Daily Archives: 2007/12/16

Agostinho da Silva – 5º Império e a Voz da Deusa de Camões

Conversas Vadias
CD1 parte 2
Adelino Gomes, jornalista do Público
Fractais, A Descoberta de Portugal, 5º Império e a Voz da Deusa de Camões

Os investigadores dos Fractais já falam em “cálculos determinados”. Parece que já se pode haver uma determinação,. não se fazer aquelas fórmulas puras, simples, claras com que trabalhou Euclides na sua Geometria, mas criar aquilo que parece um cálculo, e depois de ter sido um cálculo e de ter parecido na sua formação um cálculo pode chegar a atingir as tais formas claras e definidas do Euclides.”

“Portugal nasceu com a primeira marca de que os portugueses são descobridores. Quando se fala agora muito dos Descobrimentos, o primeiro Descobrimento fizeram os portugueses ao descobrir que numa Península em que havia muita coisa diversa em que os romanos tinham estado e tinham estado os tais muçulmanos, etc, os portugueses descobriram que havia aí um País pelo qual ninguém tinha dado e a que se chamou depois Portugal.

“Não se trata disso, de dizer que Portugal tem como destino o Quinto Império. Portugal inventou, imaginou isso do “Quinto Império” e nós temos que o examinar e ver o que pensou Vieira e ver se isso não está dentro de nós e da nossa capacidade.”

“Esse Quinto Império tem sido muito mal interpretado em toda a parte. Temos que examinar se esse Quinto Império e quando digo nossa não digo a daquele Portugal que vai entre o Minho e a Ilha do Corvo. É daquela gente que foi tocada por esta pintura, com que se apresentam formas várias, por toda a parte.”

“A questão portuguesa, não e de se falar uma palavra de português. É de ser, ou não, à maneira portuguesa de ser. É ser variadissimas coisas ao mesmo tempo e por vezes coisas que parecem contraditórias. E possibilidade de encarar um tema e de o encarar de várias maneiras, conforma a época em que viveram, a linguagem que utilizavam, a maneira que se sentiam na vida. Quando se fala agora em Quinto Império, toda a gente se esquece que a primeira ideia de Quinto Império apareceu com o Camões, nos Lusíadas, na Ilha dos Amores. O que é que o Camões põe como o fim da actividade humana? Na primeira parte de Os Lusíadas, ele, o que conta é como os portugueses realizaram esse projecto extraordinário que foi desde o começo, de uma agitação portuguesa lá pelo lado de Gaia até ao Vasco da Gama. Terminada uma empresa, em que cada um teve que cumprir um dever, de ser isto ou aquilo como trabalhador, terminada essa empresa aparece aquilo de cada Homem ser aquilo que realmente é. Ser ao máximo, plenamente, aquilo para que nasceu e que marca a sua indivualidade. Assim que aqueles marinheiros que estiveram em Calicute tocam aquela Ilha, eles são aquilo que eram.”

“Ponto número um: é preciso que os corpos se apaziguem para que a cabeça possa estar livre para ir entender o mundo à volta. Enquanto estamos perturbados por existir um corpo que temos que alimentar (…) nessa altura podemos ouvir aquilo a que o Camões chama “a voz da Deusa” e que faz a “voz da Deusa”? Arranca aqueles marinheiros às limitações do Tempo e às limitações do Espaço. Arranca-os às limitações do Tempo porque faz com que eles saibam qual vai ser o futuro de Portugal e arranca-os às limitações do Espaço porque eles vêm todo o Universo ao longe. (…) Aconteceu que um dia um português que tinha ido para o Brasil, ponto a que foram muitos portugueses a que se tinha tornado insuportável aquilo em que Portugal se tornara para poder levar a Europa ao mundo. O menino António Veira foi para o Brasil, esteve no Brasil e é possível que ele um dia tivesse lido o poema do Camões e dissesse que as três ideas do Camões são as fundamentais: o apaziguar do Corpo, (…) para que possamos ouvir a “voz da Deusa”, dizia o Camões.

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Categories: Movimento Internacional Lusófono, Portugal | 8 comentários

CurtasLinhas (7): Das ameaças… chinesas à Globalização e ao seu próprio desenvolvimento

O aumento das exportações chinesas, o implícito crecendo do balanço negativo da maioria das balanças comerciais do resto do mundo, e sobretudo, daquela daquele que ainda é responsável por 1/3 de toda a Economia mundial, os EUA está paradoxalmente a colocar em risco o próprio sistema globalizante de que se alimenta… É inevitável que a economia chinesa conheça nos próximos meses uma certa desacelaração… Isso é do maior interesse para o sistema financeiro global, já muito preocupado com o número cada vez maior das exportações chinesas e com a subvaloração da moeda chinesa (dois fenómenos ligados entre si, aliás). Assim, não é imensamente paradoxal de que o grau do sucesso económico chinês esteja a colocar em causa a estabilidade do sistema económico que o engendrou e, indirectamente, a sua própria continuidade?

Categories: China, CurtasLinhas, Economia | 1 Comentário

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