Daily Archives: 2007/11/19

Do fracasso da Globalização no continente africano

“Segundo estudo da Tearfund, cerca de 750 milhões de pessoas podem cair ainda mais no fosso da pobreza. Os agricultores e as indústrias dos países em vias de desenvolvimento serão empurrados para uma competição aberta com as empresas mais poderosas da Europa, ainda antes de estarem prontas para competir.”
(…)
“O Comércio Livre só é justo e funciona como alavanca de desenvolvimento se existir equilíbrio entre as partes.”
(…)
“A ONG Christian Aid estima um custo de 272 biliões de USDs am África como resultado do Comércio Livre.”

Fonte: Jornal Público, 19 de Julho de 2007

Aqui se condensa o grande problema de realizar uma abertura de fronteiras comerciais quando exietem realidades muito diversas dos dois lado… As barreiras alfandegárias só podem (devem) ser eliminadas quando existem de ambos os lados da fronteira idênticas condições laborais, remuneratórias, padrões de consumo, competitivade, padrões ambientais, etc, etc, etc. Isto é, não é simplesmente possível implementar mecanismos de plena competitividade e de sã concorrência quando existe um abismo entre duas realidades económicas e dois ambientes produtivos tão distintos como aqueles que separam – por exemplo – a maioria dos países africanos das economias mais desenvolvidas do Oriente e do Ocidente. É impossível a uma empresa nascente algures no Chade conseguir enfrentar os custos de mão-de-obra chineses ou vietnamitas ou a sofisticação industrial alemã ou francesa e esta é uma razão – de várias – pela qual defendemos a primazia das Economias Locais contra estes modelos neoliberais globalizantes que hoje se impuseram um pouco por todo o mundo.

Anúncios
Categories: Economia | 6 comentários

QuidSZ S3-13: Que cidade é esta?

sssaa1.jpg

Dificuldade: 3

Categories: QuidSZ S3 | 9 comentários

Sobre o reequipamento naval e aéreo marroquino e do atraso português nesse campo… E dos perigos daqui decorrentes!

Mirage F1
(Caça Mirage F1 da Força Aérea Marroquina)

O Rafale já foi dado em tempos como certo como o substituto para os envelhecidos F-5 e Mirage F1 da Força Aérea Marroquina… Agora, parece mais ou menos certo que esta vai adquirir F-16 usados para substituir estes aparelhos…

Portugal, com os seus F-16 MLU e com a patente proximidade geográfica de um Marrocos renovado e de uma Argélia equipada com novos MiG-29SMT e Su-30MK, ambos países que podem cair nas mãos de regimes islamitas radicais a qualquer momento, começa a ficar demasiado ultrapassado do ponto de vista tecnológico. Especialmente tendo em conta a proximidade da Madeira em relação a Marrocos… O custo relativamente elevado do Rafale e os eternos constrangimentos orçamentais do reino aluíta irão obrigá-lo a adquirir aparelhos usados, provávelmente os F-16 aqui indicados, especialmente porque os EUA estão a oferecer 36 aparelhos (de que Block?) por menos de 2,2 biliões de dólares enquanto que a França propõe apenas 18 Rafale por 2,3 biliões…

É certo que o Rafale seria provavelmente demasiado bom para as necessidades marroquinas, a menos que este país se decida a tomar Ceuta e Mellila pela força ou que enfrente (como já quase sucedeu no passado) a mais preparada força aérea argelina… De uma forma ou de outra, o nosso vizinho marroquino, o qual é actualmente a maior ameaça potencial às nossas fronteiras marítimas e terrestres parece empenhado em modernizar as suas forças armadas e mesmo que se contente com F-16 em segunda-mão tal aquisição vai aumentar o grau da ameaça potencial colocada pelo reino alauíta e expôr a fragilidade actual da nossa FAP a qual contra estes 36 F-16 pode alinhar apenas 19 F-16 A e 4 ou 5 F-16 AM (MLU), ou seja, 23 ou 24, pelo menos a acreditar nesta informação da Wikipedia… Quando Marrocos receber estes aparelhos Portugal estará no desconfortável posição de ser a mais fraca força aérea da região… Mesmo comparando com a economia mais fraca da região, o Marrocos com os 62.3 biliões de USDs de PIB e um per capita de 2029 USDs contra os 210 biliões do PIB português e os nossos 19800 USDs per capita! Isto dá uma boa medida do desinvestimento que se tem feito nas forças armadas em Portugal nos últimos anos!

(Filme propagandístico com slides sobre o exército marroquino)

E este aumento do potencial da FAM não é o único desiquíbrio de forças que se avizinha… Marrocos está interessado em comprar entre 1 a 3 novas fragatas franco-italianas FREMM como a recente aquisição da Bulgária que AQUI anunciámos. Estas novas fragatas marroquinas poderão custar cerca de 500 milhões de euros, embora seja também equacionada a compra de fragatas… Karel Doornan idênticas às “novas” nossas! Ou seja, Portugal está a ficar claramente ultrapassado no campo naval e aéreo por todos os seus vizinhos, desde a Espanha (o que não é novidade, nem constitui verdadeiramente um perigo), e pela Argélia (distante, mas bem armada e instável) e agora, ao pobre e ineficiente Marrocos, com velhas disputadas com o nosso vizinho e aliado espanhol e cujo monarca vive sentado num barril cheio de fundamentalistas islâmicos prontos e tomar o poder e a transformar o reino alauíta num emirato talibânico, mesmo às portas da Madeira e do nosso Algarve! Esta corrida armamentista marroquina – quase ignorada entre nós – devia ter uma resposta lusa e o preço do abandono do reequipamento da Marinha e da Força Aérea, pago nos últimos governos (com excepção do consulado Portas) está agora a ser pago…

Fonte: Defense Industry Daily

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Política Internacional, Portugal | 25 comentários

Língua-hipótese: o Hebraico, o Cónio como uma Língua Afro-Asiática?

Oliveira Martins na sua “História da Civilização Ibérica” defende a pertença dos iberos ao ramo Afro-asiático adiantando que “não sendo lícito confundi-los mais na estirpe dos celtas, como supôs Humboldt, porque estes últimos provêm da raça indo-europeia”. Opinião semelhante tem Guy Rachet que diz outro tanto em “L´Univers de la Archeologie”. Recorrendo às fontes clássicas, encontramos também uma citação bíblica, num passo do Velho Testamento em que o profeta Abdias fornece alguma substância a estas teses quando, escrevendo no século V a.C. que “Os deportados de Jerusalém, que estão em Sefarad (designação da Península Hispânica), possuirão as cidades do meio-dia (Sul da Península Ibérica).”

Estes afro-asiáticas, ou hebreus, para ser mais específico, chegaram efectivamente à Península Ibérica no começo do ano mil a.C. A expansão comercial promovida pelos monarcas hebreus e fenícios Salomão e Hirão levava os mercadores destas nacionalidades até ao Ocidente europeu em busca de estanho e ouro. Não existem contudo provas suficientes que indiquem a existência de uma colonização afro-asiática na Península, mas apenas a presença de entrepostos comerciais e de contactos regulares e sistemáticos. A tese da lavra de Moisés Espírito Santo da pertença da língua cónia a uma família afro-asiática não colhe assim grandes probabilidades de vir a ser provada com sucesso. E torna-se ainda menos provável se nos recordarmo-nos de que nas escritas afro-asiáticas não existem palavras começadas por vogais e que destas temos diversos testemunhos nas estelas cónias.

Por outro lado, um dos traços distintivos das línguas afro-asiáticas consiste no papel desempenhado pelas consoantes nas raízes dos verbos. Com efeito, os radicais verbais nestas línguas são formados por consoantes em que a adição de vogais permite a criação de novas palavras a partir desta raiz. John Healey (“O Primeiro Alfabeto” in “Lendo o Passado”) dá um exemplo deste interessante mecanismo: “(…) existe uma raiz arábica, KTB. Em si mesma KTB não significa nada. Na verdade, é totalmente impronunciável. Mas, se lhe adicionarmos vogais em diferentes combinações (e, às vezes prefixos especiais), a raiz KTB ganha vida e adquire um significado enquanto autêntica palavra da língua: katib significa “escritor”; kataba, “ele escreveu”; kitab, “livro”; kutub, “livros”; kutubi, “livreiro”; kitaba, “escrita”; maktab, “escritório”; e maktaba, “biblioteca, livraria”. Observando essas palavras, podemos confirmar que existe uma raiz KTB e deduzir que está relacionada com “escrita”.” Como é evidente, se a língua dos cónios fosse afro-asiática este traço seria observável nas suas inscrições.

Categories: A Escrita Cónia, História | Deixe um comentário

Língua-hipótese: o Latim

Lopes Navarro defende que a língua dos cónios era, muito simplesmente, o português. A prol deste tese, Navarro encontra em Flávio Arriano (na sua “Táctica Militar”) encontra uma citação em que este autor afirma que os romanos adoptaram os vocábulos do Ibero. A sua teoria, reflectida numa série de publicações, é a de que o latim e o português estão na base da língua dos cónios e para esse efeito ensaia uma série de esforçadas tentativas de tradução das estelas sud-lusitânicas. Provavelmente está muito mais perto da verdade do que qualquer outro autor antes dele e especialmente dos flagrantes falhanços do albanês N. Falaschi. Acerta nomeadamente no caracter primariamente funerário da maioria das inscrições, enquanto que Falaschi força as suas interpretações procurando formar poemas religiosos em que não surgem nomes ou antropónimos pessoais. O problema da tese de Navarro está em que o português é uma criação demasiado recente para poder estar na base do Cónio, quanto ao latim, nada indica que ele – ou uma sua forma primitiva – fosse falada na Península antes da chegada dos romanos. Se assim fosse, estes não deixariam de nos relatar a coincidência dos falares, o que não fizeram. A passagem de Flávio Arriano aponta apenas para uma coincidência de palavras, explicável de vários modos e que não basta para justificar a tese de Lopes Navarro. Apesar destas objecções, é provável que a interpretação das estelas mais curtas esteja muito próximo da realidade e esse mérito não pode ser-lhe tirado.

Categories: A Escrita Cónia, História | Deixe um comentário

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade