O “Milagre de Ourique” e o mandato do “Espírito Santo” concedido aos reis portugueses

Batalha de Ourique
(Batalha de Ourique in http://www.junior.te.pt)

“A não ser que a Tradição de Ourique, que sagrou a monarquia e a pátria portuguesas livres da intermediação eclesial, os Impérios do Divino , anunciando o advento da religião intimista do Paracleto, em substituição do confessionário Romano, o Beneplácito Régio (vigente desde 1361, até ao advento do constitucionalismo), ou a Excomunhão decretada pela Cúria Romana contra 19 (mais de metade) dos 34 monarcas portugueses, sejam argumentos destituidos de qualquer valor probatório!”

Esta é, em grande e no nosso próprio pensamento a mais verdadeira e única característica da Monarquia Portuguesa: a sua tomada à hierarquia católica da capacidade para se autolegimitar e para ir frequentemente contra os ditames do Vaticano. Marcada logo na sua aparição pela validação directa através do mítico (mas imensamente “real” nessa entidade concreta que é o espírito dos povos) “milagre de Ourique” em que Cristo surge a Dom Afonso I e o indica como “rex” (Rei). Esta própria declaração de independência da superioridade romana, está aliás também na base da implantação do Culto do Espírito Santo em Portugal, no século XIV apesar de todas as reticências por parte da hierarquia que viam nele (justamente) vários elementos milenaristas, espirituais e joaquimitas que tantas erupções cutâneas lhes criavam…

Mais do que por Roma, os monarcas portugueses estavam validados e mandatos por uma entidade superior, desde logo a fundação e papel determinante aqui cumprido pelo Templo, ao lado de Afonso Henriques e cujo mandato haveria de ser seriamente confirmado sob Dom Dinis e aplicado durante a gesta dos Descobrimentos henriquinos e em toda a epopeia da Expansão, para ser enfim quebrada pela aparição do centralismo maquiavélico, de ideias e conceitos exógenos, importados do norte da Europa e entorpecentes da vera “alma portuguesa” que esse 19 monarcas excomungados tão bem souberam exprimir e preservar…

Fonte: “O Projecto Templário e o Evangelho Português” de Manuel J. Gandra, Ésquilo

Categories: História, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | Deixe um comentário

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