Situação do projecto para a construção de um Submarino Nuclear Brasileiro

Começam a surgir informações mais substanciais sobre o projecto brasileiro de construir um submarino nuclear… Depois de um alerta enviado pelo Ultramar (habitual frequentador destas paragens) andei pesquisando pela Internet e eis o resultado (eternamente provisório) dessas caminhadas…:

Embora o programa se limite por enquanto à construção de um único submarino nuclear, a nossa previsão de que teria que haver uma frota parece confirmada, já que é o próprio almirante Júlio de Moura Neto, chefe máximo da Marinha Brasileira que o declara afirmando a este propósito que “depois que a primeira unidade estiver pronta, exaustivamente testada, e estudados todos os aperfeiçoamentos que serão introduzidos”.


(O almirante Júlio de Moura Neto in http://www.inforel.org)

O estudo, projecto, desenvolvimento e construção deste primeiro submarino, não de um primeiro protótipo, mas de uma unidade naval totalmente funcional deve levar cerca de 12 anos, o que implica que a primeira actividade operacional da unidade deverá ter lugar por volta de 2020, isto a um custo total (apenas para este primeiro submarino) de 2,04 biliões de Reais (ou seja, 800 milhões de euros) sendo as dotações orçamentais anuais para este projecto da ordem dos 130 milhões de Reais anuais.

O projecto regressara à superfície (uma analogia muito adequada neste concreto…) depois das declarações do Ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, quanto à necessidade de defender as novas descobertas petrolíferas ao largo da costa brasileira, já que os meios convencionais, de superfície, estão sujeitos “a fácil localização por meio de satélites”. Jobim, não se limita contudo a aludir à necessidade do desenvolvimento de um submarino de ataque nuclear, referindo també a necessidade de expandir os meios submarinos convencionais brasileiros: “a esquadra terá de construir submarinos convencionais, de propulsão diesel-elétrica”. Aqui é que se me levantam as primeiras objecções… Se a maior motivação para que o Brasil construa um submarino nuclear é a defesa das suas plataformas petrolíferas, então porque não compra um, mais barato, provavelmente mais eficiente (pela sua maior experiência) submarino Akula por 600 milhões de dólares (quase metade do custo deste SNA brasileiro)? O objectivo de defender estas instalações não é assim cumprido de uma forma mais eficiente? É certo que o salto tecnológico decorrente do domínio da delicada e secreta arte de fabricar reactores nucleares para submersíveis poderá consolidar o domínio da tecnologia nuclear no Brasil… Mas será este domínio realmente importante? As nossas reticências quanto ao uso civil da Energia Nuclear são já bem conhecidas… E aplicam-se neste caso, por completo. Por outro lado… Um submarino nuclear de ataque será mesmo a melhor forma de defender uma plataforma petrolífera? Quem a vai atacar? Com que meios? Os casos únicos de ataques a plataformas petrolíferas ocorreram no Golfo, entre o Irão e o Iraque. E neste caso, o emprego de meios aéreos foi dominante… Aliás, todas as instalações destruídas, foram-no por via de ataques aéreos. Sendo quase nula a capacidade anti-aérea de um Submarino, não seria mais eficiente investir essa mesma soma no reequipamento (por exemplo com Rafales ou Sukhoi-35 navalizados) do porta-aviões Foch, ou, construir um pequeno porta-aviões para o substituir no mesmo prazo? (2020)?


(Nelson Jobim, o Ministro da Defesa do Brasil in http://www.estadao.com.br)

Daquilo que se sabe até ao momento, o submarino nuclear brasileiro terá 96 metros de comprimento, 4 toneladas de deslocação, enquanto submerso e 17,8 metros de altura, contando com a sua torre. O navio será operado por uma centena de tripulantes. O desenho deste submarino começou na década de oitenta no Centro Tecnológico da Marinha, na cidade de São Paulo e tem sido revisto e actualizado praticamente sem parar, até aos dias de hoje. Para fazer testes e produzir um navio tão silencioso quanto o possível, a Marinha vai construir um Túnel de Cavitação, na região de Sorocaba, com 400 metros de profunidade e 7,5 de profundidade. Embora no começo do programa, se acreditasse que era possível transformar um submarino convencional, e introduzir-lhe um reactor nuclear, a dura realidade dos factos veio provar a impossibilidade deste arranjo e a necessidade de desenvolver de raíz também um casco e todo o equipamento necessário ao funcionamento do navio. O grande problema, aqui, parece ter residido no diâmetro do casco, que num submarino nuclear tem que ser de pelo menos 9 metros, algo que não existe em nenhum submarino convencional da actualidade… O volume deve-se não somente ao tamanho do reactor, mas também dos sistemas de controlo e arrefecimento que o rodeiam, assim como a blindagem que protege as tripulações da radiação emanada a partir do seu centro.


(Cerca do CTSMP in http://www.eca.usp.br)

A outra parte desse programa previa o desenvolvimento de um casco – tecnicamente chamado plataforma – que pudesse comportar o reator nuclear. Nesse particular, o êxito não se repetiu. Apesar das tentativas, não foi possível adaptar o casco do submarino convencional para o nuclear, basicamente porque, para ter segurança, um submarino nuclear deve ter um diâmetro de pelo menos dez metros – coisa difícil de se conseguir a partir de um submarino convencional de 1.400 toneladas.


(Submarino convencional Tikuna in http://www.naval.com.br)

O reactor nuclear para o submarino está a ser desenvolvido desde 1979 e apesar do projecto ter sido congelado várias vezes devido a problemas orçamentais, sobreviveu e, actualmente, não incorpora nenhuma tecnologia directamente importada do exterior, uma vez que essa é uma das áreas mais secretas da aplicação da energia nuclear, e isto apesar dos rumores que davam como certo a presença de tecnologia francesa e russa (uns e outros desmentidos pelos próprios). O reactor é assim um produto directo da ciência brasileira, nomeadamente do IPEN (“Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares”), da Universidade de São Paulo, do Unicamp, e do IPT (“Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo”) assim como do Centro Aeroespacial.


(Reactor nuclear IEA-R1 do ITEN in http://www.eca.usp.br)

Uma vez que actualmente o Brasil detêm toda a tecnologia nuclear e existe inclusivé um protótipo do reactor nuclear para o submarino, em Aramar, sendo a próxima fase a construção do primeiro reactor para o primeiro submarino. Mas antes, deverá ter lugar a construção de um submarino seguindo todo o projecto do submarino nuclear, mas com propulsão convencional, de forma a testar todo o navio, a sua fiabilidade, desenho, concepção e construção, antes de passar ao passo seguinte que será a construção de um navio idêntico, mas já destinado a acolher o reactor que deverá então estar já pronto.


(Inserção de um reactor nuclear num submarino de ataque russo Alpha in http://www-pmg8.cea.fr)

Conforme já escrevemos noutro lugar, para apoiar esta nova frota, a Marinha Brasileira terá que construir uma nova base naval, provávelmente perto de São Paulo, em São Sebastião, não muito longe do estaleiro de Sepetiba, onde serão construídos.


(Estaleiro naval de Sepetiba in http://www.terra.com.br)

Mas será que hoje em dia, com a existência da tecnologia AIP continua a ser rentável investir e suportar os riscos de operar um navio nuclear? Não seria mais razoável continuar a investir nos excelentes Tikuna em vez de produzir a partir do zero um reactor nuclear e um navio totalmente novo? Um submarino nuclear só poderia ser usado em caso de o Brasil se ver envolvido numa Guerra Total, isto é, num tipo de conflito que não trava desde o século XIX e para qual não existem perspectivas a curto ou médio prazo. E a ser empregue neste cenário, o navio não poderia ser apenas um submarino de ataque, equipado com torpedos, mas para que fosse utilizado com eficácia, teria que poder lançar mísseis de cruzeiro e não é fácil adquirir essa tecnologia no mercado internacional e ainda menos desenvolvê-la de raíz…


(Submarino AIP alemão U214 in http://www.caswellplating.com)

Em vez de investir no desenvolvimento de raíz de um reactor nuclear e, depois e simultâneamente, um submarino nuclear, o Brasil deveria construir pelo menos mais 3 Tikuna, com AIP e manter actualizados os Tupi, de forma a mantê-los como unidades de segunda linha e protecção portuária. Uma tal força, com 8 submarinos, seria suficiente dissuassora e igualmente tão eficiente quanto um ou dois submarinos nucleares, por muito tempo que estes pudessem passar submersos (meses) e, certamente, a apenas uma fracção do custo destes… E sem o riscos de acidentes como os do K-19.


(O acidentado submarino soviético K-19 in http://content.answers.com)

Este risco – sempre improvável, e sempre presente – é aliás a maior objecção ao projecto levantada por Ruy de Goes, o coordenador da campanha nuclear da Greenpeace: “Se a missão é defender o país, então eles estão no caminho errado, já que o submarino pode representar um risco para nós mesmos. Se chegar a ser produzido, o submarino será uma ‘Chernobylzinha’ flutuante”.

Fontes Principais:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071215/not_imp96407,0.php

http://www.terra.com.br/reporterterra/nuclear/rep_12.htm

http://www.terra.com.br/istoe/1901/ciencia/1901_submarino_nuclear.htm

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2078147-EI306,00.html

http://www.energiatomica.hpg.ig.com.br/ad36.htm

Categories: Brasil, DefenseNewsPt | 129 comentários

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129 thoughts on “Situação do projecto para a construção de um Submarino Nuclear Brasileiro

  1. Fred

    Este assunto é no mínimo polêmico e interessante.
    Tentando ser imparcial, o que é difícil por ser pessoalmente a favor do desenvolvimento do conhecimento e da capacidade técnica, acredito que principal vantagem para o Brasil do submarino nuclear seja o desenvolvimento da tecnologia. Tanto na produção dos reatores como para produção da plataforma e na criação dos propulsores, neste caso do primeiro SBN será a utilização de eletromagnetismo para giro do eixo motriz, utilizando o mesmo conceito das centrifugas desenvolvidas pelo Brasil para enriquecimento do urânio. Com menor desgaste das partes móveis e conseqüente menor ruído, porém com aumento da assinatura magnética (outro desafio a ser vencido).
    A utilização de energia nuclear para a produção de energia também será beneficiada, com reatores mais eficientes e com menor produção de rejeito para as futuras usinas e eventuais atualizações das existentes com tecnologia alemã.
    O Brasil é um dos 7 países que detém 77 % das reservas mundiais de urânio. Recurso, na minha singela opinião, que deve ser aproveitado.
    Sobre o uso do AIP ainda é demasiado dispendioso para o padrão brasileiro, segundo informações da marinha brasileira (ver link defesanet), e a atual tecnologia de propulsão independente da atmosfera não permitiria a um submarino sair da costa da região Nordeste e chegar à costa da região Sul, percurso aproximando de uns 5.000 km, utilizando exclusivamente este tipo de propulsão sem reabastecer. (~10 dias a 5 nós/h).
    O Brasil possui aproximadamente 8,5 mil km de costa e possuía cerca 3,6 milhões de km² de águas territoriais, porém ampliou este ano sua zona econômica exclusiva (plataforma continental) por autorização da ONU, totalizando 4,5 milhões de km² de “território molhado”. Isto só foi possível pelo programa denominado Amazônia Azul da Marinha do Brasil. (ver link Amazônia Azul) Que levou 17 anos para ser concluído ao custo de 40 milhões de dólares. E o Brasil ainda está pleiteando o acréscimo mais 200 mil km².
    Para a proteção da costa é claro que qualquer solução convencional será mais barato e rápido, porém com pouca transferência de tecnologia.
    O mesmo conceito de agregar conhecimento, acredito, é utilizado para o desenvolvimento da fragata Barroso. Na verdade uma fragata da classe Inhaúma melhorada, que só sendo oráculo grego para adivinhar quando vai ficar pronta.
    Entendo que a tecnologia é a real necessidade do Brasil e é o que está tentando adquirir com a criação do Submarino Nuclear.
    E o Brasil ainda não produz combustível nuclear em escala industrial para as suas usinas, ainda utiliza material importado, o yellow cake brasileiro (extraído na Bahia) é processado no Canadá e pelo consorcio europeu Urenco. Existem previsões que a produção Brasileira completa do combustível ocorra escalonada: em 2010 atenda 60% da Usina de Angra 1 e 2 e 100% delas em 2014. Vai saber! (Será que vai antender também Angra 3 em 2014?)
    A Usina de beneficiamento de combustível (Usexa) que processará o yellow cake está em construção a mais de 10 anos (tenho certeza que um dia ela era inaugura,rs) no município de Iperó no estado de São Paulo.
    Desculpe por ter sido tão prolixo, mas o tema é realmente extenso. Abaixo indico as fontes.

    Fontes:
    http://www.defesanet.com.br/zz/mb_u214.htm
    http://txt.estado.com.br/editorias/2007/05/06/pol-1.93.11.20070506.14.1.xml
    http://www.mar.mil.br/dhn/dhn/amazoniazul.pdf
    http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=48367
    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071215/not_imp96407,0.php
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u302343.shtml
    http://www.abin.gov.br/modules/articles/article.php?id=1499

  2. FELIZ NATAL, para ti e para os teus!

    Abraço.

  3. Ultramar

    Eu também acho que esses submarinos nucleares vão ser um investimento desnecessário, caro e… perigoso!…

    E o U214 (tenho lido “IKL 214” em alguns sites), já foi feito um contrato, pelo que sei, para a compra de uma unidade e da tecnologia desse sub, que deve ser melhor do que o Tikuna, obviamente.

    Enfim, acho que o Brasil deveria seguir esse caminho, do desenvolvimento de submarinos convencionais, até pela possibilidade de exportá-los. Pois… como o País vai vender submarinos nucleares?

  4. Fred:
    ” Este assunto é no mínimo polêmico e interessante.”
    -> Sem dúvida… Algo que se vê nos comentários por aqui (e sobretudo noutros Posts) cruzados…

    ” Tentando ser imparcial, o que é difícil por ser pessoalmente a favor do desenvolvimento do conhecimento e da capacidade técnica, acredito que ”
    -> Como eu.

    “principal vantagem para o Brasil do submarino nuclear seja o desenvolvimento da tecnologia. Tanto na produção dos reatores como para”
    -> Sem dúvida, mas bastará essa vantagem? Será maior que os custos e riscos envolvidos? É minha crença de que não…

    “produção da plataforma e na criação dos propulsores, neste caso do primeiro SBN será a utilização de eletromagnetismo para giro do eixo motriz, utilizando o mesmo conceito das centrifugas desenvolvidas pelo”
    -> Tb já tinha lido isso… Confirma-se? Isso não é um desenvolvimento único no mundo? Mais algum submarino usa essa tecnologia magnética?

    ” Brasil para enriquecimento do urânio. Com menor desgaste das partes móveis e conseqüente menor ruído, porém com aumento da assinatura magnética (outro desafio a ser vencido).”
    -> E logo menos possibilidade de ser detectado… Até faz lembrar o filme “Outubro Vermelho”, mais a sua propulsão magnética…

    ” Sobre o uso do AIP ainda é demasiado dispendioso para o padrão brasileiro, segundo informações da marinha brasileira (ver link defesanet), e a atual tecnologia de propulsão independente da atmosfera não permitiria a um submarino sair da costa da região Nordeste e chegar à costa da região Sul, percurso aproximando de uns 5.000 km, utilizando exclusivamente este tipo de propulsão sem reabastecer. (~10 dias a 5 nós/h).”
    -> Mas fica mais barato que construir de raíz um reactor e o submarino e pode ser mais fácilmente exportável que estes dois…

  5. Fred

    Clavis,
    É verdade que o risco é alto, daí a importância de adentrar a este seleto grupo.
    Na net não encontrei nada, porém a centrifuga magnética também foi totalmente desenvolvida aqui.
    Sobre o custo do AIP, a diferença está entre investimento e manutenção, infelizmente para a MB essa diferença é grande, vide os A4 comprados pela MB, 10 dos 20 praticamente não voam. É uma triste realidade…
    Além disso, existe o custo para transporte e condicionamento dos gases principalmente o hidrogênio.
    O Brasil quer tecnologia e conhecimento! Os projetos desta monta utilizam e aprimoram os técnicos nacionais que trabalham em conjunto com os técnicos dos outros países que participam de um projeto deste nível. Essa eu vejo como a grande vantagem do desenvolvimento do SBN. O Que a tecnologia em AIP não vai agregar.
    Já existem protótipos do reator e do propulsor em Aramar (Sorocaba-SP) o desafio agora é produzir o primeiro submarino desta classe Nuclear, porém com propulsão convencional. Desafio este iniciado com a classe Tupi / Tikuna! O investimento para aquisição e construção IKL U 214 no Brasil está também neste link
    http://www.defesanet.com.br/marinha/subs.htm

    Abraço
    Fred

  6. Anónimo

    pois é…então parece que o projeto realmente existe, né? mísseis de cruzeiro?se pesquisar vai conhecer o “trezentão”, alcance máximo aceito pelo Brasil no tratado de mísseis. “será” que poderia ter maior alcance?? O que Jobim fala deve ser levado com cautela, já que é ministro da defesa apenas pela bagunça no setor aeroviário . Por fim, ainda bem que nem todos entregaram os pontos e admitem incapacidade nacional.

  7. marcelo cunha

    desculpem pelo anônimo acima, nem se incomodem com as “espetadas” são apenas para gerar controvérsia.

  8. Fred

    Bem, míssil eu não sei, Míssil balístico intercontinental eu acho pouco provável, mas encontrei uma reportagem sobre o desenvolvimento do scramjet tupiniquim, no túnel de vento hipersônico do CTA. Onde um protótipo deverá ser testado ainda este ano. O motor é para o programa espacial brasileiro. Mas serve pra qualquer coisa, né! Vai saber!
    Link:
    http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php?art=3232&bd=1&pg=1&lg=

  9. Ultramar

    CLAVIS >>> O míssil de cruzeiro, mencionado no “post”, parece que a AVIBRÁS já está desenvolvendo um… Maiores informações sobre esse míssil de cruzeiro nos links abaixo:

    http://www.globalsecurity.org/military/world/brazil/avmt-300.htm

    http://my.opera.com/parolin/blog/index.dml/tag/Avibr%C3%A1s%3B%20Brasil%3B%20Tomahawk%3B%20m%C3%ADssil

    http://www.militar.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=174

    http://www.defesabr.com/eb.htm

  10. Bruno BR

    misseis balisticos intercontinentais não é dificil de o Brasil desenvolver não, é só levarmos em conta o conceito do nosso foquete VS-30 que tem grande autonomia, invés de carregar satélite, pode colocar ogivas explosivas……é uma tecnologia que o Brasil já tem, apenas não tem necessidade de fazer ainda, mas creio que a AVIBRÁS já deve ter um projeto de misseis intercontinentais, pois eles dominam essa tecnologia!!

    Quanto ao scramjet brasileiro, eu já vi falar tbm, tem capacidade de bater mais de 6 vezes a barreira do som (mach 6.0) e é mais eficiente que o desenvolvido pela NASA, o protótipo deve ser testado já ano que vem, esse motor “hipersônico” vai ser empregado em naves aeroespaciais e futuros aviões de caça que eu vi falar que o Brasil tem desenvolvido….

  11. Ultramar

    É verdade, há mesmo um scramjet sendo desenvolvido no Brasil. Vejam na página do Ministério da Ciência e Tecnologia:

    http://agenciact.mct.gov.br/index.php/content/view/22946.html

  12. Fred

    Além de verdade, o primeiro protótipo (14 x) será testado ainda este ano no tunel de vento hipersônico. (o tunel foi inteiramente desenvolvindo no Brasil, segundo o site da Fapesp, que financia o projeto).

    Só que a pesquisa é voltada para o veiculo lançador de satelite e nao para jatos, misseis ou caças. Pelo menos não achei nada referente a isso.

  13. Bruno BR

    Caramba!!! Esse eu ainda não tinha visto, é capaz de ultrapassar os 10.000km/h?!?! É bastante coisa hein!!

    Fred, pelo que eu li a respeito no “defesaBR”, diz que inicialmente ele vai ser sim destinado a programas espaciais, mas nada impede de impregar essa tecnologia em futuros projetos de misseis e aeronaves….é o fututo!!

    Além desse motor hipersônio, o Brasil desenvolveu também um motor aeronáutico, uma turbina “flex” que funciona com varios combustiveis, polui bem menos e é mais barato, além de ser mais leve e mais potente que os estrangeiros…é um brilhante projeto que foi comprado pela Vale do rio doce inicialmente para ser aplicado como fonte de energia, mas futuramente já deve atender aeronaves, a produção da turbina já está definida e o centro de pesquisa está se instalando ao lado da EMBRAER!!

    viva Brasil!!!

  14. Fred

    Bruno, com minha pequena visão de mundo, acho complicado usar o scramjet para uso em aeronaves, por este tipo de motor só iniciar a reação quando já está recebendo o ar em velocidades supersônicas.
    Bem pelo menos nestas gerações atuais de aeronaves, talvez numa oitava ou nona geração isto venha a acontecer.
    A turbina flex é ótima e o ITA está de parabéns pelo desenvolvimento. No mundo apenas 7 ou 8 países detêm a tecnologia de motores a reação neste nível. É realmente fantástico.
    Sobre os mísseis, o Brasil é signatário do tratado ABM de 72, que limita o alcance de seus mísseis a 300 km. Para ter ou construir esse tipo de arma o País precisaria renunciar ao tratado. Como o Bush, que retirou os EUA recentemente do mesmo.

    O País está crescendo sem dúvida, são praticamente 184 milhões de falantes do bom português! O aumento da classe média divulgado pela mídia essa semana é excelente, estes desenvolvimentos tecnológicos também o são, mas o caminho é longo, árduo e lento, e estamos apenas no começo. Como já estamos caminhando já é um ótimo começo!

    Boas Festas a todos e um forte abraço

    Fred

  15. Moises

    Ola, bom pelo submarino somente tem a real vantagem no desenvolvimento tecnologico para o país.
    Sobre o “míssil de cruzeiro AV/MT-300matador” muitos dizem que ele não passa de um foquete e que o Brasil não domina nenhuma tecnologia sistema de guiagem compativel a um “Tomahawk” e a AVIBRAS não tem dinheiro para terminar o projeto precisa de investimento para terminar….a Avibras tem mais de $100 milhoes de dolares de dividas,gastou milhoes para construir um veiculo 4×4 “Guará AV-VBL” para o exercito brasileiro e não comprou……
    Tratando do scramjet e um projeto muito novo ainda para 2020 talvez de para ser ultilizado em novos projetos de lançador de satelite.
    Tem tambem um novo motor em desenvolvimento com um convênio com a USAF. para projetar uma turbina para avião ou foguete hipersônico por radiação eletromagnética, utilizando-se o LASER como fonte de energia,mas esta tecnologia para ser ultilizada muito provavel para la de 2050…..

    Feliz Natal a Todos!

  16. Fred:
    ” Clavis,
    É verdade que o risco é alto, daí a importância de adentrar a este seleto grupo.”
    -> E possivelmente não compensador para os beneficios alcançados…

    ” Na net não encontrei nada, porém a centrifuga magnética também foi totalmente desenvolvida aqui.”
    -> Nem eu. Todas as informação são escassas, difusas muito pouco técnicas. Ou seja… Há uma cortina de segredo….

    ” Sobre o custo do AIP, a diferença está entre investimento e manutenção, ”
    -> Sendo que ainda que uma tecnologia AIP puramente brasileira pudesse ser facilmente exportável, uma tecnologia nuclear de submarinos seriam impossível de exportar…

    “infelizmente para a MB essa diferença é grande, vide os A4 comprados pela MB, 10 dos 20 praticamente não voam. É uma triste realidade…”
    -> Um péssimo negócio. Ainda pior que a discutível compra dos F-5 em 2ª mão.

    ” O Brasil quer tecnologia e conhecimento! Os projetos desta monta utilizam e aprimoram os técnicos nacionais que trabalham em conjunto com os técnicos dos outros países que participam de um projeto deste nível. Essa eu vejo como a grande vantagem do desenvolvimento do SBN. O Que a tecnologia em AIP não vai agregar.”
    -> Essa é a questão… Não parece haver neste domínio nenhuma parceria e colaboração internacional. O Brasil está a fazer tudo sózinho, logo, da forma menos eficiente e barata possível.

    ” Já existem protótipos do reator e do propulsor em Aramar (Sorocaba-SP) o desafio agora é produzir o primeiro submarino desta classe Nuclear, porém com ”
    -> SIm, e cheguei já a ver algures uma fotografia desse reactor na Internet…

    “propulsão convencional. Desafio este iniciado com a classe Tupi / Tikuna! O investimento para aquisição e construção IKL U 214 no Brasil está também neste link
    http://www.defesanet.com.br/marinha/subs.htm
    -> Tikuna: Eis aquela que devia ser a aposta da MB! Reforçar, construir mais 6 unidades e manter os Tupis operacionais durante mais uns anos, para 2ª linha. E isto tudo a uma fracção do custo de conceber e construir 3 ou 4 SNAs…

    Marcelo:
    ” pois é…então parece que o projeto realmente existe, né? mísseis de cruzeiro?se pesquisar vai conhecer o “trezentão”, alcance máximo aceito pelo Brasil no tratado de mísseis. “será” que poderia ter maior alcance?? O que Jobim fala deve ser levado com cautela, já que é ministro da defesa apenas pela bagunça no setor aeroviário . Por fim, ainda bem que nem todos entregaram os pontos e admitem incapacidade nacional.”
    -> Claro que sim… Se há tecnologia para lançar satélites, também tem que haver para conceber e lançar misseis estratégicos. Ao fim ao cabo os requisitos são idênticos e o know-how também…
    -> Agora estamos ainda esperando é… O lançador de satélites brasileiro… Até quando? Seria um projecto muito mais interessante e rentável do que este do SNA…
    -> Se até a Índia está prestes a enviar uma sonda para a Lua o que está o último BRIC a fazer? Ainda nem lançou um satélite?! O que se passa com o programa espacial brasileiro?

    Fred:
    ” Bem, míssil eu não sei, Míssil balístico intercontinental eu acho pouco provável, mas encontrei uma reportagem sobre o desenvolvimento do scramjet tupiniquim, no túnel de vento hipersônico do CTA. Onde um protótipo deverá ser testado ainda este ano. O motor é para o programa espacial brasileiro. Mas serve pra qualquer coisa, né! Vai saber!
    Link:
    http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php?art=3232&bd=1&pg=1&lg=
    -> Para o terceiro estágio de um foguetão lançador de satélites… Não é original, mas é revolucionário. Seguirei esses desenvolvimentos com muito interesse, por aqui!

    Ultramar:
    ” CLAVIS >>> O míssil de cruzeiro, mencionado no “post”, parece que a AVIBRÁS já está desenvolvendo um… Maiores informações sobre esse míssil de cruzeiro nos links abaixo:
    http://www.globalsecurity.org/military/world/brazil/avmt-300.htm http://my.opera.com/parolin/blog/index.dml/tag/Avibr%C3%A1s%3B%20Brasil%3B%20Tomahawk%3B%20m%C3%ADssil
    http://www.militar.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=174
    http://www.defesabr.com/eb.htm

    Excelente! Assim que puder (tenho tido pouco acesso ao pc) irei escrever um artigo sobre o tema! Obrigado!

    Bruno BR:
    ” misseis balisticos intercontinentais não é dificil de o Brasil desenvolver não, é só levarmos em conta o conceito do nosso foquete VS-30 que tem grande autonomia, invés de carregar satélite, pode colocar ogivas explosivas……é uma tecnologia que o Brasil já tem, apenas não tem necessidade de fazer ainda, mas creio que a AVIBRÁS já deve ter um projeto de misseis intercontinentais, pois eles dominam essa tecnologia!!”
    -> Era o que eu dizia mais acima… A tecnologia é basicamente a mesma.
    -> Não sei é qual seria a necessidade de tal engenho… Tanta como o SNA, receio bem…

    ” Quanto ao scramjet brasileiro, eu já vi falar tbm, tem capacidade de bater mais de 6 vezes a barreira do som (mach 6.0) e é mais eficiente que o desenvolvido pela NASA, o protótipo deve ser testado já ano que vem, esse motor “hipersônico” vai ser empregado em naves aeroespaciais e futuros aviões de caça que eu vi falar que o Brasil tem desenvolvido….”
    -> Características notáveis…

    Ultramar
    ” É verdade, há mesmo um scramjet sendo desenvolvido no Brasil. Vejam na página do Ministério da Ciência e Tecnologia:
    http://agenciact.mct.gov.br/index.php/content/view/22946.html
    -> A indústria aeronautica brasileira parece viver em grande efervescência… Motores a reacção, scramjets… Que aplicações em aeronaves civis e militares?… E os rumores do avião de 4,5 geração? Haverá ligação a estes?

    Fred:
    ” Além de verdade, o primeiro protótipo (14 x) será testado ainda este ano no tunel de vento hipersônico. (o tunel foi inteiramente desenvolvindo no Brasil, segundo o site da Fapesp, que financia o projeto).
    Só que a pesquisa é voltada para o veiculo lançador de satelite e nao para jatos, misseis ou caças. Pelo menos não achei nada referente a isso.”
    -> É o melhor uso para o conceito… Num caça o seu uso é impossivel. Só pode ser usado em lançadores de satélites (poupa o peso de comburente) ou em vôos interncontinentais de longa distância e sub-orbitais (Uau!… Imaginem a Embraer num projecto desta envergadura…)

    BrunoBR:
    ” Caramba!!! Esse eu ainda não tinha visto, é capaz de ultrapassar os 10.000km/h?!?! É bastante coisa hein!!
    Fred, pelo que eu li a respeito no “defesaBR”, diz que inicialmente ele vai ser sim destinado a programas espaciais, mas nada impede de impregar essa tecnologia em futuros projetos de misseis e aeronaves….é o fututo!!
    Além desse motor hipersônio, o Brasil desenvolveu também um motor aeronáutico, uma turbina “flex” que funciona com varios combustiveis, polui bem menos e é mais barato, além de ser mais leve e mais potente que os estrangeiros…é um brilhante projeto que foi comprado pela Vale do rio doce inicialmente para ser aplicado como fonte de energia, mas futuramente já deve atender aeronaves, a produção da turbina já está definida e o centro de pesquisa está se instalando ao lado da EMBRAER!!”
    -> O flex já tem sido falado por aqui… É claramente um conceito criado a pensar no seu uso civil e extremamente promissor nesse campo!

    ” viva Brasil!!!”
    -> Viva!
    -> E Viva a União Lusófona, (digo eu, puxando aqui a brasa à minha sardinha…) 😉

    Fred:
    ” Bruno, com minha pequena visão de mundo, acho complicado usar o scramjet para uso em aeronaves, por este tipo de motor só iniciar a reação quando já está recebendo o ar em velocidades supersônicas.
    Bem pelo menos nestas gerações atuais de aeronaves, talvez numa oitava ou nona geração isto venha a acontecer.
    A turbina flex é ótima e o ITA está de parabéns pelo desenvolvimento. No mundo apenas 7 ou 8 países detêm a tecnologia de motores a reação neste nível. É realmente fantástico.
    Sobre os mísseis, o Brasil é signatário do tratado ABM de 72, que limita o alcance de seus mísseis a 300 km. Para ter ou construir esse tipo de arma o País precisaria renunciar ao tratado. Como o Bush, que retirou os EUA recentemente do mesmo.”
    -> Exacto. Seria uma decisão com graves consequências internacionais e pouco rendimento político…

    ” O País está crescendo sem dúvida, são praticamente 184 milhões de falantes do bom português! O aumento da classe média divulgado pela mídia essa semana é excelente, estes desenvolvimentos tecnológicos também o são, mas o caminho é longo, árduo e lento, e estamos apenas no começo. Como já estamos caminhando já é um ótimo começo!”
    -> Ainda falta muito para alcançar os padrões de vida europeus (a imigração persistente indica isso mesmo), mas está-se a recuperar caminho a um ritmo impressionante e até na criminalidade nos chegam notícias animadoras de São Paulo, com um declínio único dos números de crimes e assassínios por dia… Estou muito optimista!

    Moises:
    ” Boas Festas a todos e um forte abraço”
    -> A todos os que passam por aqui regular ou irregularmente, replico este Voto de Boas Festas!

  17. Anónimo

    Clavis, o que aconteceu e ainda acontece com vários projetos desenvolvidos pelo Brasil, tais como SSN, MBT, VLS, programa nuclear, entre outros, além das empresas que os tocaram, é o MORTAL ÓDIO da camarilha ESQUERDISTA -CASTRO-COMUNISTA tem pelas Forças Armadas e tudo a elas relacionado. Infelizmente estes TERRORISTAS dominaram todos os seguimentos públicos do país, inclusive o governo, e avançam no envenenamento da nossa sociedade.

  18. marcelo cunha

    Em ralação até ao acima exposto, desconfio muito ao adotarmos a sigla BRIC, prefiro o EIXO ETANOL…e claro, a Comunidade de Países de Lingua Portuguesa (!!)

  19. Anónimo

    segmentos…pelo acima exposto, desconfio do termo BRIC, prefirindo o EIXO ETANOL, além é claro da COMUNIDADE DE PAÍSES DE LINGUA PORTUGUESA (!!)

  20. Bruno BR

    Moises:

    Sobre o “míssil de cruzeiro AV/MT-300matador” muitos dizem que ele não passa de um foquete e que o Brasil não domina nenhuma tecnologia sistema de guiagem compativel a um “Tomahawk” e a AVIBRAS não tem dinheiro para terminar o projeto precisa de investimento para terminar….a Avibras tem mais de $100 milhoes de dolares de dividas,gastou milhoes para construir um veiculo 4×4 “Guará AV-VBL” para o exercito brasileiro e não comprou……
    Tratando do scramjet e um projeto muito novo ainda para 2020 talvez de para ser ultilizado em novos projetos de lançador de satelite.
    Tem tambem um novo motor em desenvolvimento com um convênio com a USAF. para projetar uma turbina para avião ou foguete hipersônico por radiação eletromagnética, utilizando-se o LASER como fonte de energia,mas esta tecnologia para ser ultilizada muito provavel para la de 2050…..

    ->Não sei se é certo, mas existe a tecnologia de guia por “fibra ótica” que foi desenvolvida pela AVIBRÁS e foi integrado a um missil que tah fazendo muito sucesso por aew fora e tem praticamente o mesmo conceito do TOMAHAWK que é guiado via laser, ele é usado também nos ASTROS III e esse tipo de tecnologia já não é mais um obstaculo para o Brasil. Tem um site de inventos Brasileiros que fala sobre um sistema de guia a laser bastante inteligênte desenvolvido numa faculdade que deve ser usado mais em breve.

    Sobre o Scramjet, é verdade, é um projeto que vai levar muito tempo ainda para ser concluido, talvez bem mais que 2020, mas pelo menos estamos na mesmo corrida de outros países, e pelo jeito estamos indo muito bem, inauguraram o maior tunel de vento da américa latina aqui no Brasil e desde então estão a todo vapor nesse projeto, creio que dentro de poucos dias já devem testar o protótipo que foi construido.

  21. Fred

    Clavis, é verdade que a maioria da população está aquém da condição de vida da Europa, e que cerca de 35 milhões estão abaixo da linha da pobreza, porém existe sim um crescimento significativo da condição de vida do brasileiro (eram 50 milhões abaixo da linha de pobreza), http://www3.fgv.br/ibrecps/RET3/Midia/jc836.pdf e a imigração começou a reverter, foi constatado que mais imigrantes entram no pais que brasileiros saem.
    E dos EUA, http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/12/071204_pressnytbrasileirosrw.shtml , os brasileiros estão voltando aos milhares, grande parte em virtude da crise americana e de sua política de imigração. http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u355517.shtml

    Sobre a violência no estado de São Paulo: http://www.ssp.sp.gov.br/estatisticas/200707/200703.htm realmente diminui muito para uma população de quase 40 milhões. http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u357134.shtml

    Sem ufanismos, corrente de pensamento que realmente abomino por sua distorção da verdade e muito comum no Brasil na década de 20-30 e no governo militar mais recentemente, o Brasil vem melhorando a olhos vistos, principalmente pela manutenção das políticas econômicas e o aumento significativo das políticas sociais.

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u355967.shtml e a nova (será verdade?) posição do Brasil na economia mundial.

    Para todos meus sinceros votos de boas festas e um forte abraço

    Fred

  22. Lipe_br

    Bom, sou novo por aqui.
    Gostaria de parabenizar a todos pelo excelente conteúdo deste espaço.

    Sobre o submarino e a tecnologia nuclear, penso que seja extremamente importante para o Brasil, não apenas para enriquecimento tecnológico, mas para dissuação e posicionamento geo-político, também. O projeto é a longo prazo, o que permite várias revisões sobre o mesmo(vide a planta que sofreu várias modificações), o gasto não é exorbitante, e este submarino exerceria um papel vitalício na patrulha das costas brasileiras, que hoje a Marinha Brasileira, sofre para fazer, devido ao descaso no qual as FA’s brasileiras foram submetidas nas últimas décadas.

  23. Ultramar

    A Clavis e a todos >>>

    Apesar de eu não entender muito do assunto, a turbina “flex” parece ser uma turbina para gerar energia, não uma turbina para aviões… Se bem que talvez possa ser usada (com algumas modificações?) também em aeronaves, claro. Mas não encontrei nada sobre isso…

    Quanto a um caça supersônico (de qualquer geração) desenvolvido no Brasil (em segredo ou não), não encontrei nada a respeito e já li que a Embraer ainda não tem tecnologia para isso. E não sei se algum outro no Brasil tem. Creio, sim, que o governo brasileiro até espera conseguir transferência dessa tecnologia através do programa FX-2…

    Um ótimo Natal a todos!

  24. Lipe_br

    http://www.ita.br/online/2007/itanamidia07/dez07/epoca10dez07.htm

    Notícia na integra sobre a turbina “flex”.

    Esses graduados do ITA estão ficando cada vez mais assustadores. rs

  25. Bruno BR

    Ultramar:
    “Apesar de eu não entender muito do assunto, a turbina “flex” parece ser uma turbina para gerar energia, não uma turbina para aviões… Se bem que talvez possa ser usada (com algumas modificações?) também em aeronaves, claro. Mas não encontrei nada sobre isso…”

    ->A turbina flex vai ser inicialmente ultilizada para geração de energia barata, já que é oque mais tem necessidade no momento, mas a turbina de energia e turbina de avião são praticamente a mesma coisa, tem os mesmos conceitos de funcionamento, só basta (como vc disse) algumas modificações, e lembrando que ela foi desenvolvida por engenheiros ligados a aeronáutica do Brasil, e o centro deles estão sendo instalado bem ao lado da “EMBRAER”, ou seja, devem ter planos futuros para aviões, já que a VLRD compro o projeto e pretende prosseguir na produção em escala industrial em breve.

    A turbina desenvolvida é bem pequena, mais ou menos mesmo tamanho de uma usada nos Phenom 100, a diferença que essa flex é bem mais leve e mais potente que as outras do mesmo tamanho, eles ja pretendem fazer turbinas gigantes para atender a VLRD e outras necessidades.

    “Quanto a um caça supersônico (de qualquer geração) desenvolvido no Brasil (em segredo ou não), não encontrei nada a respeito e já li que a Embraer ainda não tem tecnologia para isso. E não sei se algum outro no Brasil tem. Creio, sim, que o governo brasileiro até espera conseguir transferência dessa tecnologia através do programa FX-2…”

    -> Eu não diria que não temos tecnologia para isso, se você ver a quantidade de inventos e projetos tecnologicos que o CTA (e seus parceiros) desenvolveu ou desenvolve, você ficaria orgulho e triste ao mesmo tempo, por justamente alguns projetos interessantes não ter se concretizado por falta de verba….mas a história é sempre a mesma, “falta de dinheiro”, pois cerebros capazes temos sim!!!

    um exemplo: Se caso um dia precisariamos desenvolver um avião de caça (não precisaria ser um de quinta geração)…a fuselagem poderia ser feita de materias compostos como a fibra de carbono do CTA que é mais leve e forte, o titânio mais leve (CTA) entre outras maravilhas que eles criaram.

    A aviônica (ou eletronicos) poderia ser feita pela brasileira AEL que atualmente moderniza os aviões da FAB com tecnologia de Israel, eles fabricam aqui computadores entre outras coisas de ultima geração para aviões….seria um passo para nós desenvolver os próprios ultilizando a base deles, já que os engenheiros que trabalham nisso são brasileiros!!

    As armas e misseis pode ser AVIBRÁS/MECTRON/DENEL.

    Bom é claro que isso é só um exemplo, pois um projeto desses leva anos e custa alguns bilhões de dollares para se concretizar e nem sempre um país se arriscar sozinho quer dizer que vai dar certo….eu apoiaria uma parceria com outros países, dividindo custos e tecnologias, aew sim a coisa anda de verdade!!

    O Jobim quer transferencia de tecnologia por que é urgência de adquirir tecnologia já pronta e não querer desenvolver própria, mas creio que essas transferencias de tecnologia vai ser um prato cheio para o nossos engenheiros, vai ser a nossa base para os futuros projetos próprios!!

  26. Do texto de Ultramar
    ´´Apesar de eu não entender muito do assunto, a turbina “flex” parece ser uma turbina para gerar energia, não uma turbina para aviões…´´

    Será???

    Do texto da reportagem citada: (partes)

    ´Outros quatro engenheiros do ITA são responsáveis pela invenção: o coronel Hugo Moura, de 55 anos, ex-piloto de caça da Força Aérea Brasileira, Milton Sanches, de 62, que fez também um motor levíssimo para equipar aeromodelos,´

    ´Por enquanto, a turbina será usada apenas pela mineradora Vale, que comprou o projeto. Mas seu presidente, Roger Agnelli, não descarta transformar sua fabricação num novo braço de negócios da empresa. “É uma semente que pode gerar muitos frutos no futuro”, diz.´

    ´Impressionaram tanto que a Vale decidiu bancar a construção do centro de desenvolvimento tecnológico, ao lado da sede da Embraer e do Centro Técnico Aeroespacial, onde funciona o ITA. ´

    ´Em parceria com o BNDES, a empresa deverá destinar, nos próximos meses, R$ 220 milhões para a construção do centro de pesquisa. Além da produção de turbinas, já há projetos em andamento.´
    -x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
    Analise bem o que foi escrito e mesmo a foto. Uma turbina para geração de energia construida em um ´´CENTRO DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO AO LADO DA SEDE DA EMBRAER E DO CENTRO TÉCNICO AEROESPACIAL, ONDE FUNCIONA O ITA´´? Com todo o respeito, mas não entender o que está claro aí… Que ´coincidência´… Esse coronel da FAB (ex) faz motores levíssimos para aeromodelos… (turbinas ?) A não ser que algo muito, mas muito avançado, tenha sido descoberto, uma turbina com queima convencional de combustível, vai sempre menos econômica na geração de força motriz do que um motor de explosão interna. Turbinas para geração de energia são acionadas por vapor d´água ou pela própria água ou ainda cataventos, fora disso… Bem, as turbinas com queima de combustível são a melhor fonte de empuxo, para aviões… evidente.
    Saudações

  27. Fred

    Graxaim, as turbinas para geração de energia são na verdade combinações de uso, pois os motores a reação geram mais calor que empuxo.
    Por exemplo, a Suzano papeis e celulose em Suzano-SP, utiliza uma turbina para gerar energia elétrica diretamente, o calor gerado pela turbina ajuda a gerar vapor que por sua vez movimenta a fábrica e também gera o complemento de energia através de geradores a vapor o excedente ou falta são vendidos ou comprados para/da concessionária local.
    O interessante é que a turbina é movida à lignina (licor negro), que é um subproduto da produção da celulose (custo zero). A grande vantagem da turbina flex. é poder utilizar o combustível mais comum do local, pode ser álcool, gás, ou qualquer coisa que queime, e o calor da turbina além de diminuir o custo para a produção de vapor, pode ser utilizado para aquecimento ou preparo de matérias primas, etc. lembrando que calor também é energia. Outro exemplo, A Fabrica da Pamesa, em Pernambuco, utiliza uma turbina a gás para gerar energia elétrica e para pré-aquecer os fornos de atomização de cerâmica. Conseguindo ao final do ciclo vender energia elétrica para a concessionária local porque sua produção de energia é maior que sua demanda.
    O problema das turbinas para geração de energia é o custo inicial relativamente alto comparado a outros modelos de geração e como nossa energia é barata comparando com preço dos outros paises, o uso deste tipo de geração é pouco explorado.

    Bem isso já é outro tópico bem polêmico, creio que mais até que o próprio SBN, fica minha sugestão, se interessar ao Clavis.

    Forte abraço

    Fred

  28. Anónimo:
    ” segmentos…pelo acima exposto, desconfio do termo BRIC, prefirindo o EIXO ETANOL, além é claro da COMUNIDADE DE PAÍSES DE LINGUA PORTUGUESA (!!)”
    -> Eu também desconfio, especialmente porque nada une esses 4 países da sigla… Além de interesses momentâneos e no caso da R e da C muito pouca verdadeira democracia interna…

    Fred:
    ” Clavis, é verdade que a maioria da população está aquém da condição de vida da Europa, e que cerca de 35 milhões estão abaixo da linha da pobreza, porém existe sim um crescimento significativo da condição de vida do brasileiro (eram 50 milhões abaixo da linha de pobreza), ”
    -> É o que eu dizia: ainda muito caminho para percorrer, mas decididamente encarrilhado na direcção certa. é o que parece estar a acontecer no Brasil. Esperemos é que não surja nenhum epifenómeno, tipo Chavez, que inverta ou estrague todo o trabalho dos últimos anos…

    “http://www3.fgv.br/ibrecps/RET3/Midia/jc836.pdf e a imigração começou a reverter, foi constatado que mais imigrantes entram no pais que brasileiros saem.”
    -> Um bom indicador. Desconhecia tal coisa.

    ” Sobre a violência no estado de São Paulo: http://www.ssp.sp.gov.br/estatisticas/200707/200703.htm realmente diminui muito para uma população de quase 40 milhões. http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u357134.shtml
    -> Sendo essa a grande batalha do desenvolvimento que o Brasil ainda que tem que vencer são sinais animadores mas que têm que ser ainda consolidados e provados a médio prazo.

    ” Sem ufanismos, corrente de pensamento que realmente abomino por sua distorção da verdade e muito comum no Brasil na década de 20-30 e no governo militar mais recentemente, o Brasil vem melhorando a olhos vistos, principalmente pela manutenção das políticas econômicas e o aumento significativo das políticas sociais.
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u355967.shtml e a nova (será verdade?) posição do Brasil na economia mundial.”
    -> Por cá torcemos nesse sentido, em absoluto. E esperanto ver ascender uma potencia lusófona, com novos valores, desconhecidos nos anglosaxões, nos racistas chineses e na re-arrogante e autocrática Rússia.

    ” Para todos meus sinceros votos de boas festas e um forte abraço”
    -> para todos, também um renovado Voto de Boas Festas!

    Lipe:
    ” Bom, sou novo por aqui.
    Gostaria de parabenizar a todos pelo excelente conteúdo deste espaço.”
    -> Obrigado. É sempre bom ouvir essas palavras, especialmente recompensadoras quando se mede todo o trabalho que dá manter este espaço…

    ” Sobre o submarino e a tecnologia nuclear, penso que seja extremamente importante para o Brasil, não apenas para enriquecimento tecnológico, mas para dissuação e posicionamento geo-político, também. O projeto é a longo prazo, o que permite várias revisões sobre o mesmo(vide a planta que sofreu várias modificações), o gasto não é exorbitante, e este submarino exerceria um papel vitalício na patrulha das costas brasileiras, que hoje a Marinha Brasileira, sofre para fazer, devido ao descaso no qual as FA’s brasileiras foram submetidas nas últimas décadas.”
    -> Compreendo e aceito parcialmente esse argumento. Mas não seria mais barato e eficiente actualizar a MB, e sobretudo a sua arma submarina? Do que concentrar esforços e recursos – sempre escassos – na concepção de um novo submarino e de um novo reactor? Essa é fundamentalmente a minha tese: a da racionalidade da opção.

    Ultramar:
    ” A Clavis e a todos >>>
    Apesar de eu não entender muito do assunto, a turbina “flex” parece ser uma turbina para gerar energia, não uma turbina para aviões… Se bem que talvez possa ser usada (com algumas modificações?) também em aeronaves, claro. Mas não encontrei nada sobre isso…”
    -> Certo. também aqui temos muito rumor e pouca substância… veremos o que aparece nos media nos próximos meses!

    ” Quanto a um caça supersônico (de qualquer geração) desenvolvido no Brasil (em segredo ou não), não encontrei nada a respeito e já li que a Embraer ainda não tem tecnologia para isso. E não sei se algum outro no Brasil tem. Creio, sim, que o governo brasileiro até espera conseguir transferência dessa tecnologia através do programa FX-2…”
    -> Aqui estou céptico quanto não à possibilidade de existirem planos e projectos, mas quanto à de haver um protótipo… Ficaria muito surpreendido de o ver. Penso que ainda não há “massa crítica” no Brasil para tal, embora exista para p.ex. um aparelho de ataque, de reconhecimento, etc

    ” Um ótimo Natal a todos!”
    -> Boas festas! Ultramar!

  29. Lipe_br

    “Compreendo e aceito parcialmente esse argumento. Mas não seria mais barato e eficiente actualizar a MB, e sobretudo a sua arma submarina? Do que concentrar esforços e recursos – sempre escassos – na concepção de um novo submarino e de um novo reactor? Essa é fundamentalmente a minha tese: a da racionalidade da opção.”

    -> Veja bem, os recursos utilizados no desenvolvimento do submarino nuclear, são gradativos, nem ultrapassam 1bi ao ano. Já uma modernização total da frota submarina da MB custaria muito mais, exceto se fosse feita por partes. E, mesmo se o projeto do submarino fosse desacelerado, a burocracia não permitiria redirigir esse recurso em si, para a modernização da frota. Além disso, com toda certeza, esse gasto com o desenvolvimento do submarino sequer pesa algo para a economia brasileira. Para 2008, foi previsto um aumento de cerca de 50% na verba total das FA’s, e, justamente por este motivo, acho necessário “aproveitar esse dinheiro” num projeto duradouro e de alto valor científico, do que em meia dúzia de submarinos russos.

  30. Lipe: A minha posição habitual nestes temas (desenvolvimento de novas armas) é que o mundo moderno e a elevada exigência técnica dos armamentos modernos exige ou elevados investimentos financeiros (ao alcance apenas de uns poucos Estados no mundo) ou o estabelecimento de parcerias internacionais. O Brasil não sendo (ainda…) uma potencia mundial devia portanto procurar parcerias internacionais para desenvolver e fabricar localmente novas armas, como o submarino… Porque não procurar na Rússia esse parceiro? Se a Rússia está a oferecer condições tão favoráveis para o Su-35 4 até para o desenvolvimento em parceria do PAK-FA, não o faria também para um projecto de submarino?
    -> Mas 4 SNAs não ficarão ao mesmo preço que uns 10-14 Tikuna com AIP? É esta comparação que questiono… O Brasil ficaria com uma maior cobertura oceânica (poderia ter a cada momento 10 unidades em patrulha, contra 2 ou 3 SNAs) e um preço unitário muito inferior e… podendo exportar esses navios, coisa que nunca poderá fazer com o novo SNA (os EUA até se atirariam ao ar que o Brasil exportasse o seu SNA para a Venezuela ou para o Irão…)

  31. Fred

    Não podemos exportar nem nossos tucaninhos para a querida irmã Venezuela, que dirá Sumarinos. (falo em irmã porque os amigos eu escolho)

  32. bem… se conseguissem fabricar os supertucano sem usarem tecnologia americana… tipo, usando recnologia russa (que há-de vir se comprarem os Su-35, p.ex.) já poderiam vendê-los a quem os quisesse comprar… E se os submarinos fossem desenvolvidos em parceria com outro país que não os EUA esse problema também não se colocaria…

  33. Fred

    Não tem como Clavis, Não é só a avionica, toda a tecnologia incorporada é base americana, só um avião completamente novo para escapar e mesmo que isto, numa possibidade remota, ocorra, ainda assim estariamos sujeito a retaliações comerciais em outras situações. Não tem como escapar, é sair da panela para cair no fogo. A America para os americanos é realmente uma realidade, não só uma politica (só não sei americano de que hemisfério!) 😉

  34. Pois… Desde logo pelo motor um Pratt & Whitney Canada… Podiam vendê-los sem motor… mas ficariam meio inutilizados 😉

  35. Ultramar

    PARA GRAXAIM (OU CARLOS) >>>

    “Com todo o respeito” também, o que está MAIS DO QUE CLARO na reportagem (se vc a leu até o fim) ( ou siga o link do Lipe) é que a turbina será realmente para a geração de energia. Mas em meu comentário eu falo, também de forma claríssima, sobre a possibilidade de partirem depois para uma turbina para aviões. Apenas eu disse que não encontrei nada escrito sobre essa possibilidade e, aproveitando, peço a você que coloque aqui um link, se encontrar algo.

    O que eu não vou fazer é exercício de adivinhação, achando que da turbina “flex” geradora de energia vão partir para uma turbina para aviões, apenas porque seus inventores são engenheiros aeronáuticos, porque o Centro Tecnológico da Vale ficará próximo da Embraer e do CTA, etc, etc, etc. Se vc quiser fazer isso, tudo bem, é uma opção sua. Mas meu comentário está baseado apenas em fatos e não em futuração.

    PARA BRUNO BR >>>

    Caro Bruno, agradeço suas respeitosas considerações sobre meu comentário, mas quero apenas lhe dizer que não fui eu, mas o próprio ex-presidente da Embraer, Maurício Botelho, quem disse, numa entrevista, que o Brasil não tem tecnologia (ainda) para fazer um supersônico (em relação especial à aerodinâmica). Ele disse que podemos, sim, do “zero” chegar ao supersônico, mas que irá ser muito mais trabalhoso. Não encontrei o link exato, mas nesses abaixo ele afirma, claramente, que o Brasil NÃO tem a tecnologia de construção de aeronaves supersônicas, o que comprova o que eu disse. No segundo link é preciso ir ao texto sob o título EMBRAER.

    http://defesanet.web.terra.com.br/fx/istoesukhoi/

    http://lojasmurray.blogger.com.br/2005_05_01_archive.html

  36. Lipe_br

    Sim, exige, mas não é o caso do submarino. Para projetos futuros, obviamente eu defendo a formação de parcerias técnico-científicas. Sobre o PAK FA, eu realmente acho que o Brasil não participe, apesar do Jobim priorizar a transferência de tecnologia do FX2, para o Brasil poder construir e, futuramente, desenvolver seus próprios caças. Sabe, a oportunidade é excelente, mas muita gente não veria com bons olhos essa parceria, e acho que seria bobeira, num ponto que a economia está indo muito bem, arriscar nessas parcerias e sofrer algum tipo de retalhação comercial.

    É bem do jeito que o Fred disse, mesmo: A américa é para os americanos.
    Até por isso, eu já descarto o Su – 35 das novas compras da FAB. Infelizmente.

  37. Ultramar

    CLAVIS, perdoe-me se estou enviando uma segunda vez meu comentário, mas é que aqui ele não aparece… Será que agora os meus comentários, pelo meu nome, também caem em SPAM??? Esse WordPress está a piorar…

    PARA GRAXAIM (OU CARLOS) >>>

    “Com todo o respeito” também, o que está MAIS DO QUE CLARO na reportagem (se vc a leu até o fim) ( ou siga o link do Lipe) é que a turbina será realmente para a geração de energia. Mas em meu comentário eu falo, também de forma claríssima, sobre a possibilidade de partirem depois para uma turbina para aviões. Apenas eu disse que não encontrei nada escrito sobre essa possibilidade e, aproveitando, peço a você que coloque aqui um link, se encontrar algo.

    O que eu não vou fazer é exercício de adivinhação, achando que da turbina “flex” geradora de energia vão partir para uma turbina para aviões, apenas porque seus inventores são engenheiros aeronáuticos, porque o Centro Tecnológico da Vale ficará próximo da Embraer e do CTA, etc, etc, etc. Se vc quiser fazer isso, tudo bem, é uma opção sua. Mas meu comentário está baseado apenas em fatos e não em futuração.

    PARA BRUNO BR >>>

    Caro Bruno, agradeço suas respeitosas considerações sobre meu comentário, mas quero apenas lhe dizer que não fui eu, mas o próprio ex-presidente da Embraer, Maurício Botelho, quem disse, numa entrevista, que o Brasil não tem tecnologia (ainda) para fazer um supersônico (em relação especial à aerodinâmica). Ele disse que podemos, sim, do “zero” chegar ao supersônico, mas que irá ser muito mais trabalhoso. Não encontrei o link exato, mas nesses abaixo ele afirma, claramente, que o Brasil NÃO tem a tecnologia de construção de aeronaves supersônicas, o que comprova o que eu disse. No segundo link é preciso ir ao texto sob o título EMBRAER.

    http://defesanet.web.terra.com.br/fx/istoesukhoi/

    http://lojasmurray.blogger.com.br/2005_05_01_archive.html

  38. Ultramar: Não tens nada que desculpar! O antispam é que é muito voraz… eficiente, mas voraz! Os teus comentários já foram recuperados.

    Lipe_br:

    “Sim, exige, mas não é o caso do submarino. Para projetos futuros, obviamente eu defendo a formação de parcerias técnico-científicas. Sobre o PAK FA, eu realmente”
    -> Estamos de acordo, então.

    ” acho que o Brasil não participe, apesar do Jobim priorizar a transferência de tecnologia do FX2, para o Brasil poder construir e, futuramente, desenvolver seus ”
    -> O que dá vantagem à Sukhoi, claro…

    “próprios caças. Sabe, a oportunidade é excelente, mas muita gente não veria com bons olhos essa parceria, e acho que seria bobeira, num ponto que a economia está indo muito bem, arriscar nessas parcerias e sofrer algum tipo de retalhação comercial.”
    -> Os EUA atirar-se-íam ao ar e começariam logo a ameaçar as parcerias já existentes, tão importantes para a Embraer, desde o Tucano até aos seus aparelhos comerciais… É claro que a EMB poderia virar-se para a Sukhoi ou para a Tupolev, mas converter os seus aviões actuais e os em desenvolvimento seria um autêntico pesadelo com grandes custos financeiros…

  39. e por mais que procure… não encontro nada na internet sobre o desenvolvimento de um caça de 4,5 geração no Brasil… nada mesmo. Isto é: se ele existe, ou é muito embrionário, ou altamente secreto ou… não passa de um rumor. Ou todas as três. Ou quatro.

  40. Ultramar (20:27:38) :

    PARA GRAXAIM (OU CARLOS) >>>

    Ultramar (do teu texto)
    “Com todo o respeito” também, o que está MAIS DO QUE CLARO na reportagem (se vc a leu até o fim) ( ou siga o link do Lipe) é que a turbina será realmente para a geração de energia. Mas em meu comentário eu falo, também de forma claríssima, sobre a possibilidade de partirem depois para uma turbina para aviões. Apenas eu disse que não encontrei nada escrito sobre essa possibilidade e, aproveitando, peço a você que coloque aqui um link, se encontrar algo.

    Com todo o respeito, cara, mas tem que ser (???)… pra não entender o texto. O lugar, as pessoas, as empresas… enfim, tudo se volta à aviação. Mas é preciso achar um ´link´ específico que esclareça e cite ao que se refere a notícia…??? E mais… ´´praga de urubú, não mata cavalo gordo!´´
    Saudações

  41. Ultramar e Graxaim: Oiçam… Eu já vi estes diálogos descambarem facilmente… Respeito-os a ambos, mas estou a ver que vão acabar por se chatear um com o outro e seria uma imensa pena para mim ver tal acontecer por aqui: são ambos duas pessoas cultas e inteligentes que prezo muitíssimo e que detestaria ver chaterem-se por questões de “lana caprina” (como dizemos por aqui). Por isso… Porque não dão a questão por encerrada? Hum?

    P.s.: E esse vosso ditado “praga de urubu, não mata cavalo gordo”… é um espéctaculo!

  42. Caro Clavis Prophetarum
    Pedido aceito. Não farei mais nenhuma referência ao assunto. Realmente, tens toda a razão. Irritação é uma doença tão contagiosa que não necessita da aproximação para que ocorra o contágio. Dizia o ´velho´ Newton que a toda a ação corresponde uma reação igual (neste caso maior) em sentido contrário.
    Um fraterno abraço

  43. Ultramar

    PARA CLAVIS >>>

    Prezado Clavis, admiro sua paciência de budista, mas, para tudo deve haver um limite. Ou paciência pode virar complacência, condescendência… e, pior, injustiça.

    O graxaim (ou Carlos) não é o primeiro a chegar por aqui se achando o máximo, vc sabe, atacando os comentários dos outros, ofendendo, desrespeitando, sendo grosseiro, baixando o nível dos debates.

    As regras que vc mesmo estabeleceu foram nitidamente quebradas, quando ele me fez ataques pessoais, ofendendo-me por duas vezes, quando me chamou por “urubu” e quando disse que eu tinha que ser muito “(???)…”, ou seja, ofendendo-me de forma mui espertinha, sem dizer o nome pelo qual queria chamar-me, mas permitindo que possamos deduzir.

    É lamentável também que vc chame inteligente quem se porta dessa forma grosseira e, com cinismo, ainda insinua que não ele, mas eu sou o irritado e que até posso “contagiá-lo”. E mais lamentável é vc elogiá-lo quando ele me ofende, chamando-me por “urubu”. Eu esperando que vc o repreenda e vc a elogiá-lo…

    Eu já tive uma decepção quando o Eurico (que já sumiu) me atacava, me desrespeitava e vc preferiu adotar uma decisão salomônica, apagando os comentários dos dois. Espero e peço-lhe que desta vez vc não tome uma decisão salomônica (apagando meus comentários), mas, por justiça, por consideração ao meu tempo no Quintus e ao meu comportamento, e em respeito às suas próprias regras, que vc ao menos repreenda na justa medida esse graxaim. Mas acho que também é certo, é justo vc apagar os comentários onde ele claramente me ofende. Espero não me decepcionar mais do que já me decepcionei… Ou serei obrigado a tomar uma decisão que não quero tomar. Pois não posso freqüentar um local onde reina a injustiça e o desrespeito a regras estabelecidas.

    PARA GRAXAIM >>>

    “Cara”, eu não vou repetir as tuas ofensas, para não descer ao seu nível de educação. É lamentável que seus pais não lhe tenham dado a devida educação, mas não vou tentar ensiná-lo a ser mais educado.

    O texto da reportagem é mais do que claro, repito, todos podem comprovar seguindo o link do Lipe (mesmo texto ao qual vc se refere), e eu lhe desafio a mostrar algum texto sobre a turbina “flex” no qual esteja escrito que ela vai ser para aviões e não para a geração de energia. O resto, como eu disse, é adivinhação.

    As suas ofensas, chamando-me de “urubu” e burro (ou algo semelhante), bem, vc não é o primeiro a chegar aqui se achando o máximo, atacando os comentários dos outros, ofendendo, desrespeitando… Seria bom se vc tivesse a educação do Bruno BR, que discordou de algo que eu disse, mas de forma educadíssima, elegantíssima. Mas, infelizmente, seu nível de educação é outro. E ainda tem a “coragem” de insinuar que sou eu o irritado e não vc, né? E que eu vou “contagiá-lo”, né? Muuuito engraçado… Bem, eu não vou mais perder o meu tempo com vc, pois prefiro “perder” o meu tempo com gente mais madura, mais educada. Se vc quiser continuar a me ofender, tuuudo bem… Continue a mostrar para todos o seu nível de educação.

  44. Ultramar:

    “Prezado Clavis, admiro sua paciência de budista, mas, para tudo deve haver um limite. Ou paciência pode virar complacência, condescendência… e, pior, injustiça.”
    -> E contudo como estás enganado… a paciência é a principal virtude e também aquela que ainda me falta mais cultivar… mas vou tentando e persistindo, sempre!

    “O graxaim (ou Carlos) não é o primeiro a chegar por aqui se achando o máximo, vc sabe, atacando os comentários dos outros, ofendendo, desrespeitando, sendo grosseiro, baixando o nível dos debates.”
    -> A Internet, a camada de anonimato (ilusória) que carrega propicia infelizmente os excessos de linguagem que as pessoas normalmente, cara a cara nunca teriam…

    “As regras que vc mesmo estabeleceu foram nitidamente quebradas, quando ele me fez ataques pessoais, ofendendo-me por duas vezes, quando me chamou por “urubu” e quando disse que eu tinha que ser muito “(???)…”, ou seja, ofendendo-me de forma mui espertinha, sem dizer o nome pelo qual queria chamar-me, mas permitindo que possamos deduzir.”
    -> Permite-me discordar… É certo que o Graxaim se aproximou do limite com o uso de “(???)” e do provérbio (um belo provérbio brasileiro, aliás), mas não o ultrapassou. Não usou os “palavrões” do ponto 3 da regra de conduta e esteve pisando o limite quando à regra de “ataques pessoais a outro comentador”, mas não alcançou os excessos que já vi, por outros comentadores que conheces, entretanto banidos, mas que deixo entrar quando redigem comentários de estilo contido e razoável.

    “É lamentável também que vc chame inteligente quem se porta dessa forma grosseira e, com cinismo, ainda insinua que não ele, mas eu sou o irritado e que até posso “contagiá-lo”. E mais lamentável é vc elogiá-lo quando ele me ofende,”
    -> Não insinuo tal, nem o afirmo. Limito-me a apelar à contenção… Manter este espaço é para mim um prazer (caro, já que isto de manter um domínio próprio custa dinheiro…) e não o faço para criar um campo de luta entre pessoas. Por isso apelo sempre à contenção, evito apagar comentários e quando me apercebi que este debate se estava a inflamar demasiado redigi o “código de conduta” e escrevi o comentário apelando à calma.

    ” chamando-me por “urubu”. Eu esperando que vc o repreenda e vc a elogiá-lo…”
    -> Foi repreendido. Assim como qualquer outro, como voçê, Ultramar, se escrevesse as mesmas palavras.

    “Eu já tive uma decepção quando o Eurico (que já sumiu) me atacava, me desrespeitava e vc preferiu adotar uma decisão salomônica, apagando os comentários dos dois. Espero e peço-lhe que desta vez vc não tome uma decisão salomônica (apagando meus comentários), mas, por justiça, por consideração ao”
    -> Desta vez não apagarei nenhum comentário. Por enquanto.

    ” meu tempo no Quintus e ao meu comportamento, e em respeito às suas próprias regras, que vc ao menos repreenda na justa medida esse graxaim. Mas acho que também é certo, é justo vc apagar os comentários onde ele claramente me ofende. Espero não me decepcionar mais do que já me decepcionei… Ou serei obrigado a tomar uma decisão que não quero tomar. Pois não posso freqüentar um local onde reina a injustiça e o desrespeito a regras estabelecidas.”
    -> Muito lamentaria se tal o fizesse. Este espaço é de todos os que o visitam e tenho muito prazer em receber as suas visitas e maior ainda em acolher os seus comentários, Ultramar. Se deixar o espaço não me sairá dano daí, mas o espaço perderá um dos seus mais importantes contribuintes e isso seria lamentável.
    -> Mas também gostaria de continuar a poder acolher os comentários do Graxaim, porque – repito – o considero a ele, como a voçê, uma pessoa inteligente e culta, e pessoas assim devem ser conservadas. Exagerou e pisou o risco?… Certamente… Gostei de ver? Não… Mas tento separar sempre as pessoas dos seus excessos e apelo de novo à sua compreensão para esta minha atitude, Ultramar.

  45. Caro Clavis Prophetarum
    Lamento, amigo. Nunca foi essa, minha intenção, causar polêmica, mormente tão desagradável. Já disse antes que as vezes ´´escrevo sorrindo o que alguns leem chorando´´. Nunca quiz e não quero que ninguém se sinta ofendido com o que escrevo, não é essa a minha intenção. O propósito da minha participação aqui é cooperar mesmo que minimamente em prol da união lusófona. Em nada me afetará apagar meus comentários. Não me sentirei diminuido nem menosprezado. Posso discordar de ti no varejo, mas concordo contigo ´até o tutano dos ossos´ no atacado.
    Um sorriso amigo e um abraço fraterno

  46. Moises

    Esta rolando na net noticias de que em Janeiro de 2008 o presidente da França a vir ao Brasil sera feito um acordo para a França auxiliar o Brasil no projeto do Submarino Nuclear….

    Eu tive contato com uma pessoa da Embraer e não existe projeto de caça de 4,5 geração por motivos simples, o mercado de aeronaves militares principalmente “caças” o custo do desenvolvimento e muito elevado e o risco e muito grande! ! ! Se nem mesmo a França com o Rafale consegue vender imagine a Embraer sem tradição….. A unica possibilidade de a Embraer desenvolver um caça de 4,5 ou 6 geração seria com um “Joint Venture” com outro pais no futuro. (pelo menos ate 2020 não existe possibilidade)

    O Brasil não tem tecnologia tambem para construir uma turbina de alto desempenho somente para fazer uma comparação nem mesmo o Japão que esta desenvolvendo a “”15 anos”” uma turbina para caça de 5 geração que deve voar em 2011 tem a tecnologia para construir uma turbina com desempenho de um caça de 4 geração (a turbina do futuro Shinshin tem somente 5000t de empuxo) comprare com outros caças…….a diferença de um “Turbo helice” para um “Turbo Fan” para um “Turbo fan Aftherburner” e simplesmente inacreditavel……

    Existe estudos mas para se tornar realidade precisa de muitos $$ Bilhoes de dolares….estes muitos são +- uns $40 Bilhoes de Dolares para desenvolver um caça 100% nacional por tanto por favor vamos sonhar com os pes no chão : :

    Meu pensamento o Brasil tem que se adaptar ao Mundo Moderno parar de pensar em fazer tudo 100% nacional, a palavra “Joint Venture” deveria ser aplicada em qualquer projeto do Brasil. http://pt.wikipedia.org/wiki/Joint_venture

  47. Moises:
    “Esta rolando na net noticias de que em Janeiro de 2008 o presidente da França a vir ao Brasil sera feito um acordo para a França auxiliar o Brasil no projeto do Submarino Nuclear….”
    -> Também li um artigo em francês sobre esse rumor… mas desmentia-o…
    -> Mas hoje encontrei esta: http://www.rumormillnews.com/cgi-bin/forum.cgi?read=115798

    “Eu tive contato com uma pessoa da Embraer e não existe projeto de caça de 4,5 geração por motivos simples, o mercado de aeronaves militares principalmente “caças” o custo do desenvolvimento e muito elevado e o risco e muito grande! ! ! Se nem mesmo a França com o Rafale consegue vender imagine a Embraer sem tradição….. A unica possibilidade de a Embraer desenvolver um caça de 4,5 ou 6 geração seria com um “Joint Venture” com outro pais no futuro. (pelo menos ate 2020 não existe possibilidade)”
    -> Pois. Para o qual há pressões e visitas russas a Brasília… O PAK-FA seria um excelente começo para essa parceria…
    ->
    “Russia offers partnership to Brazil in the Program PAK-FA
    (From Editorial, December 12, 2007)
    According cleared the team of “ASAS” with total exclusivity, Russia had offered to Brazil the possibility of becoming partner of the program – PAK FA, a new multifunctional hunting, 5 th generation. The project aims to equip the Air Force of Russia for an array of air last generation, with high-end features and stealth (radar detection difficult), which will come into service around 2018. Recently, India signed a protocol with Russia, becoming the first (and currently, only) international partner of the program.
    According to information obtained by ASAS, the offer would have occurred during the visit of a Russian government delegation, linked to the manufacturing of Defense that country, to Brazil, which occurred about two weeks ago. Besides various military equipment, the talks have also included the possibility of purchase of the Sukhoi Su-35-1 and their licensed production in Brazil, with large packages of technology transfer. The meetings occurred with civilian and military authorities Brazil, in Brasilia (DF).”
    http://forum.combatace.com/index.php?s=6d8cb4c1c2f58f41b8af980e390aa5f4&showtopic=23970&pid=115504&st=0&#entry115504
    -> Ou seja… já que o PAK-FA só entrará em produção lá entre 2018-2020 e o Brazil precisa de FGX2 até 2012, no intervalo seriam usados Su-35… Completados depois com PAK-FA… Seria excelente… E um melhor pacote que o Rafale, admito…

    “O Brasil não tem tecnologia tambem para construir uma turbina de alto desempenho somente para fazer uma comparação nem mesmo o Japão que esta desenvolvendo a “”15 anos”” uma turbina para caça de 5 geração que deve voar em 2011 tem a tecnologia para construir uma turbina com desempenho de um caça de 4 geração (a turbina do futuro Shinshin tem somente 5000t de empuxo) comprare com outros caças…….a diferença de um “Turbo helice” para um “Turbo Fan” para um “Turbo fan Aftherburner” e simplesmente inacreditavel……

    Existe estudos mas para se tornar realidade precisa de muitos $$ Bilhoes de dolares….estes muitos são +- uns $40 Bilhoes de Dolares para desenvolver um caça 100% nacional por tanto por favor vamos sonhar com os pes no chão: :”
    -> Ok. Faz sentido o que diz.

    “Meu pensamento o Brasil tem que se adaptar ao Mundo Moderno parar de pensar em fazer tudo 100% nacional, a palavra “Joint Venture” deveria ser aplicada em qualquer projeto do Brasil. http://pt.wikipedia.org/wiki/Joint_venture
    -> É precisamente essa a minha posição generalista.
    -> Gostaria era de ver projectos em parceria entre países lusófonos… Portugal precisa de substituir os seus C130. Porque não escolher o E390? Portugal precisará daqui a uns de substituir os F-16. Porque não escolher os Sukhoi fabricados no Brasil? O Brasil precisa de novos APC. Porque não usar os Pandur II portugueses? Angola e Moçambique precisam de renovar quase tudo… Porque não usar material português e brasileiro? Tudo feito, construído e desenvolvido em regimes de parcerias, claro. Mas nada, nada mesmo, se está a fazer neste domínio… e é uma pena.

  48. Bruno BR

    Moisés:

    Eu tive contato com uma pessoa da Embraer e não existe projeto de caça de 4,5 geração por motivos simples, o mercado de aeronaves militares principalmente “caças” o custo do desenvolvimento e muito elevado e o risco e muito grande! ! ! Se nem mesmo a França com o Rafale consegue vender imagine a Embraer sem tradição….. A unica possibilidade de a Embraer desenvolver um caça de 4,5 ou 6 geração seria com um “Joint Venture” com outro pais no futuro. (pelo menos ate 2020 não existe possibilidade)

    >>>>Eu também não acreditei muito nessa história, mas mesmo assim, achu que nem precisamos fazer tudo sozinho, como você mesmo disse, poderiamos fechar parceria com outro país no desenvolvimento.
    Pode ter certeza que tecnologia suficiente temos sim, desde de eletronicos até materiais compostos feitos no Brasil, falta apenas um projeto e muito $$$$..

    O Brasil não tem tecnologia tambem para construir uma turbina de alto desempenho somente para fazer uma comparação nem mesmo o Japão que esta desenvolvendo a “”15 anos”” uma turbina para caça de 5 geração que deve voar em 2011 tem a tecnologia para construir uma turbina com desempenho de um caça de 4 geração (a turbina do futuro Shinshin tem somente 5000t de empuxo) comprare com outros caças…….a diferença de um “Turbo helice” para um “Turbo Fan” para um “Turbo fan Aftherburner” e simplesmente inacreditavel……

    >>>>Eu já penso diferente, do mesmo jeito que o Brasil já desenvolve o scramjet hipersônico 14-X e o motor de propulsão a laser, pode tbm se aventurar em um projeto de um simples motor de empuxo supersônico, existe engenheiros no Brasil que tem muito conhecimento sobre isso, lembre-se da turbina Tietê TJ-2 nacional, que por mais que é um projeto antigo do CTA, foi revolucionário e mostra que temos sim capacidade para desenvolver um motor de empuxo…basta $$$!!!

    Clavis Prophetarum:

    Gostaria era de ver projectos em parceria entre países lusófonos… Portugal precisa de substituir os seus C130. Porque não escolher o E390? Portugal precisará daqui a uns de substituir os F-16. Porque não escolher os Sukhoi fabricados no Brasil? O Brasil precisa de novos APC. Porque não usar os Pandur II portugueses? Angola e Moçambique precisam de renovar quase tudo… Porque não usar material português e brasileiro? Tudo feito, construído e desenvolvido em regimes de parcerias, claro. Mas nada, nada mesmo, se está a fazer neste domínio… e é uma pena.

    >>>> Era oque eu mais gostaria de ver também, o C-390 já é uma realidade nossa, então se depender das autoriadades portuguesas, ele pode sim ser o próximo avião de transporte da FAP.
    Quanto aos caças feitos no Brasil…o negócio está muito dividido ainda, não sabemos se serão os russos ou franceses que vão trazer suas fabricantes para cá, mas seja lá qual for das duas, Brasil e Portugal ganharão do mesmo jeito.

    Quanto aos blindados, achu que está cada vez mais dificil de vir Pandur II pra cá…..além do projeto VBTP-MR, vi uma reportagem hoje que a empresa estatal russa (Rosoboronexport), uma holding controladora de empresas, entre as quais a Lada, a Helicopter MI e a fabricante de aviões Mikoyan-Gurevich. Vão fabricar no Brasil um veículo militar anfíbio, com 8 rodas, semelhante ao suíço Mowag, empregado em operações de transporte e ataque.

    É uma boa noticia, pois pode ser a porta de entrada para mais empresas russas..

  49. Bruno:

    “> Era oque eu mais gostaria de ver também, o C-390 já é uma realidade nossa, então se depender das autoriadades portuguesas, ele pode sim ser o próximo avião de transporte da FAP.”
    -> Por cá as notícias são contraditórias… Falava-se do C140J, mas depois… deixou-se de falar, o que é óptimo porque são múltiplas as queixas deste aparelho… Eu torço pelo 390, claro…

    “Quanto aos caças feitos no Brasil…o negócio está muito dividido ainda, não sabemos se serão os russos ou franceses que vão trazer suas fabricantes para cá, mas seja lá qual for das duas, Brasil e Portugal ganharão do mesmo jeito.”
    -> Os russos estão levando e consolidando vantagem, de dia para dia…

    “Quanto aos blindados, achu que está cada vez mais dificil de vir Pandur II pra cá…..além do projeto VBTP-MR, vi uma reportagem hoje que a empresa estatal”
    -> Acho até que a hipótese nunca esteve na mesa… O pandur é um APC excelente e o VBTP-MR ainda está um tanto embrionário, não está?

    “russa (Rosoboronexport), uma holding controladora de empresas, entre as quais a Lada, a Helicopter MI e a fabricante de aviões Mikoyan-Gurevich. Vão fabricar no Brasil um veículo militar anfíbio, com 8 rodas, semelhante ao suíço Mowag, empregado em operações de transporte e ataque.”
    -> Ora essa. Não sabia. Mas é um veículo diferente, para requisitos diferentes dos Pandur e VBTP…

  50. Lipe_br

    Eu não acredito que venha caças russos para cá, até porque se viesse, a notícia da ASAS sobre uma parceria futura no projeto PAK-FA, já teria deixado um clima de euforia nos bastidores do Ministério da Defesa. Poderia ao menos ter vazado algum rumor, ou até o Jobim ter declarado alguma coisa, mas pelo contrário nada se houve e nem espera, por aqui.

  51. Fred

    Lipe, Eu também acho pouco provavel, a entrada de caças da Rosoboronexport, seria uma plataforma inteiramente nova da tentativa de unificação que a FAB está fazendo com as reformas das atuais aeronaves, mas como aqui é Brasil, nunca se sabe.

    Sobre os carros de combate no Brasil, O exercito acabou de assinar com a Iveco/Fiat, para a nova plataforma de carro de combate sobre rodas!
    http://www.adjorisc.com.br/jornais/obarrigaverde/noticias/index.phtml?id_conteudo=122161
    http://www.defesa.ufjf.br/fts/IVECO.pdf
    Bem se realmente ocorrer será ótimo para o Brasil.
    Acho difícil a Rosoboronexport (avibras) inplantar uma fábrica de carros de combate no Brasil.
    Fred

  52. Bruno BR

    Lipe_br:

    Eu ainda acho que pode acontecer uma futura parceria com a Rússia sim, pelo que eu ouvi de pessoas que trabalha na FAB, ano que vem, o ministro da defesa Nelson Jobim vai viajar para a Rússia justamente por causa disso, ele vai conferir de perto o andamento do projeto e os produtos oferecidos, entre eles blindados e helicópteros.

    O que está acontecendo é justamente oque o nosso amigo Clavis citou logo acima, a Rússia está ganhando cada vez mais espaço no Brasil, vai chegar uma hora de sufocar nossas autoridades e não poder ter mais escolha, ah não ser equipamentos de origem russa.
    Sei que isso por partes é muito bom, mas por outras, eu ainda tenho receio de mexer com os russos por não confiar neles….mas vamos ver como anda essas negociações……Se tudo der certo como estão prevendo, vai ser fabricado no Brasil pelo menos os helicópteros russos “MI helicopter”, blindados de diversas categorias e outros equipamentos militares que deve auxiliar no desenvolvimento nacional…quanto aos aviões de caça, pode vir franceses ou russos…isso ainda não está definido, mas serão montados no Brasil independente de qual for o ganhador.

    O que já está garantido são os blindados russos que vão ser fabricados no Rio Grande do Sul com auxilio de diversas empresas brasileiras, e tem a negociação de trazer os helicópteros russos para ser montados aqui também!!

    Vamos aguardar, pois 2008 será repleto de surpresas!!

  53. Bruno BR

    Fred:

    Retirado do Jornal Correio do Povo de 28 de dezembro 2007
    http://www.correiodopovo.com.br/
    http://www.estado.rs.gov.br/index.php

    Russos planejam investir no RS.

    Uma planta industrial para a montagem, no Rio Grande do Sul, de veículos destinados às Forças Armadas está em negociação, há vários meses, entre o governo do Estado e a estatal russa Rosoboronexport. O grupo russo é uma holding controladora de empresas, entre as quais a Lada, a Helicopter MI e a fabricante dos aviões Mikoyan-Gurevich (MIG). O veículo militar a ser produzido é anfíbio, com oito rodas, semelhante ao suíço Mowag, empregado em operações de transporte e ataque. ‘Nós conversamos com os empreendedores russos e eles estão interessados em montar aqui esses veículos, tipo jipes’, afirmou a governadora Yeda Crusius. Segundo a governadora, o Estado está preparado para receber novos investimentos. ‘Construímos um ambiente de confiança com o governo federal, de tal maneira que o Estado foi escolhido como sede de um grande pólo naval e, em razão desse novo ambiente, agilizamos a tramitação dos processos de licenciamento ambiental’, acrescentou Yeda. As negociações do governo do Estado com a estatal russa ainda não estão concluídas porque a instalação da fábrica envolve outras duas etapas estratégicas para a Rosoboronexport: o acerto de uma joint venture com empresas do Rio Grande do Sul especializadas na montagem de veículos de transporte e a garantia de encomendas. Esta última fase está vinculada à União, ou seja, à definição de mercado de parte da Marinha ou do Exército. A primeira etapa levou os russos a visitar duas empresas no Rio Grande do Sul.

    De acordo com a governadora Yeda Crusius, a vinda do empreendimento da estatal russa Rosoboronexport não está exclusivamente vinculado a encomendas das Forças Armadas do Brasil. “Os veículos, típicos de defesa, podem ser negociados no mercosul e usados também pela segurança pública”, disse. Na carta de intenções da empresa russa, encaminhada ao governo, é proposto o emprego dos veículos na segurança. Yeda encomendou à Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai) a análise da carta à Segurança Pública estudos sobre o aproveitamento dos veículos pelo policiamento ostensivo.

    O blindado que vai ser fabricado no Brasil deve ser semelhante ao BTR 90.

  54. Ultramar

    Prezado Clavis, eu tenho passado por aqui, no Quintus, desde quando você “assinava” Rui. E ainda assim não me conheces direito, a ponto de pensar que me dirigia a ti, quando eu falava sobre “insinuar”… É isso o que pensas de mim? Que sem motivos eu sairia a dizer que estás a insinuar isso ou aquilo ? Não dá para ver que eu falava do graxaim? É, o meu português deve ser mesmo ruim… Mas descobrir que pensas assim sobre mim é mais uma decepção…

    Quero também pedir-lhe que me perdoe se complacência ou condescendência tem outro sentido diferente do que eu queria dizer, que era o mesmo que “passar a mão na cabeça de um menino malcriado”, ao invés de repreendê-lo.

    E é bom que vejas a paciência como a principal virtude. Mas, permita-me discordar, eu vejo a justiça.

    E “praga de urubu não mata cavalo gordo” não é um belo ditado, não, Clavis. Foi criado e é usado para ofender, atacar, provocar… E você, até como budista, não deveria achar isso bonito… Porém, pior foi ver “ele” usar isso para me ofender e você a elogiá-lo (“é um espéctaculo”). Era tudo o que ele queria. Fartou-se.

    É lamentável, também, que você não considere ofensa, desrespeito ou ataque pessoal, que você não considere pisar o risco ele dizer que eu tenho que ser “(???)…” ou chamar-me de “urubu”. Ainda que ele se ache um “cavalo gordo”, ele me ofendeu, nitidamente, obviamente, mas usando de esperteza, como sempre. E é uma pena que você não perceba a esperteza dele – que agora se faz de santo, dizendo (e não é a primeira vez) que “escreve sorrindo e lêem chorando”… Bem, de certa forma ele fala a verdade: enquanto nos irritamos com suas grosserias, ele está a sorrir! E mais ainda ao ver que deixas passar… Sim, pois não vi o teu comentário onde o repreende (não vale aquele onde dizes: “Ultramar e graxaim, oiçam…”). E nem apagaste o comentário onde ele me ofende por duas vezes. Está lá acima…

    E precisava dizer “se deixar esse espaço, não me sairá dano daí” ??? Isto também é decepcionante… Então minhas contribuições, minha educação, meu comportamento, aquele meu alerta a vc sobre usarem seu texto em outro blog, nada disto tem valor? Que consideração…Bem, talvez não saias perdendo em números (ainda que sejam poucos os comentadores)… mas estou certo de que em termos de qualidade, de educação, estarás a perder, sim. Não por me achar grande coisa; mas pelo nível, pela educação de outros.

    E repito: não é inteligente uma pessoa que sai a atacar, a desrespeitar, a ofender os outros, a “plantar” maus sentimentos nos outros. Pode ser instruída, ter muitos conhecimentos, mas não é inteligente.

    E não se esqueça que, em “O Brasil reactiva o programa FX-2…”, o graxaim acusou-lhe de ter “imenso amor pela Rússia” e que “isso torna difícil compreender sua idéia de união lusófona”. E ainda disse: “sabe a gota d’água?… pois é..” Depois, em outro “post”, quando vc disse que não gosta de fado, ele disse que vc gosta da “balalaika”, ou seja, repetiu a acusação e o desrespeito. E ainda assim…

    Enfim, por discordar das regras do blog — para mim frágeis, ou seja, que facilitam as coisas para que pessoas com a educação do graxaim saiam a atacar e ofender os outros — , por não ver justiça nesse lamentável episódio em que fui atacado, agredido – o graxaim não foi publicamente repreendido e o comentário onde me ofende não foi apagado – , e, consequentemente, por sentir falta de consideração em relação a mim, saio deste blog.

    Peço-lhe, Rui, que não apague meu último comentário (pois nele não ofendo ninguém), para que todos possam ver o motivo de minha insatisfação e saída. Sei que vais contestar o que digo aqui, é natural, mas, conforme o ditado: “o tempo é o senhor da razão”. Com o tempo veremos quem estava com a razão…

  55. Fred

    Nossa, fantastico!! Não havia nada na mídia aqui em São Paulo, pelo menos não encontrei nada!!!!

    Se será nos moldes do BTR 90, será um forte adversário para o modelo da Fiat/iveco nas vendas sul americanas e concorrência sempre é bom para o cliente!
    Bem, aindo estou um tanto cético sobre a compra de aeronaves russas, na verdade vejo o notado problema de logistica, na reposição de peças e manuteção dos equipamentos russos.

    Vou aguardar e torcer para estar errado….

    abraço a todos

    Fred

  56. Lipe_br

    Bruno, também há viagens marcadas para a França e EUA para 2008. Sobre a proposta da Rosoboronexport, será que pode haver uma parceria com a Avibrás ou a IVECO?

    Essas empresas já produzem blindados, seria estranho trazer concorrentes para cá, prejudicando a indústria nacional…

  57. Bruno BR

    Lipe_br

    Eu também estou achando muito estranho essa chegada ds empresa russa no Brasil, mas por partes isso ai ser muito bom.

    A AVIBRÁS tem um grande vinculo com a Rosoboronexport, tanto que no passado já fecharam parceria para produção de aviões sukhoi no Brasil, portanto uma não vai atrapalhar o espaço da outra. Os russos querem fabricar aqui a familia BTR 80/90 que são grandes blidandos 8×8 anfibios, já a avibrás trabalha no setor de 4X4 blindados, portanto, acho que essas duas vão trabalhar juntas..quanto a IVECO, ficará fora desse jogo por enquanto, pois seu blindado (VBTP-MR) nem saiu do papel ainda.

    Eu estou feliz por uma coisa, se essa empresa russa realmente se instalar no Brasil, poderemos ver em breve os poderosos T-90 e BMP 3 sendo fabricados no mesmo lugar também, além de outros brinquedos interessantes, e é ótimo para “exportação”, já que não vai sofrer nenhum tipo de embargo do EUA.

  58. Lipe_br

    Realmente se a Rosoboronexport vier para cá, já posso imaginar que a parceria do PAK FA também seja firmada. Até porque uma das supostas ofertas russas, foi a produção local do Su – 35, e com amplos pacotes de tecnologia. Seria bobeira não aceitar.

  59. Ultramar: compreendo e lamento a decisão.

  60. Caro Clavis Prophetarum
    dissestes…

    Ultramar: compreendo e lamento a decisão.

    Digo eu
    Amigo Ultramar,
    interpretastes mal os meus textos, nunca te chamei de urubú e muito menos de burro. Mesmo assim, te peço todas as desculpas por ter parecido dessa forma. Quem sabe, eu não seja tão mal educado quanto te pareceu… Quem sabe que bons amigos seríamos se pessoalmente nos conhecêssemos. Não me queira mal, pois realmente nem de longe queria te ofender… Desculpa, amigo, mas eventualmente tenho errado, embora não tenha sido proposital… Eu te peço que continues participando deste site. O velho Rui, faz um grande serviço e merece nossa participação. Se por acaso, preferires que eu não mais aqui me manifeste, eu não o farei… Tens a prioridade…
    Um abraço fraterno, amigo e respeitoso

  61. Lipe_br (16:56:10) :

    Realmente se a Rosoboronexport vier para cá, já posso imaginar que a parceria do PAK FA também seja firmada. Até porque uma das supostas ofertas russas, foi a produção local do Su – 35, e com amplos pacotes de tecnologia. Seria bobeira não aceitar.

    Caro amigo
    Indiscutivelmente, a Russia possui no momento presente, tudo o que o Brasil precisa de equipamentos e tecnologia. Como tu, também li no Correio do Povo a notícia da possível vinda para o Rio Grande do Sul de empresas geridas pela Rosoboronexport. Mas parece, para o bem ou para o mal, que existe algo a nível ´´ filosófico´´ que está determinando caminhos alternativos. São cogitações. Mas se eu estiver certo, isto se deve a que o Brasil, hoje, tem consciência de que se quizer ser a médio prazo uma potência bélica mundial (além de financeira), terá de ser superior à Russia, ou pelo menos estar no mesmo nível nesses termos… em geral… Daí, amigo, se eu estiver certo, acho que o Brasil vai optar por equipamento inferior para tapar os buracos urgentes (os que se sabe…), para não financiar qualquer crescimento Russo… No momento em que vivemos, não existem muitas certezas sobre nada… Na verdade, nos resta torcer pra que tudo de certo.
    Um fraterno abraço

  62. Bruno BR

    Graxaim:

    Concordo com tudo oque você disse, realmente temos que ter cautela com essa Rússia, pois Indiscutivelmente ela é sim uma grande concorrente do Brasil. Dois paises grandes, com economias equivalentes e a mesma ambição por mercado no mundo…Esses russos em suas visitas ao Brasil, estariam espionando nosso mercado e nossas industrias?

  63. Graxaim:
    Lipe:
    ” Realmente se a Rosoboronexport vier para cá, já posso imaginar que a parceria do PAK FA também seja firmada. Até porque uma das supostas ofertas russas, foi a produção local do Su – 35, e com amplos pacotes de tecnologia. Seria bobeira não aceitar.”
    -> Correcto. Seria de facto, nestas condições… e só indica que os russos estão mesmo interessados em firmar esta parceria para o PAK-FA com o Brasil… Seria um imenso erro não aproveitar esta oferta para obter da excelente engenharia aeronáutica russa o know-how que ainda falta à brasileira… como fazem a China e a Índia, aliás!

    ” Caro amigo
    Indiscutivelmente, a Russia possui no momento presente, tudo o que o Brasil precisa de equipamentos e tecnologia. Como tu, também li no Correio do Povo a notícia da possível vinda para o Rio Grande do Sul de empresas geridas pela Rosoboronexport. Mas parece, para o bem ou para o mal, que existe algo a nível ´´ filosófico´´ que está determinando caminhos”
    -> Não me parece que seja por aí… Os EUA é que devem estar a fazer uma pressão danada contra essa opção… Como fizeram com os Tucano para a Venezuela, aliás… E como muita da tecnologia da Embraer é de origem USA… Têm argumentos de peso.

    Bruno:
    ” Concordo com tudo oque você disse, realmente temos que ter cautela com essa Rússia, pois Indiscutivelmente ela é sim uma grande concorrente do Brasil. Dois paises grandes, com economias equivalentes e a mesma ambição por mercado no mundo…Esses russos em suas visitas ao Brasil, estariam espionando nosso mercado e nossas industrias?”
    -> Não precisam… Hoje em dia tudo está ligado directa ou indirectamente à “rede”. Isto é, a redes informáticas onde os russos (que têm hackers tão bons como os brasileiros, como provaram os acontecimentos recentes na Estónia) sabem o suficiente para saber tudo o que precisam… E além do mais, neste campo, a Rússia ainda detêm uma confortável vantagem para o resto do mundo (excepto para os EUA e para alguns consórcios europeus).

  64. Fred

    Só para por mais lenha nesta fogueirinha atômica!

    http://www.defesanet.com.br/mb1/uranium.htm

    Para quem não acompanha, O termo tupi do urânio é referência a bacia de petróleo denominada Tupi descoberta na bacia de Santos no Brasil em 2006 e confirmada ano passado tornando o Brasil capacitado a atingir o nono lugar no ranking da OPEP, na frente da Nigéria e atrás da Venezuela.

    Faz um pouco mais de sentido, agora, a retomada do programa nuclear….

    Abraço
    Fred

  65. Fred

    E para baixar um pouco a fervura

    http://www.defesanet.com.br/energia1/vse.htm

  66. Ora essa! Não sabia não da riqueza das vossas jazidas de urânio… Mais um ponto estratégico que importa conservar e que não chegou aos Media portugueses… e um argumento a favor dos que defendem o nuclear no Brasil… Pena é que… ainda não esteja convencido de que é possível construir centrais completamente seguras… só “quase” completamente seguras e esse “quase” tem o tamanho da bronca que poderia ter acontecido (e não aconteceu!) em Chernobyl…

  67. Fred

    Por incrível que pareça, o maior problema, a curto prazo, de infra-estrutura do Brasil é energia elétrica.
    Da energia elétrica produzida no Brasil, mais de 90 % é produzida nas hidroelétricas, o restante é produzido nas Angras 1e 2 (Nucleares) responsável até 2007 por mais da metade da geração térmica e por diversas termoelétricas a gás a diesel (predominante no norte do Pais e algumas a carvão. (existe também geração solar em aldeias e vilarejos remotos, porém não conseguem chegar a pontos percentuais do montante total).
    O problema é que algumas termoelétricas a gás do sistema de reserva foram despachadas esta semana, e este tipo de geração ultrapassou a geração nuclear no percentual total.

    http://www.clippingexpress.com.br/noticia.php?codigo_noticia=2040124594&destaque=S

    http://www.ctgas.com.br/template02.asp?parametro=5574

    Isto ainda não está chegando à mídia geral, está, por enquanto, apenas saindo na especializada.
    O preço do kW no mercado livre já dobrou de preço esta semana, e está chegando perto do preço máximo histórico.
    Resumindo, o Brasil não tem condição de sustentar 5 % de crescimento do PIB ao ano sem utilizar as termoelétricas a gás do sistema de reserva ou construir novas hidroelétricas com antecedência para não despachar as termoelétricas reservas.

    Um outro agravante é que nossa matriz predominante depende da água armazenada nos reservatórios e agora estamos no fenômeno climático do La niña, que é cíclico com periodicidade de 8 a 10 anos, que reduz as chuvas na maior parte do país e aumenta nas áreas tradicionais de seca, por exemplo: a região norte (Amazônica) já houve redução em 69 % da precipitação total.

    http://www.cptec.inpe.br/enos/

    Daí a intenção do governo de construir 4 usinas nucleares no nordeste Brasileiro, a construção de duas hidroelétricas no rio Madeira (equivalem juntas a quase 1 ITAIPU), e a reativação de dezenas de PCHs (pequenas centrais hidroelétricas, estimativa de ~ 70 Megawatts) para a próxima década.

    http://www.eletrosul.gov.br/gdi/gdi/cl_pesquisa.php?pg=cl_abre&cd=ghibcf6:%7CUdh
    E ainda há o problema do fornecimento de gás para as indústrias, uma vez que as termoelétricas a gás consumirão o gás disponível no sistema, isso sem falar do problema Bolívia, principal fornecedor de gás do Brasil.

    Muito complexo, muito confuso, muitas interações e reações, como o Brasil. 

    Dá para escrever outro post sobre o assunto, não é!! 😉

    Forte Abraço, 

    Fred

  68. Fred

    Para exemplificar meu comentário acima:

    http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.asp

    Notem que ainda existem 4 000 MW na reserva de termoelétricas e que as usinas hidroelétricas produzem 500 MW a mais que o outorgado.

  69. Neste campo Portugal que era líder… Foi ultrapassado como escrevi por aqui:

    ” Entre 1990 e 2000 30% do consumo eléctrico português foi alimentado pela energia hídrica, precisamente naquela que era então a média que a Energia Nuclear ocupava na maioria dos países europeus. Mas a partir de 1995 a construção de novas paragens parou e actualmente Portugal é de entre todos os países europeus aquele que menos ocupa a sua capacidade hídrica, estando esta actualmente abaixo dos 40%… A dependência de fontes não renováveis – em consequência – agravou-se… Se em 1995 se importavam 1,500 milhões de euros em combustíveis fósseis, em 2005 esse valor já ascendia a 5,200 milhões de euros, um crescimento que quase 500% enquanto o PIB nesse mesmo período crescia apenas 28,3%!…

    Por esta razão estamos claramente a favor do anúncio do Governo de um plano de construção de 10 novas barragens com um investimento de 1.140 milhões de euros… Existe muita energia a recuperar, muito Carbono a deixar de enviar para a atmosfera e muita importação a reduzir… Esperemos agora é que a construção e operação destas barragens fique em Portugal e entregue a mãos portuguesas e não nas mãos desse mercenário castelhano que é o “Cardeal” Pina Moura… ”

    http://movv.org/2007/10/05/alguns-numeros-sobre-a-energia-hidrica-em-portugal-e-sobre-as-novas-10-barragens/

    Agora o rumo parece estar-se novamente a inverter…
    E sim… A energia hídrica é muito menos perigosa que a nuclear e mais… ecológica… Por isso a defendo e tenho tantas reticências com a Nuclear…

  70. Por falar em energia (e poluição)…

    http://www.crm.rs.gov.br/principal.php?action=minas&topico_minas=candiota

    Mina de Candiota
    Localizada no Município de Candiota, a 400 km ao sul de Porto Alegre, está inserida na maior jazida de carvão mineral do Brasil. As reservas de carvão passíveis de serem mineradas a céu aberto, em profundidades de até 50 metros, são da ordem de 1 bilhão de toneladas. A CRM vem minerando a céu aberto, nessa região, ininterruptamente, desde 1961, objetivando, em especial, a produção de carvão termelétrico. A produção, hoje na faixa de 1,7 milhões de toneladas de carvão por ano, abastece a Usina termelétrica Presidente Médici, de 446MW instalados. Com a implantação da Fase C desta usina (ou Candiota III), a produção da mina quase duplicará.
    A mineração a céu aberto é realizada com a utilização de uma escavadeira dragline para a descobertura do carvão. A unidade de britagem funciona em duas linhas independentes, com capacidade total de 800t/h. O transporte do carvão entre a unidade de britagem e a usina terme-létrica é feito através de uma correia transportadora com 2,3 km de extensão.

    O site abaixo, trata da energia EÓLICA. Muito interessante e informativo.

    http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./energia/index.html&conteudo=./energia/artigos/energiaeolica_eletricidade.html

    Saudações

  71. O carvão é lixado, hem! é o maior produtor de emissões de CO2 da actualidade e o investimento da China em 400 novas centrais de carvão para produção de electricidade é a maior ameaça à estabilidade do clima da Terra dos próximos anos… É barato, mas muito, muito poluente…

  72. Fred

    Clavis, concordo com você que as hidroelétricas são excelentes, renováveis, e de baixo impacto no meio ambiente por kW gerado e são, portanto, ecológicas, possuem baixo custo por kWh, são tudo de bom!
    Bem, como falamos por aqui, as cachaças (ou bagaceiras) que bebemos todos falam, já os tombos que levamos ninguém comenta!!!:)
    Não tenho nada contra a matriz hídrica, muito pelo contrário, acho fundamental. Mas depender dos ciclos naturais da chuva é um saco, isso é!

    Então,
    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080106/not_imp104890,0.php
    e complementando,
    http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/01/07/termicas_operam_plena_carga_devido_estiagem-327911297.asp

    e como se já não estivesse bom,

    http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/01/10/precos_de_energia_e_gas_vao_subir_diz_especialista_1146168.html
    e
    http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/01/09/em_carta_ministro_firjan_alerta_para_risco_de_falta_de_gas_no_rio_em_fevereiro-327947132.asp ;

    Adivinha quem vai pagar a conta? E essa conta não vai sair barato!!! Ai meu bolso!!!;)
    Parecido com o caso de vocês que pagam a importação do combustível.

    Sobre o Carvão.
    Ele só é Barato no investimento inicial, num período de retorno de 20 anos, já não sei. Sem falar nos danos ambientais comprovados!

  73. Podes crer… Especialmente agora que se diz que uma das consequências do Aquecimento Global vai ser a alteração do regime de chuvas… chovendo menos no Sul da Europa, por exemplo… e trazendo para cá furacões… dos quais tivemos o primeiro sinal em 2007… Assim como voçês, por aí, com o Catarina!
    E podes crer que pagamos a importação… felizmente estamos a apostar forte nos aerogeradores e estes entre 19 e 20 de Dezembro já deram 20% do consumo nacional ! http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1315412
    esta aposta, mais o reforço das hidricas, de centrais solares como a de Serpa: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=204179&idselect=9&idCanal=9&p=200
    provam qual é o caminho… diverso do nuclear, do carvão e de outras formas…

  74. Fred

    Acho que realmente o C-390 vai voar….

    http://www.defesanet.com.br/emb1/c390_za.htm

  75. Boa notícia!
    E em parceria com a Saab (com excelente carteira de clientes) e com a Denel (e os A400 não serão aqui redundantes?)!
    Agora, bom mesmo era se… a nossa FAP fosse também por essa opção de substituiçãodo C-130H.

  76. Fred

    Mais informações sobre o submarino finalmente

    http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=504019

    Parece que agora vai…..

  77. Marcos

    Um dos maiores problemas em uma guerra atualmente são os satélites espiões que podem detetectar a localização dos meios bélicos inimigos. Então acredito que deveria ser dado mais importância tanto à criação e lançamento desse tipo de satélite como também a criação de equipamentos capazes de localizar e neutralizar os satélites espiões.
    Qto ao problema da plataforma para o submarino nuclear brasileiro, por que não comprar um submarino nuclear russo e estudá-lo. Resolveriam-se dois problemas de uma só vez, aumentar o poder da frota de submarinos e construir a plataforma para o submarino nuclear.
    Sobre a necessidade do aumento do poderio bélico nacional é só lembrar que somos uma nação detentora dos recursos hídricos e minerais de que o mundo necessita cada vez mais, e é preciso ter capacidade de defendê-los para as gerações atuais e as futuras.

  78. Marcos: mas atenção ao uso de armas destruidoras de satélite… Cada uso de uma só pode destruir centena de outros satélites, por causa dos estilhaços provocados, como demonstrou recente o teste chinês… E sim, comprar um submarino russo, ou desenvolver com eles um novo.
    E uma solução menos prestigiante, mas bem mais racional.

  79. Meus caros, vocês sabiam que existe uma série possibilidade de assinatura de acordo entre Brasil e França, do tipo SOFA (Status of Forces Agreement), e que os Franceses estariam eufóricos com tal fato?
    Referido acordo poderia facilitar de vez a troca de tecnologia, negociações de armamentos, instalação de bases etc., de um país e outro e vice-versa.
    Ao que parece a visita do Ministo Jobim também inclui tratativas a respeito.
    Evidentemente tratará também do desenvolvimento do Sub nuclear (a maior dificuldade encontra-se na tecnologia que envolve o casco), compra de material bélico diverso e principalmente repasse tecnológico.
    Tudo indica que uma coisa estaria ligada à outra.
    Também não quer dizer que, com tais fatos, os russos estariam fora, pois a visita seguinte será na Rússia.

  80. Se o SOFA cobre a primeira exportação de Rafales… Compreendo bem a sua euforia. É que sem uma exportação (pelo menos) não há mais… E sem elas, o Rafale não obtêm financiamentos para sustentar a Dassault…

  81. Se a escolha for de avião russo, espero que escolham o melhor deles: a Maria Sharapova (a tenista).
    Saudações

  82. e contudo…
    http://www.jtm.com.mo/view.asp?dT=255308100
    é meio “gossip”, admito… mas lá se vai um mito.

  83. algumas notícias da semana a respeito da visita do Jobim e do tal acordo:

    Jobim propõe parceria militar com a França

    Segundo ministro, aliança prevê construção de submarino nuclear e helicópteros

    Daniela Fernandes

    PARIS. O governo brasileiro anunciou ontem, em Paris, o projeto de construir no Brasil, por meio da transferência de tecnologias francesas, submarinos nucleares de defesa e cerca de 50 helicópteros Super Cougar, utilizados em operações de fiscalização da Marinha. Para isso, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, realiza esta semana uma visita oficial à França para discutir parcerias na área militar e, sobretudo, apresentar ao presidente Nicolas Sarkozy, durante encontro hoje, no Palácio do Eliseu, uma proposta de “aliança estratégica” entre os dois países, que incluiria, por exemplo, a transferência de tecnologias.

    O governo decidiu acelerar um projeto que existe há quase 30 anos, e jamais posto em prática por questões orçamentárias, que prevê a construção de submarinos nucleares de defesa no país – somente com propulsão nuclear e não dotado, portanto, de armas atômicas.

    Durante entrevista na embaixada brasileira em Paris, o ministro Jobim preferiu, no entanto, não comentar valores e nem mesmo mencionar o número de submarinos nucleares que poderiam ser produzidos no país. Ele afirmou que o Brasil já tem a tecnologia para produzir o combustível nuclear, mas não em escala industrial.

    – A França entraria com a tecnologia para a fabricação do casco do submarino, que seria transferida, e também com todo o equipamento informático interno – disse Jobim.

    A parceria para a transferência de tecnologia seria realizada com a empresa francesa DCNS, estaleiro controlado pelo governo francês que produz esses submarinos (75% do capital pertence ao Estado e os 25% restantes, ao grupo Thales).

    Jobim se encontrou ontem com o presidente da DCNS, Jean-Marie Poimboeuf, e visitará amanhã em Toulon um submarino nuclear de ataque e, quinta-feira, a sede da empresa em Cherbourg, no norte da França.

    – Deixamos claro que queremos fazer uma parceria para produzir no Brasil a parte não nuclear de um submarino de propulsão nuclear – disse o ministro em relação à sua conversa com Poimboeuf.

    O modelo jurídico da empresa brasileira que fabricaria os submarinos nucleares ainda está sendo estudado. Uma nova estatal com controle majoritariamente brasileiro poderia ser criada ou uma empresa já existente poderia ser ampliada para permitir a participação da França, disse o ministro. Ele também não descartou a possibilidade de que submarinos convencionais sejam construídos no Brasil.

    Além do submarino nuclear, que seria desenvolvido no Centro Experimental de Aramar, em Iperó (SP), o governo também pretende fechar com a França acordo para produzir helicópteros da Eurocopter (subsidiária do consórcio europeu EADS, controlador da Airbus), também no Brasil. Os aparelhos seriam produzidos pela Helibrás, filial brasileira da Eurocopter, instalada há cerca de 30 anos no país. Segundo Jobim, cerca de 50 helicópteros Cougar, destinados à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica poderiam ser fabricados no Brasil.

    Ontem, o ministro se encontrou com representantes do banco francês Société Générale – o mesmo que anunciou recentemente ter sido vítima de fraude gigantesca de 4,9 bilhões de euros cometida por um operador -, para discutir a possibilidade de financiamentos para a produção desses helicópteros. Jobim não confirmou, no entanto, o interesse do Brasil pelo avião de caça francês Rafale.

    No encontro de hoje com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o ministro irá detalhar a proposta de aliança estratégica entre os dois países, que envolve projetos com a Marinha (submarino nuclear), a Aeronáutica (helicópteros) e o Exército, com o chamado programa “Soldado do futuro”, desenvolvido pela França, com o objetivo de aperfeiçoar a qualificação dos soldados. Jobim também se reunirá hoje com o ministro francês da Defesa, Hervé Morin.

    – A França é o único país que apresenta disponibilidades para a transferência de tecnologias no campo militar. Além disso, é o único país europeu presente na região Amazônica – disse Jobim, em referência à Guiana Francesa.

    Segundo ele, os detalhes da aliança estratégica militar entre os dois países deverão ser anunciados no encontro entre os presidentes Lula e Sarkozy, na Guiana Francesa, no dia 12 de fevereiro.

    Governo quer comprar 50 helicópteros franceses

    Andrei Netto

    O governo brasileiro deve fechar a aquisição de 50 helicópteros Cougar, a versão militar das aeronaves Super Puma fabricados pela Eurocopter Group, subsidiária do grupo European Aeronautic Defence and Space Company (Eads). A intenção foi revelada ontem pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, em Paris, após encontro com empresários do setor bélico e bancário.

    Em contrapartida à operação de compra pelo Brasil – cujo valor não foi revelado -, a empresa se compromete a ampliar a linha de produção da subsidiária brasileira, a Helibrás, trazendo para o País a linha mundial dos modelos médios Dauphin.

    As aeronaves equiparão as três Forças. O governo já definiu o orçamento do negócio, mas quer negociar com a Eurocopter e o governo francês para obter preço mais baixo. A compra já tem financiador: o Banco Société Générale apresentou duas propostas que serão analisadas pelo Ministério da Defesa.

    O acordo dos helicópteros seguirá o modelo que deverá ser utilizado para a produção no Brasil de submarinos Scorpène, da DCNS. Os modelos de ataque e propulsão convencional, deverão ser produzidos no estaleiro da Marinha no Rio e em outra unidade, a ser construída em local ainda não revelado, com valor estimado em US$ 600 milhões cada.

    A produção do Scorpène será a primeira etapa para a concretização de outro acordo, independente, para construção no Brasil, com apoio da mesma DCNS, de parte do casco, o “recheio cibernético” e armamento para os futuros submarinos nucleares brasileiros. O Scórpene é o modelo mais novo da Marinha francesa. A versão brasileira terá propulsão diesel-elétrica e sistema de armas integrado, coordenando torpedos de 533mm, lançamento minas e preparo para mísseis leves. Jean-Marie Poimboeuf, presidente da DCNS, confirmou as tratativas ao fim da reunião com Jobim. “A DCNS está imensamente interessada no acordo com o governo brasileiro”, disse o executivo da empresa. “Nosso interesse é, inclusive, a produção no Brasil.” Jobim e Poimboeuf, porém, asseguraram que o número de submarinos a serem vendidos ao Brasil e o valor do negócio ainda não foram tratados.

    Além dos helicópteros e submarinos, o Ministério da Defesa analisa propostas para aquisição de caças de quinta geração, dentro do programa FX-2. Jobim tem dito que o Ministério da Defesa quer também aprimorar o parque industrial bélico do País. Assim, crescem as chances de que o caça escolhido seja o Rafale-C, produzido pela francesa Dassault.

    E quanto às oscilações orçamentárias:

    Brasil

    Em busca da soberania

    Retomada do projeto do submarino nuclear não pode depender de oscilação orçamentária

    CLÁUDIO CAMARGO

    Mais do que apenas fazer declarações em conversas reservadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito movimentações concretas para retomar por completo o programa do submarino nuclear brasileiro. O primeiro passo nessa direção foi dado no ano passado, com a liberação de R$ 1,1 bilhão para a conclusão do reator nuclear desenvolvido pela Marinha. O próximo passo será dado nos próximos dias, quando os ministros Nelson Jobim, da Defesa, e Mangabeira Unger, das Ações a Longo Prazo, embarcarem para a França e para a Rússia em busca de alianças estratégicas e cooperação tecnológica. Os dois ministros serão acompanhados pelo comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto.

    O programa do submarino nuclear brasileiro foi iniciado em 1979, interrompido na década de 1990 – por dificuldades financeiras e pressões americanas – e parcialmente retomado meses atrás. Ele é composto de três etapas básicas: o domínio do ciclo do combustível nuclear, a fabricação do reator e a construção do casco do submarino. A primeira parte foi muito bem-sucedida: graças aos esforços do Centro de Pesquisas da Marinha, em Aramar, o Brasil hoje domina a tecnologia de enriquecimento de urânio, desenvolvido através do método das ultracentrifugadoras. A segunda fase, a da construção do reator, está bastante avançada, restando apenas recursos para sua finalização – o R$ 1,1 bilhão liberado em 2007. A última etapa, a da fabricação do casco, exige muita sofisticação tecnológica e ainda necessita ser desenvolvida. É exatamente nessa etapa que reside a importância da viagem dos ministros.

    Apesar dos avanços recentes, o caminho a percorrer ainda é longo. A fabricação de um submarino nuclear, da concepção do design básico e ao detalhamento da engenharia, é um processo que exige de 12 a 14 anos de trabalho, de acordo com estudo da Rand Corporation, centro de estudos americano. Pelas dimensões desse tipo de embarcação – comprimento de cerca de 90 metros por dez metros de diâmetro –, a fabricação demandará instalações que, no Brasil, só a Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep) tem atualmente. A fase mais longa desse processo, que dura de oito a dez anos, é a montagem do submarino, que exigirá um tipo específico de estaleiro, de que o Brasil ainda não dispõe. Os Estados Unidos, que têm a maior frota de submarinos nucleares do mundo, possuem apenas dois estaleiros para construí- los. A Rússia tem três estaleiros, a França dois e o Reino Unido e a China, um cada um.

    Duas conseqüências advêm dessa situação. A primeira é que a decisão de construir o submarino nuclear é estratégica, uma decisão de Estado, que não pode ficar ao sabor de contingências orçamentárias, como aconteceu até o ano passado. A maturação de um projeto dessa natureza é necessariamente de longo prazo e implica investimentos constantes para que se chegue a bom termo. A segunda é que o Brasil provavelmente deverá buscar formas de cooperação internacional para a construção e montagem do casco do submarino nuclear. Mas o desafio da missão dos ministros no Exterior é o de obter cooperação sem, contudo, trazer consigo a dependência. Veja-se o caso da Índia, que deve lançar seu submarino nuclear ao mar já em 2009. Para treinar as futuras tripulações, os indianos arrendaram da Rússia um SNA por três anos. A Rússia também prestou assistência tecnológica para que a Índia desenvolvesse seu submarino.

    A retomada do programa do submarino nuclear no Brasil também não pode ser vista como uma resposta conjuntural às supostas ameaças de vizinhos instáveis. É um programa de longo prazo, que só começará a produzir resultados concretos entre 2020 e 2024. A tarefa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva incumbiu o ministro Nelson Jobim é estabelecer os objetivos de longo prazo do Brasil e preparar uma capacitação tecnológica e industrial para tal desafio, em lugar de buscar na prateleira os equipamentos militares de que necessitamos. Daqui a uma década, os desafios serão outros. Em 2020, o petróleo estará bem mais escasso no mundo e o Brasil, com a perspectiva de desenvolver as novas jazidas na Bacia de Santos, estará entre os primeiros exportadores do mundo. Teremos também, com a descoberta de novas jazidas de urânio no Ceará, a primeira ou segunda reserva desse minério do mundo. Os interesses a proteger serão, portanto, muito mais extensos e diversificados do que os que hoje conseguimos enxergar.

  84. e esta?… quando parecia tudo inclinar-se para o Su-30… Eis que aparece esta notícia (bem plausível e de encontro ao estabelecimento de parcerias que por aqui já defendi) que torna a dar vantagem ao Rafale…

  85. Anónimo

    Para que se tenha uma idéia geral da viagem, olhem só o roteiro:
    Programação:

    Sexta, 25 de janeiro de 2008

    – 11:00- Decolagem da Base Aérea de Brasília – (Pouso em Paris às 06h40 de sábado, 26)

    Segunda, 28 de janeiro de 2008

    – 10:30 – Presidente do Banco Société Générale Brésil S.A, François Dossa (Embaixada do Brasil)

    – 11:00 – Audiência Presidente da DCNS (Empresa de construção naval), Jean-Marie Poimboeuf (Embaixada do Brasil)

    – 15:00 – Apresentação da SGDN (Secrétariat Général de la Défense Nationale) (Auditório da Embaixada)

    – 16:00 – Apresentação da DGA, (Delegation Generale pour L’Ármement), Delegado Geral Francois Lureau (Auditório da Embaixada)

    – 21:00 – Jantar com o Diretoria da EADS (European Aeronautic, Defence and Space Company), Marwan LAHOUD.

    Terça-feira, 29 de janeiro de 2008

    – 09:00 – Encontro com o Gen Jean-Louis Georgelin, Chefe do Estado-Maior de Defesa (CEMA)

    – 09:30- Visita ao CPCO (Centro de Planejamento Operacional)

    – 10:30 – Visita ao Ministro da Defesa da França, Hervé Morin

    – 15:00- Presidente da República da França, Nicolas Sarkozy (Palais de I’Elysée)

    – 21:00- Jantar com Presidente da Thales (empresa de eletrônica e sistemas), Denis Ranque

    Quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

    – 09:30 – Visita à Base Aeronaval de Dugny (Le Bourget)

    – 10:30 – Decolagem para Toulon

    – 13:30 – Visita a um submarino nuclear de ataque (Base de submarinos em Toulon)

    – 15:30- Retorno a Paris

    Quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

    – 10:00- Partida para Cherbourg

    – 11:00- Apresentação da DCNS

    – 12:30- Almoço com o Prefeito da cidade de Cherbourg, M. Cazeneuve

    – 14:30 – Visita aos estaleiros de submarinos da DCNS

    – 16:30- Retorno à Paris

    – 20:30- Jantar oferecido pela Dassault

    Sexta-feira, 1° de fevereiro de 2008

    – 09:00-Decolagem de Paris para Saint-Dizier

    – 09:30-Visita a Base Aérea 113 “Commandant Antoine de Saint Exupéry” em Saint Dizier- Esquadrão de Rafale. Presente o General Abrial – Comandante da Força Aérea Francesa

    – 14:00 – Decolagem de Saint-Dizier para Moscou (Rússia)

    – 19:30 – Pouso em Moscou

    Sábado, 2 de fevereiro de 2008

    – Horário a ser definido – Deslocamento para S. Petesburgo

    – Horário a ser definido – Encontro com o Comandante do Distrito Militar de Leningrado, visita a estaleiro naval e eventos culturais

    Domingo, 3 de fevereiro de 2008

    – Horário a ser definido – Deslocamento de retorno para Moscou

    Segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

    – Horário a ser definido – Visita a Unidades Militares Russas

    – Horário a ser definido – Ministro de Assuntos Estratégicos com Vice-Ministro Chefe de Armamentos, Gen Makarov e Vice-Ministro Gen Res Eskim

    Terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

    – 11:00- Encontro com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei V. Lavrov

    – 12:00- Encontro com o Ministro da Defesa, Anatoliy E. Serdyukov

    – 16:00- Encontro com o 1º Vice-Presidente do Governo, Serguei Ivanov –acompanha o Gen Mikhail Dmitriev, Diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar

    Quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

    – 11:00 – Decolagem de Moscou para Madri (Espanha) -Jantar com Embaixador José Viegas ( ex-ministro da defesa)

    Quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

    – 10:30 – Decolagem

    – 22:00 – Pouso em Brasília

    Coisa de apaixonados???

    Paris – Novo amor

    Os EUA têm 6 das 11 mais ricas empresas na área aeronáutica e espacial do mundo, inclusive a primeira, a Boeing. Mas o Brasil está fechando um ambicioso plano estratégico com… a França.

    A explicação objetiva -e, cá pra nós, inquestionável- é que a França transfere tecnologia de seus aviões, de seus submarinos, de seus helicópteros, enquanto os EUA não. Comprar equipamentos de defesa norte-americanos, assim, é mais ou menos como assinar um tratado de dependência.

    Numa situação delicada qualquer, basta os EUA bloquearem o fornecimento e, pronto, lá se vai pela janela toda a capacidade de reação e de defesa do Brasil. Sem contar as perdas financeiras de compras nesse modelo.

    Um exemplo concreto, bastante recente, é de quando a Embraer foi proibida de vender aviões para a Venezuela, porque eles tinham componentes americanos. Chávez comprou da Rússia. Só quem perdeu foram o Brasil e a Embraer.

    Depois de décadas de dependência americana, o Brasil fazer “aliança estratégica” com a França não deixa de ser deveras instigante, até porque a França sempre foi uma espécie de líder de resistência na Europa ao tal “mundo unipolar”.

    O fato é que o ministro Nelson Jobim (Defesa) desembarcou em Paris com mil e uma idéias e pronto para acertar compras e/ou instalação de fábricas binacionais de submarinos nucleares, de submarinos convencionais, de helicópteros de carga franceses para as três Forças, além de caças para a FAB. Ontem ele admitiu “uma tendência a favor dos Rafale”, que são franceses.

    Agora, Lula e Sarkozy vão se encontrar no dia 15, na fronteira Brasil-Guiana. Vem recado por aí. A Venezuela se arma na Rússia, o Brasil transforma a França no seu principal parceiro na área de defesa. A crise americana pode não ser “apenas” na economia, mas também na política, com, por exemplo, perda gradativa do seu “quintal”.

    Decisão pode gerar resistência nas Forças Armadas;
    hoje cada uma delas tem um sistema próprio

    Eliane Cantanhêde
    Enviada Especial a Paris

    O ministro da Defesa, Nelson Jobim, estuda o modelo francês e pretende criar um órgão unificado de compras de equipamentos militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, o que pode gerar resistências das Forças Armadas. Hoje, cada uma delas tem seu próprio sistema de definição de projetos e de encomendas.

    Ontem, Jobim ouviu exposição de quase uma hora e meia de representantes da DGA (Delegação Geral de Armamento), órgão vinculado ao Ministério da Defesa e responsável pela definição das compras na área de defesa da França, que tem uma das mais poderosas indústrias militares do mundo.

    O ministro fez várias perguntas e, no final, pediu textos escritos detalhando o funcionamento do órgão, que gere orçamento anual de cerca de 10 bilhões de euros e 18 milhões de empregados em setores governamentais e privados.

    Durante a exposição, que foi no auditório da Embaixada do Brasil em Paris, o comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto -o único dos três comandantes que acompanha a viagem de Jobim-, perguntou se quem determina os equipamentos a serem comprados é o DGA ou o Estado-Maior de cada Força.

    O representante do órgão, um oficial, explicou que é o DGA, com aprovação do ministro da Defesa e do presidente da República. No final do encontro, a Folha perguntou ao almirante o que ele achava da idéia e ele respondeu: “Eu não sei nada disso. Ninguém me falou nada a respeito”.

    Segundo Jobim, a intenção não é recriar o Estado-Maior das Forças Armadas, que existiu antes da criação do Ministério da Defesa: “A idéia é um órgão exclusivamente para a compra de armamento”, disse.

    Banco quer financiar fábrica de helicópteros

    Eliane Cantanhêde
    Enviada Especial a Paris

    O presidente do Banco Société Générale Brésil, François Dossa, anunciou ontem ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que a instituição está disposta a financiar a instalação de uma fábrica de helicópteros no Brasil e a compra de cerca de 50 helicópteros de carga para Aeronáutica, Marinha e Exército, dentro de um pacote ambicioso na área de defesa.

    O financiamento imediato seria para a compra dos helicópteros de carga, desde que garantida a transferência de tecnologia para o Brasil.

    A compra de submarinos convencionais e de propulsão nuclear franceses, sob a condição de transferência de tecnologia, foi um dos assuntos tratados por Jobim com o presidente da empresa de construção naval DCNS da França, Jean-Marie Poimboeuf.

    Ele previu que os acordos entre os dois países na área naval serão “muito rápidos, em alguns meses”.

    E o Hacker?

    DEFESA@NET 29 Janeiro 2007
    Gazeta Mercantil 26 Janeiro 2008

    Grécia detém suspeito de vender segredos da Dassault
    Suspeita de Brasileiros na lista de compradores

    A polícia grega anunciou na sexta-feira que deteve um homem suspeito de vender segredos do Grupo francês Dassault incluindo informações sobre sistemas de armas.

    “O homem com formação em matemática, 58 anos, era procurado desde 2002 após a Dassault ter contatado as autoridades gregas,” um oficial da polícia, falando na condição de anonimato, informou à Reuters.

    “Ele é responsável por causar perdas de mais de U$361 milhões de dólares à companhia com a venda de dados corporativos, incluindo informações referentes a sistemas de armas, para cerca de 250 clientes através da Internet,” disse a autoridade.

    A Polícia suspeita que o homem vendeu as informações a clientes na: Alemanha, Itália, França, África do Sul, Brasil, e também países da Ásia e Balcãns.

    “O homem penetrou os sistemas de computadores da Dassault e roubou as informações,” informou o policial.

    Autoridades policiais, acompanhadas de especialistas em computadores, deram uma batida no apartamento do suspeito, localizado no centro de Atenas, que estava sendo alugado com um nome falso, e confirmaram que ele é muito competente em não deixar rastros nas suas incursões pela internet.

    “Ele é um dos melhores hackers do mundo, com o código ASTRA, mas estamos também procurando um cúmplice no Reino Unido que o ajudou a localizar possíveis clientes on-line para a compra das informações,” disse o policial.

    O Grupo Dassault e suas subsidiárias são um grande player na aviação civil e militar.

    A Polícia informou que o homem seria encaminhado aos procuradores para uma formalização da acusação.

    Espero não ter exagerado nas colagens de matérias publicadas por aqui, mas achei interessante sua leitura e que seria melhor que um simples comentário da minha parte.

  86. Eu acho uma falta de respeito com populacao brasileira, com a construcao desse submarino,para proteger quem? Quem vai ganhar com isso?Esses contratos carissimos e europeu claro que quer ganhar dinheiro com esse contrato.Sera que o povo brasileiro vai aceitar esse projeto?O Brasil precisa investir em projetos sociais para tirar a maioria da populacao da miseria que se alastrou a anos na politicagem brasileira,se o governo brasileiro tem dinheiro para investir neste monstro?Pode assim se dizer,existe coisa mais feia doque um submarino no mar do Brasil? Assustando os peixes,um ambiente totalmente artifiacial,enquanto muitos brasileiros moram nas favelas,projetos de casas muito pequenas que foram feitas,que mal dar para morar uma familia,e as criancas sao obrigadas a compartilhar de pequenos comodos correndo o risco de presenciar a intimidade de casais?Como e possivel fazer projetos tao caros,enquanto atualmente a cultura indigena e derespeitada?Como e possivel investir em estupidos projetos para beneficio so de uma pequena classe dominante?Votei no senhor Luis,como ja falei acredito no governo dele,mas se esse projeto for aprovado nao acredito mais em nimguem.como e possivel um pais fantastico como o Brasil,envestir numha porcaria dessa,voces se lembram do submarino russo?Que morreram muitas pessoas?Porque nao chegaram a tempo de salvar os tripulantes com essa toda tecnologia i inteligencia?Como ja falei para o governo brasileiro mim arrependo de nao ter me canidatado a um cargo politico,vivo aqui na Suecia poeque tenho um trabalho,mais pretendo voltar ao Brasil.A maioria dos europeus sao racistas e nao dao um bom dia a nimguem,nao mim venham com conversas fiadas porque falo a verdade,espero ter o direito do meu texto ser publicado,democracia e falar o que pensa,eu nao tenho medo de mostrar a cara porque nao devo nada a nimguem,estou longe mais sou brasileira e nao virei a casaca. De Cristina Izabel Seabra,acorda Brasil!

  87. Eis a íntegra do acordo Brasil – França:

    Acordo Brasil-França: SOFA
    (Status of Forces Agreement)

    ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O
    GOVERNO DA REPÚBLICA FRANCESA RELATIVO À COOPERAÇÃO NO DOMÍNIO DA DEFESA E AO ESTATUTO DE SUAS FORÇAS

    O Governo da República Federativa do Brasil
    e
    O Governo da República Francesa,

    Doravante denominados “Partes”,

    Considerando o Acordo de Segurança Relativo à Troca de Informação de Caráter Sigiloso entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Francesa, assinado em 2 de outubro de 1974;

    Considerando os laços de amizade que existem entre a República Federativa do Brasil e a República Francesa, que se desenvolvem no âmbito da parceria estratégica e da vontade política de ambos os países de reforçar a cooperação bilateral expressa pela Declaração Conjunta de seus Presidentes de 25 de maio de 2006;

    Afirmando o compromisso comum com a Carta das Nações Unidas e com a solução pacífica dos conflitos;

    Fundamentando-se no pleno respeito à soberania, independência e integridade territorial dos dois Estados;

    Levando em consideração o princípio da não-intervenção nos assuntos internos dos dois Estados;

    Desejosos de aprofundar e de ampliar o âmbito de sua cooperação no domínio da defesa, fixando-lhe os princípios e as modalidades;

    Considerando que a cooperação entre as Partes será regida pelos princípios da igualdade, da reciprocidade e do interesse mútuo, respeitando as respectivas legislações nacionais, regulamentações e obrigações internacionais;

    Considerando a necessidade de definir um estatuto para o pessoal das Forças Armadas e dos nacionais de uma das Partes que se encontrarem no território da outra Parte, no âmbito da aplicação do presente Acordo;

    Acordam o seguinte:

    Título Primeiro
    Objeto e Forma da Cooperação

    Artigo 1

    No presente Acordo, os termos abaixo enumerados entendem-se da seguinte maneira:

    a) “Parte Remetente”: a Parte de que depender o pessoal militar e civil que se encontrar no território da outra Parte.

    b) “Parte Anfitriã”: a Parte em cujo território se encontrar o pessoal militar e civil da Parte Remetente, em caráter temporário ou em trânsito.

    c) “Membro do pessoal militar”: o pessoal titular de estatuto militar de uma das Partes, que se encontrar, para fins de execução de serviço, no território da outra Parte, em conformidade com o presente Acordo.

    d) “Membro do pessoal civil”: o pessoal civil a serviço do Ministério da Defesa de uma das Partes, que se encontrar, para fins de execução de serviço, no território da outra Parte, em conformidade com o presente Acordo, e que seja natural da Parte Remetente.

    e) “Forças Armadas”: as unidades ou formações do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica, ou de qualquer outro corpo militar de uma das Partes.

    f) “Familiares e dependentes”: cônjuges, descendentes e ascendentes do pessoal militar ou civil da Parte Remetente, bem como todos aqueles que comprovadamente vivam sob a dependência econômica do pessoal militar ou civil, sob o mesmo teto, e que assim estejam expressamente declarados na organização competente de cada Parte, não podendo ser residentes nem nacionais da Parte Anfitriã.

    g) “Falta grave”: um erro grosseiro ou uma negligência grave.

    h) “Falta intencional”: uma falta cometida com a intenção deliberada de causar um dano.

    Artigo 2

    1. A cooperação entre as Partes em matéria de defesa baseia-se em programas que incluem atividades tais como as enumeradas no Artigo 3, cujos pormenores serão definidos mediante acordos ou entendimentos complementares.

    2. A implementação desta cooperação é da competência dos Ministérios da Defesa das duas Partes. Se necessário, as modalidades de implementação poderão ser definidas por via de programas, documentos técnicos específicos ou entendimentos complementares.

    Artigo 3

    1. A cooperação entre as Partes em matéria de defesa tem por objetivo promover as atividades militares, as atividades relacionadas aos equipamentos e sistemas militares, bem como o intercâmbio nas questões de defesa e segurança e toda atividade no domínio da defesa que as Partes julgarem de interesse mútuo, podendo assumir as seguintes formas:

    a) cooperação entre as Partes nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, apoio logístico e aquisição de produtos, equipamentos e serviços de defesa;

    b) reuniões de pessoal, reuniões técnicas e reuniões nos níveis adequados de comando e de gestão;

    c) intercâmbio de instrutores e estudantes de instituições militares;

    d) escalas de navios de guerra, escalas aeroportuárias e visitas mútuas a entidades civis e militares do interesse da defesa;

    e) participação em cursos teóricos e práticos, estágios, seminários, debates e simpósios em entidades militares, bem como em entidades civis de interesse da defesa;

    f) ações conjuntas de treinamento e instrução militar, exercícios militares com o desdobramento de unidades e seus respectivos materiais no território da Parte Anfitriã, durante o tempo necessário para a atividade, respeitando o previsto na legislação da Parte Anfitriã;

    g) compartilhamento de conhecimentos e experiências adquiridos nos campos de operações, na utilização de equipamentos militares de origem nacional ou estrangeira, bem como na participação em operações de manutenção da paz das Nações Unidas;

    h) eventos culturais e desportivos;

    i) implementação e desenvolvimento de programas e projetos de aplicação nas áreas de ciência e tecnologia relacionadas com a defesa, com a possibilidade de participação de entidades militares e civis consideradas estratégicas pelas Partes.

    Título Dois
    Estatuto dos Membros do Pessoal Militar e Civil

    Artigo 4

    1. Quando necessário à implementação de uma das atividades descritas no Artigo 3 do presente Acordo, os membros do pessoal militar e civil de uma das Partes poderão residir temporariamente com seus familiares e dependentes no território da outra Parte. A Parte Remetente transmitirá previamente às autoridades competentes da Parte Anfitriã dados de identificação das pessoas que deverão residir temporariamente no território da Parte Anfitriã, ao abrigo do presente Acordo.

    2. Na ocasião da entrada no território da Parte Anfitriã, os membros do pessoal militar e civil da Parte Remetente devem portar o passaporte e uma ordem de missão individual ou coletiva, expedida pelo serviço competente da Parte Remetente, que ateste a situação do indivíduo ou da unidade e confirme o deslocamento. Os familiares e dependentes deverão ser portadores dos documentos exigidos, previstos pela legislação e pela regulamentação da Parte Anfitriã. Em caso de permanência por período superior a três meses, os membros do pessoal militar e civil da Parte Remetente, bem como seus familiares e dependentes, necessitarão de visto oficial, concedido pelo prazo da missão e prorrogável, se necessário. A expedição do visto oficial será gratuita. As autoridades militares da Parte Anfitriã prestarão toda a assistência possível para superar dificuldades que possam surgir no ingresso, permanência ou retorno dos membros do pessoal militar e militar, ou seus familiares e dependentes, da Parte Remetente a seu país.

    3. Caso seja previsto pela legislação da Parte Anfitriã, os membros do pessoal militar e civil da Parte Remetente, bem como seus familiares e dependentes, devem solicitar uma autorização de estada renovável para quaisquer estadas de duração superior a três meses. As autoridades da Parte Remetente centralizarão os pedidos individuais e os apresentarão aos serviços competentes da Parte Anfitriã, os quais expedirão imediatamente as autorizações de estada, segundo modalidades que poderão ser especificadas por meio de entendimento administrativo. A expedição e a renovação dessas autorizações de estada ficarão isentas do pagamento das respectivas taxas.

    4. As disposições referidas nos parágrafos anteriores não devem ser interpretadas como concessão de direito de residência permanente no território da Parte Anfitriã.

    Artigo 5

    1. Os membros do pessoal militar e civil não podem, em hipótese alguma, estar associados à preparação ou à execução de operações de guerra, nem a ações de manutenção ou de restabelecimento da ordem, da segurança pública ou da soberania nacional, nem intervir nestas operações.

    2. Os membros do pessoal militar e civil, bem como seus familiares e dependentes, devem observar a legislação e a regulamentação da Parte Anfitriã. A Parte Remetente deve informar os membros de seu pessoal, bem como seus familiares e dependentes, quanto à necessidade de respeitar as leis e regulamentos da Parte Anfitriã.

    Artigo 6

    1. Os membros do pessoal militar da Parte Remetente deverão trajar uniformes e portar insígnias militares, em conformidade com a regulamentação em vigor nas suas Forças Armadas. As condições do uso do uniforme serão definidas pelas autoridades militares da Parte Anfitriã.

    2. Os membros do pessoal militar poderão ser detentores de uma arma de serviço no exercício de suas funções. As condições do porte de arma e de sua utilização deverão estar em conformidade com a regulamentação da Parte Anfitriã.

    3. Os membros do pessoal militar e civil, bem como seus familiares e dependentes, titulares de carteira de habilitação expedida pelas autoridades da Parte Remetente, serão autorizados a dirigir, no território da Parte Anfitriã, os veículos das categorias cuja condução seja autorizada pela respectiva carteira de habilitação. Cada Parte validará, sem outros testes ou cursos de condução, as carteiras de habilitação militares expedidas pelas autoridades de uma das Partes ao seu pessoal civil e militar para a condução de veículos militares.

    Artigo 7

    1. As autoridades da Parte Remetente serão responsáveis em matéria de disciplina de seu pessoal. Em caso de comportamento passível de sanções, elas informarão as autoridades da Parte Anfitriã quanto à natureza das eventuais sanções, antes de serem aplicadas.

    2. As autoridades da Parte Anfitriã poderão solicitar que um membro do pessoal militar ou civil da Parte Remetente retorne a seu país, seja em cumprimento de sanções decididas, seja por comportamento contrário ao regulamento de disciplina em vigor nas Forças Armadas da Parte Anfitriã. Para tanto, as autoridades militares competentes deverão intercambiar o regulamento de disciplina em vigor no âmbito de suas Forças Armadas.

    Artigo 8

    1. As infrações cometidas por membro do pessoal militar ou civil da Parte Remetente, bem como aquelas cometidas por um de seus familiares ou dependentes, serão submetidas à competência jurisdicional da Parte Anfitriã, salvo nos seguintes casos, em que será aplicada prioritariamente a competência jurisdicional da Parte Remetente sobre os membros do seu pessoal militar ou civil:

    a) infrações atentatórias unicamente à segurança da Parte Remetente;

    b) infrações atentatórias unicamente aos bens da Parte Remetente;

    c) infrações atentatórias unicamente à pessoa de um outro membro do pessoal militar ou civil da Parte Remetente;

    d) infrações resultantes de qualquer ato cometido durante a execução do serviço; cabe à Parte Remetente determinar se a infração foi cometida na execução do serviço e comunicar tal fato às autoridades da Parte Anfitriã.

    2. Se as autoridades da Parte Remetente renunciarem ao privilégio de exercer seu direito de jurisdição sobre membros do seu pessoal militar ou civil, tal renúncia deverá ser notificada imediatamente às autoridades da Parte Anfitriã.

    3. As autoridades que exercem prioritariamente o seu direito de jurisdição tratarão com prioridade e urgência qualquer solicitação, pela outra Parte, de abandono de qualquer procedimento judicial contra os membros do seu pessoal militar e civil ou de seus familiares e dependentes.

    4. Caso devam responder perante as instâncias judiciais da Parte Anfitriã, os membros do pessoal militar ou civil e seus familiares e dependentes beneficiar-se-ão das garantias processuais fundamentais definidas na legislação da Parte Anfitriã. Essas garantias referem-se notadamente ao direito do acusado a:

    a) ser julgado, dentro de um prazo razoável, que deverá ser o mais breve possível;

    b) ser informado do teor da acusação ou das acusações que lhe são imputadas, e de quaisquer informações úteis à sua defesa;

    c) ser acareado com as testemunhas de acusação;

    d) que sejam apresentadas provas em seu nome e que as testemunhas de defesa sejam obrigadas a apresentar-se, caso previsto na legislação da Parte Anfitriã;

    e) ser representado segundo sua escolha ou ser assistido conforme as leis da Parte Anfitriã;

    f) beneficiar-se de serviços de intérprete, caso necessário;

    g) entrar em contato com um representante da Parte Remetente, a qualquer momento e, quando as regras processuais assim o permitirem, contar com a presença do mesmo durante os procedimentos;

    h) não ser processado por qualquer ato que não constitua infração, conforme a legislação da Parte Anfitriã, no momento em que este ato tenha sido cometido.

    5. A) As autoridades da Parte Remetente e as da Parte Anfitriã cooperarão para interpelar e, se for o caso, deter um membro do pessoal militar ou civil, ou de seus familiares e dependentes, inclusive nas dependências postas à disposição da Parte Remetente.

    B) As autoridades da Parte Anfitriã notificarão imediatamente as autoridades da Parte Remetente quanto à detenção de quaisquer membros do pessoal militar ou civil, ou de seus familiares e dependentes.

    C) As Partes consultar-se-ão e cooperarão para proporcionar as condições de detenção mais apropriadas para um membro do pessoal militar ou civil da Parte Remetente, ou de seus familiares e dependentes, sobre o qual as autoridades da Parte Anfitriã exerçam jurisdição e cuja detenção for julgada necessária.

    6. As autoridades das Partes Anfitriã e Remetente prestarão assistência mútua na condução das investigações, na coleta de provas, inclusive a apreensão e, se for o caso, na entrega de meios de prova e dos objetos da infração.

    7. A devolução de meios de prova e objetos da infração apreendidos que interessem ao processo não deverá ser efetuada antes do trânsito em julgado da sentença. Os mesmos poderão, no entanto, ser restituídos com a anuência da autoridade que realizou a apreensão e dentro de um prazo estabelecido pela autoridade que determina a entrega.

    8. Uma vez processado e julgado em conformidade com as disposições do presente Artigo, um membro do pessoal militar ou civil, ou de seus familiares e dependentes, não poderá ser novamente julgado pela Parte Remetente ou, conforme o caso, pela Parte Anfitriã, pelos mesmos fatos ou atos que ensejaram o primeiro julgamento. Nenhuma disposição do presente parágrafo impedirá, porém, que as autoridades da Parte Remetente apliquem sanção a um membro de seu pessoal militar ou civil por qualquer inobservância às regras de disciplina que tenha constituído uma infração previamente julgada pelas autoridades da Parte Anfitriã.

    Artigo 9

    1. As autoridades das duas Partes cooperarão para garantir a segurança no interior das instalações postas à disposição das Forças Armadas da Parte Remetente.

    2. As autoridades da Parte Remetente, com o acordo das autoridades da Parte Anfitriã, poderão tomar as medidas necessárias para garantir a segurança interna das instalações postas a sua disposição, bem como de seus equipamentos, bens, arquivos e informações oficiais, nos termos da legislação da Parte Anfitriã.

    3. As autoridades da Parte Anfitriã serão responsáveis pela segurança externa das instalações postas à disposição das Forças Armadas da Parte Remetente.

    4. As Forças Armadas da Parte Remetente têm o direito de manter dispositivo policial para garantir a disciplina de seu pessoal e a segurança, no interior das instalações postas a sua disposição. Este dispositivo policial poderá, com o acordo e a cooperação das autoridades da Parte Anfitriã, intervir fora das instalações, na medida em que tal intervenção seja necessária para a manutenção da segurança das referidas instalações ou da disciplina e ordem entre os membros de seu pessoal militar e civil.

    Artigo 10

    Em matéria de tributação dos membros do pessoal civil e militar, são aplicáveis as disposições da Convenção entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Francesa para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada em 10 de setembro de 1971.

    Artigo 11

    1. Sem prejuízo das exceções previstas no presente Artigo, os membros do pessoal militar e civil e seus familiares e dependentes submeter-se-ão às leis e regulamentos, cuja aplicação é confiada à administração aduaneira da Parte Anfitriã. Os agentes aduaneiros têm, notadamente, o direito de proceder, nas condições gerais previstas pela legislação e pela regulamentação em vigor no território da Parte Anfitriã, à inspeção dos membros do pessoal militar e civil e de seus familiares e dependentes, bem como de suas bagagens e veículos pessoais; também têm o direito de efetuar apreensão, em conformidade com a referida legislação e regulamentação.

    2. As Partes cooperarão para garantir a segurança e a confidencialidade dos documentos oficiais sob lacre oficial que transitem entre seus respectivos territórios.

    3. As Forças Armadas de uma Parte poderão enviar ao território da outra Parte, sob o regime aduaneiro especial de admissão temporária, com suspensão total dos impostos e taxas devidos, por um período de 24 meses prorrogáveis por igual período, os equipamentos, veículos e materiais destinados a seu uso exclusivo e necessários à realização dos objetivos previstos no presente Acordo.

    4. As provisões destinadas ao uso exclusivo das Forças Armadas no território da Parte Anfitriã beneficiar-se-ão, quando em quantidades razoáveis, do regime aduaneiro de importação com isenção dos tributos incidentes na referida operação.

    5. O regime de admissão temporária, bem como de isenção de impostos, estarão sujeitos à concessão de autorização pelas autoridades aduaneiras e serão instruídos com documentos aduaneiros e um certificado assinado por funcionário devidamente habilitado pela Parte Remetente, e cuja forma deverá ser aceita pelas Partes. A designação do funcionário habilitado a assinar os documentos, assim como os modelos de assinaturas e de carimbos utilizados, serão objeto de comunicação à administração aduaneira da Parte Anfitriã.

    6. A concessão dos regimes de admissão temporária e de importação com isenção de tributos deverá estar condicionada à autorização prévia dos órgãos competentes da Parte Anfitriã.

    7. Os membros do pessoal militar e civil poderão, durante os seis meses a contar de sua chegada ao território da Parte Anfitriã, com vistas a iniciar o serviço, ou durante os seis meses a contar da chegada de seus familiares e dependentes, importar, sob o regime aduaneiro especial de admissão temporária com suspensão total de tributos, para o período de permanência, os objetos e móveis pessoais, assim como veículos motorizados de uso particular, necessários a sua instalação no território da Parte Anfitriã. Os artigos de consumo corrente dos membros do pessoal militar e civil, em quantidades compatíveis com as necessidades de uma família, poderão ser importados sob o regime de importação com isenção de tributos.

    8. Os veículos emplacados em série especial militar pertencentes às Forças Armadas da Parte Remetente gozarão de isenção das taxas que porventura sejam devidas em virtude da circulação dos veículos em vias públicas, nas mesmas condições que para os veículos das Forças Armadas da Parte Anfitriã.

    9. Os bens e mercadorias importados sob a égide do presente Acordo, com isenção de tributos ou sob o regime aduaneiro especial de admissão temporária com suspensão total dos tributos devidos, poderão ser reexportados, com isenção de tributos, sob a condição de que seja apresentado à autoridade aduaneira da Parte Anfitriã um certificado emitido pela Parte Remetente nas condições previstas no parágrafo 5 do presente Artigo. A autoridade aduaneira conserva o direito de verificar se os bens reexportados são os descritos no certificado e se foram realmente importados nas condições previstas no presente Artigo. Os bens e mercadorias importados com isenção de tributos normalmente não poderão ser cedidos a título oneroso ou gratuito no território da Parte Anfitriã. Todavia, em casos especiais, uma cessão ou destruição poderá ser autorizada, observadas as condições impostas pelas autoridades competentes da Parte Anfitriã.

    10. A Parte Anfitriã fornecerá e cobrará da Parte Remetente, nas mesmas condições que as consentidas às Forças Armadas da Parte Anfitriã, os combustíveis e lubrificantes destinados ao uso oficial das Forças Armadas da Parte Remetente para os veículos, navios e aeronaves a ela pertencentes, bem como para as instalações postas a sua disposição.

    11. Os navios e as aeronaves das Forças Armadas da Parte Remetente, em trânsito no território Parte Anfitriã, estarão isentos de taxas portuárias e aeroportuárias, nas mesmas condições que os navios e as aeronaves pertencentes às Forças Armadas da Parte Anfitriã.

    12. As autoridades militares das Partes Anfitriã e Remetente prestarão auxílio mútuo para quaisquer formalidades administrativas e técnicas necessárias à implementação das disposições do presente Artigo.

    13. No caso de bens suscetíveis de serem apreendidos pelas autoridades aduaneiras da Parte Anfitriã, as autoridades das Forças Armadas da Parte Remetente darão toda a assistência e informações necessárias a essas autoridades, a fim de evitar que os referidos bens sejam apreendidos. Nos casos em que haja apreensão, a Parte Anfitriã fornecerá à Parte Remetente todas as informações relativas ao caso.

    14. As autoridades das Forças Armadas da Parte Remetente comprometer-se-ão a fazer tudo o que estiver a seu alcance para que os direitos, tributos e multas devidos sejam pagos pelos membros do pessoal militar e civil, bem como por seus familiares e dependentes.

    Artigo 12

    1. O falecimento de um membro do pessoal militar ou civil deverá ser declarado ao registro civil competente da Parte Anfitriã. O falecimento deve ser constatado por um médico habilitado da Parte Anfitriã, que expedirá o atestado de óbito.

    2. Se a autoridade judiciária nacional da Parte Anfitriã ordenar a autópsia, a mesma deverá ser efetuada pelo médico designado pela autoridade judiciária. As autoridades competentes da Parte Remetente poderão assistir à autópsia, se a legislação da Parte Anfitriã assim o permitir.

    3. As autoridades competentes da Parte Remetente poderão dispor dos restos mortais tão logo a autorização lhes tiver sido notificada pela autoridade competente da Parte Anfitriã. O transporte do corpo será efetuado em conformidade com a regulamentação da Parte Anfitriã.

    Título Três
    Contencioso

    Artigo 13

    1. Cada uma das Partes renuncia a quaisquer pedidos de indenização à outra Parte, bem como aos membros do pessoal militar e civil da Parte em questão, quanto a danos causados a bens do Estado, salvo em caso de falta grave ou intencional:

    a) se o dano foi causado por um membro do pessoal militar ou civil no exercício de suas funções, no âmbito do presente Acordo; ou

    b) se o dano foi causado por veículo, navio ou aeronave de uma Parte e utilizado por suas Forças Armadas, sob a condição de que o veículo, navio ou aeronave que tiver causado o dano tenha sido utilizado para atividades exercidas no âmbito do presente Acordo, ou de que o dano tenha sido causado a bens utilizados nas mesmas condições.

    2. Os pedidos de indenização por salvamento, formulados por uma Parte à outra Parte, serão objeto da mesma renúncia de que trata o parágrafo anterior, em casos em que o navio, a aeronave ou a carga recuperados sejam propriedade da Parte em questão e utilizados por suas Forças Armadas por ocasião de atividades empreendidas no âmbito do presente Acordo.

    3. Cada uma das Partes renuncia a requerer indenização à outra Parte no caso em que um membro do pessoal militar ou civil sofra ferimentos ou venha a falecer durante a execução do serviço, salvo em caso de falta grave ou intencional.

    4. A determinação da ocorrência de falta grave ou intencional é da competência das autoridades da Parte de que depender o autor da falta. Em caso de danos materiais, de ferimentos ou de morte resultantes de falta grave ou intencional, as Partes devem realizar consultas para a determinação da responsabilidade e do montante da indenização. A Parte de que depender o autor da falta assumirá o ônus da reparação do dano.

    5. Os pedidos de indenização em virtude de ato cometido por membro do pessoal militar ou civil, no âmbito da execução do serviço pelo qual a Parte Remetente for responsável, e que tenha causado, no território da Parte Anfitriã, danos a terceiros que não sejam os referidos nos parágrafos 1 e 3 do presente Artigo, ou aos seus bens, serão resolvidos pela Parte Anfitriã, em conformidade com as seguintes disposições:

    a) os pedidos de indenização serão iniciados, instruídos e as decisões tomadas em conformidade com as leis e regulamentos da Parte Anfitriã;

    b) a Parte Anfitriã poderá estipular o valor desses danos após consulta à Parte Remetente e procederá ao pagamento das indenizações atribuídas na sua própria moeda;

    c) esse pagamento, quer resulte de solução amigável ou de decisão da jurisdição competente da Parte Anfitriã, ou ainda da decisão da referida jurisdição em indeferimento das pretensões do requerente, é vinculante para as Partes;

    d) qualquer indenização paga pela Parte Anfitriã será levada ao conhecimento da Parte Remetente, a qual receberá, ao mesmo tempo, um relatório circunstanciado e uma proposição de repartição de encargos, estabelecida em conformidade com as alíneas “e(i)” e “e(ii)” abaixo; na ausência de resposta no prazo de dois meses, a proposição será considerada como tendo sido aceita;

    e) o ônus das indenizações para a reparação dos danos referidos nas alíneas anteriores do presente Artigo será assumido pelas Partes, conforme os seguintes critérios:

    (i) quando for responsável, a Parte Remetente assumirá a totalidade da reparação dos danos;

    (ii) quando a responsabilidade for de ambas as Partes, ou quando não for possível atribuir a responsabilidade a nenhuma das Partes, o montante das indenizações será repartido entre as mesmas, em partes idênticas;

    f) nenhuma medida de execução poderá ser praticada contra um membro do pessoal militar ou civil, quando uma sentença tiver sido pronunciada contra o mesmo no território da Parte Anfitriã, em se tratando de um litígio originado por ato praticado durante a execução do serviço, no âmbito do presente Acordo.

    6. As autoridades das Partes prestar-se-ão assistência na busca das provas necessárias a um exame equânime e a uma decisão condizente com os pedidos de indenização relativos aos danos previstos no presente Artigo.

    7. Cabe à Parte Remetente determinar se um ato lesivo foi cometido por membro militar ou civil da Parte Remetente na execução do serviço e informar as autoridades da Parte Anfitriã.

    8. Nenhuma disposição do presente Título poderá ser interpretada ou considerada como uma renúncia da Parte Remetente a seus direitos decorrentes da imunidade soberana dos Estados.

    Título Quatro
    Apoio da Parte Anfitriã

    Artigo 14

    As autoridades da Parte Anfitriã tomarão as medidas apropriadas para que sejam postos à disposição das Forças Armadas e dos membros do pessoal militar e civil os imóveis e os serviços necessários ao bom funcionamento dos mesmos. Acordos e entendimentos que estipulem os direitos e obrigações originadas da ocupação ou da utilização de imóveis, bem como do uso dos serviços e servidões respectivos, serão regidos pelas leis da Parte Anfitriã.

    Artigo 15

    1. Durante a execução das atividades previstas no âmbito do presente Acordo, o pessoal militar e civil da Parte Remetente terá acesso gratuito às consultas proporcionadas pelos serviços médicos e dentários das Forças Armadas da Parte Anfitriã.

    2. A assistência médica será prestada a título oneroso para a Parte Remetente nos seguintes casos:

    A) intervenção, hospitalização, tratamento médico ou dentário prestado em estabelecimentos civis ou militares;

    B) evacuação ou repatriação de pessoal enfermo, ferido ou falecido.

    Artigo 16

    1. As Forças Armadas da Parte Remetente poderão desenvolver atividades, para fins de instrução e de treinamento, no território e nos espaços marítimo e aéreo sob soberania da Parte Anfitriã. Tais atividades só poderão ser desenvolvidas após consentimento da Parte Anfitriã, segundo as normas do direito internacional e nos termos das condições estipuladas entre as Partes.

    2. Cada uma das Partes será responsável pela definição e pela execução das missões que confiar às tripulações de suas aeronaves, veículos ou navios.

    3. A organização e as condições relativas ao comando e controle dessas atividades serão regulamentadas por meio de documentos operacionais concluídos entre as Forças Armadas das Partes.

    Artigo 17

    A Parte Anfitriã expedirá à Parte Remetente, por via diplomática, as autorizações apropriadas para o sobrevôo e escalas marítimas.

    Artigo 18

    1. A Parte Remetente poderá obter, comprar ou alugar localmente os bens e serviços de que necessitar, no âmbito do presente Acordo.

    2. A Parte Remetente poderá solicitar a assistência das autoridades da Parte Anfitriã para a compra ou a locação de bens ou serviços, conforme a regulamentação em vigor no território da Parte Anfitriã.

    Artigo 19

    1. A Parte Remetente poderá empregar a mão-de-obra local de que necessitar, respeitada a legislação da Parte Anfitriã relativa às condições de emprego e de remuneração dessa mão-de-obra.

    2. A mão-de-obra em questão não será em hipótese alguma considerada como parte integrante do pessoal militar ou civil.

    Artigo 20

    1. Qualquer instalação de sistemas de comunicação das Forças Armadas da Parte Remetente deverá ser submetida ao exame da Parte Anfitriã. A construção, manutenção e utilização dos referidos sistemas de comunicação efetuar-se-ão segundo termos e condições a serem estipulados entre a Parte Anfitriã e a Parte Remetente.

    2. As Forças Armadas da Parte Remetente utilizarão somente as freqüências que lhes forem atribuídas pelas autoridades da Parte Anfitriã. O procedimento de atribuição, mudança, retirada ou restituição de freqüências será fixado mediante acordo entre as autoridades competentes das Partes.

    3. As autoridades da Parte Anfitriã somente fornecerão a terceiros informações relativas às freqüências utilizadas pelas Forças Armadas da Parte Remetente mediante o consentimento das mesmas.

    4. A Parte Anfitriã concederá facilidades, no seu território, à Parte Remetente para suas operações postais e telegráficas e para as dos membros do pessoal militar e civil e de seus familiares e dependentes. As disposições pormenorizadas relativas a essas facilidades deverão ser definidas de comum acordo.

    Artigo 21

    1. Cada Parte será responsável por suas despesas, incluindo:

    a) os custos de transporte de e para o ponto de entrada no território da Parte Anfitriã;

    b) as despesas relativas a pessoal, inclusive as de alimentação e de alojamento.

    2. Todas as atividades desenvolvidas no âmbito do presente Acordo estarão sujeitas à disponibilidade de recursos orçamentários das Partes.

    Artigo 22

    1. Quaisquer trocas de informações classificadas serão efetuadas nos termos das disposições do Acordo de Segurança Relativo às Trocas de Informação de Caráter Sigiloso entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Francesa, de 2 de outubro de 1974.

    2. As respectivas responsabilidades e obrigações das Partes quanto à segurança e proteção de informações classificadas continuarão aplicáveis mesmo após o término do presente Acordo.

    Título Cinco
    Disposições Finais

    Artigo 23

    Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou aplicação do presente Acordo será resolvida por meio de consultas e de negociações entre as Partes, por via diplomática.

    Artigo 24

    1. Cada uma das Partes notificará à outra o cumprimento das formalidades exigidas no seu território para a entrada em vigor do presente Acordo. O mesmo entrará em vigor 30 dias após a data da última notificação.

    2. O presente Acordo poderá ser emendado ou modificado a qualquer momento, por escrito, de comum acordo entre as Partes.

    3. Os programas de atividades decorrentes do presente Acordo serão implementados por meio de acordos ou entendimentos complementares a serem estabelecidos entre as Partes.

    4. O presente Acordo permanecerá em vigor até que, a qualquer momento, uma das Partes decida, mediante notificação por escrito e por via diplomática, informar a outra de sua intenção de denunciá-lo. Neste caso, deixará de vigorar no prazo de 90 dias a partir da data de recepção da denúncia pela outra Parte.

    5. Feito em , em de de 2008, em dois exemplares, nos idiomas português e francês sendo ambos os textos igualmente autênticos.

    PELO GOVERNO DA REPÚBLICA
    FEDERATIVA DO BRASIL:

    PELO GOVERNO DA REPÚBLICA
    FRANCESA:

  88. “e esta?… quando parecia tudo inclinar-se para o Su-30… Eis que aparece esta notícia (bem plausível e de encontro ao estabelecimento de parcerias que por aqui já defendi) que torna a dar vantagem ao Rafale…”

    DEFESA
    DEFESA@NET 02 Fevereiro 2008
    Correio Braziliense 02 Fevereiro 2008

    Viagem França – Rússia
    Jogada de mestre

    Claudio Dantas Sequeira

    O ministro Nelson Jobim desembarca hoje em Moscou para a segunda fase de sua turnê internacional pelo mercado de defesa. Leva na maleta uma proposta que promete tirar o sono de ninguém menos que… Hugo Chávez. É que as cúpulas do Kremlin e do Planalto negociam em segredo a instalação em território brasileiro de um parque industrial para manutenção dos caças de combate russos e, possivelmente, helicópteros. Os mesmos que o caudilho venezuelano tem adquirido, às dezenas, com seus petrodólares. Chávez gastou US$ 3 bilhões em 24 Sukhoi Su-30MK2 e 33 helicópteros blindados de ataque, inclusive o poderoso Mi-35. Mas o acordo foi meramente comercial e não incluiu troca de tecnologia. Se fechado o negócio com o governo Lula, Chávez será obrigado a fazer a manutenção de suas aeronaves no Brasil. Nas palavras de um diplomata, “ele virá comer nas nossas mãos”.

    Nunca antes na história deste país… se teve chance tão boa para garantir superioridade estratégica em relação à Venezuela, com incrível poder de contenção das estripulias bolivarianas. Os russos pensaram em montar seu aparato industrial lá em solo venezuelano, mas toparam com dois problemas: a carência de mão-de-obra especializada e um desgaste desnecessário (e extremamente arriscado) com os EUA — uma espécie de reedição da crise dos mísseis em Cuba, em 1962.

    Para efeitos do novo programa de reaparelhamento brasileiro (F-X2), os russos mantêm a oferta de transferência de tecnologia a partir da compra de 36 aparelhos Sukhoi-35. Também se analisa a participação do programa russo PAK-FA T-50, um avião de combate de 5ª geração, que já conta com a participação da Índia. Para Lula, a parceria com os russos é complementar à aliança estratégica com a França. Enquanto a produção de helicópteros Cougar com o consórcio EADS acalma o poderoso lobby da Embraer, o negócio com os aviões russos satisfaz o comando da FAB. A Marinha terá seus submarinos e o Exército, seus blindados, sejam de Paris ou Moscou. Quanto mais diversificação, maior a autonomia do país.

  89. Thomas

    Caramba!!! O cidadão colocou todo o sofa no site!!! era só colocar o link amigo, tu coloca um texto gigante desse em um fórum de discussão!!! Com todo respeito, já estamos mudando o rumo das discussões desse tópico.

  90. Thomas

    Caramba!!! O cidadão colocou todo o sofa no site!!! era só colocar o link amigo, tu coloca um texto gigante desse em um fórum de discussão!!! Com todo respeito, já estamos mudando o rumo das discussões desse tópico.

    >>Luis Fernando (02:04:48) :

    Eis a íntegra do acordo Brasil – França:

    Acordo Brasil-França: SOFA
    (Status of Forces Agreement) <<<

  91. Do site Poder Naval Online
    DOSSIÊ

    Hellenic Navy

    O submarino grego Proteus, da classe IKL-209. É o tipo de submarino convencional mais usado no mundo

    Submarinos convencionais
    e nucleares de ataque

    ——————————————————————————–

    Este artigo examina as características operacionais dos submarinos convencionais e nucleares, as quais permitem analisar comparativamente os dois tipos de plataformas. Julgamos mais do que oportuna a leitura deste trabalho, tendo em vista a melhor compreensão do programa de construção de submarinos da Marinha do Brasil, que hoje produz submarinos convencionais e que planeja, no futuro, lançar ao mar o primeiro submarino nuclear brasileiro

    ——————————————————————————–

    n Alexandre Galante

    Os submarinos modernos são plataformas de armas que podem se manter por longos períodos em alto mar, com um mínimo de apoio logístico. Sua operação, diferentemente dos navios de superfície, independe das condições climáticas. Os submarinos continuam sendo de difícil detecção, apesar da evolução tecnológica dos sensores e das táticas anti-submarino; ao contrário das forças de superfície, eles são imunes à detecção por satélite.

    A grande vantagem dos submarinos reside no fato de que eles operam totalmente no meio líquido, aproveitando-se da propagação anômala do som na água para se ocultar e detectar sempre com antecedência as forças de superfície, o que lhes dá a iniciativa das ações.

    A maneira como as ondas sonoras podem ser refletidas ou refratadas nos oceanos ainda não é bem conhecida. Na maioria das vezes, as condições de mar, salinidade e pressão da água prejudicam o desempenho dos sonares ativos (que emitem o característico “ping”) dos navios e favorecem os submarinos, que usam sonar passivo (apenas de escuta). Aproveitando-se dessas características, os submarinos são relativamente invulneráveis, podendo ser enviados a qualquer zona marítima, mesmo aquelas sob controle do inimigo.
    A relação custo/benefício dos submarinos também é muito favorável, já que estes possuem um elevado poder de combate por baixo custo operacional, no caso dos submarinos convencionais.

    US Navy

    Concepção artística de um submarino nuclear de ataque da classe “Seawolf” engajando alvos submarinos, de superfície e terrestres
    Mesmo sem usar suas armas, a presença provável de um submarino já compromete importantes recursos do oponente, que passa a usar navios, equipamentos e horas de vôo em busca de uma posição precisa da ameaça.

    Os submarinos podem operar contra alvos de superfície e são as armas ideais contra outros submarinos, já que operam no mesmo meio e podem mudar de profundidade para melhorar o desempenho do sonar. São apropriados para tarefas de reconhecimento e de coleta de informações (Inteligência), graças à sua discrição e também são perfeitos para o patrulhamento de zonas marítimas próprias e para atacar forças navais hostis.

    Em tempos de crise, os submarinos podem operar em apoio a outras unidades navais. As capacidades já mencionadas dos submarinos são fatores vantajosos a serem empregados na busca de soluções pacíficas para uma crise diplomática, graças ao seu poder de dissuasão.
    O submarino tem a capacidade de impedir que um inimigo, mesmo mais poderoso, utilize zonas e vias marítimas impunemente.

    O submarino representa ainda a terceira dimensão em operações combinadas anti-submarino (A/S). Para que as operações A/S sejam realmente eficazes, é preciso dispor de capacidade para atacar um submarino inimigo do ar, da superfície ou de debaixo d’água. O submarino é parte essencial do conceito de operações navais combinadas, onde forças aeronavais e submarinos se complementam com grande eficiência para alcançar objetivos comuns.

    Os tipos de submarinos quanto à propulsão

    Reprodução

    Esquema simplificado do sistema de propulsão nuclear do um submarino britânico da classe “Astute”. O reator aquece a água para produzir vapor e girar as turbinas
    O submarino nuclear (SSN) é propulsado por turbinas, que funcionam movidas com vapor produzido num gerador, aquecido por um reator nuclear. Alguns submarinos nucleares usam um motor elétrico para movimentar a hélice, com o propósito de diminuir o nível de ruído. Ao contrário dos motores diesel, o reator não precisa de ar fresco para funcionar e seu ciclo de abastecimento de combustível é anual. A renovação de ar a bordo é feita por um gerador de oxigênio que também extrai o CO2. Em conseqüência disso, o período de imersão de um SSN fica limitado apenas ao estado moral da tripulação e enquanto durarem os alimentos ou a munição a bordo.

    O submarino convencional (SSK), por outro lado, é equipado com motores elétricos que recebem energia de baterias, as quais são carregadas por dínamos movidos por motores diesel. O motor diesel, sendo um tipo de motor de combustão interna, precisa de ar para misturar com o combustível, tornando-se esta sua maior restrição.

    Reprodução

    O uso do esnorquel representa uma desvantagem, pois seus mastros expõem o submarino à detecção visual e de radar
    Depois que a energia das baterias se esgota, o submarino precisa recarregá-las usando o respirador esnorquel (aportuguesamento do nome original alemão schnorkel), um mastro que permite ao submarino em profundidade de periscópio renovar o ar ambiente e fazer funcionar os motores diesel. Mesmo sem precisar vir à superfície, o uso do esnorquel representa uma desvantagem, pois seus mastros expõem o submarino à detecção visual e de radar — se bem que o uso de sistemas ESM pelos submarinos enquanto esnorqueiam, reduz a probabilidade de detecção. Por outro lado, os motores diesel são bem mais ruidosos que os motores elétricos, aumentando as chances de detecção do submarino por navios, aeronaves e por submarinos inimigos.

    Mais recentemente, começaram a surgir os primeiros submarinos de propulsão híbrida, que permitem aos SSK permanecer mais tempo sob a água, sem que seja necessário recorrer ao uso do esnorquel. Esses sistemas, conhecidos como AIP (Air Independent Propulsion), começaram a ser pesquisados no fim da Segunda Guerra Mundial, como o sistema Walter de peróxido de hidrogênio, mas não obtiveram sucesso na época, devido aos elevados custos e problemas técnicos. Com a tecnologia de hoje, porém, os motores de circuito fechado se tornaram viáveis e estão sendo oferecidos basicamente por quatro construtores de submarinos: o Kockums (sueco), HDW (alemão), DCN francês e o RDM holandês.

    Os sistemas AIP são uma fonte auxiliar de energia que dão ao SSK a capacidade de se manter mergulhado por duas ou três semanas em sua zona de patrulha, impulsionado por estes motores, sem a necessidade de recarregar as baterias e consequentemente, sem precisar usar o esnorquel.

    Velocidade

    No submarino nuclear a velocidade é função direta da quantidade de vapor que entra na turbina. Uma alta velocidade, quando submerso, não representa problema, pois o reator tem capacidade de produzir mais calor do que realmente é necessário ao gerador. Sendo assim, tanto os SSBN – Submarinos Lançadores de Mísseis Balísticos (que estão fora do escopo deste artigo), como os SSN (Submarinos Nucleares de Ataque), são capazes de atingir pelo menos 25 nós submersos, sendo que a maioria dos SSN pode atingir velocidades maiores que 30 nós. Nessas velocidades, porém, o submarino nuclear fica “surdo”, incapaz de detectar outros alvos e faz muito ruído, sendo facilmente detectável por outros submarinos, navios e aeronaves. O uso de altas velocidades só é feito em deslocamentos em grande profundidade, onde as camadas termais e a pressão da água atenuam o ruído das hélices.

    US Navy

    Os SSN da classe “Los Angeles” são capazes de atingir velocidades superiores a 30 nós quando submersos, sendo mais rápidos que muitos navios
    Nos submarinos convencionais, a velocidade quando em imersão depende do tamanho e da capacidade das baterias. A qualidade das baterias tem sido melhorada, sendo que hoje em dia, a velocidade média dos SSK submersos fica em torno de 17 nós; em alguns tipos de submarinos, essa velocidade passa de 20 nós.

    O submarino de projeto alemão TR-1700 usado na Marinha Argentina e a classe “Upholder” britânica (adquirida pelo Canadá), são capazes de atingir 25 nós submersos. Entretanto, é importante notar que o tempo de permanência nesta velocidade é bem reduzido (aproximadamente uma hora), sendo necessário logo após recarregar as baterias.

    Custos e tripulação

    O investimento para a construção de um submarino nuclear é muito alto. Um novo SSN custa, em média, US$800 milhões, enquanto um submarino convencional de 2.500t custa cerca de US$200 milhões. Em outras palavras, um submarino diesel custa 25% de um nuclear e precisa de cerca de 30% da tripulação daquele. Um SSN típico embarca cerca de 120 homens, enquanto um SSK precisa somente de 40. É interessante notar que os antigos submarinos convencionais precisavam de mais de 70 homens para funcionar, pois não contavam com o nível de automação dos submarinos de hoje.

    Bofors

    Apesar do avanço tecnológico, os torpedos – como o sueco Bofors 2000 –, continuam sendo a principal arma dos submarinos

    Armamento, equipamentos e sensores

    Existe muita variedade de armas e equipamentos normalmente utilizados nos dois tipos de submarinos. O torpedo continua sendo a principal arma de ambos e para tanto, tem sido constantemente aperfeiçoado.

    A maioria dos torpedos atuais têm 533mm de diâmetro e são guiados a fio na primeira fase da trajetória, recebendo atualizações de rumo do submarino lançador, para compensar as mudanças de rumo do alvo. Na fase intermediária e final da trajetória, os torpedos passam a usar seu próprio sistema de guiagem, que emprega um sonar ativo/passivo. Os torpedos modernos são cada vez mais resistentes a contramedidas, podendo discernir entre falsos ecos e o alvo verdadeiro, através de software programável. Cada submarino pode ter até oito tubos para lançamento de torpedos.

    A sofisticação cada vez maior dos torpedos e dos sistemas de direção de tiro dos submarinos têm causado alguns problemas de integração torpedo/submarino em algumas Marinhas. Na Guerra das Malvinas, o submarino nucelar britânico HMS Conqueror afundou o cruzador argentino General Belgrano usando torpedos antigos Mk.8 de trajetória reta, mesmo tendo modernos torpedos Tigerfish Mk.24 a bordo. Em contrapartida, o submarino argentino San Luis, tipo IKL-209, lançou diversos torpedos modernos SST-4 de fabricação alemã contra navios ingleses, sem contudo conseguir acertar nenhum alvo. Verificou-se depois que estes torpedos tiveram sua manutenção feita erroneamente pelos argentinos, o que acabou prejudicando o funcionamento das armas.

    Reprodução

    Além dos torpedos, alguns submarinos podem usar mísseis anti-navio como o Sub-Harpoon, através dos tubos de torpedo e podem lançá-los em imersão
    Além dos torpedos, alguns submarinos podem lançar mísseis anti-navio através dos tubos de torpedo, e podem lançá-los em imersão. Para isso os tubos têm que ser adaptados para tal, já que, diferentemente dos torpedos, o casulo que encerra o míssil não dispõe de propulsão e tem que ser “empurrado” para fora do tubo.

    Os britânicos, americanos, israelenses, holandeses, canadenses, japoneses e australianos, entre outros, usam o Sub-Harpoon. Já os franceses, usam o Exocet SM-39. Alguns submarinos americanos também são capazes de lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk através de tubos de torpedo ou tubos especiais, que podem ser usados contra navios e alvos em terra. Os submarinos russos também empregam mísseis anti-navio e de cruzeiro de vários tipos.

    Os submarinos também podem lançar minas especiais pelos tubos de torpedos, o que viabiliza a minagem de entrada de portos e bases navais inimigas, já que podem realizar o trabalho sem serem vistos.

    O sonar passivo é o sensor mais usado pelo submarino moderno, mas pode-se usar o sonar ativo também em casos especiais, embora este denuncie a posição do submarino. Normalmente os hidrofones e transdutores de sonar são montados na proa, mas existem submarinos em que os hidrofones são distribuídos ao longo do casco. Alguns submarinos usam sonares rebocados (towed array), que consistem em vários hidrofones dispostos em linha, em cabos de até 1.000m de comprimento. Os sonares tipo towed array são pouco afetados pelo ruído do próprio submarino, desde que sejam rebocados a baixas velocidades e são ideais para a detecção de submarinos inimigos.

    Inicialmente os sonares só podiam obter a direção do alvo, mas não podiam obter a distância. Atualmente, porém, existem vários métodos para a determinação da distância do alvo, dado essencial para o uso de quaquer arma. Um método muito usado é o de tomar uma série de marcações (direção) do contato em intervalos regulares, estimando a velocidade do alvo e usando um computador para calcular a distância por geometria.

    O uso do periscópio ainda é necessário em muitas ocasiões; a maioria dos modelos modernos são dotados de visores infravermelho, com capacidade de emprego noturno e alguns submarinos também dispõem de antenas de ESM acopladas, garantindo o alarme antecipado contra radares de navios e aeronaves que possam estar detectando o periscópio.

    Submarino convencional versus nuclear

    Os tecnologia empregada nos submarinos convencionais (SSK) têm evoluído muito nos últimos anos. Eles têm recebido baterias de maior capacidade, o que lhes permite operar por muito mais tempo entre cargas e usar altas velocidades por maiores períodos; os materiais e projeto dos cascos permitem maiores profundidades de operação; coberturas de borracha anecóica nos cascos absorvem as ondas de sonar ativo, minimizando a probabilidade de detecção por navios e helicópteros; sonares mais modernos, acoplados a modernos sistemas computadorizados de combate, têm multiplicado a capacidade de combate do submarino convencional.

    Entretanto, a baixa velocidade dos SSK continua sendo um fator limitativo de sua operação. O mastro do esnorquel periodicamente é içado para que os motores diesel recarreguem as baterias, e o período em que o submarino passa esnorqueando corresponde normalmente a cerca de 5% do tempo total que ele passa submerso.

    Para um submarino de porte médio, o raio de ação submerso na velocidade econômica, após esnorquear, pode atingir até 500 milhas marítimas, ou 100 horas, mas terá que em seguida esnorquear por cerca de 5 horas, para recarregar suas baterias completamente. Os novos SSK, porém, dotados de propulsão híbrida AIP, vão poder permanecer submersos por muito mais tempo antes de esnorquear.

    Reprodução

    Os “Collins” australianos estão entre os mais modernos submarinos convencionais. Dispõem de towed array, mísseis anti-navio e provisão para AIP
    Em termos de comparação com um SSK, um SSN pode escolher qualquer velocidade para seu trânsito, mas para manter o baixo nível de ruído, a velocidade normalmente é limitada a 10 nós. A velocidade também é fator importante em missões de patrulha numa área com poucos submarinos disponíveis. As primeiras informações que os submarinos receberiam da aproximação dos submarinos inimigos, seriam dadas pelo serviço de Inteligência ou pelos aviões de patrulha anti-submarino que, normalmente, fazem patrulha avançada na direção da ameaça. Sendo a distância do contato inimigo e o submarino em patrulha bastante grande, a velocidade do submarino em patrulha é importante, para que ele possa posicionar-se vantajosamente visando o ataque.

    Se apenas SSK forem empregados em patrulha, será necessário uma quantidade maior desses submarinos do que nucleares. Adicionalmente, será necessário colocar as aeronaves em patrulha mais avançada, a fim de prover informações suficientes a tais submarinos. Com as informações provenientes das aeronaves, referentes aos contatos obtidos e ao acompanhamento dos submarinos inimigos, os submarinos de patrulha poderão melhor se posicionar para detectar o invasor com seus próprios sensores.

    Os SSK podem ser usados em conjunto com os SSN, sendo os convencionais mais silenciosos que os nucleares, o que é uma vantagem dos primeiros, sobretudo em águas rasas.

    Os convencionais são menores em comprimento e boca e, logicamente, são mais difíceis de serem detectados por sonar ativo. O investimento financeiro e operativo dos SSK é também menor, mas por outro lado, a baixa velocidade quando submersos, impõe a utilização de um maior número de submarinos deste tipo para patrulhar determinada área.

    Não há dúvida de que a melhor arma contra um SSN inimigo é outro SSN, simplesmente pelo fato de que estes possuem velocidade e autonomia similares. Um submarino nuclear inimigo, tentando penetrar numa linha de barragem pode, quando detectar a presença de submarinos convencionais em patrulha, sair da área em alta velocidade caso perceba que está em desvantagem. Um SSK não teria suficiente velocidade para fechar distância em perseguição (talvez até tenha velocidade, mas enquanto durarem as baterias), enquanto um SSN poderia com maior possibilidade, aproximar-se do inimigo e desfechar o ataque.

    Proteção de comboios e forças-tarefas

    Outra vantagem do SSN é a de poder acompanhar um comboio e forças-tarefas de superfície. Um SSK não tem a alta velocidade constante necessária para acompanhar comboios e forças-tarefas, como também para retornar rapidamente à sua posição depois de perseguir ou atacar um inimigo. Nestas missões, o submarino nuclear é ideal. Ele pode, se necessário, esconder-se abaixo dos navios de superfície maiores (sombreá-los), onde terá seu ruído abafado pelo ruído dos navios.

    Alternativamente, o SSN pode ser posicionado a alguma distância do corpo principal, na escuta de possíveis submarinos hostis que se aproximem. O ideal é posicioná-los a vante, a ré e por ambos os bordos para atingir completa proteção, mas não é provável que este número de submarinos esteja disponível, exceto em ocasiões muito especiais. Em decorrência do longo alcance atual dos mísseis submarino-superfície, é desejável atacar os navios adversários com eles, fazendo com que os navios aliados permaneçam fora do alcance inimigo.

    US Navy

    Um SSN tem a alta velocidade necessária para acompanhar comboios e forças-tarefas, como também para retornar rapidamente à sua posição depois de perseguir ou atacar um inimigo

    O submarino usado para escoltar comboios e forças-tarefas precisa permanecer imerso por períodos muito longos e possuir grande autonomia, particularmente quando após escoltar um grupo de navios ele recebe a tarefa de voltar e escoltar outro grupo.

    A autonomia média em imersão de um submarino convencional, freqüentemente esnorqueando, pode chegar a cerca de 9.000 milhas marítimas, considerando-se uma velocidade lenta de trânsito, abaixo de 10 nós. Esta distância é, logicamente, função da quantidade de combustível transportado.

    Outra diferença entre SSK e os SSN reside na máxima profundidade de operação. Os submarinos nucleares são estruturalmente bem mais fortes e especialmente projetados para imersão profunda. A classe americana de SSN “Los Angeles”, por exemplo, tem uma profundidade de imersão operacional de 450m, enquanto os convencionais atingem em média 250m. Isto não quer dizer que eles não possam atingir profundidades maiores, em caso de emergência. Na verdade, os SSN podem ir a uma profundidade de quase 1.000m sem colapso do casco, enquanto para os SSK essa profundidade é bem menor.

    Tarefas para submarinos pequenos

    Além dos submarinos oceânicos, existem os submarinos de pequeno porte, de 400 a 500t de deslocamento que são ideais para operações especiais, tais como desembarque de espiões ou sabotadores e para reconhecimento do litoral. Alguns deles podem, inclusive, estabelecer campos minados. Os mini-submarinos semelhantes aos usados na Segunda Guerra Mundial quase caíram em desuso, entretanto algumas Marinhas continuam a usar submarinos deste tipo, capazes de carregar apenas dois homens.

    Em águas rasas e restritas, os submarinos pequenos podem ser usados como piquetes. Os submarinos de 900 a 1.600t podem também ser usados em operações de minagem e em missões especiais, mas sua principal função é patrulhar o litoral e áreas próximas. Do ponto de vista de uma Marinha de porte pequeno ou médio, que provavelmente não venha a se envolver numa guerra oceânica, o submarino de tamanho médio é o tipo mais adequado para uso geral.

    Conclusão

    Depois da mina, o submarino é a arma com a melhor relação custo/benefício à disposição de um país com interesses no mar. Não é à toa que, atualmente, existem três vezes mais nações que usam submarinos, do que há 30 anos.

    A Marinha do Brasil sabiamente escolheu o submarino como sua principal arma de dissuasão e hoje, através de transferência de tecnologia alemã, nosso país é um dos poucos do mundo capazes de construir seus próprios submarinos.
    Paradoxalmente, o Brasil ainda não produz seus torpedos, o que é uma limitação bastante preocupante, uma vez que em caso de guerra, ficaríamos limitados aos estoques de torpedos que temos e correríamos o risco de embargo, dependendo das relações do nosso oponente com o mundo.

    Reprodução

    Os submarinos IKL-209-1400 necessitam de itens como towed array, revestimento anecóico, sistema AIP e mísseis anti-navio, para atingir todo o seu potencial
    É imperativo, portanto, que a MB possa ter os torpedos de que precisa sendo produzidos no país. Para que isso seja possível, entretanto, torna-se necessário fazer investimentos realistas no desenvolvimento da arma e na transferência de tecnologia, além de se dispor de um orçamento que possibilite a aquisição periódica de lotes de torpedos, viabilizando economicamente a produção.

    É preciso também manter-se a atualização tecnológica dos submarinos brasileiros, principalmente no que tange aos sensores passivos tipo towed array, revestimento anecóico, sistemas de propulsão independente da atmosfera (AIP) e mísseis anti-navio, itens ainda inexistentes em nossa Marinha e que podem fazer a diferença no futuro.

    O mais importante, porém, é que a Marinha prossiga com o programa do submarino nuclear brasileiro e não ceda às pressões internas e externas que desejam o fim ou o adiamento do projeto. O submarino nuclear dará ao Brasil a capacidade de atuação global, aumentando sensivelmente o poder de dissuasão do nosso país, fazendo ver a um eventual agressor, que haverá um custo elevado à sua opção militar, incentivando a solução pacífica das controvérsias.

    O submarino é a arma stealth por excelência, o grande equalizador de poderes, a única segurança de sobrevivência de uma Marinha mais fraca contra inimigos mais fortes, porque ainda é muito difícil achar alguma coisa abaixo da superfície do mar.

  92. A partir de agora, prometo, só colocarei o link!

  93. Falb

    Luis, vc colocou tudo…..nossa fico muito grande!!

    Confesso que nem li 🙂

    Dá proxima vez coloque só o link, fica mais facil!!!

    flw!

  94. Certo, Luís!… è bem melhor… É que sabe, suspeito que ninguém lê textos que ultrapassem a dimensão do écran… No melhor dos casos imprimem para ler depois, por isso um comentário extenso é tão ilegível como… um post grande. E contra mim falo !

  95. E sim… como já se viu defendo a opção AIP contra a nuclear… mais barata, mais eficiente e… muito mais segura.

  96. Fred

    Clavis, tudo depende do ponto de vista e da utilização pretendida.

    Para o Brasil a propulsão AIP não é mais barata, os custos dos gases e da criogenia inviabilizam o uso numa costa tão extensa quanto à costa brasileira. (e com uma marinha tão sem recursos)

    Submarinos com AIP não conseguiriam ir do Rio Grande do Sul ao Espírito Santo sem parar e reabastecer o AIP. Para toda a costa seriam necessárias no mínimo mais 2 paradas para abastecimento do AIP. Além da velocidade reduzida (máximo de 10 nós) quando do uso do AIP.

    Não sendo, portanto, mais efetivo que um submarino de propulsão convencional e com custos muito mais elevados.
    Sem contar as instalações terrestres necessárias para a produção e toda a logística.

    Lembro das Malvinas/Falkland quando os três submarinos de propulsão nuclear ingleses mantiveram toda a Armada argentina nos portos após o HMS Conqueror ter torpedeado o Cruzador ARA “General Belgrano”.

    Quanto a ser mais seguro, concordo com você.

    Porém, para o Brasil, é mais eficiente a utilização convencional dos silenciosos diesel-elétricos de ataque.

    Defendo a propulsão nuclear como projeto de retomada de tecnologia e de capacitação técnica, além do baixo custo operacional (R$/nm) navegada que utilizando o tão almejado combustível inteiramente nacional será inegavelmente imbatível.

  97. Estou a ver.
    Mas o custo unitário de um SNA não o torna um custo elevado? Isto é, os custos operacionais poderão ser mais baixos que um AIP, mas a construção tem que ser muito mais cara…
    E sim, foi graças a esses 2 SNAs que o RU manteve o domínio dos mares nas Malvinas, mantendo a marinha argentina (que não era tão desprezível como isso), nos seus portos… É verdade. É um bom argumento.

  98. Fred

    O Custo unitário é proibitivo se não for aliado à capacitação técnica e desenvolvimento de tecnologia.
    Exemplo: As ultracentrifugas magnéticas para enriquecimento do urânio, o custo unitário do combustível em escala industrial é bem inferior ao custo europeu ou americano.
    Outros pontos:
    O desenvolvimento de novos reatores mais eficientes aumenta a vida útil e o aproveitamento do combustível.
    A exportação do combustível
    A Capacitação e venda do serviço de reparo de submarinos
    Novas tecnologias furtivas e modificações de assinatura.

    Os mísseis Shrike fornecidos pelos USA a RAF já estavam programados com os códigos dos radares argentinos de origem americana.

    Prova da necessidade de tecnologia própria e diferenciada.

    O principal problema da Marinha Brasileira, entre outros, é o custo operacional, vide o caças “navais” que operam em terra e apenas 2 estão voando. Todos os outros estão parados em manutenção e os pilotos “navais” voando nos F5M da FAB.

  99. Interessante acescentar que os torpedos que afundaram o Belgrano eram de tecnologia muito antiga. E mais, o cruzador encotrava-se sem escolta.

  100. Fred

    Uma pequena correção sobre o vôo dos caças da marinha.

    No momento estão todos fora de operação aguardando o retorno dos motores.

    Os pilotos navais estão voando em xavantes, F5 e no simulador da base de São Pedro

  101. Luís: Sim, mas foram lançados de SNAs… E o Belgrano não era uma ameaça concreta, e por isso mesmo já se escreveu muito criticando a Navy por essa acção e por essas mortes militarmente desnecessárias…
    Fred: Miséria! Assim mais vale não ter de todo um PA. Para que serve? Para mostrar nas paradas? E aliás… Tem mesmo o Brasil necessidade de um PA? Pois se nunca interviu fora das suas fronteiras… Não seria melhor apostar em mais fragatas e corvetas modernas?

  102. Fred

    Esse é um ponto de vista, Clavis.

    Prefiro que a MB invista em modernizar a esquadrilha para o padrão M, modernizar uns 12 AF-1A ira custar algo como um caça do FX2. Além de possibilitar o uso dos mísseis da FAB e padronizar o hardware e software.

    E colocar o NAe para atuar em missões, o Brasil não quer participar o conselho de segurança?

  103. Dentro de uns dois meses teremos Sue’s Franceses operando no Nae São Paulo, consequência imediata do acordo assinado com os franceses; na oportunidade estarão sendo avaliados tanto os mecanismos de parada quanto as catapultas, mais especiamente estas, quanto à possibilidade de testes com o Fafale M.
    Clavis, concordo com o Fred quanto a manter-se trabalhos com porta-aviões na MB.
    Para falar a verdade, vejo com olhos bastante interessados toda a especulação e fechamento de acordos que o Brasil anda fazendo.
    A modernização se faz necessária, nas forças armadas brasileiras, e não tem sido muito contestada do ponto de vista político, acredito que um grande concerto vem sendo feito com o intuito da obtenção da cadeira no conselho de Segurança, dessa feita, portanto, creio que o interesse do Brasil ocupar tal lugar não seja somente dele, mas de outros países.
    A Jane’s lançou matéria sobre a aquisição possível de dois subs “Marlin”, com sistemas estadunidenses, aparentemente como parte do acordo para a transferência de tecnologia para a construção do casco do SNB.
    A bem da verdade, embora entenda justificada sua simpatia pelo sistema AIP, e muito embora se discuta a possibilidade do AIP ou mesmo a adoção do sistema MESMA (Module d’Energie Sous-Marine Autonome) II, tudo indica que realmente, dadas as dimensões territoriais do Brasil, no que se refere à sua fronteira marítima ou como aqui virou moda, a “Amazônia Azul”, o uso do submarino nuclear (em número próximo a 04) seja realmente o melhor indicado como opção, compartilhada com subs diesel-elétrico em número suficiente (uns 08).

  104. Fred

    Luiz Fernando, você sabe se o MESMA II corrigiu o problema do ruído excessivo durante a operação? Um dos grandes defeitos do MESMA I

    A Diferença básica entre o AIP e o MESMA é que no Francês o vapor gerado é transformado em energia elétrica e não força motriz direta como o AIP Alemão.

    Porém, sendo bem chato, o termo AIP que significa propulsão sem uso da Atmosfera, enquadra também a propulsão Nuclear, hehehe. (só para criar polêmica) 😉

  105. Quanto ao Porta-aviões:
    1. Daquilo que tenho lido, a compra do Foch foi um muito mau negócio… Mais valia ter construído de raíz um novo PA e ter comprado Harriers aos EUA… Ou seja, mais valia um pequeno PA vtol (como o Principe de Asturias espanhol), do que ter um médio PA, parado e sem aviões (ou com aviões obsoletos). E mesmo assim… na eterna guerra entre aviões e misseis AA, estes últimos não têm levado vantagem? (excepto contra aviões stealth, claro). Assim, não seria mais financeiramente rentável e mais eficaz financeiramente falando ter fragatas especializadas em combate AA cobrindo frotas de superfície em vez de ter PAs para projectar poder aéreo onde ele nunca para o Brasil foi necessário?
    2. Quanto aos AIP… Já aprendi aqui algumas limitações dos mesmos… Obrigado por isso. E se a França e o brasil desenvolverem em parceria os SNAs… E se o essencial da tecnologia já existir e fôr brasileira… Fico sem muitas objecções…
    3. E quanto ao 1… O que defendo, mesmo, mesmo, é a criação de uma “força tarefa lusófona”, incluindo navios e forças dos países lusófonos com melhores e maiores FA, a saber Angola, Brasil e Portugal. Essa força deveria ter um PA comum, pago e mantido por todos, mas pequeno QB e moderno QB. E nestes requisitos não se poderia – logo – encontrar o Foch… Mas isto é meia utopia, admito…

  106. Fred

    Clavis,

    1 e 3 A compra do Foch foi ruim, mas foi barata! 24 contos de réis na época. Uma pechincha!

    Comprar NAes usados sempre é barato justamente por eles não poderem operar as aeronaves mais modernas e mais pesadas.
    Desenvolver um NAE de raiz demandaria um tempo e um dinheiro que a marinha não tem no momento, vide o SN e a Barroso que até hoje não foi concluída.

    O porque: A MB comprou um NAe para os aviões que tinha!

    A MB durante muitos anos foi proibida de usar vetores de asa fixa, os poucos que operavam no NAe Minas Gerais eram da FAB.

    Com a autorização de operação com asa fixa a MB compra os AF1 do Kuwait, porém o Minas Gerais, em razão das suas dimensões, não permitia o uso seguro dos caças.
    A MB partiu para comprar um NAe que fosse adequado para operar o esquadrão falcão, a compra de ocasião do Foch foi fantástica para a MB. Os Franceses queriam empurra o “Clemenceau” irmão mais velho do Foch.
    Ela tinha os aviões e comprou um lugar para operá-los.
    E dada os limites orçamentários está reformado os AF na Argentina, na Lockheed Martin.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Lockheed_Martin_Aircraft_Argentina_SA
    O Custo para marinha para formar um piloto gira em torno 1 conto de réis e começou em 1998 quando formou os 4 primeiros pilotos navais.
    http://www.alide.com.br/artigos/vf1/index.htm
    Veja a opinião do poder Naval on line sobre o futuro do esquadro falcão http://www.naval.com.br/
    A previsão é que o esquadrão falcão volte a voar nos AF 1 no final de 2008, provavelmente começo de 2009.
    Para operar em missões internacionais os NAe pequenos ficam em desvantagem, pois para este tipo de operação é necessário pensar obrigatoriamente em REVO e em AEW, operações só possíveis com NAe do porte do São Paulo. Vide o sufoco Britânico nas Malvinas, uma força estupidamente superior foi atacada pelos Super etandart Argentinos por falta de AEW e teve que limitar a atuação dos caças Vtol pela impossibilidade de REVO.

    2. Para o Brasil o que interessa é o casco e sistemas operacionais. O projeto da propulsão já está bem adiantada inclusive com o sistema impulsor, espero que seja o magnético!

  107. Caro Fred, do pouco que sei, seria mais ou menos o seguinte:
    O MESMA é um sistema de turbinas em circuito; basicamente uma turbina movida a vapor produzido por queima de etanol e oxigênio líquido . O vapor aciona um alternador e daí o motor elétrico é alimentado. Como a energia não chegava diretamente ao motor do sub, ele exigia um sistema muito maior, que ocupava maior espaço e muito mais ruidoso. Nesse compasso, o AIP seria muito melhor que o MESMA.
    Observe-se que o arrefecimento seria realizado diretamente com a utilização da água do mar, dadas as temperaturas muito altas resultantes da “queima” ou reação do etanol e do oxigênio utilizados. O que se acredita é que no MESMA II, o arrefecimento seria feito num sistema fechado e não no aberto, o que efetivamente, corregiria muitos dos problemas que tornavam o até então barulhento sub, em consequência, mais facilmente detectável, e via lógica de entendimento, o sistema seria então melhor do que o AIP.
    Quando do meu último post, havia pensado em abordor a questão do AIP e enquadrando a propulsão nuclear, mas como você já o fez, me abstenho.

    Me permita agora, Clavis, uma digressão política.
    Na Europa não se faz idéia do pensamento corrente na América Latina quanto ao subdesenvolvimento ou à política de dominação das grandes nações sobre as do terceiro mundo.
    Existe sim, um pensamento recorrente de inferioridade em muitos povos sul-americanos.
    Mas, independentemente disso, o Brasil é visto como um país imperialista em relação aos demais.
    Possui língua diferenciada (mais bela inclusive, se me permite), costumes próprios e pensamento não belicista agora agregado a uma democracia ainda não perfeita, mas pelo menos estável.
    Como você bem sabe, existem nas terras brasileiras (inclua a Amazônia azul principalmente nas terras submersas) riquezas incalculáveis.
    Muito do que adquirimos de bom e de desenvolvimento, ao contrário de muitos que brincam, é mérito próprio, mas como dizem, educação vem de berço, e o nosso é luzitano.
    Temos que estar preparados por aqui, pois na vizinhança sempre pode despertar um Kiko, desculpe, Chaves da vida, com intenções caudilhescas.
    As fronteiras das nações vizinhas são contestadas entre si, a maldita guerrilha ainda persevera.
    Temos que estar atentos e preparados.

  108. Fred

    Mais um comentário sobre o tema do post, a importância do mesmo na defesa do Brasil

    http://www.defesanet.com.br/md1/barros_1.htm

  109. É extremamente interessante e com colocações bastante apropriadas.

  110. Fred

    Mais uma novidade, saiu na T&D (tecnologia e defesa) deste mês que o CTA (ITA)retomou o projeto do reator rápido nuclear (projeto TERRA)! De 1MWe de potência e 5 toneladas de peso, com tório como combustível inicial e troca de combustível a cada 5 anos.

    O uso de tório é fantástico para o Brasil, que possui mais de 30% da reserva mundial do minério, além, é claro, de ser um reator “ecológico”.

  111. Thomas

    O Brasil pretende até setembro, desenvolver uma política de valorização e investimento na Indústria bélica nacional e para isso pretende implantar projeto de empresa pública (nos moldes da nossa EMBRAER ) com outras fabricantes de armamentos, entre elas a AVIBRÀS…A intenção é consolidar nossa indústria com novos investimentos e garantias de retorno de investimentos….

    Mangabeira: acordo com indústria bélica
    Estado teria participação em empresas em troca
    de regras diferentes para licitações

    MOSCOU. O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, defendeu prioridades para o projeto de defesa nacional que deve ser entregue ao presidente Lula em setembro. Em entrevista ao GLOBO na Embaixada do Brasil em Moscou, adiantou que as discussões devem considerar a reorganização das Forças Armadas, além da reestruturação da indústria de defesa nacional. O ministro foi à Rússia com o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, para conversar sobre o tema e parcerias para o desenvolvimento nacional.

    Para Mangabeira, é preciso rever o vínculo entre os componentes privado e estatal da indústria de defesa. Ele propõe a criação de um regime jurídico e econômico especial que exima a indústria privada de defesa das regras de licitação de compras públicas. Isso permitiria às companhias continuar vendendo mesmo em períodos de contingenciamento orçamentário.

    – Hoje, estão submetidas ao risco da quebra de continuidade das contas públicas. Nenhuma grande indústria de defesa privada no mundo pode prosperar nestas condições.
    Mas diz que haveria contrapartida. O Estado teria de adquirir um poder estratégico muito amplo sobre estas empresas em troca dos incentivos especiais. Isso poderia ser feito por meio de uma golden share: o Estado teria participação nas empresas e exerceria prerrogativas especiais, como o direito a veto.

    – Este é apenas um exemplo da riqueza da discussão. Não é nenhuma decisão tomada.

    http://www.defesanet.com.br/md1/fr-ru_13.htm

  112. ” Fueling nuclear reactors with the element thorium instead of uranium could produce half as much radioactive waste and reduce the availability of weapons-grade plutonium by as much as 80 percent. But the nuclear power industry needs more incentives to make the switch, experts say.

    Scientists have long considered using thorium as a reactor fuel — and for good reason: The naturally occurring element is more abundant, more efficient and safer to use than uranium. Plus, thorium reactors leave behind very little plutonium, meaning that governments have access to less material for making nuclear weapons.”
    http://www.wired.com/science/discoveries/news/2005/07/68045

    e o Brasil domina hoje essa tecnologia?

    por outro lado:

    “Country Th Reserves (tonnes) Th Reserve Base (tonnes)
    Australia 300,000 340,000
    India 290,000 300,000
    Norway 170,000 180,000
    United States 160,000 300,000
    Canada 100,000 100,000
    South Africa 35,000 39,000
    Brazil 16,000 18,000”
    http://en.wikipedia.org/wiki/Thorium

    o que não dá bem um terço… ,as que representa ainda assim uma parcela muito importante das reservas mundiais.

  113. Mas…

    outrao lista, encontrada também no mesmo artigo da Wikipedia, dá uma listagem bem diferente:

    ” * Another estimate of Reasonably Assured Reserves (RAR) and Estimated Additional Reserves (EAR) of thorium comes from OECD/NEA, Nuclear Energy, “Trends in Nuclear Fuel Cycle”, Paris, France (2001).[9]

    Country RAR Th (tonnes) EAR Th (tonnes)
    Brazil 606,000 700,000
    Turkey 380,000 500,000
    India 319,000 –
    United States 137,000 295,000
    Norway 132,000 132,000
    Greenland 54,000 32,000
    Canada 45,000 128,000″

    e deve ser a esta que te referes!

  114. Fred

    Houve pesquisas na decada de 70/80 que foram interropidas no governo Collor, agora aparetemente retornaram, o Brasil foi o maior exportador de terras raras até por volta de 1915.

    Abraço

  115. e não é que a coisa (reactor a tório) tem um site e tudo?
    http://www.thorium.tv/en/index.php

  116. ok…
    estou a ficar interessado:
    “One major advantage of the proposed machine is that the nuclear reaction would stop as soon as the flux of neutrons was switched off, preventing Chernobyl-type accidents caused by the uncontrolled chain reaction of nuclear fuel.

    Another advantage is that the machine would burn most of its own waste, and would produce plutonium only in very small amounts as a by-product of fission. Computer models indicate that the energy amplifier would produce 10,000 times less long-lived waste than pressurized water reactors without reprocessing.”
    http://www.iht.com/articles/1995/05/16/atomen.ttt.php

    e certamente que haverá brevemente um post por aqui sobre os ditos reactores…

  117. Fred

    Sobre o Brasil ter está tecnologia, fiz uma pesquisa e descobri o seguinte:

    Na década de 70 as três forças iniciaram pesquisas na área nuclear. A Marinha com o reator nuclear com água pressurizada e propulsão naval, a Aeronáutica com o Reator Rápido Avançado e o Exército com um reator que possui um moderador a gás.
    Obviamente tudo parou no governo Collor e foi retomando posteriormente.

    A Marinha, bem é o titulo do post.

    A aeronáutica com o CTA retomou no ano passado as pesquisa. Não consegui achar nada além do último número da Tecnologia & Defesa.

    O exercito está pesquisando o reator com moderador gás desde meados da decada de 90, a partir de experiências com reatores a gás grafite e passando para um gás mais eficiente.

    Abraço

    http://www.ime.eb.br/index.php?option=com_content&task=view&id=85&Itemid=142

  118. Ed

    E bixo se metade dos projetos brasileiros sairem do papel ate 2025 seremos um dos mais modernos do mundo com certeza, sub nuclear, foguete hipersonico, blindados sobre rodas, avioes de 5 geraçao, motor a lazer,
    so falta uma bomba nuclear pra fka 100%

  119. Submarino Nuclear Brasileiro.
    Descartando aqui qualquer sonho nacionalista de “Brasil Potência” ou mesmo de um “Brasil Atômico”, não podemos ignorar o fato de o país ter realmente a necessidade de melhor proteger suas águas territoriais; reequipando sua Armada com o que melhor conseguir – inclusive um, dois ou mais submarinos nucleares; além de meios de superfície mais eficientes, como um novo porta-aviões, que também poderia ser movido por energia atômica (pois o Foch “NAe 12 São Paulo” não passa de uma “banheira velha”, altamente poluidora, de pouca autonomia, elevado custo operacional e guarnecido por aviões A-4 ultrapassados das décadas de 1950 e 1960).
    É claro que o Brasil não pode ter a ilusão de ser uma super-potência militar, inclusive por não haver meios materiais e financeiros para tanto. Não se justificaria um projeto de “potência” militar para o Brasil, pois sua economia não comporta tal ilusão.
    Mas não se trata de transformar o Brasil em uma potência militar. O desenvolvimento de um submarino nuclear no Brasil (além de outros meios de defesa marítima de grande autonomia e raio de ação) é uma necessidade efetiva, devido a extenso litoral brasileiro e a vastidão de suas águas territoriais (que alias, podem aumentar dependendo das pesquisas de reconhecimento oceanográfico) – e não somente devido as reservas petrolíferas e de outros recursos marinhos já explorados ou ainda potencialmente exploráveis; e que são, de fato, importantes; e que por si só, já justificariam o projeto do submarino nuclear.
    Cobrir defensivamente o vasto litoral e as águas territoriais brasileiras de forma minimamente satisfatória, com navios e submarinos de propulsão convencionais, seria uma tarefa que obrigaria o país a triplicar, quadruplicar ou quintuplicar o tamanho de sua Marinha, além de seus gastos com ela. Devido a grande autonomia e raio de operação, o submarino nuclear brasileiro é sim, uma boa opção (apesar dos investimentos que exigirá); pois os custos de operação serão menores com o passar do tempo; a Marinha não necessitará investir em um fator numérico de embarcações (tendo muitos navios e tripulantes), pois terá investido no fator tecnológico (um navio nuclear sozinho poderá melhor realizar missões, pois no caso de submarinos convencionais, exigiria três ou quatro embarcações para cada submarino nuclear); e também estará desenvolvendo um reator nuclear que terá uso civil (gerar energia elétrica para cidades de médio porte, em um século onde o questão energética está colocada); além de dar continuidade e término em um projeto que já custou US$ 1 bilhão, desde a década de 1970; e que até agora apenas produziu a maquete mais cara da história (sem considerar as ultracentrífugas de enriquecimento de urânio com nova tecnologia mais econômica, desenvolvidas com grande participação da Marinha).
    A guerra é algo indesejável e algo ao mesmo tempo imponderável. Qualquer nação que queira ser soberana deve ter meios para exercer sua soberania. Infelizmente nem sempre a diplomacia e as boas intenções resolvem. O mundo é tocado por interesses; e no capitalismo, especialmente por interesses econômicos. O Brasil é rico em muitos recursos que no século XXI serão cobiçados por outras nações, assim como o petróleo do Oriente Médio é cobiçado desde a Segunda Revolução Industrial, levando as nações imperialistas do mundo à darem aquele sustentáculo de poder aos regimes ditatoriais despóticos na Arábia Saudita, Jordânia, Egito, Síria e o Iraque de Saddan até o início da década de 1990.
    Reequipar a Marinha do Brasil – inclusive com um ou mais submarinos de propulsão nuclear – é dar a ela meios para ser um agente de dissuasão mais efetivo no Atlântico Sul e na América do Sul (no caso de uma eventual ameaça de guerra, inclusive com uma potência maior e mesmo imperialista, pois o imperialismo é também uma realidade geopolítica e econômica inegável no mundo capitalista). É uma questão simples de visão estratégica e de geopolítica. O que não pode continuar ocorrendo, e que acontece desde a Revolta da Armada contra o ditador Floriano Peixoto (1893), é o fato de a Marinha do Brasil continuar sendo a “Marinha da Baia da Guanabara”, prisioneira no Rio de Janeiro; e equipada com material de segunda linha ou mesmo sucatões como o porta-aviões São Paulo. Ela precisa tornar-se capaz de defender efetivamente as águas territoriais e o litoral brasileiro como um todo, caso contrário, sua existência, não se justifica.
    Não se trata de desenvolver um submarino que será uma arma nuclear, pois seus sistemas de armas serão convencionais, apenas sua propulsão será atômica. Esta, aliás, poderá ser uma grande vantagem e diferenciação do submarino nuclear brasileiro. Por não transportar armas ofensivas como mísseis balísticos intercontinentais, o submarino nuclear brasileiro poderá possuir maior número de armas convencionais de defesa e também poderá oferecer maior segurança e isolamento de seu reator, além de também, maior isolamento acústico. Poderá ser uma terrível e potente arma convencional movida a energia nuclear. Tudo dependerá de seus sistemas de armas.
    Na verdade, os submarinos nucleares atuais não são tão seguros, pois possuem pouco espaço para sua blindagem anti-radiação. Os mísseis balísticos e seus sistemas ocupam 1/4 de todo o espaço útil nos submarinos nucleares. O submarino nuclear brasileiro terá mais espaço para segurança, armas convencionais e isolamento acústico. Tudo dependerá da tecnologia utilizada.
    Mas é claro que a Marinha deverá ter como um dos fatores principais, a questão da segurança, pois ninguém quer um “K-19” ou um “Kursk” afundado ou vazando radiação no meio do Atlântico Sul. Acho que é neste ponto que a sociedade brasileira deve estar alerta e se mobilizar. Não se trata de ser contra o projeto, mas de exigir que o projeto seja o mais seguro possível – até mesmo superior em segurança, aos submarinos nucleares já existentes nas Armadas dos EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França.
    Não acredito que será uma “Chernobyl” flutuante, pois ninguém mais no mundo (inclusive o Brasil), constrói reatores inseguros como aqueles de Chernobyl.
    Um submarino nuclear brasileiro seguro e de grande capacidade de dissuasão não é impossível se a sociedade brasileira como um todo participar em um debate e em um esforço nacional sobre o tema – como alias, os ministros Jobim e Unger estão de forma inédita, chamando a sociedade brasileira para a discussão dos assuntos sobre defesa.
    Mas vejo dois problemas principais, além das questões técnicas, para a execução e conclusão do projeto. Em primeiro lugar não adiantaria nada o governo Lula investir R$ 130 milhões por ano, se o seu sucessor não der continuidade além de 2011 ao projeto. Sua conclusão estaria prevista para 2020. O próximo governo – independente de quem seja e de qual partido político pertença – teria que dar continuidade aos investimentos. O segundo ponto, é que não se constrói um submarino nuclear (inclusive no fator segurança) apenas com palavras. O presidente Lula disse que irá investir R$ 130 milhões/ano para o andamento do projeto. Temos que verificar se não ficará apenas no palavrório, na retórica e na eloqüência, como muitas vezes os projetos e políticas públicas no Brasil ficam.
    O Brasil tem hoje a chance de definir uma política nacional de defesa com a participação da sociedade civil, pois os próprios ministros Jobim e Unger estão convocando a sociedade brasileira para o debate sobre as questões de segurança nacional – o que nunca existiu em nosso país, pois os militares nunca o permitiram, sempre considerando os assuntos de defesa uma questão restrita aos militares.
    Acho até que estes projetos – como o do submarino nuclear brasileiro ou mesmo do debate sobre os novos caças para a FAB – podem aproximar os militares brasileiros do povo brasileiro ( o que nunca existiu), quebrando um pouco o corporativismo dos milicos e envolvendo os cidadãos brasileiros mais diretamente nas questões nacionais. Ou seja, pode ampliar a cidadania no Brasil.

  120. Márcio:

    “Submarino Nuclear Brasileiro.
    Descartando aqui qualquer sonho nacionalista de “Brasil Potência” ou mesmo de um “Brasil Atômico”, não podemos ignorar o fato de o país ter realmente a necessidade de melhor proteger suas águas territoriais; reequipando sua Armada com o que melhor conseguir – inclusive um, dois ou mais submarinos nucleares; além de meios”
    -> Concordo com o conceito, mas não com a aplicação do mesmo… um submarino com AIP pode ser comprado a uma fracção do preço de desenvolver um SNA e, a seguir, contruir outro… Ou seja, como o dinheiro é sempre um recurso escasso a opção será ter 2 SNAs ou… 6-8 AIPs.
    -> De resto, um submarino não é o meio mais ideal para fazer patrulhas no mar… é uma arma ofensiva ou de disuasão, mas é um péssimo patrulheiro… para isso temos as fragatas e os meios aeronavais.

    ” de superfície mais eficientes, como um novo porta-aviões, que também poderia ser movido por energia atômica (pois o Foch “NAe 12 São Paulo” não passa de uma “banheira velha”, altamente poluidora, de pouca autonomia, elevado custo operacional e guarnecido por aviões A-4 ultrapassados das décadas de 1950 e 1960).”
    -> Esse para mim, seria o ponto principal: adquirir ou construir um PA moderno e bem equipado…

    “É claro que o Brasil não pode ter a ilusão de ser uma super-potência militar, inclusive por não haver meios materiais e financeiros para tanto. Não se justificaria um projeto de “potência” militar para o Brasil, pois sua economia não comporta tal ilusão.”
    > Ainda não. Mas nesta área é preciso planear a 20 anos, e se o Brasil continuar a crescer e se a sua pobreza interna continuar a diminuir, esse sonho não deve ser descartado, a esse prazo.

    “Acho até que estes projetos – como o do submarino nuclear brasileiro ou mesmo do debate sobre os novos caças para a FAB – podem aproximar os militares brasileiros do povo brasileiro ( o que nunca existiu), quebrando um pouco o corporativismo dos milicos e envolvendo os cidadãos brasileiros mais diretamente nas questões nacionais. Ou seja, pode ampliar a cidadania no Brasil.”
    -> Uma herança da ditadura, que o tempo inevitavelmente acabará por lavar, especialmente com a chegada à vida activa de populações que não têm já a memória directa da Ditadura militar…

  121. Fred

    Rui, você e essa fixação no AIP! 🙂

    Na definição propulsão nuclear também é AIP! 😉

    E no Brasil o AIP por etanol ou Célula de combustível não dá! A autonomia é curta demais!

    O único que possivelmente poderia funcionar por aqui era aquele antigo projeto russo de mistura de oxigênio e CO2, que até eles desistiram!

    E não estamos falando do ruído, da assinatura térmica, do custo operacional nas alturas.

  122. Neto

    olá pessoal alguem pode me falar como o submarino pode ficar submerso na água

  123. joao neto

    ela prezidente da marinha nao eseita sucata velha do mundo ai nao ja chega o sao paulo que o fernando enrique comprou

  124. lori

    eles querem inovar a estrutura da marinha quer dizer modernizar pudiam pelo menos gastar dinheiro com coisas evoluídas e menos perigosas,acho melhor a tecnologia alemã.e uma troca de tecnologia nao tao grande afinal .o corpése é tecnologia ultrapassada ,e com falhas tecnicas já notadas em outros paises

  125. sem fui um crítico deste projeto… mas agora que avança digo: boa sorte e espero que corra bem!
    e que se assegure o fundamental: a capacidade de projeção de poder, a presença nos cenários internacionais e a transferência de tecnologia!

  126. JORGE TERRA NACER

    Esse ministro da defesa é mais lento que um jaboti, quando ele decidir fazer alguma coisa o Brasil ja foi invadido! Hugo Chavez é mais rapido que Jobim. Cuidado em aquela comunista esta de olho no Brasil! Cuidado Jobim……………………….

  127. bem, de facto… para quando a decisão do F-X2?…

    • wantemberg

      A gente começa ler essas noticias, sobre as atrocidades cometidas pelos donos do mundo, e acaba ficando preocupado!
      Por esse motivo o nosso governante deve ficar
      com as barbas de molho. Espero que os governantes Brasileiros, a apressem à construção do submarino nuclear e todo tipo de tecnologia de defesa, antes que seja tarde demais para o Brasil! Estamos chegando perto do ano de 2019. Existe uma forte tendência de uma nova crise mundial. Que pode acontecer, em relação aos países do Oriente Médio. Podendo o Irã e Israel, serem criadores de um cenário conflituoso e grave, de grandes proporções! Que pode se alastrar por toda Europa, oriente médio e Ásia. Alguns países tomaram partido de Israel, e outros tomarão partido do Irã. Só deus sabe a onde isso vai terminar! Quando não houver mais nenhum lugar descontaminado, pra se viver no hemisfério norte, ai todos aqueles que sobrarem desse terrível conflito, virão dividir as terras do mundo novo na marra, porque ai, eles virão com tudo, não terão nada a perder! Por esse motivo, temos que está preparado dessa invasão! Se quiserem vir, que venha, mas, numa boa e na paz!

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