Daily Archives: 2007/11/11

Agostinho da Silva (Vídeo): O Papel Histórico de Portugal

Papel Histórico de Portugal:

  • Tem algo a ver com o “pensamento esotérico”?
  • Portugal “fez coisas que nenhum outro país fez”
  • “talvez possa realizar missões que parecem hoje utópicas”
  • Coisas utópicas > Coisas que ainda não há
  • “Portugal tem usado aquilo que é, para fazer a sua política externa”
  • “Que todo o mundo seja Portugal, isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses”

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“Não basta trabalhar para não ser pobre” e algumas anomalias fiscais portuguesas…

“Na Europa, Portugal possui dos valores mais altos nos indicadores de pobreza e assimetria de rendimentos. E tem 40% de pobres activos, o que revela que não basta ter trabalho para deixar de ser pobre.”
Sofia Branco
Fonte: Público de 17 de Outubro de 2007

Ou seja, em Portugal até os empregados estão dentro das balizas que definem a pobreza… Como é possível encontrar melhor prova de que a política de baixos salários e de desinvestimento nas pessoas não é positiva para Portugal? É inútil alardear os “baixos salários” como vantagem competitiva como fez o ministro Manuel Pinho numa das suas numerosas gaffes ou… “actos falhados” em visita à China (ver AQUI)… A razís para a saída dos problemas crónicos na nossa Economia não passa pela adesão cega e fundamentalista aos ditames de Bruxelas (embora nada tenhamos de princípio com o conceito de um orçamento equilibrado), sacrificanddo tudo e todos em nome de conceitos meramente financeiros e de curta visão, considerando “boas” as políticas económicas se estas consigam conter o deficit nos limites mesmo sacrificando o Investimento, o papel social do Estado e a própria Economia Real ao aumentar violentamente o IVA comprometendo seriamente a estabilidade económicas das zonas raianas e fazendo assentar sobre aquelas que já são precisamente as camadas economicamente mais desfavorecidas (mercê dos baixos salários, da precaridade) o grosso do aumento da carga fiscal lançada neste Governo… Sim, porque um imposto indirecto, como o IVA, afecta sobretudo as famílias de baixos rendimentos, onde um pequeno aumento de um imposto pode ter grandes reflexos nos rendimentos finais, enquanto que quem tenha grandes rendimentos geralmente não observa qualquer alteração significativa nos seus rendimentos finais…

É que com a imposição generalizada da Globalização os mecanismos fiscais que se aplicavam sobre os mais ricos perderam muita da sua eficácia. Aqui, os mais afectados foram as cobranças sobre as grandes fortunas e rendimentos, e naturalmente, as políticas convencionais de promover a redistribuição da riqueza por via fiscal estão seriamente comprometidas, especialmente agora que a despesa social não pode aumentar nos orçamentos, por constrangimentos de controlo do déficit… Assim, inevitavelmente, aumenta a desigualdade social, solidificada ainda pelas deslocalizações e pelo aumento dos níveis de Desemprego (crescente em Portugal e muito significativo em Espanha) os quais pressionam para baixo os Salários…

Vital Moreira, na sua coluna do Diário Económico de 7 de Novembro, afirma ainda que em Portugal o peso dos impostos indirectos como o IVA tem um peso na receita fiscal muito superior à média europeia: 39,3% contra 31,9%, enquanto que a média do IRS e do IRC é claramente inferior… É esta anomalia fiscal que está na raíz do problema da pobreza: um sistema fiscal sobre os Rendimentos que por via dos efeitos perversos da Globalização, das Deduções, das Isenções, das “Engenharias Fiscais”, enfim, promove a baixa efectiva do IRS e do IRC enquanto que faz recair sobre a totalidade da população uma carga fiscal sobre o Consumo que afecta o próprio (o grande travão do arranque da nossa Economia, aliás) e cria a estranha realidade de que “não basta ter trabalho para deixar de ser pobre”.

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Língua-hipótese: o Basco

Sobrevivendo ainda no norte de Espanha e no Sul de França, o Basco é hoje utilizado por cerca de 1,3 milhões de indivíduos (900.000 em Espanha, 130.000 em França e aproximadamente 250.000 na América Latina).

Os testemunhos históricos apresentam-nos exemplos de utilização da língua basca numa área muito mais alargada do que aquela em que actualmente a observamos. Com efeito, na Aquitânia francesa, assim como no Aude e no Gard são conhecidos cerca de três centenas de antropónimos, divindades e nomes de povos registados nas inscrições latinas e que revelam semelhanças com palavras da actual língua basca. Aliás, a própria língua Aquitana, conhecida no Sul de França desde o III século a.C. até ao século III d.C. é associada ao Basco e ocupava uma zona que se estenderia em tempos históricos também à Catalunha e às margens mediterrâneas do actual território espanhol.

Embora surja isolada no seio das línguas europeias – todas elas pertencentes ao universo indo-europeu – o basco pertence à família Dene-caucasiana que a associa às línguas caucasianas, para além da burushaski, sino-tibetana, ienisseica e até a família na-dené registada ainda hoje na América do Norte e Novo México. A extensa área ocupada por esta família revela vestígios de uma época em que as suas populações estavam implantadas numa região muito extensa. Bengtson sugeriu também que o Sumério poderia ser incluído neste grupo, mas linguistas como Merritt Ruhlen discordam devido à falta de um número suficiente de provas. A possibilidade de se tratar de uma longa migração que tivesse percorrido praticamente todo o globo também não deve ser descartada, embora deva ser considerada extremamente improvável.

Aqueles que defendem que a actual língua basca está na origem das línguas registadas nas escritas ibéricas meridionais encontraram uma forte oposição no trabalho que Javier de Hoz que distingue entre a nortenha Escrita Ibérica e a Meridional consoantes sonoras e surdas, um fenómeno que não se encontra nas línguas do Sul da Península. Ora, se a língua grafada fosse a mesma, não fariam sentido estas diferenças… Menendez Pidal escreveu também que as línguas originais das populações bascas e Astures pertenciam a uma família diferente das do Sul e R. Lafon concluiu no seu “Current Trends in Linguistics”, que é impossível defender que o basco é um derivado do ibero. Existem contudo alguns vestígios que permitem assumir que a língua deste povo recebeu algumas influências mediterrâneas, como aquelas palavras bascas que J. Hubschmid, “Mediterrane Substrate” descobriu no servo-croata e nas línguas berberes do Norte de África, uma tese semelhante à que defendia aliás Oliveira Martins.

É hoje tido por certa a filiação do basco com as línguas do Sul do Caúcaso, nomeadamente com as do grupo Kartveliano, e efectivamente, nos dias de hoje os gregos ainda chamam aos georgianos: “iberos”. Existem também alguns linguistas que as relacionam com o Etrusco, sendo este por sua vez relacionado com o Hurrita, este com o Hatti e este último com o georgiano. Tratar-se-ia assim de um grupo de línguas pertencente a um substrato anterior ao próprio Substrato Mediterrâneo (por sua vez anterior às invasões indo-europeias). De qualquer modo, desde os trabalhos de Cavalli-Sforza, publicados em 1994, indicam claramente que os genes bascos revelam uma grande dissemelhança com os dos outros povos europeus, nomeadamente pela abundância de genes RH negativos. A genética vem assim comprovar o carácter exógeno dos bascos na Península e a grande diferença que apresentam em relação às restantes populações peninsulares permitem-nos conjecturar de que se tratava de uma população completamente diversa das restantes e nomeadamente das que habitavam no “Cuneus Ager”.

Se os bascos conseguiram salvar a sua língua das várias invasões que assolaram a Península desde tempos Pré-históricos isso deveu-se essencialmente ao aspecto agreste do relevo do Norte da Península e ao seu carácter aguerrido. Apesar dessa combatividade, Javier de Hoz defendeu que os bascos, embora tivessem originalmente uma língua de raiz diversa, acabaram por adoptar uma variação do Ibero, pelo que hoje encontraríamos no basco moderno uma variação da antiga língua dos Iberos. Fosse como fosse, parece-nos certo que a língua cónia embora possa apresentar alguns paralelismos com o basco, não o tem na sua substância como principal sobrevivente moderno. A existência de palavras semelhantes, resultante das próprias penetrações do Substrato Mediterrâneo e do Ibero no Basco e até à resistência de algumas palavras bascas pertencentes a um substrato étnico pré-norte-africano na língua dos cónias não deve ser contudo descartada, embora remetendo-a para o papel de influência e não de língua-mãe ou de língua-filha.

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A Escrita Fenícia

Os primeiros textos em escrita fenícia conhecidos datam do primeiro milénio a.C. Já nessa altura se utilizavam vinte e dois símbolos consonantais, embora se discuta se se tratava de um verdadeiro alfabeto ou se, pelo contrário, se tratava de um silabário em que a presença da vogal era assumida junto de cada consoante, algo que justificaria a total ausência de representação de vogais puras neste sistema de escrita.

Outras Escritas Derivadas do Fenício

Como concluímos mais atrás, a Escrita Cónia resultou de um processo de adaptação a partir do alfabeto fenício. É assim importante estudar também as outras escritas que conheceram processos idênticos. Falamos das escritas do chamado Ramo Colonial Fenício. Este agrupa três variedades:

A Escrita Cipro-Fenícia

Utilizada na Ilha de Chipre entre os séculos X a os II a.C. Trata-se de uma escrita linear, com um total de 45 símbolos geométricos. Todos os signos têm valores fonéticos de sílabas abertas (como ka, ne e ru) ou de vogais. Permanece intraduzida, embora David Diringer suponha que a população era de raça arménia e que podia ter algumas afinidades com a dos hititas.

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A Origem da Escrita Cónia: Origem Fenícia

Como dissemos anteriormente, a origem fenícia da Escrita Cónia ou Sud-lusitânica é a mais provável. Javier de Hoz é o mais notável protagonista desta abordagem, defendendo uma origem por volta do século VII a.C.. Uma origem que teria atravessado o Guadiana, partindo do reino de Tartessos, sob influência fenícia, e chegado às populações cónias do outro lado da fronteira.

Morfologicamente, esta tese concorda com a forma dos signos cónios que efectivamente revelam uma maioria de signos fenícios, puros ou adaptados, para além de um grupo de signos suplementares, obviamente introduzidos para grafar fonemas ausentes no sistema fenício, nomeadamente as vogais. Outros símbolos fenícios seriam utilizados, mas com diferentes valores dos originais. Um processo semelhante à adopção do alfabeto fenício pelos gregos, como descreve Javier de Hoz: “o grego carecia de duas das três velares fenícias pelo que os criadores do alfabeto grego atribuíram o mesmo valor fonético, “k”, aos signos que transcreviam a surda e a enfática fenícias, mas reservando uma das duas, o antecessor do actual “q”, para uso antes de “o” e “u”. No caso da escrita tartéssica foi necessário completar o repertório fenício com uma série de signos novos, inventados, já que, uma vez desenvolvido o sistema, resultava insuficiente para cobrir de forma sistemática todas as situações possíveis.” Por esta razão, surgiriam as sequências duplas que tanto intrigaram os investigadores, como os k(a)a e os k(e)e (segundo a proposta de interpretação de J. de Hoz). Segundo o autor, os signos consonânticos silábicos não eram grafados como tais, isto é, k(a)a valia pela velar “k” e pela vogal “a” e não pela sílaba “ka”.

Hoz conclui a sua tese afirmando a prioridade da Escrita Tartéssica sobre a Cónia. Deduz o autor que se a Escrita Sud-Lusitânica dos Cónios antecedesse a Tartéssica, ao seu repertório de signos não poderia faltar nenhum signo fenício grafado neste, uma vez que esta fora a fonte inspiradora do sistema de escrita. Ora não é isso que sucede, como descobre Javier de Hoz no signo que considera representar a sílaba “bi”, 13.jpgque inventou embora tivesse disponível no sistema fenício o fonema “bet”.

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