Língua-Hipótese: o Trácio

Se Falaschi encontra no albanês moderno a língua dos cónios, Constantin Dragán defende uma teoria ainda mais ousada: “Os emigrantes do Mundo Trácio da Anatólia continuaram o seu caminho até ao Mediterrâneo Ocidental, de onde desceram até ao Sul da Península Ibérica, na actual Espanha e a Portugal, onde desembarcaram nas embocaduras do rio a que chamaram, segundo o seu nome, o “Tartessos” ou do “Tarso”, nome derivado de “Thracetess” ou de “Tarse”, cidade da Anatólia. Sobre a ilha de “Lacus Ligustinus” onde fundaram uma outra cidade com o mesmo nome. Estes colonizadores chegaram até Múrcia e Huelva, chegando até à Costa de Algarve.” Mais uma vez, a ausência de provas materiais e de testemunhos escritos suficientemente convincentes colocam este teoria no campo das hipóteses não fundamentadas. Na realidade, para além da semelhança entre duas palavras (Tarse e Tartessos), pouco mais tem que lhe sirva de substância. Por esta razão a apresentámos aqui, embora com grandes reservas.

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Categories: A Escrita Cónia, História | 4 comentários

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4 thoughts on “Língua-Hipótese: o Trácio

  1. Luís Teixeira Neves

    Os estrímnios eram trácios. Segundo a Orla Marítima, estiveram no Tejo e daí foram para a Bretanha. Foi com movimentos destes que se fez (a Idade d)o Bronze Atlântico.
    Atendendo a que eram trácios e estiveram na Ásia (Menor) é possível que fossem bitínios. A oriente da Bitínia ficava a Paflagónia de onde eram os lígures (Ambron é um dos epónimos fundadores de Sinop) e no extremo oriental da Plafagónia ou um pouco mais a oriente (dependendo das definições da fronteira desta província) ficava Amisos/Samsun (ou Sampsounta) de onde eram os cempsos.
    No 2.º milénio a.C. a Trácia ou, antes, o seu litoral foi colonizado por levantinos e por cilícios. Fineu e Sarpedon são os heróis míticos que representam essas colonizações, mas Cadmo, irmão do primeiro e tio do segundo, também passou pela Trácia e este, depois de ter permanecido por bons tempo na Grécia e na Albânia veio para o Ocidente com a mulher Harmonia. Foi a invasão das serpentes.
    Descendentes dos colonos cilícios da Trácia devem ter sido os ciconos. Lembro que, terminada a Guerra de Tróia a Odisseia começa exactamente com o ataque de Ulisses às cidades dos ciconos. É possível que nessa altura eles no contra-ataque tenham acabado por o perseguir até ao Ocidente (embora desta parte não fale o poema de Homero). Em todo o caso todos os povos que se defrontaram na Guerra de Tróia acabaram por baixar ao Egipto onde ficaram registados pelo nome de “povos do mar” e daí acabaram por se dispersar por todo o Mediterrâneo.

    • O problema das fontes como a Orla está em que… sao raras e carecem de confirmacao, literaria e material.
      Oos autores classicos nao tinham a mesma visao da realidade, fidelidade historica e mundo-visao que hoje: a enfabulacao cruzava-se muitas vezes com a realidade e na Orla (que tera sido copiada e alterada varias vezes desde a sua primeira e desconhecida edicao) é um bom exemplo disso.

  2. Luís Teixeira Neves

    A Orla Marítima tem correntemente como referencial a mitologia. A mitologia não é história, mas detém informação histórica. Não se pode desprezar essa informação. Há que a saber extrair. Sobretudo quando não há melhor. Sendo que o melhor é sempre cruzar todas as informações possíveis.

    • Não, de todo! Nao pode ser seguida literalmente (mas esse impulso é por vezes irresistível) mas o problema está em que com tanta escassez de fontes esse impulso é mais facil de cair… e eu sei o que falo! Ja cai ai varias vezes, especialmente em relacao à Orla.

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