Daily Archives: 2007/12/28

Do caçador Neolítico dentro de cada… especulador bolsista ou… Da irracionalidade dos Mercados


(http://www.worcestershire.gov.uk)

Sabe-se que é praticamente impossível o comportamento de um ser humano, individualmente considerado… A imensa profundidade e complexidade psicológica de cada um de nós torna essa tarefa impossível. E é precisamente esta imprevisibilidade que está na raíz da crónica incapacidade das Ciências Sociais e da Economia para conseguirem cumprir a mais verdadeira missão de qualquer Ciência que é a de… serem capazes de estabelecer (e acertarem) em previsões.

A Economia baseia-se na tese de que os indíviduos são sempre racionais e muito egoístas e é com base nestes dois pressupostos que se construiram muitas teorias económicas e matemáticas que, infelizmente, nada têm a ver com a Realidade e não conseguem explicar porque é que os Mercados se comportam de uma dada forma, ou não…

Nos últimos 15 anos tem havido uma revolução silenciosa nas Ciências Sociais. Várias equipas de economistas e sociólogos, um pouco por todo o mundo têm realizado experiências com pessoas reais (não mais com simulações virtuais), em laboratório, em que colocam vários pessoas numa sala e simulam aqui a presença de um “Mercado de Valores”. Concluiu-se que os sujeitos da experiência cometiam erros, ouviam palpites, mas não racionalizavam e tinham frequentes reacções e decisões completamente irracionais e emocionais…

Mas se assim é, se na base das decisões com impacto financeiro, a Razão não tem parte maioritária ou decisiva, como se pode assim prever o comportamento de grandes grupos, isto é, da Economia na escala nacional ou global? Na Física, essas previsões são comuns. As moléculas individuais são muito imprevisíveis, mas agrupadas podemos prever o seu comportamento. Por exemplo, é impossível antecipar todos os movimentos que uma molécula de água terá dentro de um copo cheio de água, mas não é difícil prever que o copo não transbordará se ninguém lhe mexer… Assim sendo, haverão também padrões comuns nas flutuações dos diversos Mercados de Valores em todo o mundo, transversais a realidades culturais, económicas e religiosas muito diversas? Na teoria económica clássica, o valor de uma dada Acção nunca poderia estar inflaccionado, porque o Mercado era formado por “pessoas racionais” que nunca sobrevalorizariam uma Acção, mas agora sabemos que tal coisa “pessoas racionais” é um mito urbano… Que não existe… Nenhuma teoria económica consegue explicar quedas abruptas de mais de 20% num único dia, e estas não são propriamente raras nos Mercados… De facto, os Mercados são sujeitos a maiores flutuações num único dia do que qualquer sistema natural equivalente.

Estudos recentes, realizados em Oxford, indicam que é possivel elaborar modelos simples, usando pessoas reais e não simulações de computador em que se observa uma tendência natural para que o sistema evolva para um estado estável (identificado também pelos biólogos evolucionistas) em que os individuos tendem para com dinheiro e as mesmas indicações de partida, tenderão a cooperar, precisamente onde a teoria clássica previa que competiriam, esmagados pelo impulso atávico do egoísmo e da racionalidade…

De onde vem então esta tendência para a cooperação? Talvez a possamos encontrar no nosso passado mais distante… Quando o mundo era totalmente diferente daquilo que é hoje, um mundo onde afinal viveu o Homem durante 99,9% da sua existência sobre a Terra. Um mundo em que o Homem se agrupava em pequenas comunidades de 10 a 25 pessoas, e onde a cooperação intra-grupal era regra essencial de sobrevivência… Ainda hoje, somos incapazes de termos mais do 20/25 pessoas nas nossas relações mais directas, embora possamos conhecer centenas de pessoas de cada vez… Da tendência para estabelecer estratégias cooperativas de caça e recolecção.

Fonte: Podcast de Outubro de 2007 do The Guardian Unlimited

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Quids S10-8: Que avião seria este?

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Dificuldade: 1

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Agostinho da Silva: Políticos, Escravatura, Joaquim de Fiori e Votos religiosos

Conversas Vadias
CD1
Entrevista com Joaquim Letria – parte 2
Políticos, Escravatura, Joaquim de Fiori e Votos religiosos

“Todo o Poeta daria um mau político.”
“Mas na realidade, o que tem que haver, junto com o Governo é um outro Poder, que não se trata de um contrapoder, mas de um equilíbrio de poderes de tal forma que as pessoas façam o contrário: se fixem naquilo que pensam que é nacional, aceitem aquilo que têm que aceitar: um carro mais veloz, mas que sempre contraponham que aquilo é uma coisa que se tem que usar, não é uma coisa que se tem que viver.”

“Como é que eu defino o nome “político”? É aquele que de alguma maneira que tocar em alguma coisa que tenha a ver com o Poder, é aquele que é tão venerador da Humanidade dos Homens que não quer ter poder nenhum sobre eles.”

“A constante que foi sempre no pensamento português a defesa da liberdade de todos os Homens, fossem eles de que país fossem, de que hemisfério fossem, ou de que cor fossem, ao mesmo tempo que faziam escravos! Embora dissessem que fosse para salvar as almas… Como é que essa coisa se junta? Os portugueses tinham aquela doutrina, simplesmente de vez em quando eram confrontados com um problema que resolviam a seu modo.”

“A Economia está misturada em tudo. Aceitava-se que a um tempo, os portugueses achavam que estavam salvando as almas dos mouros e serviam-se deles como criados gratuitos, a outro. (…) Temos é que ter o ideal de um dia, nunca mais precisar de reclamar honorários por isto ou por aquilo.”

“Porque é que a Igreja foi contra essa Teologia? Era uma Teologia do Inesperado. Daquilo que parece ser a Liberdade Pura enão o Destino (…) Naquele momento, em que o Joaquim de Fiori proclamou aquela coisa, em Itália, e em que os portugueses aceitaram com uma alegria e um grande júbilo, o que aconteceia em que se entrava numa época em que era preciso ver a continuidade das coisas e não adorar o inesperado e então a Igreja percebeu esse momento da História e impôs em Portugal aquilo que achava que era o entendimento, aquilo que tinha que ser a Doutrina, não era a supremacia do Espírito Santo, era o conjunto do Deus-Pai, Deus-Filho e Espírito Santo. Quando um Papa deu ordem à Ordem dos Franciscanos para ser rica, cujo patriarca tinha sido o poeta da pobreza, o poeta do abandono do Ter, para obter a Liberdade.”

“Uma das piores posses que a pessoa pode sofrer é a de estar possuída por si própria, possuída pela ideia que tem de si mesma, que pode ser errada. De modo que seria bom experimentar se quando nos julgamos muito hábeis, ou muito inábeis, não estamos enganados e recebendo uma ordem e cumprindo-a não verificamos que eramos menos hábeis do que pensávamos ou menos inábeis do que pensávamos. Por isso para mim, o Voto de Obediência, é efectivamente um Voto de Liberdade.”

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