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Os Guanches e a Morte

a) Os Guanches e a Morte

Quando falecia um Guanche, especialmente se tratava de um achimencey (nobre), um longo período de luto começava. Segundo os cronistas, os guanches acreditavam na via depois da morte e que os espíritos dos homens maléficos habitavam na ilha de Teide, ou Echeyde, enquanto que os espíritos daqueles que tinham vivido praticando os princípios do bem frequentavam a região de Aguere, um vale paradísiaco situado onde hoje se encontra a cidade de La Laguna. Infelizmente, estas narrações parecem ter sido de algum modo influenciadas pela visão cristã do Mundo do Além.

Um dos rituais praticados nestes momentos pelos guanches consistia na remoção dos órgãos do corpo do morto e a sua colocação num cesto. Um jovem voluntário saltaria de um topo de um penhasco para o mar com esse cesto. Antes de cometer este suicídio ritual, os parentes do falecido dariam ao jovem mensagens para o morto. Obviamente, este ritual só era praticado na morte de um nobre de alta estirpe, caso contrário a população guanche ter-se-ia extinto mesmo se a ajuda dos invasores castelhanos…

Depois do cumprimento deste ritual, o corpo era lavado e recheado com unguentos preparados a partir de várias plantas e minerais segundo uma fórmula que se desconhece. O corpo era então colocado sob o Sol durante várias semanas até que, completamente seco, se tornava numa múmia ou xaxo. Uma vez preparada, a xaxo era enrolada em peles de animais, pintada e marcada de modo a permitir a posterior identificação. O corpo era então colocado numa caverna que servia de jazigo familiar e rodeado de oferendas.

b) A Sociedade Guanche

No topo da sociedade encontrava-se o Mencey, ou monarca. Mais abaixo na hierarquia encontramos os achimencey (nobres), que mantinham um estatuto elevado mercê das suas ligações de parentesco com a família real. Os cichiciquitzos formavam uma espécie de “classe média”, sendo os achicaxna o estrato social mais baixo. Toda a terra e gado pertencia aos Mencey que os distribuía pelas classes mais altas de acordo com os seus méritos e necessidades, ocupando assim um papel central na economia guanche. Não parece ter existido uma classe sacerdotal, sendo as funções religiosas executadas pelos Menceys. Apesar disso existiam os Guañameñe, uma espécie de profetas que percorriam a ilha e que recolhiam grande respeito e veneração.

c) A Origem dos Guanches

Os antepassados dos guanches chegaram às ilhas por mar, a partir do Norte de África, e pertencem ao mesmo estrato étnico dos Berberes das montanhas do Atlas e – segundo Sergi – à matriz Hamítica aparentada com a raça dos iberos. De acordo com os relatos dos conquistadores europeus, os Guanches eram um “raça muito bela, de tez branca, altos, musculosos, com muitos indivíduos louros entre os seus”. A sua alta estatura deve ser compreendida tendo em conta a estatura média dos europeus de então. Quanto aos indivíduos de cabelo loiro, ainda hoje podem ser encontrados esses exemplos por entre os berberes da cadeia do Atlas. Alguns tentaram negar esta origem africana dos Guanches principalmente devido a motivações políticas para refutar reclamações territoriais por parte do Reino de Marrocos.

d) História de Tenerife

De acordo com a tradição, a ilha de Tenerife havia sido inicialmente governada por um único Mencey chamado Tinerfe, o Grande. Parece ter residido na região de Adeje na zona mais ao Sul da ilha. Após a sua morte a ilha foi dividida entre os seus filhos e netos. De qualquer modo, é certo que quando chegaram os primeiros europeus, Tenerife tinha nove reinos, ou Menceys, independentes. Os pequenos reinos eram conhecidos como: Anaga, Tegueste, Tacoronte, Taoro, Icod, Daute, Adeje, Abona e Güimar. Estes reinos estendiam-se desde a costa até às encostas das montanhas do interior. Os cumes das montanhas, e nomeadamente Teide, eram territórios comuns utilizados pelos pastores dos vários reinos e essenciais aos reinos mais pobres do Sul. Por contraste, os mais abastados reinos do norte possuíam campos com diversas culturas agrícolas.

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