Daily Archives: 2007/11/16

Sobre o aumento das inundações no norte da Europa: as causas de um efeito inesperado do Aquecimento Global


(In Flickr, por CountryDreaming)

Um estudo britânico recente indica que as cheias verificadas nos últimos anos na Europa do Norte se vão intensificar à medida que os efeitos do Aquecimento Global se forem intensificando. Este estudo debruça-se sobre o facto de que à medida que as quantidades de dióxido de carbono na atmosfera forem aumentando as plantas irão recolhendo menos água do solo, deixando mais água neste e, logo, potenciando as possibilidades de uma inundação. Até agora, alguns cientistas tinham até referido que o aumento de Dióxido de Carbono na atmosfera podia ser benéfico para as plantas e aumentar o rendimento da agricultura, mas esta consequência negativa não tinha sido ainda antecipada como o foi neste estudo publicado na revista Nature.

Usando modelos informáticos, os cientistas concluiram que ainda que se já se esperasse um aumento de 11% de água nos rios, agora, com este novo factor, esta previsão deve aumentar para os 13%, mas na Ásia o valor em correcção vai ascender aos 24%, contra os 16% do modelo anterior! Isto indica bem que o Homem ainda não compreende bem a escala da alteração climática que a sua actividade introduziu no globo e que é realmente imperativa uma alteração de atitudes dos indivíduos e das organizações no sentido de minorar as consequências deste fenómeno.

Fonte: The Guardian

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QuidSZ S3-12: Que carro é este?

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Dificuldade: 3

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Das emissões de Carbono da Humanidade, da Quota parte do Transporte Aérea e da nossa responsabilidade individual


(http://graphics8.nytimes.com)

Em cada ano que passa, a Humanidade emite mais nove biliões de toneladas de carbono para a atmosfera terrestre, das quais duas são absorvidas pelos Oceanos, duas pelos solos, sendo que os 5 remanescentes permanecem em suspensão na atmosfera… Somando-se a todos os outros que lá vão sendo deixados, em número crescente, ano após ano!… Curiosamente, destes 9 biliões de emissões anuais, mais de 13% são o produto directo da actividade da aviação comercial e esta percentagem deverá aumentar ainda mais se os planos de expansão de aeroportos que hoje percorrem o mundo (de que a Ota/Alcochete e Heatrow são apenas exemplos isolados) se concretizarem…

De facto, as emissões médias de CO2 por cada habitante do Ocidente são de 5,4 toneladas de Carbono, precisamente o limite estipulado em Kyoto em 1997, ora uma viagem aérea de 9600 Km consome metade das tais 5400 toneladas, logo de uma vez! E por aqui se vem bem o impacto que o aumento estimado do tráfego aéreo pode ter nestas emissões de CO2… Especialmente se o aumento for para o dobro ou para o triplo dos valores actuais como se diz a UE por AQUI! Se a esta responsabilidade pessoal de cada um de nós somarmos o tal terço que se estima resultar directamente das actividades pessoais de cada um nós, como o transporte pessoal ou das actividades domésticas, isto indica que é dentro da nossa casa, no interior dos nossos próprios padrões de vida que devemos começar a agir… Reduzindo consumos, alterando atitudes e optando sempre pelas formas de consumo mais racionais e mais limpas possíveis… E limitanto as viagens aéreas o mais possível. E lá se guardou um argumento a favor do TGV…

P.S.: Outras fontes (ver AQUI), são ainda mais pessimistas e em vez de 9 biliões referem o espantoso montante de 27 biliões de toneladas anuais!

Fontes:
Podcast Guardian Science Weekly de 20 de Agosto de 2007
http://en.wikipedia.org/wiki/Carbon_dioxide
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_carbon_dioxide_emissions_per_capita
http://www.vtearthinstitute.org/carbonwksht.html

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Língua-Hipótese: o Pelásgico-Albanês

Segundo Heródoto, quando na Grécia ainda não havia Helenos, essa região era conhecida como “Pelásguia”. O “pai da História” afirma ainda que seria através deste povo que os gregos aprenderam a trabalhar os metais, a construir fortificações e casas e que onde tinham aprendido os seus mitos e os nomes das suas divindades, as quais assim, seriam realmente de origem pelásguica. O investigador albanês Nermin Vlora Falaschi identifica estes pelasgos com os “Povos de Mar” que surgem violentamente na história da maioria das civilizações do Mediterrâneo num dado período do seu desenvolvimento e que tanta perturbação causaram no Egipto faraónico.

Nora Falaschi defende que numa época pré-histórica a língua pelásguica era falada em toda a bacia mediterrânea, uma afirmação que tem tanto de ousada como de pouco fundamentada uma vez que não encontra nem provas materiais nem testemunhos escritos suficientes em seu favor. Arriscando-se ainda mais, N. Falaschi julga encontrar um sobrevivente moderno do Pelásguico no Albanês, que a teriam recebido directamente dos Ilírios, seus directos antepassados desde os tempos da ocupação romana. Levando ainda mais longe as suas extrapolações acaba por encontrar o Pelasgo na raiz da língua Etrusca, uma afirmação ainda mais arriscada que a anterior e com ainda menos substanciação e que tem como única força uma afirmação de Hellanicos de Mithylène que escreveu que os etruscos provinham de um grupo de pelasgos que, tendo desembarcado no Adriático, haviam subido pelo interior até à Toscânia onde acabariam por se estabelecer e fundar a Etrúria.

Para além de julgar que o pelásguico-albanês se encontra na raiz da língua etrusca, Falaschi defende ainda que a invenção do alfabeto etrusco, que se encontra na base dos alfabetos grego e latino, e indirectamente, do alfabeto moderno. Citemos este investigador: “Plínio, o Antigo explica-nos que as letras do alfabeto tinham sido levadas para a Itália pelos Pelasgos, enquanto que Diodoro da Sícilia, contemporâneo de Júlio César, afirma que os Pelasgos espalharam o seu alfabeto, adoptado de seguida em toda a Europa, com evidentemente as adaptações necessárias. Diodoro defende por sua vez que este alfabeto, conhecido como “pelágico”, tinha sido utilizado por todos os poetas pré-homéricos.” Mais uma vez, contudo, não apresenta provas para reforçar a sua arriscada teoria.

Para coroar a sua teoria, identifica o pelásguico-albanês como a língua das inscrições cónias e apresenta algumas tentativas de tradução que apresentam falhas graves nomeadamente na ausência de reconhecimento da fórmula:

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que surge na maioria das estelas cónias e na leitura das estelas como poemas, ignorando o seu manifesto carácter funerário no seu afã de identificar o albanês na raiz das suas palavras.

Semelhante à tese de Falashi é a do investigador soviético N. Marr (1864-1934) que defendeu a existência da “Família Jafética”, uma família que a maioria dos académicos contesta e que reuniria o Karvelianês, o Abkhazo-Adyghianês, o Nakhês, o Daghestanês para além de outras línguas hoje extintas da Ásia Menor, assim como o Pelásgico e do Etrusco. Nos últimos anos da sua vida Marr tentaria ainda estabelecer uma relação genética entre esta hipotética família e o grupo indo-europeu de línguas.

Mas Nora Falashi não fora o primeiro a procurar semelhanças entre as línguas albanesa e a portuguesa. Com efeito, Oscar Nobiling já chamara a atenção para a existência de algumas proximidades entre estas duas línguas europeias, citando nomeadamente o exemplo do albanês paitoy com o português peitar, o albanês turp, português torpe, albanês rotula, português rotula, albanês vietere, português antigo vedro e ainda o albanês pül com o português paúl, para além de outros exemplos. Mas Nobiling não responsabiliza um antigo estrato étnico, comum a Portugal e à Albânia e atribuível aos pelasgos e aos “Povos do Mar” como causador destas semelhanças, que efectivamente ultrapassam a pura coincidência. Este linguista acredita que quando César e Octávio levaram as águias de Roma até à Ilíria, berço do moderno albanês, criaram as bases para essa semelhança. Com efeito, a tenaz resistência das populações da Ilíria obrigou à presença permanente de fortes guarnições militares, que poderiam ter incluído contingentes lusitanos ou tropas que poderiam ter passado pela Península Ibérica, o que explicaria estas proximidades. Por outro lado, o albanês pertence, assim como o português moderno, ao ramo das línguas indo-europeias. E é aqui que surge precisamente a maior objecção a esta tese: o ramo albanês da família Indo-europeia só é conhecido a partir do século XV, nada indicando que uma sua forma primitiva fosse falada aquando das invasões dos Povos do Mar. E ainda mais importante, o albanês é hoje indubitavelmente uma língua indo-europeia, precisamente aquilo que o cónio não parece ser, estando mais próximo da família Afro-asiática, grupo norte-africano do que das línguas indo-europeias.

Categories: A Escrita Cónia, História | 1 Comentário

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