Daily Archives: 2007/11/22

Agostinho da Silva: 1ª República, Ditadura, Salazar e a Reinstalação de Portugal

“Conversas Vadias” CD2 (segundo extracto)

Entrevista com Baptista Bastos

“O importante era fazer as coisa em ligar de estar a declamar sobre elas”

“Naquele fim de Primeira República, com toda aquela gente extraordináriamente inteligente (…) não conseguia chegar a nenhuma espécie de organização de Portugal”

“Era Portugal ter tido dois regimes de portugueses, um era o do Rei governando os munícipios republicanos e deu a volta ao Cabo da Boa Esperança e o outro foi de aguentar o desastre de Oriente e que depois teve de construir o Brasil, que não é coisa fácil para uma nação tão pequena, com tão reduzido número de pessoas e teve outro regime que foi o de se ouvir pouco as Cortes Gerais deixá-las bem espaçadas e deixando o Rei governando.

“Quando Dom João embarcou para o Brasil, esse segundo regime português foi embora e Portugal durante duzentos anos não teve nenhum regime português”

“A Primeira República não era um regime português era uma coisa qualquer importada de Inglaterra ou de França. A primeira Ditadura era uma coisa inspirada de algo que vinha de fora, que agora vejo que útil ao país, no sentido de que Portugal realmente estava sendo criticado em toda a parte, estava “portugalizé”, como se dizia naquela altura, quando nosso amigo veio lá de Coimbra, professor de Finanças, que percebia lá daquilo, pôr as Finanças em ordem, ele conseguiu manter aquela ordem financeira que de resto o Afonso Costa, já tinha tentado”

“E como havia gente que protestava e sentia que não era um regime adequado a Portugal, o nosso amigo teve que montar todo aquele aparelho policial, cadeias e pides e toda essa tralha”

BB: “De que o Sr. Professor foi vítima!”
“Eu fui vítima e fui favorecido. sabe? Porque se não fosse a Ditadura tinha ficado com o Doutoramento, com uma vida bem sossegada em Portugal e depois aborrecido da vida, porque não tinha visto o mundo ao passo que aqueles acontecimentos me obrigaram a ir embora e foram uma abertura para a Vida”

“De vez em quando, se o sujeito partiu a perna, o gesso é bom”

“Temos que dar qualquer jeito para que Portugal deixe de coxear e realmente se reinstale. Eu acho que o problema que está hoje diante de Portugal é de se reinstalar, de se restaurar (…) de voltar aquilo que os portugueses acharam que era o seu próprio Portugal”
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QuidSZ S3-16: Que anime é este?

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Dificuldade: 4

Categories: QuidSZ S3 | 9 comentários

O asteróide que afinal era uma…

Rosetta
(O lander da sonda Rosetta que irá aterra na superfície do cometa Churyumov-Gerasimenko)

Como saberão, ando sempre com receio de que o “céu nos caia em cima da cabeça”… E por isso sigo tão atentamente quanto o possível todas as notícias que dão conta da perigosa aproximação de um asteróide a este nosso quintal comum chamado “planeta Terra” e por isso quando surgiram novas notícias que davam conta de um asteróide que nesta semana iria falhar a Terra por uma unha negra (sempre com a possibilidade incerta de um desvio fatal) pensei “é desta”. Mas não… Segundo anunciou o Professor Alan Fitzsimmons do “Queen’s University Astrophysics Research Centre” o temível asteróide é afinal… a sonda europeia Rosetta lançada precisamente (e de tão ironicamente confundida com uma ameaça celestial!!) para estudar um cometa que encontrará junto de Júpiter e conhecido como “cometa Churyumov-Gerasimenko“.

Esta de facto é a segunda passagem em torno da Terra da Rosetta de forma a ajustar a sua velocidade pelo puxão gravitacional da Terra, mas não tem o seu humor monypythonesco que a Rosetta tenha sido precisamente confundida com aquilo para o qual foi concebida.

Por outro lado… A sonda tem um Blog que pode ser acedido (e comentado) por AQUI
Fonte: BBC

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A Origem da Escrita Cónia: Origem Dupla: Fenícia e Grega

J. Untermann assumiu uma tese original quanto às origens da Escrita Cónia: a origem dupla fenícia e grega. Para o autor, a partir de 600 a.C., na região entre Valência e Almeria ter-se-ia verificado a adopção da escrita pelas populações indígenas que influenciadas simultaneamente pelos mercadores gregos e pelos seus concorrentes fenícios aportavam aquelas margens.

É assim que identifica os signos2.jpg(respectivamente “l”, “n”, “´s” e “ke”) como sendo de origem grega, enquanto que, por exemplo,12.jpgseriam de influência fenícia.

A teoria de Untermann apresenta a vantagem de permitir explicar um dos traços mais originais dos diversos sistemas de escrita peninsulares[1]: o seu semissilabismo. Se os primeiros importadores tartéssicos tivessem adoptado primeiro a Escrita Fenícia. Ora nesta, os signos representam apenas consoantes, mas consoantes que se pressupõe serem seguidas de uma vogal, de valor indeterminado, mas que o leitor adivinhava seguindo o contexto da palavra. Os tartéssicos teriam estranhado (não sem razão) este sistema e ter-lhe-iam adicionado signos puramente alfabéticos de uma outra escrita que também conheciam: a Grega.

Trata-se de uma tese de difícil defesa. Não conhecemos outros casos de sistemas de escritas que tivessem sido originados, em simultâneo, por dois sistemas estrangeiros. Por outro lado, a tese da importação múltipla não concorda com a existência da adopção do “i” do fenício, conjuntamente com o “l” e o “n” do grego, ou seja, se os fonemas existiam nas duas escritas, não seria mais simples adoptar os signos a partir de uma única fonte?

É certo que os caracteres da Escrita Cónia revelam influências múltiplas, em que predominam as gregas e fenícias, mas revelam uma dominação dos signos de origem fenícia que discorda da tese de Untermann e que nos leva à teoria de Javier de Hoz, que defende a predominância da escrita fenícia no processo de importação que daria origem à Escrita Cónia.


[1] Algo que, aliás, só por si indica uma origem comum, provavelmente a partir de Tartessos.

Categories: A Escrita Cónia, História | 1 Comentário

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