CurtasLinhas (3): Da presença sistemática de Portugal nos últimos lugares de todas as tabelas comparativas entre países

Portugal não pára de cair em todos os índices comparativos com outros países europeus. Praticamente todos os dias encontramos na imprensa uma notícia nova onde se dá conta do afastamento da riqueza média portuguesa da média europa, da queda de lugar dos indíces de desenvolvimento humano, da incidência de HIV entre a população, etc, etc. Somente no que concerne à recuperação do deficit do Orçamento parece haver algum optimismo, e mesmo este decorrente de uma sucessão de sacrifícios, entre os quais alguns que serão responsáveis por várias das descidas acima listadas… E esta situação não é recente, nem pode ser imputada a um único Governo, já que todos os partidos já tiveram responsabilidades governativas de algum tipo e que – antes do 25 de Abril – o mesmo tipo de atraso endémico caracterizava o país. Existe então algum problema profundo que levará sempre este país para os últimos lugares destas comparações? Existe. Portugal não é um “País” na acepção norte-europeia ou “estado-nação” do termo. Portugal é sobretudo uma ideia, uma atitude de “presença no Mundo” e para que esta consiga respirar e desenvolver-se tem que esta balisada e objectivada para missões de grandes propósitos – aparentemente inalcansáveis – e para objectivos de grande fôlego e de longíssimo prazo. Portugal é um país missionário, todo ele, e com ele todos os portugueses de Portugal e de além-mar, como os brasileiros, verdadeiros continuadores da alma portuguesa (existem hoje mais descendentes de portugueses no Brasil, do que portugueses em Portugal). Portugal precisa assim de encontrar uma nova “Missão” universalista e global, como aquelas que o norteram durante os Descobrimentos, a Expansão no Oriente ou o reconhecimento do Brasil. E não serve para tal os objectivos tacanhos e contabilísticos da Europa. Portugal precisa de reencontrar o seu Centro “Onfalos” perdido… no meio do Atlântico, algures entre Portugal, o Brasil e os demais pólos da lusofonia… Portugal precisa de se reconciliar com o sonho esquecido do “Quinto Império” e tornar a ser, novamente… Portugal.

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Categories: Brasil, CurtasLinhas, Economia, Portugal | 3 comentários

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3 thoughts on “CurtasLinhas (3): Da presença sistemática de Portugal nos últimos lugares de todas as tabelas comparativas entre países

  1. Ultramar

    Realmente, Clavis, há no Brasil, hoje, muito mais descendentes de portugueses do que portugueses em Portugal. Na verdade, a maior parte da população tem sangue português, africano e índio. Qual brasileiro não tem sangue português? Ou então sangue africano? Ou índio? Pouquíssimos! Qualquer brasileiro tem um desses sangues, uma dessas descendências, quando não uma mistura. Eu já disse várias vezes aqui no Quintus – e você sabe, claro – que a grande maioria dos brasileiros é descendente de portugueses…

    Por isso mesmo e por essa situação de Portugal perante seus vizinhos europeus – que também ficamos sabendo aqui no Brasil, pelos jornais – é que não fazia nenhum sentido o Eurico ficar falando mal do Brasil… É como se falasse mal de seus parentes, de seus familiares e, ao mesmo tempo, sem condições para isso, para essa “pose” toda…

  2. Agora tens um avatar no wordpress? fixe…
    A maioria da população brasileira descende de facto de descendentes portugueses, embora (pelo menos a atentar nas novelas…) seja dado muito mais relevo a outras origens, sobretudo às italianas…
    Como já escrevi aqui, algures, o Brasil é o país que melhor conseguiu misturar todas as raças, criando aquele que é o protótipo daquilo que será a raça humana daqui a uns 200 anos… Uma total e imersa mistura de todos os fenotipos da actualidade! O Brasil sempre na vanguarda…
    E aliás, por isso tenho algumas renitências quanto à aplicabilidade de políticas de “discriminação positiva” nesse grande caldeirão étnico que o brasileiro comum…

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