Daily Archives: 2007/11/08

Jerry Seinfeld desanca em Larry King, em directo e na CNN…

Este video, à solta no youtube mostra Larry King a entrevista Jerry Seinfeld e a… passar das marcas ao perguntar aquele que é um dos melhores humoristas vivos (e que exprime muito o quão longe de tal estão os “nossos” gatos fedorentos…) se a sua série tinha sido cancelada ou se Jerry tinha simplesmente desistido da dita…

Jerry mete na ordem, Larry King, com uma réplica adequada e que muitos outros lusos entrevistadores também mereceriam ouvir… Um pouco à laia do único momento ilustre de Santanaz quando desanca na SIC e cria um “facto mediático” que depois lhe permitiu reaparecer no Parlamento…

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Categories: Humor | 5 comentários

QuidSZ S3-6: Que comemoração está aqui a ser preparada?

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Dificuldade: 5

Categories: QuidSZ S3 | 28 comentários

Sobre os problemas do Desenvolvimento na China: Fosso entre Cidades e Mundo Rural, Corrupção e Ecologia


(http://tygerland.net)

“No processo de construção de um desenvolvimento económico, temos de promover uma sociedade mais harmoniosa”, afirmou Li. “O objectivo do nosso desenvolvimento é que as pessoas possam beneficiar dele.”
“O fosso entre as pobres regiões rurais e as ricas zonas urbanas não tem parado de aumentar, apesar dos milhões de pessoas que saíram da pobreza nos últimos anos. Aliado aos graves problemas ambientais – e a uma corrupção generalizada – estes são os principais focos de instabilidade no país.”

Fonte: Público de 17 Outubro de 2007

Li Zhaoxing, enquanto discursava para o último Congresso do partido comunista chinês, na qualidade de membro do partido e enquanto ministro dos negócios estrangeiros de Pequim reconhecia nesta lacónica frase que o grande problema da China não é a incapacidade do regime para criar condições para criar riqueza, mas a patente incapacidade para a distribuir razoávelmente ou mesmo que impedir que esta criação de riqueza não destrua o meio natural. É uma declaração que se insere no contexto de outras idênticas, proferidas em pleno Congresso e que denotam o reconhecimento de um problema cuja gravidade tem tornado incontornável, que é o agravar do fosso entre uma classe de abastados e prósperos empresários e uma mole de assalariados – mais abastada que os seus antepassados – mas recebendo ainda apenas uma parcela menor dos novos rendimentos… Mas se aqui o problema já e grave e tem impedido a aparição de uma verdadeira Classe Média chinesa ou de níveis de consumo idênticos aos ocidentais, nos campos a situação é imensamente mais grave… Com efeito, os padrões de rendimento dos agricultores chineses não têm parado de perder peso relativo aos ganhos conquistados nas cidades.

A fraqueza de rendimentos tem esvaziado os campos da China e alimentado as hostes de trabalhadores que a troco de baixos salários afluem às grandes cidades e são uma parte importante do fenómeno global que é hoje a China, estando na raíz dos baixos salários que garantem a expansão das exportações chinesas. Mas está na também na base de uma economia excessivamente dependente das Exportações e que ainda não conseguiu criar uma massa de consumidores suficiente forte para se autosustentar… O ritmo de crescimento das exportações chinesas assusta muitas economias, e a aumentar o seu ritmo vai levar à imposição inevitável de medidas mais ou menos proteccionistas como o recente bloqueio às exportações de têxteis chineses para a Europa.

As palavras de Li transportam em si a carga de que o “desenvolvimento económico não beneficia todos” e que este “desenvolvimento” é feito à custa do esvaziamento dos campos (e do aumento das importações de alimentos) e de crimes ambientes constantes e de gravidade crescente (a China é já hoje o maior emissor de CO2 do mundo e as extinções de espécies sucedem-se a grande ritmo no “Império do Meio”. Estas palavras indicam o reconhecimento de que não é mais possível assentar o “desenvolvimento económico” num modelo que exclua o mundo rural, que acentue os desiquilíbrios entre as novas classes de “novos ricos” urbanos e o mundo rural, os assalariados e os numeros “migrantes internos” que ocupam as cidades, nem que é possível continuar a destruir o meio ambiente se que estes factores venham a influenciar negativamente a própria continuação do mesmo… É que esta prosperidade estancar, que argumentos terá o partido comunista para justificar a sua existência como regime autoritário e não-democrático? Sim, porque estas novas preocupações com o Ambiente e com a distribuição da riqueza não nasceram de uma nova e inédita preocupação ecológica e humanista por parte dos quadros do PCC, mas pela mais pura preocupação pela… sua sobrevivência e pela manutenção do regime que lhes assegura o Poder e os decorrentes privilégios…

Categories: China, Ecologia, Economia, Política Internacional | Deixe um comentário

As Origens da Escrita Cónia: Uma Origem Autóctone? (Sob Influência Fenícia)

Para o Professor Adriano Vasco Rodrigues a escrita cónia encontraria as suas raízes nos desenhos geométricos dos finais do Eneolítico. A estar correcta esta teoria, a origem do alfabeto que ainda hoje utilizamos e que é essencialmente a adaptação romana do alfabeto grego, por sua vez uma importação fenícia, estaria não nos fenícios mas nos cónios… Ou seja, como a semelhança entre os caracteres fenícios e os cónios é inegável, e como as relações genéticas entre as escritas grega e latina e a fenícia são conhecidas, isso colocaria a escrita cónia na fonte do moderno sistema de escrita alfabético ocidental… Uma teoria arrojada, sem dúvida. Estácio da Veiga em 1891 apresentou a tese de que “o alfabeto longe de ter tido origem, como é suposição corrente, na Fenícia, proveio da Península Ibérica“. Também Mendes Correia, em 1928, na sua “História de Portugal” escrevia que “a sua origem oriental é um arreigado preconceito erudito” e apontava os grafitos de Alvão (Trás-os-Montes) como os antepassados da Escrita Cónia. António Navarro acha que “os navegadores fenícios, apenas reduziram e simplificaram o alfabeto que aqui vieram encontrar no Sudoeste Peninsular, dada a grande vantagem comercial que certamente lhes proporcionava. Simplificaram-no, reduzindo-o a um sistema alfabético para eles mas meramente consonântico, sem vogais, sem base mnemónica e, portanto, acrofónicamente desajustado.

Todos os sistemas originais de escrita conhecidos apresentam níveis de evolução. Por exemplo, a escrita minóica Linear B foi classificada por John Chadwick em três fases distintas. Com a Escrita Cónia não temos esse fenómeno. Ela surge, já amadurecida, muito depois dos grafitos de que falávamos no parágrafo anterior e sem vestígios de continuidade evidentes. A única explicação razoável para esta ausência é a origem exógena da escrita, isto para prejuízo da tese de Lopes Navarro.

Na questão da origem do alfabeto, a datação assume naturalmente um papel determinante. Neste ponto, sabe-se que as estelas cónias recuam ao século VII a.C, ou mesmo aos finais do VIII, ou seja, que são anteriores em quase dois séculos às primeiras inscrições ibéricas descobertas na Andaluzia e no Levante espanhóis. Esta é a opinião – substanciada em provas arqueológicas – de Mário Varela Gomes, uma opinião que a coloca como a mais antiga escrita peninsular e da Europa Ocidental, ou seja, a primeira adaptação local do alfabeto fenício, uma adaptação que depois seria enriquecida com contributos esparsos da escrita grega e que estaria na origem de todos os demais sistemas de escrita peninsulares.

Categories: A Escrita Cónia, História | 1 Comentário

Língua-hipótese: o Cabila

Da tese da origem norte-africana da língua dos Cónios falámos em ponto anterior, e dos argumentos aí apresentados já nos ficou uma forte convicção de que seria na região norte-africana que encontraríamos a língua original dos cónios, aquela língua que através dos seu estudo nos poderia levar ao conhecimento da língua dos cónios. A arqueologia deixou-nos abundantes provas da intensidade de contactos entre o Norte de África e a Península Ibérica. Exemplos como os de que nos fala Carlos Tavares da Silva que no artigo “Influências orientalizantes no Calcolítico do Centro e Sul de Portugal” nos apresenta os achados descobertos por R. J. Harrison e A. Gilman. Estes artefactos de marfim descobertos na Península Ibérica (como fragmentos de marfim por trabalhar, braceletes e contas) eram com efeito, como provariam esses investigadores, de importações norte-africanas. Quanto à origem das contas de casca de ovo de avestruz descobertas em Los Millares ainda menos dúvidas existem. Estes contactos revelarão uma comunidade étnica e linguística entre as duas margens do Mediterrâneo?

Esta tese concorda em absoluto com a que Oliveira Martins apresentou nas primeiras páginas da sua “História da Civilização Ibérica”. Segundo este historiador, “O ibero, cuja tez morena e cabelo crespo (colorati vultus et torsi plerumque crines, Tácito) caracterizam o Sículo, proviria da mesma origem hamita ou afro-semita dos Tuaregues e Berberes, Coptas e Egípcios, em que se filiam os Sículos e os Lígures.”

Deste modo, e através das vagas migratórias que abordámos no ponto 4.3, estas populações norte-africanas ter-se-iam instalado na Península, sobretudo no seu Sul e, mais especificamente, no Cuneus Ager. Em favor desta tese, Oliveira Martins realçava ainda o sufixo Tani que surge na terminação de tantos nomes étnicos das duas margens do Mediterrâneo (Lusitano, Turdetani, Mauretani). O. Martins realça ainda que esta terminação é semelhante a Tah, a palavra berbere que surge em muitos dos antropónimos deste povo.

Mas apresentemos enfim a citação basilar de Oliveira Martins que nos serve de fundamento principal para a tese cabila: “Os cabilas são os genuínos representantes dos Númidas de Massinissa, de Sífax e de Jugurtha, terríveis para os Romanos. As invasões sucessivas destes e dos Vândalos, dos Fenícios e dos Árabes repeliram-nos das costas de África, onde a velha religião e a língua antiga foram vencidas, para o interior, onde se conservaram até nós, puros, alguns documentos da sua existência remota. Quase idêntica ao tuaregue e aos idiomas sarianos, desde o Senegal até à Núbia, para aquém dos negróides do Sudão, a língua cabila ou berbere é afim da do Egipto, o copta”.

Na tese deste autor, tese parcialmente substanciada pelas provas arqueológicas, a língua Cabila, nos seus dialectos Tamazight, Tarifiyt, Taqbayliyt, Tashawit e Tarifit, é uma sobrevivente das línguas do mesmo tronco a que pertenciam os povos que em vagas sucessivas atravessaram o Estreito de Gibraltar e se instalaram na Península Ibérica. De tudo o dito neste ponto e no já mencionado ponto 4.3 a tese cabila/berbere é aquela que nos apresenta como mais próxima da língua que serve de objecto a este ensaio.

Categories: A Escrita Cónia, História | Deixe um comentário

Agostinho da Silva: Vídeo – A Educação e a Lei do Mercado

  • A Educação e as “saudades dos meninos que fomos”
  • A “Lei do Mercado” ou a “Lei dos Mercadores”
  • “Não tenho número de contribuinte”

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Categories: Economia, Educação, Movimento Internacional Lusófono | 1 Comentário

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