Monthly Archives: Dezembro 2007

O Tesouro dos Templários estaria em Portugal e seria composto por… documentos?

Templário
(Cavaleiro Templário in http://www.esonews.com)

Um documento, apreendido pelas tropas de Napoleão depois de terem invadido a cidade de Roma, em 1809 e referido por Gérard de Sede descrevia o testemunho de um templário, de nome Jean de Châlons (ver AQUI) aludindo a “três carroças de palha puxadas por cinquenta cavalas que haviam saído, na quinta-feira, 12 de Outubro de 1307 (a véspera da prisão dos templários), do Templo de Paris, conduzidas por Hughes de Châlons, Gérard de Villers e cinquenta outros cavaleiros, transportando «totum thesaurum Hugonis Peraldi [Hugo de Pairaud, o grande Visitador de França]”. O mesmo templário teria afirmado que o conteúdo das três carroças teria sido embarcado no porto templário de La Rochelle e seguido em 18 navios da armada dos templários com destino desconhecido, mas que, certamente seriam paragens mais amistosas para a Ordem do que as de França… Seria o porto de templário do Baleal (Peniche), aproveitando o bom acolhimento que Dom Dinis deu a tantos frades fugidos de França e a recusa sistemática que sempre deu à Santa Sé quando esta tentou estender a Portugal os processos que incendiavam França?

Seria este tesouro composto por mapas antigos, informações geográficas e documentos que puderam depois ser usados na “Escola de Sagres” e no começo do processo dos Descobrimentos portugueses? Seriam estes documentos e ensinamentos perdidos o cerne da mensagem do “Espirito Santo” que Dom Dinis depois se esforçou por disseminar e que iria até onde fossem todas as naus das Descobertas e da Expansão?

Anúncios
Categories: História, Mitos e Mistérios, Movimento Internacional Lusófono, Os Descobrimentos Portugueses | 179 comentários

Quids S10-9: Que filme é este?

sss111.jpg

Dificuldade: 2

Categories: Quids S10 | 2 comentários

Da já longa divergência de Portugal dos padrões económicos europeus e das suas causas profundas

“Em vez dos 72,5% conseguidos em 2003, o mais alto que a economia nacional conseguiu foram 69% em 1999.”
(…)
“A economia nacional tem estado a marcar passo desde 1999.”
(…)
“Por um lado, são más notícias para a análise do processo de convergência portuguesa desde a adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE) em 1986, porque o aparente bom desempenho conseguido na década de 90 não terá sido tão favorável como se pensava. Mas por outro lado, a quebra que tanto se falava a partir de 2003 não é mais do que uma quase estagnação a partir dos anos anteriores.”
(…)
“No ano passado, de acordo com as estatísticas divulgadas esta semana, a riqueza média por habitante em PPC (Paridade de Poder de Compra) caiu de 76% para 75% da média europeia considerando os 27 Estados membros. Desde 1999 que Portugal está em rota de divergência.”

Fonte: João Silvestre, in Expresso de 22 de Dezembro de 2007

Vejamos… Apesar da injecção massiva de milhares de milhões de contos provenientes dos países do norte da Europa, da cessação de várias e crescentes parcelas de soberania a partir de uma entidade supra-nacional, não-eleita (a Comissão Europeia) e logo não-democrática e, sobretudo, depois de um processo de adesão que nunca foi referendado, afinal, Portugal não beneficiou tanto quanto se pensava da sua adesão à União Europeia (então CEE) em 1985… E, outro mito, de que a “crise” (de facto, estagnação) tinha começado apenas em 2003, depois dos dislates e da incapacidade para decidir de António Guterres (que enfastiado abandonara o “pântano” da política portuguesa, trocando-o por uma prebenda na CGD). Mas de facto, o problema não começou em Guterres e é ainda mais profundo e estrutural: Portugal simplesmente não se consegue adaptar aos padrões de “Desenvolvimento” e às matrizes económicas que lhe são impostas do exterior, pelos “Estrangeirados” de hoje ocuparam todas as cátedras das faculdades de Economia deste país… Não está mal este país, nem estes seus portugueses… O que está mal é esta insistência infrutuosa para uma deriva para uma sociedade de produtores-consumidores, onde se é tanto, quanto se tem, onde “Trabalhar para Viver” é transformado em dogma religioso, em vez do “Viver para Trabalhar” agostiniano que caracterizou a medievalidade portuguesa e o período dourado dos Descobrimentos e da Expansão… Portugal e os portugueses, na sua alma mais profunda não foram simplesmente formatados para cumprirem os ditames destas novas “regras de Mercado” que lhe dizem agora serem incontornáveis e inevitáveis, e enquanto tentarem sê-lo, enquanto não assumirem a sua profunda diferença destas civilização de “bárbaros e loiros” do Norte nunca poderemos cumprir o nosso verdadeiro papel no Mundo, que é o de fazer cumprir o Quinto Império, unindo primeiro toda a lusofonia, depois toda a latinidade e, por fim, todo o ser humano, numa única Sociedade multiforme, Local, Livre e… gratuita, onde todos trabalham apenas por prazer e coexistem pacificamente com a Natureza.

Categories: Economia, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

Da caminhada dessacralizante do Homem e… do Regresso ao princípio

Cro Magnon

Agostinho da Silva identificava no processo histórico uma caminhada crescente e contínua para uma dessacralização da civilização humana. Se o homem primitivo colocava um Mito em todas as parcelas do seu comportamento e da sua presença no Mundo, a aparição da Escrita, da Cultura material e o prosseguimento de uma caminhada de crescente materialismo, de desenvolvimento tecnológico e do conhecimento da Natureza e do Meio foram dessacralizando o Mundo, até levar ao Positivismo e ao Cientismo modernos, em que a própria Ciência assume estatutos e atitudes para-religiosas, numa vã e global tentativa de tudo explicar. A aparição do Cristianismo, forjado a partir de uma matriz dupla: hebraica e helenística, representa neste contexto uma tentativa de inversão deste processo, já que um dos seus dogmas centrais era precisamente o da unidade entre o Sujeito (o Homem) e o Mundo (a Criação). Este regresso ao “mundo mítico” do Homem primitivo advogava o regresso à comunhão com a Natureza, a uma atitude contemplativa e ascética, não mais a uma atitude e presenças activas e operadora, e declarava a chegada iminente de um novo Tempo em que estas formas de viver seriam alargadas a todo o corpo social e a toda a Criação.

Este momento seria aquele em que o Homem encontraria o seu estado original, e se encerraria o ciclo de tornar a fazer o Homem um “poeta à solta”, plenamente libertado de todas as cangas impostas pelas industrialização e pela agricultura, tarefas que as máquinas já hoje podem cumprir quase integralmente e concretizando a U-Topia no interior de todos nós, sob a forma do “Imperador do Espírito Santo” que vive em potencia na criança, que, em potencia, se mantem viva na nossa mente, prisioneira de anos de “Educação” escolástica e castradora mas… sempre viva e pronta a despertar, logo que surjam as devidas condições para a explosão desse nosso “Quinto Império” pessoal…

E assim se fecha o “Eterno Retorno” do Homem até si mesmo…

Fonte principal:

BRAZ TEIXEIRA, ANTÓNIO “Agostinho da Silva e o pensamento russo: algumas convergências e afinidades.”

Categories: Educação, Movimento Internacional Lusófono | 1 Comentário

Da imoralidade reinante entre os administradores do BCP


(http://expresso.clix.pt)

(…) As lideranças prolongadas são nocivas para as instituições e permitem todo o tipo de promiscuidades; e um pequeno grupo de administradores, sem sequer todos, apropriou-se do banco como se fosse coisa sua.” (…) “Na verdade, o mais dramático nem sequer é a constituição de 24 offshores que o banco financiou em 200 milhões de euros, para encobrir o falhanço de um dos aumentos de capital. O mais dramático é a degradação moral que lhe está subjacente, a degradação moral de pessoas que nos habituámos a respeitar ao longo de duas décadas por terem construído um dos melhores projectos bancários europeus desde os anos 80.”

Fonte: Nicolau Santos in Expresso de 22 de Dezembro de 2007

Como é possível que os mesmos que conceberam o maior banco privado português estejam de tal forma enrolados dentro desta teia de autocontemplação que perderam o sentido da perspectiva e a verdadeira noção de que não passam afinal de membros de uma entidade que lhes é (ou devia ser) superior? Que gestores são estes que malbaratam a confiança dos accionistas, funcionários e clientes do ex-mais prestigiado Banco privado português a favor dos interesses próprios ou das suas ávidas famílias? Já sabíamos que os gestores portugueses eram dos mais bem pagos da Europa, mais ainda que os seus homólogos suecos e canadianos (Mercer Human Resource Consulting) e que os administradores do BCP eram dos mais bem pagos de Portugal (ver AQUI) com salários que tocaram em 2005, 10% de todos os lucros do Banco e que em 2005 ascenderam ao astronómico e espantosa percentagem de 87% do total pago em ordenados a todos os oito mil e tal funcionários do Banco! São estes senhores que distribuem “empréstimos” e “perdões de dívida” entre si e os seus familiares… que enganam a Bolsa comprando acções do BCP através de empresas fictícias financiadas com dinheiro do próprio Banco… Com gestores privados deste jaez… Como há-de avançar este país?! E… O que andou a fazer a entidade reguladora do sector, o Bando de Portugal do senhor Vitor Constâncio? Porque arquivou o BdP o processo de 2004 contra precisamente estas manobras do BCP em paraísos fiscais? (ver AQUI) Porque é que desde Outubro de 2006, data das denúncias de irregulariedades feitas pelo BPI à CMV e ao BdP, o Banco de Portugal ainda não se pronunciou? (ver AQUI: “o presidente do BPI, Fernando Ulrich, acusou, numa conferência de imprensa, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e o Banco de Portugal de “não terem feito o trabalho de casa como deve ser”, quando a instituição bancária que lidera entregou às entidades reguladoras uma comunicação sobre alegadas irregularidades no BCP.”.

O que se passa afinal com o sistema financeiro português, tido até à pouco tempo como um dos raros sectores da economia lusa que apresentava desempenhos e eficiência superiores aos padrões europeus?

E… Pergunta principal: será que este comportamento da Administração do BCP é assim tão diferente do das restantes Administrações bancárias deste país?… É que já vimos que se não forem selo-ão apenas por apresentarem padrões morais mais elevados, já que do lado dos reguladores… podemos ter a certeza de que não estão a fazer o seu trabalho, pago com os meus e vossos impostos, aliás.

Categories: Economia, Portugal, Sociedade Portuguesa | Deixe um comentário

Do caçador Neolítico dentro de cada… especulador bolsista ou… Da irracionalidade dos Mercados


(http://www.worcestershire.gov.uk)

Sabe-se que é praticamente impossível o comportamento de um ser humano, individualmente considerado… A imensa profundidade e complexidade psicológica de cada um de nós torna essa tarefa impossível. E é precisamente esta imprevisibilidade que está na raíz da crónica incapacidade das Ciências Sociais e da Economia para conseguirem cumprir a mais verdadeira missão de qualquer Ciência que é a de… serem capazes de estabelecer (e acertarem) em previsões.

A Economia baseia-se na tese de que os indíviduos são sempre racionais e muito egoístas e é com base nestes dois pressupostos que se construiram muitas teorias económicas e matemáticas que, infelizmente, nada têm a ver com a Realidade e não conseguem explicar porque é que os Mercados se comportam de uma dada forma, ou não…

Nos últimos 15 anos tem havido uma revolução silenciosa nas Ciências Sociais. Várias equipas de economistas e sociólogos, um pouco por todo o mundo têm realizado experiências com pessoas reais (não mais com simulações virtuais), em laboratório, em que colocam vários pessoas numa sala e simulam aqui a presença de um “Mercado de Valores”. Concluiu-se que os sujeitos da experiência cometiam erros, ouviam palpites, mas não racionalizavam e tinham frequentes reacções e decisões completamente irracionais e emocionais…

Mas se assim é, se na base das decisões com impacto financeiro, a Razão não tem parte maioritária ou decisiva, como se pode assim prever o comportamento de grandes grupos, isto é, da Economia na escala nacional ou global? Na Física, essas previsões são comuns. As moléculas individuais são muito imprevisíveis, mas agrupadas podemos prever o seu comportamento. Por exemplo, é impossível antecipar todos os movimentos que uma molécula de água terá dentro de um copo cheio de água, mas não é difícil prever que o copo não transbordará se ninguém lhe mexer… Assim sendo, haverão também padrões comuns nas flutuações dos diversos Mercados de Valores em todo o mundo, transversais a realidades culturais, económicas e religiosas muito diversas? Na teoria económica clássica, o valor de uma dada Acção nunca poderia estar inflaccionado, porque o Mercado era formado por “pessoas racionais” que nunca sobrevalorizariam uma Acção, mas agora sabemos que tal coisa “pessoas racionais” é um mito urbano… Que não existe… Nenhuma teoria económica consegue explicar quedas abruptas de mais de 20% num único dia, e estas não são propriamente raras nos Mercados… De facto, os Mercados são sujeitos a maiores flutuações num único dia do que qualquer sistema natural equivalente.

Estudos recentes, realizados em Oxford, indicam que é possivel elaborar modelos simples, usando pessoas reais e não simulações de computador em que se observa uma tendência natural para que o sistema evolva para um estado estável (identificado também pelos biólogos evolucionistas) em que os individuos tendem para com dinheiro e as mesmas indicações de partida, tenderão a cooperar, precisamente onde a teoria clássica previa que competiriam, esmagados pelo impulso atávico do egoísmo e da racionalidade…

De onde vem então esta tendência para a cooperação? Talvez a possamos encontrar no nosso passado mais distante… Quando o mundo era totalmente diferente daquilo que é hoje, um mundo onde afinal viveu o Homem durante 99,9% da sua existência sobre a Terra. Um mundo em que o Homem se agrupava em pequenas comunidades de 10 a 25 pessoas, e onde a cooperação intra-grupal era regra essencial de sobrevivência… Ainda hoje, somos incapazes de termos mais do 20/25 pessoas nas nossas relações mais directas, embora possamos conhecer centenas de pessoas de cada vez… Da tendência para estabelecer estratégias cooperativas de caça e recolecção.

Fonte: Podcast de Outubro de 2007 do The Guardian Unlimited

Categories: Economia, Sociedade | Deixe um comentário

Quids S10-8: Que avião seria este?

22222222222.jpg
Dificuldade: 1

Categories: Quids S10 | 18 comentários

Agostinho da Silva: Políticos, Escravatura, Joaquim de Fiori e Votos religiosos

Conversas Vadias
CD1
Entrevista com Joaquim Letria – parte 2
Políticos, Escravatura, Joaquim de Fiori e Votos religiosos

“Todo o Poeta daria um mau político.”
“Mas na realidade, o que tem que haver, junto com o Governo é um outro Poder, que não se trata de um contrapoder, mas de um equilíbrio de poderes de tal forma que as pessoas façam o contrário: se fixem naquilo que pensam que é nacional, aceitem aquilo que têm que aceitar: um carro mais veloz, mas que sempre contraponham que aquilo é uma coisa que se tem que usar, não é uma coisa que se tem que viver.”

“Como é que eu defino o nome “político”? É aquele que de alguma maneira que tocar em alguma coisa que tenha a ver com o Poder, é aquele que é tão venerador da Humanidade dos Homens que não quer ter poder nenhum sobre eles.”

“A constante que foi sempre no pensamento português a defesa da liberdade de todos os Homens, fossem eles de que país fossem, de que hemisfério fossem, ou de que cor fossem, ao mesmo tempo que faziam escravos! Embora dissessem que fosse para salvar as almas… Como é que essa coisa se junta? Os portugueses tinham aquela doutrina, simplesmente de vez em quando eram confrontados com um problema que resolviam a seu modo.”

“A Economia está misturada em tudo. Aceitava-se que a um tempo, os portugueses achavam que estavam salvando as almas dos mouros e serviam-se deles como criados gratuitos, a outro. (…) Temos é que ter o ideal de um dia, nunca mais precisar de reclamar honorários por isto ou por aquilo.”

“Porque é que a Igreja foi contra essa Teologia? Era uma Teologia do Inesperado. Daquilo que parece ser a Liberdade Pura enão o Destino (…) Naquele momento, em que o Joaquim de Fiori proclamou aquela coisa, em Itália, e em que os portugueses aceitaram com uma alegria e um grande júbilo, o que aconteceia em que se entrava numa época em que era preciso ver a continuidade das coisas e não adorar o inesperado e então a Igreja percebeu esse momento da História e impôs em Portugal aquilo que achava que era o entendimento, aquilo que tinha que ser a Doutrina, não era a supremacia do Espírito Santo, era o conjunto do Deus-Pai, Deus-Filho e Espírito Santo. Quando um Papa deu ordem à Ordem dos Franciscanos para ser rica, cujo patriarca tinha sido o poeta da pobreza, o poeta do abandono do Ter, para obter a Liberdade.”

“Uma das piores posses que a pessoa pode sofrer é a de estar possuída por si própria, possuída pela ideia que tem de si mesma, que pode ser errada. De modo que seria bom experimentar se quando nos julgamos muito hábeis, ou muito inábeis, não estamos enganados e recebendo uma ordem e cumprindo-a não verificamos que eramos menos hábeis do que pensávamos ou menos inábeis do que pensávamos. Por isso para mim, o Voto de Obediência, é efectivamente um Voto de Liberdade.”

Canal Quintus no

Categories: História, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional | Deixe um comentário

Resposta a António Felizes a propósito da sua contestação do modelo de uma “Regionalização Municipalista”


(“Domus Municipalis” de Bragança in http://www.guiarte.com)

A propósito deste comentário, aqui deixado pelo António Felizes do regioes.blogspot.com gostaria de responder da seguinte forma:

“Desde logo confunde regiões autónomas com regiões administrativas. Desconhece também que as 5 regiões administrativas”
->
Não julgue conhecer aquilo que desconheço… Garanto que a extensão do meu desconhecimento sobre todas as matérias é tão imensa que eu próprio desconheço a sua própria… extensão. Isto é: não presuma que sabe mais sobre mim, do que eu próprio. É uma regra básica de civilitude…

“comportam apenas 34 lugares para políticos profissionais, todos os outros cargos políticos (Assembleias Regionais) regem-se

-> São 34 lugares a mais. Trinta e quatro novos lugares para “boys” partidários, buscando ansiosamente encaixe algures entre as tetas da mãe-Estado e buscando desesperadamente novas fontes de rendimento. A sua introdução na carreira política não terá mais impacto na Economia do que beneficiar os próprios mais as suas famílias e devidas redes clientelares.

“pelo regime das Assembleias Municipais. Ora este número (34) é completamente insignificante quando comparado com os 230 deputados, cada um com o secretário particular, ou seja 460 lugares directos na Assembleia da República. É também um número “
-> Sim, mas se já acha que os 460 deputados “são a mais”, então porque juntar-lhes mais 34, num nível de Poder intermédio?

“muito pequenino, quando comparado com os lugares de nomeação da administração central – mais de 4.000. E já nem o vou comparar com os milhares de lugares que proliferam pelas administrações municipais e os seus apêndices (empresas municipais), aqui sim, um autentico alfobre de “boys”.”
-> Um outro alfobre, a que quer somar mais um, o do nicho de Poder das Regiões, caro António…
-> E porque não poderiam ser estes quatro mil tachos de nomeação partidária, ocupados localmente, pelos eleitos do Município? Isto é, em vez de serem eleitos regionalmente (como parece defender) ou nomeados centralmente (como sucede actualmente)?

“Aliás a contradição do seu ideário é flagrante, quando o meu amigo fala de Valentins, de Fátimas Felgueiras, Isaltinos etc., que são, exactamente, autarcas municipais e é realmente a esta escala (concelhia) que estes fenómenos emergem. A uma escala mais alargada (Região Administrativa) dificilmente alguma das personalidades que referiu teriam alguma hipótese de notoriedade política.”
-> Estas contradições nascem sempre de diferentes perspectivas da realidade… Estes perigosos demagogos que citam são inevitáveis num país como o nosso onde o grau de participação cívica é baixo, onde os níveis de abstenção são elevados e onde – sobretudo – existem baixos níveis de qualificações e de instrução académica que criam o tipo de terreno ideal para a propagação destes verdadeiros “fogos em palha seca” que são estas Felgueiras e estes Valentins. Estas mesmas condições propiciariam à ascensão de um deles ao Poder numa Região, dando-lhes uma escala de Poder muito mais alta e dilatando a sua capacidade de fazer mal à “Coisa Pública” a seu próprio proveito. Em suma: haverá sempre demagogos e corruptos na Política e criar um novo patamar intermédio de Poder só lhes vai dar mais terreno de cultivo. E só por demagogia ou ingenuidade é que é possível acreditar que apenas porque um Isaltino ou um Valentim poderiam concorrer a uma Região e perder, ganhando eleições municipais sucessivas, umas após outras…

“Assim, esta é, pois, uma das causas porque sou um defensor acérrimo da regionalização. Entendo que com as regiões Administrativas teremos condições para racionalizarmos a nossa administração e , também, de acabar, de uma vez por todas, com o desproporcional protagonismo de alguns autarcas municipais – Isaltinos, Valentins, F Felgueiras etc.”
-> E porque é que esta “racionalização” tem que ocorrer “regionalizando”? Porque não pode ocorrer aproveitando as estruturas que desde o 25 de Abril mais melhoraram a vida das populações, que melhor poderiam propiciar ao desenvolvimento das Economias Locais, que maiores e melhores raízes têm na tradição e História portuguesas e que – sobretudo – mais aproximariam a Política e a gestão da “Coisa Pública” dos cidadãos e eleitores interrompendo esta marcha aparentemente imparável para uma “Democracia” cada vez mais Oligárquica, ausente de eleitores, não-participativa e detida quase totalmente por umas escassas centenas de VIPs e de “famílias ilustres”.

Quanto à defesa propriamente dita da “Regionalização Municipalista” e o porque acredito que uma “Regionalização Regionalista” seria má para Portugal… É um debate que deixo para um próximo artigo.

Concorda com este modelo de “descentralização municipalista”?
1) Sim
2) Não

View Results

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

Quids S10-7: Que porta-aviões é este?

3333333.jpg

Dificuldade: 2

Categories: Quids S10 | 26 comentários

O Infante Dom Henrique “alumiado pela graça do Espírito Santo” e o papel deste no arranque dos Descobrimentos

Esp�rito Santo e Infante Dom Henrique
(O Infante Dom Henrique do lado direito do… “Espírito Santo” in http://www.tj.ba.gov.br)

A primeira fase da gesta dos Descobrimentos foi, sabemos, um produto directo da capacidade organizativa e da persistência daquele que era então o Grão-Mestre da Ordem de Cristo, herdeira do património material e espiritual da Ordem do Templo em Portugal, mas também (e talvez por causa disso) crente devoto no “Espírito Santo”. Falamos de Dom Henrique.

O cosmógrafo, militar e aventureiro Duarte Pacheco Pereira escreveu que o Infante tinha sido “alumiado da graça do Espírito Santo e movido por divinal mistério“. Significa isto que toda a demanda por novas terras e gentes patrocinada pelo Infante e missão com a qual ele próprio casou teria na base uma inspiração divina (“um sopro de Deus”) ou… que seria apenas a execução dos mandamentos e dos planos recebidos por herança da desaparecida Ordem do Templo, tomada assim em percursora (as “naus de Rochelle”) da gesta universalista portuguesa ela própria tida aqui como… cristalização material do verbo determinado pelo “Espírito Santo”.

Ganha assim outro contorno a representação do Infante Dom Henrique ao lado direito da figura que nos painéis do museu das Janelas Verdes Lima de Freitas identificou como o “Espírito Santo”…

Ler também: “O Projecto Templário e o Evangelho Português” de Manuel J. Gandra, Ésquilo

Categories: História, Mitos e Mistérios, Movimento Internacional Lusófono, Os Descobrimentos Portugueses, Portugal | Deixe um comentário

CurtasLinhas (4): Da redução da carga fiscal sobre as grandes empresas em todo o mundo

Não passou muito tempo desde que o Finantial Times anunciava que em 2006 só 1/3 dos maiores negócios no Reino Unido tinha pago impostos tendo recorrido a “engenharias fiscais” legais mas de moralidade duvidosa, como aplicações em fundos de investimentos, de pensões, etc. E deste terço, mais de 2/3 consistiam em empresas do ramo da Banca, Seguros ou da área petrolífera, ou seja, precisamente aquele tipo de grande empresas que mais lucros e mais crescentes têm acumulado nos últimos anos em todo o mundo… Esta falta de cobranças implica que o Estado para se manter tem que aumentar a cobrança sobre aqueles que não têm ao seu dispôr o mesmo tipo de meios ou de aconselhamento e a redução da solidariedade social que estas organizações deveriam manter para com a Sociedade onde afinal estão inseridas e de onde vivem. Não é só uma questão de forjar novas leis – mais blindadas contra estas manobras – é sobretudo uma questão de introduzir moralidade e decência onde esta não existe e de reduzir a escala destas organizações de forma a torná-las mais humanas, próximas e… responsáveis.

Categories: CurtasLinhas, Economia | Deixe um comentário

Quids S10-6: Que escrita é esta?

dn.gif

Dificuldade: 2

Categories: Quids S10 | 7 comentários

Os “Multiversos” de Bernard Carr

Multiverses
(http://apod.nasa.gov)

Numa entrevista do Físico Bernard Carr da Universidade de Londres Queen Mary este Físico expõe as suas teorias sobre o estranho mas fascinante conceito dos “Multiversos”. Estes “Multiversos” seriam Universos independentes, com Leis da Natureza diversas entre si.

Partindo do princípio de que vivemos num Universo Inflacionário que num estádio muito inicial se expandiu muito depressa, numa imensa bolha que ainda que tenha começado microscópica, se tornou macro, mas que pode não estar isolada no Universo, sendo acompanhada, par a par, por outras bolhas, em tudo idênticas a elas, menos na sua própria combinação e arranjo de Leis Naturais. Estas outras bolhas, ou Multiversos espalhadas no Espaço e no Tempo poderiam explicar o eterno problema do “Princípio Antrópico” já que este ajuste muito fino das Leis Naturais capaz de criar uma realidade compatível com os delicados equilíbrios necessários a erupção da Vida seria fruto do acaso ou da mera probabilidade, já que havendo tantos Multiversos, estaríamos não “no” Universo, mas num entre muitos, mas precisamente naquele cujas Leis Naturais permitiam a nossa existência.

Barnard Carr, não acredita que estes Multiversos existam em número infinito, ainda que a Matmática nada oponha a este conceito, mas considera a ideia de haver um número, uma quantidade infinita de matéria desconfortável ou inadequada, acreditando o mesmo no que concerne a uma progressão dos Multiversos para um Passado ou para um Futuro infinitos…

Dyson disse que o “Universo devia saber que eu vinha aí“. Os teólgoso de várias religiões têm aliás usado o “Princípio Antrópico” para provar a existência de Deus ou de um Demiurgo. Na sua leitura, o Universo é como é, porque Deus o criou para que pudesse acolher-nos, a sua criação predilecta. Mas é por essa explicação que muitos cientistas ficam desconfortáveis com uma noção de Universo único que implica quase necessariamente o recurso a um “supremo engenheiro”, já que tudo o que… parece divino, não é Ciência.

Fonte: Podcast “The Guardian Unlimited”

Categories: Ciência e Tecnologia, SpaceNewsPt | Deixe um comentário

O modelo da Regionalização Municipalista


(Câmara Municipal da Covilhã in http://www.urbi.ubi.pt)

Na Idade Média portuguesa, o termo que designava as entidades locais, não era ainda o de “Município”, palavra latina, ressuscitada modernamente, era ainda a palavra “Concelho” que servia de mote à realidade que exercia localmente a capacidade administrativa e onde residia efectivamente o Poder Local.

Não se trata de uma criação puramente medieval, contudo, já que entroncava nas mais antigas raízes comunitárias peninsulares, como indica António Borges Coelho, no estudo que serviu de base a este texto, já em 974 d.C em Xerez e, depois, em Leão, em 1020, observamos o emprego de termo idêntico e a existência concreta de comunidades autónomas de camponeses com a capacidade e responsabilidade de decidirem pelos seus próprios problemas. Ou seja, existia uma base, uma tradição que consolidavam e estabeleciam um direito consuetudinário que justificava as formas descentralizadas municipalistas que radicava nas mais remotas épocas da Alta Idade Média peninsular, porventura buscando ainda raízes nas tradições municipalistas do período tardo-romano. Estas tradições eram tão fortes, que nalguns lugares, como na aldeia de Rio de Onor (vistas QuickTime VR por AQUI) onde a tradição de realizar assembleias, votações comuns se manteve até finais do século XX. António Borges Coelho acredita que estas comunidades tardo-medievais pudessem usar para se auto-designar a palavra latina “Consilium” que daria no português moderno “Conselho”. Herculano encontrou fontes coevas, do século IX que indicam que os moçarabes já regiam assim as suas cidades, nas regiões da Península ocupadas pelo Islão… O que reforça a tese da continuidade destas tradições autonómicas locais desde a época romana.

Alexandre Herculano divide os concelhos medievais portugueses em duas classes: os “Concelhos Perfeitos” e os “Conselhos Imperfeitos”, e, entre ambos uma imensa variedade de escalas e graus de aplicação das formas de autonomia local. Nos primeiros, ditos, “Perfeitos”, os Concelhos eram regidos por uma democracia onde ainda que apenas os cavaleiros e peões tivessem direito de voto, e mulheres, jovens e diversas classes socio-económicas mais desfavorecidas não pudessem votar (tais como os trabalhadores sazonais ou os escravos). Os Senhores estavam também afastados destas decisões comunitárias, o que é compreensível já que os conflitos entre as duas entidades e poderes estão amplamente documentos em várias fontes. Apesar disso, não era raro ver nobres nestas assembleias, ainda que votando como simples “cavaleiros” e participando assim nestas decisões concelhias.

Os municípios medievais portugueses tinham várias competências, entre as quais, se encontravam até capacidades de formarem exércitos próprios e de alinharem junto das hostes reais e reunidas pelas casas nobres. Tinham atribuições no campo do direito fiscal, civil, processual e até penal, embora as prisões para onde enviavam os seus condenados não fossem da sua competência, já que geralmente se encontravam nos castelos tutelados pelo alcaide que comandava em nome do Rei o castelo e a hoste que o guarnecia. Os Concelhos eram também responsáveis directos pela administração das terras comunais (sesmos e baldios), assim como das estradas e caminhos, a limpeza das ruas e das estradas e a construção e manutenção das construções defensivas, torres e muralhas, nomeadamente. Todas estas operações eram custeadas não através de impostos directos, mas por via da cobrança das multas judiciais, dos rendimentos das propriedades do Concelho, do arrendamento das bancas nos mercados, das sisas e dos rendimentos dos saques que enquanto houve territórios muçulmanos em Portugal sempre se foram fazendo…

Os dirigentes dos Concelhos eram designados por “Alvasis” reuniam normalmente todos os domingos, de tarde. Estes dirigentes (seguindo o exemplo de Beja) era eleitos todos os anos, logo no começo de cada ano sendo nomeados pelas “assembleias dos vizinhos” que indicavam entre 4 a 8 nomes que enviavam ao Rei, para sua aprovação. Este geralmente aprovava os nomes indicados e somava-lhe os nomes de dois “alvasis gerais” e mais dois “alvasis dos avençais”, que tinham atribuições fiscais e que eram responsáveis pelos impostos centrais, cobrados para o Rei. De seguida, estes nomeados escolhiam mais seis alvasis, um procurador, um tesoureiro, dois juízes do verde e dois juízes dos órfãos, num processo cooptativo.

Sumários das Competências, Funções e Responsabilidades dos Conselhos Medievais Portugueses:
1. Nas Assembleias, votavam apenas “cavaleiros” e “peões”.
2. Tinham competências de Defesa, formando exércitos e milícias
3. Tinham competências no exercer do direito fiscal, civil, processual e penal
4. Administravam as terras comunais
5. Construiam e mantinham as estradas municipais
6. Mantinham limpos os seus territórios
7. Não tinham competências fiscais directas, recebendo apenas os rendimentos da Sisa

É a esta forma de municipalismo, que devemos regressar. É esta forma de administração do Poder, democrática (ainda que “democrática” apenas no sentido medieval do termo), descentralizada e republicana que devemos reimplantar como forma de reaproximar a política dos cidadãos e aumentar a eficiência da acção e intervenção do Poder junto das populações. Quanto mais próxima – geografica e pessoalmente falando – fôr a relação entre eleitos e eleitores maior será a democracia, menor será o peso do Estado (“Small is Beautiful”), mais eficaz será a administração da “Coisa Pública” e mais riqueza e maior dinamismo serão introduzidos nas Economias Locais. São estas formas de administração do território que radicam no mais remoto ser da “alma portuguesa”, ao contrário das formas centralistas, importadas no século XV e influenciadas por Montesquieu e Maquiavel que são responsáveis por este Estado centralista (um dos mais centralistas da Europa) muito ineficiente e desproporcionado em relação à dimensão do território e da nossa demografia. Descentralizar, municipalizando iria aproximar a Política dos Cidadãos e redinamizar a vida política e a participação dos cidadãos e eleitores na vida comunitária.

Fonte: António Borges Coelho “Os Concelhos Medievais Portugueses”

Publicado também em:

Nova Águia

Concorda com este modelo de “descentralização municipalista”?
1) Sim
2) Não

View Results

Categories: Economia, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | 13 comentários

O “Milagre de Ourique” e o mandato do “Espírito Santo” concedido aos reis portugueses

Batalha de Ourique
(Batalha de Ourique in http://www.junior.te.pt)

“A não ser que a Tradição de Ourique, que sagrou a monarquia e a pátria portuguesas livres da intermediação eclesial, os Impérios do Divino , anunciando o advento da religião intimista do Paracleto, em substituição do confessionário Romano, o Beneplácito Régio (vigente desde 1361, até ao advento do constitucionalismo), ou a Excomunhão decretada pela Cúria Romana contra 19 (mais de metade) dos 34 monarcas portugueses, sejam argumentos destituidos de qualquer valor probatório!”

Esta é, em grande e no nosso próprio pensamento a mais verdadeira e única característica da Monarquia Portuguesa: a sua tomada à hierarquia católica da capacidade para se autolegimitar e para ir frequentemente contra os ditames do Vaticano. Marcada logo na sua aparição pela validação directa através do mítico (mas imensamente “real” nessa entidade concreta que é o espírito dos povos) “milagre de Ourique” em que Cristo surge a Dom Afonso I e o indica como “rex” (Rei). Esta própria declaração de independência da superioridade romana, está aliás também na base da implantação do Culto do Espírito Santo em Portugal, no século XIV apesar de todas as reticências por parte da hierarquia que viam nele (justamente) vários elementos milenaristas, espirituais e joaquimitas que tantas erupções cutâneas lhes criavam…

Mais do que por Roma, os monarcas portugueses estavam validados e mandatos por uma entidade superior, desde logo a fundação e papel determinante aqui cumprido pelo Templo, ao lado de Afonso Henriques e cujo mandato haveria de ser seriamente confirmado sob Dom Dinis e aplicado durante a gesta dos Descobrimentos henriquinos e em toda a epopeia da Expansão, para ser enfim quebrada pela aparição do centralismo maquiavélico, de ideias e conceitos exógenos, importados do norte da Europa e entorpecentes da vera “alma portuguesa” que esse 19 monarcas excomungados tão bem souberam exprimir e preservar…

Fonte: “O Projecto Templário e o Evangelho Português” de Manuel J. Gandra, Ésquilo

Categories: História, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | Deixe um comentário

A Venera-D: o regresso russo a Vénus

Venera-D
(A sonda venusiana Venera-D in http://www.orbithangar.com)

A Rússia prepara o lançamento para Vénus em 2013 da primeira sonda a regressar ao planeta depois das sondas Vega-1 e Vega-2, ainda no período soviético. A sonda, já baptizada como “Venera-D” chegará a Vénus em 2014 e irá usar um potente radar para mapear a superfície do planeta, identificando futuros locais de interesse para aterragens. A sonda será o primeiro passo para um regresso a Vénus dos russos, planeta que desde a época soviética escolheram como principal foco de atenção, deixando Marte para os EUA (depois de uma série de rotundos fracassos com as sete malogradas sondas Mars).

A Venera-D vai recolher informação para preparar o regresso russo à superfície venusiana com um lander que deverá bater o recorde de 30 minutos de actividade científica na inclemente superfície do planeta. A Venera-D deverá ser muito semelhante às sondas Venera anteriores, já que os seus conceitos permanecem válidos e o seu sucesso foi inegável. Aliás, cumprindo a mesma tradição russa que mantêm os Tu-95 a funcionar e as sólidas e baratas cápsulas Soyuz como a principal ponta de lança humana para o Espaço…

Uma das curiosidades com o modelo seguido pelas Venera 4,5,6,7 e 8 era de que o sinal, ao contrário do que é habitual nestas missões, era enviado directamente para a Terra e não para o orbiter, como fazem hoje as sondas Cassini (em Titã) e as Viking e MRO para os robots que percorrem neste momento a superfície marciana. Esta técnica (abandonada nas sucessoras Vega) permitia baixar o custo da missão, mas concentrava todo o risco no comportamento e sobrevivência do lander. A sonda deverá transportar vários sensores, como câmaras de video, espectómetros de várias gamas e um detector sismico constituinto um conjunto que não deverá ultrapassar os 1300 Kg.

O lançamento estará a cargo de um foguetão Proton, segundo algumas fontes, ou de um Soyuz, segundo outras.

Esta missão, assim como a ambiciosa missão conjunta ESA-Rússia Phobos-Grunt marca o regresso pleno da Rússia ao campo da exploração planetária e o regresso do Homem a Vénus, essa irmã da Terra onde a natureza se encarregou de fazer o mesmo que… o Homem se prepara para fazer no seu próprio planeta.

Fontes:
Wikipedia
ESA

Categories: SpaceNewsPt | Deixe um comentário

Sabia que… Dom Pedro V

…tinha como nome completo a impressionante lista de “Pedro de Alcântara Maria Fernando Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier João António Leopoldo Victor Francisco de Assis Júlio Amélio de Bragança”?

“V” para os amigos?

Categories: História, Humor | 4 comentários

Da destacada posição de Portugal nas tabelas internacionais de integração de imigrantes

Embora seja frequente encontrar Portugal nos lugares mais baixos de todas as tabelas que comparam – sob os mais vários e diversos critérios – Portugal com os demais países desenvolvidos, pelo menos, por vezes, encontramos algumas excepções… É o caso das tabelas que podem ser encontradas em Integration Index e que consistem na formação de uma série de índices, designados de “MIPEX” onde 25 estados-membros da União Europeia são comparados através de 140 indicadores diferentes e a forma como os seus imigrantes são integrados é avaliada.

Os índices cobrem seis áreas específicias:
1. Acesso ao mercado de trabalho
2. Políticas de facilitação à reunião familiar
3. Residência a longo termo
4. Participação política
5. Acesso à Nacionalidade
6. Anti-discriminação

Na página do MIPEX dedicada a Portugal pode desde logo observar-se este interessante gráfico:

 

Que exprime muito bem a excelente posição do nosso Portugal frente a outros países tidos geralmente como “mais desenvolvidos” ou “civicamente mais avançados”. As políticas dos últimos governos têm sido especialmente bem sucedidas no campo do acesso ao mercado de trabalho, da reunião familiar e das políticas de combate à discriminação, mas também no campo da participação nos processos democráticos e da dupla nacionalidade, estamos muito acima da média. Se em muitos outros domínios não temos especiais razões para nos orgulhar, no campo da integração de imigrantes, temos, e bastantes.

Esta posição de vanguarda frente aos demais países europeus decorre da relação especial que os portugueses em geral têm para com os países da lusofonia, de onde provêm a maioria destes imigrantes (só do Brasil, estima-se que estejam entre nós mais de 350 mil imigrantes), da própria muito própria que os portugueses têm de estar no mundo, que, enfim, está na base daqueles mitos do Quinto Império que movimentos recentes, como ESTE, tentam reflectir. Esta posição é o reflexo, também, da posição especial que Portugal tem no mundo e no seu futuro.


Eis por fim, uma tabele interessante, publicada no MIPEX:

E eis os índices comparativos, um por um:Acesso a Nacionalidade:
1= SE Sweden 71
  BE

Belgium

71
3 PT Portugal 69
4 CA Canada 67
5= UK United Kingdom 62
IR Ireland 62
7 FR France 54
8 NL Netherlands 51
9 CZ Czech Republic 50
EU-15 48
10= PL Poland 45
  LU Luxembourg 45
All 28   44
12= FI Finland 44
CH Switzerland 44
EU-25   43
14= SI Slovenia 41
ES Spain 41
16 SK Slovakia 40
17 NO Norway 39
18= LT Lithuania 38
DE Germany 38
EU-10   37
20= HU Hungary 36
  CY Cyprus 36
22= IT Italy 33
DK Denmark 33
24 MT Malta 29
25 EE Estonia 26
26= LV Latvia 25
GR Greece 25
28 AT Austria 22

Políticas Anti-discriminação:

1 SE Sweden 94
2 PT Portugal 87
3= HU Hungary 85
  CA Canada 85
5= UK United Kingdom 81
NL Netherlands 81
FR France 81
8 SI Slovenia 79
9= FI Finland 75
BE Belgium 75
11 IT Italy 69
EU-15 66
12 CY Cyprus 60
All 28 59
EU-25 58
13= IE Ireland 58
GR Greece 58
15 LU Luxembourg 56
16 NO Norway 54
17= ES Spain 50
DE Germany 50
EU-10 48
19 LT Lithuania 48
20 PL Poland 46
21 SK Slovakia 44
22 AT Austria 42
23 MT Malta 38
24= CH Switzerland 33
  LV Latvia 33
DK Denmark 33
27 CZ Czech Republic 27
28 EE Estonia 23

Reunião Familiar:

1 SE Sweden 92
2 PT Portugal 84
3 IT Italy 79
4 CA Canada 76
5 SI Slovenia 71
6= LT Lithuania 68
FI Finland 68
8= ES Spain 66
PL Poland 66
NO Norway 66
MT Malta 66
12= UK United Kingdom 61
DE Germany 61
EE Estonia 61
BE Belgium 61
16 NL Netherlands 59
EU-15 59
All 28 58
17 CZ Czech Republic 58
EU-25 57
EU-10 55
18= LU Luxembourg 50
IE Ireland 50
HU Hungary 50
21 FR France 45
22 CH Switzerland 43
23 LV Latvia 42
24 GR Greece 41
25 SK Slovakia 38
26 DK Denmark 36
27 AT Austria 34
28 CY Cyprus 32

Residência:

1 SE Sweden 76
2 BE Belgium 74
3 NO Norway 72
4 ES Spain 70
5= UK United Kingdom 67
PT Portugal 67
PL Poland 67
IT Italy 67
  DK Denmark 67
10 NL Netherlands 66
11= MT Malta 65
  FI Finland 65
13= SI Slovenia 63
CZ Czech Republic 63
  EU-15 61
15 EE Estonia 61
16= CA Canada 60
GR Greece 60
All 28 60
EU-25 59
  EU-10 57
18 AT Austria 55
19 DE Germany 53
20= CH Switzerland 51
SK Slovakia 51
  LV Latvia 51
23 HU Hungary 50
24= LU Luxembourg 48
  FR France 48
26= CY Cyprus 47
  LT Lithuania 47
28 IE Ireland 39

Participação Política:

1 SE Sweden 93
2 NO Norway 86
3 LU Luxembourg 84
4 FI Finland 81
5 NL Netherlands 80
6 PT Portugal 79
7 DE Germany 66
EU-15 60
8 IE Ireland 59
9 BE Belgium 57
10= CH Switzerland 55
IT Italy 55
DK Denmark 55
13 FR France 52
14 ES Spain 50
15 UK United Kingdom 46
All 28 46
EU-25 43
16 CZ Czech Republic 41
17 AT Austria 34
18 CA Canada 32
19 EE Estonia 30
20 HU Hungary 29
EU-10 20
21 MT Malta 19
22 CY Cyprus 18
23 SI Slovenia 15
24= SK Slovakia 14
PL Poland 14
GR Greece 14
27 LT Lithuania 12
28 LV Latvia 11

Fonte: MIPEX

Acha que Portugal tem uma boa política de integração de imigrantes?
1) Sim
2) NãoView Results
Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 2 comentários

Agostinho da Silva: Pedagogia e a “Educação dos meninos” e a “Economia Competitiva”

* “O problema não está nos meninos. Está no mundo competitivo que temos que pensar se tem jeito de continuar assim ou se pode ser de outro modo”.
* “Além de competição, estamos por exemplo, numa guerra perfeita, numa guerra contra a carência.
* Mas com o desenvolvimento dessa primeira gente entrámos na competição, para conseguir para toda a gente aquilo que então já não havia. Estamos todos envolvidos numa guerra: a guerra contra a carência
* E parece que não há nenhuma forma de economia que não esta, a forma de economia competitiva
* A atitude dos meninos tem que ser que desejar, semear, que essa competição acabe. Sabem que muitas das coisas que ouvem nas escolas já não são necessárias para eles. O que acontece é que muita dessa geração já nasce reformada e com a ciência plena disso.
* quer dizer que vai haver tanta máquina, fazendo tanta coisa que não vai haver emprego
* o que acontece no mundo é que toda a gente nasce de alguma forma poeta, inventor de alguma coisa que não havia antes deles não serem
* o que acontece é qeu nós por causa da questão económica não começamos a fazer poesia à solta
* o mundo agora caminha tão rapidamente e mais rapidamente a História avança
* talvez esse comportamento (ocioso) das crianças seja sinal de que esse mundo avança
* A melhor idade para aprender a ler é lá para os 13 ou 14 anos. Estou me lembrando da experiência de um grande pedagogo sueco que lá na escola dele não ensinou os meninos a ler. Só lhes ensinou as coisas que ele efectivamtne queriam aprender. Quando os alunos lhe pediam carpintaria ele ía aprender e regressava. Até que um dia um dos meninos recebeu uma carta de um tio que estava emigrado na América e lhe pergunta: “o que é que ele diz?”. E ele disse: “ele não é meu tio. Aprendam vocês a ler”, ao que estes responderam: “então ensine-nos”.
Maria Elisa: “E se não aparece uma motivação?”
* Aparece sempre uma motivação, se ela tem que haver.

Canal Quintus no

Categories: Economia, Educação, Movimento Internacional Lusófono | 6 comentários

O Google Earth Sky: capacidades e oportunidades insuspeitas para a… Google

(http://www.izsurfing.com)

Já andava há uns tempos para escrever sobre o “Google Earth Sky, mas só agora consegui “capturar” o devido tempo… Adiante!
O Google Earth Sky é um plug-in para o conhecido “Google Earth“. De início, foi muito criticado pela comunidade académica e astronómica por não ser um bom progarama de planetário, mas era e continua a ser uma excelente ferramenta, para conhecermos o céu que está acima de nós, no nosso quintal ou sobre o nosso telhado. Não sendo especialmente preciso, introduz uma nova característica que se pode revelar muito útil não somente para os leigos e apaixonados da astronomia, como também para os profissionais e académicos, que é a da partilha de informação!

Já quando surgiu o Google Earth que se ouviram vozes criticando a forma de projectar no solo, os dados de satélite, mas pouco depois apareceu uma numerosa e activa comunidade que se dedicou a introduzir informação sobre muitos pontos de interesse, agora está a acontecer precisamente o mesmo com o Google Earth Sky, cuja riqueza de conteúdos não cessa de crescer e que já se tornou um instrumento indispensável em muitas salas de aula, por esse mundo de fora. Entre estas destaco a galáxia de Andrómeda, a M31, a NGC2244 e a NGC434. O mecanismo de transição entre os vários pontos no céu é especialmente elegante tendo algumas extensa e útil informação provenientes de várias bases de dados (SIMBAD NASA/IPAC, Hubble, etc).

Sem dúvida que o Google Earth Sky é um dos produtos mais interessantes da Google… Mas fica a questão: como espera a empresa recuperar o seu investimento? É certo que nada por enquanto está a ser cobrado pelo Google Earth Sky (o Google Earth tem várias opções pagas), mas a Google aproveita para se posicionar numa nova área e cativa o interesse da comunidade científica com o projecto, conquistando corações (e influências) junto de uma comunidade que tem um elevado nível de influência junto de governos e instituições (para além de ter um poder de compra acima da média) e… torna-se numa ferramenta incontornável nas salas de aula, estabelecendo e solidificando pontes com os futuros consumidores e cibernautas de amanhã… Ou seja, não rende dinheiro stricto sensus mas abre muitas portas cumprindo mais um excelente acto de gestão como outros a que a Google nos tem habituado…

Categories: Informática, SpaceNewsPt | 1 Comentário

Quids S10-5: Que avião é este?

dg.jpg

Dificuldade: 2

Categories: Quids S10 | 11 comentários

Proposta de contributo para manifesto do “MIL – Movimento Internacional Lusófono” (nome provisório).

No seguimento deste post, lançado pelo Renato Epifânio eis o meu contributo para algumas alíneas que poderão constar no manifesto do Movimento. Trata-se de um enunciado muito sintético, não discursivo, e que apela vivamente aos vossos comentários… Muitos destes pontos derivam directamente do enunciado do “Movimento Quintano“, um Movimento cujos objectivos e propósitos coincidem com os deste que agora aqui se vai forjando e que será integrado neste assim que estiver definido o seu nome e o seu quadro programático…

1. Unificador

Portugal deve reencontrar as suas raízes históricas formando uma entidade política e económica única com o Brasil, Cabo Verde/São Tomé e Princípe e a Galiza, em primeiro lugar, e com os demais países de expressão oficial portuguesa, de Cabo Verde a Timor. Isto começando em primeiro lugar com o Brasil, o país que cultural e económicamente mais próximo está de Portugal.

2. Municipalista

Defesa de uma Regionalização à escala municipal, onde o Município concentrará a maioria dos poderes e funções hoje entregues ao Estado central, nomeadamente todas as responsabilidades educativas, de Saúde, Justiça, policiamento, etc. Ao Estado central competiriram apenas as missões militares, de representação nacional e a coordenação geral do todo nacional.

3. Antiglobalizante
Defendo a instalação de barreiras alfandegárias, nas fronteiras dos municípios e a total abolição de todas as barreiras económicas ou fiscais entre os Estados (ou Federações de Estados) da Lusofonia. As barreiras alfandegárias para com Estados exteriores devem ser repostas, especialmente quando estes façam depender a produção dos bens importados de desregulamentos laborais ou ecológicos, ou quando não tiverem políticas eficazes nestes domínios. Deve ser dada prioridade ao desenvolvimento das Economias Locais e do seu mais fundamental instrumento: as moedas locais.

4. Sector Primário
Defendo a primazia do sector produtivo sobre o terciário, optando por um fim da tercialização da economia portuguesa que foi a estratégia económica de todos os governos desde a década de oitenta, com as funestas consequências que hoje se observam.

5. Educação
Reforma do sistema educativo, seguindo as linhas propostas por Agostinho da Silva.

Publicado também em:

Nova Águia

Categories: Brasil, Galiza, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

Os novos desenvolvimentos do MiG-29 Fulcrum: O MiG-29 SMT e o… MiG-35

MiG-29 Fulcrum
(MiG-29 da Força Aérea Peruana in http://www.europa1939.com)

Embora fosse considerado durante muito tempo como uma das peças mais temíveis do arsenal soviético, o MiG-29 Fulcrum não é hoje um avião capaz de ombrear lado a lado com maioria dos aparelhos de caça equivalentes utilizados no Ocidente… Incapaz de atacar mais do que um alvo de cada ves, com motores que tinham que ser reiniciados em pleno vôo muito frequentemente (ver AQUI) e com a grave incapacidade de transportar armas Ar-Terra e problemas diversos nos sistemas de navegação a MiG sabia que este aparelho já não poderia continuar a ser exportado… Assim, e partindo da mesma ariframe (como a Sukhoi fez com o Su-27) desenvolvou um novo aparelho, o MiG-29 SMT:


(Vídeo do novo MiG-29 SMT)

A nova versão incorpora uma série de modificação introduzidas nos padrões “Fulcrum D”/MiG-29K vendidos à Marinha Indiana e incorpora mais capacidade para transportar mais combustível interno, um novo ponto de abastecimento em vôo (demonstrado neste video), uma central de navegação por giroscópio laser completamente nova e um sistema GPS. A Força Aérea Russa já anunciou a sua intenção de actualizar 150 dos seus MiG-29 actuais para este novo padrão (ver AQUI) e já encontrou algum sucesso exterior (bem maior do que o Rafale, diga-se…) com 32 unidades vendidas para o Yemen e 36 à Algéria (ver AQUI).

O Mig-29 SMT servirá de plataforma para o novo caça da Mikojan & Gurevich: o MiG-35
MiG-29 SMT
(MiG-35 in http://www.dagapex.it)

O Mig-35 foi apresentado ao público pela primeira vez no evento “Air India 2007” e é um concorrente sério ao programa indiano MRCA (Multi Role Combat Aircraft). Equipado com motores RD-33MK, vectoriais, um radar AESA Zhuk-A e um sistema de detecção passiva radicalmente novo designado por “Optical Locator System” (OLS) (ver AQUI). Obviamente, o MiG-35 vence algumas das mais graves deficiências do MiG-29… É capaz de realizar um amplo leque de missões Ar-Terra, tem uma aviónica muito mais aperfeiçoada e apresenta reservatórios de combustível internos de maior capacidade e até um sistema de reabastecimento em vôo.


(Vídeo demonstrativo do MiG-35)

Continua contudo a ser um caça de 4,5 geração… Talvez inferior ao Su-35, F-35 e certamente que o F-22… E substancialmente mais caro que o seu antecessor (o MiG-29 parece ter um preço de mercado que ronda os 10 milhões de USDs por unidade, enquanto que o MiG-35 teria um preço unitário de cerca de 30 milhões de USDs), um acréscimo que resulta da introdução de aviónica ocidental (mais cara que a russa) no aparelho, mas também de um redesenho das polemicas turbinas RD33, que continuam a ser, apesar de tudo mais “gulosas” e exigindo ciclos de manutenção mais curtos que as suas equivalentes ocidentais…

Será que o MiG-35 poderia ser uma opção para o programa brasileiro FX-2?…

Categories: Brasil, DefenseNewsPt | 17 comentários

Quids S10-4: Que país retratava este postal?

ggggh.jpg

Dificuldade: 3

Categories: Quids S10 | 5 comentários

O filme “A Última Legião”: Erros e Inconsistências várias…

Desde que vi nos escaparates das livrarias o título “A Última Legião“: http://www.editpresenca.pt/images/livros/01040295-A%20%DAltima%20Legi%E3o(RL)_gra.jpg
…que fiquei curioso, já que este período da História é precisamente um dos que mais me interessam. Por várias razões adiei a compra até que o livro desapareceu das livrarias, por isso, quando tive recentemente oportunidade de ver o DVD do livro… Não perdi a ocasião (sim, a ocasião perguiçosa de “ler” em hora e meia um livro…) e lá vi a coisa. E de uma “coisa” realmente se trata aqui… Raras vezes encontrei tantos erros e tão flagrantes num filme histórico… Algumas, mas nem todas, radicam em fragilidades do próprio livro do italiano Valerio Manfredi. Este “Manfredi” aparece nas bibliografia como “professor de arqueologia” na Universidade Luigi Bocconi de Milão, mas procurando AQUI entre os seus docentes… Não consta tal nome, embora NESTE artigo da “infiável” (?) Wikipedia encontremos essa referência… A propósito, já vos disse que sou doutorado em Física Quântica pela Universidade Beargh-Boirg de Ulun Bator? Seja ou não realmente professor, ou tenha já deixado de o ser entretanto, o certo é que Manfredi encharcou o seu livro dos erros cujos ecos encontramos agora no filme de Doug Lefler

A história decorre em 476 a.D. e narra os acontecimentos históricos ocorridos em torno do jovem Romulus Augustus, aliás, logo o… primeiro erro histórico do filme! Rómulo assume o trono ao mesmo tempo que Odoacro e o seu lugar-tenente Wulfila massacram a sua família e capturam Rómulo levando-o juntamente com Ambrosinus, o seu mestre, para a ilha de Capri (pois!). Com a promessa de auxílio bizantina, Aurelius, um general romano, tenta resgatar Rómulo, com o apoio da mercenária bizantina Mira, depois, a acção desenrola-se a caminho da Bretanha (Grã-Bretanha) onde a história assume um… rumo mais ou menos inesperado.

1. O Nome do Imperador
Embora a personagem principal tenha o nome de “Romulus Augustus”, o seu nome efectivo era diferente…: Romulus Augustulus. Talvez menos eficiente, no que concerne à sonoriedade e logo, ao sucesso do livro e do filme, mas certamente menos historicamente correcto.

2. O Terço de Itália
No filme, Odoacro surje logo numa das primeiras cenas exigindo ao imperador Orestes (outro erro, este Flavius Orestes nunca foi imperador…) a entrega de 1/3 da Itália, algo a que este reage com espanto e consternação. Ora, na verdade, não foi Odoacro que exigiu este terço, mas Orestes quem o ofereceu a troco do apoio dos 30 mil bárbaros foederati comandados por Orestes contra o imperador reinante no Ocidente, de nome Julius Nepos… Orestes procurou enganar os bárbaros entregando-lhes pedaços de terras estéreis nos Apeninos, mas após derrotarem Nepos em 475, o qual lutou na Dalmatia até 480 (ou seja, uns bons cinco após a queda do Império do Ocidente).

3. Orestes “imperador”
Flavius Orestes foi nomeado Magister militum e Patricius pelo imperador Nepos, revoltando-se depois, mas nunca vestiu a púrpura, isto é, nunca assumiu o título imperador, como surge no filme, tendo preferido após a sua revolta coroar o seu filho como último imperador de Roma

4. Roma, a “Capital” do Império Romano do Ocidente
Embora em “The Last Legion“, Roma surja como a capital do Império Romano do Ocidente, de facto, desde 402 d.C. que a capital fora transferida para Ravena, estando a “Cidade Invicta” em plena decadência nessa época, e não a próspera cidade que aparece delineada no filme…

5. Os romanos do “lado errado da fronteira”
Na cena em que o grupo liderado por Aurelius e escoltando Rómulo sobre às muralhas do “Muro de Adriano” observam antigos legionários romanos aproximando-se dos muros… Ora Aurelius e os seus sobem pelo sul, depois do desembarque e estes legionários vêem de… norte! Ora a norte do “Muro de Adriano” estavam os Pictos, e embora de facto fosse comum que os legionários romanos destacados nas fronteiras estabelecessem casa e família junto das muralhas, não o faziam obviamente do lado de lá das mesmas! Porque seriam estes legionários uma excepção!? E por outro lado e last but not least… A Bretanha foi abandonada pelos romanos em 401 d.C., mesmo se estes “romanos” tivessem ficado para trás, teriam na época (476 d.C.) uns valentes 90 a 100 anos de idade! Ou seja… Seriam de utilidade guerreira muito marginal…

6. Os legionários destacados para a defesa do “Muro de Adriano”
No século V d.C. a guarda das muralhas das fronteiras do Império estava entregue não aos “legionários”, termo que aliás tinha caído em desuso e que fora substituído como designação das forças mais ofensivas do Império como Comitatenses. As forças destas guarnições eram conhecidas como Limitanei e eram tropas com armamento muito ligeiro nada de semelhante aos legionários “convencionais” que aparecem no filme…

7. A Entrega das Insígnias a Bizâncio
Embora no filme, Odoacro pareça empenhado em obter o reconhecimento de Imperador Zeno do Oriente, na verdade omite o detalhe mais importante destas relações… É que pouco depois da tomada do poder, Odoacro renuncia ao título de imperador e envia para Constatinopla as insígnias imperiais. Este pequeno “detalhe”, é omitido intencionalmente de forma a manter Rómulo como um imperador com algo para onde voltar…

8. Lucullus e não a Ilha de Capri, como local de exílio de Rómulo
Odoacro ordena que Wulfila escolte Rómulo até à Ilha de Capri, onde este deve viver em exílio até ao fim dos seus dias. Bom, tudo bem. De facto, Odoacro teve a sábia atitude de remeter Rómulo para o exílio, em vez de fazer dele um mártir, o que afastaria muitos romanos de que o bárbaro precisaria para administrar o recentemente conquistado Império. Mas não foi exilado para Capri, mas para a villa de Lucullus, nos arredores de Nápoles. Aqui Rómulo viria a morrer de velho… Não algures na Bretanha…

9. A Batalha de “Mount Badon”
No filme, uma das últimas cenas mostra a batalha de “Mount Badon”, que teria ocorrido por volta de 500 d.C. e onde Artur teria vencidos os Anglo-Saxões… Não Wortigen, que aparece no filme como se fosse um “germânico”… E é Artur, nenhum general romano, nem romanos, mas bretões, ainda que alguns possam ter – se é que esta batalha ocorreu mesmo – servido no exército romano, como Limitanei.

10. A “Linhagem de César”
No filme, o imperador Tibério surge como descendente da linhagem de César. Ora, nada mais falso. O próprio Augusto, já era filho adoptivo de César, e portanto, não era da sua linhagem, e Tibério, por sua vez, também era filho adoptivo de Augusto! Por isso, linhagem de César, que supostamente teria tido continuidade até Rómulo Augustulo de facto, nunca existiu!

11. A Ilha de Capri de Tibério
E aquilo que se passava em Capri, naquela Villa que de facto Tibério aqui construiu era de muito má memória, e nada daquela “aura nobilitante” que o filme faz questão de erguer… Aliás, na época a ilha era famosa pelas orgias que aqui organizava:
También disfrutaba con jóvenes y adultos de ambos sexos, con los que se solazaba asistiendo a un espectáculo llamado spintries, que consistía en una unión sexual a tres (muchachas y jóvenes libertinos, revueltos), que tenían que actuar hasta que el tirano se desahogaba. Para excitarse él y los que actuaban para él, tenía una apropiada biblioteca con obras de una célebre poetisa llamada Elefántide de Mileto, y de otros autores como Hermógenes de Tarsia o Filene, todas ellas hijas de un mismo motivo y un estilo especialmente dirigido a la excitación de los sentidos. Pero si los textos sicalípticos ocupaban la biblioteca de Tiberio en Capri, también necesitaba, y buscaba, cuadros de la misma temática que acompañaran a sus escenas orgiásticas” (ver AQUI).

12. O Bárbaro que sabia ler (!?)
Wulfila, o lugar-tenente de Odocro consegue ler a inscrição na base da estátua de César, na ilha de Capri. Espera. Um oficial germânico a ser capaz de ler? Latim? Pois sim… Seria mais credível colocar Wulfila a declamar Sócrates (o outro) ou a tocar piano do que vê-lo a ler. Os bárbaros germânicos que invadiram o Império nessa época não sabiam ler e confiavam nos romanos que recrutavam para a sua administração civil para essa tarefa. Entre estes, Boécio, o servidor de Teodorico, o rei dos Ostrogodos será o mais conhecido.

13. Os soldados “romanos”
Embora exista a crença generalizada que o exército romano do século V d.C. era formado essencialmente por bárbaros “romanizados”, contudo, estudos recentes indicam que afinal de contas, no exército romano desta época o número de bárbaros não era afinal assim tão dominante… De facto, mesmo entre os auxilia palatina que cumpriam missões de guarda na capital só tinham um quinto de bárbaros romanizados. De facto, o exército romano do começo do Império poderia incluir uma percentagem superior de bárbaros… De qualquer modo, entre os soldados de Aurelius não se vê um único germânico… E essa total ausência é de estranhar (embora surja de facto um africano).

14. A “Legio Nona Invicta”
A “Legio Nona Invicta” do general Aurelius deveria corresponder à “Legio IX”… “Hispana”! Uma legião recrutada na Hispânia pelo próprio Júlio César em 58 d.C. e incluindo… bastantes lusitanos… É verdade que a Legio IX serviu no actual Reino Unido, mais exactamente em Eburacum (York), mas foi extinta no reinado do saudoso Marco Auréli, no século II d.C.! Curiosamente, este legião continua a existir nos dias de hoje, como se poder ver… AQUI! E não era “Invicta”, coisa nenhuma, mas apenas… “Hispana”, claro!

15. A “espada de César”
Os romanos nunca tiveram uma tradição de “objectos mágicos”… Não houve nenhuma espada mágica de César, nem lendas sobre a dita. Aliás, o próprio conceito em si é mais céltico do que romano, sendo o objecto semelhante mais famoso a “Excalibur” que serve aqui de protótipo a mais esta invenção de Manfredi.

16. O duplo erro da Coroação de Rómulo
A coroação de Rómulo não teve lugar nem em Roma, nem em 460 d.C.! Falhanço em toda a linha no que respeita a fidelidade histórica! Vá lá… Foi coroado e pelo menos aí Manfredi acertou! A coroação teve lugar em 476 e na então capital romana de Ravena…

Categories: Cinema, Filmes, História | 32 comentários

Situação do projecto para a construção de um Submarino Nuclear Brasileiro

Começam a surgir informações mais substanciais sobre o projecto brasileiro de construir um submarino nuclear… Depois de um alerta enviado pelo Ultramar (habitual frequentador destas paragens) andei pesquisando pela Internet e eis o resultado (eternamente provisório) dessas caminhadas…:

Embora o programa se limite por enquanto à construção de um único submarino nuclear, a nossa previsão de que teria que haver uma frota parece confirmada, já que é o próprio almirante Júlio de Moura Neto, chefe máximo da Marinha Brasileira que o declara afirmando a este propósito que “depois que a primeira unidade estiver pronta, exaustivamente testada, e estudados todos os aperfeiçoamentos que serão introduzidos”.


(O almirante Júlio de Moura Neto in http://www.inforel.org)

O estudo, projecto, desenvolvimento e construção deste primeiro submarino, não de um primeiro protótipo, mas de uma unidade naval totalmente funcional deve levar cerca de 12 anos, o que implica que a primeira actividade operacional da unidade deverá ter lugar por volta de 2020, isto a um custo total (apenas para este primeiro submarino) de 2,04 biliões de Reais (ou seja, 800 milhões de euros) sendo as dotações orçamentais anuais para este projecto da ordem dos 130 milhões de Reais anuais.

O projecto regressara à superfície (uma analogia muito adequada neste concreto…) depois das declarações do Ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, quanto à necessidade de defender as novas descobertas petrolíferas ao largo da costa brasileira, já que os meios convencionais, de superfície, estão sujeitos “a fácil localização por meio de satélites”. Jobim, não se limita contudo a aludir à necessidade do desenvolvimento de um submarino de ataque nuclear, referindo també a necessidade de expandir os meios submarinos convencionais brasileiros: “a esquadra terá de construir submarinos convencionais, de propulsão diesel-elétrica”. Aqui é que se me levantam as primeiras objecções… Se a maior motivação para que o Brasil construa um submarino nuclear é a defesa das suas plataformas petrolíferas, então porque não compra um, mais barato, provavelmente mais eficiente (pela sua maior experiência) submarino Akula por 600 milhões de dólares (quase metade do custo deste SNA brasileiro)? O objectivo de defender estas instalações não é assim cumprido de uma forma mais eficiente? É certo que o salto tecnológico decorrente do domínio da delicada e secreta arte de fabricar reactores nucleares para submersíveis poderá consolidar o domínio da tecnologia nuclear no Brasil… Mas será este domínio realmente importante? As nossas reticências quanto ao uso civil da Energia Nuclear são já bem conhecidas… E aplicam-se neste caso, por completo. Por outro lado… Um submarino nuclear de ataque será mesmo a melhor forma de defender uma plataforma petrolífera? Quem a vai atacar? Com que meios? Os casos únicos de ataques a plataformas petrolíferas ocorreram no Golfo, entre o Irão e o Iraque. E neste caso, o emprego de meios aéreos foi dominante… Aliás, todas as instalações destruídas, foram-no por via de ataques aéreos. Sendo quase nula a capacidade anti-aérea de um Submarino, não seria mais eficiente investir essa mesma soma no reequipamento (por exemplo com Rafales ou Sukhoi-35 navalizados) do porta-aviões Foch, ou, construir um pequeno porta-aviões para o substituir no mesmo prazo? (2020)?


(Nelson Jobim, o Ministro da Defesa do Brasil in http://www.estadao.com.br)

Daquilo que se sabe até ao momento, o submarino nuclear brasileiro terá 96 metros de comprimento, 4 toneladas de deslocação, enquanto submerso e 17,8 metros de altura, contando com a sua torre. O navio será operado por uma centena de tripulantes. O desenho deste submarino começou na década de oitenta no Centro Tecnológico da Marinha, na cidade de São Paulo e tem sido revisto e actualizado praticamente sem parar, até aos dias de hoje. Para fazer testes e produzir um navio tão silencioso quanto o possível, a Marinha vai construir um Túnel de Cavitação, na região de Sorocaba, com 400 metros de profunidade e 7,5 de profundidade. Embora no começo do programa, se acreditasse que era possível transformar um submarino convencional, e introduzir-lhe um reactor nuclear, a dura realidade dos factos veio provar a impossibilidade deste arranjo e a necessidade de desenvolver de raíz também um casco e todo o equipamento necessário ao funcionamento do navio. O grande problema, aqui, parece ter residido no diâmetro do casco, que num submarino nuclear tem que ser de pelo menos 9 metros, algo que não existe em nenhum submarino convencional da actualidade… O volume deve-se não somente ao tamanho do reactor, mas também dos sistemas de controlo e arrefecimento que o rodeiam, assim como a blindagem que protege as tripulações da radiação emanada a partir do seu centro.


(Cerca do CTSMP in http://www.eca.usp.br)

A outra parte desse programa previa o desenvolvimento de um casco – tecnicamente chamado plataforma – que pudesse comportar o reator nuclear. Nesse particular, o êxito não se repetiu. Apesar das tentativas, não foi possível adaptar o casco do submarino convencional para o nuclear, basicamente porque, para ter segurança, um submarino nuclear deve ter um diâmetro de pelo menos dez metros – coisa difícil de se conseguir a partir de um submarino convencional de 1.400 toneladas.


(Submarino convencional Tikuna in http://www.naval.com.br)

O reactor nuclear para o submarino está a ser desenvolvido desde 1979 e apesar do projecto ter sido congelado várias vezes devido a problemas orçamentais, sobreviveu e, actualmente, não incorpora nenhuma tecnologia directamente importada do exterior, uma vez que essa é uma das áreas mais secretas da aplicação da energia nuclear, e isto apesar dos rumores que davam como certo a presença de tecnologia francesa e russa (uns e outros desmentidos pelos próprios). O reactor é assim um produto directo da ciência brasileira, nomeadamente do IPEN (“Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares”), da Universidade de São Paulo, do Unicamp, e do IPT (“Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo”) assim como do Centro Aeroespacial.


(Reactor nuclear IEA-R1 do ITEN in http://www.eca.usp.br)

Uma vez que actualmente o Brasil detêm toda a tecnologia nuclear e existe inclusivé um protótipo do reactor nuclear para o submarino, em Aramar, sendo a próxima fase a construção do primeiro reactor para o primeiro submarino. Mas antes, deverá ter lugar a construção de um submarino seguindo todo o projecto do submarino nuclear, mas com propulsão convencional, de forma a testar todo o navio, a sua fiabilidade, desenho, concepção e construção, antes de passar ao passo seguinte que será a construção de um navio idêntico, mas já destinado a acolher o reactor que deverá então estar já pronto.


(Inserção de um reactor nuclear num submarino de ataque russo Alpha in http://www-pmg8.cea.fr)

Conforme já escrevemos noutro lugar, para apoiar esta nova frota, a Marinha Brasileira terá que construir uma nova base naval, provávelmente perto de São Paulo, em São Sebastião, não muito longe do estaleiro de Sepetiba, onde serão construídos.


(Estaleiro naval de Sepetiba in http://www.terra.com.br)

Mas será que hoje em dia, com a existência da tecnologia AIP continua a ser rentável investir e suportar os riscos de operar um navio nuclear? Não seria mais razoável continuar a investir nos excelentes Tikuna em vez de produzir a partir do zero um reactor nuclear e um navio totalmente novo? Um submarino nuclear só poderia ser usado em caso de o Brasil se ver envolvido numa Guerra Total, isto é, num tipo de conflito que não trava desde o século XIX e para qual não existem perspectivas a curto ou médio prazo. E a ser empregue neste cenário, o navio não poderia ser apenas um submarino de ataque, equipado com torpedos, mas para que fosse utilizado com eficácia, teria que poder lançar mísseis de cruzeiro e não é fácil adquirir essa tecnologia no mercado internacional e ainda menos desenvolvê-la de raíz…


(Submarino AIP alemão U214 in http://www.caswellplating.com)

Em vez de investir no desenvolvimento de raíz de um reactor nuclear e, depois e simultâneamente, um submarino nuclear, o Brasil deveria construir pelo menos mais 3 Tikuna, com AIP e manter actualizados os Tupi, de forma a mantê-los como unidades de segunda linha e protecção portuária. Uma tal força, com 8 submarinos, seria suficiente dissuassora e igualmente tão eficiente quanto um ou dois submarinos nucleares, por muito tempo que estes pudessem passar submersos (meses) e, certamente, a apenas uma fracção do custo destes… E sem o riscos de acidentes como os do K-19.


(O acidentado submarino soviético K-19 in http://content.answers.com)

Este risco – sempre improvável, e sempre presente – é aliás a maior objecção ao projecto levantada por Ruy de Goes, o coordenador da campanha nuclear da Greenpeace: “Se a missão é defender o país, então eles estão no caminho errado, já que o submarino pode representar um risco para nós mesmos. Se chegar a ser produzido, o submarino será uma ‘Chernobylzinha’ flutuante”.

Fontes Principais:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071215/not_imp96407,0.php

http://www.terra.com.br/reporterterra/nuclear/rep_12.htm

http://www.terra.com.br/istoe/1901/ciencia/1901_submarino_nuclear.htm

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2078147-EI306,00.html

http://www.energiatomica.hpg.ig.com.br/ad36.htm

Categories: Brasil, DefenseNewsPt | 129 comentários

Quids S10-3: Que submarino era este?

sssssr.jpg

Dificuldade: 3

Categories: Quids S10 | 16 comentários

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade