Sobre as afirmações racistas de Tony Parsons sobre Portugal e os portugueses a propósito do caso “Madeleine McCann”


(Tony Parsons, um autor publicado em Portugal pela Presença…)

 

O companheiro de lides blogoesféricas Sá Morais do Ideias Fixas 2, chamou a atenção AQUI para um artigo publicado no jornal inglês “The Mirror” onde um colunista de serviço (um tal de Tony Parsons) a propósito do caso Madeleine McCann se dedicava a algumas expressões bem características do tipo de racismo somente possível de encontrar entre povos germânicos e muito especialmente entre saxões a propósito das populações mediterrânicas…

 

Num curto, mas virulento artigo o colunista do “The Mirror” apresentva o seu ponto de vista sobre a forma como o caso estava a ser tratado em Portugal, em especialmente sobre a nossa Polícia Judiciária, mas estendia-se para além disso até uma atitude de aberto racismo contra Portugal e os portugueses em geral.

 

Desde logo, o título do artigo – judiciosamente seleccionado – deixava antever o tipo de texto que se lhe seguia: “Oh, Up Yours Senor“… Sem esclarecer se alimenta esse tipo de desejos em relação ao nosso Embaixador desterrado na “Pérfida Albion” se em relação a toda a população lusa… De qualquer forma, neste texto o dito “Senor” utiliza um conjunto de expressões que denota um acentuado racismo, razão que motivou o envio de uma queixa à entidade britânica responsável pelo combate a este fenómeno, a saber, a “Equality and Humans Rights Commission” que – estranhamente, dado o conteúdo do artigo declarou não estar a queixa dentro do seu âmbito de acção… Não desistimos, contudo, e seguindo a sugestão da própria EHRC, enviámos uma reclamação formal à entidade responsável (SIC) pela recepção de queixas perante atitudes dos órgãos de informação britânicos, a “Press Complaints Commission” apresentando AQUI esta reclamação:

 

“Goof afternoon,In this article of the Mirror (http://www.mirror.co.uk/news/columnists/parsons/2007/10/29/oh-up-yours-senor-89520-20024112/ ), Mr Tony Parsons says:

 

“It is the fault of the spectacularly stupid, cruel Portuguese police. I have never much cared for the convention of calling cops “pigs” or “filth”, but I am happy to make an exception.”

 

(…)

 

“And the Portuguese public must also take their share of the blame. The sight of locals jeering at Kate McCann as she went in for questioning made me feel as though these leering bumpkins were not from another country, but another planet.”

 

(…)

 

“And I would respectfully suggest that in future, if you can’t say something constructive about the disappearance of little Madeleine, then you just keep your stupid, sardine-munching mouth shut.”

 

I do believe that these 3 sentences show an very strong racist opinion about all Portuguese, published on a British newspaper.
That fact gives a very sad picture of the United Kingdom to one of his most old and trust full allies and should be targeted to the intervention of the organism that in the UK is responsible for suppress all expression of racism.”

 

Perante este ultrajante artigo de Tony Parsons não podemos ficar impávisos e serenos… Reagir é imperativo, já que as nossas autoridades não parecem inclinadas a fazê-lo, temos que agir em nosso próprio nome :

 

1. Reclamar perante o jornal que publica tão torpe e racista artigo, enviando correio para feedback@mirror.co.uk como bem sugere o Sá Morais

 

2. Contra a editora Presença, portuguesa (!), que publica e tenta vender ESTE livro do personagem que embora julge todos os portugueses são uns “comedores de sardinhas” não enjeita as patacas que estes generosamente lhe dão ao comprar o “livrinho”. Reclame na caixa de comentários do livro: AQUI e contra a própria editora Presença pelo apoio dado a este saxão quando rejeita diáriamente tantas obras de tantos autores portugueses: AQUI

 

3. Contra a Embaixada Britânica, por um artigo que tanto faz para prejudicar as relações entre o Reino Unido e Portugal: AQUI

 

4. Contra o Ministério dos Negócios Estrangeiros português por nada ter feito em defesa do bom nome do seu Embaixador e de Portugal a propósito deste caso. AQUI

 

5. E sobretudo, reclame junto do “The Mirror” escrevendo para:feedback@mirror.co.uk

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Categories: Madeleine McCann, Política Internacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa | 18 comentários

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18 thoughts on “Sobre as afirmações racistas de Tony Parsons sobre Portugal e os portugueses a propósito do caso “Madeleine McCann”

  1. Esse tipo não passa de um …, apenas gostava de saber por que é que a Embaixada de Portugal no Reino Unido ainda não reagiu e estranha-me o silêncio das autoridades portuguesas no rectângulo luso…

  2. JSR

    Fui dos que se sentiu seriamente indignado com o artigo em discussão; cheguei a enviar um e-mail para o Mirror a questionar se o autor ainda lá trabalhava…

    Sendo este um caso classificado pelos “opinion maker” de Portugal como um caso da esfera política como é possível não haver qualquer tipo de reacção, publicitada, dos nossos políticos?

    Não gosto de desejar mal a ninguém…mas Tony Parsons deverá ser avisado que as sardinhas têm muitas espinhas…

  3. Duarte

    Pois, é este o país de custo de vida “barato” que os “englishes” da trampa tanto procuram. O que querem de Portugal é antes de mais… abandonarem criançinhas de tenra idade com valentes overdoses de sonoríferos para assim ficarem libertos para encheremo bandulho, beber muita “binho” até caírem de cú, assarem os costados, as “vergonhas” e as peidas ao sol e gozarem as férias à “lagarder”. Trabalho? os Mc Cann, dia sim, dia não… aliás dão três dias, gozam quatro. Tiveram um tratamento muitíssimo acima do habitual. Só por abandonarem os filhos, já dava um processo judiciário para ficarem sem a guarda deles e com as respectivas consequências agravantes.
    Este caso Mc Cann já mete nojo! E à custa de todas estas tricas duma novela infundada, “fabricada” e dirigida como aos Mc Cann convém, se afunda a imagem de um país, de um povo, de uma polícia judiciária (tida entre as cinco melhores e mais eficientes do mundo, máu grado a degradação de uma Justiça de perna curta, que tarda e que todos os escumalhas criminosos põe cá fora, nunca conseguindo defender justamente e “justiceiramente” os pobres lesados, os maltratados e as famílias dos assassinados. Realmente, esta mania do “paísinho de barndos costumes” é irritantemente insuportável. Se fosse num país com instituições de pulso, já os cagões dos “englishes” à muito que tinham sido encostados à parede, quanto mais não fosse arrancar a puta da Verdade através de outros meios drásticos e radicais. Existem “verdades” que para saírem cá para fora só à custa de uns bons tabefes nas trombas, por vezes são bem vindos e bem necessários. Se os Mc Cann fossem submetidos a uma sessãozinha “à antiga portuguesa”, descansem que a Verdade vinha logo ao decima! É um “xarope” eficientíssimo e nunca fez mal a ninguém! E como “quem não deve não teme!”… tá tudo dito!!!

  4. sa morais

    Concordo com tudo o que aqui é dito e comentado e já enviei um comentáRio para a editora. Este Tony é mesmo um imbeciloide!

    E outra coisa… a nossa policia pode ser “spectacularly stupid, cruel”, mas não somos nós quem abate pessoas nos metros, pensando serem terroristas. Este Tony “asshole” Parsons deve ser apenas um imbecil, a quem deram voz e “tempo de antena”. Devem-lhe ter dado muitos sonoríferos quando era novo e ficou assim…

  5. Até agora, ninguém respondeu. Nem a Presença, nem o Mirror, nem a entidade responsável pelos Media, no Uk. Está tudo remetido ao mutismo e a olhar para o lado. Inclusivé a nossa Embaixada que deixou humilhar a nossa bandeira impunemente.

  6. Raquel

    Toca a entupir os mails desta gente para que o tal de Tony possa saber o que os portugueses realmente pensam dele e da xenofobia de criaturas como ele…

  7. É precisamente essa a intenção deste Post, Raquel!

  8. Raquel

    Pronto ok!! Não me ocorreu nada mais inteligente para dizer, Clavis!

    Mas até enviei um mail para todos os meus contactos para que viessem aqui tomar conhecimento do tal artigo e das formas de protesto…

  9. Não era uma crítica, Raquel! Apenas um sublinhar…

  10. filomeno

    Parsons, Senor ? ¡Será Mister!

  11. E a este propósit: recebi uma mensagem da comissão para a liberdade de imprensa do governo britânico dizendo que a nossa embaixada em Londres já tinha encetado um pedido de informação sobre o dito artigo… Veremos se o “senor” parsons e o seu pasquim são metidos na ordem…Quiçá?

  12. Raquel

    E aqui encontramos um pouco mais daquilo que os ingleses pensam de nós… desde a policia corrupta ao fascismo(???)…
    Afinal há vários Tony Parsons por ali…

    http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=66210&dossier=Madeleine

  13. O artigo foi de facto muito infeliz e mostrou realmente a falta de profissionalismo do Sr. Tony Parsons, para não dizer outra coisa, porque de “polite” não tem absolutamente nada. A situação em causa tem contornos muito estranhos da parte dos MacCann, e não da polícia ou povo portugues . Este assunto abalou e continua a abalar os média de uma forma estrondosa, mas por outro lado o feedback que tenho tido aqui dos ingleses, em relação a portugal não é de forma alguma negativo, até pelo contrário .

  14. folgo em sabê-lo.
    porque a ideia que fica deste artigo e de outros é que os ingleses julgam que os portugueses são todos umas bestas, e especialmente a nossa PJ.
    e nada pode estar mais longe da verdade. a PJ pode não ter os meios das polícias britânicas, e pode depender demasiado de interrogatórios e denúncias e menos do que devia de perícias científicas, mas isso é um problema de meios técnicos, humanos e financeiros e não da própria PJ!
    E os McCann esquecem-se que a PJ queimou com o caso Madeleine metade do orçamento de todo um ano!
    e que as ligações dos pais ao caso (DNA) nunca foram cabalmente esclarecidas…

  15. cravo

    Um aparte a este caso, que para dizer a verdade não me interessa absolutamente nada porque não passa de sensacionalismo:
    Infelismente a alteração recente à lei das aposentações, nomeadamente o decreto-lei n.º 235/2005 deu origem a uma debandada geral dos investigadores mais antigos e experientes da PJ, e a entrada de demasiadas pessoas novas ao mesmo tempo, sem o acompanhamento necessário e transmissão de conhecimentos(um processo muito lento por natureza) que era habitual. Fontes internas da PJ confirmam que isto gerou um problema muito grave e a nossa PJ já não é o que era há 3 anos atrás.

  16. ok.
    isso explica algumas coisas.

  17. Goot_Mit_Uns

    Comentarios racistas?? desculpem mas isto é um disparate.
    Como podem os ingleses ser racistas para conosco se somos da mesma raça deles = Branca caucasiana, ambos descendemos de povos indoeuropeus. Que não se confunda racismo com xenofobia.
    Viva a Europa Viva a Portugal

  18. “raça branca”?
    pois sim… ora aí está uma expressão que diz tudo sobre as crenças políticas de alguém.
    para sua informação, para a maioria dos ingleses (não confundir com britânicos), os portugueses, espanhóis e italianos, são negros. Os “negros do sul da Europa”, do “club med”.
    Talvez você gostasse de ser um “caucasiano inglês”, mas se se passeiar junto a um skinhead inglês, exibindo a sua portugalidade “negra”, verá rapidamente o que quero dizer…

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1225986&idCanal=95
    http://nopaisencantadodasnoticias.blogspot.com/2005/08/racismo-ou-xenofobia.html
    http://imigrantes.no.sapo.pt/page6.EmigPortEsc01.html
    etc etc etc

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