Sobre o aumento das inundações no norte da Europa: as causas de um efeito inesperado do Aquecimento Global


(In Flickr, por CountryDreaming)

Um estudo britânico recente indica que as cheias verificadas nos últimos anos na Europa do Norte se vão intensificar à medida que os efeitos do Aquecimento Global se forem intensificando. Este estudo debruça-se sobre o facto de que à medida que as quantidades de dióxido de carbono na atmosfera forem aumentando as plantas irão recolhendo menos água do solo, deixando mais água neste e, logo, potenciando as possibilidades de uma inundação. Até agora, alguns cientistas tinham até referido que o aumento de Dióxido de Carbono na atmosfera podia ser benéfico para as plantas e aumentar o rendimento da agricultura, mas esta consequência negativa não tinha sido ainda antecipada como o foi neste estudo publicado na revista Nature.

Usando modelos informáticos, os cientistas concluiram que ainda que se já se esperasse um aumento de 11% de água nos rios, agora, com este novo factor, esta previsão deve aumentar para os 13%, mas na Ásia o valor em correcção vai ascender aos 24%, contra os 16% do modelo anterior! Isto indica bem que o Homem ainda não compreende bem a escala da alteração climática que a sua actividade introduziu no globo e que é realmente imperativa uma alteração de atitudes dos indivíduos e das organizações no sentido de minorar as consequências deste fenómeno.

Fonte: The Guardian

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Categories: Ecologia | 6 comentários

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6 thoughts on “Sobre o aumento das inundações no norte da Europa: as causas de um efeito inesperado do Aquecimento Global

  1. Pois, e nos entretantos, a pequena burguesia preocupada e ambientalista, lá continua com os ares condicionados a fundo e o aquecimento central ao máximo. Ah! E os governos continuam a medir o desenvolvimento pelo aumento do consumo de energia!
    Não há solução! Já não há parques, nem garagens que suportem tanto carro! É difícil passar um dia sem ouvir escapes! Já não suporto ver estradas e carros!
    Todos os dias conduzo! Parte da minha vida é na estrada! Não há solução!

  2. sa morais

    A faca de dois gumes do progresso… Infelizmente, tarda um progresso diferente – racional e sustentado.

    PS: Fico contente por saber que estás a gostar de Goor2! 🙂

  3. À Equipa que elabora este maravilhoso projecto que dá pelo nome de Quintus e que visito diariamente:
    Em tempos de mudanças globais, por acaso deram-se conta das últimas notícias acerca do Cometa Holmes?
    Neste momento é o maior astro do sistema solar!
    E está debaixo de olho da NASA, numa altura em que George W. Bush cortou fundos aquela Agência, para fazer a guerra, no Iraque?
    Ou no Irão?
    Resta saber se a Terra não está no caminho deste cometa que alterou a sua trajectória e que mudou de tamanho misteriosamente.
    Recordam-se do cometa que embateu com Júpiter na década de 90?

  4. João:
    ” Pois, e nos entretantos, a pequena burguesia preocupada e ambientalista, lá continua com os ares condicionados a fundo e o aquecimento central ao máximo. Ah! E os governos continuam a medir o desenvolvimento pelo aumento do consumo de energia!”
    -> Quando a solução verdadeira e profunda passa pela redução, e nunca pelo aumento… Insustentável e perigoso a médio prazo para todos…

    ” Não há solução! Já não há parques, nem garagens que suportem tanto carro! É difícil passar um dia sem ouvir escapes! Já não suporto ver estradas e carros!
    Todos os dias conduzo! Parte da minha vida é na estrada! Não há solução!”
    -> Tem que haver… E haverá mais cedo ou mais tarde, ou a natureza terá que corrigir o erro que cometeu ao criar-nos… suprimindo-nos para se defender. Provavelmente esse processo de “limpeza” até já começou e chama-se… Aquecimento Global.

    Sá:
    ” A faca de dois gumes do progresso… Infelizmente, tarda um progresso diferente – racional e sustentado.
    PS: Fico contente por saber que estás a gostar de Goor2! :)”
    -> Mesmo muito. O estilo, a consistência da persogane e do enredo e sobretudo o suspense e a surpresa na acção são soberbos. Melhores até do que os Goor1, mais maduros e consistentes! Nada a invenjar a qualquer obra ou autor do género (ou de outros) que tenha lido recentemente!

    Mário Nunes:
    ” À Equipa que elabora este maravilhoso projecto que dá pelo nome de Quintus e que visito diariamente:
    Em tempos de mudanças globais, por acaso deram-se conta das últimas notícias acerca do Cometa Holmes?
    Neste momento é o maior astro do sistema solar!”
    -> De olho, andamos… (ando), tem escasseado muito é o tempo para abordar todos os temas…

    ” E está debaixo de olho da NASA, numa altura em que George W. Bush cortou fundos aquela Agência, para fazer a guerra, no Iraque?
    Ou no Irão?
    Resta saber se a Terra não está no caminho deste cometa que alterou a sua trajectória e que mudou de tamanho misteriosamente.
    Recordam-se do cometa que embateu com Júpiter na década de 90?”
    -> Claro… Aquelas imagens ficaram na memória de todos… Há poucas probabilidades da alteração de órbita o fazer coincidir com a presença da terra no mesmo local do espaço e do tempo, mas é sempre possível, e Tunguska (seja lá o que ela fôr) está ali mesmo ao lado para nos lembrar disso mesmo! E muito já tenho esrito aqui sobre o… SpaceGuard e sobre o que ele devia de ser:
    http://movv.org/?s=spaceguard
    precisamente pela importância que estas noticias têm (ou deviam ter!)

  5. Golani

    Reduzir poluição pode ser um «desastre»

    2007/12/05 | 12:26
    Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa, em Denpasar

    Especialista defende que medidas para combater poluição podem ser piores do que alterações climáticas

    O economista malaio Martin Khor alertou hoje em Bali que as medidas para reduzir as emissões poluentes podem significar para os países em desenvolvimento um «desastre» ainda maior do que as próprias alterações climáticas.

    «Os países do Sul tiveram o desastre do desenvolvimento, têm agora o desastre das alterações climáticas e correm o risco de sofrer um desastre criado pelas próprias medidas para reduzir as emissões de gases», explicou Martin Khor na conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas.

    O novo roteiro climático que começou a ser negociado na conferência de Bali «pode ser para os países em desenvolvimento um desastre análogo ao reajustamento estrutural», defendeu ainda o economista.

    O economista malaio, director da Rede do Terceiro Mundo (TWN), com sede em Penang, Malásia, analisou as consequências das diferentes medidas de redução de emissões propostas, em geral, pelos países desenvolvidos.

    «O Sul ainda não poluiu o suficiente para ter as infra-estruturas, as estradas, a indústria, o conhecimento, a tecnologia, a capacidade, os recursos financeiros, tudo o que possibilita ao Norte enfrentar o desafio da redução e que foi obtido… poluindo até chegarmos ao cenário global actual», frisou Martin Khor.

    Neste contexto, «o remédio pode causar um mal maior do que o problema em si já está a causar», declarou o economista malaio numa das apresentações mais aguardadas na agenda de eventos paralelos à 13ª Conferência Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC).

    «Talvez o Norte esteja disposto a mudar de vida, mas no Sul a situação corresponde a forçar a uma mudança de dieta alguém que tem a barriga vazia», declarou o director da TWN.

    Para o economista, mesmo permitindo um aumento de emissões poluentes nos países do Sul nos próximos anos, não será justo forçar as nações menos desenvolvidos a reduzir drasticamente ao nível global pretendido.

    «Estou muito, muito assustado com este problema», sublinhou.

  6. Mas o grosso das emissões não vem dos países pobres e desinstrualizados do Sul, mas do Norte, e sobretudo da China e da ìndia… E o custo económico e financeiro em todos os paises (pobres incluidos) não será maior quando a subida das águas devorar 3 ou 5 metros das cidades ribeirinhas onde se concentra a população?
    O que é aqui é verdadeiro (e injusto), mas não anula os demais aspectos da questão…

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