O filme “A Última Legião”: Erros e Inconsistências várias…

Desde que vi nos escaparates das livrarias o título “A Última Legião“: http://www.editpresenca.pt/images/livros/01040295-A%20%DAltima%20Legi%E3o(RL)_gra.jpg
…que fiquei curioso, já que este período da História é precisamente um dos que mais me interessam. Por várias razões adiei a compra até que o livro desapareceu das livrarias, por isso, quando tive recentemente oportunidade de ver o DVD do livro… Não perdi a ocasião (sim, a ocasião perguiçosa de “ler” em hora e meia um livro…) e lá vi a coisa. E de uma “coisa” realmente se trata aqui… Raras vezes encontrei tantos erros e tão flagrantes num filme histórico… Algumas, mas nem todas, radicam em fragilidades do próprio livro do italiano Valerio Manfredi. Este “Manfredi” aparece nas bibliografia como “professor de arqueologia” na Universidade Luigi Bocconi de Milão, mas procurando AQUI entre os seus docentes… Não consta tal nome, embora NESTE artigo da “infiável” (?) Wikipedia encontremos essa referência… A propósito, já vos disse que sou doutorado em Física Quântica pela Universidade Beargh-Boirg de Ulun Bator? Seja ou não realmente professor, ou tenha já deixado de o ser entretanto, o certo é que Manfredi encharcou o seu livro dos erros cujos ecos encontramos agora no filme de Doug Lefler

A história decorre em 476 a.D. e narra os acontecimentos históricos ocorridos em torno do jovem Romulus Augustus, aliás, logo o… primeiro erro histórico do filme! Rómulo assume o trono ao mesmo tempo que Odoacro e o seu lugar-tenente Wulfila massacram a sua família e capturam Rómulo levando-o juntamente com Ambrosinus, o seu mestre, para a ilha de Capri (pois!). Com a promessa de auxílio bizantina, Aurelius, um general romano, tenta resgatar Rómulo, com o apoio da mercenária bizantina Mira, depois, a acção desenrola-se a caminho da Bretanha (Grã-Bretanha) onde a história assume um… rumo mais ou menos inesperado.

1. O Nome do Imperador
Embora a personagem principal tenha o nome de “Romulus Augustus”, o seu nome efectivo era diferente…: Romulus Augustulus. Talvez menos eficiente, no que concerne à sonoriedade e logo, ao sucesso do livro e do filme, mas certamente menos historicamente correcto.

2. O Terço de Itália
No filme, Odoacro surje logo numa das primeiras cenas exigindo ao imperador Orestes (outro erro, este Flavius Orestes nunca foi imperador…) a entrega de 1/3 da Itália, algo a que este reage com espanto e consternação. Ora, na verdade, não foi Odoacro que exigiu este terço, mas Orestes quem o ofereceu a troco do apoio dos 30 mil bárbaros foederati comandados por Orestes contra o imperador reinante no Ocidente, de nome Julius Nepos… Orestes procurou enganar os bárbaros entregando-lhes pedaços de terras estéreis nos Apeninos, mas após derrotarem Nepos em 475, o qual lutou na Dalmatia até 480 (ou seja, uns bons cinco após a queda do Império do Ocidente).

3. Orestes “imperador”
Flavius Orestes foi nomeado Magister militum e Patricius pelo imperador Nepos, revoltando-se depois, mas nunca vestiu a púrpura, isto é, nunca assumiu o título imperador, como surge no filme, tendo preferido após a sua revolta coroar o seu filho como último imperador de Roma

4. Roma, a “Capital” do Império Romano do Ocidente
Embora em “The Last Legion“, Roma surja como a capital do Império Romano do Ocidente, de facto, desde 402 d.C. que a capital fora transferida para Ravena, estando a “Cidade Invicta” em plena decadência nessa época, e não a próspera cidade que aparece delineada no filme…

5. Os romanos do “lado errado da fronteira”
Na cena em que o grupo liderado por Aurelius e escoltando Rómulo sobre às muralhas do “Muro de Adriano” observam antigos legionários romanos aproximando-se dos muros… Ora Aurelius e os seus sobem pelo sul, depois do desembarque e estes legionários vêem de… norte! Ora a norte do “Muro de Adriano” estavam os Pictos, e embora de facto fosse comum que os legionários romanos destacados nas fronteiras estabelecessem casa e família junto das muralhas, não o faziam obviamente do lado de lá das mesmas! Porque seriam estes legionários uma excepção!? E por outro lado e last but not least… A Bretanha foi abandonada pelos romanos em 401 d.C., mesmo se estes “romanos” tivessem ficado para trás, teriam na época (476 d.C.) uns valentes 90 a 100 anos de idade! Ou seja… Seriam de utilidade guerreira muito marginal…

6. Os legionários destacados para a defesa do “Muro de Adriano”
No século V d.C. a guarda das muralhas das fronteiras do Império estava entregue não aos “legionários”, termo que aliás tinha caído em desuso e que fora substituído como designação das forças mais ofensivas do Império como Comitatenses. As forças destas guarnições eram conhecidas como Limitanei e eram tropas com armamento muito ligeiro nada de semelhante aos legionários “convencionais” que aparecem no filme…

7. A Entrega das Insígnias a Bizâncio
Embora no filme, Odoacro pareça empenhado em obter o reconhecimento de Imperador Zeno do Oriente, na verdade omite o detalhe mais importante destas relações… É que pouco depois da tomada do poder, Odoacro renuncia ao título de imperador e envia para Constatinopla as insígnias imperiais. Este pequeno “detalhe”, é omitido intencionalmente de forma a manter Rómulo como um imperador com algo para onde voltar…

8. Lucullus e não a Ilha de Capri, como local de exílio de Rómulo
Odoacro ordena que Wulfila escolte Rómulo até à Ilha de Capri, onde este deve viver em exílio até ao fim dos seus dias. Bom, tudo bem. De facto, Odoacro teve a sábia atitude de remeter Rómulo para o exílio, em vez de fazer dele um mártir, o que afastaria muitos romanos de que o bárbaro precisaria para administrar o recentemente conquistado Império. Mas não foi exilado para Capri, mas para a villa de Lucullus, nos arredores de Nápoles. Aqui Rómulo viria a morrer de velho… Não algures na Bretanha…

9. A Batalha de “Mount Badon”
No filme, uma das últimas cenas mostra a batalha de “Mount Badon”, que teria ocorrido por volta de 500 d.C. e onde Artur teria vencidos os Anglo-Saxões… Não Wortigen, que aparece no filme como se fosse um “germânico”… E é Artur, nenhum general romano, nem romanos, mas bretões, ainda que alguns possam ter – se é que esta batalha ocorreu mesmo – servido no exército romano, como Limitanei.

10. A “Linhagem de César”
No filme, o imperador Tibério surge como descendente da linhagem de César. Ora, nada mais falso. O próprio Augusto, já era filho adoptivo de César, e portanto, não era da sua linhagem, e Tibério, por sua vez, também era filho adoptivo de Augusto! Por isso, linhagem de César, que supostamente teria tido continuidade até Rómulo Augustulo de facto, nunca existiu!

11. A Ilha de Capri de Tibério
E aquilo que se passava em Capri, naquela Villa que de facto Tibério aqui construiu era de muito má memória, e nada daquela “aura nobilitante” que o filme faz questão de erguer… Aliás, na época a ilha era famosa pelas orgias que aqui organizava:
También disfrutaba con jóvenes y adultos de ambos sexos, con los que se solazaba asistiendo a un espectáculo llamado spintries, que consistía en una unión sexual a tres (muchachas y jóvenes libertinos, revueltos), que tenían que actuar hasta que el tirano se desahogaba. Para excitarse él y los que actuaban para él, tenía una apropiada biblioteca con obras de una célebre poetisa llamada Elefántide de Mileto, y de otros autores como Hermógenes de Tarsia o Filene, todas ellas hijas de un mismo motivo y un estilo especialmente dirigido a la excitación de los sentidos. Pero si los textos sicalípticos ocupaban la biblioteca de Tiberio en Capri, también necesitaba, y buscaba, cuadros de la misma temática que acompañaran a sus escenas orgiásticas” (ver AQUI).

12. O Bárbaro que sabia ler (!?)
Wulfila, o lugar-tenente de Odocro consegue ler a inscrição na base da estátua de César, na ilha de Capri. Espera. Um oficial germânico a ser capaz de ler? Latim? Pois sim… Seria mais credível colocar Wulfila a declamar Sócrates (o outro) ou a tocar piano do que vê-lo a ler. Os bárbaros germânicos que invadiram o Império nessa época não sabiam ler e confiavam nos romanos que recrutavam para a sua administração civil para essa tarefa. Entre estes, Boécio, o servidor de Teodorico, o rei dos Ostrogodos será o mais conhecido.

13. Os soldados “romanos”
Embora exista a crença generalizada que o exército romano do século V d.C. era formado essencialmente por bárbaros “romanizados”, contudo, estudos recentes indicam que afinal de contas, no exército romano desta época o número de bárbaros não era afinal assim tão dominante… De facto, mesmo entre os auxilia palatina que cumpriam missões de guarda na capital só tinham um quinto de bárbaros romanizados. De facto, o exército romano do começo do Império poderia incluir uma percentagem superior de bárbaros… De qualquer modo, entre os soldados de Aurelius não se vê um único germânico… E essa total ausência é de estranhar (embora surja de facto um africano).

14. A “Legio Nona Invicta”
A “Legio Nona Invicta” do general Aurelius deveria corresponder à “Legio IX”… “Hispana”! Uma legião recrutada na Hispânia pelo próprio Júlio César em 58 d.C. e incluindo… bastantes lusitanos… É verdade que a Legio IX serviu no actual Reino Unido, mais exactamente em Eburacum (York), mas foi extinta no reinado do saudoso Marco Auréli, no século II d.C.! Curiosamente, este legião continua a existir nos dias de hoje, como se poder ver… AQUI! E não era “Invicta”, coisa nenhuma, mas apenas… “Hispana”, claro!

15. A “espada de César”
Os romanos nunca tiveram uma tradição de “objectos mágicos”… Não houve nenhuma espada mágica de César, nem lendas sobre a dita. Aliás, o próprio conceito em si é mais céltico do que romano, sendo o objecto semelhante mais famoso a “Excalibur” que serve aqui de protótipo a mais esta invenção de Manfredi.

16. O duplo erro da Coroação de Rómulo
A coroação de Rómulo não teve lugar nem em Roma, nem em 460 d.C.! Falhanço em toda a linha no que respeita a fidelidade histórica! Vá lá… Foi coroado e pelo menos aí Manfredi acertou! A coroação teve lugar em 476 e na então capital romana de Ravena…

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Categories: Cinema, Filmes, História | 32 comentários

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32 thoughts on “O filme “A Última Legião”: Erros e Inconsistências várias…

  1. Bokaido

    Tive a infelicidade de perder quase uma hora da minha vida a tentar ver este miserável exercício cinematográfico. Não consegui.

    Para além dos crassos erros de História, o filme é tão fraco que nem mesmo a belíssima Aishwarya Rai justifica ver esta “coisa”.

  2. Interessante leitura que cabaste de me proporcionar, amigo Rui.
    Abraço

  3. Bokaido: Estes temas históricos puxam sempre pelo meu interesse. Infelizmente “mainstream” não costuma rimar com fidelidade histórica, e este filme (e o livro, provavelmente) foram mais uma expressão desta tradição, receio bem… Mas sempre aprendi alguma coisa ao confirmar as minhas suspeitas de “desvios à realidade” uma por uma, e por isso… tenho que agradecer a este mau filme…

    Tb: Obrigado! Deu muito gozo a escrever… Mais do que a ver o dito filme, admito…

  4. Olá, não sou historiados, mas tenho muita cuirosidade por histórias antigas, principalmente envolvendo este período.
    Eu assisiti ao filme, como leigo, achei um bom filme, porém o que me chamou a atenção, não estou lembrado de ter visto ou lido nada sobre o fim do império romano com o nascimento de Arthur, nem tão pouco que a Excalibur tivesse pertencido à Julio Cesar….
    Fiquei meio decepcionado.
    Abraços

  5. a história do filme até nem está mal contada, o enredo é cativante… as personagens podiam estar melhor construídas, mas o conjunto é “visível” e um bom entretenimento… O que me intriga é que com tanto dinheiro investido não conseguiram deixar de cometer tantos erros históricos… é isso que nunca irei compreender em Hollywood. Apenas isso.

  6. yury

    cara muito obrigado pela leitura .parabens!

  7. Conrado

    OH filmezinho dificil hem!!! A imaginação dos editores é quem os “engrandece”

  8. Yury: De nada! Volte sempre!
    Conrado: Pois… Aqui o efeito “espectáculo” venceu esmagadoramente sobre a fidelidade e correcção histórica… Uma receita que tem dado milhões a Hollywood!

  9. quandos soldados é uma legiao ?

  10. waleska bastos

    Adoro filmes históricos, adoro filmes épicos. E como diversão achei muito bom.
    Se….a história fosse verdadeira ….Se César tivesse alguma coisa a ver com Arthur…Se a cronologia estivesse correta. Mas aí não seria diversão, seria um documentário formal e instrutivo.
    A única coisa que eu acredito que devia se feito é a indicação de “FICÇÃO”, para que aqueles que não tem a curiosidade de verificar a veracidade ou não conhecem um “nadica” de história(não precisa ser um estudioso) não fiquem achando que a história foi mesmo desse jeito. Mas…. um filme legal(Afinal eu sou muito quadradinha, gosto sempre do bem vencendo o mau e que a bondade e a paz fazem um mundo melhor – UTOPIA).

  11. denise

    concordo com a waleska. real tem de ser a vida, cinema é arte, diversão, ficção.

  12. gláucia

    Concurso que é ficção, mas se vc vai fazer um filme de época, mesmo que a história não seja verdade, acho que deve-se ainda assim procurar a maior fidedignidade com a história… se eles tivesse tomado esse cuidado o filme teria sido melhor

  13. sem dúvida. Perderia espectacuralidade (talvez…), mas ganharia em consistência e credibilidade… ou há lá coisa mais verdadeira do que… a coisa verdadeira?

  14. RBG

    Não percebo porque perdem tempo a discutir o que nem sequer é dicutivel. Concordo que o filme é mau e por isso mesmo não vale a pena perder tempo com ele. No entanto no que diz respeito ao livro de Maximo Manfredi, desde a primeira página que é assumidamente ficção fantástica e não histórica. Aliás Manfredi pela sua formação nunca iria correr o risco de escrever uma obra destas sem separar claramente as águas.
    Manfredi teve o cuidado de justificar acad uma das suas decisões no livro, nomeadamente a “legio invicta” que não seria a tradicional nona hispânica mas sim uma suposta legião secreta… enfim. Antes de crucificarem o homem leiam pelo menos o livro… rsrsrs

  15. Angelo

    Assisti ao filme ontem, e me agradou muito. Como o leigo que sou, não notei nenhum desses erros.
    O que me chamou atenção foi exatamente o fato da Excalibur ter pertencido a um César. Isso me levou a pesquisar na Internet. Não achei referências a tal fato. Então, fui levado ao seu blog.

    Lembro que muitos de meus professores de História Geral usavam filmes épicos para ilustrar suas aulas. Espero que os que eu vi, tenham sido mais fiéis à história registrada.

    Angelo Morais; Camaçari-Bahia-Brasil

  16. Bem, Angelo, espero que o não façam com este filme… ou muita confusão há de ficar na cabeça dos jovens estudantes… Os filmes (e os livros) históricos são boas fontes de aprendizagem… mas têm que ser bons e estarem bem fundamentados. E este não é o caso…

  17. ana maria

    Não sou doutora em nada,mas sei também que oque se passa no filme são coisas que surgiram da mente criativa de alguem.História se aprende na escola. Isso é como discutir o livro (ou o filme) o código Da Vinci.Ficam querendo provar para os outros que aquilo tudo não passa de mentira,mas todo mundo sabe disso.Vamos discutir o “godzila”?

  18. ana:
    o que digo é que não é impossível (é até fácil, com consultores e anotadores e tudo isso) detetar erros destes e corrigi-los ainda na fase de pré-produção. Um filme histórico pode (e deve) manter-se fiel aos factos conhecidos e ser ainda assim interessante e um bom espectáculo.
    Um exemplo desta combinação pode ser encontrado, por exemplo, na série “Rome”.

  19. Paulius

    Caro Clavis Prophetarum , depois d ler o k escreveste, só posso dizer k és conhecedor da historia romana no declinio do lado ocidental do k foi outrora o império romano.
    Apenas keria explicar-te alguams coisas…
    1º Plo k percebi apenas e só viste o filme… e acredita k a realidade do filme está afastada e mto do livro.
    Para já o livro tem um conteudo forte, dinamico, bem explorado em varios generos do k é o cinema, seja no drama, na acção, na aventura, ou o histórico!
    Ler o livro é algo fantastico, pela maneira estonteante com k manfredi o afz em qq das suas obras, no qual leva o leitor a pensar ke stá no meio dessas leituras e a ficar absorvido pela história! Mas qdo vi o filme, fikei decepcionado pk foge e mto da força do livro.
    Por exemplo, a personagem MIRA no filme, é completamente diferente do livro, mas nem tem nada haver… onde essa personagem é uma surpresa!
    No livro Aurelius é um militar d respeito k n estava seker na villa onde s encontra o imperador… pois vai ao enconto dessa villa p informar da revolta de Odoacro em kerer o comando da NOVA INVICTA, legiao k só obedecia ao imperador… e k esta estava a ser atacada plos barbaros de Odoacro, mas qdo chega á Villa, esta estava destruida, e o comandante Orestes estava ás portas da morte…pede-lhe p proteger Romolus… a mae d romulus n morre na villa, mas mais tarde, pois ela é levado com o filho p o exilio.
    E qdo Aurelio sai do aquartelamento da NOVA INVICTA em busca d auxilio e informar da tarição de Odoacro… há uma situação de bravura e coragem de legionarios da nova invicta k demonstra o k manfredi keria mostrar ao leitor a realidade em preservar os chamados ideais da Legião Romana: Camaradagem, Integridade, Carácter, Lealdade, Respeito, Honra e Disciplina! A nova invicta tem o seu general em chefe k n é aurelius…
    Estes foram apenas um reduzido exemplo das diferenças…
    O filme foge em 80% á realidade da grandeza do livro!
    Li o livro e fikei maravilhado e ansioso po filme..e o filme foi uma decepção, uma vergonha á força d caracter e brilho inteligente de Valerio Massimo Manfredi.
    Este senhor é d facto akilo k dizem ser… e k leste por ai… e passoa citar de um site:
    “Valerio Massimo Manfredi is an Italian historian and archaeologist and was voted Man of the Year 1999 by the American Biographical Institute”…
    Este sehor escreveu obras d culto cmo Quimera e a triologia da vida e epopeia militar d Alexandre o Grande!
    Para mais, o filme foi um fracasso plo k se sabe, e decepcionou o proprio manfredi…mas o livro na 1ª semana vendeu em todo o mundo, 1 milhao de exemplares… acho k isto diz tudo da diferença entre o livro e o filme! Se tivesse o lido o livro, n se tinha precipitado tanto em escrever tanta coisa. E mais um detalhe mto importante… A obra ULTIMA LEGIAO, n era p recriar com exactidao a verdade do imperio romano dividido em 2… pk a obra em si é meio veridica, em relação a situaç~es historias e personagnes k existiram…e a outra parte ficticia, k leva-os á bretanha, entre outars coisas… por outras palavras, uma obra prima usando a imaginação e ao mesmo situaçoes reais do imperio do ocidente…o livro sim é algo do outro mundo! e qdo n se ve e n s sabe…n s deve entrar por caminhos k n vao d encontro á verdade!
    Agradecia k pudesses ler o livro… e ai verás por ti!
    O livro nunca foi p kerer mostrar toda uma verdade do k aconteceu mesmo…mas sim aliar ao componente da epoca – imperio romano em declinio, e uma historia ficticia…e k resultou na perfeição!!! o livro sim, o filme n,,,

  20. está bem!
    criaste em mim a curiosidade bastante para tentar encontrar o livro!
    sei que neste tipo de obras é imperativo sacrificar alguma correção histórica a favor do bom andamento do enredo, mas o filme, pisa largamente esse risco várias vezes…

  21. Paulius

    n vais arrepender!

    outra coisa… á parte disto … o k deu ao k se chama rei artur, era na verdade um comandante de cavalaria romana 😉

  22. já não se encontra é nas livrarias (esta rotação de livros atual é uma coisa…)
    mas procuro…
    Artur, soldado romano…
    bem plausível.
    Pelo menos culturalmente, “Artur” ou quem surge no mito com o seu nome, era sem dúvida um romano.

  23. ricardo gomes da silva

    Boa abordagem!

    De facto o filme é apenas o corolário de uma lenda que os ingleses estimulam até ao limite..a de que em Gales teria sobrevivido um resquicio incólume do império Romano…do qual os anglo-saxões gostam de se declarar herdeiros

    O carnaval é imenso e só é visivél para a parte do planeta que efectivamente foi romanizado…parte pequena
    Repare-se que os Norte-americanos têm senadores, os edificios públicos são de arquitectura clássica..etc etc etc
    O mau gosto chega ao ponto de boa parte da literatura clássica sáxonica (tipo o que nós consideramos Camões ou Pessoa) fazer referências várias a este “legado”…como os elfos do “Lord of the rings” são os romanos a sair da Bretanha e os outros referências às várias tribos que lá habitavam…como os anéis que eram de facto simbolo hierarquico na sociedade romana

    Os ingleses não admitem que não passavam de uma colonia secundária sem qualquer valor onde a romanização nem sequer existiu durante tempo suficiente para deixar marca..basta ver a lingua inglesa que nada tem de latino, ou a única estância balnear que existia (bath)..uma apenas..a total ausência de villae..etc etc etc
    Durante a Idade média não passavam de uma nação semi-bárbara onde não havia qualquer noção de identidade (os vickings derrotaram os saxões com poucos efectivos, tal era a penúria)
    Durante o renascimento só falam nos Reis e rainhas porque de facto o povo era omisso…nem tinham Cortes como na “atrasada” Peninsula Ibérica
    As únicas colónias que tiveram (com enfoque para a India) foram os portugueses que lhes deram com o dote de Catarina de Bragança

    Mas de forma mais séria tudo isto abrange uma estratégia muito mais vasta que incorporou a destruição de vestigios noutros paises.Durante o sec XIX a Inglaterra quis legitimar uma herança histórica que justificasse o império e a imensa vaidade daquela nação.Inventou-se de tudo, desde um suposto “rei” (artur) pré-saxónico, uma herança neólitica brilhante (stonehedge), uma “carta constitucional” em plena idade média (magna carta)…etc etc etc

    Só como exemplo até meados do sec XIX Portugal era referido em todas as enciclopédias de referência como tendo descoberto os actuais EUA….ninguém conhecia Colombo!
    Os espanhois fizeram uma imensa campanha publicitária e conseguiram a alçteração no Larousse ..a partir dai o Colombo passou a ser o descobrdor…lol

  24. é verdade, Ricardo!
    mais lateral no império romano, não havia… sinal disso mesmo aliás é o facto de Roma ter evacuado a colónia e de nunca ter procurado lá regressar. Ao que sei, exceptuando a germania Superior, Roma não fez isso em mais lado nenhum…

  25. António Duarte

    Atenão, o livro é bem melhor que o filme. De resto, alguns dos aqui chamdos erros históricos são assumidos pelo Manfredi como livres recriações da história. Isto é, o Autor sabe que é mera fantasia! É que o livro é um romance histórico e não um livro de história! Já agora, acabou de ser publicado em Portugal mais um romance do Autor, intitulado Idos de Março (já percebram qual a época histórica emq ue decorre, certo?). Já o comprei, como fizera com os demais romances históricos dele, de que realço a espectacular trilogia sobre Alexandre Magno.

    • Ok… Gosto muito do genero, mas acredito que ‘e possivel escrever romances mantendo a fidelidade historica, ja que nada ‘e mais fantastico que a verdade…

  26. Acabei de ver o filme, de má qualidade é certo, mas Orestes nunca se apelida de imperador e Odoacro está a exigir 1/3 de Itália conforme lhe havia sido prometido…não prestou muita atenção ao filme, pelos vistos. Quanto ao restante concordo no geral e achei péssimo o posicionamento da muralha de Adriano, enfim um filme mau mas que pelo menos serve para que quem gosta do tema faça pesquisas. Tem de facto erros, mas acho que intencionais para justificar toda a ficção e cativar os espectadores. Hilariante ver a )ª legião reposicionada da Hispânia para a Britânia.

  27. artur

    pelo menos poderiam apenas assistir ao filme sem se preocupar com “veracidades” históricas…??? Então, quem critica, por que não produz um filme mais próximo à realidade ??
    AAAAhhh !!!!!!!! Mas aí entramos num velho dilema: Orçamento para fazer tal filme !!!
    Portanto meus amigos… não se martirizem pela veracidade dos fatos… lembrem que tudo na hist´ria é passível de especulação…
    Eu mesmo acabei de escrever um livro intitulado “O Rei Pescador”, onde narro a trajetória do último rei merovéngio Childerico lll, auxiliado por um judeu chamado Amran ben Shalma… é ficção!! E daí ??

  28. Rodrigo Reeve

    Caros colegas,
    Me interesso muito pelo assunto, mas com um enfoque maior no aspecto militar do que histórico.
    O que muito me desagrada, na maioria dos filmes épicos é a falta de veracidade em aspectos bélicos que são básicos: como por exemplo o fato de que os estribos só foram utilizados pelas cavalarias já na Idade Medieval, o que a tornou muito mais decisiva do era então. Estudos atuais comprovam que o impacto da “carga” aumenta em mais de dez vezes com esta nova tecnologia.
    Até então a eficiência e a eficácia da cavalaria utilizada pelas legiões era muito questionada.
    Um fato que comprova esta eficácia foi a derrota de Pompeu na Grécia, onde sua cavalaria foi repelida por uma única Coorte, fragilizando seu flanco e revertendo a situação.
    Aliás, foi exatamente a cavalaria que contribuiu para que os bárbaros obtivessem grandes vitórias sobre os romanos. Com a mobilidade que ela proporciona, eles envolviam as legiões causando desordem nas linhas e facilitando a ação de sua infantaria.
    Um aspecto “crasso”, é relacionado a própria esgrima romana da época, que era baseada em estocadas e não em golpes cortantes e laterais. O grande escudo que usavam servia não só como proteção, mas como arma. O legionário utilizava-o para encurtar o espaço do oponente, que utilizavam armas grandes e pesadas, que necessitavam de grande força para serem manuseadas (e eles a tinham). Ao encurtar o espaço para o golpe, diminuía sua potencia e abria espaço para as estocadas com o gladio, que não tinha mais que 60 cm e era pouco eficiente como espada.
    A força da legião vinha da coesão e organização no combate, mantendo sempre a formação. Portanto, dificilmente haviam combates individuais, sendo que os oponentes tinham que enfrentar uma barreira de escudos para atingir o soldado romano.
    Só identifiquei um filme que relata bem este aspecto, que foi a série Roma. A qualidade das cenas de batalha é excelente é mostra claramente como as legiões realmente lutavam.
    No filme Gladiador, por exemplo, o caos da batalha inicial contra os germanicos, não condiz muito com a realidade.
    No fim do império romano, na época das invasões barbáras, havia uma diversidade imensa de tropas, com muita influência de outras culturas, o que praticamente tirou a identidade das Legiões. Muitos eram mal equipados e treinados, principalmente em regiões fronteiriças.
    Comeu-se o império como se come um mingau…pelas beiradas.

    • Obrigado pelo seu comentário muito detalhado e bem informado, Rodrigo. Concordo com tudo o que escreve, mas gostaria de acrescentar que o exercito do império tardio tinha praticamente as mesmas armas e tácticas, sendo, aliás, guarnecido em grandes quantidades por mercenários germanicos enquadrados por oficiais romanos (alguns…)

  29. Bruno

    Li o livro e vi o filme. Adorei o livro, não gostei do filme. Quem leu o livro lê no final e ao longo das notas de rodapé, as justificações e as alterações “históricas” que se fizeram consoante a ideia criativa do Autor. Ele no final do livro explica as alterações e o porquê de as ter feito. Relativamente ao filme e como é baseado no livro e não na história, e como claro está não pode retratar tudo que vem no livro em 130 minutos, ficou um pouco aquem das espectativas. Mas volto a frisar o filme é baseado no LIVRO (e não na História). Podem ler o livro, não é uma grane obra literária mas até que tem alguns aspectos interessantes.

    Bom dia,
    Bruno Correia

  30. Confesso que vi o filme pelo que ele é: ficção histórica. Nem fazia ideia de que o tal Romulos tivesse existido de verdade. É só um filminho para entreter. Mas foi a primeira vez que vi uma possível origem da espada EXCALIBUR. E exatamente como ficção achei bem interessante.

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MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

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Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

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O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

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