividade e rendimento. Shumacher terminou aliás o seu estudo, recomendando ao governo britânico a divisão da organização que reunia então mais de 800 mil funcionários em várias empresas de menores dimensões, como forma de aumentar a sua eficência e rendimento. Não é impensável estabelecer um paralelismo entre estas conclusões e os benefícios que poderiam resultar de uma distribuição dos poderes e competências alocadas actualmente ao Estado central por entidades regionais ou de um outro tipo, menores, mais distribuídas pelo território, e logo, necessariamente mais próximas das populações e com maiores capacidades para repotenciar a adormecida dinâmica democrática e participativa das populações. Estamos convictos de que uma redução radical dos poderes, competências e funções residentes actualmente no Paço e a sua distribuição pelas autarquias locais poderiam cumprir as mesmas recomendações que Schumacher emitiu ao governo britânico na década de cinquenta.

Mas esta distribuição, esta descentralização radical iria afectar a estrutura e a viabilidade do próprio “Estado Central”? É uma questão importante e que é tanto mais vital, quanto Portugal é um dos Estados mais centralizados da Europa e igualmente um dos raros Estados europeus que não resultaram da congregação – por anexação ou união pacífica – de diversas entidades nacionais separadas, mas o único Estado cujas fronteiras coincidem com a da Nação e da Língua. Isto é, Portugal tem essa idiossincrasia rara que é a de encerrar em si mesmo uma Língua, uma Nação e…um Estado. Descentralizar iria destruir esta características única e idenditária da portugalidade? Não nos parece que tal risco pudesse ocorrer… Desde logo, porque estas características únicas não nasceram hoje. Isto é, são priomordiais e quase tão remotas como a própria nacionalidade, com excepção única para a anomalia que é Olivença e para a proximidade linguística e cultural que ainda hoje é evidente com a Galiza. Portugal já se assumia como uma entidade nacional, cultural e linguística no século XI, e nessa época – por necessidades decorrentes da própria tecnologia da época – existia uma forte descentralização administrativa e a influência centralizadora só começou a impôr-se entre nós com a importação das concepções de Maquiavel e sobretudo, a partir dos reinados de Dom Manuel I (sobretudo com a reforma manuelina dos forais) e com o governo de um dos mais prejudiciais dos monarcas portugueses: o ultracatólico e centralista Dom João III. Se Portugal, já era “Portugal” num Estado profundamente descentralizado, em que as competências judiciais, penais, fiscais, administrativas e até militares estavam nas mãos dos Concelhos, então porque estaria ameaçada a própria coesão do Estado se este modelo municipalista de descentralização administrativa fosse reinventado? Esse risco existe contudo, se em lugar de um modelo de uma descentralização regional assente no reforço e na delegação de poderes e competências nos munícipios ocorresse uma forma diversa de descentralização que dividisse artificialmente, sem fundamentos nacionais, linguísticos, culturais ou étnicos um dos territórios mais homogéneos e coesos da Europa. Forjada apenas para servir interesses partidários de partilha de Poder e de divisão de cargos políticos, esta divisão arriscar-se-ía a criar o mesmo tipo de caciquismo regionalista cuja expressão mais acabada pode hoje ser encontrada naquele tipo de “democracia limitada” que encontramos na região autónoma da Madeira. De facto, a situação política madeirense é o melhor argumento possível para rejeitar uma regionalização regionalista… Dado que uma descentralização municipalista ainda que pudesse criar a ascensão de novos Valentins e Felgueiras, nunca os deixaria atingir o mesmo grau de protagonismo e a mesma extensão de Poder que uma figura como Alberto João Jardim detêm na ilha da Madeira.

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Dos sinais… financeiros do começo da decadência dos EUA no mundo…

World Military Expenses
(Um interessante mapa do mundo de acordo com as despesas militares de cada país in http://blog.joshuajmorgan.com)

A financeira Bear Sterns reportou recentemente a perda de mais de dois biliões de dólares, a sua primeira perda nos seus 84 anos de existência. A mais conservadora Morgan Stanley declarou também perdas da ordem dos 10 biliões de dólares, naquela que foi também a primeira perda de sempre da empresa, numa história de sucessos consecutivos que tinha já 74 anos… Contudo, simultaneamente, admitiu ter recebido uma injecção de capital da ordem de 5 biliões de dólares, proveniente directamente de investidores chineses. Por seu lado, o City Group – com um registo financeiro mais feliz – declarou ter recebido também um afluxo de capital do fundo de investimento estatal do Abu Dhabi da ordem de grandeza de vários biliões… Ou seja, apesar das perdas motivadas por erros graves e sucessivos de gestão, estas financeiras parecem continuar apelativas e a cativar investimentos estrangeiros. Não deixa de ser curioso que estas infusões venham precisamente dos dois locais do mundo que mais resistentes são a investimentos financeiros directos… É também curioso que estes capitais tenham afinal origem nos… próprios EUA. É que os Estados Unidos acumulam desde há décadas défices comerciais com estes países (de petróleo com o Médio Oriente e de produtos manufacturados com a China). Outrora estes países reinvestiam estes excedentes em Fundos do Tesouro americano, mas como estes só pagavam taxas moderadas, agora estão a começar a investir preferencialmente em empresas como a Morgan Stanley, que têm tido retornos mais ambiciosos (e arriscados…). É este movimento que aqui se observa. E não se trata de pequenos movimentos. Estes fundos sauditas, koweitianos, chineses, etc, têm carteiras da ordem dos triliões de dólares e o facto do dólar estar agora tão enfraquecido também os tem levado a sair dos fundos do tesouro.

Segundo as teorias clássicas, os “países imperiais” caracterizam-se por terem grandes quantidades de bens no estrangeiro. Era assim com o Reino Unido até ao final da Segunda Grande Guerra e com os EUA até recentemente, mas hoje, os EUA são financeiramente um país secundário. O poder político e económico dos EUA ainda é hoje formidável, mas começam a estabelecer-se as bases para o seu declínio… É que o poder político dos EUA assenta hoje já muito sob a expressão militar deste poder, e o custo de manter esta superioridade militar, cada vez mais distante do desempenho da Economia, começa a ser esmagador e os EUA começam a ter um exército sobredimensionado, mais caro e mais numeroso do que podem efectivamente suportar. Recolhendo uma parcela cada vez mais significativa do orçamento, o orçamento da Defesa vai acabar por se tornar o maior sorvedouro de recursos do país e precipitar uma decadência económica e social que hoje ainda só é possível antever.

Fonte: Podcast de Doug Henwood “Behind the News”

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Quids S10-25: Que aviões são estes e servem em que Marinha?

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Dificuldade: 1

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Sobre a recente vaga de incêndios florestais gigantes na Califórnia e… Portugal


(Fotografia de satélite da vaga de incêndios na Califórnia de 2004 in http://alg.umbc.edu)

Há dez anos se na Califórnia houvesse um fogo florestal que consumisse cem mil hectares estaríamos perante um “fogo de grandes proporções” e se tivéssemos dois destes por ano, já seria um ano anormal. Mas nos últimos anos, desde 2005, fogos com duzentos mil hectares estão a tornar-se normais. A última estação de fogos foi a pior jamais registada, e o ano de 2007, foi o segundo pior de sempre, com mais de nove mil milhões de hectares ardidos. Algo está a mudar, e a mudar muito rapidamente no clima da Califórnia… Algo que não pode ser estranho ao aumento das temperaturas e da redução da humidade dos solos, consequência do Aquecimento Global.

Tentando combater este recrudescimento existem nos EUA apenas 92 equipas de intervenção rápida, ou seja, em todos os EUA, um país com a conhecida extensão continental, existem apenas pouco menos de cem equipas de cerca de oitenta membros cada responsáveis por acorrer aos primeiros sinais da aparição de um incêndio florestal! Parece muito?… Não o é. Portugal terá até 2009 cerca de 200 equipas da GNR com idêntica missão e uma área florestal várias centenas de vezes menor (ver AQUI)… Alguns destes bombeiros culpam a estratégia de combate dos últimos anos por este novo fenómeno, para além do Aquecimento Global… Acreditam que a estratégia de intervir logo que surje um pequeno fogo pode estar por detrás dos megafogos de 500 mil hectares e de outros da mesma escala: é que impedindo estes pequenos fogos de consumirem mata e arbustos, deixam acumular combustível para estes grandes fogos. Será uma observação aplicável também a Portugal? Provavelmente, sim… Mas pelo menos uma coisa estamos a fazer melhor: temos mais equipas de primeira intervenção que os poderosos EUA e talvez nem só das menores temperaturas e da maior pluviosidade tenha dependido a redução da área ardida em 2007. Talvez estejamos mesmo a fazer neste domínio um bom trabalho.

Fonte: Podcast “60 minutes”

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Afinal a China não está a enriquecer tanto quanto se pensa…

“Lembram-se de ler as previsões que apontavam para a China passar a ser a maior economia mundial a partir de 2012? Bem, tal não vai acontecer tão cedo. Uma coluna de Albert Keidel, do Carnegie Endowement for International Peace, no “Financial Times” explica (…) Ao contrário do que sucedeu durante imensos anos, este relatório usou pela primeira vez um cabaz de preços chineses bastante preciso. Aplicando o método da paridade do poder de compra, o BAD chegou a uma conclusão surpreendente: a economia chinesa é 40% menor do que se pensava.”

Expresso de 15 de Dezembro de 2007

Ou seja… 2012, o tal ano para onde muitos também já começam a apontar como sendo o primeiro ano em que a produção de petróleo vai começar a entrar em franco e abrupto declínio, não será ainda o primeiro ano do reinado da China como superpotencia mundial econónomica. E não o será também porque o crescimento chinês assenta em grande medida no consumo crescente de matérias-primas e de fontes de energia convencionais, carvão e petróleo. Em segundo lugar, esta informação reflecte também algo que já começar a tornar-se de uso corrente no “economês” corrente e que o senso comum já suspeita à algum tempo: o PIB per capita e as tabelas comparativas que o usam (como ESTA) são muito imperfeitas, já que não dão conta da distribuição da riqueza, e ainda menos, da qualidade de vida comparada de cada cidadão… Usando estes novos indicadores, como o PPC (um indicador para o qual o Golani já havia chamado a atenção por estas bandas) obtemos tabelas muito mais exactas de comparação de poder de compra entre vários países pela simples comparação de quanto é uma determinada moeda pode realmente comprar em bens e serviços e assim permite obter uma comparação mais exacta de rendimentos e custo de vida.

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“O Banco Mundial veio corrigir as suas estimativas sobre o PIB da China (em paridade de poder de compra) dando-lhe um corte de 40%”


(We Have Kaos in the Garden)

 

“O Banco Mundial veio corrigir as suas estimativas sobre o PIB da China (em paridade de poder de compra) dando-lhe um corte de 40%. Em vez dos 10,34 biliões de dólares incluindo Hong Kong e Macau previstos – o que a colocaria pela primeira vez, em 2º lugar, depois da União Europeia – passou para 6,3. Apesar do corte, a China fica em 3º lugar, depois da União Europeia (13,8 biliões) e dos Estados Unidos (10,05).

Expresso, 15 de Dezembro de 2007

 

Ou seja… Afinal, o milagre chinês não é assim tão milagreiro quanto isso… São inegáveis o seu ímpeto exportador, assim como os tremendos ganhos de produtividade recolhidos na última década, mas parece (tendo em conta o PPC) que afinal ainda que os indicadores económicos sejam impressionantes, assim como os ganhos de rendimento de algumas classes na sociedade chinesa (técnicos e gestores, sobretudo), a população em geral não parece estar a esbater assim tão depressa a distância que ainda a separa dos países desenvolvidos como se pensava… Ou seja, em vez do 25º lugar em termos de PPC (veja AQUI a lista do FMI), a China, cai para uma posição entre o Botswana e a Polónia… E isto já contando com Macau e Hong Kong! É claro que os valores do PIB são diversos, já que contam apenas com o PIB, indicador falível e incompleto por excelência, ao contrário do PPC…

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Quids S10-24: Quem pintou este quadro?

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Dificuldade: 3

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Sobre os resultados do exercício EUA-Índia “Cope India 04” e da vantagem dos Sukhoi Su-30 sobre os F-15 e F-16 da USAF


(Um F-15 da USAF voando ao lado de um Mirage 2000 indiano sobre os Himalaias durante o exercício Cope India ’04 in http://www.af.mil)

Depois de um alerta a esta questão feita pelo nosso comentador “Nito”, andei a ver o que se tinha passado no exercício “Cope India ’04“, um exercício militar realizado no Oceano Índico, em 2004 e que envolveram aviões de combate F-15 e F-16 da USAF e aviões da força aérea indiana: Su-30MKs, Mirage 2000, MiG-29 e até MiG-21, estes últimos em plena fase de substituição… Talvez por Rafale ou MiG-39. O que é interessante é que os pilotos indianos venceram perto de 90% das missões de combate simuladas, sendo os resultados mais brilhantes registados com os Su-30 MKI, voando a baixas velocidades, para iludirem os radars Doppler dos F-15s e graças aos radares russos Vympel R-73. De facto, até os MiG-21 e MiG-23 da IAF conseguiram abater caças F-15, mas é certo que se tratam de aparelhos que receberam actualizações recentes os seus radares. Como sempre, os próprios mísseis foram mais importantes no desfecho destes encontros… E sabe-se que a Índia usou mísseis R-77, R-73 e R-27. De facto, os resultados foram tão preocupantes para a USAF que já provocou alguma celeuma no senado americano (ver AQUI) e um pedido para que o número de caças F-22 a adquirir pela USAF fosse aumentado de 183, para os 381 que a USAF tinha pedido. Na verdade, a obsolescência dos meios actuais da USAF parece ser ainda mais grave e abrangente, já que existem outros relatos de que os F-15E foram batidos também pelos Eurofighter Typhoon da RAF britânica em 19 de Fevereiro de 2004 quando dois destes aparelhos da EADS treinaram com dois F-15E da 48 TFW (uma das mais experientes unidades da USAF) e conseguiram inverter posições e apontar os seus mísseis a um dos F-15 (ver AQUI). O exercício “Northern Edge 2006” revelou de uma forma esmagadora a desvantagem dos F-15 e F-16 contra os aparelhos de última geração, aqui representados pelo mais sofisticado (e caro) aparelho de 5ª geração da actualidade: o F-22 Raptor foram completamente cilindrados por este… Combatendo simultaneamente contra 40 alvos (F-15s e F-16s) o F-22 abateu “simuladamente” cada um deles.

A aparente vitória esmagadora dos aviões russos sobre o outrora imbatível F-15 não surpreendou Mikhail Simonov, desenhador-chefe da Sukhoi que afirmou à agência noticiosa RIA Novosti que eram previsíveis já que o Su-27 e o seu sucessor natural, o Su-30MKI destes Exercícios tinham sido desenvolvidos na década de oitenta precisamente como uma resposta ao F-15. Aliás, Simonov admitiu ainda mais: na época os desenhadores soviéticos receberam instruções para criar um aparelho com especificações superiores às do F-15, daí a presença superioridade do Su-30 sobre o F-15 Eagle.

A vantagem dos aparelhos Sukhoi sobre os seus equivalentes ocidentais começou a ser evidente em 1992 quando uma esquadrilha de Su-27 comandada pelo Major-General Alexander Kharchevsky visitaram a base aérea de Langley e onde teve lugar um combate simulado entre dois grupos de aparelhos e trocando de aparelhos. Questionados na época sobre qual seria o melhor avião, os pilotos americanos disseram que “eram ambos bons e com características semelhantes”, mas na verdade, quando interrogaram técnicos e pessoal de apoio da base recolheram um grupo quase unânime de relatos sobre a superioridade do aparelho russo… O que confere com a descrição de que nesses combates simulados os Sukhoi conseguiam colocar-se facilmente na cauda dos F-15 e nenhum sucesso idêntico para estes. Poucos anos depois, em Outubro de 1995, um exercício conjunto russo e sul africano haveria de confirmar a superioridade destes aparelhos também sobre aqueles que na época era dos melhores aviões europeus, ao demonstrar como os Flankers pilotados pelos russos conseguiram bater os Mirage F.1AZ e os Cheetah sul-africanos de todas as vezes (excepto numa única ocasião). Existem também relatos de que este confronto nos céus da África do Sul envolveram também Mirage 2000, mas tal não corresponde à verdade.

“We started off on the first day with mixed formations doing fingertip flying, which was really cool. Next was some BFM, ACM, and Tactical intercepts. Then came the BVR Air Combat Tactics with us flying in mixed LFE formations with Su-30s, Mig 29s, Mig-27s, Mig-21 Bisons, and Mirage 2000s. The last phase was HVAA (High Value Asset) OCA and DCA. We did get into close combat with every jet they had and it was awesome… Their Sus and Migs really have a lot of power and it was impressive to see how they handled in BFM. The SU-30 was soooo easy to spot those because it makes the F-15 look like a Viper. One thing to note on the BFM strategies was that their pilots would do maneuvers that we had not really thought of before…I am not saying that we didn’t know how to react to it, I just mean that when we saw them do a certain maneuver we would think “wow, I never thought of doing that before”….so it was good learning on both sides.” declaração do piloto A. Arshad, da USAF que participou nas manobras

Por outro lado, embora os aviões da IAF tenham vencido 90% de todos os combates simulados, parece que estes enfrentamentos eram feitos oponto números diferentes de adversários. Segundo fontes americanas, 4 F-15s enfrentavam frequentemente de cada vez 12 aviões indianos, o que é um padrão comum nos treinos da USAF, mas nestes, os aviões dispõem de radares AESA e nestes exercícios o seu uso foi restringido… E, sobretudo, os F-15 foram impedidos de usar os seus mísseis de longo alcance AIM-120. Vinod Patney, um oficial reformado da IAF admitiu a propósito destes exercícios “O Sukhoi é… um avião melhor que o F-16”, “mas não podemos falar apenas de um único avião. Temos que falar de toda a infraestrutura, dos sistemas de comando e controlo, dos radares em terra e no ar, nas equipas técnicas no solo, e como maximizar toda essa estrutura.” Ou seja… admitiu implicitamente, que ainda que os Su-30MKI fossem capazes de bater claramente os F-15 e os F-16, isso não bastaria para vencer um conflito, já que a decisão do mesmo depende de toda uma estrutura densa e muito pesada que poucos países do mundo conseguem alinhar e onde, os EUA, continuam ainda a dominar… Mas a vantagem registada nos céus do Iraque e sobre a Sérvia pode ter já desaparecido e a menos que os F-35 Lightning II e os F-22 Raptor começem a entrar em serviço rápidamente em grandes números e que as recentes reduções nos seus números de fabrico não sejam anuladas… o desfecho da próxima guerra aérea pode não ser aquele a que os EUA têm estado habituados…

Fontes:
Wikipedia
Pakistani Defence Forum
Patriot News

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A Europa (e a Rússia?) vão enviar uma sonda para Europa

Europa
(Fissuras no gelo de “Europa” que resultam de um impacto meteorítico que indicam regiões de gelo muito recentes, prova que existe água líquida por debaixo desta camada de gelo in http://www.solarviews.com)

O “Space Research Institute” russo está a preparar para colaborar com a Agência Espacial Europeia (ESA) na missão que a Europa vai lançar para o sistema de satélites do planeta Júpiter entre 2015 e 2025. A grande prioridade da missão russa será participar na exploração do satélite joviano Europa, onde se sabe que existe um oceano por debaixo de uma densa camada de gelo. A Rússia poderá assim incluir no lander europeu “Laplace” alguns equipamentos e explorar juntamente com a ESA a fissura de gelo onde se espera que a sonda venha a aterrar.

Se conseguir o devido financiamento (e este interesse russo pode ser vital para a sua aprovação) de 650 milhões de euros, a missão Laplace irá procurar por vida num dos locais do Sistema Solar que se julga ser dos mais prováveis onde esta pode existir… Como se suponha já no filme 2010, já que em Europa, existe água no estado líquido… E calor (da pressão gravitacional de Júpiter). Além do lander, a missão vai deixar em órbita três pequenos satélites, para explorarem a magnetosfera de Júpiter e outros satélites jovianos.

Colocamos muitas esperanças nesta missão. Especialmente se ela incluir mesmo um lander. Estranhamente essa informação é omissa em toda a informação lançada sobre a missão “Laplace”, na ESA… E apenas a Rússia o refere. Será que é isso que a Rússia pretende? Uma “boleia” idêntica à que o fatídico “Beagle 2” britânico conseguiu da sonda europeia “Mars Express“? Ou o bem sucedido “Huygens” com a americana “Cassini“? Se assim é, não há sinais de tal “cavalgada”, mas seria bom para a Rússia e para a ESA, e sobretudo… Para esclarecer o que afinal anda a… mexer-se debaixo dos gelos de Europa…

Fontes:
Physorg.com
BBC

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Quids S10-23: Em que país foi tirada esta fotografia e… Que animal é este?

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Dificuldade: 3

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A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

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Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

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Vizinhos do Areeiro

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