Daily Archives: 2007/11/15

Um estudo do Pentágono propõe uma rede orbital de Estações Solares


(Painéis Solares da ISS in http://www.space.gc.ca)

Um relatório elaborado pelo pelo “National Security Space Office” do Pentágono e designado como “Space-Based Solar Power as an Opportunity for Strategic Security” chama a atenção para o potencial da instalação de uma rede estações orbitais que captem a luz solar e a que enviem para o solo sob a forma de energia eléctrica. A instalação em órbita de uma rede de estações destas permitiria reduzir dramaticamente o contributo para o Aquecimento Global e o consumo dos – cada vez mais caros – combustíveis fósseis.

Na conferência de imprensa onde os resultados do estudo foram divulgados e que teve lugar a 10 de Outubro o tenente-coronel Paul Damphousse dos US Marines declarou que era possível criar uma rede de estações solares “baratas” mas capazes de aliviar a dependência dos EUA de energias fósseis e de reduzir as emissões de CO2… Damphousse recomendo a construção de um protótipo colocado em órbita geoestacionária e capaz de gerar entre 5 a 10 MW e de os enviar para uma instalação no solo.Esta rede permitiria aos militares dos EUA conduzirem operações em locais com problemas de redes de transporte e dispensando as perigosas e extensas linhas de comunicação que hoje são a maior vulnerabilidade das forças dos EUA no Iraque e no Afeganistão, já que os frequentes transportes de combustíveis expõem as colunas a emboscadas frequentes e são responsáveis por uma parcela muito significativa dos 5 biliões de dólares gastos pelas forças dos EUA no Iraque e no Afeganistão (ver AQUI).

Os primeiros estudos para a construção de estações solares em órbita datam da década de 1970 (ver AQUI), mas na altura a tecnologia não tornava o investimento rentável… Contudo, com os avanços recentes na tecnologia de painéis solares (que agora têm quase 40% de eficiência, conta os 15% da década de 70) e com a queda abrupta dos custos de lançamento por quilograma (ver AQUI) para os 4300 dólares por Kg de um Proton russo (ou para os 20 mil de um Zenit-3SL para órbita geoestacionária como aquela que será necessária para estas estações solares) tornam a colocar este projecto como algo rentável… muito rentável mesmo, tendo em conta os custos do barril de petróleo… De qualquer forma, uma estação como o demonstrador citado deve custar ainda qualquer coisa entre os 500 milhões de dólares e o bilião, em troca de um output de 5 a 10 MWs… Ou seja, ainda demasiado caro para justificar a construção de uma rede civil… Mas para manter destacamentos militares no estrangeiro… Já é outra coisa!

Fonte: New Scientist

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QuidSZ S3-11: Onde fica este buraco?

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Dificuldade: 5

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Contra o declínio das Empresas Locais e uma exaltação das virtudas das Economias Locais


(http://www.dixonprice.com)

O declínio das empresas locais não é inevitável. É possível definir e implementar políticas que combatam a expansão e a influência das grandes corporações de todos os ramos de actividade que estão a colonizar as comunidades e a substituir negócios locais, tantas vezes familiares e geracionais por armazéns amorfos e cinzentos. Nos Estados Unidos este fenómeno é especialmente flagrante na “Walmatização” das pequenas cidades, em Portugal, são as grandes superfícies que extinguem o comércio tradicional.

O recente declínio das vendas das grandes superfícies e a transferência de clientes para redes de retalho, expôs o problema: concebidas como formas de reduzir os preços ao consumidor, as grandes superfícies apresentam hoje preços superiores aos das cadeias de desconto e prova disso pode ser encontrada na recente fuga da rede Carrefour de Portugal (ver AQUI). Óbviamente que por economia de escala conseguem preços mais baixos junto dos seus fornecedores, mas na ânsia de recolherem mais lucros, aumentam as margens, ainda mais do que as cadeias de desconto e hoje começam a deixar de ser a opção preferencial de muitos portugueses.

Os negócios locais (lojas, pequenos supermercados, cafés, sapatarias de rua, etc.) apresentam níveis de serviços, atendimento, especialização e personalização que nunca poderão ser alcançados pelas grandes superfícies. Muitos, servem de escoador principal para as quintas agrícolas e para as pequenas indústrias da sua região, e contribuem activamente para a Economia Local. A própria evidência da sua localização, junto ao bairro ou na rua, implica uma redução de consumos de combustível, já que basta sair para a rua ou atravessar a dita, para chegar aos locais onde operam, ao contrário das grandes superfícies que estão geralmente longe dos centros urbanos. Assim, se poupa nas importações de combustível, no déficit da balança comercial e se contribui para a redução das emissões de carbono…

A erosão da Economia Local patente hoje em praticamente todos os locais do chamado “Mundo Desenvolvido” é consequência directa de uma visão das coisas que reduz o Homem ao papel de mero consumidor, esquecendo que cada um de nós para ser completo, congrega em si muitos outros papéis, como o de produtor, trabalhador, empresário, ingestigador, etc.

Para que as Economias Locais possam deixar o estado de morte lenta e estagnação generalizada em que vivem actualemente é necessário que as Autarquias abandonem as políticas, velhas de décadas, que dão primazia à construção de “zonas comerciais” longe das cidades, preenchidas preferencialmente por “grandes superfíceis” ou cadeias de retalho multinacionais que esvaziam negócio das grandes cidades, mas que são mais generosas para as sempre ávidas tesourarias partidárias e onde as licenças de construção contribuem de uma forma demasiado generosa (e Dependente) para os cofres camários… É necessário recentrar a actividade comercial nas comunidades locais, criar mecanismos que favoreçam o negócio de escala familiar e que prejudiquem o negócio de “comércio em massa” e que reduzindo até as distâncias entre os espaços comerciais e as residências, reduzam também o consumo de combustíveis fósseis e o Aquecimento Global.

Estas estratégias devem ser conjugadas com uma campanha vigorosa e sistemática junto às populações para que prefiram comprar localmente aquilo que consomem localmente… Os custos ocultos de importações e dos preços baixos praticados nos grande armazéns devem ser determinados e publicitados (custos ambientais, sociais e económicos). Formas de criar um Marketing “local” e distinto das máquinas de Marketing das multinacionais, assim como Moedas Locais devem ser implementados de forma a propiciar o renascimento do tipo de Economias Locais que floresciam em Portugal na auge da nossa Idade Média, servindo de bastião para um regime monárquico que se transformava numa autêntica Federação de Municípios Livres e que é, efectivamente, a “Idade de Ouro” para o qual o Movimento Quintano pretende reencontrar o caminho…

Baseado livremente na conferência de Stacy Mitchel de 2006 “Declaration of Independents,” editada por
Hildegarde Hannum (disponível em http://www.smallisbeautiful.org/publications.html)

Categories: Brasil, Economia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

A Língua dos Tartéssicos

Em termos geográficos, a Turdetânia incluía praticamente todo o Sul da Península Ibérica. E neste extenso território, pontificava a mítica cidade de Tartessos. Contudo, não é correcto falar de “reino de Tartessos” ou de “Império Tartéssico” como já tentaram alguns. Com efeito, Tartessos era apenas a mais proeminente das cidades turdetanas e embora fosse certo que dominasse efectivamente algumas delas, nomeadamente aqueles que lhe estavam mais próximas, na maioria dos casos tratava-se de uma influência sobretudo económica e não político/militar.

Estrabão escrevia no século I que os Turdetanos eram os mais cultos dos iberos: “eles conheciam a escrita e tinham documentos devotados à sua história, poemas e leis escritas em verso, como diziam, antigas de 6000 anos”. Este “império” de Tartessos – se existia – era muito fluído e muito diferente do grau de dominação que Roma conseguiria mais tarde no mesmo Sul peninsular. É o mesmo Estrabão que nos diz que a maioria das tribos colocadas sob a tutela tartéssica e turdetana estavam em permanente revolta.

A claramente distinta escrita empregue pelos Tartéssicos não pode ser comparada morfologicamente com a dos cónios, sendo assim, e tendo em conta que a influência exterior (fenícia, grega e etrusca, principalmente) foi mais forte a leste que a ocidente e que essa terá sido a origem local da escrita cónia. Porque temos uma diferença tão notável entre as duas escritas? A única explicação plausível reside na existência de uma diferença tão notável entre as línguas desses povos que obrigou a uma “reinvenção” do sistema de escrita. Parece-nos assim muito provável que as línguas de Tartessos/turdetanos fossem de um grupo linguístico distinto, ainda que não totalmente, da língua dos cónios.

Categories: A Escrita Cónia, História | Deixe um comentário

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