Daily Archives: 2007/11/20

O Partido Ecologista “Os Verdes” tenta impedir a construção da barragem da Foz do Tua

Linha do Tua
(Linha do Tua in http://fotos.afasoft.net)

Existe uma certa falta de visão nos movimentos ecologistas actuais… Por aqui já falámos muito de Ecologia, e aliás, temos até uma categoria inteira dedicada ao tema (ver AQUI), por isso, quando assistimos a certos fundamentalismos, erguidos em nome dos princípios da “Ecologia” sentimos um muito especial sentimento de revolta… Agora, parece que o partido ecologista, “Os Verdes” está a pressionar a Unesco para que esta trave a construção da barragem da foz do rio Tua.

É certo que a futura barragem se insere numa zona classificada pela Unesco, e que isso pode levantar algumas questões, mas também é certo que Portugal é hoje o país europeu que menos aproveita os seus recursos hídricos como fonte de produção de energia eléctrica, quando no começo da década de 80, era líder europeu nesse campo! O dito “Plano Nacional de Barragens” vai introduzir mais de 1400 GWs (340 destes neste projecto do Tua) na rede eléctrica nacional e assim ser um auxílio decisivo para o cumprimento da metas de Quioto e para a redução da crónica dependência energética lusitana…

Os “Verdes” parecem preocupados com a “alteração da paisagem em duas localidades – Pinhão e Carrazeda de Ansiães – que integram a zona classificada de património mundial. “O Governo português está a desrespeitar o compromisso assumido, de preservação da paisagem, num sítio emblemático dessa mesma paisagem classificada em 2001”, sacrificando o Bom Senso e esquecendo que não haverá paisagem a preservar se não conseguirmos reduzir drásticamente as emissões de CO2 nos próximos anos, e que esta redução nunca poderá ser significativa em Portugal sem a extensão da energia hidroeléctica em Portugal! Isto é, em prol da “paisagem” (o mesmo argumento tem sido usado contra os aerogeradores) sacrifica-se o… Ambiente! E isto pela mão de um partido supostamente “Verde”?! E o argumento de que a submersão da (bela) Linha do Tua, alegando o seu uso turístico, também não colhe… A menos que os “Verdes” achem que Portugal deve tornar-se em mero entreposto turístico das grandes potencias do Norte, sacrificando totalmente o seu desenvolvimento e autonomia em nomes desses “senhores altos e louros” que nos visitam no Verão… O Turismo é importante neste mundo globalizado onde vivemos, mas não deve ser argumento decisivo para sacrificar outros interesses, a menos que os “Verdes” também defendam o caos urbanístico que foi montado no Algarve em nome de exactamente os mesmos valores dúbios… De qualquer forma, esta submersão é de facto o ponto mais sensível desta oposição… Mas talvez seja possível salvar alguns troços ou descer a cota da barragem sem submergir totalmente esta Linha Ferroviária…

Fonte: Público

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Categories: Ecologia, Economia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

QuidSZ S3-14: Em que país foi tirada esta fotografia?

as-ga.jpg

Dificuldade: 2

Nota: Réplicas lentas!…

Categories: QuidSZ S3 | 10 comentários

O “The Pirate Bay”, a luta contra as Editoras… E da escala caseira da coisa

Um dos sites de Torrents mais famosos e utilizados no mundo é o “The Pirate Bay“… Um alvo óbvio para a indústria dos Media, como se pode ver AQUI pela lista de ameaças e processos já lançados contra este site sueco, o certo é que apesar de todas as pressões, o site continua no ar ao fim de mais de três anos para o encerrar… Os próprios gestores do Site se gabam de terem tido mais downtime com bebedeiras dos gestores do Site do que devido às acções dos editores e dos governos:

“Just some stats… … here are some reasons why TPB is down sometimes – and how long it usually takes to fix:

Tiamo gets *very* drunk and then something crashes: 4 days
Anakata gets a really bad cold and noone is around: 7 days
The US and Swedish gov. forces the police to steal our servers: 3 days”
Que o “The Pirate Bay” é um dos sites mais visitados da Internet, ocupando a posição 192º do Alexa (em Outubro de 2007) e os nomes dos seus gestores são públicos: Gottfrid Svartholm (Anakata), Fredrik Neij (TiAMO) e Peter Sunde (Brokep)… Os trs dias a que se referem acima correspondem à paragem por três dias quando em 2006, a polícia sueca confiscou os servidores em Estocolomo durante três dias, mas apenas para assistir impotente à retomada do serviço e do URL a partir de um servidor apressadamente instalado na Holanda. No processo e com toda a publicidade conquistada, o site viu duplicar o seu número de visitantes, anulando e até invertendo as intenções das associações de editores (sobretudo da MPAA americana) e do governo sueco e dos EUA… O “The Pirate Bay” não é contudo um site com intuitos meramente teóricos ou utópicos… É um negócio que se estima render mais de 75 mil dólares em publicidade por mês…

Mas quanto ao “The Pirates Bay”, o mais espantoso é que este site que tem enfrentado alguns dos governos e das empresas mais poderosas do mundo consiste básicamente em três “geeks” suecos, 4 ou 5 web designers e 10 moderadores de forum! Nada mais! A isto se resumem as forças davidianas que têm enfrentados alguns dos mais poderosos golias do nosso tempo… para usufruto de mais de 2 milhões de unique visitors diários e de 6 milhões de peers por dia… E a troco de uns “meros” 75 mil dólares mensais, claro!

Fontes:

Wikipedia
The Guardian Podcast de 2 de Julho de 2008

Categories: Informática | 5 comentários

Língua-hipótese: o Lígure

A par dos pelasgos, os lígures são a outra grande lenda da História europeia. Na verdade, ficamos com a sensação de que sempre que existe um grande mistério que resiste a interpretações – como sucedeu por exemplo com o Hitita e o Etrusco – alguém lança a hipótese pelásguica ou a lígure, e às vezes, ambas. O mesmo havia de suceder inevitavelmente com a Escrita Cónia… Thierry, Michelet e Lagneau foram provavelmente os primeiros a associar os lígures aos iberos. Dentro das nossas limitadas capacidades, encontrámos apenas uma única referência à presença de lígures na Península Ibérica, num extracto de Rufus Festus Avieno em que este escreve: “os Cempsos e os Sefes que possuíam colinas elevadas no campo de Ofiussa, e perto dessas situavam-se o ágil ligur e a descendência dos dráganos”. Avieno informa-nos igualmente de que os celtas teriam empurrado os lígures para fora das suas terras. Será esta uma alusão às incursões célticas que levaram à decadência da civilização cónia? Seriam os cónios, lígures? Seria aliás esta citação a fazer nascer em Mário Saa esta convicção do “ligurismo” dos cónios.

Mas os lígures não se reconheciam pelo nome de “lígures”. Segundo se lê em Plutarco, o seu nome nacional era Ambrones, um nome que efectivamente surge nos topónimos peninsulares de Hambrón (Salamanca), Ambroa (Corunha), Ambrães (Marco de Canaveses) e Ambrões (Porto), isto descobriu Menendez Pidal, o autor espanhol que tanto se esforçou por adivinhar os vestígios da presença lígure na Península Ibérica e por descobri-los por entre as outras camadas étnicas e civilizacionais que se sucederem na Ibéria.

Também de raiz lígure seria o sufixo –asco, presente em topónimos como Vipascum, Velasco e Vasco, Panasco, Rabasco, entre outros locais do actual território português. De origem lígure seria igualmente o sufixo -antia/-entia, utilizado na formação de nomes de rios e de cidades surge em Argança (*Argantia), Palença (*Pallentia) e ainda a terminação -ace/-ice/-oce de Queiraz, Queiriz, Queiris, Queiroz e Quirós.

Sobre os líures, adianta ainda Menendez Pidal: “La toponímia nos lleva a dar credito a los textos griegos que señalam ligures em España, pero esos ligures no poblaron toda España, no constituyeron ningun vasto imperio, no dieron unidad racial ni cultural al Occidente europeu; fueron solo un pueblo emigrante que llegó, no solo al Noroeste de Italia y costa mediterranea de Galia hasta los Pireneos, sino que extendió otras tribos por el valle del Rodano, por todo el Noroeste de España y por algunos puntos del Sur en territorio turdetano. No son los ligures en sentido estricto, estabelecidos en la Liguria y tierras vecinas; traen elementos toponímicos que rebasan mucho por el Este y el Norte los limites de la Liguria histórica y tierras liguricas contiguas: alguno de tales elementos no se halla en esa Liguria histórica y si en terraneo que precedió a los ilirios. En fin, ese pueblo inmigrante no era conocido comunmente con el nombre de ligures, sino con el equivalente de ambrones”.

Omisso quanto ao Sul da Península, Menendez Pidal defendia que o Norte de Portugal, a Galiza, as Astúrias e a ocidente de Leão teriam sido povoadas pelos ambroilírios, um povo de raça lígure. Tivessem ou não estado presentes a Norte, quanto à sua presença a sul graves objecções se colocam. Desde logo, Lopes Navarro aponta com exactidão a principal: para além de elementos puramente filológicos nada mais faz crer na presença de lígures na Península. Além do mais, praticamente não se conhece nada sobre a língua deste povo, pelo que esta hipótese não pode ser considerada seriamente para este estudo.

Categories: A Escrita Cónia, História | 6 comentários

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