A Índia vai receber em 2009 o seu primeiro submarino nuclear de ataque “Akula”

Akula
(Submarino nuclear russo de Ataque “Akula” in http://www.militarypictures.info)

A Rússia está a construir um submarino nuclear de ataque Akula (Project 971) para a Marinha da União Indiana. O submarino deverá ter custado qualquer coisa como 600 milhões de dólares e está a ser construído nos estaleiros Amur, na região de Khabarovsk.

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(O estaleiro Amur, na região de Khabarovsk, onde o submarino está a ser construído)

O submarino deverá ser entregue em 2009 e espera-se que a esta unidade seja mais tarde adicionada uma outra, também construída na Rússia, posteriormente e corresponde ao mesmo tipo de sistema de armas que o Brasil está a pensar produzir localmente, sem recurso a parceiras externas… Não seria mais razoável, procurar estabelecer contactos com a Rússia e adquirir um Akula, sem reactor, e instalar depois neste um reactor brasileiro? E isto porque não parece crível que os russos cedam a sua tecnologia de reactores a terceiros, já que nem o fizeram à Índia, um dos seus aliados mais fiéis um dos maiores destinos de exportação para as suas armas…

Fonte: DSI DÉFENSE & SÉCURITÉ INTERNATIONALE – N°30 – OCTOBRE 2007

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Categories: Brasil, DefenseNewsPt | 26 comentários

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26 thoughts on “A Índia vai receber em 2009 o seu primeiro submarino nuclear de ataque “Akula”

  1. Marcelo Cunha

    O SSN brasileiro já tem seu projeto desenvolvido, com alguns ajustes e liberação das verbas que a marinha tem direito assegurado, o projeto será concluido em 2018. Não precisamos de russos. Apesar que temos um recente acordo com portugal na área citada. A sua excelente sugestão também é extensível aos queridos patrícios?

  2. Ultramar

    Uma boa idéia, Clavis. Realmente, por esse caminho o Brasil teria seu submarino nuclear bem mais cedo e com um custo bem menor! E, pelo que sei, o Brasil ainda nem tem a tecnologia para a construção de um sub nuclear, tecnologia que é mais sofisticada do que a dos submarinos convencionais em geral. Quem duvida, quem acha até que o Brasil já tem pronto ou desenvolvido(!) o projeto de um submarino nuclear, leia declaração do próprio Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Roberto de Guimarães Carvalho em:

    http://www.defesanet.com.br/zz/mb_subs_2.htm

  3. Marcelo Cunha

    Ultramar, sua fonte está desatualizada, ela é de dezembro de 2006, voçê deveria acompanhar mais o que se passa na remota América Latina, houve muita mudança em 1 ano.

  4. Marcelo:
    ” O SSN brasileiro já tem seu projeto desenvolvido, com alguns ajustes e liberação das verbas que a marinha tem direito assegurado, o projeto será concluido em 2018. Não precisamos de russos. Apesar que temos um recente acordo com portugal na área citada. A sua excelente sugestão também é extensível aos queridos patrícios?”
    -> Não… Se o Brasil ainda pode precisar (é discutível) de um submarino nuclear para patrulhar a sua extensa ZEE, Portugal certamente que não. Aliás, já expîs aqui várias vezes a minha oposição sequer à continuação da arma submarina na Marinha Portuguesa, precisamente pelo mesmo tipo de razões: uma frota de corvetas e fragatas rápidas, complementadas por um porta-aviões ligeiro (vtol) seria muito mais eficaz a cumprir as missões de patrulhamento, vigilância e de paz do que uma frota cara, lenta e reduzida de submarinos, mesmo AIP. O mesmo se aplica para o Brasil, mas com a agravante de que vocês com o preço do desenvolvimento e da construção de uma pequena frota de submarinos nucleares de ataque podiam pagar uma nova ffrota de guerra, praticamente… Quanto mais tempo acha que vai durar o Foch e os seus A-4? Não seria mais racional gastar aqui esses recursos e na sua frota de escolta? Poderia é não trazer o mesmos prestígio… e é isso que esta a cegar os decisores brasileiros.

    Ultramar:
    ” Uma boa idéia, Clavis. Realmente, por esse caminho o Brasil teria seu submarino nuclear bem mais cedo e com um custo bem menor! E, pelo que sei, o Brasil ainda nem tem a tecnologia para a construção de um sub nuclear, tecnologia que é mais sofisticada do que a dos submarinos convencionais em geral. Quem duvida, quem acha até que o Brasil já tem pronto ou desenvolvido(!) o projeto de um submarino nuclear, leia declaração do próprio Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Roberto de Guimarães Carvalho em:
    http://www.defesanet.com.br/zz/mb_subs_2.htm
    -> Tanto quanto sei, o grande problema é o reduzido espaço disponível para o reactor… Quem viu o K-19, sabe das dificuldades que os russos tiveram a dominar essa tecnologia, mesmo quando já dominavam perfeitamente a tecnologia nuclear…
    -> Muito oportuna, essa entrevista do almirante Roberto Carvalho:

    “É também indispensável, para empregar um SNA, explorando adequadamente todas as suas características, que se disponha de meios de comunicação capazes de permitir o seu controle, no mar, sem obrigá-lo a quebrar a sua notável capacidade de ocultação. Isso implica na existência de pelo menos uma estação transmissora em terra, que opere na faixa de “muito baixa freqüência” (VLF), garantindo que o submarino possa receber mensagens sem se expor. Entretanto, para que ele as possa transmitir, com risco mínimo de ser detectado, é necessário um sistema militar de comunicações por satélite.”
    -> Ou seja, além de desenvolver de raíz todo o projecto (e sózinho), e dos custos de construção de uma frota de SNAs, o Brasil teria que ter uma estação de comunicações dedicada (pelo menos uma) e pelo menos um satélite de comunicações…

    “Em acréscimo, não há, na Marinha ou no País, uma massa crítica de engenheiros plenamente capacitados a projetar um SNA. Para elaborar os respectivos Projeto de Concepção, Projeto Preliminar, Projeto de Contrato e Projeto de Construção (detalhamento para o estaleiro construtor), é necessário um longo aprendizado em projetos de submarinos. A construção de unidades convencionais (propulsão diesel-elétrica), no País, é o caminho que vem sendo trilhado pela MB para qualificar seu quadro de engenheiros navais para, no futuro, alcançar a meta pretendida.”
    -> Falta assim massa humana crítica ainda…

    “Também, no Brasil, não há um único estaleiro dimensionado para esse empreendimento; teríamos de construir ou adaptar um, para essa finalidade, com custos difíceis de imaginar, mas certamente bem elevados, até porque a escala das “encomendas” será pequena.”
    -> E construir um estaleiro totalmente de raíz… Como aquele Amur do post.

    “A base de submarinos existente, situada na Baía de Guanabara, não possui calado (profundidade local) suficiente para receber um SNA, nem capacidade de expansão para o atendimento de suas necessidades. Será necessário, então, selecionar área litorânea apropriada para se investir na construção de sofisticada base naval, capaz de lhe garantir todo o apoio necessário, ocasião em que, certamente, surgirá a questão ambiental.”
    -> E construir uma nova e extensa base naval de apoio…

    “Enfim, é preciso compreender que um SNA não pode existir isoladamente, mas como parte de um complexo e dispendioso conjunto; também, para a obtenção de um meio, não se pode considerar apenas seu custo de aquisição, mas, principalmente, o custo de posse, que, no caso de um SNA, com os requisitos de segurança e controle de qualidade requeridos para a manutenção de seus sistemas nucleares, excedem as possibilidades dos orçamentos alocados à Marinha ao longo dos últimos vinte anos. Na verdade, para se ter um SNA – e não poderíamos ficar em apenas um – é preciso não apenas capacitar-se a construí-lo, mas criar, antes, uma fantástica estrutura capaz de abrigá-lo, mantê-lo e apoiá-lo, juntamente com aquela capaz de operá-lo.”
    -> Aí está… É impossível ter apenas um. Aqui em Portugal, a Marinha defendeu que nunca poderia ter menos que 3, já que um está em manutenção, o outro em provas e apenas o 3º estaria em operação plena…. O mesmo com as nossas 3 (escassas mas excelentes) fragatas Meko. O mesmo se poderia aplicar no caso do SNA brasileiro: pelo menos 3 unidades.
    -> E se o custo de um Virgina é de 2,6 biliões… De um Seawold 2 biliões… Quanto ficaria toda esta estrutura (satélite, estação de comunicação, nova base, desenvolvimento do novo submarino e do novo reactor)… Mais a construção de 3 unidades? Vejamos… admitamos que seria tão caro quanto a versão “lite” do seawold que está a ser hoje avaliada nos EUA: 1,5 + 3 = 4,5 biliões … O satélite poderia custar entre 50 a 250 milhões de USDs (estudo do Pentágono)… A base e a estação, estimo uns 50 a 70 milhões de dólares… (tendo em conta a nova base de Diego Garcia)… Seria mesmo rentável gastar esta soma de dinheiro?

    Marcelo:
    ” Ultramar, sua fonte está desatualizada, ela é de dezembro de 2006, voçê deveria acompanhar mais o que se passa na remota América Latina, houve muita mudança em 1 ano.”
    -> Remota… O Ultramar é brasileiro, Marcelo…

  5. Marcelo Cunha

    pior ainda, pois deveria saber que o comandante da marinha do Brasil já é o almirante Moura Neto. Inclusive, foi o próprio que previu 2018 como conclusão do SSN. Agora, se alguém acha-se mais capacitado…

  6. Sem dúvida que com o dinheiro e o tempo suficientes que o Brasil pode construir o seu SNA. Tem massa cinzenta para tal e começa agora a ter também os recursos financeiros.
    Mas essa não é a verdadeira questão. Essa é: é racional gastar qualquer coisa como 4,5 a 5 biliões de dólares num projecto destes (assumindo a construção de 3 unidades)?
    Isto é muito mais do que custou o excelente novo porta-aviões nuclear françês:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_de_Gaulle_(R_91)
    o qual admitamos é muito mais útil do que 3 SNAs… Não acha, Marcelo?

    A questão é esta:
    não é a capacidade científica e industrial do Brasil, é a racionalidade da opção.

  7. Ultramar

    Ahh, muito obrigado, Marcelo! Se vc não tivesse me avisado… Mas será que o Comandante da Marinha iria desdizer o que disse, seja num intervalo de um ou mais de um ano???… E será que num intervalo de apenas um ano o Brasil resolveu desenvolver e JÁ desenvolveu o projeto de um submarino nuclear???… Ora, Marcelo…

  8. Ultramar

    Caro Marcelo, por que eu deveria saber quem é o atual Comandante da Marinha????? Sou lá um tarado ou fanático pelas Forças Armadas??? Que culpa tenho eu se o atual Presidente do Brasil vive a trocar seus subordinados??? Ahhh, e vai me dizer que você sabia quem são os comandantes de Exército, MArinha, Aeronáutica, que você sabe o nome de todos os ministros do atual governo, etc, etc, etc? Você quer enganar a quem? Sim, porque a mim vc não engana, não… No seu comentário anterior (“vc está desatualizado…”) vc não diz e não demonstra saber da troca. Depois foi pesquisar… Se soubesse, do jeito que vc é, já teria dito, não teria deixado de aproveitar a oportunidade… Agora quer me enganar? Quem, então, está a se achar muito esperto?…

    E será que o comandante Moura Neto é mais capacitado do que o ex-comandante, só porque é o atual ??? Você seria capaz de apostar que o submarino nuclear vai mesmo ficar pronto em 2018??? Você colocaria sua mão no fogo??? Sei!… E Moura Neto é capacitado para quê? Para previsões? Ele é capacitado para assuntos militares e não para assuntos industriais ou de engenharia, Marcelo…

  9. Aqui:
    http://www.terra.com.br/reporterterra/nuclear/rep_12.htm
    “Se as previsões da Marinha estiverem certas e se o governo brasileiro continuar investindo no projeto, até 2025 o Brasil terá concluído o primeiro submarino nuclear nacional. De acordo com o Centro Tecnológico da Marinha, desde que o submarino começou a ser projetado, em 1979, até o ano passado já foram investidos cerca de US$ 950 milhões. Outros R$ 750 milhões estão previstos até a conclusão, totalizando aproximadamente US$ 1,4 bilhão.”

    E aqui:
    http://opiniaoenoticia.com.br/interna.php?mat=6542
    “A Marinha adiou por prazo indeterminado a construção de um submarino nuclear. A embarcação deveria entrar em operação até 2020 e custaria US$ 1,2 bilhão.”

    Em que passo estamos actualmente? Em termos de datas e custos? Não encontrei nenhuma referência mais recente…
    E de qualquer modo, estes números apontam para a minha estimativa inicial: construir 3 SNAs ficaria em perto de 4,5 a 5 biliões de dólares… O mesmo preço de um Charles de Gaulle.

  10. Moises

    Ola, concordo com tudo que o Sr Clavis comentou este projeto de submarino vai custar bilhoes de dolares mas a maioria dos brasileiros achao que so com apenas 1 bilhao de reais da para resolver tudo……….
    A unica forma de resolver em 8 anos apenas seria a reposta do link abaixo feito por debaixo dos panos…….

    http://www.meretmarine.com/article.cfm?id=105563&u=2558

  11. E quanto ao porque não devia gastar o Brasil esses 4,5/5 biliões:
    http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=456CIR001

  12. Ultramar

    Pois é… Há diferentes “previsões”… na própria Marinha! Mas o Marcelo crê piamente no comandante Moura Neto… O que se pode fazer ? É claro que , em se tratando de Brasil, esse submarino deve ficar pronto bem depois de 2018!

  13. Tudo é possível… Injectando no projecto dinheiro suficiente… e li algures que os 700 milhões já gastos no projecto tinham produzido um protótipo inacabado (e abandonado)… Será que esse almirante conta com esse protótipo e com a terminação do mesmo?

  14. Ultramar

    Pelo que sei (e não acho que sei muito, ao contrário de outros), esse dinheiro – também já disseram 1 bilhão – foi gasto só no desenvolvimento do protótipo do…reator. Será que vc não se enganou quanto ao protótipo, Clavis? Os jornais frequentemente apresentam matérias sobre o assunto e nada sobre esse protótipo do submarino nuclear… Eu acho que, se ainda não temos tecnologia para esse tipo de submarino, não poderia haver um protótipo… Não sei, mas parece que só há projeções artísticas sobre como ele poderia ser… Bem, talvez “alguém” que acha que sabe muito sobre esses assuntos venha com todas as informações, para se mostrar… Não precisamos nem procurar! 🙂

    E dinheiro não pode acelerar tudo, Clavis, vc sabe. Na construção do submarino nuclear é necessário um tempo certo para cada fase do projeto, como é a previsão (2025-2030!) nessa ótima análise sobre o submarino nuclear e seus concorrentes, os AIPs, em

    http://www.naval.com.br/opiniao/AIPxSSN/AIPxSSN1.htm

  15. Marcelo Cunha

    Moisés, pode ser por aí. “Acho” que a questão não é quanto vai gastar, a questão é o dominio de tecnologia. Esta preocupação, tecnologia, que nos levou a confirmar as reservas no campo tupi, e com uma montanha de dinheiro ainda a investir, brasileiros…e portugueses… poderão colher os frutos em futuro próximo. Penso que há paralelos entre os casos.

  16. Ultramar:
    “do protótipo do…reator. Será que vc não se enganou quanto ao protótipo, Clavis? Os jornais frequentemente apresentam matérias sobre o assunto e nada sobre esse protótipo do submarino nuclear… Eu acho que, se ainda não temos tecnologia para esse tipo de submarino, não poderia haver um protótipo… Não sei, mas parece que só há projeções artísticas sobre como ele poderia ser… Bem, talvez “alguém” que acha que sabe muito sobre esses assuntos venha com todas as informações, para se mostrar… Não precisamos nem procurar! :)”
    -> Não… Li apenas um comentário de alguém (um técnico) que dizia ter estado no projecto desde o início e que esse protótipo estava praticamente pronto. E ele referia-se ao submarino, não ao reactor (que penso que estaria “incluído”). Mas perdi a fonte (algures um blog na net brasileira) e não tem muita credibilidade. Vale o que vale.
    -> A injecção de dinheiro pode mesmo acelerar muita coisa… Especialmente se fôr usado para “saltar passos” e comprar tecnologia russos ou franceses…

    Marcelo:
    -> Mas se a tecnologia já existe e se há vários países que a dominam porque não procurá-los e estabelecer parcerias com eles em vez de tentar fazer tudo sózinho, da forma mais cara e ineficiente, ainda que mais orgulhosa e propangandística?

  17. Moises

    Bom a tecnologia parece que pelo menos 70% do caminho ja se foi, mas a um caminho grande para o domino completo . fonte abaixo
    http://www.defesanet.com.br/marinha/nuclear_sub.htm

    Acho que parceria com a frança ja existe mas estão escondendo para fazer propaganda que tudo sera 100% brasileiro, motivo? Os brasileiros são um povo bastante desmotivado,desacreditado, que mesmo com a evolução dos ultimos anos são pessimistas e um problema maior tem um Complexo de Inferioridade…….

    Por isto acho eu que se faz propaganda que tudo sera 100% brasileiro para fazer o povo ter mais orgulho do pais, aumentar a autoestima, não perder o patriotismo que nos ultimos anos esta diminuindo…..

    Como ja ouvi comentarios a descoberta do campo tupi se fosse em um outro pais teria festa no pais inteiro, no Brasil o povo não da muita importancia…..

    Não sou contra a exploração de energia ou tecnologia nuclear mas acho não ser a hora apropriada, o problema e que no Brasil quando chega a hora de fazer alguma coisa isto demora tanto tempo que ninguem mais acredita no que poderia ser feito…..

    Os politicos não investem em educação que deveria ser as prioridades de qualquer governo, politicos querem pessoas burras desinformadas para somente ganhar votos….

    Para ser sincero eu acho que o Brasil e o maior pais que tem corrupção no mundo, um politico do Brasil ganha um salario de politico de primeiro mundo
    e não consegue ignorar as tendencias a corrupção……

  18. Moisés: Sim, também li essa reportagem… E sem dúvida que a boa execução do projecto teria um efeito moral não desprezível… mas continuo a achar que há melhores sítios onde gastar estes 4 a 5 biliões… Por exemplo, na recuperação das favelas do Rio e de São Paulo, onde finalmente se está a fazer agora alguma coisa? Ou… Na renovação da FAB, investindo p.ex. com a Rússia e Índia no PAK/FA?
    Teoricamente, não… não é o mais corrupto, de longe, a liderança cabe ao Iraque e à Birmânica, segundo todos os índices… Tem muitos problemas nesse domínio, mas não estão assim tão mal, pelo menos é isso que dizem aqui:
    http://noticias.uol.com.br/ultnot/2007/09/26/ult1767u103686.jhtm
    colocando o Brasil em 72º… mau, temos que admitir e13º na América Latina mas muito longe dos tristes líderes dessa tabela.

  19. Moises

    Sim claro existem area muito melhores para gastar esses 4 a 5 biliões ate mesmo na propria marinha daria para renovar sua frota inteira com esta verba.
    Pelo que vejo o governo esta usando este projeto de submarino nuclear para construir 8 usinas nucleares ate 2030 para suprir a falta de energia que deve ocorrer no futuro, e esta usando este submarino de agurmento e desviar tambem a opnião publica do fato de se construir usinas nucleares no Brasil cujo a maioria da população e contra….
    Com a atual verba de + ou – 400 milhões de euros em 8 anos para o projeto do SNA isto seria impossivel construir um Submarino Nuclear e eu duvido que ate 2018 ainda exista este projeto de SNA e mais provavel o projeto ser engavetato por falta de verba…..
    Em questão a corrupção eu não sei diser se isto e correto mas o Brasil pode não ser o mais corrupto em estatística mas em quantia de dinheiro sujo deve ser pelo menos entre os 10 primeiros….todo mes vemos noticias de alguem estar roubando milhões, neste mesmo mes vi uma noticia de um grupo de 40 pessoas que estava roubando (800 milhões de euros) so para se ter ideia da quantia do dinheiro…..

  20. Bem…
    Um SSN Akula custa 600 milhões de dólares cada
    Uma fragata FREMM, 500 milhões…
    Uma corveta sueca Gowind, 900 milhões
    Os dois novos porta-aviões do Reino Unido, 4 biliões…

    Sim, esse dinheiro daria para reequipar toda a Marinha…

    Quanto à energia nuclear civil, já expûs aqui as minhas objecções quanto à dita…

    E sim, o Brasil será dos paises mais corruptos do mundo, mas não está entre os piores e o simples facto de haver notícias dessas indica que pelo menos alguns são apanhados e não existe total impunidade… Ou seja, por cada um que vai às notícias, o Brasil dá mais um salto para a modernidade e para a boa governação… Quantas notícias dessas acha que chegam aos jornais na Birmânia, Iraque ou Angola?

  21. Moises

    Parece que tudo esta começando a bater com a entrevista de 2006 do defesanet…….

    Marinha planeja frota nuclear

    Programa não se limita a um único submarino, mas total só será
    decidido após entrega da primeira unidade

    Roberto Godoy

    O programa de desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro não se
    esgota em um só navio. O plano prevê, sim, uma frota mínima a longo
    prazo – mas o número de navios só será decidido pelo Comando da
    Marinha “depois que a primeira unidade estiver pronta, exaustivamente
    testada, e estudados todos os aperfeiçoamentos que serão
    introduzidos”, afirma o almirante Júlio de Moura Neto, comandante da
    Força.

    A previsão é de que o submarino inicial entre em operação em 12 anos,
    por volta de 2020, ao custo estimado de R$ 2,04 bilhões. A partir de
    2008, o projeto nuclear da Marinha vai receber R$ 130 milhões ao ano.

    Moura Neto sustenta que “só depois que o projeto estiver
    suficientemente consolidado será possível tratar da produção e, à luz
    dos fatores condicionantes, dimensionar a nova classe”.

    O ministro da Defesa, Nelson Jobim, acha o projeto “essencial à
    garantia da riqueza nacional que se encontra no Atlântico”. Para ele,
    não dá para pensar em proteção “exclusivamente com navios de
    superfície, plataformas de fácil localização por meio de satélites”.
    Jobim lembra que, antes da embarcação de propulsão atômica, “a
    esquadra terá de construir submarinos convencionais, de propulsão
    diesel-elétrica”.

    A frota nuclear será formada por navios de 96 metros, 4 mil toneladas
    de deslocamento submerso e 17,8 metros de altura máxima – o
    equivalente a um prédio de sete andares, no ponto onde fica a vela, a
    torre que abriga antenas e os sistemas óticos; o periscópio, por
    exemplo.

    Para os engenheiros navais brasileiros, trata-se de aprender todo um
    novo conceito, a começar do desenho. O quadro de bordo do submarino
    nuclear será formado por 100 tripulantes, acomodados em um tubo de aço
    de 9,80 metros de diâmetro. Dentro dele dividirão o limitado espaço
    com equipamentos e os sistemas – rede elétrica, condutos hidráulicos,
    computadores, torpedos, mísseis e, claro, um reator nuclear ativo.

    O tempo de permanência sob a água é indefinido, calculado em ciclos de
    30 dias. “Para reduzir o stress decorrente do confinamento, os
    especialistas procuram dar ao arranjo interno do navio referências da
    dimensão humana”, afirma o projetista inglês Nigel Desmond, dos
    estaleiros Vickers. Isso não significa muito. Na embarcação pretendida
    pelo Brasil, o efeito será percebido nos beliches, levemente mais
    amplos que os estreitos modelos adotados nos submarinos convencionais,
    menores e mais leves, ou no refeitório, também usado como cinema.
    Outro cuidado: cardápio variado, comida saborosa e de qualidade,
    servida dia e noite.

    Esses gigantes vão operar a partir de uma nova base naval, que tem
    grande chance de ser instalada no litoral de São Paulo, ao norte de
    São Sebastião. Alí, no bolsão de águas calmas e profundas, onde a
    topografia da costa é pouco acidentada, os navios atômicos, protegidos
    por baterias de mísseis antiaéreos, seriam preparados para cumprir
    missões permanentes de patrulha. Também estariam próximos do parque
    industrial paulista e de um estaleiro especial que deve surgir em
    Sepetiba, no litoral sul do Rio, para construir os submarinos. Nos
    dois locais, as áreas envolvidas pertencem à União.

    O complexo de edifícios da base será todo coberto para escapar do olho
    dos satélites militares. O prédio da doca funcionará com berços
    flutuantes e diques de drenagem – as embarcações serão movimentadas
    para dentro e para fora com auxílio da água do mar. Sempre
    rapidamente, quase sempre durante a noite, ao amanhecer, ao cair da
    tarde ou quando houver neblina. Recursos mínimos para reduzir – mas
    não evitar – a observação eletrônica.

    Tudo isso – da divisão do ambiente ao compartimento onde ficará o
    reator, o centro de combate e até a nova base – está pronto, em
    escala, no discreto pavilhão M, do Centro Tecnológico da Marinha em
    São Paulo (CTMSP), no campus da USP. Ali há maquetes de engenharia que
    vêm sendo periodicamente atualizadas desde os anos 80, quando o
    programa, então considerado secreto, teve início.

    O material destina-se aos ensaios de projeto do arranjo interno do
    submarino, com todos os componentes. Uma bancada isolada mostra o
    conjunto propulsor. E, ao fundo, uma seção de acrílico em grande
    proporção, permite estudar a distribuição dos dispositivos que compõem
    parte da unidade de vapor de alta pressão. Os músculos da máquina.

    SEGREDOS

    Há também vários segredos. O maior deles, ligado ao projeto, é o da
    tecnologia do eixo que leva movimento à enorme hélice destinada a
    movimentar o navio. O maior problema nessa área é limitar ruído e
    vibração. Empregando um conceito derivado da construção de
    ultracentrífugas nacionais, empregadas no enriquecimento do urânio
    usado como combustível de reatores, o eixo de 80 metros será
    magnético, funcionando sem barulho e, melhor ainda, sem atrito entre
    as partes móveis.

    O Túnel de Cavitação, o laboratório de testes, terá de ser construído
    no Centro Aramar, em Iperó, região de Sorocaba – um tanque, monitorado
    eletronicamente, de 400 metros de comprimento com 7,5 metros de
    profundidade. “Para isso não se encontram parceiros internacionais”,
    comenta o almirante Carlos Bezerril, o diretor-geral do Centro
    Tecnológico.

    Bezerril estima que a Marinha esteja no nível 40 do conhecimento
    tecnológico exigido para a construção de submarinos nucleares, tendo o
    patamar 100 como sendo o momento da entrega do navio, “graças ao
    avanço obtido no domínio completo do ciclo do combustível e da
    propulsão, com execução de um protótipo, pronto em Aramar”. Para
    construir submarinos nucleares o programa prevê que haja, antes, um
    modelo convencional como forma de dominar os processos de fabricação –
    do casco em aço especial até a montagem dos equipamentos.

  22. Duarte

    Só uma pequena correcção:
    Os navios que navegam ao largo do porta-aviões não são, como alguns “erróneos” por estas bandas pensam, a sua escolta.
    Nem os navios, nem os submarinos escoltam porta-aviões! Navegam é junto a eles para beneficiarem da “Cobertura Aérea” propiciada pelo Poder Aéreo a bordo deles mesmos , poder esse que está constantemente (24h sobre 24h) em patrulha no ar, a longuíssimas distâncias (de 1500 a 2000Km ou mais), varrendo com os seus potentíssimos radares toda a tridimensão circundante (aérea e de superfície, seja naval ou terrestre). Os radares dos navios têm um alcance limitado a apenas 70Km, devido à ocultação provocada pela curvatura natural do horizonte do nosso planeta. Para além desse horizonte, tornam-se “cegos”. Numa plataforma (aeronave) situada a 12000 metros de altitude, os horizontes estendem-se por mais de 600Km e os alcances radáricos multiplicam-se em ordens de grandeza. O alerta aéreo anti-ameaça estende-se a largas dezenas de minutos o que é vital para o porta-aviões por em acção os seus caças guardiões da frota em patrulha CAP. As aeronaves dos porta-aviões têm também como missão, a vigilância constante sobre amplas áreas oceânicas (quer marítimas, quer submarinas, quer aéreas) de forma a garantirem a designada “Defesa da Frota”.
    Na US Navy (e em todas as principais marinhas do mundo) as aeronaves especializadas (aviões/helicópteros) nesse domínio são as de “Alerta Aéreo Antecipado” (AEW) que por sua vêz convocam, coordenam e guiam os ataques defensivos dos caças interceptores contra quaisquer tipos de ameaças à frota naval que acompanha o porta-aviões. É por isso que desde os inícios da Segunda Guerra Mundial se passou a chamar a esses vasos de guerra almirantados (o navio principal, mais poderoso e mais dotado de flexibilidade de qualquer marinha) de “porta-aviões de escolta”!

    Fica aqui a correc
    ção!

  23. Moises: Sim, de facto o Ultramar já me tinha alertado para essa entrevista. E estou a redigir um texto reunindo a maioria dos dados que se conhecem sobre este projecto, que há-de sair aqui brevemente…

  24. Ultramar

    Bem, quanto à corrupção, ela é algo comum ao ser humano e, portanto, não há lugar no mundo onde não haja a dita. Vejam por exemplo este texto, há poucos dias, do colunista Ancelmo Góis em sua página no GLOBO online (com todo o respeito, Clavis), o que parece ser cópia de notícia de Portugal:

    Impunidade além mar

    Apenas 22 pessoas estão presas por corrupção nas cadeias portuguesas. Isso significa 6% dos cerca de 370 inquéritos abertos pela Polícia Judiciária nos últimos dois anos, para investigar crimes de corrupção.

    E os presos só estão na cadeia porque respondem por outros crimes mais graves. O número é pequeno, dizem especialistas em assuntos de segurança e sistema judiciário como Saldanha Sanches e Luís de Sousa. Para ele, há “grande influência dos corruptos na produção legislativa”. Já Sousa diz que “as leis não têm dentes para morder”.

  25. A falta de meios da PJ para investigar esses crimes, tão específicos e “profissionais” é atroz… E a recente alteração do Código Penal – com o encurtamento dos prazos – veio ainda mais dificultar essas investigações e contribuir para o reduzido número de detenções…

  26. Submarino Nuclear Brasileiro.
    Descartando aqui qualquer sonho nacionalista de “Brasil Potência” ou mesmo de um “Brasil Atômico”, não podemos ignorar o fato de o país ter realmente a necessidade de melhor proteger suas águas territoriais; modernizando sua Armada com o que melhor conseguir – inclusive um ou mais submarinos nucleares, como é o que pretende a Marinha do Brasil; além de meios de superfície mais eficientes, como um novo porta-aviões, que também poderia ser movido por energia atômica (pois o Foch “NAe 12 São Paulo” não passa de uma “banheira velha”, altamente poluidora, de pouca autonomia, elevado custo operacional e guarnecido por aviões A-4 ultrapassados).
    Toda esta pretensão passa pelo domínio total de construção, operação e manutenção de tecnologia nuclear para propulsão naval. O Brasil tem esta pretensão desde o final da década de 1970. É claro que o país não pode ter a ilusão de ser uma superpotência militar ou nuclear, inclusive por não haver meios materiais e financeiros para tanto. Não se justificaria um projeto de “potência” militar para o Brasil, pois sua economia não comporta tal ilusão.
    Mas não se trata de transformar o Brasil em uma potência militar. O desenvolvimento de um submarino nuclear no Brasil (além de outros meios de defesa marítima de grande autonomia e raio de ação) é uma necessidade efetiva, devido a extenso litoral brasileiro e a vastidão de suas águas territoriais.
    Devido a grande autonomia e raio de operação, o submarino nuclear é sim, uma boa opção para o Brasil. A Marinha terá investido no fator tecnológico de geração nacional além de desenvolver uma arma potente (um submarino nuclear poderá realizar missões sem necessidade de reabastecimento ou retorno para portos com a finalidade de reabastecer, o que ocorreria no caso de submarinos convencionais).
    Outro fator importante é o não investimento numérico. Uma pequena frota de submarinos nucleares poderia cobrir todo o litoral e águas territoriais brasileiras. Assim, a Marinha não necessitaria investir em um fator numérico de embarcações (tendo muitos navios convencionais e tripulantes para realizar as mesmas tarefas que um pequeno número de submarinos nucleares realizaria de forma mais efetiva). Cobrir defensivamente o vasto litoral e as águas territoriais brasileiras de forma minimamente satisfatória, com navios e submarinos de propulsão convencionais, seria uma tarefa que obrigaria o país a triplicar o tamanho de sua Marinha, além de seus gastos com ela.
    O Brasil necessita de submarinos nucleares para melhor cobrir suas águas territoriais, proteger suas reservas petrolíferas e de outros recursos marinhos já explorados ou ainda potencialmente exploráveis, e que por si só, já justificariam o projeto do submarino nuclear.
    Apesar dos investimentos que exigirá o desenvolvimento e construção de tal arma, os gastos serão no longo prazo diluídos pelos custos de operação do navio, que serão menores com o passar do tempo. O país também estará desenvolvendo um reator nuclear que terá uso civil (gerar energia elétrica para cidades de médio porte, em um século onde a questão energética está colocada); além de dar continuidade e término em um projeto que já custou US$ 1 bilhão, desde a década de 1970; e que até agora apenas produziu a maquete mais cara da história.
    Para o Brasil, comprar um submarino nuclear russo como fez a Índia, não significaria adquirir por completo sua tecnologia secreta. Precisamos considerar que a Índia é uma potência nuclear, com mísseis carregados bombas atômicas; enquanto o Brasil não tem esta pretensão. Apenas cinco países do mundo possuem tecnologia para produzir submarinos nucleares e nenhum deles está disposto a vender ou transferir seus segredos. Os russos estão fazendo para a Índia uma série de limitações e não revelam seus segredos ao aliados indianos. Já o Brasil desenvolvendo seu próprio submarino nuclear traria o país para um seleto grupo de países que dominam esta tecnologia. Obviamente, o primeiro submarino seria o único de sua classe, pois erros e equívocos no projeto ocorreriam, exigindo aprimoramentos em uma classe posterior.
    Adquirir um submarino russo da classe Akula sem o reator para a Marinha do Brasil aparentemente poderia ser atraente, inclusive pelo fato de o país carecer até o momento de um estaleiro capaz de construir o navio planejado no Brasil. Mas também traria logo de início um problema: a tecnologia utilizada para submarinos da classe Tupi na Marinha do Brasil é de origem alemã. A “escola” de construção de submarinos convencionais da Marinha do Brasil é, portanto, germânica em sua origem; e o futuro submarino nuclear brasileiro estará baseado nos mesmos princípios e conhecimentos adquiridos ao longo do desenvolvimento, construção e operação destes submarinos de projeto alemão. Incorporar um submarino de origem russa na Marinha do Brasil exigiria uma série de adaptações que ampliariam os custos operacionais da Marinha.
    Não se trata de desenvolver um submarino que será uma arma nuclear, pois seus sistemas de armas serão convencionais, sendo apenas sua propulsão atômica. Esta, aliás, poderá ser uma grande vantagem e diferenciação do submarino nuclear brasileiro. Por não transportar armas ofensivas como mísseis balísticos intercontinentais, o submarino nuclear brasileiro poderá possuir maior número de armas convencionais de defesa e também poderá oferecer maior segurança e isolamento de seu reator, além de também, maior isolamento acústico. Poderá ser uma terrível e potente arma convencional com propulsão nuclear de grande raio de ação. Tudo dependerá de seus sistemas de armas.
    Os submarinos nucleares não são tão seguros, pois possuem pouco espaço para sua blindagem anti-radiação (especialmente e comprovadamente os submarinos atômicos russos). Os mísseis balísticos e seus sistemas ocupam 1/4 de todo o espaço útil nos submarinos nucleares. O submarino nuclear brasileiro terá mais espaço para segurança, armas convencionais e isolamento acústico. Tudo dependerá da tecnologia utilizada.
    Mas é claro que a Marinha terá que ter como uma de suas principais preocupações a questão da segurança, pois ninguém quer um “K-19” ou um “Kursk” afundado ou vazando radiação no meio do Atlântico Sul. Acho que é neste ponto que a sociedade brasileira deve estar alerta e se mobilizar. Não se trata de ser contra o projeto, mas de exigir que o projeto seja o mais seguro possível – até mesmo superior em segurança, aos submarinos nucleares já existentes nas Armadas dos EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França.
    Não acredito que será uma “Chernobyl” flutuante, pois ninguém mais no mundo (inclusive o Brasil), constrói reatores inseguros como aqueles de Chernobyl. Aliás, acredito inclusive que um submarino nuclear seria muito mais barato operacionalmente, seguro e efetivo na tarefa de defesa das águas territoriais brasileiras que o velho porta-aviões Foch (rebatizado NAe “São Paulo”). A quantidade de amianto e outros produtos altamente tóxicos utilizados nas estruturas e equipamentos do “São Paulo” representam sim uma séria ameaça ecológica e ambiental; além dos elevados custos operacionais que o velho porta-aviões exige em contrapartida ao seu alcance e autonomia de ação (muito reduzidos).
    Um submarino nuclear brasileiro seguro e de grande capacidade de dissuasão não é impossível se a sociedade brasileira como um todo participar em um debate e em um esforço nacional sobre o tema – como alias, os ministros Jobim e Unger estão de forma inédita, chamando a sociedade brasileira para a discussão dos assuntos sobre defesa.
    O Brasil tem hoje a chance de definir uma política nacional de defesa com a participação da sociedade civil – o que nunca existiu, pois os militares nunca o permitiram.
    Mas para tanto não são suficientes apenas palavras. O presidente Lula tem mesmo que investir as quantias prometidas. Seu sucessor, a partis de 2011 também teria de dar prosseguimento ao projeto. Aqui estão dois problemas sérios na política brasileira e que já atrasaram o projeto do submarino nuclear brasileiro em mais de uma década, e podem paralisá-lo novamente: a eloqüência vazia de nossos políticos e a falta de continuidade nas políticas públicas, com sucessivos cortes orçamentários.
    Mas a guerra é algo ao mesmo tempo indesejável e imponderável. Qualquer nação que queira ser soberana deve ter meios para exercer sua soberania. Infelizmente é algo que nem sempre a diplomacia e as boas intenções resolvem. O mundo é tocado por interesses; e no capitalismo, especialmente por interesses econômicos. O Brasil é rico em muitos recursos que no século XXI serão cobiçados por outras nações, assim como o petróleo do Oriente Médio é cobiçado desde a Segunda Revolução Industrial.
    Reequipar a Marinha do Brasil – inclusive com um ou mais submarinos de propulsão nuclear – é dar a ela meios para ser um agente de dissuasão mais efetivo no Atlântico Sul e na América do Sul (no caso de uma eventual ameaça de guerra, inclusive com uma potência maior e mesmo imperialista, pois o imperialismo é também uma realidade no capitalismo). É uma questão simples de visão estratégica e de geopolítica. O que não pode continuar ocorrendo, e que acontece desde a Revolta da Armada contra o ditador Floriano Peixoto (1893), é o fato de a Marinha do Brasil continuar sendo a “Marinha da Baia da Guanabara”, prisioneira no Rio de Janeiro. Ela precisa tornar-se capaz de defender efetivamente as águas territoriais e o litoral brasileiro como um todo, caso contrário, sua existência, não se justifica.

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