Dos projectos de uma bomba nuclear brasileira e de um submarino de propulsão nuclear


(Submarino convencional S-34 Tikuna da marinha brasileira in http://www.defesabr.com)

Recentemente, o general José Benedito Pereira, “apenas” o Secretário de Política, Estratégia e Relações Internacionais do Ministério da Defesa brasileiro declarou que o Brasil devia desenvolver a tecnologia necessaŕia para fabricar uma bomba atómica. A declaração surge no contexto das suspeitas AIEA sobre o enriquecimento de urânio na central nuclear brasileira e no conttexto internacional da crise nuclear iraniana e com o interesse venezuelano de comprar um reactor nuclear à Argentina (ver AQUI). Neste contexto, estas declarações proferidas em directo na televisão, são no mínimo, algo desavisadas…. Em primeiro lugar, num subcontinente onde não existe ameaça nuclear, fazer surgir uma potencia nuclear pode dar origem a uma corrida armamentista, e quanto mais gente tiver a bomba… mas possibilidades há desta vir a ser usada. Em segundo lugar, tal passo criaria para o Brasil um ambiente de suspeita generalizada que só retiraria ao país peso e relevância na cena internacional, quando o objectivo de tal programa seria precisamente o oposto: de dar relevo e peso a uma daquelas que promete ser uma das grandes potencias económicas das próximas décadas.

A declaração do general surge também num contexto do aumento das despesas militares do Brasil, necessárias dado o crónico grau de obsolescência da maioria dos seus meios e a extrema riqueza natural do Brasil em recursos cada vez mais escassos noutras partes do globo… As riquezas brasileiras em petróleo adquiriram um novo patamar com as descobertas no banco Tupi que poderão colocar o país entre os 10 maiores produtores mundiais… As riquezas agricolas brasileiras são já conhecidas… E em muitos campos o Brasil já é hoje a maior agropotencia do mundo… Quanto a água, outro bem que se estima vir a ser muito escasso num futuro próximo, é inútil desprezar a imensa riqueza que representa o Amazonas e a sua extensa rede fluviária. Para defender todos estes recursos, o Brasil precisa de possuir uma dissuasão eficaz. Ou seja, precisa de ter forças armadas credíveis e operacionais, mas precisará de se tornar num pária da comunidade internacional, e sacrificando na bomba recursos preciosos que pode dedicar ao seu desenvolvimento, consolidando a sua nóvel entrada na lista de países com “alto grau de desenvolvimento humano” (ver AQUI).

O Brasil está finalmente a encetar um programa de rearmento digno do seu estatuto continental, acordando Lula da Silva para o problema e tendo recentemente requerido um aumento de 50% dos gastos em armamento… Simultaneamente, o rumor de que o Brasil se prepara para reactivar o projecto esquecido em 2002 de construir um submarino nuclear está de volta (ver AQUI), reavivado pela necessidade de manter um meio marítimo, discreto, mas capaz de operar ininterruptamente durante longos períodos de tempo…

Fontes:
WSWS
Globo

Categories: Brasil, DefenseNewsPt | 66 comentários

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66 thoughts on “Dos projectos de uma bomba nuclear brasileira e de um submarino de propulsão nuclear

  1. Marcelo Cunha

    o Brasil resolveu abdicar de armamentos nucleares em virtude de estar em vigência o tratado de não proliferação, do qual é signatário, e não porque pode gerar desconfianças internacionais, apesar de JÁ POSSUIR A TECNOLOGIA e local para teste . Quanto à notícia veiculada, quase ninguém tomou ciência no país, parecendo mais obra distorcida de alguns indivíduos de idéia nebulosas que “trabalham” na NET, principalmente alguns “europeuzinhos”.

  2. Era a este “europeuzinho”:
    “Recentemente, o general José Benedito Pereira, “apenas” o Secretário de Política, Estratégia e Relações Internacionais do Ministério da Defesa brasileiro declarou que o Brasil devia desenvolver a tecnologia necessaŕia para fabricar uma bomba atómica.”
    que se referia, Marcelo?
    E é normal que tenhamos ideias “nebulosas”… Ao fim ao cabo não esperamos por D. Sebastião? 😉

  3. Ultramar

    Marcelo Cunha: a notícia é verdadeira… esse general realmente falou isso… Se “quase ninguém” ficou sabendo, como vc disse, é porque a maioria dos brasileiros assiste TV para ver novelas e outros passatempos, ao invés de ver os telejornais, as notícias… Também estava nos jornais das bancas…mas ele disse que deveríamos ter a “capacidade” de fazer a bomba, não que o País deveria “fabricá-la”. E eu não entendo quase nada de física, de experiências atômicas, mas parece que para o Brasil ter a capacidade de fabricar uma bomba ainda falta mesmo alguma coisa… Algo mais do que apenas aumentar o número de centrífugas…

    Agora, por que essa raiva, essa fúria toda contra os “europeuzinhos”??? 🙂 Vc não percebe, mas está com o espírito muito belicoso… “Abdique das armas” vc também, rapaz… desarme-se…

    Clavis: esse general é uma voz isolada no governo atual do Brasil… não há nenhum perigo… E, como eu disse, ele não falou em “fabricar” armas atômicas.

    Bem, Clavis, eu aproveito também para fazer uma reclamaçãozinha, pois eu fiz dois comentários, dia 28 e 29, sobre o “telemóvel quase português” e o “computador de 100 dólares” – comentários quase isolados, apenas eu e mais um -, e vc não deu nenhuma resposta, não escreveu ou comentou nada… Mas no dia 30, sexta, vc fez 12(!) comentários, num intervalo de 5(!) horas, para o QuidSZ “em que cidade foi tirada essa fotografia”. Vc está perdendo muito tempo com essa brincadeira, esse passatempo, e dando menos atenção aos comentários nos “posts”, hein!… 🙂

  4. A notícia está confirmada e aquilo que foi dito, por que foi, foi… Daí a haver um programa nuclear militar brasileiro, vai um grande salto… Mas esta não é a primeira notícia nesta direcção e parece haver uma pressão crescente em alguns sectores para que o Brasil se torne uma potencia nuclear… Em minha opinião seria um erro e um desperdício de recursos, mas nem sempre a racionalidade dita as opções dos Estados, pois não?…
    Tem toda a razão, e coloco a minha cabeça no cepo… Simplesmente, por vezes não tenho possibilidade de comentar durante algumas horas e se o não faço, alguns comentários ficam rápidamente debaixo de outros… Terá sido o caso.
    Os QuidSZ são das coisas com mais prazer que por aqui faço, Ultramar… Não sendo a Essência, são certamente o… Gozo. Hehehe. E porque não participas? O QuidSZ só teriam a ganhar com a diversidade! Amanhã começo uma série especial de duas semanas, com novas regras, convido-te a participar! E que não será limitada à hora de almoço, com os restantes (e os posteriores, receio bem).
    E prometo dar uma especial atenção aos teus comentário, dora em diante, ok? 😉

  5. Edmond Dantes

    Não se deve dar muita importância ao que disse o General. Ele verdadeiramente é apenas, e não “apenas”, um integrante de terceiro escalão do governo. No bom brasileires: “não apita nada”.

    Com este comentário fiz minha estréia aqui nesta excelente página.

  6. Mas o eco já chegou a alguns media americanos… Foi aí que (algures) que “apanhei” esta notícia… E esperemos que não, que não “apite”, seria um desperdício e daria uma imagem errada do Brasil…
    E seja bem-vindo, Edmond!
    (hum… este “bem-vindo” vai mudar no Acordo Ortográfico para… “bemvindo”?)

  7. Edmond Dantes

    Grato, Clavis, pela acolhida.

  8. Marcelo Cunha

    General quem? absolutamente ninguém, nem nas FFAA já ouviu falar deste Sr. Mas por ser oficial general do EB, deve ser digno e inteligente bastante para não dizer uma bobagem desta. Diferente de alguns, que com “idéias nebulosas”, que distorcem declarações e divulgam a idéia para “outros fins”. Quanto ao estilo de escrever no espaço virtual Ultramar (não sei se de lá ou de cá), eu ficaria mais preocupado com o uso indiscriminado de… “delicadas carinhas sorridentes”.

  9. Mas o homem é ou não é ” secretário de Política, Estratégia e Relações Internacionais do Ministério da Defesa, general de Exército José Benedito de Barros Moreira”
    in “http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2078389-EI306,00.html
    ?
    E que “outros fins” seriam esses?
    E esses “outros” sou eu? Porquê?
    O estilo é de cada um… Mas as caras (smileys) são muito úteis aqui, no ciberespaço…

  10. Marcelo Cunha

    clavis, repito, não me refiro à sua educada e culta pessoa.

  11. Ultramar

    Clavis: acho que o Marcelo Cunha ainda não entendeu, ainda não percebeu que é vc quem escreve os “posts”… Pelo que entendi, ele critica quem escreve os “posts”, mas te elogia… hehehe…

    Quanto aos QuidSZ… vamos ver… E… eu lhe agradeço, mas não precisa dar uma “especial atenção” aos meus comentários… Não precisa chegar a tanto! 🙂

    E os smileys ou emoticons… é uma pena que o Marcelo ainda não saiba o quanto eles são necessários, para que não sejamos mal interpretados ao escrever… É uma pena, principalmente, que ele fique preso a idéia boba de que isso seja algo feminino, pelo que entendi… Dá para desconfiar é de quem teme usar os emoticons, com medo de parecer afeminado… Ora… não se garante, é?

    Marcelo Cunha: 😉 🙂

  12. Marcelo Cunha

    já percebi ultramar, no entanto prefiro deixar meus comentários, segudo vc “raivosos”, pra tipos que se acham muito espertos como vc.

  13. Marcelo: Pois é… Sou eu mesmo. Mas francamente, estive a reler o texto e não encontro ali nada da inveja e do espírito neocolonial que parece transparecer nas suas críticas:
    1. Veja como não me posiciono abertamente contra o projecto do submarino nuclear. Acho que seria um desperdício (quantos Amur seria possível comprar com o mesmo dinheiro necessário para construir 2 submarinos nucleares?) Agora se este fosse desenvolvido em parceria com a Rússia ou a Índia… Outra posição eu teria.
    2. Quanto à Bomba, estamos de acordo, não? Ambos achamos que seria um erro em desperdício de dinheiro e da boa imagem que o Brasil tem nos fóruns internacionais.
    3. É inútil aumentar a escalada do discurso… Tem efeito zero na explanação das nossas posições e extrema e radicaliza as do nosso adversário…
    Ultramar: Bem, já pensei de facto em criar vários alterego aqui… Um por cada tipo de artigo, e um para comentar (coisa pessoana), mas a dificuldade técnica da coisa dissuadiu-me… E sim, continuarei a usar os smileys, embora admita que por vezes abuse muito do ;-), é verdade…

  14. Edmond Dantes

    Clavis, apenas para te posicionar melhor dentro do organograma do governo brasileiro. Se o General Barros Moreira fosse Comandante de qualquer uma das Forças Armadas Brasileiras (Marinha, Exercito, Aeronáutica) ou Secretário Executivo do Ministério da Defesa (equivalente a Vice-Ministro), ou mesmo o Ministro da Defesa, o comentário seria preocupante. Contudo, a Secretaria de Política, Estratégia e Relações Internacionais só tem o nome pomposo. Na prática apita nada. O Chefe desta Secretária não chega a ser nem o sub, do sub, do sub, porque ele substitui ninguém na cadeia de comando. O Secretário de Política, Estratégia e Relações Internacionais pode falar o que quiser que nunca poderá ser interpretado como uma posição do governo brasileiro, já, se os outros que mencionei falarem, aí sim é o governo falando.

  15. Ok. Então não passa de um fala-barato irrelevante… mas representa alguma corrente ou tendência no seio do exército brasileiro? Existe actualmente algo ou alguém batendo-se por um programa nuclear militar no Brasil?
    De qualquer modo, se tem um cargo no Governo, não devia ser irresponsável, e se as suas declarações públicas não são concordantes com as do Governo devia ser demitido das suas funções ou pelo menos… levar um raspanete em público…
    P.S.: Quanto a gaffistas, por cá também temos um ministro da Economia que foi à China apelar para que os empresários chineses investissem em Portugal porque tínhamos… mão-de-obra barata.
    E continua em funções.

  16. Edmond Dantes

    Sim, nas Forças Armadas há os que defendem o desenvolvimento de um arsenal nuclear brasileiro. Como em qualquer Força Armada de qualquer país. Isto é natural. O importante é que dentre os políticos brasileiros a esmagadora maioria deles não advoga esta posição. Não creio que o governo atual (Presidente Lula), ou mesmo quem venha substituí-lo, seja sucessor apoiado por ele ou mesmo oposicionista, se meta numa aventura desta. Eu, particularmente, sou favorável ao submarino nuclear brasileiro. Vale dizer: acho muito importante, estrategicamente, termos acesso à tecnologias motrizes por propulsão atômica, mas, não mais que isto.

  17. Ultramar

    Caro Marcelo… eu jamais teria a arrogância de me achar “muito esperto”, até porque sou partidário do “eu só sei que nada sei”. Você não consegue ver, mas é vc mesmo quem está tentando se mostrar “muito esperto”, atacando os comentários e os “posts” neste blog… E me chamando de “tipo”, o responsável pelo blog de “europeuzinho”… Ora, Marcelo… eu não tenho nada contra você… apenas lhe convidei a ser menos agressivo… Só isso.

  18. Edmond: bem… não nas nossas lusas forças… pois se a este ritmo nos arriscamos a ficar sem meios bastantes para equipar com Marrocos… Pessoalmente, acho pouco provável que o “partido da Bomba” vença, já que o Brasil depende muito das suas exportações para manter o seu desenvolvimento e a recuperação da sua Economia.
    O submarino nuclear seria útil por causa da sua furtividade e raio de acção, mas seria um investimento rentável, especialmente se fosse somente brasileiro e se se traduzisse apenas por dois ou três unidades?
    Ultramar: Bem, eu pessoalmente não fiquei ofendido e o Marcelo é convidado a comentar tudo por aqui, sem problemas. basta manter a contenção do discurso e evitar arremetidas menos conciliatórias e que possam (sobretudo) ofender terceiros. Só isso.

  19. Ultramar

    Clavis: o submarino nuclear vai ser bom para o Brasil em termos de desenvolvimento tecnológico, poder de dissuasão… Mas, pelo custo… Depois, os convencionais com AIP não são equivalentes (ou quase) em termos de furtividade e tempo submerso? Então, qual sairia mais barato, no fim das contas? E o Brasil não está já em acerto com os alemães para a compra do IKL 214 e de sua tecnologia, um sub que pode fazer uso do AIP? Então, para que um nuclear? Haverá considerável vantagem? Isso vc deve saber… mas eu… ignoro!

    Quanto à bomba… não há a menor possibilidade…

    Quanto ao Marcelo, vc me conhece e sabe que eu disse “convidei” no sentido de aconselhar, de incentivar, animar, estimular… É claro que, “em outro sentido”, é somente vc quem convida ou desconvida…

    E quanto ao novo Quid… a distância, a lentidão de meu computador (e a minha, mesmo) tornam mínimas as minhas chances… Mas se em algum momento eu souber a resposta e ver que ninguém acerta… E vc poderia fazer um diferente: cada pessoa só pode dar um palpite; acerta quem sabe mesmo; não ganha o mais rápido para procurar na internet; e, se ninguém acerta, passa-se para outra imagem no dia seguinte. Esse lhe ocuparia muito menos tempo, pois vc poderia conferir só uma vez quem acertou primeiro, no fim do dia ou num horário estabelecido. E nesse… eu teria mais chances! 🙂

  20. Edmond Dantes

    “…seria um investimento rentável, especialmente se fosse somente brasileiro e se se traduzisse apenas por dois ou três unidades?”

    Acredito que sim. O domínio de uma tecnologia do porte da propulsão nuclear é muito rentável. Senão de forma direta no uso dela propriamente dita, mas, de forma indireta demonstrando a capacidade da nação em desenvolver qualquer tipo de tecnologia de ponta. Traduzindo: respeito científico em esfera global. Acho que o governo brasileiro (não só o atual, mas os que o antecederam também) peca em não aportar mais recursos neste projeto. Os dividendos futuros são enormes.

    “Edmond: bem… não nas nossas lusas forças…” Clavis, será que ninguém lá tem esta ambição? Sinceramente: duvido.

  21. Ultramar: Os AIP, em bom (4?) número, modernos, bem armados e construídos localmente seriam – a meu ver – melhor e mais rentável opção que qualquer submarino nuclear.
    Edmond: Sem dúvida, mas não seriam também um beco sem saída? Onde poderia ser depois aplicado esse know-how? Em exportações (polémicas…) de reactores para submarinos? Para equipar uma frota que necessariamente seria reduzida? E sim… nunca ouvi ninguém que por cá defendesse essa opção. E seria rídiculo, vocês ainda podem ter ambições globais, mas as FA portugueses foram alvo de um tão grande e sistemático desenvolvimento que agora até o pobre e corrupto Marrocos ombreia connosco…

  22. Edmond Dantes

    “…mas não seriam também um beco sem saída? Onde poderia ser depois aplicado esse know-how? Em exportações (polémicas…) de reactores para submarinos? Para equipar uma frota que necessariamente seria reduzida?”

    Do ponto vista do retorno direto dos investimentos, com a conseqüente comercialização desta tecnologia, você tem toda razão. Seria um enorme investimento para utilização apenas no âmbito das FAs brasileiras.

    “E sim… nunca ouvi ninguém que por cá defendesse essa opção. E seria rídiculo, vocês ainda podem ter ambições globais, mas as FA portugueses foram alvo de um tão grande e sistemático desenvolvimento que agora até o pobre e corrupto Marrocos ombreia connosco…”

    Não conheço a realidade portuguesa. Fico com o teu pensamento. Verdadeiramente, Portugal não obteria qualquer vantagem com o desenvolvimento deste tipo de tecnologia. Quanto ao Brasil, em razão do tamanho de sua economia e de suas dimensões continentais com uma costa quase da extensão de metade do Atlântico, não tenho dúvidas, só tem a ganhar.

  23. Edmond:
    O preço de um submarino nuclear de ataque (que seria o tal modelo brasileiro) poderia rondar os 4 biliões de dólares (tendo em conta o preço do Seawolf da Navy), ou seja, bastante para comprar/construir… 20 submarinos Kilo! (http://www.sinodefence.com/navy/sub/kilo.asp) E isto sem contar com os custos de desenvolvimento e construindo apenas um submarino!
    A nossa realidade é de desinvestimento profundo nas últimas décadas… O desiquílbrio frente a Espanha (que não é grave) não cessa de se acentuar, e agora até Marrocos, com os novos F-16, tanques T-72 e fragatas FREMM começa a alcançar o estatuto de paridade… Um país com um regime frágil que está à beira de cair nas mãos dos islamitas, recorde-se e que está a escassos quilómetros da Madeira e do Algarve…

  24. Ultramar

    Ô, Clavis, eu lhe dei uma sugestão, uma idéia para um novo Quid e vc não comentou nem com duas palavras – “não gostei” – ao menos, hein… Onde está aquela “atenção especial” aos meus comentários?… 🙂 Bem, como eu já disse, não quero nenhuma “atenção especial”, mas… duas palavrinhas não seriam muito… Será que foi por causa do Marcelo? Então está bem, eu não vou mais me meter se aparecer por cá brasileiros ou portugueses agressivos, “a dar tiros por todos os lados”, ok? Ainda que eu só tenha tentado “acalmar” o Marcelo… Só falo – ou escrevo – , agora, se alguém me atacar. Não sendo assim, deixo que vc decida sobre a pessoa, que até é o mais certo mesmo…

    Quanto ao submarino, parece que o Brasil vai pelas duas vias, ou seja, construir submarinos convencionais e nucleares, pois, tu sabes, já foi noticiado acordo entre Brasil e Alemanha para a compra do IKL 214 e de sua tecnologia para posteriormente ele ser fabricado no País. E o governo também já definiu mais ou menos 100 milhões de dólares anuais para a conclusão do projeto do sub nuclear. Quanto ao preço do nuclear, ‘dizem’ que ficará pronto com mais 1 bilhão… Não sei…. Talvez não chegue a 4 bilhões de dólares… Que assim seja!

    E no site da FAB, na “sala de imprensa”, em “edições anteriores” (dia 2), há, entre várias notícias dos jornais do dia, texto da revista ISTO É, sob o título “O submarino emergente”, que fala sobre acordos secretos de Venezuela e Argentina para a compra de submarinos brasileiros, da classe do Tikuna, pelo facto de a Rússia não dar garantias de manutenção para seus submarinos, ao contrário do Brasil. Seriam 5 para a Venezuela e três para a Argentina. Será verdade??? Bem, está lá em http://www.fab.mil.br/Imprensa/enotimp/NOTIMP_ANTERIORES%202007.htm

    E também está lá notícia da revista VALOR Econômico (um pouco acima) sobre o C-390 da Embraer e a possibilidade que ainda existe de participação das OGMA, se algum país europeu vier a participar do projeto. Esperança!

  25. Ultramar:

    “Clavis, eu lhe dei uma sugestão, uma idéia para um novo Quid e vc não comentou nem com duas palavras – “não gostei” – ao menos, hein… Onde está aquela “atenção especial” aos meus comentários?… 🙂 Bem, como eu já disse, não quero nenhuma “atenção especial”, mas… duas palavrinhas não seriam muito… Será que foi por causa do Marcelo? Então está bem, eu não vou mais me meter se aparecer por cá brasileiros ou portugueses agressivos, “a dar tiros por todos os lados”, ok? Ainda que eu só tenha tentado “acalmar” o Marcelo… Só falo – ou escrevo – , agora, se alguém me atacar. Não sendo assim, deixo que vc decida sobre a pessoa, que até é o mais certo mesmo…”
    -> Não… É claro que não… Passou-me apenas, no meio de tanto comentário… Estes lapsos são mais ou menos inevitáveis, sabes? Embora procure manter a política de responder a todos os comentários, por vezes é difícil de manter a sua consistência… Não é intencional, simplesmente às vezes, acontece. A ideia de fazer Quids sem pistas já foi testada aqui, no início, mas tornava os desafios muito difícios (excepto para o Sá e para o Outsider, que entretanto se retirou), e sobretudo estendia-os bem dentro da tarde, algo que eu dificilmente posso corresponder. Por isso os passei para a hora de almoço (para poder replicar) e lhes dou pistas (para propiciar o seu encerramento até às duas)… Seria interessante, mas implicaria passar Quids de um dia para o seguinte, o que seria mau, quebrando o ritmo da coisa, acho eu…

    “Quanto ao submarino, parece que o Brasil vai pelas duas vias, ou seja, construir submarinos convencionais e nucleares, pois, tu sabes, já foi noticiado acordo entre Brasil e Alemanha para a compra do IKL 214 e de sua tecnologia para posteriormente ele ser fabricado no País. E o governo também já definiu mais ou menos 100 milhões de dólares anuais para a conclusão do projeto do sub nuclear. Quanto ao preço do nuclear, ‘dizem’ que ficará pronto com mais 1 bilhão… Não sei…. Talvez não chegue a 4 bilhões de dólares… Que assim seja!”
    -> São uns óptimistas… Nunca ficará somente num bilião. Nunca, jamais. Partindo quase do zero e trabalhando sem sinergias nem parcerias externas? Os 4 biliões do Seawolf são custos unitários bem mais razoáveis. O que vai acontecer é que daqui a uns terão que cativar mais dinheiro, e dinheiro que faria mais falta em investimento da frota de superfície, por exemplo, substituindo o Foch e os caças koweitianos em segunda mão A-4…

    ” E no site da FAB, na “sala de imprensa”, em “edições anteriores” (dia 2), há, entre várias notícias dos jornais do dia, texto da revista ISTO É, sob o título “O submarino emergente”, que fala sobre acordos secretos de Venezuela e Argentina para a compra de submarinos brasileiros, da classe do Tikuna, pelo facto de a Rússia não dar garantias de manutenção para seus submarinos, ao contrário do Brasil. Seriam 5 para a Venezuela e três para a Argentina. Será verdade??? Bem, está lá em http://www.fab.mil.br/Imprensa/enotimp/NOTIMP_ANTERIORES%202007.htm
    -> Mais uma vez… Uma noticia dando conta de problemas com manutenção e pós-venda de equipamentos russos… Que sirva de “argumento” para a discussão Rafale-Sukhoi… E a este propósito li na DFI francesa que os Sukhoi tinham reactores com consumos mais altos, ciclos de manutenção mais curtos e… problemas com peças de substituição. Ou seja, podem ficar mais baratos que os rafale, de início, mas a vantagem pode anular-se ao fim de alguns anos de utilização (além de terem menor nível de operacionalidade por causa dos ciclos de manutenção mais curtos).
    Quanto ao C-390… Assim espero e torço! Veremos! É um projecto muito importante para a aproximação Portugal-Brasil, especialmente porque Portugal terá que substituir a médio prazo a sua frota de C-130H…

    E também está lá notícia da revista VALOR Econômico (um pouco acima) sobre o C-390 da Embraer e a possibilidade que ainda existe de participação das OGMA, se algum país europeu vier a participar do projeto. Esperança!

  26. Marcelo Cunha

    Após (des)informações tão tendenciosas, procurei saber o verdadeiro teor da notícia: não houve nenhuma “declaração”, foi resposta a um espectador em um debate na TV câmara (canal fechado). Havia várias autoridades civis presentes. O General comentou que se algum “país vizinho” intensionasse obter artefatos nucleares, seria interessante que o Brasil também desenvolvesse (?) a tecnologia necessária, apesar de deixar BEM CLARO que não é a favor, assim como todos os brasileiros, de possuirmos “a bomba”. Então, parem com a difamação, NUNCA SE CONCRETIZARÁ(??)

  27. Marcelo:
    Ok. Isso encerra a questão, penso eu… Esperemos é que esteja também encerrada na mente desse general e de outras pessoas com responsabilidades governativas no Brasil…
    E que “difamação”? O homem disse mesmo aquilo, como você próprio, pôde constatar e a sua opinião parece ser muito minoritária. Não vejo nenhuma difamação, apenas uma declaração estúpida por parte de alguém que não merece (pela sua irreflexação) o estatuto de general ou de responsável governativo.

  28. Thomas

    Esse tema já voi muito debatido no ano que se passou, mas gostaria de deixar uma opinião pessoal minha e creio que muitos nas forças armadas também comparilham com ela e brasileiros comuns também.

    Acho importante sim o Brasil desenvolver a bomba atômica, não para fazer guerra com ninguem, mas para aumentar sua capacidade de dissuação e também o respeito internacional. O fato de pessoas no governo comentarem isso abertamente é que não deve ocorrer, pois isso deve ser desenvolvido em segredo e quando forem realizados testes, devem ser feitos todos de uma vez só.

    A França apesar de fazer parte do tratado de não proliferação de armas nucleares, realizou testes nucleares em 1996 no pacífico Sul ( Atol de Mururoa)….repercurtiu por alguns meses, mas logo depois tudo se normalizou, até mesmo pela importancia econômica mundial da França…Creio que o Brasil deva aumentar sua importancia mundial economicamente e tambem sua força com armas convencionais, para depois revelar um teste ou capacidade nuclear em armas para proteger o seu futuro….de nações como os EUA que chegam a gastar 500 bi anuais com armamentos, Russia entre outros grandes do mundo que cada vez mais se armam num crescente jogo de poder mundial, pois se o gigante Brasil com grandes riquezas ( algumas essenciais como a água) não se preparar, pode ser vítima de pilhagens num futuro sombrio de disputas e de aumento populacional e da necessidade de produção e consumo de alimentos e exploração da natureza em nome do crescimento econômico…

  29. Bem… actualmente o brasil é um país confiável… nem quero pensar se a bomba cai nas mãos de algum radical no Paquistão ou se este governo se torna numa “república islâmica”… imaginemos que algo sucede a uma bomba brasileira (tipo roubo ou a tomada do poder por algum populista tipo chavez, algo de que ninguém está livre… até aqui em Portugal)… Isso é que me preocupa mais… em que mãos pode cair uma bomba?

  30. Thomas

    Com certeza Rui, mas a antiga URSS e os EUA não pensaram nisso ao fornecer tecnologia e componentes para Paquistão e India respectivamente, fabricarem suas armas nucleares….E o mundo passou por perigo maior quando do desmonte da antiga URSS e de seus grandes arsenais atômicos que ficaram espalhados por antigas provincias, hoje países, do leste Europeu…

    Apesar de tudo o Brasil é um país confiavel e necessita ecônomica e comercialmente de parceiros mundiais. Vale ressaltar que isso traz um maior compromisso com organismos Internacionais em tempo de Paz, trazendo maior segurança no que diz respeito as decisões logísticas em armamentos desse porte….O meu temor é com o futuro, em um período de conflitos que podem se generalizar por disputas ideológicas em um mundo cada vez mais polarizado.

    A América Latina depois de muito tempo de dependencia crônica, começa a aparecer de fato, ou seja, a surgir para ocupar seu espaço de comando mundial, na figura (predominantemente do Brasil), e não poderá se sujeitar a imposições e desmandos de potencias fortemente armadas e que cada vez mais investe em armamentos…(lembrem-se das Malvinas) onde os EUA viraram as costas para a Argentina apesar dela fazer parte da OEA, organismo ao qual os EUA também pertencem…

    Em tempo de paz eu não temo a capacidade cada vez crescente do Brasil gerenciar seus dispositivos!!Nossa democracia cada vez mais fortalecida,o meu temor é em tempo de conflitos e da nossa capacidade reduzida de persuasão.

  31. Clavis, com o único intuito de apimentar a discussão sadiamente e considerando que do meu ponto de vista, os brasileiros tem mais proximidade com os portugueses do que com os latino-americanos de língua espanhola, e havendo uma possível união lusófona, não seria útil algum poderio nuclear para o Quinto Império?
    Entenda, acredito que o maior poderio nós já possuímos, ou seja, a preponderância do caráter de humanidade que nos une.
    Mas as grandes nações às vezes só se entendem pelas armas. Senão vejamos: um dos pontos que impedem um ataque à Russia pelos estadunidenses (e vice-versa) é a possibilidade de mútua destruição. Sei que as relações entre os povos não se resumem em tal fato. Mas apenas imagine, não seria útil conforme perguntei acima, um poderio nuclear para a lusofonia, em sua relação político-mundial?

  32. Clavis, não veja maldade demasiada na pergunta, quero saber como funciona seu pensamento geopolítico na questão proposta.
    É que me lembrei daquela pergunta que fizeram a Cristovam Buarque: “o senhor é a favor da internacionalização da amazônia? quero sua resposta como humanista e não como brasileiro.”

  33. Bom pelo o que eu sei o Brasil jah é um pais subdesenvolvido e com todo certeza tem uma bomba atomica escondida em algum lugar…….
    Toda essa certeza minha pq qualquer outro pais qualquer que seja tem
    depois que a aconteceu com a União Sovietica…
    Morreu + de 800 mil pessoas isso pq aquele tempo não tinha tanta tecnologia
    imagine agora pode destruir um pais todos…..
    Em breve acho que haverá sim uma terceira guerra mundial…….
    O Brasil que aguarde ……Ou seja o Brasil tem 12% de toda agua do mundo imagine quando tudo isso acabar?
    em outro pais vão quer tomar conta do Brasil……..

  34. Graxaim

    Oi, Camila
    Como é bom ouvir estrelas, surfando em ondas etéreas… 🙂

  35. Camila: Num ponto tens certamente razão… as guerras deste século, serão as guerras da água… especialmente depois do fim do petróleo, lá para meados do século.
    Graxaim: Pois. Mas esperemos que ela não tenha razão, na parte da guerra… é que tarados com botões nucleares… já começa a haver demais (sempre houve, aliás).

  36. Graxaim

    Descobri como escrever pra que tu entenda o que eu digo… 🙂

  37. E a propósito (indirectamente) deste tema: repara como começam a surgir notícias em que Israel recorda que o irão pode ter a Bomba… Ou me engano muito… ou estão a preparar-se aventuras para essas bandas… vai uma aposta? e aventuras unilaterais (que com isto das eleições, os EUA estão mais parados do que nunca).

  38. Graxaim

    Clavis Prophetarum
    É preocupante, considerando-se que Israel tem um serviço de informações (espionagem) muito eficiente. É sempre bom recordar que com o fim da ´união soviética´, surgiu o maior mercado negro de armamentos por lá. Não apenas o Irã, mas muitos outros países podem ter ´ido às compras´.
    Espero que não tenha sido dessa forma.
    Fraternais saudações

  39. Brasileiro

    Eu,como brasileiro e pariota, acho no mínimo prudente o nosso governo continuar com a política nuclear e investir maciçamente em tecnologia.Com o cenário atual,é dever defendermos nossa soberania.Nos últimos 50 anos,em quantas guerras os americanos estiveram envolvidos?Não sou inocente em acreditar que eles querem paz se levam guerra a todos os lugares.Eles já possuem satélites que são capazes de observar o que você faz dentro da sua própria casa e querem instalar um satélites bélicos no espaço que serão capazes de atingir os alvos em menor tempo e com mais precisão.Acordem,o melhor rmédio ainda é e continuará sendo a prevenção.Abraços.

  40. Aí discordo. Os recursos não são ilimitados e na minha opinião o esforço de investimento deve ser focado na área social, o maior problema do Brasil, criando uma classe de consumidores com bastante poder de compra par poder alavancar um bom e contínuo crescimento económico sustentado… Após, o Brasil deve modernizar as suas FA que estão hoje num estado perigosamente baixo, em comparação com alguns dos seus vizinhos. A Marinha, a FA estão abaixo dos seus vizinhos, não em meios, mas na modernidade dos meios e isso é inaceitável para um país com a dimensão e responsabilidades do Brasil, mas a arma nuclear não é rentável… Quantas esquadrilhas de Rafale/Su-35 equivalem em custo a uma única bomba? E quanto custaria reequipar um porta-aviões? O mesmo de desenvolver um único submarino nuclear de ataque?
    Sem contar que uma bomba brasileira iria levar a uma corrida nuclear na América do Sul…

  41. Brasileiro

    Clavis você não entende aqui,pelo visto.O continente já sofreu e muito com a intervenção americana nas décadas passadas.Os golpes militares nacionais apoiados pelos EUA mudaram o curso de quase toda a América Latina.Nós aqui,pelo menos quem conhece um pouco de história,não queremos mais interferência de ninguém.Chavez sofreu 2 tentativas de golpe pelos EUA não faz muito tempo.A questão aqui não é receio dos vizinhos e sim desses americanos que amam fazer guerras e lucram com a morte das pessoas.A Colômbia e o Paraguai estão no alvo dos demais países justamente pelas aproximações perigosas com os EUA.Posso te adiantar que se o Brasil fizesse a bomba,os demais países se sentiriam mais seguros,ao contrário do que você pensa.Realiza-se aqui várias manobras militares conjuntas com os demais países,Argentina,Venezuela,Chile e Uruguai,portanto,como te disse,não existe a intenção aqui de um invadir o outro,como você acha que existe.

  42. Brasileiro:
    A chave para a compreensão daquilo que digo é a sua expressão “no passado”.
    Os EUA são hoje uma potencia em declínio, substituída pela China e Europa, Índia e Brasil (a Rússia perde meio milhão de habitantes por ano, e cedo deixará de estar em equação).
    A grande questão de uma “bomba brasileira” é a de saber se esse pesado investimento seria rentável, do ponto de vista da eficácia do mesmo e da perda de prestígio internacional. E a minha tese é que não.

  43. Brasileiro

    Estão sim em declínio, concordo, e isso deveria servir mais ainda de prontidão. Sobre o custo, isso é relativo, depende da relação custo x benefício e acho que qualquer valor aplicado não paga o país que temos nem as nossas vidas. Chavez quer criar uma espécie de Tratado dos Países do Atlântico Sul, isso reforça o que já te expliquei nos comentários anteriores. Tem o meu apoio. Você coloca a solução de todos os problemas através da ecomonia, mas a economia desses países imperialistas como EUA e Inglaterra, todos sabem que foram construídas por guerras. Então não seria loucura minha dizer que isso pode acontecer novamente num futuro. Tudo que é nocivo à economia deles é vista como uma ameaça, inclusive o crescimento econômico dos países que você citou sabiamente. Até o biocombustível virou ameaça pra eles. Gostaria de ver com bons olhos um cenário futuro diferente mas nada muda radical e subitamente. É por isso que até agora não nos aceitaram como um membro permanente no Conselho de Segurança da ONU. Só farão isso quando o Brasil fizer o jogo deles. Acho meio difícil já que agora o povo começa a descobrir seu potencial e seu destaque positivo no mundo.

  44. Uma “NATO” sulamericana seria uma excelente ideia. Estabilizadora e potenciadora para voos mais altos, como uma representação SA no CS da ONU (o Brasil).
    Mas a Economia é que hoje serve de base a tudo… a ideologia já não é o que era… veja a China, por exemplo: não meteram eles a ideologia na gaveta (e a Moral) e seguem tudo de forma absolutamente pragmática?
    O crescimento do mundo interessa sobremaneira aos interesses locais dos EUA… A Globalização é em grande medida uma invenção deles, e sem ela, como poderiam manter os elevados padrões de consumo dos americanos, via produtos baratos made in china e transferências de capital (via Bolsa e Fundos) para injetar dinheiro numa economia cada vez mais deficitária?

  45. Brasileiro

    Diante de tudo que você citou, é o que me faz torcer o nariz para a tal Globalização porque entendo perfeitamente onde isso leva a todos. Criam monopólios, quebram empresas concorrentes, desempregam para empregar em outro lugar onde a mão-de-obra é mais barata, passam a falsa impressão de distribuição de riqueza mas na verdade acontece a concentração de riqueza e por isso programas de distribuição de renda na prática são meras medidas utópicas de nenhum efeito substancial. Defendem abertura de capital mas na prática são protecionistas, acho isso no mínimo, paradoxal. Então por que confiar numa raça que mente e engana o tempo todo? Eles que vão pro inferno.

  46. Brasileiro: Concordo em espécie com todas as tuas reservas. Mas não em grau. Ou seja, tens razão, mas não na conclusão. Os EUA e os americanos são senhores de uma imensa diversidade e riqueza de opiniões. Não devemos confundir os EUA de Bush ou das multinacionais (cada vez mais poderosas) com o americano médio.
    Continuo com muita fé na capacidade regenerativa dos EUA, porque são um dos países mais descentralizados do mundo e também um com um dos melhores sistemas de ensino (apesar de tudo).
    E prefiro ver os EUA a serem os “senhores do mundo” a ver nesse papel a tirânica China…
    O ideal é ver os ímpetos imperialistas dos EUA (que existem) a serem moderadores por potencias médias como a Europa, a Índia e o… Brasil e todos preparando-se para o perigo amarelo, que espera ansioso e sofrego pelos recursos de todo o planeta…

  47. Brasileiro

    Não julgo o povo americano como um todo. Acho que eles têm uma bela história de independência e foi o primeiro país a reconhecer a nossa independência. Sobre o sistema de ensino já acho falho, se você perguntar a eles qual a capital do seu país, 70 % vão dizer bobagem ou não saberão responder. Quero dizer com isso que eles aprendem somente o que lhes convém, acham que o mundo gira em torno deles e têm dificuldades em aceitar que são apenas mais um país entre outros. Sobre a China concordo, é melhor mesmo uma pseudo-democracia que uma tirania explícita.

  48. Sim… mas o vosso primeiro imperador fomos nós que o demos!
    E um imperador pesa mais na balança da história que um reconhecimento, não? 😉
    O ensino deles é muito (ou era) em áreas técnicas, muito pouco generalista e muito especializado (exactamente o contrário do que é usual aqui na Europa)
    E esses casos, devem-se ao facto do ensino público americano (Secundário) ser realmente mau e sofrer do problema que é o de ter mais professores, porque lhes paga muito mal.

  49. Ultra secreto

    Realmente o Brasil construiu 2 bombas atômicas na década de 80, e mais duas estavam inacabadas; uma já estava alojada num túnel próprio para teste na serra do cachimbo no oeste do Pará (área obscura sem cobertura do radar , local de sinistros acidentes aéreos) aguardando a permissão para detonação.
    Com a decisão do governo Collor de acabar com o projeto, os militares mostraram ao presidente o túnel de teste vazio (o primeiro já estava armado) , que foi destruído. Logo que a bomba foi retirada e enviada para Iperó , o segundo túnel também foi destruído.

  50. “O Brasil manejou bilhões de dólares em contas secretas, fez importações clandestinas, envolveu-se com tráfico de tecnologia, subornou estrangeiros, escondeu atentados e enganou até presidentes da República para fabricar a bomba atômica, mas o delírio do governo brasileiro foi enterrado na década de 90. Cheio de sombras, o programa nuclear começou a ruir no próprio governo Sarney, quando o presidente se aproximou do seu colega argentino, Raúl Alfonsín, e fez um acordo de paz nuclear para sepultar rivalidades. No governo seguinte, de Fernando Collor, se soube que a Aeronáutica tinha buracos na Serra do Cachimbo, na fronteira de Mato Grosso com o Pará, para fazer testes nucleares. Até esse buraco havia sido ocultado pelos militares. Collor, ao assumir, recebeu um relatório, com tarja de ultra-secreto, capa vermelha e cinqüenta páginas. Era o mapa da bomba, mas nada falava da Serra do Cachimbo. Quando soube do campo de testes, Collor foi ao local e fechou o buraco simbolicamente com uma pá de cal, em setembro de 1990, sepultando o programa.”
    http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1268&textCode=82978&date=currentDate

    os túneis eram estes “buracos”, certo?

  51. Arsenio Gälio

    Onde foram parar as duas bombas que já estavam prontas para serem testadas na Serra do Cachimbo em 1991?

  52. Arsenio Gälio

    Duas bombas cujos militares denominavam artefato foram construidadas em Iperó e mais duas estavam quase completas, uma chegou a ser montada num túnel de concreto com 1,2 mts de diâmetro por 320 mts de profundidade na base militar de serra do cachimbo para ser testada no dia 7 de setembro de 1990, contudo, Collor abortou a missão e com toda mídia jogou uma pá de cal no túnel e determinou sua destruição ; contudo os militares mostraram a Collor o tunel errado ; após o evento secretamente a bomba foi retirada e retornou à Iperó, esse segundo túnel foi destruído alguns tempo depois.

  53. Arsenio Gälio

    As bombas existem mas estão desmontadas e suas peças estão espalhadas em algumas unidades militares , o plutônio e o urânio provavelmente estão em Rezende ou em Iperó (o real destino é o maior segredo militar brasileiro , apenas 3 ou 4 pessoas tem essa resposta), certamente Rex Nazaré Alves o pai da bomba brasileira tenha essa resposta.

  54. francisco ricardo

    dominar e construir é necessario para um pais que pretende ser grande, parabens ao general pela coragem, por que os gringos podem e nós nao?lembram se do foguete (vls) que nao sobe nem com reza brava? era propelido a combustivel solido, alguem sabe qual o propelente usado em misseis ate hoje? pena que tenha sido sabotado pela falta de recursos financeiros, aos nao armamentistas: o contrario de paz é guerra (e Deus nos livre dela), mas o contrario de guera nao è paz e sim escravidao … olha a amazonia ai gente.

  55. petterson

    FINALMENTE o Brasil acordou que tem riqueza de mais para pouquíssima defesa,água, petróleo e o imenso território que é totalmente aproveitado.
    E ainda acho pouco tem que se preparar mesmo!

  56. Honestamente …espero q as mesmas existam, assim como o estado sionista faz, produz estoca e se cala…e devemos desenvolver é logo o vls….vão pensar duas x antes de tentarem qualquer aventura louca…

  57. Temos de investir em subs de ataque , e muitos e no satélite geioestacionário p vigiar nossas fronteira e mares ; e fragatas bem armadas acima da média…e p ontem.

  58. de certa forma, isso está a ser feito…
    ainda que falte um satélite de vigilância, militar, é certo…

  59. Riquepqd

    O Brasil já possui tecnologia para se quiser, construir a bomba atômica, Marinha ou Exército já possuem a tecnologia, sendo o Exército através do IME o detentor da tecnologia para construir a mais poderosa de todas, a termonuclear:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3959788-EI306,00-Brasil+ja+tem+tecnologia+para+fazer+bomba+atomica.html

    http://defcon-3.blogspot.com/2009/10/brasil-ja-sabe-fazer-bomba-atomica.html

    http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5564374,00.html

    http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=327910

    http://www.sipri.org/research/disarmament/nuclear/researchissues/past_projects/issues_of_concern/brazil/brazil_default

    http://www.wisconsinproject.org/pubs/articles/2004/BrazilsNuclearPuzzle.htm

    E não apenas o general José Benedito Pereira, ex-secretário de Política, Estratégia e Relações Internacionais do Ministério da Defesa defendeu o tema, o ex-ministro Alberto Mendes Cardoso, ex-chefe da Casa Militar e do Gabinete de Segurança Institucional no governo FHC, confirmou COM TODAS AS LETRAS que o Brasil já domina o conhecimento e, se quisesse, poderia dirigir a tecnologia à construção da bomba nuclear.

    http://zequinhabarreto.org.br/?p=2641

    E o ex vice-presidente mais popular do Brasil, José Alencar, também, era ferrenho defensor que o Brasil não apenas tivesse a tecnologia, mas que também construísse a bomba. E inclusive, em seu governo ao lado de Lula, o Brasil não assinou acréscimos de restrições do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

    http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=15191

    • Bem, se ja vejo com duvidas a opcao pelo SNA entao pela bomba… O Brasil nao precisa do tipo de projecao internacional que a posse da Bomba confere (como precisam o Irao e a Coreia do Norte, parias internacionais) e sobretudo nao precisa de desperdicao milhoes e milhoes de reais no desenvolvimento, producao, armazenamento e gestao de vetores numa arma quando ha tantas questoes e investimentos mais vitais.

      • Odin

        CP
        Na época do regime militar, o Brasil teve um programa secreto para desenvolver armas nucleares. O programa foi desmantelado em 1990. Então, tecnologia para construir mísseis nucleares, o Brasil tem sim.

        http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil_e_as_armas_de_destrui%C3%A7%C3%A3o_em_massa

        Sobre as armas nucleares, eu lamento que tenham sido inventadas. O ideal é que não existissem as armas atômicas.
        Quanto ao Brasil produzir e ter posse, só vale a pena se for para fabricar no mínimo 100 ogivas, e todas de médio e longo alcance. Só que os nossos vizinhos ficariam obviamente muito incomodados, e procurariam uma forma de “equilibrar a balança”. O Brasil não é um país belicoso, com história transbordando de guerras e batalhas, não tem “inimigos” como os EUA, a Rússia, a Índia e Israel têm. Na verdade, acho que fabricar armas nucleares seria um grande desfavor ao próprio Brasil. Compensa o Brasil fazer outros tipos de investimentos.

        • ‘E exatamente isso que penso: um desperdicio, um desfoque perigoso de outras prioridades maiores e um flanco que se abriria para que todos criticassem o Brasil.

  60. riquepqd

    Eu já acho que o Brasil deveria ter sim, pelo menos uma ogiva para mostrar aos EUA e a OTAN que também podemos nos defender.

    Nenhum outro país do mundo tem tantos recursos naturais a serem cobiçados.

    Temos gigantescos campos férteis, e isso será uma riqueza no futuro, conforme forem se tornando escassos os alimentos no mundo.

    Temos o Aqüifero Guarani, a maior reserva de água pótavel do mundo, e especialistas apontam que a água será a principal causa de guerras nos séculos vindouros.

    Temos quase que 100% das reservas de niobio do mundo, mineral que passou a ser recentemente amplamente cobiçado pelos países desenvolvidos devido as grandes possibilidades de seu uso, inclusive militares.

    Temos a Amazônia, maior reserva de biodiversidade do planeta, com infinitas possibilidades de uso, e ex governantes, políticos e ONGs de EUA, Japão, Grã-Bretanha e outros países europeus já duvidaram descaradamente da soberania do Brasil sobre a Amazônia.

    Agora temos gigantescas reservas de petróleo no pré-sal, riqueza que já trouxe a alguns países muito desenvolvimento, mas a outros trouxe a guerra.

    Então temos sim que ter a bomba nuclear, mas junto dela, uma emenda à constituição que somente permitisse seu uso após o Brasil ter sido atacado também por uma ogiva nuclear.

    Seria um recado aos anglo-saxões, a Amazônia, o pré-sal, o aqüifero Guarani e todas as demais riquezas em solo ou mares brasileiros, são dos brasileiros e de mais ninguém.

    Assim como já expulsamos de nossa pátria, potências em outras épocas, como franceses e neerlandeses , faríamos novamente com qualquer outro país.

    • Mas o Brasil nao tem tambem inimigos claros e bem definidos (como sucede de resto com a maior parte dos paises ricos em recursos no mundo).
      Se essa ameaca surgir, tendo o know-how, pode sempre encetar e terminar com relativa rapidez alguns engenhos nucleares.
      Neste campo (como em tantos outros) importa bem mais Saber fazer do fazer.

  61. Riquepqd

    Então, poderíamos fazer uma só, e explodi-la em um desrto do nordeste, só para mostrar ao mundo que realmente sabemos fazer.

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