Daily Archives: 2007/12/27

Resposta a António Felizes a propósito da sua contestação do modelo de uma “Regionalização Municipalista”


(“Domus Municipalis” de Bragança in http://www.guiarte.com)

A propósito deste comentário, aqui deixado pelo António Felizes do regioes.blogspot.com gostaria de responder da seguinte forma:

“Desde logo confunde regiões autónomas com regiões administrativas. Desconhece também que as 5 regiões administrativas”
->
Não julgue conhecer aquilo que desconheço… Garanto que a extensão do meu desconhecimento sobre todas as matérias é tão imensa que eu próprio desconheço a sua própria… extensão. Isto é: não presuma que sabe mais sobre mim, do que eu próprio. É uma regra básica de civilitude…

“comportam apenas 34 lugares para políticos profissionais, todos os outros cargos políticos (Assembleias Regionais) regem-se

-> São 34 lugares a mais. Trinta e quatro novos lugares para “boys” partidários, buscando ansiosamente encaixe algures entre as tetas da mãe-Estado e buscando desesperadamente novas fontes de rendimento. A sua introdução na carreira política não terá mais impacto na Economia do que beneficiar os próprios mais as suas famílias e devidas redes clientelares.

“pelo regime das Assembleias Municipais. Ora este número (34) é completamente insignificante quando comparado com os 230 deputados, cada um com o secretário particular, ou seja 460 lugares directos na Assembleia da República. É também um número “
-> Sim, mas se já acha que os 460 deputados “são a mais”, então porque juntar-lhes mais 34, num nível de Poder intermédio?

“muito pequenino, quando comparado com os lugares de nomeação da administração central – mais de 4.000. E já nem o vou comparar com os milhares de lugares que proliferam pelas administrações municipais e os seus apêndices (empresas municipais), aqui sim, um autentico alfobre de “boys”.”
-> Um outro alfobre, a que quer somar mais um, o do nicho de Poder das Regiões, caro António…
-> E porque não poderiam ser estes quatro mil tachos de nomeação partidária, ocupados localmente, pelos eleitos do Município? Isto é, em vez de serem eleitos regionalmente (como parece defender) ou nomeados centralmente (como sucede actualmente)?

“Aliás a contradição do seu ideário é flagrante, quando o meu amigo fala de Valentins, de Fátimas Felgueiras, Isaltinos etc., que são, exactamente, autarcas municipais e é realmente a esta escala (concelhia) que estes fenómenos emergem. A uma escala mais alargada (Região Administrativa) dificilmente alguma das personalidades que referiu teriam alguma hipótese de notoriedade política.”
-> Estas contradições nascem sempre de diferentes perspectivas da realidade… Estes perigosos demagogos que citam são inevitáveis num país como o nosso onde o grau de participação cívica é baixo, onde os níveis de abstenção são elevados e onde – sobretudo – existem baixos níveis de qualificações e de instrução académica que criam o tipo de terreno ideal para a propagação destes verdadeiros “fogos em palha seca” que são estas Felgueiras e estes Valentins. Estas mesmas condições propiciariam à ascensão de um deles ao Poder numa Região, dando-lhes uma escala de Poder muito mais alta e dilatando a sua capacidade de fazer mal à “Coisa Pública” a seu próprio proveito. Em suma: haverá sempre demagogos e corruptos na Política e criar um novo patamar intermédio de Poder só lhes vai dar mais terreno de cultivo. E só por demagogia ou ingenuidade é que é possível acreditar que apenas porque um Isaltino ou um Valentim poderiam concorrer a uma Região e perder, ganhando eleições municipais sucessivas, umas após outras…

“Assim, esta é, pois, uma das causas porque sou um defensor acérrimo da regionalização. Entendo que com as regiões Administrativas teremos condições para racionalizarmos a nossa administração e , também, de acabar, de uma vez por todas, com o desproporcional protagonismo de alguns autarcas municipais – Isaltinos, Valentins, F Felgueiras etc.”
-> E porque é que esta “racionalização” tem que ocorrer “regionalizando”? Porque não pode ocorrer aproveitando as estruturas que desde o 25 de Abril mais melhoraram a vida das populações, que melhor poderiam propiciar ao desenvolvimento das Economias Locais, que maiores e melhores raízes têm na tradição e História portuguesas e que – sobretudo – mais aproximariam a Política e a gestão da “Coisa Pública” dos cidadãos e eleitores interrompendo esta marcha aparentemente imparável para uma “Democracia” cada vez mais Oligárquica, ausente de eleitores, não-participativa e detida quase totalmente por umas escassas centenas de VIPs e de “famílias ilustres”.

Quanto à defesa propriamente dita da “Regionalização Municipalista” e o porque acredito que uma “Regionalização Regionalista” seria má para Portugal… É um debate que deixo para um próximo artigo.

Concorda com este modelo de “descentralização municipalista”?
1) Sim
2) Não

View Results

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

Quids S10-7: Que porta-aviões é este?

3333333.jpg

Dificuldade: 2

Categories: Quids S10 | 26 comentários

O Infante Dom Henrique “alumiado pela graça do Espírito Santo” e o papel deste no arranque dos Descobrimentos

Esp�rito Santo e Infante Dom Henrique
(O Infante Dom Henrique do lado direito do… “Espírito Santo” in http://www.tj.ba.gov.br)

A primeira fase da gesta dos Descobrimentos foi, sabemos, um produto directo da capacidade organizativa e da persistência daquele que era então o Grão-Mestre da Ordem de Cristo, herdeira do património material e espiritual da Ordem do Templo em Portugal, mas também (e talvez por causa disso) crente devoto no “Espírito Santo”. Falamos de Dom Henrique.

O cosmógrafo, militar e aventureiro Duarte Pacheco Pereira escreveu que o Infante tinha sido “alumiado da graça do Espírito Santo e movido por divinal mistério“. Significa isto que toda a demanda por novas terras e gentes patrocinada pelo Infante e missão com a qual ele próprio casou teria na base uma inspiração divina (“um sopro de Deus”) ou… que seria apenas a execução dos mandamentos e dos planos recebidos por herança da desaparecida Ordem do Templo, tomada assim em percursora (as “naus de Rochelle”) da gesta universalista portuguesa ela própria tida aqui como… cristalização material do verbo determinado pelo “Espírito Santo”.

Ganha assim outro contorno a representação do Infante Dom Henrique ao lado direito da figura que nos painéis do museu das Janelas Verdes Lima de Freitas identificou como o “Espírito Santo”…

Ler também: “O Projecto Templário e o Evangelho Português” de Manuel J. Gandra, Ésquilo

Categories: História, Mitos e Mistérios, Movimento Internacional Lusófono, Os Descobrimentos Portugueses, Portugal | Deixe um comentário

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade