Daily Archives: 2007/12/11

Dos problemas de concepção e dos atrasos do F-35 Lightning II

F-35 Lightning II
(F-35 Lightning II in http://www.82ndfightergroup.com)

O F-35 Lightning II será nas próximas décadas o esteio principal das forças aéreas do Ocidente. Cerca de três mil unidades deverão ser fabricadas de forma a equipar a maioria das forças da NATO a partir de 2014, substituindo o F-16, que então estarão já perto do fim da sua vida útil e em perigosa inferioridade frente aos mais recentes caças russos da família Sukhoi.

A centralidade do F-35 na política de defesa aérea do Ocidente coloca assim muita gente nervosa quando se multiplicam as notícias dando conta de dificuldades com o aparelho… As primeiras dificuldades com o aparelho começaram logo na fase de ensaios, em Fevereiro de 2007, mas isso não era anormal num protótipo e pareciam resolvidas… Até Maio, onde um acidente quase colocava em risco o protótipo… Os problemas de então foram localizados nos actuadores do sistema de vôo (EHAs), nomeadamente no design do novo sistema eléctrico.

Em Julho, as más notícias regressaram… Representantes da Lockheed Martim admitiram a existência de um erro sério de design do sistema eléctrico, prometendo uma correcção para Agosto. Outra fonte, citada pela Defense Industry Daily, situada junto de um dos parceiros europeus do projecto, afirma que ainda que em 2012 o JSF esteja pronto para voar, vários módulos de software para integração de sistemas não estarão ainda prontos, o que não é inusitado e já se passou recentemente com o Rafale. As primeiras capacidades a integrar no aparelho serão as de ataque ao solo, pouco depois de 2012. Só em 2015 é que toda a capacidade do F-35 para missões ar-ar estará cumprida e assim, só por volta de 2016 é que os F-35 construídos até essa data e a construir daí em diante terão todo o leque de missões capaz de cumprir hoje em dia pelos F-16 que vão substituir… Ou seja… Ainda bem que a Europa não prescindiu de desenvolver os seus aparelhos de 4,5ª geração (os Rafale, Gripen e Typhoon) porque se fosse esperar pelos F-35… Estaria em maus lençois… Como vão estar os EUA nessa delicada década de transição da dupla F-15/F-16 para a dupla F-22/F-35, o primeiro escasseando e o segundo… atrasando…

Como se não bastasse… A variante navalizada do F-35 (F-35C) também tem problemas eléctricos de design, tendo que ser redesenhado, o que implica um atraso nas primeiras entregas à US Navy para apenas finais de 2009 e… existem também sérios problemas de financiamento, tendo a Lockheed Martin quase esgotado as suas reservas para o projecto e pedindo agora uma redução do número de protótipos a construir e a testar… O que pode deixar outros problemas mais graves mas ainda ocultos para as primeiras unidades de produção.

Todos estes problemas têm levado alguns parceiros europeus do programa a pensar se não estariam a tempo de saltar fora deste preocupante barco… A Holanda tem dado sinais disso mesmo, e a Noruega e a Dinarmarca olham agora para as bandas da Suécia… A Austrália optou pelo seguro (mas ultrapassado) F/A-18 Block II Super Hornet (nomeadamente os um excelente aparelho, mas incapaz quando comparado com o F-22, F-35 ou Su-30/35… Estaremos assim a assistir ao começo de um imenso fiasco? Não é provável… O facto do F-35 vir substituir tantos aparelhos do actual inventário da Força Aérea dos EUA (nomeadamente todos os AV-8B Harrier IIs, A-10 Warthogs, F-16 Falcons, F/A-18 Hornets assim como os GR7 Harriers e Sea Harriers britânicos) torna-o incontornável, seja a que custo fôr… Mas estes atrasos são preocupantes. Dado o grau de desgaste actual provocado pelos intensos conflitos no Afeganistão e no Iraque (ver AQUI) estes atrasos vão certamente reduzir seriamente a capacidade operacional dos EUA no ar… E sendo este campo, precisamente aquele onde os EUA maior superioridade detêm e onde se ganham todas as guerras da actualidade, isso significa que entre 2010 e 206 os EUA vão passar seis anos difíceis, onde o seu Poder Aéreo estará mais enfraquecido do que nunca e onde se espera que… não tenham que enfrentar novas ameaças globais e que os conflitos no Médio Oriente tenham já abrandado.

É claro que se estiveram em dificuldades poderão sempre comprar uns… Rafale. A França agradece, já que ainda não conseguiu exportar nenhum deste seu excelente caça… De qualquer modo, espero que os decisores brasileiros tenham estas notícias em conta quando decidirem pelo vencedor do FX-2… Na lista dos quais se conta o F-35.

Fonte Principal:
Defense Industry Daily

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ExtraQuids S1-7: Quem foi morto aqui, em 1998?

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Dificuldade: 2

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A Turquia torna-se no primeiro país da OTAN a comprar armamento chinês

WS-1b
(Lançador múltiplo WS-1B chinês do exército turco in http://www.turkishworld.multiservers.com)

A Turquia enquadrou no serviço activo do seu exército sistemas de lançadores quadruplos WS-1b chineses. Com um alcance de 180 Km e com uma massa individual de 1285 Kg os foguetes lançados por estes sistemas (e montados em camiões MAN, já que aparentemente na China ainda ninguém fabrica camiões à altura…). Estes mísseis serão operados por uma unidade a constituir especialmente para o efeito e que será estacionada junto à costa turca do Mar Mediterrâneo… Apontando obviamente para o inimigo do costume… Trata-se de um desenvolvimento conjunto entre a China e a Turquia, um país membro da OTAN e é a primeira vez que um país da organização adquire equipamento militar fabricado na China e é mais um passo para que a China afirme a sua capacidade para exportar armamento e influência para o Médio Oriente.

O sistema WS-1b é particularmente interessante, porque é o sistema deste tipo com maior alcance em todo o mundo (180 Km) e diz muito da maturidade chinesa neste tipo de tecnologia, assim como da sua capacidade para se posicionar agora como um fornecedor deste tipo de armas e simultaneamente graças a uma parceria com a empresa turca Roketsan garante o acesso indirecto à tecnologia ocidental de que ainda precisa… E assim a Turquia mostra do lado de quem irá alinhar quando inevitavelmente chegar o momento de escolher lados e até que ponto é que se sente como membro do Ocidente e da civilização Ocidental a cujos fundos estruturais quer tão desesperadamente aderir…

Fonte:
DSI, “DÉFENSE & SÉCURITÉ INTERNATIONALE” – Nº30 – OCTOBRE 2007

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