Do Acordo Ortográfico


(“Comunidade dos Países de Língua Portuguesa“)

Dado o especial foco que tem sido dado às relações lusobrasileiras, seria impossível não abordar aqui a importância que tem a iminente ratificação por parte do Governo português do Acordo Ortográfico… E assim faremos já de seguida.

Não faltam os “velhos do Restelo” que como Vasco Graça Moura o criticam… Não sem ter parte interessada na questão, já que obtendo parte significativa dos seus proveitos na actividade de tradução. Graça Moura não é propriamente uma figura neutra nesta questão… É que as suas traduções serão afectadas pelo acordo e que os seus livros terão que competir directamente com os de outros autores lusófonos, isso dificilmente não afectará o seu julgamento… Graça Moura acusa os que defendem o Acordo de “falta de visão no plano científico, económico e estratégico” e a generalidade dos editores portugueses alinham pela mesma bitola pessimista. Mas poderão ou deverão os 10 milhões de portugueses ignorar o peso demográfico e económico dos 180 milhões de brasileiros? Poderemos deixar que a nossa língua caminhe para percursos distintos e contrapostos e nada fazer contra isso?

E, sobretudo… Será possível não ratificar o Acordo? Criado em 1990, o Acordo parecia dormente, mas apenas “parecia”, já que em 2006, Cabo Verde e São Tomé e Princípe, o ratificaram, somando-se assim ao Brasil, e dando ao Acordo as três ratificações necessárias para que entrasse imediatamente em vigor nestes três países. Portugal, o país de onde tinha surgido – juntamente com a Galiza – a própria matriz da língua portuguesa podia continuar fora? Compreendemos bem as hesitações dos editores portugueses… Receiam pelos mercados educativos nos PALOPs, um muito significativo destino para as suas edições escolares e onde – com a homogenia da grafia – terão que passar a concorrer com os editores livreiros… A situação é particularmente preocupante em Angola, onde a recuperação económica é cada vez mais viçosa e há dinheiro para fazer um investimento sério e continuado na Educação dos mais jovens.

Sem dúvida que a homogeneização do português poderá favorecer os editores brasileiros, que adoptaram o Acordo logo desde o começo e sem as hesitações dos portugueses e que nem adoptaram a moratória de 10 anos prevista no Acordo e a que vai recorrer Portugal… É certo que o acordo parece mais favorável ao Brasil, pelo menos no domínio restrito das palavras alteradas, já que se no Brasil apenas 0,5% das palavras sofrem alteração, em Portugal essa percentagem irá ascender aos 1,6%, ou seja, o trabalho de “Find&Replace” nos textos portugueses a publicar será maior em Portugal… Mas será um custo assim tão significativo? E será que devemos temer assim tanto o ímpeto exportador do Brasil? O Brasil é ainda infelizmente um país globalmente ileterato, com 20% dentro desse número (ver AQUI) e a esmagadora maioria da edição brasileira fica apenas em duas grandes cidades, Rio de Janeiro e São Paulo, não chegando sequer ao resto do extenso território brasileiro… Os editores portugueses que aproveitem a moratória de 10 anos… Que convertam as suas edições e estabeleçam parceiras com editoras e com governos africanos e o crescimento económico que se regista actualmente nos PALOPs há-de bastar para todos, incluindo para os próprios… E se em vez de temerem o “Outro” começarem a olhar para as oportunidades que o Acordo também deixa antever, talvez se devessem preparar para exportar para o Brasil, país que como vimos, tem neste domínio ainda um grande (o maior) problema a vencer…

Assim, concordamos com a decisão de Luís Amado (nem sempre temos estado de acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros) e acreditamos que o Acordo pode ser um instrumento importante para aproximar os Países Lusófonos, caminhar para aquela União pela qual tanto nos tempos batido neste e noutro espaço e criar novas condições para que se facilite o ensino da língua portuguesa (pela aproximação entre o português falado e o escrito e pela homogeneização da grafia) e contribuir assim decisivamente para vencer essa grande batalha do espaço lusófono que é a batalha pela qualificação e pela potenciação da riqueza humana destes países.

Fica por fim, uma muito sumária lista de algumas palavras alteradas, aqui e além-mar, baseada no artigo da passada semana do jornal “Público”:

Em Portugal:
acção -> ação
óptimo -> ótimo
tecto -> teto
lêem .> leem

No Brasil:
lingüiça -> linguiça
seqüência -> sequência
assembléia -> assembleia
idéia -> ideia
vôo -> voo

Em todos os países lusófonos:
As letras k,w e y são inseridas na lista de letras aceites em todos os alfabetos da lusofonia e o hífen tem novas regras que levam a que, por exemplo:
contra-regra -> contrarregra e
anti-semita -> antissemita

P.S.: E quem diria que eu e… este senhor estaríamos de acordo sobre a mesma coisa?

Fonte: Público de 6 de Dezembro de 2007

Categories: Brasil, Educação, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | 35 comentários

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35 thoughts on “Do Acordo Ortográfico

  1. Ultramar

    É lamentável que Portugal esteja a retardar a adoção das regras do Acordo Ortográfico… E se for por interesses financeiros, econômicos, ainda pior!

    E a diferença entre as mudanças no Brasil (0,5%) e em Portugal (1,6%) é mínima… Mas é importante notar que boa parte das mudanças em Portugal tem a ver com desnecessárias letras a mais em certas palavras ( ó[p]timo, ta[c]to, a[c]ção…), enquanto no Brasil as mudanças parecem estar mais nos acentos, mudanças que realmente podem causar mais confusão quanto à pronúncia, inicialmente.

    De qualquer forma, essas mudanças são mínimas para ambos, pois não chegam a 2%. E essas mudanças serão realmente boas para todos os países lusófonos, facilitando uma integração. Sem esquecer que o ideal é uma ortografia única – sem essa de português do Brasil e português de Portugal – , para que a língua seja mais respeitada no mundo. Que venham logo os próximos acordos ortográficos! Pois estamos bem atrasados…

  2. Ao autor do texto
    Em tendo um maior conhecimento da realidade brasileira, presente e passada, ninguém reduziria o ´consumo´ de livros aos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Solicitando previamente todas as desculpas, que eventualmente se façam necessárias, quero informá-lo que os estados do sul brasileiro são e sempre foram considerados os mais cultos e por conseguinte os ´´mais leitores´´ do país. Justamente esses estados, são os mais ´aportuguesados´.
    Quanto ao acordo ortográfico, penso e sonho com a possibilidade da troca temporária de professores, em todos os niveis (primário, secundário, superior, doutorado, mestrado, pós-doutorado…) entre os países lusófonos. Imagine professores portugueses lecionando temporariamente (digamos por seis meses ou um ano) em cada um dos países lusófonos. O mesmo ocorrendo com brasileiros, africanos e orientais. Isso levaria ao conhecimento mútuo, que é o que mais necessitamos. Só podemos amar e confiar no que conhecemos. Acredito que isso seria um fantástico passo rumo ao objetivo… a união… ao caminhar juntos.
    Um fraterno abraço
    Carlos

  3. Ultramar:
    ” É lamentável que Portugal esteja a retardar a adoção das regras do Acordo Ortográfico… E se for por interesses financeiros, econômicos, ainda pior!”
    -> O problema é que temos aqui um lobby activo e influente (das editoras, dos livreiros e dos tradutores) do lado do Contra, e praticamente ninguém a pressionar a favor… Só mesmo o facto do acordo já estar em vigor em 3 países (Brasil, Cabo Verde e São Tomé) e o peso demográfico do Brasil (90% de toda a lusofonia!) a empurrar-nos para o ratificar!… Coisa pouca! Mas isso pode explicar estas já longas hesitações.

    ” E a diferença entre as mudanças no Brasil (0,5%) e em Portugal (1,6%) é mínima… Mas é importante notar que boa parte das mudanças em Portugal tem a ver com desnecessárias letras a mais em certas palavras ( ó[p]timo, ta[c]to, a[c]ção…), enquanto no Brasil as mudanças parecem estar mais nos”
    -> Pois, as consoantes mudas… Bem… Eu dizia-as… A maioria não, mas alguns de nós usavam-nas mesmo, oralmente… Mas concedo que a sua retirada não prejudica a compreensão das palavras e que facilia o ensino das mesmas, especialmente em África…

    ” acentos, mudanças que realmente podem causar mais confusão quanto à pronúncia, inicialmente.
    De qualquer forma, essas mudanças são mínimas para ambos, pois não chegam a 2%. E essas mudanças serão realmente boas para todos os ”
    -> Correcto. Pessoalmente, preferiria uma alteração mais global, que efectivamente harmonizasse completamente todas as grafias, todas as palavras. Assim como está, ainda se admitem excepções no Brasil e em Portugal, e por isso alguns o criticam como sendo apenas “um meio acordo”. E eu conto-me entre esse número…

    “países lusófonos, facilitando uma integração. Sem esquecer que o ideal é uma ortografia única – sem essa de português do Brasil e português de Portugal – , para que a língua seja mais respeitada no mundo. Que venham logo os próximos acordos ortográficos! Pois estamos bem atrasados…”
    -> Era o que escrevia mais acima!

    Carlos:
    ” Ao autor do texto
    Em tendo um maior conhecimento da realidade brasileira, presente e passada, ninguém reduziria o ´consumo´ de livros aos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Solicitando previamente todas as desculpas, que ”
    -> A minha fonte é o citado artigo do jornal “Público”, geralmente muito bem informado… Mas concedo que voçês aí têm um conhecimento mais directo e próximo da realidade, logo saberão melhor… Mas a população brasileira está “anormalmente” concentrada nessas duas grandes cidades, isso não explicará grande parte destes 80%?

    “eventualmente se façam necessárias, quero informá-lo que os estados do sul brasileiro são e sempre foram considerados os mais cultos e por conseguinte os ´´mais leitores´´ do país. Justamente esses estados, são os mais ´aportuguesados´.”
    -> Sim, mas terão um peso demográfico significativo no total dos 180 milhóes de brasileiros? E o progresso de Santa Catarina do Sul já tem dado azo a muitos artigos de imprensa, mesmo aqui em Portugal, onde essas notícias rarametne chegam… Mas não é também um dos Estados menos povoados?

    ” Quanto ao acordo ortográfico, penso e sonho com a possibilidade da troca temporária de professores, em todos os niveis (primário, secundário, superior, doutorado, mestrado, pós-doutorado…) entre os países lusófonos.”
    > Bem, a cooperação brasileira e portuguesa já envia muitos para a África lusófona. Um acordo reforçaria as bases dessa cooperação, sem dúvida.

    “Imagine professores portugueses lecionando temporariamente (digamos por seis meses ou um ano) em cada um dos países lusófonos. O mesmo ocorrendo com brasileiros, africanos e orientais. Isso levaria ao conhecimento mútuo, que é o que mais necessitamos. Só podemos amar e confiar no que conhecemos. Acredito que isso seria um fantástico passo rumo ao objetivo… a união… ao caminhar juntos.”
    -> E em Portugal temos excesso de professores… Que faltam no interior do Brasil e praticamente em todos os níveis de ensino nos PALOPs… Sim, seria um passo fantástico para a União. E um salto importante para vencer o atraso e a iliteracia que ainda assola muita da população lusófona e que de facto foi (juntamente com as Autarquias) uma das grandes vitórias da Democracia portuguesa… Mas falta ambição e… dinheiro…

  4. Um Brasileiro

    “”””””””””””……..Mas a população brasileira está “anormalmente” concentrada nessas duas grandes cidades, isso não explicará grande parte destes 80%?…..””””””””””

    Tudo bem que as populações conjuntas da Grande São Paulo e da Grande Rio seja maior que a de Portugal, Algola e Moçambique. Mas dizer que abriga 80% da população do Brasil é um exagero. A população brasileira está muito concentrada nos estados costeiros e sobretudo no Sudeste e Nordeste do País, por mais que o mercado editorial esteja concentrado nas duas maiores cidades o Brasil possui uma vastissima população sedenta por livros “conhecimento” venham de onde vier. Portugal pode se benificiar muito com nosso mercado editorial da mesma forma que o faz com as companhias telefônicas (TELECOM – VIVO) etc…

  5. Não, o que dizia o artigo do “Público” era diferente: diziam que 80% de todas as edições brasileiras eram absorvidas pelos leitores dessas duas cidades, não que concentravam 80% da população brasileira (aliás, São Paulo, só ela, tem mais habitantes do que todo o Portugal…)
    E essa falta de visão que me irrita nos editores portugueses… Incapazes de ver o imenso (e crescente) mercado para onde podem expandir-se, ficam lamuriando-se dos custos de find&replace em obras futuras (moratória de 10 anos!) e da “vantagem que o Brasil já leva”, como se eles tivessem feito alguma coisa desde 1994…

  6. Caro Clavis Prophetarum
    Se temos como objetivo a busca de uma forma de união, me parece fundamental que haja um mínimo de conhecimento mútuo. Nesse aspecto, nós brasileiros levamos vantagem, posto que convivemos mais com portugueses do que vocês com brasileiros. Mas na atualidade, não se justifica desconhecer tanto o país objeto, alvo, com o qual pretendemos uma forma qualquer de união. E falo isso pelo lado português. O Brasil que se descreve acima é totalmente diferente da realidade… mais ou menos como uma atrasada republiqueta, com dois estados privilegiados (Rio de Janeiro e São Paulo) com 80% da população ou mesmo que sejam ´consumidores´ de 80% dos livros publicados. Isso é um absurdo. Tem-se que ser um renomado desconhecedor da realidade brasileira, para aceitar semelhante equívoco. E por falar em equívoco, o lindíssimo e rico estado citado como Santa Catarina do Sul, na verdade se chama Santa Catarina. Esse estado, forma com o estado do Paraná (ao norte) e Rio Grande do Sul (ao sul), a região sul (divisão política) do Brasil. Santa Catarina, iniciou seu povoamento com açorianos na época do Império. …bem, é um estado extremamente progressista e… avançado! E aí vem a surpresa, o estado do Paraná é ainda mais rico e produtivo. E para encerrar a informação, o Rio Grando do Sul é o estado mais rico e o líder da região. Segundo pólo metal-mecânico do país. Produz automóveis, caminhões, tratores, as mais avançadas máquinas agrícolas do mundo, aviões, armas, o melhor gado de corte do país, etc., etc. e etc. Possui centros de pesquisa de ponta, notadamente na área agro-pecuária. Com a tecnologia mais avançada, esse estado produz imensas quantidades de grãos, como arroz, soja, milho, trigo, cevada, e muitos outros. É a região mais culta do país… com muitas… muitas editoras de livros e muitos… muitos leitores. Curitiba é o nome da capital do estado do Paraná. As mais criativas soluções para problemas de grandes cidades se encontra em Curitiba, circulação, trânsito, segurança… etc. Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, situa-se na ilha de Santa Catarina e é também uma cidade moderna e muito frequentada por turistas, nacionais e estrageiros. Porto Alegre é a capital do Rio Grande do Sul. No passado, se chamava Porto dos Casais porque foi fundada por casais vindos das ilhas dos Açores.
    São procedentes desses estados sulinos, os agro-pecuaristas que ´´abriram´´ as fronteiras agro-pastorís no centro oeste e norte do brasil. É por esse motivo (agricultores possuidores de alta tecnologia) que o Brasil transformou-se muito rapidamente em super produtor/exportador de grãos.
    Tudo isso, meu caro, acontece num país que pode multiplicar por cinco sua área agricultável, sem derrubar uma só árvore de qualquer floresta. E inevitavelmente vai fazê-lo.
    Por não ver possibilidade de motivação para uma união, sem conhecimento mútuo, com muito respeito , recomendaria que o conhecimento da atualidade brasileira seja levada aos portugueses em geral. Na minha opinião, se o português desconhecer o sucesso que seu povo está alcançando no outro lado do oceano, não vai atender ao chamado para a união.
    Te aconselho a verificar o site do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O órgão oficial de estatística do estado do Rio Grande do Sul e tantas outras fontes confiáveis, que te mostrarão essas realidades.
    Em tempo, a violência que é tão conhecida no exterior, ocorre exatamente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Lá também é que se localizam as imensas favelas, os assaltos, roubos, latrocínios… Esta é a realidade! Portanto, meu caro, a informação acima sobre editores de livros… é uma besteira sem tamanho… Lamentável… Não é assim…
    Gostaria que os dados fossem confirmados, antes de qualquer resposta.
    Se entendido ou não, luto pela união dos povos lusófonos.
    Fraterno abraço do
    Carlos
    ________________________________________________
    Una mano sua faciebat opus et altera tenebat gladium

  7. Carlos:
    1. Bem, em primeiro lugar, pedía-lhe um favor… Mude o nome com que escreve estes comentários, é que por alguma razão o sistema automático de antispam considera “Carlos” como spam… Basta mudar para “Karlos”, ou “C arlos”, uma coisa qualquer, e deve passar sem que eu tenha que os recuperar da caixa de spam. E sim… por isso é que os teus comentários demoram a aparecer… 😉

    “Se temos como objetivo a busca de uma forma de união, me parece fundamental que haja um mínimo de conhecimento mútuo. Nesse aspecto, nós brasileiros levamos vantagem, posto que convivemos mais com portugueses do que vocês com brasileiros. Mas na atualidade, não se ”
    -> Está a mudar graças às vagas migratórias dos últimos dez anos… Deve haver agora perto de 80 mil brasileiros em Portugal, a maior comunidade migrante em Portugal (dados de 2004), mesmo maior que a tradicionalmente grande comunidade cabo verdiana (64 mil)

    “justifica desconhecer tanto o país objeto, alvo, com o qual pretendemos uma forma qualquer de união. E falo isso pelo lado português. O Brasil que se descreve acima é totalmente diferente da realidade… mais ou menos como uma atrasada republiqueta, com dois estados privilegiados (Rio de Janeiro e São Paulo) com 80% da população ou mesmo que sejam ´consumidores´ de 80% dos livros publicados. Isso é um absurdo. Tem-se que ser um renomado desconhecedor da realidade brasileira, para aceitar ”
    -> Acredito em si, Carlos. Mas note que se tratam de duas muito grandes (porventura demasiado até) cidades que distorcem as estatísticas e forçam desvios anómalos aos padrões… E de qualquer modo, a iliteracia é um problema no Brasil, não é? Quais são os valores actuais? Os 20% que vi numa fonte correspondem à verdade?

    “semelhante equívoco. E por falar em equívoco, o lindíssimo e rico estado citado como Santa Catarina do Sul, na verdade se chama Santa Catarina. Esse estado, forma com o estado do Paraná (ao norte) e Rio Grande do Sul (ao sul), a região sul (divisão política) do Brasil. Santa Catarina, iniciou seu povoamento com açorianos na época do Império. …bem, é um estado ”
    -> Agostinho da Silva foi aí responsável pela Cultura…
    -> E hoje surge em muitas fontes anglosaxónicas como um exemplo de boa governação e de prosperidade. Falo de um artigo recente da Newsweek, p.ex.

    “extremamente progressista e… avançado! E aí vem a surpresa, o estado do Paraná é ainda mais rico e produtivo. E para encerrar a informação, o Rio Grando do Sul é o estado mais rico e o líder da região. Segundo pólo metal-mecânico do país. Produz automóveis, caminhões, tratores, as mais avançadas máquinas agrícolas do mundo, aviões, armas, o melhor gado de corte do país, etc., etc. e etc. Possui centros de pesquisa de ponta, notadamente na área agro-pecuária. Com a tecnologia mais avançada, esse estado produz imensas quantidades de grãos, como arroz, soja, milho, trigo, cevada, e muitos outros. É a região mais culta do país… com muitas… muitas editoras de livros e muitos… muitos leitores. Curitiba é o nome da capital do estado do Paraná. As mais criativas soluções para problemas de grandes cidades se encontra em Curitiba, circulação, trânsito, segurança… etc. Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, situa-se na ilha de Santa Catarina e é também uma cidade moderna e muito frequentada por turistas, nacionais e estrageiros. Porto Alegre é a capital do Rio Grande do Sul. No passado, se chamava Porto dos Casais porque foi fundada por casais vindos das ilhas dos Açores.
    São procedentes desses estados sulinos, os agro-pecuaristas que ´´abriram´´ as fronteiras agro-pastorís no centro oeste e norte do brasil. É por esse motivo (agricultores possuidores de alta tecnologia) que o Brasil transformou-se muito rapidamente em super produtor/exportador de grãos.
    Tudo isso, meu caro, acontece num país que pode multiplicar por cinco sua área agricultável, sem derrubar uma só árvore de qualquer floresta. E inevitavelmente vai fazê-lo.”
    -> Ok! Fiquei convencido 🙂

    “Por não ver possibilidade de motivação para uma união, sem conhecimento mútuo, com muito respeito , recomendaria que o conhecimento da atualidade brasileira seja levada aos portugueses em geral. Na minha opinião, se o português desconhecer o sucesso que seu povo está alcançando no outro lado do oceano, não vai atender ao chamado para a união.”
    -> Um abismo que por estas bandas tento sempre ir colmatando, remando isolado num oceano de Media que desprezam quase todas as notícias que vêm do Brasil… Sendo correspondidos desse lado, ao que infelizmente vou vendo nos sites dos media brasileiros.

    “Te aconselho a verificar o site do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O órgão oficial de estatística do estado do Rio Grande do Sul e tantas outras fontes confiáveis, que te mostrarão essas realidades.
    Em tempo, a violência que é tão conhecida no exterior, ocorre exatamente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Lá também é que se localizam as imensas favelas, os assaltos, roubos, latrocínios… Esta é a realidade! ”
    -> É verdade. Essas notícias passam sempre pelo bloqueio mediático que barra as demais. Mas também já escrevi aqui sobre os recentes progressos em termos de segurança, especialmente em São Paulo, apesar de todos os problemas recentes que tanto destaque receberam em todo o mundo. Há um problema, mas ele está a ser desenvolvido com políticas activas de força e com o desenvolvimento que está sendo verificado um pouco por todo o território brasileiro.

    “Portanto, meu caro, a informação acima sobre editores de livros… é uma besteira sem tamanho… Lamentável… Não é assim…
    Gostaria que os dados fossem confirmados, antes de qualquer resposta.”
    -> A fonte é o citado artigo do Jornal “Público”. Era uma citação quase literal. Ou seja, muitos portugueses o leram, além de mim.

    “Se entendido ou não, luto pela união dos povos lusófonos.
    Fraterno abraço do
    Carlos”
    -> Somos dois (e mais muito poucos) então!
    -> P.S: um outro lugar onde se debatem estas questões pode ser encontrado aqui: http://novaaguia.blogspot.com/
    -> Um abraço, Rui

  8. ´Nick name´ trocado. Tudo bem? (Ex Carlos)
    Sobre o jornal ´Público´, gostaria de ter mais informações sobre ele. Em qual cidade é editado? É de circulação nacional? Cita as fontes de pesquisa/informações, nas quais se baseou para publicar os dados em pauta? Possui um endereço eletrônico, pelo qual se possa fazer contato? É que quero ao menos conhecer as ´tão fidedígnas´ fontes em que basearam para publicar essa… notícia.
    Um abraço do (Ex Carlos)
    (Atual) Graxaim

  9. Bem… Não. Tornou a cair no “spam”… Deve ser o teu endereço de ip.
    Bem, não há problema, vou continuar a ir lá buscar os teus comentários, continuarão é a cair meio em diferido…
    O Público não será dos jornais mais vendidos em Portugal (esse é o Correio da Manhã), mas tem muita divulgação entre alguns meios.
    E penso que a sua fonte (o url é http://www.publico.pt) era uma entrevista, ao que me lembro (já não tenho o jornal), julgo que de um editor brasileiro, mas não tenho a certeza.
    E escrevia eu isto quando dei com o texto citado na íntegra, aqui:
    http://ciberduvidas.sapo.pt/controversias.php?rid=1512
    e fiquei a saber que a fonte era Agualusa, um escritor angolano:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Eduardo_Agualusa
    Eu não culparia muito o Público (um jornal de referência aqui em Portugal)… Mas mais o escritor, se este estiver mal informado como parece estar…

  10. DeBosch

    Citando Carlos (Graxaim):
    “Nesse aspecto, nós brasileiros levamos vantagem, posto que convivemos mais com portugueses do que vocês com brasileiros.”
    Ó Carlos, acredito em tudo o que você defendeu, porque certamente que fala com conhecimento de causa, mas no que toca a esta sua frase lamento informá-lo, mas está totalmente equivocado. Na verdade, esta frase é em si mesma um sintoma do total desconhecimento dos brasileiros sobre a realidade portuguesa. Não pode concluir o que concluiu apenas porque um jornal português terá apresentado uns números errados sobre o Brasil.

    Vamos usar apenas os dados que o Clavis aqui colocou (80 mil brasileiros em Portugal) e que eu penso estarem muito longe da realidade, por motivos que apresentarei adiante. 80 mil para uma população de 10 milhões corresponde 0,8% da população; para termos uma percentagem equivalente no Brasil teriam de existir aí mais de um milhão e meio de portugueses (1,52 milhões correspondem a 0,8% de 190 milhões). Acredito que somando filhos e netos de portugueses serão até muitos mais, mas portugueses, nascidos e criados em Portugal, são certamente bem menos. Além disso, há muitos anos que o fluxo migratório de Portugal para o Brasil deixou de se verificar, pelo que tirando raríssimas excepções a maioria dos portugueses do Brasil estará aí já há 40 ou 50 anos e, por muito que falem com orgulho das suas raízes (ou não), são de facto, hoje, já mais brasileiros do que portugueses. O Portugal de que eles falam, para além de ser já uma imagem esbatida e mitificada, não é, nem de longe nem de perto, o mesmo Portugal de hoje.
    E, como eu disse, os números do Clavis não podem estar certos, por 3 motivos:
    1 – São números de 2004 e o aumento de brasileiros em Portugal nestes últimos anos tem sido verdadeiramente exponencial (não se compara o número de brasileiros que encontramos hoje em dia e os que encontrávamos há 3 ou 4 anos atrás).
    2 – A maioria dos imigrantes brasileiros não está legalizada, pelo que não devem fazer parte desta estatística.
    3 – É visível, no nosso dia-a-dia. Não tem valor estatístico o que vou referir, mas qualquer português sabe que dificilmente hoje entra num restaurante ou num café sem ser atendido por um brasileiro. Mesmo nas restantes lojas, atrás de um balcão é cada vez mais certo encontrarmos um brasileiro. Os meus pais estão incapacitados e têm de ter pessoas em permanência a cuidar deles. Neste último ano já passaram lá por casa mais de 10 brasileiras (nenhuma legalizada, pelo que não deverão constar nas estatísticas) e nem uma única portuguesa nem de qualquer outra nacionalidade. Neste momento uma vive com eles e outra dá apoio diário permanente (ambas em processo de legalização), pelo que para se ouvir falar com sotaque português naquela casa, só quando os filhos os vão visitar.
    Serve isto para dizer que, sendo modesto, o número real de brasileiros em Portugal será, pelo menos, o dobro do apresentado pelo Clavis.
    Acresce ainda que se tratam, quase na sua totalidade, de imigrantes muito recentes, pelo que não estão de forma alguma ainda “aportuguesados” ao contrário, como disse, dos emigrantes portugueses no Brasil.

    Mas, neste mundo cada vez mais global, não é necessário o contacto directo com as pessoas de um dado país, para se ter conhecimentos sobre ele. E, desde que eu me lembro, a cultura brasileira sempre penetrou fortemente em Portugal. Começando pela música. Qualquer português está completamente familiarizado com tudo o que vem do Brasil, começando no samba, nos chorinhos, no forró, passando pela bossa nova, com o Tom Jobim e o João Gilberto, continuando com o Chico Buarque, Caetano Veloso, Gal Costa e depois com a Simone, o Ivan Lins ou a Rita Lee, ou mais actualmente com a Daniela Mercury, a Adriana Calcanhoto ou a Marisa Monte; para não falar em Mamonas Assassinas, Ratos do Porão, ou Sepultura, ou, ainda noutros registos de Roberto Carlos, Nelson Ned, ou a banda Eva…
    Não, não pense que se trata de uma investigação aturada da minha parte na internet, bem pelo contrário, tive de me conter para não continuar porque a lista seria interminável. E não é um conhecimento superficial, a maior parte destes artistas vem frequentemente a Portugal e enche salas onde os portugueses cantam em coro as canções, porque conhecem as letras de cor.
    O que conhecem vocês da música portuguesa? O fado (que eu, pessoalmente, detesto), a Amália, O Roberto Leal (que em Portugal é considerado mais brasileiro do que português e pimba – cafona, diriam vocês no Brasil)? Que mais?

    Noutros domínios, desde a telenovela Gabriela, julgo que lá para 1976, nunca mais tivemos um dia em que não ouvíssemos falar na nossa TV em sotaque brasileiro. São já mais de 30 anos de novelas diárias. Não uma por dia, mas, pelo menos, duas ou 3 diárias. As novelas podem ser de maior ou menor qualidade, claro, aqui e além acredito que possam também distorcer a realidade ou apresentar apenas um lado dela, mas é inegável que a maior parte pelo menos pretende ser realista e dá uma boa imagem do dia-a-dia e do modo de viver, estar, etc, dos brasileiros. Quantas novelas portuguesas passaram no Brasil? Zero? E filmes portugueses, quantos viram aí? Muito poucos e, quando passam, ao que sei têm de ser legendados. Nós vemos filmes e novelas sem legendas. Por isso eu sei o que é cafona, por exemplo, entre imensos outros termos brasileiros, mas duvido que você já tenha ouvido falar na expressão música pimba, ou foleira, ou fatela, ou qualquer destes termos, por exemplo.

    Talvez conheçamos pior o Brasil profundo em toda a sua enorme diversidade. A maioria das novelas dá-nos uma visão do Brasil carioca ou paulista. Mas, se haverá muito fazer deste lado, para que haja um verdadeiro conhecimento mútuo que facilite uma cooperação ou aliança a qualquer nível, muito mais, acredite, terá de ser feito desse lado do Atlântico.

    Cumprimentos

  11. DeBosch: Bem, é verdade. O nº exacto é desconhecido e os números são (julgo eu) do último Censo, pelo que são oficiais… nestas coisas é hábito dobrar estes números, pelo que sim… especulando, diria que haveria quase o dobro… o que a torna a primeiríssima comunidade “estrangeira” entre nós, de facto.

  12. Os dados oficiais do INE (2005) estão aqui:
    http://www.ine.pt/portal/page/portal/PORTAL_INE/bddXplorer?indOcorrCod=0001236&Contexto=pi&selTab=tab0
    e dão apenas 62 mil… manifestamente muito pouco…

    Se calhar a Lusa é que anda mais perto da verdade…
    http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=2951
    “O número de brasileiros em Portugal pode chegar a 250 mil, segundo o cônsul do Brasil em Lisboa, Júlio Zelner Gonçalves – apesar de só haver 90 mil em situação regular.”
    e sendo que este artigo já tem mais de um ano!…

    e em cada brasileiro temos um… embaixador da lusofonia…
    com tanta aproximação, com este acentuar de contactos demográficos, económicos e até pessoais entre lusos de ambas as bandas do Oceano, cada vez acredito mais na inevitabilidade de uma forma qualquer de “união portugal-brasil”.
    Haja ambição e vontade.

  13. DeBosch

    Citando Clavis: “com tanta aproximação, com este acentuar de contactos demográficos, económicos e até pessoais entre lusos de ambas as bandas do Oceano, cada vez acredito mais na inevitabilidade de uma forma qualquer de “união portugal-brasil”.
    Haja ambição e vontade”

    Pois, o problema é que duvido que haja assim tanta vontade de ambas as partes. Ainda aí há tempos, encontrei na net um texto de um intelectual e professor universitário brasileiro, cujo nome não me recordo, que defendia que o Brasil devia assumir definitivamente que falava brasileiro e invectivava os compatriotas que ainda assumiam que a forma “culta” de escrever devia estar próxima da norma portuguesa. Dizia ele que havia no Brasil, nessas classes mais cultas, uma enorme diferença entre a linguagem escrita e a falada, que derivava do facto de não se assumir definitivamente o corte com a língua portuguesa, o que ele considerava como um absurdo resquício de colonialismo, e assumir a “língua brasileira”.

    Não concordando com ele, admito que o Brasil, enquanto estado soberano que é há muitos anos, tem todo o direito de definir as suas próprias regras e códigos linguísticos, se for caso disso, por absurdo, adoptando como língua pátria o tupi-guarani, por identificação atávica, o castelhano, por influências das vizinhanças, o italiano, por haver muitos italo-descendentes, ou o inglês, porque dá mais jeito no mundo de hoje. Em suma, podem obviamente fazer o que quiserem, e nós só temos de o respeitar enquanto decisão soberana de um estado soberano. Contudo, o que mais me pareceu da leitura daquele texto, apesar de extremamente bem escrito e bem defendido, foi que ainda existe, pelo menos nalguns brasileiros, um complexo de menoridade colonial que eu julgaria há muito ultrapassado e que, tal como nós quando insistimos a voltar as costas a Espanha, fingindo, por exemplo, que nem entendemos nada do que eles dizem ;), deriva da necessidade de fazer valer a nossa própria identidade. Ou seja, pareceu-me um pouco um filho, em fase de adolescência, cortando com os pais para impor a sua própria individualidade.
    Eu, que nunca ouvi os americanos renegarem o facto de falar inglês ou defenderem a individualização da “língua americana”, nem terem quaisquer problemas com esse facto, devo dizer que estranhei as teorias desse senhor.
    Podem ser, espero, teorias minoritárias, mas dão conta, na minha opinião, de um sentimento anti-colonial que já deveria estar ultrapassado, mas que pode levar muitos a não transigirem a alterar a sua “língua”, para a pôr em conformidade com uma “língua”, para eles arcaica, falada por meia-dúzia de indivíduos.

    E esta diferença de números é um dos problemas que nós temos do nosso lado. É que a igualdade é algo difícil quando de um lado temos 190 milhões e do outro 10 milhões. Relativamente às migrações, como já falei, os brasileiros ainda nem se aperceberam do fluxo migratório para Portugal, porque, percentualmente ele é irrelevante (poucos devem conhecer alguém emigrado em Portugal). No entanto, muitos de nós já nos estamos a sentir invadidos. Pelo contrário, se, por absurdo, toda a população portuguesa emigrasse para o Brasil,seríamos percentualmente tão poucos que os brasileiros quase não se aperceberiam.

    O que eu quero dizer com isto é que se de um lado ainda existem complexos de colonizado, do outro começam a existir medos de passar de antigos colonizadores para novos colonizados e sem capacidade de sequer resistir porque os números são avassaladores.

    Acho que provavelmente temos de crescer ambos, para que verdadeiramente possamos olhar-nos francamente olhos nos olhos e sentarmo-nos à mesma mesa em termos de verdadeira igualdade.

  14. Clavis Prophetarum
    O teu sistema antispan antipatiza comigo ou simplesmente é contra a união lusófona… (brincadeira.) Meu caro, ainda hoje, tentei te enviar um material estatístico. Provavelmente por ser muito ´pesado´ a transferência foi abortada. Mas… tudo bem… não era tão importante! Obrigado por ´garimpar´ os meus comentários.
    De Bosch
    Gostei muito do que escrevestes, e como acréscimo uma bela surpresa. Desconhecia que o número de brasileiros em Portugal fosse tão grande. Isso é ótimo, no meu conceito. Concordo em geral contigo mas gostaria de acrescentar algumas coisas…
    – Salvo melhor juizo, a nível de informação, acredito que a relidade não deve ser mostrada às avessas. Sobram verdades veiculadas sobre o lado ruim do Brasil, violência, corrupção, etc., etc. e etc. Mas faltam publicações sobre o lado positivo do país. A minha maior preocupação neste site (sítio) é que se leve ao conhecimento de todo português que entrar em contato, também as boas notícias do Brasil. Quem gostaria, seja da forma que for, de se unir a um país que tenha um lado ruim e outro pior?
    – Costuma-se dizer por aqui, que existem vários brasis. E é verdade. Mas para que se tenha uma idéia da realidade, basta analisar o país da seguinte forma:
    O Brasil dos políticos
    – Tudo o que deve ser provido pelo governos (federal, estaduais e municipais), pelo poder político, funciona mal. Invariavelmente, todas as más noticias da mídia, tem origem nas atitudes ou nas omissões dos políticos. Segurança, infra-estrutura viária, educação, corrupção, etc.
    O Brasil dos empresários e instituições particulares
    – Mesmo sendo sangrados com a maior carga tributária do mundo, os empresários brasileiros conseguem produzir e prosperar magnificamente. O nível cultural dos militares brasileiros é algo incrível também. Basta dizer que o projeto atômico brasileiro é obra da Marinha. Dificilmente se acharia um único produto que não seja fabricado no Brasil, hoje.
    Este Brasil, da tecnologia de ponta, progressista, rico e feliz e que já é maior que o outro, este não aparece… Me parece evidente, que essa ´porção´ do povo lusófono é que pode ser usada como exemplo e referência, para somar tantos quantos integrarão a futura união.
    Sobre o professor que quer uma língua brasileira, em substituição ao português, nunca ouvi falar. Provavelmente não representa ninguém.
    Concluindo
    Não acredito muito na existência de todo esse ranço histórico de colonizadores e colonizados. Penso que simplesmente não há diferença entre brasileiros e portugueses, desde que possuam cultura (educação) equivalentes. Estúpidos, sejam brasileiros ou portugueses são indistinguíveis.
    Sobre a absorção dos portugueses pelos brasileiros… ora, vamos simplesmente dar continuidade no que um dia foi interrompido. Simplesmente continuaremos nos misturando.
    Um fraterno abraço do
    Carlos Antispan do Rui Graxaim

  15. DeBosch:
    “Pois, o problema é que duvido que haja assim tanta vontade de ambas as partes. Ainda aí há tempos, encontrei na net um texto de um intelectual e professor universitário brasileiro, cujo nome não me recordo, que defendia que o Brasil devia assumir definitivamente que falava brasileiro e invectivava os compatriotas que ainda assumiam que a forma “culta” de escrever devia estar próxima da norma portuguesa. Dizia ele que havia no”
    -> Conheço esse lunático… Já passou por aqui derramando o seu ódio contra tudo o que é português… E também já andou por outros locais onde se defendem ideias semelhantes, como a Nova Águia…

    “Não concordando com ele, admito que o Brasil, enquanto estado soberano que é há muitos anos, tem todo o direito de definir as suas próprias regras e códigos linguísticos, se for caso disso, por absurdo, adoptando como língua pátria o tupi-guarani, por identificação atávica, o castelhano, por influências das vizinhanças, o italiano, por haver muitos italo-descendentes, ou o inglês, porque dá mais jeito no mundo de hoje. Em suma, podem obviamente fazer o que quiserem, e nós só temos de o respeitar enquanto decisão soberana de um estado soberano. Contudo, o que mais me pareceu da leitura daquele texto, apesar de extremamente bem escrito e bem”
    -> Evidentemente que sim. Mas o português está demasiado enraízado na cultura brasileira para que o castelhano ou mesmo o inglês sejam alternativas de peso… É que a língua forma a Cultura e uma sem a outra não são nada.

    ” defendido, foi que ainda existe, pelo menos nalguns brasileiros, um complexo de menoridade colonial que eu julgaria há muito ultrapassado e que, tal como nós quando insistimos a voltar as costas a Espanha, fingindo, por exemplo, que nem entendemos nada do que eles dizem ;), deriva da ”
    -> Nós entendemos! Eles que dizem que não nos entendem… Enfi, se calhar é mesmo assim, a filologista Carolina Michaelis explicou certa vez porque é que os castelhanos não entendiam o português e nós compreendíamos o castelhano… mas não sei se fiquei inteiramente convencido…

    “Podem ser, espero, teorias minoritárias, mas dão conta, na minha opinião, de um sentimento anti-colonial que já deveria estar ultrapassado, mas que pode levar muitos a não transigirem a alterar a sua “língua”, para a pôr em conformidade com uma “língua”, para eles arcaica, falada por meia-dúzia de indivíduos.”
    -> E são, ao que sei ele quase não é conhecido no Brasil e está praticamente sózinho nessa sua guerrilha.

    “E esta diferença de números é um dos problemas que nós temos do nosso lado. É que a igualdade é algo difícil quando de um lado temos 190 milhões e do outro 10 milhões. Relativamente às migrações, como já falei, os brasileiros ainda nem se aperceberam do fluxo migratório para Portugal, porque, percentualmente ele é irrelevante (poucos devem conhecer alguém emigrado em Portugal). No entanto, muitos de nós já nos estamos a sentir invadidos. Pelo contrário, se, por absurdo, toda a população portuguesa ”
    -> Pessoalmente falando, não o sinto… De começo sim, estranhava encontrar tanta gente com sotaque brasileiro no comércio, mas hoje, já nem penso nisso e é assim com a generalidade das pessoas… E sublinho que este influxo vem aproximar muito mais portugal e o brasil, e é uma dádiva preciosa para um país que tem a questão demográfica que nós temos…

  16. Caro Clavis Prophetarum
    Não concordarias comigo que o uso dos conhecidos ´emoticons´, melhoraria e facilitaria em muito nossas ´trocas de idéias´? Se concordas, seria possível disponibilizar aqui? Ocorre que invariavelmente apago parte do que escrevo, em função de que me dá a impressão de transmitir a idéia errada ou até mesmo contrária. Certas pessoas (como eu) têm o ´´botãozinho do senso de humor´´ sempre ligado. Num contato pessoal tudo bem, mas quando nos comunicamos por escrito, corremos o risco de involuntáriamente parecer-mos grosseiros ou até mesmo ofensivos. Por formação e por princípios, isso nunca seria verdadadeiro. Penso que disponibilizar os ´emoticons´ ajudaria muito. Concordas? É possível?
    É que… em resposta ao nosso amigo De Bosch, escrevi um longo texto. Ao terminar, fiz a releitura como se fosse ele lendo… Aí pensei (como bom brasileiro): ´´esse portuga, depois de ler isto, vai querer comer o meu fígado“. Resultado: Reescrevi tudo. Se houvessem disponíveis os emoticons, ele entenderia da forma certa, todo o texto, até porque, é versado em muitos termos usuais no Brasil.
    Isto posto, quero falar sobre uma ´preciosidade´ citada, que é a invasão de Portugal pelos brasileiros. ´As pessoas se sentem invadidas…´ Isso é realmente ter-rí-vel. Acho que se deve tomar uma atitude drástica, qual seja, contra-atacar, fazendo uma invasão ao Brasil.
    Principalmente nas últimas semanas, a mídia tem sido repetitiva sobre a necessidade de funcionários de formação técnica média, nas empresas brasileiras. As empresas brasileiras estão importando e absorvendo qualquer profissional desse nível. Os salários são muito bons.
    Se alguma entidade portuguesa, ligada ou não ao governo, tomasse a iniciativa de organizar portugueses que preencham os requisitos, poderia reverter a invasão e mandadar para cá, centenas de milhares de excedentes do mercado de trabalho em Portugal. Seria (e pode ser) algo muito, muito bom para todos. Eis o caminho da vingança.
    Não sei se em Portugal existe, como no Brasil, um órgão onde os profisionais deixam seus cadastros curriculares. As empresas, buscam nesse órgão, os profissionais específicos para áreas determinadas. Espero que haja.
    Seria um passo importantíssimo no sentido da união. Fico imaginando sobre a possibilidade da vinda para o Brasil, de alguma centanas de milhares de portugueses. Abreviaria em muito a união lusófona. Não concordas?
    Um fraterno abraço do
    Carlos

  17. “Caro Clavis Prophetarum
    Não concordarias comigo que o uso dos conhecidos ´emoticons´, melhoraria e facilitaria em muito nossas ´trocas de idéias´? Se concordas, seria possível disponibilizar aqui? Ocorre que invariavelmente apago parte do que escrevo, em função de que me dá a impressão de transmitir a idéia errada ou até mesmo contrária. Certas pessoas (como eu) têm o ´´botãozinho do senso de humor´´ sempre ligado. Num contato pessoal tudo bem, mas quando nos comunicamos por escrito, corremos o risco de involuntáriamente parecer-mos grosseiros ou até mesmo ofensivos. Por formação e por princípios, isso nunca seria verdadadeiro. Penso que disponibilizar os ´emoticons´ ajudaria muito. Concordas? É possível?”
    -> A coisa já está a funcionar, Carlos… aliás eu uso e abuso deles… basta que escrevas : – ) (tudo pegado) e ele converte para o emoticon. Experimenta!

    “É que… em resposta ao nosso amigo De Bosch, escrevi um longo texto. Ao terminar, fiz a releitura como se fosse ele lendo… Aí pensei (como bom brasileiro): ´´esse portuga, depois de ler isto, vai querer comer o meu fígado“. Resultado: Reescrevi tudo. Se houvessem disponíveis os emoticons, ele entenderia da forma certa, todo o texto, até porque, é versado em muitos termos usuais no Brasil.”
    -> Ele falará por si, mas lendo o texto não vi nada que o pudesse ofender…

    “Isto posto, quero falar sobre uma ´preciosidade´ citada, que é a invasão de Portugal pelos brasileiros. ´As pessoas se sentem invadidas…´ Isso é realmente ter-rí-vel. Acho que se deve tomar uma atitude drástica, qual seja, contra-atacar, fazendo uma invasão ao Brasil.”
    -> É normal verificar estes sentimentos no começo de uma vaga migratória. O que achas que sentiram os franceses quando os portugueses começaram a chegar aos magotes a Paris, via Sud Express?… Depois passa. Actualmente já não noto quase nenhum desses ditos e sentimentos chauvinistas que se ouviam no começo da chegada desta vaga. Vantagens da língua, de uma comunidade bem integrada (ao contrário de muitas outras…), de uma proximidade cultural, das novelas e… do mito do “quinto império” que vive oculto em cada coração português…

    “Principalmente nas últimas semanas, a mídia tem sido repetitiva sobre a necessidade de funcionários de formação técnica média, nas empresas brasileiras. As empresas brasileiras estão importando e absorvendo qualquer profissional desse nível. Os salários são muito bons.”
    -> Mas sob que padrões? A massa salarial por cá ainda é maior… O salário médio no Brasil ronda hoje os 883 reais (340 euro)? (http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/2007/09/14/ult4294u799.jhtm) em Portugal ainda vai sendo melhor… de 620 euro (http://dn.sapo.pt/2006/08/24/economia/salario_medio_bruto_declarado_a_segu.html)
    -> Dito isto, fica sabendo que em 2006, foi o primeiro ano em mais de 20 que houve mais portugueses a emigrarem do que imigrantes a entrar em Portugal…

    “Se alguma entidade portuguesa, ligada ou não ao governo, tomasse a iniciativa de organizar portugueses que preencham os requisitos, poderia reverter a invasão e mandadar para cá, centenas de milhares de excedentes do mercado de trabalho em Portugal. Seria (e pode ser) algo muito, muito bom para todos. Eis o caminho da vingança.”
    -> Bem… Temos 450 mil desempregados… Mas a vossa massa laboral de 180 milhões não deve precisar de influxo exterior… Mas com o desfasamento de salários seria um movimento migratório difícil de sustentar. Pelo menos nas condições actuais, algo que pode mudar se a crise se agravar ou se acontecer algo de muito mau aqui na Europa (eu sou bocado pessimistas, como já deves saber…)

    “Não sei se em Portugal existe, como no Brasil, um órgão onde os profisionais deixam seus cadastros curriculares. As empresas, buscam nesse órgão, os profissionais específicos para áreas determinadas. Espero que haja.
    Seria um passo importantíssimo no sentido da união. Fico imaginando sobre a possibilidade da vinda para o Brasil, de alguma centanas de milhares de portugueses. Abreviaria em muito a união lusófona. Não concordas?”
    -> Sem dúvida. Todos os passos para aprofundar esse caminho são importantes, mas neste caso receio que não houvesse sustentação…

    “Um fraterno abraço do
    Carlos”
    -> Outro, transoceânico e panlusófono…

  18. DeBosch

    Escreveu Graxaim: “Sobre o professor que quer uma língua brasileira, em substituição ao português, nunca ouvi falar. Provavelmente não representa ninguém.”

    Fiz uma busca na net e encontrei isto:
    http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v57n2/a16v57n2.pdf

    Não era este o artigo eu que referia no comentário anterior, mas se o autor
    não é o mesmo, é da mesma escola, embora aqui esteja aparentemente menos
    radical, mascarando tudo muito bem num discurso científico. Só não explica,
    embora faça referência aos países de língua espanhola da América do Sul,
    porque é que eles não estão também todos reivindicando as línguas,
    argentina, peruana, colombiana, mexicana, etc, etc. Nem refere, claro, os
    EUA e a língua “americana”. Devia explicar melhor, nomeadamente, quais são as grandes particularidades do Brasil relativamente a outras ex-colónias, que
    justifiquem tal singularidade. Mas eu desconfio que sei o que é: a vergonha
    de descender seja de que forma for dos portugueses. Até aposto que o senhor
    Eni P. Orlandi, deve esconder no exotismo do nome vários apelidos
    portugueses. Eni Manuel Pereira Orlandi da Silva, cá para mim. 😉

    Curiosamente, eu percebi rigorosamente tudo o que o senhor Eni escreveu no
    seu texto – todas as palavras e todas as expressões – apesar do arrazoado linguístico. Eu que nem nunca estudei “brasileiro”! Devo ter um jeito inato para línguas, só pode. 😉

  19. DeBosch

    Ah, e não, não me senti ofendido com nada. 🙂
    Espero também que se perceba quais as minhas frases, no comentário anterior, que pretendem ser jocosas, mas, por causa das coisas, resolvi pôr-lhes à frente um 😉

    Um abraço

  20. DeBosch

    Oops, relendo o texto, agora é que reparei que afinal Eni é uma senhora! Tenho de dar a mão à palmatória, afinal não entendo tudo do “brasileiro”, não consigo identificar o género das pessoas pelo nome. :/ Mas, reconheçamos que a inventiva dos brasileiros a nomear os seus filhos é inigualável. 😉
    Significa isto que ela afinal não é autor do tal texto que tinha encontrado há uns anos. Mas significa também que, ao que parece, há pelo menos algum debate no Brasil sobre o assunto e não são apenas ideias de um lunático…

  21. Caro DeBosch
    Do teu texto:
    Mas, reconheçamos que a inventiva dos brasileiros a nomear os seus filhos é inigualável.

    Em honra ao teu bom humor te conto o seguinte: Um dos governos militares do Brasil, não sei se na década de 60 ou 70, tomando conhecimento dos tenebrosos nomes ´aplicados´ em brasileiros de ambos os sexos, decidiu alterar a lei. Não sei bem se por decreto, ficou estabelecido que todo e qualquer brasileiro que possuisse um nome… digamos… fora de padrão, poderia ingressar judicialmente na Vara dos Registros Públicos e trocar por algo mais adequado. Consta que nessa época publicavam e distribuiam grossos almanaques. Um deles usou várias páginas com centenas de nomes absurdos extraídos de certidões de nascimento. Lá estava: Maria Gato Cavalo, Um dois Três de Oliveira Quatro, Orlando Arco e Flecha, Montou Rodou Tornou a Montar de Oliveira Garcês, e tantos outros. Mas o que mais me marcou é o nome de alguém, cuja mãe adorava cinema. E para pior dos males, era fã ardorosa da atriz americana Ava Gardner e da italiana Gina Lolobrigida. Consta que naquela época, foi solicitada a alteração de nome de uma senhorita chamada…: AVAGINA.
    Um abraço

  22. hehehehe
    por cá também temos casos semelhantes, ainda que não consigam passar a barreiras das Conservatórios de Registo Civil… Lembro-me de há coisa de uns 12 anos ter visto uma vez numa Conservatória um casal que tentava regoistar um filho como… “Ieltsino” (como “aquele senhor da rússia, sabe?”). Tendo levado, nega, então…

  23. DeBosch

    Ahahah! Bem, nesse caso, ao menos, não pode haver dúvidas sobre o género da criança: só pode mesmo ser feminino! 😀

  24. Amigo, que pergunta é essa?
    O que conhecem vocês da música portuguesa? O fado (que eu, pessoalmente, detesto), a Amália, O Roberto Leal (que em Portugal é considerado mais brasileiro do que português e pimba – cafona, diriam vocês no Brasil)? Que mais?

    Que mais? Pois eu te digo. O fado que detestas, soa aos ouvidos nossos com toda a tristeza que carrega, mas como um som Divino entoado por anjos, como a sra. Amália Rodrigues. O fado, de lindísimas músicas, é complementado por ´letras´ maravilhosas. Tristes, sim, mas lindas como elas só. E mais, Amália é, se não a maior, uma das duas ou três maiores (melhores) vozes do mundo. Ligar o fado a problemas políticos não é problema nosso (brasileiro).
    Um fraterno abraço

  25. eu também não gosto de fado… nem da marisa!

  26. Meu caro,

    eu também não gosto de fado… nem da marisa!

    -> Mas a ´balalaika´ é fantástica… não?

    Um abraço

  27. Marquês

    O que os “brasucas” querem sabemos nós (portugueses)… querem abrasileirar a escrita portuguesa, de Portugal, para não terem o trabalho de reaprender, ou melhor, de APRENDER a língua Portuguesa Mãe, para além de escreverem mal (referindo-me à ausência de letras mudas, mas com muito valor na escrita) ainda arranjam formas de saber ler mais ou menos bem, como é o caso do uso do trema, que só o usa quem não sabe ler português correcto… depois ainda escrevem as palavras sem letras mudas… o que é isso pá?… onde já se viu tirar a beleza de uma escrita perfeita como a nossa?… essas letras que, à partida não têm interesse na nossa escrita, servem para muito mais do que se pensa!
    Façam uma coisa… tenham aulas de português de Portugal e depois “digam-nos” qual é a melhor maneira de escrever português… preocupem-se a ensinar BOM PORTUGUÊS à grande massa de analfabetos aí existentes!

    Não é por serem a maior parte dos falantes de língua portuguesa que este acordo deve estar a vosso favor… qualquer acordo devia, e deve, estar a sempre favor da língua original em questão… só assim se poderá chegar á perfeição da escrita de uma língua, e não entrar por comportamentos DESVIANTES como é o caso…

    SIM ao acordo ortográfico, mas NÃO da forma como este está a ser realizado… este acordo está a rebaixar os Portugueses perante o proprio mundo lusófno que Portugal criou!

    (não é que eu tenha algo contra os brasileiros… mas, de facto, degradar a escrita do “meu” povo, e tirar-lhe a riqueza ortográfica tão completa como a temos, e um ACTO (com “C”) que jamais aprovarei!

  28. Esta questão é muito polémica e gera muitas paixões… Não há “melhor maneira de falar português”, existem convenções e se há hoje uma separação de grafia entre Portugal e o Brasil tal deve-se à decisão unilateral de Portugal em 1800 de adoptar uma grafia renovada sem consultar o Brasil.
    O “português” já não é nosso (de Portugal) há muito tempo, e se não nos esforçarmos para encontrar consensos com o Brasil ficaremos condenados a ser letra morta, ou alguém acredita que África vai continuar a adoptar a “nossa” grafia por muito mais tempo neste mundo onde o poder económico do Brasil é cada vez mais marcado e afirmativo? Entremos no barco, antes que ele parta!
    Que rebaixamento? O brasil também tem muitas palavras que são alteradas!
    e a riqueza da grafia… é em muitos casos fruto de palavras e termos que cairam e que não são oralizados hoje em dia… arcaísmos obsoletos, em suma, como as consoantes mudas.
    É claro que alguns pontos são mais polémicos, aqui e acolá… mas no global é um bom acordo, vantajoso para todos.

  29. Fred

    Um link com assuntos interessantes sobre a lingua portuguesa

    http://www.estacaodaluz.org.br/wps/portal/

    É o museu da lingua Portuguesa que fica em São Paulo e foi instalado na estação da luz no prédio administrativo da companhia fundadora da estrada de ferro Santos – Jundiai. A Gare ainda funciona com varias plataformas e varias linhas de trens intermunicipais (só para a grande São Paulo e ABC) e nos subsolos existe a intercomunicação com o sistema de metrô da Cidade.

    Forte Abraço

    Fred

  30. Como escrevi no fórum:

    “Eu sei… A fundação brasileira http://www.frm.org.br/ financiou parte desse museu (onde o Estado português também devia ter participado), e o nosso triste governo com a sua triste ministra Pires de Lima já lhe andou a bater à porta pedindo uma esmola para que financiasse também o nosso Museu da Língua que está em obras no Restelo… É por causa disso que sei que existe esse vosso museu.”

  31. Fred

    Clavis, o museu não é só da língua falada no Brasil, apesar da maior ênfase.

    O museu é da língua portuguesa, portanto é de quem a tem por língua materna ou mesmo que a tenha por adoção.

    É o museu da Nossa Língua Portuguesa, meu, seu, nosso e de quem mais conseguir entender este texto.

    Por coincidência, ontem estive por lá!

    Forte abraço

    Fred

  32. mas acho mal que tenha que ser (se fôr) uma fundação brasileira a financiar o museu da língua em Portugal… Em tantas fundações “berardos” e isso, não há quem queira cumprir a sua parte cívica aqui em Portugal.

  33. Fred

    Clavis, Nem tudo são Flores!
    A coordenação foi da FRM, mas o grosso do dinheiro para a reforma e implantação do museu veio:
    – Secretaria de Educação do Governo do Estado de São Paulo (a Companhia Paulista Trens Metropolitanos é a proprietária do Imóvel)
    – IBM (equipamentos)
    – Petrobrás (dinheiro)
    – TV Globo (dinheiro, permutas, pessoal e material áudio visual do CEDOC)
    – Empresa Brasileira de Correios (dinheiro)
    – Instituto Vivo (dinheiro)
    – BNDS (Banco, logicamente com dinheiro)
    – Votorantim (Dinheiro)
    – Eletropaulo (Concessionária de energia – Preços diferenciados de tarifas)
    – Fundação Calouste Gulbenkian (De Portugal)
    – Lei de Incentivo à Cultura
    – Ministério da Cultura
    O grosso mesmo veio do governo através da lei de incentivo a cultura que permite o abatimento no IR pago pelas empresas do montante investido em cultura.
    E a maior parte veio de Estatais, Petrobrás e Correio, além é claro do Banco Nacional de Desenvolvimento Social.
    Nem tudo é cívico, a Vivo é da Telefônica (espanhola) e a Globo trocou aparição das empresas na mídia por contribuições e coisas assim. (por exemplo, O Bom dia São Paulo, noticiário da manhã, tem como tela de fundo uma foto da torre da Estação da Luz)!
    E Não fica mal não! Se ficasse não teríamos a ajuda financeira da Calouste!
    Mas entendo seu ponto de vista da falta de uma união cívica portuguesa em prol da própria língua. E que esta falta também causa outros atrasos e estagnações

    Forte Abraço

    Fred

  34. Estou a ver que o mecenato aí funciona mesmo… E que a aposta do governo na Cultura é também maior…
    E de facto… O que defendo é um ministério da cultura, actuante. Não aquela coisa indefinida e mal gerida que por cá vamos tendo.

  35. Lucas S.

    “Solicitando previamente todas as desculpas, que eventualmente se façam necessárias, quero informá-lo que os estados do sul brasileiro são e sempre foram considerados os mais cultos e por conseguinte os ´´mais leitores´´ do país. Justamente esses estados, são os mais ´aportuguesados´.”

    Permito-me corrigir um pequeno equívoco. Ou grande, talvez.

    Na realidade, os Estados do Sul Brasileiro são justamente os menos aportuguesados do país. A presença portuguesa por lá deu-se fortemente apenas nos primeiros tempos da colonização. Estes estados nunca registraram grande número de imigração portuguesa em tempos posteriores. A grande massa de imigrantes que foi para lá é oriunda da Itália, da Alemanha e dos países eslavos, além do Japão. Veja-se que as maiores cidades de Santa Catarina – Joinville e Blumenau – foram fundadas por alemães no século XIX e Curitiba é uma cidade com imensa influência germânica e eslava. Aliás, essa imigração explica boa parte do desenvolvimento destes estados e das regiões que receberam essa imigração.

    A presença portuguesa é muito mais forte em Minas Gerais (sobretudo no Norte do Estado) e no Nordeste, além do Rio de Janeiro, que sempre foi um destino muito importante para a imigração portuguesa.

    Cumprimentos

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