Daily Archives: 2007/11/06

O Brasil reactiva o programa FX-2: Rafale C, Typhoon, Gripen N, Sukhoi Su-35, F-16C Block 60, F-18E/F ou F-35 Lightning II?

(O Dassault Rafale… O futuro caça da Força Aérea Brasileira?)

Finalmente, e depois de muitas hesitações e de algumas decisões dilatórias – como a compra de F-5 usados à Arábia Saudita e de Mirage 2000C à França – o governo brasileiro decidiu recolocar em andamento o Projecto de reequimento da FAB e Lula autorizou a aquisição de 36 caças, num investimento total que não deverá exceder os 2,2 biliões de dólares.

Dado a verdadeira “corrida armamentista” que decorre na América do Sul, com um programa ambicioso de modernização em curso na Venezuela (Sukhoi Su-30MKV ) e no Chile (F-16 Block 50), a força aérea brasileira, utilizando agora os Mirage 2000 usados como ponta-de-lança, arriscava-se a ser relegada para a terceira posição como maior força aérea do subcontinente, o que seria manifestamente incompatível com o estatuto económico, demográfico e territorial do país-irmão…

O projecto inicial, designado à época de FX-1, arrancara em Julho de 2000, sob iniciativa do então presidente Fernando Henrique Cardoso e pretendia cumprir um investimento de apenas 700 milhões de dólares, o que bastaria para adquirir entre 12 a 24 novos aparelhos para substituir os idosos Mirage IIIBR, entretando abatidos ao inventário e substituídos por 12 Mirage 2000C (ver AQUI). Este projecto FX-1 seria congelado no primeiro governo Lula, para ser novamente reaberto, e actualizado para FX-2 apenas agora, mas para o valor substancialmente mais alto e apenas possível perante a escala da modernização em curso na Venezuela de 2,2 biliões de dólares…


(Video da cerimónio de “despedida” aos Mirage IIIBR na FAB)

Ao FX-2, apresentam-se agora o Rafale C (no FX-1 surgia uma variante do Mirage 2000, o Mirage 2000BR), o franco-alemão Eurofighter Typhoon, o Saab Gripen N, o Sukhoi Su-35, e ainda os F-16C Block 60, o F-18E/F e até o… F-35 Lightning II! Entre estes, os favoritos parecem ser o Rafale francês (a nossa escolha pessoal) e o Sukhoi-35… A favor do primeiro joga o seu preço, características e o facto de haver muita pressão do governo francês para realizar a primeira exportação do aparelho, assim como a tradição de uso de caças franceses no Brasil (Mirage IIIBR e 2000) e até o facto do Mirage 2000BR ter sido praticamente declarado o vencedor do FX-1… A favor do aparelho russo estão as suas espantosas características, o raio de alcance mas… contra estão os clássicos problemas de peças e manutenção dos aparelhos russos… E as pressões americanas… Aqui, no FX-2, assim como no que concerne ao concurso dos helicópteros, o vencedor deverá oferecer uma acentuada componente industrial local e de transferência de tecnologia… O que torna a dar vantagem ao Rafale, com a sua ligação à Embraer…

A primeira tranche deverá incluir a entrega de entre 24 a 36 aparelhos, mas a escala total do programa poderá chegar à centena de aparelhos, naquilo que seria o projecto de modernização mais amplo e ambicioso de toda a América a sul dos EUA…

Fonte: Globo

Qual deverá ser a selecção do Programa FX-2?
1) Rafale C
2) Typhoon
3) Gripen N
4) F-16C Block 60
5) F-18E/F
6) F-35 Lightning II
7) Sukhoi Su-35

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Categories: Brasil, DefenseNewsPt | 257 comentários

QuidSZ S3-5: Para onde ía esta igreja?

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Dificuldade: 3

Categories: QuidSZ S3 | 13 comentários

Língua-hipótese: o Grego

Sabe-se que em meados do terceiro milénio a.C. chegaram à Península Ibérica os primeiros mercadores provenientes do Mar Egeu, atraídos pelo comércio do cobre para abastecer os sempre ávidos mercados orientais. Descobriram-se traços deste comércio no povoado fortificado Eneolítico do Zambujal em que se encontraram pedaços de cobre ainda por processar, vestígios de fundições e armas e objectos diversos. Da rota que se estendia desde o litoral centro de Portugal até ao Sul cónio faziam parte os tholoi que foram descobertos em várias regiões do Baixo Alentejo.

Não oferece dúvidas a presença de mercadores destas remotas paragens nas costas do Sul de Portugal durante a Idade do Ferro. Questiona-se apenas o grau da sua influência, e, nomeadamente, se este foi superior ao da conseguida pelos fenícios. Da antiguidade destas viagens nos dá testemunho Estrabão (XIV, 2, 19): “Também se conta dos Ródios que o seu pseudónimo marítimo não se situa apenas no momento em que fundaram a actual cidade mas ainda antes das Olimpíadas eles empreenderam longas travessias para longe da sua pátria, navegando até à Ibéria”.

Um testemunho idêntico é o de Heródoto que narra o curioso episódio de Colaios: “um navio sâmio que tinha por patrono Colaios e que se dirigia para o Egipto foi arrojado para fora da sua rota para a ilha de Plateia; os Sâmios confiaram todo o assunto a Colaios e preparam-lhe um depósito de víveres para um ano. Eles que, a partir das ilhas, tinham avançado com um enorme desejo de chegar ao Egipto, navegaram fora da sua rota, arrastados pelo vento de Leste. Sem deixar de soprar o vento, alcançaram as Colunas de Hércules e, conduzidos por um deus chegaram a Tartessos. Este lugar de comércio estava por explorar nesta época, de forma que ao regressarem, estes Sâmios realizaram com a sua carga maior lucro do até então qualquer grego de que tenhamos referências exactas, se exceptuarmos Sóstratos filho de Laodamante de Egina, que nenhum outro se pode comparar com este. Destes seus lucros, os Sâmios deduziram o dízimo, seis talentos, e mandaram fabricar um jarrão de bronze em forma de cratera argólica.

Para além dos Sâmios também os Focenses (oriundos da colónia grega de Foceia) viajaram para o Ocidente peninsular sendo a colónia de Mainake de sua fundação e o ponto a partir do qual se tornaram numa presença habitual em Tartessos. E no Cyneticum? Recorrendo mais uma vez ao notável trabalho arqueológico de Caetano Beirão, observamos alguns vestígios helénicos nos territórios habitados pelos cónios: Falamos por exemplo do tesouro de Gaio (Sines) com o seu cavalo alado e palmetas helenizantes e um colar de vidro semelhante a outros encontrados em Rodes. Por outro lado, em Monte Beirão o fragmento de uma ânfora grega do século VII a.C. é outra testemunha destes contactos.

Outro vestígio da presença helénica sobreviveu em Pausânias num passo em que nos fala do alistamento de mercenários iberos pelos Espartanos: “Os Gregos, querendo provar a sua bravura, empregaram-nos em diversas batalhas, nas quais estes estrangeiros se portaram valorosamente e mataram grande número de fenícios e aliados. Depois de reconhecerem que mereciam ser distinguidos pelo seu valor e docilidade e de terem utilizado os seus serviços em muitas ocasiões os Espartanos licenciaram-nos com grande mostras de honra.” Mas sendo a região oriental da Península a zona de maior influência grega, não é provável que entre estes soldados estivessem cónios, aliás, um povo sem grandes tradições militares.

Concluímos portanto que a influência grega na civilização grega foi muito diminuta, e certamente inferior à fenícia e, posteriormente, à cartaginesa. Os contactos foram irregulares e pontuais e sempre perturbados pelo domínio afro-asiática que tudo fazia para o impedir e que a partir da batalha de Alalia, os conseguiria afastar definitivamente das paragens peninsulares. Nunca houve nenhuma “colonização” grega, nem sequer na região mais Ocidental da Península, onde Massalia (actual Marselha) exercia a sua influência. Por estas razões, poucas influências gregas se poderão observar na escrita cónia. Existem alguns caracteres da escrita que parecem de origem grega, o que revela a existência de alguma influência, porventura superior ao que os testemunhos arqueológicos nos fazem supor. Julgamos ser também muito possível encontrar palavras, topónimos e termos militares nas inscrições cónias.

Categories: A Escrita Cónia, História | Deixe um comentário

Agostinho da Silva (YouTube): A Ilha dos Amores

Os primeiros passos (hesitantes!) de um canal do Movimento Quintano no Youtube: AQUI !
Sejam pacientes!

Categories: Movimento Internacional Lusófono | 2 comentários

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